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Vexame dos 7 a 1 no Mineirão começou com a Lei Pelé

09 de julho de 2014 56

Como se fosse um filme, como se fosse um romance, os 1 a 7 de Belo Horizonte são o desfecho de uma trama que começou em outro encontro desses dois protagonistas, 12 anos atrás. Naquele ano de 2002, Brasil e Alemanha decidiram a Copa do Oriente Longínquo e, como se sabe, o Brasil venceu. Mas, silenciosamente, as mudanças nos dois lados já haviam começado a acontecer no ano anterior.

A Alemanha dera início ao processo de reformulação do seu futebol, com escolinhas espalhadas por todo o país e leis que tentaram assegurar a saúde financeira dos clubes. Em pouco tempo, o futebol alemão começou a revelar talentos como os que domingo jogarão a final no Maracanã, e o campeonato nacional transformou-se num fenômeno, com média de público nos estádios superior a 40 mil pessoas por partida, a maior do mundo.

Veja a análise do fiasco e o futuro da Seleção na visão dos colunistas de ZH 

No Brasil, o Estado agiu na direção oposta: os clubes foram fustigados pela Lei Pelé, uma legislação liberalizante, que pretendia “alforriar” os jogadores. Na verdade, os grandes (e poucos) jogadores, que sempre ganharam bem, continuaram ganhando bem, e os pequenos (e muitos), que sempre ganharam mal, passaram a não ganhar nada: os clubes do interior fazem com eles contratos de três ou quatro meses, para os campeonatos regionais, e depois os dispensam.

Quem ganhou com a Lei Pelé foram os empresários e os clubes europeus, que, desde 2001, não precisam mais passar pelo incômodo de negociar com outros clubes: simplesmente mandam representantes ao Brasil, que colhem os jogadores na fonte, isto é: nas salas de suas casas, fazendo contratos diretamente com os pais ou com atravessadores espertalhões.

Isso transformou (para pior) o futebol brasileiro. Não é por acaso que muitos dos jogadores da atual Seleção nunca jogaram em grandes clubes brasileiros ou, se jogaram, foi até os 18, 19 anos de idade. Em geral, acontece com os talentos do Brasil o que aconteceu com Alexandre Pato, que voltou da Europa cheio de músculos e sem nenhum futebol.

A Lei Pelé destroçou os clubes brasileiros, mas os 12 grandes do Brasil são fortes demais. Eles têm cem anos de história e cem milhões de torcedores, resistiram a todos os assaques e achaques, e sobreviveram com uma pujança que nenhuma outra empresa privada teria. Eles fazem o que podem. Hoje, o Brasileirão é um certame de enjeitados, disputado por jogadores veteranos que estão raspando o fundo do tacho financeiro de suas carreiras, medianos que a Europa desdenha e sul-americanos atraídos pelos salários mais altos pagos no Brasil. É pouco? É o suficiente para empolgar torcidas que estão há mais de 10 anos sem ver craques de verdade nos seus estádios.

A Seleção Brasileira é o produto mais refinado dessa situação. Quem mais Felipão poderia convocar? Neymar, o único craque do Brasil, é obra de um esforço amazônico do Santos, que o segurou no país por mais tempo do que o comum, para um jogador do seu quilate. Os outros, Ronaldinho, Ronaldo, Rivaldo, Roberto Carlos, Cafu, Romário, esses estão no passado, no tempo da Lei do Passe.

Por ironia, de todos os citados acima só continua jogando aquele que foi o símbolo da mudança catastrófica feita no Brasil: Ronaldinho. Em 2001, ele foi o primeiro a se aproveitar da Lei Pelé e, na prática, fugiu do Grêmio, o clube que dizia amar desde que nasceu.

Os clubes brasileiros, na verdade, dependem disso: de amores. De torcedores fiéis e generosos, que os mantêm, apesar dos prejuízos. E os clubes são o núcleo do futebol. Os clubes são a razão de ser do futebol. A Lei Pelé golpeou duramente os clubes. A Lei Pelé não libertou os jogadores; liberou o tráfico e a pirataria empreendida por empresários e potências europeias. Com a Lei Pelé começou a história dos 1 a 7 do Mineirão. Enquanto isso, do outro lado do oceano, os alemães fizeram o caminho oposto dos brasileiros: valorizaram seus clubes, a ponto de dois deles disputarem a finalíssima da Liga dos Campeões da Europa.

Os alemães até podem não ganhar a Copa no domingo, mas hoje a Alemanha é o país do futebol. E tudo começou lá atrás, no Oriente Longínquo, naquele encontro dos dois protagonistas que tanto têm em comum, mas que agora são tão diferentes, quase incompatíveis. Como num filme. Como num romance.

Comentários (56)

  • Nanah diz: 9 de julho de 2014

    David,

    venho dizendo a mesma coisa a muito tempo! E tu és o primeiro comentárista a tocar no assunto, espero que leve esse assunto adiante.

  • Igor diz: 9 de julho de 2014

    David, vou imprimir esse post!
    Tu expôs a nossa ferida com precisão cirúrgica.
    Vi uma matéria sobre essa revolução que a Alemanha fez no futebol deles na última década…é muito impressionante!
    Se o Brasil não mudar, essa não será a última paulada de 7 que levaremos…..

