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Posts de julho 2014

Como será o Grêmio de Felipão

31 de julho de 2014 33

Se o Felipão do Grêmio de 2014 for o velho Felipão, fechará o desarticulado meio-de-campo do time.
Um palpite: Edinho voltará à titularidade e será afixado entre os zagueiros, onde rende mais. A estrutura de marcação provavelmente será completada com Felipe Bastos (ou Ramiro) e Riveros. Na frente, Felipão pode montar o seu ataque clássico: um velocista, Fernandinho, e um centroavante, Barcos. O homem de ligação ficará entre Rodriguinho e Luan.
Tudo isso, repito, é palpite baseado na forma como Luiz Felipe armava um time nos anos 90 e início dos anos 2000. Depois, Felipão mudou. E, convenhamos, fracassou.

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30 de julho de 2014 0

A sorte do Grêmio foi a goleada da Alemanha

29 de julho de 2014 46

Cobri a Copa de 2002.
Vi Felipão treinando astros como Ronaldo, Ronaldinho, Rivaldo, Cafu e Roberto Carlos.
Vi, em Ulsan, na Coreia do Sul, Felipão arrastando Ronaldo pelo braço e gritando:
- É aqui que tu tens de ficar! Aqui!
Aquele Felipão era um técnico interessado, fogoso, desesperado pela vitória, e era isso que ele passava para o seu time.
O Felipão da Copa de 2014 foi outro. Não era mais pai, era avô. Era um técnico amolentado pelas vitórias, à margem da aposentadoria.
Agora, Felipão virá mudado. Os 7 a 1 que sofreu da Alemanha são a garantia disso.
O Grêmio tem de agradecer à Alemanha. Vibrar com aqueles 7 a 1. Talvez Felipão nem viesse, se não tivesse sofrido aquele revés. Aquela goleada é o o aval de um Felipão com vontade, mais parecido com o velho Felipão, o Felipão de queixo levantado, de dedo em riste, o Felipão de faixa no peito.

Grêmio acerta ao trazer Felipão

29 de julho de 2014 91

A direção do Grêmio acerta ao contratar Felipão.
Depois do fracasso na Copa, imagino que ele deva estar ansioso para começar novo trabalho.
Só um novo trabalho, e um novo trabalho bem sucedido, fará com que o revés sofrido contra a Alemanha seja esquecido, ou, pelo menos, parcialmente esquecido.
O Felipão pós-Copa decerto será mais atento, mais exigente, mais ansioso pela vitória.
Será como se fosse o antigo Felipão.

