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O japonês no Brasil

24 de abril de 2014 17

Leitor que preferiu não se identificar enviou o seguinte email. Leia, que é interessante:

Sou gerente regional de vendas de uma empresa japonesa de componentes eletrônicos.
Fornecemos pequenos componentes, para tudo que é tipo de aparelho.
Cuido dos 3 estados do Sul, além do Uruguai e o que sobrou da Argentina….
Mas isso não vem ao caso.

Semana passada esteve aqui o novo CEO da empresa para as Américas, como eles se referem.
Fiquei constrangido primeiro porque ele falava Inglês BEM melhor do que eu e a maioria de meus colegas.
Ele japonês, aquela língua desgraçada…falava inglês repito..BEM MELHOR do que nós.

Mas isso também não importa.
Vamos ao que importa e por isso eu escrevo nesse momento.

Estávamos em São Paulo, na reunião de minha regional, e pegamos o metrô para irmos até o Brás, onde existem vários distribuidores de nossos produtos.
Ele não queria andar de carro.
Queria metrô.
No Japão todos andam de metrô a trabalho….disse ele.
Fomos de metrô.

Começou a viagem de 4 estações. Ele ficou pasmo com vários jovens falando alto e escutando músicas em seus celulares, numa competição de músicas de péssimo gosto para todos escutarem no vagão.
Ele perguntou se fone de ouvido era caro aqui…..não entendia por que as pessoas escutavam as SUAS músicas desta forma.
Não conseguimos explicar.
Ele disse que isso no Japão não existe….
O metrô, segundo ele, as pessoas descansam e até dormem……
Meu Deus.

Chegamos no Brás, descemos… na porta da estação, três equipes de reportagem cobrindo um fato que havia acontecido e ainda se desdobrava: um homem havia sido pego em uma suposta tentativa de abuso de um menor dentro do banheiro da estação. Tinham quase matado o cara de tanta porrada e amarrado-o junto às grades, com fios de cobre.
Na frente, se acotovelando, as equipes do Cidade Alerta, Brasil Urgente e Jovem Pan…cada uma tentando filmar ou tentar entrevistar o miserável ali amarrado.
Um PM sozinho tentava conter as pessoas e aguardava reforço para levar o cara em segurança para a delegacia.
Na volta, centenas de pessoas entoando “Tarado…mata…estupra ele…” e por ai…

Imagina nós tentando explicar isso ao Japa.
Quanto mais falávamos, pior ficava.
Ele não entendia o nível de violência, a fúria das pessoas, a passividade da imprensa… não entedia nada.
Cheguei a pensar que nosso inglês não era suficientemente claro para dizer a ele o que estava acontecendo.
Mas não era isso.
Ele entendeu tudo que falamos, mas não conseguia assimilar o nível de violência que ele estava presenciando.
Foi quando ele disse ao meu colega que “não iria contar disso a ninguém no Japão, primeiro porque a ele faria mal relembrar do fato em si, e segundo porque a maioria das pessoas não entenderia o que ele estava tentando contar”.
“No Japão isso nem se imagina”, disse ele.

Voltamos de táxi, em dois por sinal.
O Japa quieto, atendia o telefone e falava em japonês.
Talvez estivesse contando o que viu, sabe-se lá.

O grande final, a cereja do bolo como falamos.
Fomos ao hotel dele, deixá-lo, pois ele seguiria no dia seguinte para o RJ e eu voltaria para cá.
Sentamos todo no bar do hotel, TV ligada… e… Marcelo Resende, do Cidade Alerta, mostrando a reportagem.
O japa enlouqueceu.
Ele não queria acreditar que um canal de TV se prestava a mostrar e fomentar a violência diária de uma cidade.
Pois ele pegou o IPAD e filmou a tv exibindo a reportagem do fato que ele havia presenciado.

