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Os gays de Livramento

11 de setembro de 2014 491

Nunca finquei o salto da minha bota num CTG. Nunca entrei numa bombacha. Não sei andar a cavalo. Prefiro peixe a churrasco.

Sou a favor do casamento gay. Vejo homens andando de mãos dadas pelas calçadas perfeitas aqui dos Estados Unidos e acho extremamente civilizado. Sou contra qualquer tipo de discriminação sexual.

Feita essas ressalvas, gostaria que alguém me respondesse a uma questão sem qualificar a pergunta ou o perguntador, apenas para esclarecer minha mente obnubilada. A pergunta é a seguinte:

Por que esse casal gay de Santana do Livramento PRECISA casar-se num CTG?

Essas associações, os CTGs, foram feitas pra cultuar TRADIÇÕES. Esse é o objetivo. O troço se chama Centro de Tradições Gaúchas. O CTG é um clube, é uma entidade particular, privada, um CTG não é público, nem estatal. Eu, particularmente, não vou a CTG porque não tenho nenhum interesse em cultivar tradições. Eles, lá os gaudérios, eles têm.

Cerimônias de casamento heterossexuais são realizadas em CTGs, porque fazem parte das tais tradições deles. Casamentos homossexuais não fazem parte das tradições deles. Nem usar tênis. Nem cantar samba. Nem ser vegetariano.

Eu não sou vegetariano, mas eventualmente calço tênis ou canto sambas. Se quiser fazer isso, não o farei num CTG, porque nos CTGs eles não querem que as pessoas façam isso. É como ir a um casamento de camiseta. Todo mundo de terno, e eu de camiseta. Vou me sentir mal, e haverá quem ache que estou desrespeitando o casal em núpcias.

Se essas duas mulheres nubentes de Livramento fossem minhas amigas e me convidassem para o casamento delas, eu vestiria um bom terno e uma vistosa gravata, embora não goste de vestir ternos e gravatas. Faria isso por consideração a elas.

Mas elas pretendem realizar o casamento delas num Centro de TRADIÇÕES Gaúchas, embora, como já disse e todo mundo sabe, casamentos gays não façam parte das tradições gaúchas, mesmo havendo milhares, quiçá milhões de gaúchos gays, inclusive dançando a dança do pezinho nos CTGs.

Vou repetir: um centro de TRADIÇÕES é feito para que se cultuem as TRADIÇÕES. Entre as TRADIÇÕES não está entrar lá de tênis, cantar samba ou realizar casamentos entre pessoas do mesmo sexo. Logo, quem quer andar de tênis, cantar samba ou casar com alguém do mesmo sexo não fará isso num centro de TRADIÇÕES.

Quando uma juíza determina que um casamento gay seja celebrado num centro de tradições, ela está afrontando essas tradições, está afrontando a própria natureza do tal centro. Ela, a juíza, não está promovendo a tolerância, está fazendo uma provocação. Tanto é provocação que, aparentemente, gaúchos defensores das tais tradições preferiram tocar fogo no CTG a vê-lo abrigando um casamento gay. O que é uma vasta ignorância e um crime, é óbvio, mas dá bem a medida do quanto essas pessoas se sentiram insultadas.

Um casamento é um ato de amor, é uma cerimônia de congraçamento, onde deve haver harmonia e alegria. Mas esse casal quer celebrar sua união em meio à hostilidade, numa entidade em que não são realizados casamentos gays, precisamente porque lá não é um lugar de diversidade, de novidades ou modernidades: lá é um lugar de culto a tradições, e as tradições são sempre as mesmas, ou não seriam tradições. As tradições são até anacrônicas, porque não são mais desse tempo, são de outro, de um tempo que não existe mais. Só que há quem goste disso.

Por que, então, casar-se nesse lugar? Para quê?

Casem-se, gays. Casem-se! Vivam o seu amor na plenitude, andem de mãos dadas pelas ruas, como fazem os gays de Nova York e Boston, namorem, troquem beijos apaixonados, sejam felizes para sempre, e deixem os gaudérios com suas tradições, sua picanha gorda, sua milonga, sua dança do balaio e com seu passado que talvez jamais tenha acontecido. Eles estão lá no clube deles, cultuando as tradições deles, achando que o Rio Grande é o melhor lugar do mundo e que não existe homem mais homem do que o gaúcho. É para isso que serve CTG. Deixem os tradicionais com suas tradições, mesmo que sejam antiquadas.

Eles gostam! O problema é deles. O mundo já está cheio de conflitos, as confusões nos procuram. Para que ir atrás delas?

Comentários (491)

  • Arthur diz: 11 de setembro de 2014

    Perfeito David, disse tudo!

  • Paulo Mauricio diz: 11 de setembro de 2014

    Esse texto me representa, se me permite compartilho de mesma opinião. Só desejo que não façam deste casal, o mesmo que fizeram com a menina gremista(linchamento social) que xingou um jogador com um termo deplorável(mas comum, sem demagogia, em campos de futebol). Cultuem as tradições os tradicionalistas. Amem-se, os apaixonados, e sejamos todos felizes juntos.

  • juliano diz: 11 de setembro de 2014

    Esse fato me faz lembrar uma certa candidata a “miss bumbum”, que se diz evangélica e afirmou/reclamou que sentia que as pessoas da igreja eram preconceituosas com ela, só pq ela estava fazendo fotos “ousadas”. Ora, isso nao é preconceito, ela queria o que? Que todo mundo da igreja mudasse o seu costume simplesmente para agradá-la?

  • preconceito diz: 11 de setembro de 2014

    Que preconceito! pq elas nao podem casar la? isso é intoleranca… Preconceito como chamar o que aconteceu entre gremio e santos!
    Tudo igual!