A lei desrespeitada

29 de julho de 2014 13

Em 1979, o Inter que não era qualquer Inter; era o Inter de Falcão. Pois esse poderoso Inter estava acabrunhado, escalavrado, dilacerado. Havia perdido o Campeonato Gaúcho para o Grêmio de Paulo César Caju de forma humilhante, ficando mais de 10 pontos atrás, não chegando nem na terceira colocação, o que, na época, era vexame. Verdade que o Grêmio também montara um time de respeito: Manga no gol, Ancheta na zaga-central, o já citado Caju no meio, Tarciso, Baltazar (ou André) e Éder no ataque. Uma seleção.
Tentando se recuperar do revés, o Inter chamou, para o Campeonato Brasileiro, um técnico que fizera sucesso com um apenas mediano time do Grêmio quatro anos antes: o jovem Ênio Andrade. Ênio começou a reorganizar o time. Definiu o meio-campo com Batista, Jair e Falcão, reforçando o setor com um falso ponta-esquerda, o manhoso Mário Sérgio, o Vesgo, o turfista, o amigo do Guerrinha. No ataque, claro, manteve o grande Valdomiro Vaz Franco, o líder do time. Na defesa, promoveu um guri magrinho, dono de boa técnica, chamado Mauro Galvão. No gol, o paraguaio Benitez. Outra seleção.
O Campeonato Brasileiro de então era muitíssimo confuso, disputado por quase cem times divididos em chaves. Foi o último certame organizado pela CBD, que depois foi extinta pela FIFA. Quatro clubes paulistas, Corinthians, Santos, São Paulo e Portuguesa, brigaram com os dirigentes da Confederação e simplesmente não participaram do campeonato. Uma bagunça.
Em meio à polêmica, Ênio foi trabalhando em silêncio e encaixando as peças do seu time. Era um ourives no trabalho paciente da lapidação. Estava ficando bom, mas era preciso algo mais. Era preciso confiança. Então, no meio do ano, veio o Gre-Nal. Chovia, e o jogo estava duro e truncado, como quase todos os Gre-Nais. No finzinho, quando a torcida já saía do Beira-Rio, o juiz marcou uma falta para o Inter no lado esquerdo de ataque, longe do gol, na intermediária. Falcão e Jair se posicionaram para bater. Era uma jogada ensaiada. Falcão correu reto para a bola e Jair pela lateral. Falcão deu um toque para o lado, tirando a bola da barreira e abrindo o lance para Jair. Que chutou.
Outro dia, encontrei Jair, e ele me disse que o grande chutador tem de ter pé pequeno. Segundo ele, só o pé pequeno cobre toda a circunferência da bola. De fato, Rivellino, o maior deles calçava 37. Se não me engano, é o mesmo tamanho do pé de Jair. Pois Jair bateu com o peito daquele seu pequeno pé na bola branca e ela fez uma curva inverossímil, um ponto de interrogação invertido que saiu das mãos tortas de Manga e entrou no ângulo: 1 a 0 para o Inter.
Depois daquele Gre-Nal, o Inter não parou mais de vencer, e foi campeão invicto. O Gre-Nal tem esse poder. Poderia citar dezenas deles que foram semelhantes, dos dois lados. O Gre-Nal, sempre digo e repito, não é o jogo mais importante para a Dupla: é o único jogo importante para a Dupla. Quem não compreende isso, não compreende Grêmio e Inter.
Quando Enderson Moreira fracassou rotundamente nos Gre-Nais do Gauchão, deveria ter sido demitido. Porque não foi um revés comum. Reveses acontecem, são do futebol e da vida. São aceitáveis e, às vezes, fundamentais para futuros sucessos. Só que foi mais do que isso: foi um desastre, com um responsável principal. Esse responsável não poderia ficar. É a lei, para a Dupla Gre-Nal. O Grêmio não respeitou essa lei, e agora terá de se debater com a mudança em meio ao Campeonato Brasileiro.
O próximo técnico do Grêmio não terá tempo, como teve Ênio. Não terá certa calma para trabalhar enquanto os adversários se debatem, como aconteceu com Ênio. Terá de fazer tudo sob pressão, sem margem para erro, sem poder aprender com eventuais tropeços. Tudo porque não houve respeito ao resultado do Gre-Nal. Tudo porque o Grêmio não entendeu, e não entende: só o Gre-Nal importa para a Dupla Gre-Nal.
-x-x-x-x-
O NOVO DUNGA
Tenho acompanhado as amáveis entrevistas de Dunga. Essa nova suavidade do treinador mostra o que sempre soube dele: ele sabe perder, ele aprende com a derrota, ele se refaz. Dunga está se refazendo. Está se tornando um novo Dunga. Tomara que definitivamente.

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28 de julho de 2014 3

Novo técnico do Grêmio será experiente

27 de julho de 2014 98

O novo técnico do Grêmio não será uma aposta.
A direção sabe que não pode errar. Que é tudo ou nada.
Será um técnico com currículo.
Um técnico experiente.
Não é palpite meu; é informação.