Foi então que ele olhou para nós, tomou o resto da cerveja do copo e perguntou: “Como vocês conseguem viver e conviver com uma situação dessas, achar que é normal e não fazer nada para mudar isso?”

David… ele disse que no Japão isso não existe. Aliás, ele disse isso de várias coisas.
Eu não conheço o Japão. Tu eu sei que conhece.
É um país tão certo assim ?

Não. Não é que o Japão seja tão certo, meu caro. Isso aqui é que é muito errado.

Comentários (17)

  • Jose Antonio diz: 24 de abril de 2014

    David,
    Falando em errado lembro do Grêmio, errado desde a outra gestão do FK! Só “maus gestores”, um dono de empresa de ônibus que vive do caos urbano e que entregou o clube a uma tal de ISL, cria da máfia do Havelange, sem nada acrescentar ao Gremio, pelo contrário perdeu o Ronaldinho. Outra ala ligada ao deputado que fez o pior negócio da vida do Clube. Isto começou naquele ano que fomos vice da libertadores entregando o jogo para o Boca…e culminou com a “joint venture” com a OAS, dando o Olimpico e a Arena e ainda com uma baita dívida somada por contratos longos, caros, com ex-atletas.
    Isto também não ocorre no Japão e, ocorrendo, acaba em tragédia (esta sim noticiada), o haraquiri. Será que dependeremos de que o Fábio Koff (pessoa física) voe tal uma Fênix sobre o Olimpico a cada três décadas para a rrumar a Casa?
    A imprensa da aldeia luta em derrubar o Gremio, empilhando crises trimestrais desde os 90′s, mas sem nunca mostrar o real dolo sofrido por incompetentes de plantão e suas consequências no longo prazo.
    Mas, isto tudo não apaga a máxima de quem é humilhado em GRE-nais saia “asap”! Werley e Pará já merecem há muito tempo e agora o Enderson, que não tomou outro “sacode” ontem pela retranca que armou.
    Sds,
    JA

  • Luis diz: 24 de abril de 2014

    Deus é brasileiro!!! No futebol nos somos o melhores do mundo!!! Nenhum país tem tantos craques como o nosso!!! O Brasiúúúú é o melhor país do mundo pra se morar!!! Nós temos Neymar!!! O resto é bobagem!!!

  • Flávio da Luz diz: 24 de abril de 2014

    Um amigo, neto de japonês, morou e trabalhou por 9 anos no Japão.
    Um dia um japonês atormentado entrou num banco, armado de uma faca de cozinha, e começou a gritar, pois havia perdido o emprego.
    Poucos minutos estava dominado por meia dúzia de policiais armados de … cacetetes.
    Foi a única situação de violência que ele teve conhecimento em quase uma década.

    Povo sem educação, jeitinho brasileiro, ritmos musicais podres, novelas indecentes, butecos e igrejas, imprensa tendenciosa e sensacionalista, políticos corruptos, falência do judiciário, “Corra Que a Polícia Vem Aí”, violência com sucrilhos, prostituição infantil, mais administradores, advogados, engenheiros, pensadores morrem de fome. E o povo vai prá avenida.
    Ai o japa larga essa: “Como vocês conseguem viver e conviver com uma situação dessas, achar que é normal e não fazer nada para mudar isso?”
    PQP, japa! Mande o Godzila prá cá!
    Como diria o “filósofo” Leslie Nielsen: “Me sentia um cego numa orgia, onde teria que apalpar…..”

    Tem que desfragmentar esse monstro chamado Brasil, pois o seu tamanho permite que as doenças se espalhem ao gosto dos maus intencionados.
    E que cada um, cuide do seu pedaço.
    Bateu a deprê. Nick Drake, Northern Sky.

  • clitorio botega diz: 24 de abril de 2014

    Algúns comentários só confirmam o que o japa deve ter pensado do Brasil, o assunto era um e já entraram de futebol, vão pra pqp.