  • Remerson diz: 9 de julho de 2014

    Parabéns David, Excelente texto, parabéns por ser o primeiro a abordar o assunto, temos que compartilhar e levar adiante essa discussão, pois assim talvez seja possível fazer alguma coisa agora, já, para que quem sabe daqui a umas 2 a 3 copas possamos ser hexa .

  • francisco maria diz: 9 de julho de 2014

    Concordo plenamente com tudo o que voce disse Davi, o futebol Brasileiro virou um verdadeiro comercio, trafico, negocio ou empresa, qualquer termos desses que usarmos define o que é o futebol Brasileiro nos dias de hoje.
    Os jogadores aqui no Brasil não vestem mais a camisa por amor ao clube, e sim como uma vitrine, para serem vendidos por milhoes, e isso tudo incentivado pelos seus empresarios que são verdadeiros mercenários nesse trafico de jogadoers que se tornou o futebol Brasileiro. Muitos jogadores inclusive que estavan nessa Seleção nunca jogaram por um grande clube aqui no Brasil e se quer disputaram uma competição importante aqui no país, sairam daqui muito novos desenvolveram o seu futebol e toda a carreira na Europa ou seja, se quer tem identificação com o povo Brasileiro, ate por isso muitos opitam por defender outros paíse ao inves de seu país de origem.

  • Márcia diz: 9 de julho de 2014

    Pois é seu Davi que não é Luiz, a lei Pelé surgiu porque o ídolo que só jogou no Brasil havia sido explorado no Brasil e quase foi para de baixo de um viaduto como aquele que desabou em Minas Gerais por empresários da região sudeste que sempre dominaram a CBF. Então, o que está errado não é a lei Pelé mas a falta de democracia para se eleger os mandatários da CBF. Outra: é preciso mais nordestinos e sulistas para jogarem na seleção brasileira.

  • Alexandre diz: 9 de julho de 2014

    David, há algum tipo de “Lei Pelé” na Alemanha?

  • Eduardo diz: 9 de julho de 2014

    Impecável o comentário.

    E sabe o que me espanta, os dirigentes dos clubes que poderiam a qualquer momento fundar uma Liga e ditar as ordens no futebol, ficarem vivendo de migalhas e de sobras do governo e da CBF.

    A seleção só existe porque existem os clubes.

    Mas os dirigentes tentam um ferrar o outro.

  • Jack Summer diz: 9 de julho de 2014

    David, disseste há pouco no Sala que a Alemanha (81 milhões de habitantes) era um país multiétnico, mas vejamos,
    Etnia Porcentagem (%)
    Alemães e outros europeus 96,3
    Turcos 2,1
    Asiáticos 1,0
    Africanos 0,3
    Americanos 0,2
    Era isso mesmo que querias dizer? Deste a entender outra coisa, até parecia que estavas comparando a Alemanha ao Brasil (esse sim multiétnico); a Seleção Alemã sim pode ser considerada multiétnica em minha opinião.

  • Gabriel González de Oliveira diz: 9 de julho de 2014

    O passe também não existe na Europa… Não existe nexo de causalidade entre esse fato (extinção do passe) e a realidade do futebol brasileiro. A má administração que o futebol sofre no Brasil, a falta de planejamento e estrutura, a visão de curto prazo, isso não se fala? As federações, incluindo a CBF, são feudos em que mandam caudilhos e isso sequer é mencionado pela imprensa. Somente para esclarecer como é fraco o argumento apresentado no texto, o Internacional é um dos clubes que melhor soube trabalhar com a Lei Pelé, só ver o quanto lucra com a venda de jogadores. A análise está muito equivocada.

  • Elis diz: 9 de julho de 2014

    Tem essa lei, mas o time no Brasil não era bom, era esforcado . Um técnico que aparece em quase todas propagandas de lojas populares , ganha milhões, deveria calcar suas sandalias da humildade e se aposentar . Vejo que aqui é tudo muito clubistico ou partidario, se não está o jogador do time tal não torce , se os jogos foram no Beira-Rio , não penso em copa pq sou gremista, copa em um governo do PT é a maior roubalheira de todos os tempos logo, não existe união e sim alguns poucos agindo com maldade pq a inveja não os deixa evoluir . Mas essas poucas pessoas , não estavam em campo , quem comandou esse time , foi um senhor prepotente que levou um time para agradar jornalistas e torcedores , e vamos combinar, ele ganha muito mas muito bem para aguentar tudo isso .

  • GILSON diz: 9 de julho de 2014

    Amigo David,
    Parabéns pelo teu trabalho e pelas belas matérias.
    Sou um admirador do teu trabalho.
    Abraços e obrigado
    Saudações
    Gilson

  • claudio diz: 9 de julho de 2014

    Pois é sr Gabriel … o internacional lucrou vendendo jogadores que sequestrava de clubes pequenos graças à Lei Pelé.

  • Daltro diz: 9 de julho de 2014

    Muito Bom David, é uma pena que só voce tem a coragem de falar sobre as verdadeiras causas que nos levaram a esta situação, os seus colegas de profissão estão fazendo de tudo para desviar o foco, querem fazer parecer que não tem responsabilidade alguma sobre esta pouca vergonha que se transformou o esporte no Brasil. Veja como a Globo esta tratando o assunto?
    Parabéns pela coragem.