Direção do Grêmio perdeu dois meses

27 de julho de 2014 62

Enderson saiu.
Já devia ter saído.
Quando foi o culpado dos desastres nos Gre-Nais, a direção deveria tê-lo demitido de imediato.
A direção gremista perdeu dois meses.
Enderson teve tudo o que quis: jogadores novos, tempo para trabalhar. O time só piorou.
Tite?
Felipão?
Roger?
Renato?
Não importa, nesse momento. Agora, o Grêmio tem que, tão-somente, trabalhar para que tudo não fique ainda pior.

Enderson tem que sair já

27 de julho de 2014 31

Assisti ao jogo do Grêmio e fiquei horrorizado.
A direção do Grêmio está sendo omissa ao manter Enderson Moreira como técnico.
O time do Grêmio é bom, tem recursos, mas os dirigentes podem contratar a seleção da Alemanha que não vai adiantar.
O Grêmio vai continuar fracassando.
Porque, depois de todo esse tempo, o Grêmio continua sendo disforme taticamente. A defesa é mal arrumada, o meio-campo está fora dos gonzos e o ataque… que ataque?
Enderson devia ter saído quando afundou o time nos Gre-Nais da final do Gauchão. Ali ele perdeu tudo, sobretudo suas convicções. Talvez seja um bom técnico para outros times, mas não é para o Grêmio.
Não mais.
Se a direção do Grêmio não tirá-lo já, hoje, esta noite, ele já tem data para sair: 10 de agosto, quando o Grêmio perderá mais um Gre-Nal.

Estranhas ansiedades

27 de julho de 2014 4

VOCÊ SOFRE DE ANSIEDADE DE BANHEIRO?

Estava no supermercado, no corredor dos itens para banho e limpeza, e vi aquela mensagem. Era um texto escrito num pacote de rolos de papel higiênico. O título capturou a minha atenção, como devem fazer os bons títulos. Numa tradução livre, perguntava-me assim:
“Você tem ansiedade de banheiro?”
Hein?
Li a linha abaixo. Nova pergunta:
“Você está se sentindo como se jamais fosse encontrar o papel higiênico perfeito?”
Olhei para dentro de mim mesmo. Para minh’alma. Fiz um questionamento silencioso. Estaria eu em busca do papel higiênico perfeito? Nunca havia pensando nisso nesses termos, mas, sim, concordei: eu queria o papel higiênico perfeito. Agora, querendo-o, achava que poderia encontrá-lo ou, como dizia o texto, sentia-me como se ele não existisse? Refleti mais um pouco, parado ali, diante da estante, e balancei a cabeça: era verdade, sentia-me como se nunca pudesse encontrar tamanha perfeição.
Fui em frente. Havia uma descrição do tão almejado papel higiênico perfeito:
“Um que deslize do rolo com graça e estilo”.
Eu queria isso? Graça e estilo em meu papel higiênico? Sim. Sim! Definitivamente sim. Parecia maravilhoso.
Prossegui.
“Relaxe”, tranquilizava-me o redator. “Sua busca acabou”. Por quê? Porque aquele papel higiênico que tinha em mãos, chamado de “Super Soft”, possuía o poder de fazer as minhas ansiedades derreterem. Era isso que ele fazia: derretia ansiedades.
“O Super Soft faz jus ao nome que leva e é uma garantia de, com seu uso, trazer um sorriso para o seu rosto”, prometia-me a embalagem, encerrando com uma espécie de repto: “Não leve em conta o que dizemos. Leve esse rolo miraculoso para casa e experimente!”
Oh, Super Soft!
Levei-o para casa. Ele me traz, diariamente, um sorriso com seu uso.
Ah, o poder dos publicitários americanos.
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ANSIEDADE ÉTNICA