  • Paulo Correa diz: 11 de setembro de 2014

    Concordo plenamente com a sua opinião.
    O princípio básico de todo o relacionamento é o RESPEITO.
    O TEU DIREITO TERMINA BEM ALI ONDE COMEÇA O MEU.
    Querer exigir respeito a todo o custo já é um absurdo.

  • Raul Limonges diz: 11 de setembro de 2014

    Muito bem! Assino em baixo. Vc está sendo inteligente, lúcido e cosmopolita. Vc nem está parecendo gaúcho! Alvíssaras!!!! Mas, não se incomode com o fato gaudério em si. Casamento gay em CTG, piti de juíza querendo aparecer, ameaças de tradicionalistas ofendidos, todo este fuzuê todo é tão restrito, tão sem importância que amanhã ninguém mais lembra do fato…Em lugares como Livramento, qualquer coisinha fora da rotina embombachada do lugar ganha ares de comoção social, de convulsão sociológica. Depois, logo passa!

  • Gustavo diz: 11 de setembro de 2014

    Perfeito David, disse tudo! [2]

  • guilherme diz: 11 de setembro de 2014

    PERFEITO DAVID!! tua clareza ao escrever e maturidade ter permitem essa liberdade neesse assunto! e vice versa! parabens!

    A discussão é boa, sra juiza, mas CANETAÇO, ja basta o STJD!

  • Cristiano Borba diz: 11 de setembro de 2014

    É que, pelo que vi dias atrás na reportagem, tem uma juíza (novata, diga-se de passagem) que está teimando em realizar esse casamento lá. E como a corregedoria não fiscaliza o devaneio da juíza, ainda vai dar morte, simples assim…

  • Toni diz: 11 de setembro de 2014

    Compartilho da mesma idéia, a minha liberdade acaba quando começa a sua, virei teu fã, belo texto.

  • jose francisco da rosa neto diz: 11 de setembro de 2014

    Primeiro: quem não conhece a história do seu Estado, que foi formado a bota, bombacha, espora, cavalo e lança, não deve falar dos CTGs. Que por sinal, você nunca entrou. Não deve ter lido a história do teu Estado. Fique aonde voce está, nos EUA, pago por um grupo gaúcho porque fazer o casamento em um CTG, como o nome diz centro tradição. Achem outro local.Nada contra os Gay.

  • Marcio Dias diz: 11 de setembro de 2014

    Que baita texto David!!!

  • Reinaldo diz: 11 de setembro de 2014

    Viva a internet!!!
    Graças a ela podemos “ter” os textos do David aqui na província embora ele esteja fora.
    Sou gremista mas nada tenho contra os torcedores do rival; tenho amigos e parentes a quem adoro e admiro que são colorados.
    Dito isto, gostaria de propor a juíza uma nova empreitada: Decretar que um único gremista (devidamente fardado) seja inserido, de forma arbitrária, em meio a torcida do inter e vice-versa.
    Creio tratar-se de outra situação mas com o mesmo contexto.
    Abraço a todos (gremistas e colorados, gays e héteros, brancos e pretos e vermelhos e amarelos e o prisma inteiro, cristãos e judeus e islâmicos e budistas …).

  • Xiru Bagual diz: 11 de setembro de 2014

    Pois olha…

    Eu não tenho nada contra gays. Não sou, não me importo que os outros sejam, mas gostaria que ninguém me enchesse o saco por NÃO ser.

    Concordo que enfiar uma novidade dessas em um lugar de TRADIÇÕES é meio lôco. Se fossem as tradições da Grécia antiga, vá lá, mas a história perpetrada no CTG é bem outra.

    A determinação de enfiar o casamento gay no CTG lembra aquela história:

    Antigamente homossexualismo era proibido.
    Depois, passou a ser tolerado.
    Depois, passou a ser aceito sem restrições
    O próximo passo é ser incentivado
    Se o passo seguinte for ser obrigatório, vou virar minoria…

  • Bolsonaro diz: 11 de setembro de 2014

    Experimente dizer que você é contrário a prática deles e vais ver David o que é intolerância.

  • Fabiana de Moraes diz: 11 de setembro de 2014

    Perfeito…

  • Vera Costa diz: 11 de setembro de 2014

    Concordo totalmente com o texto. Parabéns, David Coimbra!
    É ótimo continuar usufruindo da tua inteligência, clareza e bom senso.
    Parabéns e obrigada.

  • roberto diz: 11 de setembro de 2014

    aleluia! até que enfim alguem sensato para reconhecer , que o que esta acontecendo é uma provocação aos tradicionalistas, seria o mesmo que forçar um casamento gay em um salão evangélico.

  • Ane diz: 11 de setembro de 2014

    O patrao do CTG quer aparecer. Quer afrontar a tradição . Com a finalidade de dizer que nao é homofóbico. Na verdade ele é um baita homofóbico, só quer fazer isso p aparecer. QUE CASEM , MAS Q CASEM LONGE DO CTG. Bando de oportunistas. Querem colocar na cabeça das pessoas que, ser hétero é pagar mico. Hj a moda é ser gay. POR FAVOR… VAO CRIAR VERGONHA NA CARA.

  • Hélio diz: 11 de setembro de 2014

    Muito bom texto.

  • JOSÉ ADAIR PLATEN OURIVES diz: 11 de setembro de 2014

    Parabéns David, disse tudo e com muita clareza.

  • Carlos R S Costa diz: 11 de setembro de 2014

    Tens razão: Casamento é uma confraternização, porém quando ele é coletivo, dentro de um CTG e ainda com casais do mesmo sexo (imagine se fosse dois homens!) ele é mediatizado. A magistrada está, mesmo que com as melhores intenções, ferindo as “mirandas” daquela comunidade.