  • Gláucio diz: 9 de julho de 2014

    Nem me fale, o Inter se veu as avessas para conseguir a mixaria de U$ 20 milhões pelo Pato(que na época valia no mínimo o dobro), e por pouco não saiu de graça, agora se vê louco quando o contrato de um tal Andrigo Araújo termina, é preciso jogar o guri numa masmorra com leões para fazê-lo assinar uma renovação…é triste demais esta situação, uma vergonha.

  • Dorian R. Bueno diz: 9 de julho de 2014

    SOLTOU O VERBO!
    09/07/2014 11:11
    Empresário de Neymar e Hulk, Wagner Ribeiro detona Felipão
    O cartola chegou a chamar o técnico da seleção de “velho babaca e asqueroso”
    Por Agência Futebol Interior
    Campinas, SP, 09 (AFI) – Felipão vai ter que aguentar durante um bom tempo a culpa pela goleada sofriada par a Alemanha na semifinal da Copa do Mundo no Brasil. Desta vez Wagner Ribeiro, empresário Neymar e Hulk – jogadores da seleção – criticou publicamente Scolari
    Através de sua conta no Twitter, Wagner Ribeiro, que também é empresário de Lucas, Kaká e Robinho – atletas que poderiam estar na Copa –m lista seis quesitos que um técnico precisa para assumir a seleção brasileira. Entre eles:
    1-Ir treinar a seleção de Portugal e não ganhar nada
    2-Ir para o Chelsea e ser mandado embora
    3-Ir treinar o Uzbequistão
    4-Voltar ao Brasil e pegar um time grande e rebaixá-lo para a Segunda Divisão
    5-Pedir demissão 56 dias antes do final do campeonato para “escapar” do rebaixamento
    6-Ser velho babaca, arrogante, asqueros, prepotente e ridículo
    Felipão comandou a seleção de Portugal de 2003 a 2008 e chegou a final da Eurocopa de 2004, mas perdeu para a Grécia e ficou com o vice. No Chelsea, ficou de 2008 a 2009 e também não levantou nenhuma taça. Em seguida, assumiu o Bunyodkor, do Uzbequistão e, mais uma vez, nada de títulos.
    Retornou ao Brasil em 2010 para assumir o Palmeiras. Ganhou a Copa do Brasil em 2012 e, no mesmo ano, decretou o rebaixamento do clube à Série B do Campeonato Brasileiro. Para não ficar como o técnico que caiu com o clube, deixou o cargo 56 dias antes do término do campeonato.
    Wagner Ribeiro detona Felipão.
    _____________________________

    Que estranho este aproveitador se manifestar agora.
    Porque não protegeu seu cliente tirando ele da lista do Felipão quando foi convocado?
    Com certeza estava esperando uma valorização do passe pela participação na seleção antes da copa.
    Agora é fácil, o Neymar foi protegido deste vexame pelo o coitado do perna-de-pau COLOMBIANO.
    Queria ver ele sentir no lombo o que os demais jogadores sentiram jogando e não vendo a cor da bola.
    Não quero ser teu cliente nem no inferno, não tem visão de mercado e de relações humanas.
    Abs, Este senhor Wagner Ribeiro fala muito…

  • jorgeado diz: 9 de julho de 2014

    Mais uma vez, na mosca! Quanto aos demais comentários sobre proveito da Lei Pelé por Clubes, não há exemplos no Brasil que possam ser citados, pois soluções hibridizadas com pirataria de jogadores de outros clubes com créditos de “formação” nas categorias de base de quem já veio “formado” e “estagia” por 1 ano descredenciam a qualquer exemplo. Esses exemplos, de SP, MG e RS trocam farpas e acusações de pirataria a cada início de temporada.

  • Daniel diz: 9 de julho de 2014

    O grande problema da lei Pele esta no fato de que deu todo o poder (e os lucros) para os empresarios. Como um clube vai investir na formacao de jogadores sabendo que no final qualquer revelacao pode simplesmente decidir deixar o clube?
    Contratos? Tem como o clube assinar contratos de 4 anos com todos os jogadores de base? Todos nos sabemos que sao poucos os jogadores que dao certo e podem trazer um retorno ao clube. Entao fica o clube com varios “pernas-de-pau” drenando os cofres.
    Nao se pode comparar o Brasil com a Europa. O poder economico deles e muito maior. Eles podem se dar ao luxo de nao ter lei do passe. Eles podem competir entre eles.
    A lei Pele decretou a falencia do futebol brasileiro. Desde que vimos essa lei entrar em vigor, tambem vimos que sao extremamente raros casos de jogadores realmente identificados com o clube. Tudo virou um negocio. Um negocio obscuro pois todos nos sabemos que nao sabemos de nada do que se passa nos bastidores. Compra de jogadores a resultados: tudo pode ser manipulado.