  • Marco diz: 24 de abril de 2014

    Japão tem um dos maiores índices de suicídio do mundo… tirem suas conclusões… e aliás, até onde será que esta história é verdadeira? Ou através desta história alguém quis mostrar seu ponto de vista? O Brasil é um lugar que tem muito a melhorar, o povo é mal educado, a classe política é um antro, mas pra quem já viajou e conheceu vários países, inclusive o Japão, sabe que não são as maravilhas que pintam. O problema é que o turista conhece os pontos turísticos destes países, e acha que esta é a regra. Resumindo, temos que melhorar muito, nem acho que o Brasil tenha muito jeito, sou pessimista, eu sei. Porém, quem viajou um pouquinho, sabe que, inclusive o Japão, tem um lado terrível, só eles conseguem esconder isto melhor….

  • Gerson Moracha diz: 24 de abril de 2014

    O Japa ficou indignado com a violência mostrada na TV, e eu não sendo Japa também fico todo santo dia. Já não suporto mais a hipocrisia de comunicadores(??) de telejornais, rádios, jornais, e afins falando que não gostam de mostrar coisas tristes,violentas, mas dia-trás-dia ficam mostrando somente o pior no país, pois segundo os mesmos é sua função. O que falar daquela Sherazede do SBT fomentando a violência e linchamentos ao vivo. Dizendo fazer jornalismo noticioso, riríamos se já não estivéssemos chorando. Vozes sensatas se levantam contra tamanha insensatez e logo vem defensores de um suposto direito a liberdade de expressão dizer que o governo quer cercear os meios de comunicação. E o tal Bom Dia Brasil então, só pode ser cinismo tal designativo, que eu nunca vi passar uma única notícia alentadora sobre qualquer fato ou situação naquele telejornal. Eu já nem ligo no canal para não passar mal o dia.Alias deveria chamar-se Mau Dia Brasil, de tanta eca que falam. Não conseguem falar uma frase sem fazer caretas e emitir opinião, quase sempre tendenciosa e falaciosa, de forma simplista quase emburrecedora. A bem da verdade, a maioria dos meios de comunicação no país não fazem jornalismo , fazem política e dá pior diga-se de passagem. O problema é amplo e a solução complexa, mas certamente passa pelo tripe : educação, meios de comunicação e bons políticos. Ampliar a educação não só formal mas social e humanista, controle social dos meios de comunicação ( regras de uso e democratização do uso e controle desse espaço que é públic), e reforma política que permita uma elevação dos bons políticos e exclusão dos maus do cenário partidário. Na área política financiamento público de campanha para evitar a ingerência e corrupção por parte dos agentes econômicos, alias poderia seguir falando que como sabemos falar é fácil, fazer é que são elas. Quanto tempo levaremos para civilizar este país, 20, 40, cem anos talvez? O Brasil tem 6000 municípios e é impossível que em todos eles tudo esteja errado. Muita coisa boa esta sendo feita e por que isto não é mostrado todo dia como forma de incentivo as cidades e populações que tem suas mazelas ?Não vejam aquelas como exemplos a serem seguidos, em vez de todo dia mostrar o pior que temos tirando a esperança e levando mais desânimo e revolta onde já existe a desordem ? Hoje vivemos em luta entre aqueles que querem mais estado, mais serviços públicos, mais solidariedade social e aqueles que querem liberalismo , menos estado logo menos serviços públicos e individualismo . Será que não podemos chegar num consenso como sociedade e trilharmos o caminho-do-meio. A verdade é que estamos no Brasil em guerra tanto ideológica, econômica como social, e existem aquels que dizem que as ideologias findaram. Hipócritas? Ingênuos? Maliciosos? Só prá lembrar: a Europa era uma social-democracia, o Japão também, a Escandinávia nem se fala. Estes não são bons exemplos onde existe estado forte ( impostos = serviços públocos de excelência) e liberdade econômica. A Inglaterra fez uma Lei de Controle Social da Midia e aqui os meios dizem que é censura. Censura a seus interesses escusos TALVEZ?