  • Diego diz: 11 de setembro de 2014

    Tradições também EVOLUEM com o tempo! E já passou da hora de o RS sair dessa intolerência IGNORANTE de discriminar quem quer que seja.

    Que mal vai fazer a qualquer pessoa, que entre 28 casamentos, um seja de um casal de mulheres? O que os outros têm a ver com isso!? Qual o problema!? Vão cuidar de suas vidas, tchê! É muita falta do que fazer e se preocupar, vão carpir um lote!

    Nos últimos 15 dias, o RS foi notícia no país inteiro por duas vezes. Uma, por racismo. A outra, por homofobia. O que essas pessoas, tão zelosas pelas tradições gaúchas, estão fazendo, é ENVERGONHAR O RIO GRANDE DO SUL COM INTOLERÂNCIA, PRECONCEITO E IGNORÂNCIA, isso sim. Se querem cultivar orgulho de ser gaúcho, que seja mostrando um povo culto, educado e que sabe conviver com as diferenças. Ninguém tem orgulho de uma estupidez dessas. Vocês estão manchando o nome do Rio Grande do Sul e dos gaúchos.

    Além disso, tão preocupado que estavam em manter as tradições, que QUEIMARAM UM CENTRO DE TRADIÇÕES GAÚCHAS. Bota burrice nisso…

    Querer dizer que manter preconceito e intolerância é manter TRADIÇÃO!? Tradição é o chimarrão, o churrasco, a música, a vestimenta. Ser um ignorante preconceituoso não é tradição, é ESTUPIDEZ.

    Lamentável o teu texto, David. Tu, mesmo não sendo homofóbico, contribuíste em manter esse pensamento retrógrado de que a DISCRIMINAÇÃO, PRECONCEITO E INTOLERÂNCIA são aceitáveis dependendo do contexto. E não são. Em nenhum lugar, e em nenhum contexto.

    Em tempo, antes que alguém ache que a minha defesa é pq falo em causa própria: não, eu não sou gay. O que não muda absolutamente nada. Orientação sexual não define CARÁTER.

  • Carlos R S Costa diz: 11 de setembro de 2014

    Tens razão: Casamento é uma confraternização, porém quando ele é coletivo, dentro de um CTG e ainda com casais do mesmo sexo (imagine se fossem dois homens!) ele é mediatizado. A magistrada está, mesmo que com as melhores intenções, ferindo as “mirandas” daquela comunidade.

  • Alex diz: 11 de setembro de 2014

    Por que casar neste lugar???? PQ eles sabiam q iria dar um baita ibope e confusão e aparecer na midia, incluindo esse patrão. Já odiava cara de bombacha e semana farroupilha agora odeio mais ainda….

  • Rempel diz: 11 de setembro de 2014

    Concordo, mas em parte discordo, pois se for assim, não seria motivo para tanta discussão o casamento homossexual em igrejas e afins, uma vez que igrejas também cultivam suas próprias tradições. Acho que se o patrono e a comunidade que frequenta o CTG em questão não vê problema nisso, que seja feito.

  • Cleiton diz: 11 de setembro de 2014

    Comparar o causo de racismo no jogo do gremio e santos com o que aconteceu no CTG é pura ignorância,pois ser negro, índio pardo se trata de Raça não se pode escolher já se nasce assim, ser homossexual NÃO é Raça e sim escolha comportamental, opção.

    Outra ponto: ninguém provou que foram pessoas contra este desrespeitoso casamento gay que incendiaram o local, pode ter sido os próprios organizadores a procura de mais holofote na mídia…até agora ninguém sabe.

  • Arthur diz: 11 de setembro de 2014

    Parabéns David, abordagem brilhante! Deixe-me apenas um adendo: a Justiça destes CTGistas seria feita no dia em que, solitários, aparecessem de pilcha e suas bíblias na frente de um Tribunal do Estado Islâmico. Aí eles entenderiam o que é ser minoria e hostilizado (mortos) por isso.

  • andre diz: 11 de setembro de 2014

    EXCELENTE pergunta…

  • Caio diz: 11 de setembro de 2014

    Sabem o que acontece, esses juízes vão para eventos de direito de família e voltam cheios de idéias e aí pensam que o mundo dos fatos é uma folha em branco que eles podem desenhar como bem entender. Despreparo total da magistrada novata (sim, 4 anos significa recém saída do estágio probatório…) que ao invés de procurar um ambiente neutro para essa celebração (clubes, câmara de vereadores, forum, etc.) preferiu enfrentar um ambiente hostil acreditando que pela força (canetaço) iria controlar a situação… Eis o resultado trágico… Todos tem seu espaço, Meritíssima, cada qual respeitando o do outro. Que aprenda a lição.

  • Irineu diz: 11 de setembro de 2014

    Concordo com a matéria.
    Na minha opinião, existem diversas manifestações sociais, culturais. Essas manifestação devem ser regidas por estatutos e regimentos inerentes a cada uma. Estão querendo forçar que tudo pode ser feito em qualquer lugar…Não se pode misturar tudo como se fosse a mesma coisa.
    Respeitar os desejos e gostos de cada um tudo certo. Agora, forçar que todos aceitem tudo e que seja obrigatório todos gostarem da mesma coisa. abraços

  • Tiago Lopes diz: 11 de setembro de 2014

    Muitos gays são intolerantes também, como foi dito num comentário acima. Certos gays e tradicionalistas se merecem, porque são intolerantes com suas preferências e pensamentos. Achei que a juíza procurou mais um conflito entre dois mundos conflitantes entre si, nisso eu concordo com você

  • ANTONIO MELO diz: 11 de setembro de 2014

    Disse tudo David Coimbra…usaste de sabedoria e imparcialidade…fato este
    que FALTOU a Senhora Juiza…pois entendo ser uma afronta e não uma defesa
    da ‘LIBERDADE’…

  • Gilberto diz: 11 de setembro de 2014

    Concordo com o texto; e digo mais ainda: porque os gays querem casar? Casamento é sim uma instituição religiosa que a igreja tem o direito de impor as regras dela; porque querem forçar a igreja a mudar se ninguém é obrigado a seguir a igreja? A união civil é algo diferente; e muitos casais heterossexuais hoje em dia nem se casam mais no sentido religioso, fazem apenas a união civil e ela serve pra tudo: conta bancária conjunta, comprar imóveis etc. E antes que digam que sou preconceituoso, sou gay.