  • Fabio diz: 9 de julho de 2014

    Que coincidência, os problemas do futebol brasileiro começaram, para algumas pessoas, quando o Grêmio parou de ganhar…

    Como disseram outros aí em cima, também não existe passe na Europa. Os bons jogadores já iam embora muito antes da Lei Pelé. Ronaldo foi com 16 anos. O futebol alemão é uma chatice onde sempre o mesmo ganha. É mais ou menos como se Inter e Grêmio fossem um só e disputassem contra os times do interior. Li um artigo no Der Spiegel outro dia em que o autor comentava entusiasmado o fato da Copa ter tantos candidatos ao títulos, comparando com a chatice que é o campeonato “Bayern contra os outros” que eles têm por lá.

    O que muitos brasileiros não entendem é que um time de futebol não é só uma reunião de jogadores. Montar uma seleção não é só escolher os melhores. Os melhores times de futebol que disputaram copas do mundo de 74 para cá, os que apresentaram alguma coisa diferente, foram a Holanda de 74 e a Espanha de 2010. Não por coincidência, seleções baseadas em clubes multicampeões, o Ajax de 71-74 e o Barcelona de 2006 em diante. O time da Alemanha que jogou ontem tinha, se não me engano, seis jogadores do Bayern multicampeão. Então, além de melhores jogadores (qual brasileiro, fora Neymar, está no nível de Müller, Schweinsteiger, Özil, Khädira, Neuer ou Kross?) a Alemanha tinha um TIME, não um grupo de jogadores. E, não por coincidência, o treinador do Bayern é o mesmo que montou o time multicampeão do Barcelona, o que explica em grande medida o toque de bola impressionante da Alemanha ontem. No quarto e no quinto gol eles fizeram linha de passe dentro da área do Brasil, “faz tu o gol”, “não, faz tu”, até alguém finalmente chutar.

    O Brasil perdeu porque a safra de jogadores atual é medíocre. Quem deveria ter ido, que não foi? Ganso? Pato? Alan Kardeck? Damião? Kaká? Ronaldinho? Faz-me rir… O Brasil provavelmente teria perdido com qualquer treinador, mas só a arrogância e a incompetência do Felipão poderiam produzir o desastre que se viu ontem. A única estratégia que o Felipão mostrou em toda a copa foi vestir o casaco azul durante o jogo contra o México, com 40 graus de temperatura, porque tinha “dado sorte” contra a Croácia…

    Aguardemos para os próximos dias um post explicando por que o campeonato por pontos corridos é corresponsável pela tragédia. Afinal, ele começou na mesma época da Lei Pelé…

  • Rodrigo R. diz: 9 de julho de 2014

    A Lei Pelé é ruim num ambiente de incompetentes. Isso me lembra os chororôs de Koff quanto à parceria com a OAS, sempre se vitimizando. É claro que ele busca, na verdade é INVENTAR problemas para ser o SALVADOR do clube, e distrair a torcida (especialmente quem o elegeu) da sua desastrosa gestão, mostrando que não passa de um velho gagá e senil, que transformou o Clube dos 13 em sindicato chapa branca e, quando este se quebrou, deixou Koff puto da cara, sem as tetas com que se enriqueceu junto com seus amigos e iguais Eurico Miranda, Juvenal Juvêncio e outras tantas peças nojentas.

  • Kill diz: 9 de julho de 2014

    Tem picareta por todos os lados:
    Nós que temos que ir ao estadio as 10 horas da noite porque antes tem que passar a novela. Nao vai falar nada disto David.

  • DANIEL BERNARDES diz: 9 de julho de 2014

    Caro David,
    Gostaria de dizer a vc, como digo desde muito, que o maior problema dos chutadores de bola brasileiros, SEM DUVIDA ALGUMA, e a falta de instrucao, exercicios cerebrais, conhecimento, cultura. Os tais Alemaes, que vc com muita sabedoria define como “o novo pais do futebol”, antes de mais nada, instruem seus atletas. Aqle posicionamento do Muller, deslocando-se dentro da pequen area, no primeiro gol, nada mais e do que inteligencia. Como praticante de esporte, mesmo que de forma amadora, tenho conviccao, pois assim observo na pratica, que um jogador que possui um maior grau de instrucao (banco escolar…) por realizar varios exercicos cerebrais, durante o tempo em que busca conhecimento, possui maior qualidade de raciocinio. Nos dias atuais, infelizmente para os tapuias, o talento individual, como em epocas passadas, nao resolve mais absolutamente nada. Mas como continuaremos comentando resultados, inclusive a imprensa que se locupleta do JABA, dos favores, dos ingressos, etc., patrocinados por todos aqles que lucram com o futebol, nao e dificil prever o futuro, ne? e de mais a mais, David, a derrota, da Selecao Brasileira, nao mudara em nada a vida dos milhoes de brasileiros. Um abraco e saude!

  • Luís diz: 9 de julho de 2014

    Pois é, gente, isso só demonstra a falta que faz, termos no Brasil, uma IMPRENSA ( maiúscula, mesmo ) de fato independente. Depois que as leis são aprovadas, aí vão discutir os efeitos … tarde demais !

    E é assim com tudo no Brasil. Dificilmente a imprensa acompanha os projetos de lei que tramitam no Congresso e mexem com as nossas vidas. Se mantivessem vigília permanente, a sociedade poderia se mobilizar a agir. Como a imprensa brasileira renuncia as suas funções institucionais, dá nisso !