  • Alberto/NH diz: 24 de abril de 2014

    Justiça pelas próprias mãos chegou p/ ficar. Ano de Copa e eleições, não irão mudar lei nenhuma e, por interesses (ou desinteresses) políticos, voltamos ao Velho Oeste! Dá-lhe Neymar, Pasadena, Felipão, caso Detran, FIFA, crimes, corrupção…Basta prestarmos atenção nas declarações dos Advogados do caso Bernardo para termos uma noção do que é a nossa “justiça”. Parabéns ao Japa: “isso aqui é que é muito errado”; “achar que é normal e não fazer nada para mudar isso?”

  • Diego diz: 24 de abril de 2014

    Eu estive no Japão março passado por 15 dias. É exatamente como ele disse. É impressionante o nível de civilidade dos japoneses. O respeito às regras, a limpeza (as lixeiras nas ruas, que são limpíssimas, são escassas – cada um leva seu lixo consigo). E tudo funciona. E não há medo de se andar nas ruas a qualquer hora do dia ou da noite. É esperado que se você perca algum pertence, por mais valioso que seja, alguém lhe entregue ali mesmo, ou que você possa recuperá-lo em algum achados e perdidos.
    E não é porque a cultura japonesa é diferente, antiga ou seja lá o motivo. Estive por 3 meses entre a Nova Zelândia e a Austrália e tinha exatamente o mesmo sentimento de segurança e de que não estão querendo me enganar em cada esquina. Estes são países tão jovens quanto o Brasil, com infinitamente menos recursos naturais, mas que funcionam muito bem. Saldo ruim dessa viagem é que enxergo o quão distante estamos de ter um país sério e tenho quase certeza de que nunca seremos.

  • Zioran Tittoni diz: 24 de abril de 2014

    O que se pode esperar de um país em que, depois de um executivo contar o que aconteceu, mostrando a fragilidade de nossas instituições, nossa falta de respeito ao próximo e a cultura decadente que temos. O primeiro comentário que alguem escreveu depois de ler isso foi sobre: futebol.
    Aqui não tem mais jeito. Quem sabe se começarmos a plantar uma pequena semente agora as próximas gerações mudem alguma coisa, a atual é vergonhosa e alienada.

  • Diogo diz: 24 de abril de 2014

    Davi,
    Para com isso, tchê. Se te convidarem para ir conhecer a Angola, tu vais ficar “muito impressionado e sem entender ” o porquê do atraso do país, da cultura etc?
    Tu sabes muito bem o que irá encontrar na África subsaariana.

    Como pode esse japonês, que fala inglês como ninguém, é CEO de uma empresa multinacional, ser tão tapado a ponto de imaginar que encontraria a mesma civilidade do Japão na América do Sul?

    Que porcaria de texto, lamentável. E me deixaste com raiva ao lê-lo, como nunca havias conseguido.

    Adoraria ler o que um japonês faria para melhorar nossa cultura, nossa educação. Sobre o que a experiência do país dele, que por milhares de anos vem aperfeiçoando seus conceitos de civilidade (a ponto de banir o linchamento público – que outrora certamente existiu) tem a contribuir com o Brasil, coitado, um século atrasado, que mal soma 50 anos de democracia em sua existência. Qual é, a história é outra.

    Era só o que faltava eu me sentar em um estádio de futebol no Japão para assistir a uma partida do campeonato japonês e não entender porque o nível técnico é tão baixo, porque os jogadores não sabem marcar, porque a torcida não vibra como a nossa. Por favor.