  • james diz: 11 de setembro de 2014

    Casamento gay não é questão de tradição e sim de uma orientação individual. Não tem nada a ver uma coisa com a outra. O CTG permite casamentos, ponto final. Teu ponto de vista me da a liberdade de criar clubes que não permitam negros, índios… por mera tradição. Até pq negros eram escravos e essa “tradição” mudou, não é?

  • Taís Jacques diz: 11 de setembro de 2014

    Concordo plenamente com vc David, em gênero, numero e grau.. E digo mais…É realmente lamentável o ato ocorrido, mas não acho q possa ser enquadrado em ato homofóbico, pelo simples fato que caso a juíza não tivesse determinado o casamento no CTG, nada disso iria teria acontecido, esse casal casaria normalmente e ninguém os incomodaria…acredito q ninguém iria sair na rua caçando-os ou algo do gênero…

    É como vc estar na sua casa, e não querer q alguém a entre (por n. motivos), e se alguém forçar a sua presença, vc irá inevitavelmente irá protestar (óbvi,o não praticando um crime), o q quero dizer, q houve crime de dano, neste caso, mas não de homofobia…não esse tipo penal!!! Devem pensar nisso..

    att,

    Taís Jacques

  • Marcos Lopes diz: 11 de setembro de 2014

    Muito bom texto. No final com oito palavras e um ponto o David “deu no meio”…

  • Milton Ubiratan Rodrigues Jardim diz: 11 de setembro de 2014

    Com tantos outros locais para celebrarem esse casamento, que ninguém é contra, diga-se de passagem, justamente em um C.T.G. é que querem fazer isso? Se não é uma espécie de provocação, somente podemos pensar que foi feito para dizer que quem manda sou eu e pronto .Mas não é por aí não. Tem igreja, tem mesquita, tem clubes, tem sinagogas. Escolham um desses e verão o que acontece!

  • Josué Rosa diz: 11 de setembro de 2014

    Como sempre Excelente texto David.

  • Cesar_florianópolis diz: 11 de setembro de 2014

    Exatamente…não teria outro lugar pra casar? porque não no salão paroquial da igreja católica? Porque o padre não iria permitir? ah, bom…queria ver essa juíza mandar fazer um casamento no salão paroquial da igreja!

  • Diogo diz: 11 de setembro de 2014

    Concordo com quase tudo.
    Não cultuo essas tradições também, aliás, não gosto. Ao contrário de você, não gosto de samba tb.
    Concordo que é uma provocação casar-se lá. Acredito que uma juíza deveria ter mais o que fazer. Acho inclusive que nosso sistema judiciário é tão bizarro que deixa esse tipo de coisa acontecer.
    Tocar fogo no lugar… isso sim é o fim do mundo.

    Isto dito, acredito que também seria importante questionar: por que ligamos para o que as pessoas querem fazer da vida? Seria tão simples dizer… tá, casa lá logo, grande América. Isso que falta no mundo hoje em dia: ligar menos para coisas que não importam.

  • Temis diz: 11 de setembro de 2014

    São por essas e outras que “tradições” estão deixando de existir. Nada mais de mantém diante dessa relativização de tudo. Para fazer respeitar algo tenho por correto que outro seja desrespeitado. Nas nesse caso específico, por favor, que ignorância dessa juíza querer fazer uma coisa prevalecer sobre outra…

  • claire andrade diz: 11 de setembro de 2014

    A decisão de fazer o casamento coletivo foi do judiciário, ou da Juíza, ela pensou em fazer os casamentos (coletivos) na semana farroupilha, e, óbvio que para comemorar a semana farroupilha tinha que ser dentro de um CTG. Para tanto a Juíza ligou para o Patrão e pediu sua ajuda de emprestar o LOCAL. O local foi emprestado para que o judiciário pudesse fazer o casamento coletivo, NINGUÉM DISSE QUE OS NOIVOS, NOIVAS, enfim tinha que ira pilchados. A ideia é o casamento em si, e, não cultuar as tradições.
    Por isso, discordo da opinião do David, pq. se essas pessoas tivessem outra escolha fariam certamente em uma igreja. O casamento não é só das meninas, e COLETIVO.

  • Rolim diz: 11 de setembro de 2014

    Li muitos “não sou contra os gays” mas, qdo o assunto começa a chegar perto de suas tradições, sejam quais for, saltam das prateleiras com faca e relho. Hipocrisia barata.

  • Mara Ribeiro diz: 11 de setembro de 2014

    Acho sim que a discriminação deva acabar. Mas tudo tem seu tempo, tudo sem sua hora. Querer que as pessoas aceitem a marra não vai chegar a coisa alguma, como foi a coisa agora.

  • Guilherme diz: 11 de setembro de 2014

    Ótimo texto, manifesta, acredito eu, o pensamento de todos. Com exceção da idealizadora, é claro, ou, raras exceções. As quais, diga-se de passagem, vão na contramão do discernimento. Melhor dizendo, colocaram sorvete na carne salgada, mesmo sem aceitação, fizeram impor que todo mundo gostasse. O que, por óbvio, não aconteceu.