Você tinha de ver os negrões americanos dançando. Aliás, aqui nos Estados Unidos você não pode nunca chamar um negro de negro. É afroamericano MESMO. Chamar um negro de negro pode dar processo e tudo mais.
Mas, francamente, chamar um negro de afroamericano é que me soa preconceituoso, por causa da falta de naturalidade da coisa. Como é que vou descrever Pelé como “um afroamericano forte, de 1m73cm de altura, que chuta bem com ambas as pernas”? Qual é o problema com “Pelé é um negro forte, de 1m73cm de altura, que chuta bem com ambas as pernas?” Onde está a ofensa?
Mas, está certo, se algum negro brasileiro me disser para chamá-lo de afroamericano, chamo. Respeito suscetibilidades. Aqui, pelo menos, tem de ser assim. Então:
Você tinha de ver os afroamericanos dançando. Vi, no Quincy Market, uma manhã dessas. É mais do que dança, é malabarismo. Um show criteriosamente ensaiado em que nada dá errado. Os caras se contorcem no chão como serpentes com coceira, saltam como cabritos monteses, parece que os ossos deles são feitos de geleca. E depois passam o chapéu para recolher os dólares da assistência. Dólares, dólares. Tudo está bem, tudo está certo na América, se você tem dólares.
-x-x-x-x-x-

ANSIEDADE CLIMÁTICA

Neste momento em que escrevo faz 90 graus Fahrenheit. Como é converter isso para Celsius, que é muito mais civilizado? Ninguém sabe ao certo. Há várias maneiras de calcular. Uma delas:
Pegue a temperatura Fahrenheit. No caso, 90.
Subtraia 32. Resultado: 58.
Divida por 9. Resultado: 6,4.
Multiplique por 5. Resultado: 32.
Aí está: 32 graus Celsius.
É quase isso. Na verdade, 90ºF dá 32,22222222222222222222222222222ºC.
Uma droga. Nunca sei que temperatura está fazendo. Essa incerteza pode perturbar um homem, pode acabar com ele. Sim, senhor.

Som de Sexta

25 de julho de 2014 5

Como as músicas dos anos 70 estão voltando à moda, aí vai o velho e bom David Gates:

A última frase do poeta

25 de julho de 2014 12

A minha pátria é a língua portuguesa, escreveu Fernando Pessoa, e depois Caetano Veloso nele se inspirou para tecer uma bela canção. Interessante que a última frase dita por Fernando Pessoa não foi em português, foi em inglês. No leito de morte, um segundo antes do último suspiro, ele balbuciou: “I know not what tomorrow will bring”. Eu não sei o que trará o amanhã.

Ou seja: Fernando Pessoa morreu no exílio.

Fernando Pessoa falava e escrevia com fluência em inglês. Aprendeu quando morou em Durban, na África do Sul. Ao passar por Durban, durante a Copa de 2010, visitei o colégio em que ele estudou. Estava fechado, era tempo de férias, mas, depois de alguma argumentação, o zelador abriu o portão para que eu entrasse e fosse fazer reverência a um busto em bronze do poeta, plantado no pátio da escola.

Deu certo trabalho convencer o zelador, mas valeu a pena. Tudo vale a pena, quando… Você sabe.

Tenho pensado muito nisso que Fernando Pessoa disse, “a língua é minha pátria”, agora que estou vivendo em inglês. Porque as sutilezas da língua fazem toda a diferença. Por mais que você se esforce para compreender tudo o que está sendo dito e para dizer tudo o que pretende de forma correta, por mais que você estude e preste atenção, há sempre alguma pequena minúcia que lhe escapa, e é essa minúcia que dá a chave para o pensamento e o sentimento do interlocutor.

Estou vivendo numa cidade linda, agradável e acolhedora. Um bostoniano me disse, outro dia, que quem vive em Boston é de Boston. A cidade adota todos os que querem nela viver. Gentileza do bostoniano. Boston pode até me querer e eu posso até querê-la, mas, por mais distante que esteja, por melhor que me sinta em outro lugar, o verbo me acorrenta ao Brasil.