  • Daniela souza diz: 9 de julho de 2014

    Oi David,

    Isso mesmo, na semana que vem volto a tentar torcer para o meu time, num campeonato que já estará decidido com 3 rodadas de antecedência, onde só os ricos, às vezes, conseguem um jogador de ponta.
    Faz anos que falo que no campeonato brasileiro só sobraram os jogadores veteranos( que já foram e voltaram da europa), os muito guris, quase sem experiência, e os ruins mesmo.
    Basta 3 gols para pedir música no fantástico e estar pronto para ser reserva na europa.
    Desse jeito não vejo uma forma do Brasil voltar a ser o país do futebol.

    Abraço

  • Rezende diz: 9 de julho de 2014

    A CBF brinca de seleção. Os jogadores brincam de jogar. A presidente brinca de governar. Os políticos brincam de nos ajudar, e o povo brinca de votar.

  • Tricolor Charrua diz: 9 de julho de 2014

    Concordo inteiramente com o D. Coimbra.
    Mas, acrescento.
    Existe um outro câncer vitimando o futebol brasileiro: uma grande rede de TV (e suas subsidiárias) que lucra com o futebol na mesma proporção do prejuízo dos clubes.
    Hoje, todos os clubes estão de quatro diante dessa empresa – que mais parece um polvo sanguinário.
    Depois que fulminou o Clube dos 13, ficou literalmente de “dona do campinho”.
    Enquanto não vier a público o conluio mafioso com a CBF, não há esperança para voltarmos a ser o País do Futebol. Transformaram tudo em negociatas.

  • Jack Summer diz: 9 de julho de 2014

    Fabio, estás coberto de razão, esses jornalistas pensam que todo mundo é bobo (a maioria na verdade é mesmo, é um problema !), mas nem todo mundo; o dodói deles com a lei Pelé é o fato do Grêmio não ter se preparado devidamente para a mudança que ocorreria e ter se ferrado, é só isso, se o azulino tivesse se dado bem a dita lei seria considerada uma maravilha.

  • Constantin diz: 9 de julho de 2014

    David, parabéns pelo comentário. Espero que continues a insistir no tema. Abaixo a Lei Pelé !

  • Vinicius diz: 9 de julho de 2014

    Que grande bobagem. Só comprova minha tese que na imprensa gaúcha, 90% dos comentaristas só falam bobagem e não entendem nada de futebol, nem dentro, nem fora do campo. E ainda tem gente que acha que vai haver uma revolução no futebol brasileiro…

    Se a Lei Pelé alijou os clubes brasileiros, é por pura incompetência dos próprios clubes, na Europa não existe passe também e porque clubes menores não sofrem do mesmo mal que os clubes brasileiros sofrem?

    Na verdade tua ideia é só mais uma das muitas desculpas perpetradas por aqueles que não entenderam o que aconteceu ainda. Que defendem um futebol retrógado, lento e sem intensidade, baseado no talento individual e não no futebol coletivo, não por acaso o campeonato alemão e inglês parece outro esporte, quando comparado ao campeonato brasileiro.

  • Eduardo Terra diz: 9 de julho de 2014

    Engraçado…tu fala mal do “futebol do grito, patriotada e vitória a qualquer preço”.

    Mas esse mesmo futebol é o jogado pela Argentina e Uruguai e pretensamente pela dupla Gre-Nal. Ah, aí muda de figura: é o futebol da raça, da garra castelhana e outras bobajadas.

    Tá sendo OPORTUNISTA agora.

  • João José diz: 9 de julho de 2014

    Parabéns, David, por acertar no alvo. O resto da mídia, alguns entre aqueles privilegiados interlocutores do Felipão, jamais poderão escrever isso. Pois foram não só adesistas de primeira hora, como propagadores das “benesses da lei”. São os mesmos que antes exaltaram a nova era dos clubes empresa e hoje fingem estranhar o fato de um time ser Barueri em um ano, Grêmio Prudente em outro, America ou Guaratinguetá, Ipatinga ou Betim, Red Bull, Pão de Açucar ou Audax etc. Nunca, aqui, sob essa lei, será possível integrar as divisões de base com a seleção principal, como faz a Alemanha. Nunca, sob essa lei, será possível encontrar um novo jeito “brasileiro” de jogar (e de treinar). E o golpe de misericórdia veio com o fim do Clube dos 13 e com a total ausência de “Fair Play” financeiro entre os clubes e times brasileiros, financiados e guiados pelos interesses midiáticos.

  • CARLAO diz: 9 de julho de 2014

    É óbvio que Felipão tem culpa. Ninguém leva 7×1 por acaso. Nos sete gols que a Alemanha fez estão incluídos todos os erros do time de Felipão, de A a Z, incluindo a péssima preparação mental.

    Mas não é só isso. O buraco é bem mais embaixo. Quem levou 7×1 da Alemanha não foi apenas o Felipão e seus jogadores.

    Quem levou 7×1 da Alemanha foi o esporte brasileiro como um todo, e aí incluo todos os personagens: dirigentes corruptos, técnicos ultrapassados, atletas despreparados, imprensa manipuladora, torcedores fanáticos.