  • Mr. D diz: 11 de setembro de 2014

    CTG é lugar pra beber até cair, peleiar com outro gaucho (até a morte?) por que ele olhou pra sua prenda, levar os guris para caçar prendas, compartilhar as façanhas com barranqueamento de animais, vangloriar os tapas que deu na china véia…. não para celebrar o amor entre duas pessoas.

    Em certo ponto estas gurias estão erradas nessa decisão.

  • Matheus diz: 11 de setembro de 2014

    Suponhamos que as moças gostem das ditas tradições.
    E é obvio que existem gays “camuflados” frequentando CTG’s.
    Se o dono, ou patrão sei lá, do CTG é a favor do casamento gay, não vejo problema.

    Concordo contigo Davi quanto a “não dar murro em ponta de faca”.
    Sou a favor de casamentos gays pois acredito que todos somos livres.
    Mas o ponto é que o patrão permite. Não entendo muito de CTG, também nunca me vesti de “gaúcho”, não gosto de música gaucha, enfim…

    Não podemos esquecer que quem colocou fogo e foi ignorante é que é o culpado. Não elas.
    Isso tá parecendo quando culpam uma mulher de saia curta por ser estuprada.

  • Eduardo diz: 11 de setembro de 2014

    Cara perfeito você disse tudo!!! Mas ainda insistem nisso não dá para entender!!!

  • Francisco diz: 11 de setembro de 2014

    Pô David, essa tu deu mole ein. O casamento no CTG é porque o CTG é o único lugar possível na cidade que tem tamanho suficiente para receber um evento desses – na Igreja de lá poderia também, mas isso seria um afronta a religião católica. Seria bom dar uma pesquisada, antes de falar isso. Att, filho de cidadão de Livramento.

  • Ederson diz: 11 de setembro de 2014

    Parabéns David!!! Discordei muito de ti em outras ocasiões, mas hoje concordamos em gênero, número e grau.

  • Fábio diz: 11 de setembro de 2014

    David, tu só pode tá mal informado. O início da história, e para mim a questão principal, é que o CTG foi solicitado a realizar um casamento COLETIVO; nem preciso falar da importância social de um casamento coletivo para ti. Dentre os quase 30 casais inscritos, estavam apenas 3 ou 4 casais gays, que no final restou apenas um. O CGT foi escolhido para sediar o evento – leia-se casamento coletivo, inclusive, predominantemente, heterossexual – pois, tem estrutura para casamentos coletivos. O casal gay foi apenas uma questão circunstancial. Nesse contexto, não se poderia exigir a troca de local, tampouco, a exclusão dos casais gays.

  • felix diz: 11 de setembro de 2014

    Davi, concordo com voce, acho que a juiza está querendo aparecer, para tocar guela abaixo este suposto casamento. e CTG não é lugar para isso.Mas diga. tche,tuas palavras são de raiva neste texto. pra começar, voce fala em ….troço…chamando o centro de tradiçoes gauchas…que fuleragem sua. dizer que talves não tenha nem passado, e dizer que eles(gauchos) acham o RS o melhor lugar do mundo, ainda bem que eles acham, pq voce, com certeza não acho. o Que voce tem se eles são antiquados,estão te ofendendo? bah…guri, voce foi mal. tinha um conceito bom de voce até hoje, mas…te larguei pras cobras. e olha que defendo os gauchos e GTG, e não uso bombacga tbm, mas tenho respeito por quem tem respeito e educação pelo RS. Se tiver proxima vida, quero voltar a este pago gaucho com autorização do todo poderoso. nosso DEUS. Obrigado senhor, por ter nascido neste estado maravilhoso….

  • Xthink diz: 11 de setembro de 2014

    é simples, isso se chama Marxismo Cultural, ou Revolução Cultural Gramsciana, pesquisem sobre isso, o movimento gay precisa quebrar toda a cultura em torno da sacralidade do casamento, são os idiotas úteis dos comunistas, vejam um documentário chamado Agenda Grinding América Down, lá explica o porque disso…o objetivo do movimento gay é se infiltrar e derrubar a moral de qualquer organização que seje contrario ao comportamento gay, nos EUA a primeira organização que eles se infiltraram foram a Associação de Psicologia para alterar os dogmas e dizer que não existe nenhuma problema no comportamento gay, a ultima instituição que eles se infiltraram e derrubaram a moralidade foi os Escoteiros dos EUA, pois seu fundador era um fervoroso cristão, no Brasil segue-se a mesma rota, se infiltram e derrubam a moral de qualquer organização que não concorde com comportamento homossexual, a última que vai sobrar vai ser a igreja, mas ela já esta infiltrada e o processo está adiantado, nos EUA está começando a aparecer a teologia gay, é só uma questão de tempo e vai aparecer isso no Brasil, não se assustem se derepente aparecer padres que se declarem gay, isso já estava planejado faz tempo pelo ativismo gay…….

  • Tiago Cardoso diz: 11 de setembro de 2014

    Esse texto sintetizou o que eu penso!!! Muito bom!!! Sou a favor que os gays possam casar constituir família, adotar ou gerar filhos de forma alternativa, mas como foi citado no texto, o C.T.G não é o lugar adequado para essas manifestações, ainda mais em pleno mês farroupilha.

  • André diz: 11 de setembro de 2014

    Penso estar equivocada a relação feita pelo David entre tradição e opção sexual. Se o casal tiver sido criado em meio a famílias que sempre cultuaram as tradições do Rio Grande e, por isso, sente orgulho de formalizar a união em um CTG, não vejo afronta alguma a qualquer rito tradicionalista.
    Não estarão elas calçando tênis, tampouco cantando samba…estarão lá apenas para sacramentar seu amor e união…TUDO conforme as tradições gaúchas.
    Alguém já pensou que estar lá neste momento pode ser importante para elas? É justo segregarmos esse casal unicamente porque ele é absurdamente apontado como “não-tradicional”?
    Abordagem mal feita do colunista…lamentável.

