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Túnel do Tempo: Você é o Juiz — 16º Capítulo

27 de outubro de 2013 0

Passei o resto da noite articulando o plano. Elucubrando. Pensei em cada detalhe. Cada pormenor. Nada poderia dar errado. Eu não podia falhar.

Não podia.

Em primeiro lugar, tinha de arranjar um álibi razoável para me ausentar do trabalho durante pelo menos uma hora. Bem. Poderia alegar que estava trancado no meu escritório por esse período. Isso era fácil, muitas vezes passava meia tarde sozinho. Até mais. O problema seria provar que não saíra de lá. Como?

Como???

Isso me consumiu boa parte da noite. A madrugada já ia alta quando ocorreu-me uma ideia que pareceu razoável. Podia usar as tecnologias contemporâneas. A doce Internet. Se ficasse dez minutos conversando por MSN com alguém, exatamente no meio daquela hora em que tinha de me ausentar, estaria provada a minha permanência no escritório. Bastaria, portanto, emprestar o meu laptop e a senha do meu MSN para alguém e forjar uma conversa com algum dos meus amigos. Decidi que pagaria a algum gaiato para ter essa conversa por mim. Não alguém do escritório: um conhecido que não soubesse muito a respeito da minha situação matrimonial ou profissional.

Foi o que fiz. Na manhã seguinte, encontrei um velho conhecido para falar por mim no MSN. Não foi difícil. Era um sujeito que estava desempregado havia algum tempo e sobrevivia de expediente. Dei-lhe cem reais e ele quase desmaiou. Percebi que, com cem reais, eu compraria até sua honra sexual.

Feito o negócio, pus em ação o resto do plano. Dei um jeito de sair do escritório sem ser visto. Não peguei meu carro; tomei um táxi. Fui até a mansão. Sabia que, àquela hora, não haveria ninguém em casa, exceto Laércio, e Laércio deveria estar ocupado cuidando da churrasqueira e da piscina para as atividades do próximo feriado, que se aproximava. Meus passos seguintes seriam três. Ei-los:

1. Entrar na mansão por uma janela lateral, sem que Laércio me visse.

2. Subir ao quarto da velha bruxa.

3. Subtrair as joias.

Depois, teria de fazer algo um pouco mais complicado, algo que vou relatar daqui a pouco.

Bem.

Dei o primeiro passo. Entrei na casa por uma janela que, obviamente, já deixara entreaberta.

Hora do segundo passo. Que não saiu como esperava. Quando havia posto o pé no primeiro degrau da escadaria, ouvi um ruído estranho. Estaquei. E estremeci. Uma voz me dizia:

- Para! Para!

Meu coração empedrou no peito. Quem havia me flagrado?

Quem???

Saiba já, já, num dos últimos capítulos de… Você é o juiz!!!

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