    O Brasil, um país que, em pleno século 21, cultiva falsos mitos, idolatra falsos heróis e se orgulha de falsas conquistas, teve ontem uma lição, uma dura lição.

    Obrigado, Alemanha, por nos mostrar quem realmente somos. CHICO

  • JORGE diz: 9 de julho de 2014

    Tem toda a razao , David. Mas pode se acrescentar que o excesso de disciplina tatica e as escolhas dos brucutus pelo Felipao determinaram a tragedia. Minha opiniao e que o Brasil foi Penta ate agora “apesar” dos tecnicos. Eles semprem atrapalharam a Selecao. Oblituradores. Excecao o Joao e o Tele. O resto foi enganador.

  • João Milton Santos diz: 9 de julho de 2014

    Interessante que quando é o governo do PSDB vc chama de Estado. Você sabe, eu sei, todo mundo sabe que quem aprovou essa famigerada Lei Pelé foi o Presidente Fernando Henrique Cardoso, FHC, o príncipe do neoliberalismo tupiniquim. O sociólogo ex-marxista que se curvou e aderiu ao catecismo neoliberal. A Lei Pelé é a mercantilização do futebol, é a aplicação da lógica do mercado ao futebol. É a expressão do neoliberalismo tucano no futebol. O neoliberalismo é o que tu defende e professa, então, não vem com esse choro de crocodilo. Primeiro vocês defendem o absurdo, depois que a coisa começa a feder ai assoviam e fazem de conta que não têm nada com isso. Ninguém é otário. Se o futebol brasileiro morreu, isso tem nome e sobrenome: FHC e o neoliberalismo.

  • Samuel diz: 10 de julho de 2014

    David,

    A pessoa não seria mais livre para sair do clube por que estaria preso à velha lei do passe? Nossos clubes não seguem a lei básica da economia, gastar menos que arrecada. Logo, ficam na mão de empresários, pois vivem vendendo “pedaços” dos direitos para terem grana. A liberdade sempre vai ser preferível e os clubes que tem é que se profissionalizar e pararem de perder dinheiro. Lei Pelé é análoga a Leis Bosnnam, lei que é apontada como uma razão para a evolução do futebol europeu, principalmente pelo aumento do intercâmbio entre várias escolas europeias e grande mobilidade dos fatores de produção, no caso do futebol, os jogadores. Discordo do seu ponto de vista mas acho muito bom o levante desse debate. Parabéns pelo texto, muito bom!

  • Milton T.Bastianello diz: 10 de julho de 2014

    Muito OBRIGADO,a voce Davi Coimbra,por escrever sobre esta maldita Lei Pele, setores da imprensa começaram a chamar jogador de escravos e depois da lei criaram a TRAFFICC ,na lei ZICO tinhamos no maximo 20 empresarios, na lei PELE temos no minimo 220 empresarios.O torcedor vibra,ama, chora por seu clube e nao por empresarios e jornalistas empresarios criadores desta triste lei.

  • José Fernando Ribeiro diz: 10 de julho de 2014

    Concordo Davi, achei brilhante a tua colocação. Mas me ocorreu hoje ao ver o jogo da Argentina, que mesmo com seus clubes falidos e é claro, jogadores atuando fora do país, eles tem um elenco muito bom (e aguerrido) o que não vejo do nosso lado, acho dificil dizer quem colocaria do Brasil no time deles. Será só a Lei Pelé ou diferente dos hermanos, calçamos salto alto com facilidade, baseado em transações européias muitas vezes meramente especulativas. Tem pelo menos 3 jogadores ali que atuam por exemplo, no Sporting que de longe podemos comparar aos currículos astronômicos do Marcelo, Neymar, nossos jogadores no Chelsea, PSG e por ai vai. O Hulk por exemplo, foi o “cara” do campeonato portugues ha 3 anos atras. Sob essa ótica não consigo, aliás, te pergunto, como entender a Argentina e Chile? Um abraço!

  • Nelio diz: 10 de julho de 2014

    David
    Parabéns, pelo texto. É exatamente o que eu penso.

  • Cleo Fornari diz: 10 de julho de 2014

    Parabens. concordo com que falou que a imprensa brasileira se concientizando
    desse problema, será uma força decisiva para alcançarmos o sucesso da Alemanha, e evitar nossa continuidade na Birrice.

  • Jorge Ferreira diz: 10 de julho de 2014

    Agora entendi!! Então a Argentina deve estar fazendo esse mesmo trabalho de base que a Alemanha vem fazendo, e país deve estar com a economia super saudável!
    Nossos vizinhos também devem estar com o campeonato nacional em alta e imagino que inclusive o Messi deve jogar em alguma equipe argentina.
    Manda outra tese! … Essa é bonita, lúdica, mas a Argentina derrubou ela.

  • Thiago diz: 10 de julho de 2014

    Perfeita análise David!