  • Alex diz: 11 de setembro de 2014

    Cleiton, vc que é ignorante, não se escolhe ser gay, as pessoas nascem gay.

  • Nélson diz: 11 de setembro de 2014

    Hahaha…David Coimbra tu és sensacional. Entrei no site da ZH e vi o teu comentário. Neste exato momento a minha mulher tava lendo o comentário do petralhacomuna do Juremir Machado do correio do povo, atacando os tradicionalistas…haha…minha tava dando razão ao juremir e aí eu li prá ela o teu comentário e….ela mudou de opinião….sem alongar mais o meu comentário….ela disse que o CTG tinha razão em não realizar o casamento gay.

  • RAFAEL diz: 11 de setembro de 2014

    Concordo em partes! SÓ NÃO GOSTEI DO SEU TOM DE DEBOCHE ÀS TRADIÇÕES GAÚCHAS, RESPEITO É BOM E TODO GAÚCHO GOSTA.

  • Daniel diz: 11 de setembro de 2014

    Beijos ou caricias,devem permanecer entre quatro paredes,seja hétero ou homossexual.Temos que dar o devido respeito ás crianças,seja em casa ou em público.

  • Vivaldino diz: 11 de setembro de 2014

    Já que está tudo liberado, que tal celebrar a Semana Farroupilha na sala de audiência da juíza? Certamente ela não se oporá.

  • Olavo DeSimon diz: 11 de setembro de 2014

    Resumo: “Em Roma, como os romanos.”

  • Sérgio Lucas diz: 11 de setembro de 2014

    A bicho grilagem tá tomando conta desse país. Agora as pessoas têm que aceitar novos padrões goela abaixo, num canetaço de uma juíza. E o pior que é assim em outros assuntos, vidas sendo decididas por magistrados fora da casinha. Ainda bem que só colocaram fogo no CTG, podia ser coisa pior. Deixem quieto quem tá quieto.

  • Vili Beck diz: 11 de setembro de 2014

    Escravidão já foi tradição, apedrejamento ainda é tradição em alguns países por “crimes” como “infidelidade”, “homossexualidade”, etc. A palavra tradição parece realmente bela, mas na história da humanidade podemos encontrar tantos exemplos belos quantos horripilantes de “tradições” que pelo bem da humanidade foram mudadas. Este assunto traz à tona alguns exemplos de tradição repugnantes da cultura brasileira, a do culto ao banditismo: mulher foi estuprada por culpa da roupa curta ou por que tava na rua na hora errada, o cara foi assaltado por que estava se exibindo com roupas caras, agora mais essa: os mocinhos incendiaram o galpão por culpa do casal gay que resolveu quebrar as tradições. Tem valores errados nos julgamentos por aqui! Culpa de estupro é do estuprador, culpa de assalto é do assaltante, culpa de incêndio criminoso é dos incendiários e ninguém mais! Lugar de preconceituoso é na cadeia e tradição racista, machista, xenófoba, homofóbica e afim não é tradição, é preconceito e tem que acabar!

  • Antonio diz: 11 de setembro de 2014

    Parece que para o ilustre blogueiro casal gay só pode dar-se as mãos na rua (local público), jamais em locais “privados” como bares, restaurantes, hotéis, boates, clubes etc. Nestes é melhor o apartheid! Pra que criar confusão? Gandhi, Luther King, Mandela criaram muita confusão. Vamos criminalizar a desobediência civil.

  • ANTONIO MELO diz: 11 de setembro de 2014

    Disse tudo David Coimbra…usaste de sabedoria e imparcialidade…fato este
    que FALTOU a Senhora Juiza…pois entendo ser uma afronta e não uma defesa
    da ‘LIBERDADE’.

  • felix diz: 11 de setembro de 2014

    Alex, o que nós temos a ver com seu gosto. guarde suas raivas, odios, rancores. e tente ser feliz só um pouco. Voce vai ver a vida de outra maneira. o que nós vamos fazer agora com voce, que é contra gaucho de bonbachas? vamos te apelar nos tribunais?te processar? se voce não gosta, fica na tua be não precisa publicar.

  • Paulo diz: 11 de setembro de 2014

    Muito boa a colocação de DAVID COIMBRA, ele colocou o que a grande maioria pensa mas não tem coragem de falar.

  • Lucas Brunetto diz: 11 de setembro de 2014

    Texto excelente David. Concordo. Parabéns!

  • Theo Cruz diz: 11 de setembro de 2014

    Só quero entender porque o fato de pessoas do mesmo sexo casarem-se, independente da circunstância ou do local, seriam uma afronta a qualquer tradição. Agora, intolerância virou preservação de tradição? Esse texto defende apenas o direito das pessoas serem intolerantes. Qual a provocação ao tradicionalismo? Ademais, se eu manifestar minha intenção de entrar de tênis no CTG isso vai gerar a mesma celeuma? São atos provocaticos idênticos? Alguém vai incendiar CTG por isso? É pura hipocrisia, e, repito, esse texto vem para dar voz à intolerância. “Não concordo com o casamento gay, tenho direito a ter essa opinião”. Errado: intolerância e preconceito não são sinônimos de opinião, e, até onde eu sei, intolerância não é um direito consagrado constitucionalmente. O casamento gay ocorrer num CTG, antes de ser “provocação”, como superficialmente afirma, é um ato simbólico de quebra de paradigmas e superação de preconceitos. Como um dia deve ter sido o casamento entre uma branca e um negro (ou vice-versa) dentro de uma Igreja. Ou de uma prostituta saída “da vida” na mesma circunstância. Mas se se prefere ser partidário da intolerância e dizer que os responsáveis pela intolerância são os gays porque “provocaram”, sendo que a “provacação” reside simplesmente no fato de serem gays, aí, bem… Frank Zappa já dizia que estupidez é o elemento mais abundante do Universo.