O Brasil é tantas vezes injusto, os brasileiros são mais agressivos, tristes e rancorosos do que imaginam, as grandes cidades brasileiras são selvagens, são lugares onde as pessoas vivem tensas, onde o Mal espreita em cada esquina, tudo isso é verdade, mas quem teve a cabeça forjada pela língua portuguesa tem a alma forjada pela língua portuguesa. Tanto quanto Fernando Pessoa, eu não sei o que trará o amanhã. Nem para mim, nem para esse país convulsionado que é o Brasil. Mas sei que meu coração sempre estará aí. Sempre estará enterrado numa curva do Rio Guaíba.

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24 de julho de 2014 1

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23 de julho de 2014 0

Vá treinando: "Go, Bruins!"

22 de julho de 2014 15

Comprei uma bonita camisa do Boston Bruins, o time de hóquei da cidade. É um time forte, um dos grandes dos Estados Unidos nesse esporte que, curiosamente, tem lá suas semelhanças com o futebol.

Boston formou times vencedores nos quatro mais importantes esportes americanos. No basquete, a cidade torce pelo Celtics, que divide a arena com os Bruins. No futebol americano eles são fanáticos pelo New England Patriots, do camisa 12 Tom Brady, por nós brasileiros conhecido como “o marido de Gisele Bündchen”, enquanto, aqui, Djisell é conhecida como “a mulher de Tom Brady” — o cara é um ídolo insuperável de Boston, você cita o nome dele em qualquer lugar e os americanos se viram para você, com os olhos reluzindo:

— Tom Brady?

E tem também o mais americano dos esportes, o para mim incompreensível beisebol. Você tinha que ver que jogo estranho. Dura três, quatro horas, às vezes mais. Os americanos ficam todo esse tempo comendo cachorro-quente e bebendo cerveja. Dão uma olhadinha no jogo, comem; dão mais uma olhadinha, bebem. O que acontece lá embaixo, no campo, por Deus, você não consegue entender. É meio parecido com o taco, que a gente jogava nas ruas do IAPI, só que cheio de regras sutis.

No beisebol os bostonianos são doentes pelo mítico Red Sox, onde jogou o não menos mítico Babe Ruth, o Pelé deles. Quando Babe Ruth jogou nos Sox, no começo do século 20, o time só ganhava. Aí o presidente do clube o vendeu para os Yankees, de Nova York, a fim de financiar um espetáculo na Broadway. Justamente os Yankees, maiores rivais dos Sox. Seria o mesmo que o Inter vender Falcão para o Grêmio ou o Grêmio vender Renato para o Inter, para, imagine só!, fazer uma peça de teatro.

Depois que o tal presidente cometeu essa sandice, o Red Sox não ganhou mais nada e os Yankees ganharam tudo. Estabeleceu-se o que os bostonianos passaram a chamar de “A Maldição de Bambino”— Bambino era o apelido de Babe Ruth.

Um dia, o presidente dos Sox entrou num táxi, o motorista o reconheceu e desferiu-lhe um murro na cara, transformando seu nariz em uma fatia de bacon frito. Assustado, o sujeito se mudou para Nova York e nunca mais voltou a Boston. A Maldição de Bambino só terminou depois de 86 anos, quando os Sox finalmente voltaram a ser campeões, uma década atrás, o que rendeu a maior festa da história de Boston, com mais de três milhões de pessoas pulando e cantando pelas ruas.

Como você vê, estou tentando aprender sobre esses esportes curiosos dos Estados Unidos, para contar para você. Por que faço isso? Por você, meu caro. Só por você. Você precisará saber sobre hóquei, basebol, basquete e futebol americano, por dois motivos:

Motivo número 1: numa Copa disputada no Brasil, a Seleção apanhou da Alemanha de 7 a 1 e a consequência disso para o futebol brasileiro foi que tudo continua igual.

E:

Motivo número 2: no chatonildo Campeonato Brasileiro, o campeão já está decidido seis meses antes do final.

Se você quiser, reservo uma linda camisa do Bruins para você usar todo faceiro nas ruas de Porto Alegre.