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Túnel do Tempo: Horror na Cidade Grande - 7º capítulo

31 de julho de 2013 2

— Vem — repetiu ela, parada no meio da sala.

Continuei aparafusado na soleira da porta. Olhei para dentro. Um apartamento não muito grande, de um quarto, talvez. Estava escuro, não conseguia divisar a decoração. Esperei que meus olhos se acostumassem à penumbra.

Hesitei.

A atitude dela era muito estranha. O que podia querer comigo? Sexo? Não era possível… Ela mal me conhecia. Ou será que as coisas estavam assim em Porto Alegre?Tratava-se de uma cidade perigosa, uma cidade do pecado, sem dúvida.
— Vem — disse ela mais uma vez.

E agora? Não podia continuar parado ali. Ou escolhia a fuga para a segurança ou cedia à tentação da curiosidade. A fuga definitivamente não me agradava. Nenhuma fuga me agradava. Sou de enfrentar as coisas. Foi o que meu pai me ensinou: a enfrentar o medo, a enfrentar as dificuldades. Além do mais, ela havia me ajudado. Seria muito mal-agradecido, se saísse correndo sem nem dar explicação. Seria um covarde. Um pulha.

Entrei.
Ela sorriu.

— Gostei de você — disse. — Por isso avisei do golpe do bilhete premiado. Aqueles dois vigaristas passam o dia aplicando o golpe no Centro.
— Ah, obrigado… Eu não sabia, eu sou do Interior, eu…
— De onde você é?
— Cachoeira.
— Cachoeirinha?
— Não. Cachoeira do Sul.
— Ah. Vem comigo — ela tomou a minha mão. — Vou mostrar o resto da casa.

Não havia muito o que mostrar. A sala tinha um sofá e uma poltrona, uma TV, uma mesinha de centro, nada mais. A cozinha era à esquerda, mas não entramos lá. Ela me levou direto ao quarto. Um quarto de tamanho médio, com uma cama de casal desarrumada e um roupeiro de quatro portas encostado à parede. As janelas eram cobertas por cortinas sebosas. Senti um pouco de nojo daquelas cortinas.
— Aqui é o quarto — ela informou, sorrindo.
— Ah… — eu não sabia o que dizer. Era óbvio que ali era o quarto.

Ela continuou me conduzindo pela mão. Guiou-me até a cama. Sentou-se e me puxou.
— Senta — mandou.

Obedeci.

Mal sentei, ela pulou sobre mim. Enlaçou meu pescoço com seus braços, grudou sua boca na minha e enfiou a língua entre meus dentes. Assustei-me um pouco com o ímpeto dela, mas confesso que o beijo me excitou. Era a primeira vez que beijava uma mulher que não a minha em oito anos. Oito anos! Tinha 17, quando encostei em outra mulher. Uma vida, meu Deus!

O gosto dela era diferente. Ela tinha uma boca macia e quente e mãos que sabiam o que faziam. Começou a me acariciar. Enfiou a mão sob a minha camisa, massageou minhas costas. Gemia. Entreguei-me, naquele momento. Não pensei em mais nada. Deixei que agisse.

E ela agiu.

Enquanto me beijava, tirou a blusa pela cabeça. Seus dois grandes seios saltaram para a liberdade. Olhei para eles e senti o peito se me apertar de desejo e angústia, tudo inexplicavelmente ao mesmo tempo.
— Meu Deus… — balbuciei. — Como são… bonitos.

Em resposta, ela apanhou minha cabeça com as duas mãos, puxou-a para baixo e afundou-a entre seus seios. Fiquei ali, sentindo o cheiro do seu perfume, experimentando a textura da sua pele com a minha língua, apalpando seus mamilos com minhas mãos trêmulas. Ela gemeu mais alto. Sua mão desceu até as minhas calças, tocou-me com fúria, explorou minha bragueta e abriu o zíper. Enfiou a mão por ali e passou a me manusear.
— Oh… — sussurrei. — Oh… Oh…

Aquilo estava bom. Meu Deus, como estava bom! Se fosse em frente, consumaria o ato. Sei que consumaria. Não havia volta, se não parasse ali. Devia parar ali? Devia?

Descubra se Roger parou ou não no próximo eletrizante capítulo de… Horror na Cidade Grande!!!

Comentários (2)

  • Alexandre Gabriel diz: 31 de julho de 2013

    Estou escutando sala de redação 31/07/2013 e fique perplexo ao ver o wianei querendo ter razão no caso do gaúcho, o sala de redação virou um hospício, poderia ser só um asilo, mas estes velhos estão esclerosados, não sabem o que falam e cada vez falam mais, ouvindo você defender suas teses fundamentadas fiquei analisando que o mundo esta ficando burro e mal educado, pois os velhos que eram para ser comedidos são loucos e os mais novos apenas não querem aprender. Assim você se torna um ícone.

  • NADA POR SER MAIOR diz: 31 de julho de 2013

    David, nunca fui admirador de tuas colunas, achava que tu escrevia demasiadamente com o intuito de passar por galã e pegar mulheres, enfim… hahaha. era o que eu achava, confesso. mea culpa. cara, tirando essas coisas mais insinuantes que tu escreves(muito bem, por sinal) que eu acho meio apelativas no sentido que te expliquei acima, passei a ser um fã teu. INCONDICIONAL. tuas opiniões no Sala de Redação me fazem sentir como se eu mesmo estivesse lá falando, quando tu entra em embates com o Wianey e o Kenny(colorados recalcados, seria uma ironia do destino? rsrs). tu és um cara ponderado, divertido e demasiadamente educado. como te disse, te encontrei uma vez meio bebum lá na tia Carmen. eu estava numa despedida de solteiro de um amigo e tu entrou lá solito, tarde da noite. fui falar contigo, eu e um amigo. era para tirar uma dúvida sobre times envolvendo o Pedro Ernesto e a ti. eu tinha certeza da resposta, mas o time do Pedro foi motivo de discussão por anos com um amigo meu de infância(o qual fazia isso apenas para em torrar, sabendo ele já da resposta). fui lá, te perguntei e tu foste super bacana, me respondeu “politicamente” correto. hahahaha. tu é uma figura, cara. também, né, vá que eu não fosse gremista, vá saber se eu teria perguntado aquilo na tia Carmen pra querer confusão contigo, uma vez que eu sou um cara bem grande… te relembro isso mais uma vez pois te conheci ali nessa época com a minha primeira opinião. ao te ouvir hoje no Sala, vibrei como em outras ocasiões, quando tu resolveu enfrentar esse senhor senil, imbecil de alma, mesquinho, mal amado e mal educado. e não sei se foi decisão tua, mas te afastar do programa nos dias em que ele vai, foi a melhor coisa que tu poderia ter feito. eu nem ouço mais. só me fez falta o Lauro Quadros, meu ídolo um pouco mais a frente do que tu. hahahaha. só escrevi pra que tu saibas que tu é um baita cara, tuas opiniões e teus textos são fantásticos. parabéns, cara. grande abraço tricolor!

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