  • Darcy Filho diz: 11 de setembro de 2014

    Extremamente perfeito esse texto! Muito coerente! Concordo em absolutamente tudo no que foi dito aqui! Esse texto me representa!

  • Roberta Malheiros diz: 11 de setembro de 2014

    TIREI O CHAPÉU!!
    Quanto à alguns comentários: Não há o que comparar esse fato ao fato ocorrido no jogo do Grêmio, essas comparações são baseadas na ignorância.
    Digo à vocês: CTG NÃO É, NUNCA FOI E NUNCA SERÁ LUGAR PRA ESSES MODERNISMOS MESMO, tem que respeitar!!Chê.. Tem tanto lugar pra casar. Tão extrapolando com isso já, tá na hora de começar a dizer que é preconceito com o gaúcho e com o hétero também, aí vamo vê o tamanho que fica a peleia.
    O que tem que parar é essa função de quererem se enfiar goela abaixo. O povo já aprendeu a lidar com essa situação, não tem mais a discriminação que um dia teve. Convivemos uns com os outros (heteros e gays) em tolerância. Então, por favor… cada um com seus cada qual.
    Não é só porque é em um CTG que “tá dando problema”. Tentassem em uma Comunidade Católica ou Evangélica também haveria conflito porque isso realmente não faz parte. Então acho que devem colocarem-se, pararem de querer invadir mais ainda as culturas e os princípios. Inventem um templo pros gays, inventem a Igreja Universal Homoafetiva… mas respeitem quem tem seus valores, seus princípios e sua cultura.

  • Antonio Carlos de Souza diz: 11 de setembro de 2014

    Concordo com o David,

    Ë tudo uma questão de Respeito ao local e aos costumes, sejam Gaúchos ou sejam de outras culturas.
    Respeito a diversidade e sou contra preconceitos. Todavia entendo que poderiam casar-se em ouro local.
    Aposto que, aqueles do contra esta opinião, são os mesmos que se fosse na casa deles, com a família deles, com a religião deles e com o costume e cultura deles, falaria o contrário, pior que se escondem acusando os Gaúchos de Intolerantes, isto é Xenofobia. Gaúchos, nordestinos, paulistas, cariocas, barriga Verde, Coxa branca, capichaba, baiano….chega de rotulagens, somos todos vindos da mesma semente, feitos do mesmo material, vindos do mesma origem Divina ou animal…Respeito a cada cultura, a cada pessoa, isto é tudo que importa.

  • TRS diz: 11 de setembro de 2014

    Traduz o meu pensamento. Como filho de Santana vejo que a Nobre Julgadora precisa sair mais do gabinete para conhecer a comunidade onde exerce seu labor e toma decisões.
    Parabéns David.

  • Cristiano diz: 11 de setembro de 2014

    Perfeito, David. Disse tudo que eu queria dizer. Até porque tolerância se exerce dos dois lados desta “disputa” ou então não é tolerância mas sim imposição, e tudo que é imposto é indesejável. Se cada um aceitasse as suas diferenças (porque é nas diferenças que se exerce a tolerância) não haveria nenhum problema. Cada um no seu quadrado, já dizia a infame “canção”.

  • Rodrigo Santana Fagundes diz: 11 de setembro de 2014

    ATÉ PARECE QUE NÃO EXISTEM GAYS dentro dos CTGs… que piada!

    O quê tem de malandro, casado com mulher e homossexual dentro de CTG não tá no mapa. Todo mundo sabe, mas faz que não vê.

  • Carlos diz: 11 de setembro de 2014

    AS questões relativas a preconceito (de genero e de raça) estão longe de estarem superadas por nós. Não sabemos conviver com isso.
    Alguns já estão à frente e já conseguem conviver NATURALMENTE com essas questões, outros, e a maioria, muito longe.

    Então, me parece que a FORÇAÇÃO DE BARRA daqueles que se sentem vítimas do preconceito vão acender ainda mais a chama das diferenças. Não é necessário casar no CTG. Isso é forçação de barra. Essas pessoas querem marcar a história, mas estão esquecendo que essa estratégia torna ainda mais árduo o caminho que almejam (de igualdade).

  • Ademir Brandt diz: 11 de setembro de 2014

    Crime é crime e deve ser punido!!! Dito isso, cumpra-se…
    Perda do mando de campo e multa, agora o desfile de 20 de setembro será realizado em Florianopolis e sem torcida.
    kkkkkk.

  • Roberto diz: 11 de setembro de 2014

    Ok, vamos inverter as coisas um pouquinho…que tal na proxima parada gay a gente colocar um padre em cima de uma caminhao pregando uma missa e mostrando que gays que nao se arrependerem nao vao entrar no reino dos ceus!Ele nao estaria no lugar errado? O pessoal todo que participa da parada iria gostar? Ou seria apenas hipocresia….

  • jairo diz: 11 de setembro de 2014

    Davi, disseste tudo,e deves voltar ao assunto.
    Também não tenho nada contra ninguém,mas porque ali?
    E gostei do Reinaldo que diz, gostaria de propor a juíza uma nova empreitada: Decretar que um único gremista (devidamente fardado) seja inserido, de forma arbitrária, em meio a torcida do inter e vice-versa.

  • Tiago diz: 11 de setembro de 2014

    Grande Davi!
    Concordo em grau, gênero e número.
    Muito me admira esta Juíza criar tal situação. Receio que isto não vai terminar bem, pois é sem dúvidas como disseste, uma afronta. Juízes são constituídos para serem pacificadores e não causadores de revoltas.
    O único objetivo deste casamento é realmente afrontar a sociedade gaúcha.