  • Sidinei Lander da Silva Pereira diz: 24 de abril de 2014

    Saudações, David.
    O texto impecável como sempre inevitavelmente nos conduz aos comentários (não raras vezes tão interessantes quanto o próprio texto que os originou).
    E justamente dois deles me induziram ao presente comentário que ora lavro.
    Assim como alguns leitores também tive a sorte de conhecer outros países (não o Japão, ainda) e do mesmo modo levado a inevitáveis comparações.
    Não pretendo aqui advogar as virtudes desta nação (seria como defender virgindade em prostíbulo) nem apontar o dedo às mazelas (até porque não tenho tantos dedos assim…), porém como me eximir de deixar aqui registrado uma constatação que fiz em 10 (DEZ) países: todos os países tem suas dores e seus amores, mas o que REALMENTE os difere de nós que neles o POVO É PARTE DA SOLUÇÃO E NÃO PARTE DO PROBLEMA. Dizer que o Japão tem uma das mais altas taxas de suicídio do mundo é como apontar uma verruga no corpo de uma top model! “Macaco olha o teu rabo” diz o ditado e com razão: se lá eles se matam, aqui nos matamos uns aos outros em escala genocida!!!
    Nunca esqueçamos: quem nos governa reza pela mesma cartilha de quem os elege…

  • Machiavellirs diz: 24 de abril de 2014

    O BRASIL NÃO TEM JEITO

    O Brasil não tem jeito. Infelizmente, essa é a grande realidade.

    Nosso povo, de esmagadora maioria ignorante, tem um caráter formado pelo mau exemplo da classe dirigente que domina a política do País.

    Alguns dizem: mas nem todo político é falcatrua ou corrupto! E eu pergunto: e daí? Isso tem alguma repercussão positiva no caráter do brasileiro? Evidentemente que não! E eu pergunto ainda: você é capaz de apontar, com absoluta certeza, o político que não é falcatrua nem corrupto?

    Então, por mais que a mídia bata nos casos de corrupção existentes no país, como foi o caso do Mensalão, isso nunca será suficiente para melhorar o nosso nível de civilidade. E esse fato acontece porque a crítica da imprensa aos casos de corrupção e falcatruas existentes por aí, já se incorporou as histórias dessas mesmas corrupções e falcatruas, ou seja, ao mesmo tempo em que esperamos a formalização de uma crítica, também sabemos que ela (a crítica) não servirá para nada.

    Olhem, por exemplo, o caso do Collor: somente hoje, 20 anos depois das falcatruas dele, o STF vai se pronunciar sobre o assunto. E isso significa o quê? Isso significa que nossas leis e processos foram feitos para beneficiar a classe política deste país de merda, como diria o Lula.

    Infelizmente, só nos resta o consolo das palavras de Sêneca: “Nostra nos sine comparatione delectent: nunquam erit felix quem torquebit felicior.” (Alegremo-nos com nossa condição sem nos compararmos com os demais: nunca haverá felicidade para aquele que se atormenta com a felicidade alheia).

    ___________________________
    País corrupto

    https://www.youtube.com/watch?v=8MiUsbWKxG0

    Ver mais em:
    http://machiavellirs.blogspot.com.br/

  • Mauro diz: 24 de abril de 2014

    Caro David,

    Até depois de um relato de uma situação corriqueira de violência como a que publicaste, aparece uns “inteligentes” dizendo que os japoneses vivem pior do nós. Logo, imagina qualquer iniciativa para mudar algo.
    Minha experiência é nos EUA e aqui se mata gente por loucura e acesso a armas e ainda tem um quinto do índice de homicídios violentos (per capita).
    Eu nunca sinto medo de ser assaltado. Nunca vi ninguém ser assaltado. Acho a vida muito confortável e as coisas aqui são muito bonitas.
    Se apegar a coisas negativas de outros lugares não melhora a vida de ninguém no Brasil.

    Em outro assunto relacionado com o texto, a situação dos “justiceiros” é claro que em algum ponto com a falência total do estado vira cada um por si. Eu sou totalmente a favor de pessoas defenderem-se.