  • Rodrigo Terror diz: 10 de julho de 2014

    Caro Rodrigo R. para defender o PolicODONE você distorce tudo, o chororô do Koff é artimanha de um cara experiente para arrancar da oportunista OAS tudo aquilo que o PolicOdone entregou de mão beijada (vendeu o Grêmio) ele o Pilantra são “persona non grata” para o torcedor, a respeito do Clube dos 13, foi o salvador dos clubes brasileiros onde conseguiu multiplicar os valores das cotas de TV inclusive com diferença mínima de valores entre os clubes, agora a diferença é abissal em favor de corinthians e flamengo, sendo gremio e inter muito atrás de todos de SP e RJ, tudo por que queriam abrir o negócio pra Record, na Europa as LIGAS (Lê-se Clube dos 13 no Brasil) administram os campeonatos e não a confederação local (CBF) inclusive é de responsabilidade das Ligas a filmagem e daí negociam com qualquer empresa de TV a retransmissão, ao contrário a Globo detinha uma cláusula de cobrir qualquer oferta maior que a sua (justo não ? kkkk só pra Globo!). abra os olhos ou seja tentencioso pro lado do PilocODONE….

  • Zago diz: 10 de julho de 2014

    Ótimo, só faltou comentar do fechamento de muitos clubes pequenos que formavam jogadores e agora são roubas e explorados por empresário.
    Jorge ferreira não sabe nada em seu comentário.

  • Larry Jr diz: 10 de julho de 2014

    Davi concordo com o que escreves sobre a Alemanha, que eu acompanho e admiro ja ha alguns anos mas me permita uma pequena correcao , essa mudanca comecou um pouco mais cedo, foi na humilhante eliminacao da Euro 2000 onde eles cairam na 1 fase e ai sim fizeram o projeto de criacao das academias e o saneamento financeiro dos clubes.

  • Fabio diz: 10 de julho de 2014

    P E R F E I T O. Seu texto deveria ser impresso e largar 100 mil copias dentro da CBF e do Congresso Nacional. Concordo e assino em baixo de tudo que disseste. E se nao fizerem algo logo, vai piorar, vamos ficar nesse penta por muitos e muitos anos…nem meus netos vão ver o hexa. Valorizem os clubes , depois os jogadores, pois sem os clubes, nao são nada, a CBF não é nada.

  • Silvio diz: 10 de julho de 2014

    Assino com o João Milton. Bem assim, depois da venda do patrimônio brasileiro em 1997 com a privatização indiscriminada, FHC chancelou a lei Pelé. Deus nos livre destas pessoas novamente.

  • Cristian Machado Soares diz: 10 de julho de 2014

    Não descordo totalmente do seu texto David, porém gostaria de perguntar: Por que o Brasil não foi infinitas vezes campeão mundial antes da lei Pelé? Por que perdeu a copa de 82 sendo que esta seleção é tida como a melhor de todos os tempos? Por que perdeu em 2006 sendo que apenas quatro anos não seria possível a lei Pelé interferir no futebol brasileiro? Eu respondo todas as perguntas, FATOR CAMPO!!!! Perdemos por que perdemosn tentar explicar de forma esdrúxula uma derrota com termos e expressões difíceis não cabe!!!!!! Aceitemos a derrota, sejamos humilde. A mesma Alemanha, a reformulada Alemanha, empatou em 2×2 com Gana, A nova Alemanha sempre foi forte pois fará sua OITAVA FINAL. Por favor não tente me convencer que futebol se faz dentro do escritório.

  • Felipe diz: 10 de julho de 2014

    Sou um dos maiores críticos dos jornalistas críticos e corneteiros. Mas sou obrigado a admitir, baita texto, David! Parabéns, pela lucidez e coerência. A Lei Pelé defenestrou sem piedade os clubes. Desde a aplicação desta Lei, os clubes fazem esforços antológicos para a manutenção dos atletas e endividam-se cada vez mais.

  • Rodrigo R. diz: 10 de julho de 2014

    “Terror”, Clube dos Treze seria uma maravilha se os ideais dele, ao ser fundado por Odone e outros em 1987, fossem aplicados. Do jeito que estava, sindicato chapa branca, desses que servem para amansar e abafar a contestação ao poder (falência moral devida a Koff e seus amigos Eurico Miranda, Juvenal Juvêncio e outros menos votados) tinha que acabar mesmo. Aguardemos um novo “C13″, independente de verdade.

    Quanto ao benefício a Corinthians e Flamengo, ainda estou aguardando o “Campeonato Espanhol” do qual falam a meia década, qual a posição do Flamengo? “Terror”, não faça terrorismo: Corinthians e Flamengo não terão hegemonia nenhuma, está claro. E merecem mais dinheiro mesmo, pois dão mais audiência (dinheiro) para a tv.

  • Rodrigo R. diz: 10 de julho de 2014

    Ah “Terror”, esqueci de outro detalhezinho. Não fale mal de candidato político… A turma de Koff=Obino deve concorrer com o corrupto do Romildo Bolzan. Está feliz com teu candidato?

  • Luís Felipe diz: 10 de julho de 2014

    A Lei Pelé é uma cópia da Lei Bosman, implantada na Europa inteira em 1995. Todo errado esse argumento.

