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Túnel do Tempo: Você é o Juiz — 17º Capítulo

28 de outubro de 2013 1

Eram gritos de mulher. Na verdade, não eram exatamente gritos, e sim gemidos. Prestando bem atenção, não se dirigiam a mim aqueles gritos, quer dizer, gemidos. A pessoa que gemia nem devia saber que eu estava na casa. De onde vinha o ruído? Esgueirei-me pelos cantos da sala, atento como um perdigueiro. Percebi que o som partia de um dos banheiros do lugar, um banheiro situado no meio de um corredor que levava aos quartos dos empregados. Fui até lá, devagar, pé ante pé, um tigre à espreita da vítima. Espiei pela porta entreaberta. E o que vi me surpreendeu. Laércio, o mordomo, tentava agarrar a cozinheira.

Mas que belo sacana havia me saído esse Laércio! Tinha prensado a cozinheira contra a parede. Enfiava as mãos por baixo da saia dela, agarrava-a com vontade. Com ânsia mesmo. Laércio queria de qualquer jeito sovar a cozinheira. Dei uma boa olhada nela. Hum. Nunca havia reparado naquela cozinheira, envolvido que estava com Larissa ou Luana, mas agora percebia que se tratava de uma mulata bem interessante. Boas pernas. Coxas fortes. Bem interessante, de fato. As possibilidades infinitas da vida na mansão! Laércio apalpava aquelas coxas cor de chocolate e resfolegava com a cabeça enfiada entre os seios da cozinheira. Ela arfava e repetia:

- Para! Para!

Mas não parecia querer realmente que ele parasse.

A calcinha dela apareceu entre os dedos ávidos do mordomo. Uma calcinha azul que podia ser menor. Em um segundo, a calcinha já lhe cobria os joelhos redondos. O sexo pulsante da cozinheira agora se expunha à concupiscência do mordomo. Grande Laércio! Invejei-o. Ganhara duzentos pacotes sem fazer esforço e agora ia se repoltrear com uma cozinheira gostosa.

A coisa ia acontecer ali mesmo e seria uma loucura. Senti vontade de assistir, mas achei que a função facilitaria o meu trabalho. Primeiro o dever, depois o prazer. Deixei Laércio se divertindo com a cozinheira e decidi que talvez me ocupasse dela mais tarde. Deslizei para a sala outra vez, subi as escadas e fui direto para o quarto da velha bruxa. Sabia onde estavam as joias: escondidas num fundo falso do roupeiro. Rapidamente abri o roupeiro, extraí o fundo falso e de lá saquei a caixa de joias. Faiscavam como um pequeno sol. Um tesouro! Piratas matariam pelo conteúdo daquela caixa. Coloquei-as todas em um saco de pano que trouxera especialmente para o trabalho, exceto um colar de brilhantes muito chamativo e, provavelmente, muito caro. Esse, meti no bolso das calças. Devolvi a caixa ao fundo falso, fechei o roupeiro e saí do quarto, sempre tendo o cuidado de apagar minhas impressões digitais.

Desci as escadas. Agora vinha a parte delicada do plano. Talvez a mais perigosa: teria de esconder o colar numa gaveta do quarto de Laércio. Queria imputar-lhe a culpa pelo roubo. Seria perfeito. Per-fei-to! Pagaria minha dívida com o agiota, cobriria o rombo na contabilidade da empresa e ainda me livraria do chantagista maldito. Ele não poderia me acusar de nada nem que desconfiasse. Se me denunciasse, teria de admitir que fez chantagem comigo, seria possível inclusive que o obrigassem a devolver os 200 mil que lhe paguei.

Era mesmo um plano genial. Mas, para esconder a joia em seu quarto, precisaria passar pelo banheiro onde o mordomo e a cozinheira espadanavam em sexo pecaminoso. Foi com muita, muita, mas muita cautela que passei pela frente do banheiro. Não pude evitar: dei uma espiadela. Laércio possuía a cozinheira em cima da pia, furiosamente, rosnando:

- Me chama de patrão! Me chama de patrão!

Ela gania:

- Patrãozinho! Patrãozinho!

O bom Laércio…

Fui em frente. Entrei no quarto dele. Não escolhi muito: abri a última gaveta de uma penteadeira e acomodei o colar entre as meias e as cuecas do chantagista desgraçado. Limpei as impressões mais uma vez. Esperei alguns minutos, escutando com o ouvido colado à porta. Só poderia sair quando o caminho estivesse limpo. Esperei. Esperei.

Esperei.

Ouvi vozes ao longe. Laércio e a cozinheira deviam estar se despedindo. Malandro, esse Laércio. Esperei mais um pouco. Esperei. Esperei. Esperei.

Abri a porta, enfim. Tudo estava silencioso. Tudo calmo.

Já estava no corredor, quando ocorreu o inesperado.

A cozinheira me viu.

Sim. Ela me viu. Já havia se livrado de Laércio, que na certa se encontrava em outro ponto da mansão. Vinha caminhando placidamente pelo corredor, com o maior ar de inocência naquele rosto de rainha da bateria. E flagrou-me saindo do quarto do mordomo, com o saco de pano cheio de joias na mão.

E agora? O que eu poderia fazer???

O que Rildo fez? Ele conseguiu se livrar da cozinheira???
Saiba logo, no próximo capítulo de… Você é o juiz!

Comentários (1)

  • Gremista isento diz: 28 de outubro de 2013

    Pessoal do Sala: sou contra a violência dos manifestantes.
    MAS, NÃO É ENFORCANDO O CIDADÃO COMO O WIANEY DESEJA, OU INTIMIDANDO O CIDADÃO DIZENDO QUE VAI VOLTAR A DITADURA (LAURO). ETC.. KENNY…
    É ACABANDO COM A CORRUPÇÃO, É PROMOVENDO CIDADANIA QUE VAMOS ACABAR COM A VIOLÊNCIA. DE NADA ADIANTA MANDAR A POLÍCIA BAIXAR O CACETETE NO CIDADÃO. ISSO NÃO VAI TER UM BOM FIM.

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