    Quando “ser do bem” só serve para ser penalizado (com impostos) e ridiculazado (a história do ladrão que disse que vai voltar a roubar por que nada acontece com ele) dá vontade de esfolar um desgraçado desses.

    Mas é claro que isso é só uma bola de neve, na outra vez o ladrão vai voltar armado e pronto para te matar.

    Uma coisa que tem que ser feita urgentemente, tirar “todas” as crianças até 14 anos da rua. Aqui a escola vem atrás da criança que falta, até os pais justificarem ou o assistente social (acompanhado da polícia) te faz uma visita. Tem que responsabilizar os pais (como fazem com quem não paga a pensão), não tem pais ou família, temos que construir escolas e instituições para menores que não sejam piores do que os presídios.

    Se eu não paro em um “STOP” minha filha de 6 anos me adverte!! E não foi eu que dei o bom exemplo, ela aprendeu na escola.

    Tem que cobrar nos lugares onde se faz esses favelas os mesmos requisitos que se cobra para usar o Beira-Rio ou boates, etc. O tal de “habites” que temos que ter antes de mudarmos para um imóvel. E os insolentes da prefeitura enchem o saco para te prestarem o serviço. Manda os fiscais da prefeitura ir pedir os “habites” do morador da favela e dos traficantes.

    O estado é tudo isso, quando não se reconhece o estado para cobrar todos alguns crescem pensando que não existe o estado e por isso eu posso me comportar como eu fui criado (com violência).

    Enfim, a solução não é aumentar o estado (já é uma idiotice que havia 20 a 40 inspetores cada um de um órgão responsável por um estúpido papel) simplesmente, chegar a todos ou a ninguém (cada um por si…).

    Um abraço e boa sorte.

  • Matheus diz: 24 de abril de 2014

    O texto é bom e até certo ponto educativo, mas no final ele tem algo que cheira a corporativismo, seria apenas as minha narinas???

  • MARRETA diz: 25 de abril de 2014

    Marco,

    desculpe contrariar a sua tese. Outros países, como o Japão no caso, podem ter seu lado “terrível”. Eles podem “esconder melhor” esse lado. Mas isso só é possível porque esse lado terrível deles é menor que o lado sadio da sociedade. No caso do Brasil, o lado podre e doente é MUIIIIITO maior que o lado sadio. Não tem como esconder. Nem melhor, nem pior.

  • Mikael diz: 25 de abril de 2014

    No Japão eles comem sushi sobre mulheres nuas!

    As páginas finais das revistas de Business tem pornografia.

    O Japão barbarizou em invasões a Korea e a China, estuprou, matou e fez o diabo.

    Até hoje eles tratam esses episódios de forma deturpada e não admitem o erro.

    Esse é o baita país sem violência e civilizado que o Japa teve a cara de pau de dizer que nem se imagina o que se passa no Brasil.

    Não são só violentos como pervertidos! Eu que não quero saber o que o japonês imagina!

  • Diego/SM diz: 30 de abril de 2014

    Todos os países têm os seus problemas e tal, como bem disseram aí, existem diferenças de “idade” entre as nações que contam também, etc… mas… me parece que, por algum motivo, os países de origem latina (incluídos aí os europeus, pra não dizerem que é preconceito com a América do Sul ou Central), com raríssimas exceções (Uruguai? Chile? França?) têm algo no seu DNA, na sua identidade, alguma síndrome de inferioridade ou insegurança, que os faz agir e se comportar de um modo particular, contrastante ao teoricamente civilizado (ao menos na concepção ocidental – e, no caso, japonesa)… me parece algo no âmago desses povos, algo cultural, e que é retransmitido obviamente de geração para geração, difícil de se mudar de uma hora para a outra e que faz com que os bons ou com potencial para ajudar a mudar esse quadro acabem se perdendo pelo caminho ou sendo ridicularizados por não seguirem o caminho da “malandragem” latina…

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