  • Tarcisio diz: 10 de julho de 2014

    Não tem nada a ver com Lei Pelé. Não tem Lei Pelé na Alemanha. O Lewandowski tá chegando ao Bayern, de graça. É assim em todo lugar, o Messi suga o Barcelona todo ano, pedindo aumento.
    E não tem relação entre clubes do país e a seleção. A Argentina tá na final da Copa e o Chile foi bem, dois países com clubes quebrados. Os principais jogadores da Holanda jogam no exterior, já a Inglaterra tem uma liga forte e só faz fiasco. Explica isso.

  • Diego/SM diz: 10 de julho de 2014

    Há cerca de 20 anos, numa semifinal do citadino juvenil de futsal de SM, meu time, que era um bom time, levou uma puta goleada de 8×1 do time que seria o campeão na sequência (um timaço, da AABB)…

    Depois de tanto tempo, finalmente hoje me sinto um pouco mais conformado por aquela derrota : )

    Mas a verdade é que, embora o Neuer pareça o guri dos Goonies, o resto do time alemão parecia aqueles carinhas malvados do Karatê Kid, quando se reuniam para espancar o Daniel-Sam… O problema foi que, neste caso, nos faltou o Senhor Miag – se é que vocês me entendem…

    Mas, fazer o quê? Seleção que chora antes de entrar em campo, só podia dar nisso…

    E acho que o prenúncio dessa diferença avassaladora que estava surgindo entre o nosso (atualmente) pobre futebol brasileiro (cujo campeonato nacional é cada vez mais fraco) e o futebol europeu foi aquela surra igualmente assustadora do Santos para o Barça há uns dois ou três anos.

  • Diego/SM diz: 10 de julho de 2014

    Outra: assumir a Seleção com pompas um técnico que já vinha decadente há tempos e recém havia rebaixado um clube no Brasileirão…

    Essa da tal “fórmula mágica”, das voltas dos que não foram, raramente dá certo, seja com jogadores como com técnicos… milhares de exemplos mundo afora e por aqui:
    Lippi, campeão do mundo em 2006, voltou pra Azzurra em 2010. Caiu na primeira fase.
    Schevchenko: ídolo e artilheiro no Milan, foi embora pro Chelsea. Voltou pro Milan e jamais foi o mesmo. Idem o Kaká no clube italiano.
    No Inter, vários ex nos últimos anos voltaram, a começar creio que pelo Daniel Carvalho, e nunca mais renderam como antes (mesmo o Sóbis, com estrela, gol na segunda Libertadores e tudo, não foi mais o mesmo)… No Grêmio, o próprio Renato, como jogador e técnico…
    Entre tantos e tantos outros exemplos…

    E é claro que isso tem a ver com a sombra deles mesmos antes, com a expectativa de reproduzir algo no limite lá em cima… a probabilidade maior é de fracasso, claro. Mas creio que a própria gana deles já não é mais a mesma, aquele apetite da primeira vez (que essa geração alemã vem almejando há duas Copas) não se repete…

  • Ricardo Domingues Ferreira diz: 10 de julho de 2014

    David,

    Tenho falado isso com os meus amigos há MUITO tempo, eles não entendem. Olham para minha cara com uma expressão de descrédito, como se eu fosse um louco que não entende de nada e está falando uma bobagem enorme.

    Enquanto futebol for apenas dinheiro não vamos sair desse buraco. O nível do Campeonato Brasileiro é BAIXÍSSIMO e nesse anos nem a Libertadores vamos conseguir pegar, apesar da gigantesca crise que vive a Argentina e demais países da AL.

    Hoje o cara sai do clube, através de empresários como você bem disse, e já se aposenta financeiramente. Temos vários exemplos, só os 15% da Lei FIFA já deixa o cara multimilionário.

    Com a atual diretoria da CBF a tendência da situação é piorar ainda mais, trocar Felipão e outros não vai resolver. É preciso rever MUITAS outras coisas, MUITAS mesmo.

  • neli faria diz: 14 de julho de 2014

    Besteira essa falacia de o Santos ter segurado Neimar. Aquilo foi o maior engodo que existiu no Santos. Neimar estava autorizado pelo presidente a se vender para qualquer clube no exterior e ele se vendeu para o barcelona, em janeiro de 2012 foi renovado o contrato com o único prop`osito te prejudicar o santos.Em meu blog na época apontei o absurdo…diminuiu a multa contratual(e ele havia se vendido para o barcelona), diminuiu a participação do Santos nas propagandas(de 30 para 10%) e o absurdo dos absurdos diminuiu em 8 meses o tempo contratual. O que os dirigentes do Santos fizeram na época foi simplesmente prejudicar o clube. Neimar enganou os torcedores do Santos que fizeram sacrifícios hercúleos para irem ao Japão aplaudir um jogador do adversário.

  • Ademar dos REIS diz: 16 de julho de 2014

    No Santos Futebol Clube iniciamos há tempos atrás, por votação do Conselho Deliberativo, uma aplicação da verba (receita) na escolinha na base, para formarmos atletas. Conseguimos à duras penas campos de treinamentos suficientes para dar respaldo ao planejamento. Veio a Lei Pelé e acabou com os clubes pois os jogadores recém-=formados na base saem de graça para os clubes europeus. Deveria haver um limite de idade 25 (vinte e cinco) anos para a transferência e também formar a seleção como era antigamente somente com os jogadores que estavam atuando no país.

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