  • Veronica Costa diz: 11 de setembro de 2014

    Finalmente alguém sensato! Gente demais querendo 15 minutos de fama: o tal patrão do CTG, as lésbicas em questão, a juíza. Ora, nada que se quer enfiar goela abaixo, desce redondinho. O Judiciário tem casos parados de muito mais importância do que se ocupar em dar canetaço nos usos e costumes que somente o conjunto da sociedade vai decidir. Cada um na sua e sem alardeio, diria algum patrão menos afoito por holofotes. Mas fica uma pergunta: para onde caminharia a Humanidade se “homem com homem” ou “mulher com mulher” não dá cria?

  • GREMISTA diz: 11 de setembro de 2014

    O mundo está virado de cabeça para baixo mesmo, agora tudo é RACISMO, HOMOFOBIA.
    Ora, se querem tanto mostrar para a sociedade que são um casal, que casem, mas em qualquer lugar que seja permitido, e não no CTG.
    Isso é provocação desta Juíza que deve ser HOMOFÓBICA e que precisa disso para parecer o que não é.

  • Raul Neto diz: 11 de setembro de 2014

    A história se repete, David. Recomendo fortemente a leitura do excelente texto do Professor e jurista Jose Maria Rosa Tesheiner, acerca dos limites da intromissão (indevida) do Poder Judiciário na autorregulação das pessoas e associações civis na sociedade. No texto, o professor analisa a decisão de um membro do Poder Judiciário que obrigou (este é o termo) a um padre católico, que realizasse casamento de pessoa casada – e, pior, invocando o Código Canônico. Vale muito a leitura, pois se trata de um caso paradigmático, que ocorreu há dez anos atrás, que em tudo lembra o caso aqui narrado. São os julgadores onipotentes e onipresentes, que se arvoram senhores de tudo e de todos, desrespeitando o direito de autodeterminação de clubes, associações e entidades civis PRIVADAS. Interessante notar como o curso da história é pendular e como as coisas se repetem. O link é esse (com a devida licença e os devidos créditos ao querido professor): http://www.tex.pro.br/home/artigos/109-artigos-set-2004/5154-sobre-os-limites-da-jurisdicao-e-a-condenacao-de-dom-dadeus
    Abraço.

  • eduardo r. diz: 11 de setembro de 2014

    perfeito! o problema é q entre os mtos direitos q deseja a maioria das minorias hj, parece q sempre está incluso o direito de “causar”: qto mais midiático for o negócio, mais ibope e pontos pra “causa” :/
    mtos gays ainda se acham achando q estão quebrando um gde tabu sexual com seus atos libertários, como se houvesse algum tabu sexual para ser quebrado ainda hj em dia, tsk, tsk, tsk!
    seja lésbica, seja gay, seja você mesmo, fica na sua e ponto final!!!!!! vai com deus, um abç!!
    e isso vale para qualquer pessoa, de qualquer sexo, raça ou credo nesse mundinho q só quer aparecer!!!!!!!!

  • Marcelo diz: 11 de setembro de 2014

    Respeito,para ser respeitado,queria ver esta juíza autorizar casamento gay em um templo mulçumano.

  • Walter diz: 11 de setembro de 2014

    Depois do caso ocorrido, temos que pensar que os casamentos deverão acontecer.
    Sugestão, Montar uma lona no parque internacional e realizar casamento internacional, acredito que entre todos os noivos deve haver brasileiros e uruguaios, será mais bonito que ficar teimando nesta besteira de quem está com a razão, ficar beiçudo teimando não resolve o problema.

  • Henrique Ribeiro diz: 11 de setembro de 2014

    Os Gays querem tanto respeito, mas não o fazem nesse caso. Bom texto.

    Gostaria de ver elas casarem numa mesquita.

  • Dilson diz: 11 de setembro de 2014

    Que eu saiba é a celebração coletiva de casamentos e a cedência do salão do CTG foi solicitada pela juíza. Logo é uma cerimônia civil celebrada num salão e não no CTG e com a benção das tradições gaúchas. Será que sempre teremos que aceitar ordens impostas por tradicionalistas, black blocks, torcidas organizadas, flanelinhas, radicais de qualquer espécie? Ora, vão cuidar de suas vidas, que devem estar muito bagunçadas para que queiram descarregar a frustração nos outros!

  • Diego diz: 11 de setembro de 2014

    Antigamente, a TRADIÇÃO era ter escravos.

    A TRADIÇÃO era considerar os negros escravos como objetos, e não seres humanos.

    Em muitos locais, a TRADIÇÃO era segregar os negros, que não podiam frequentar “lugares de brancos”.

    Em outros, a TRADIÇÃO é mutilar as mulheres.

    Ainda bem que o argumento do David não venceu sempre… justificar discriminação por TRADIÇÃO é lamentável demais. Os povos estão em constante evolução, assim como suas tradições.

  • Carlo diz: 11 de setembro de 2014

    Gosto muito dos teus escritos, David, mas penso que neste em particular te equivocaste.
    Cultura é muito diferente de opção sexual.
    Sabemos que as minorias sofrem, e muito, preconceito, nem que seja velado, e que o mesmo deve ser combatido.
    Pelo teu raciocínio poderíamos dizer, então, que é possível aos descendentes da KKK aí nos EUA possuírem templos vangloriando seus antepassados, onde os negros não teriam vez? Afinal, o preconceito sexual é “mais brando” que o preconceito racial?
    Entendo que as tradições gaúchas, por muitos vangloriadas, devem ser respeitas. Todavia, acima de qualquer tradição deve ser observada a dignidade da pessoa humana. É proibido, portanto, a um homossexual cultuar as tradições da nossa terra?

  • joão nonohay diz: 11 de setembro de 2014

    Entendi perfeitamente David, tua “duvida”.

    Mas tá errado, meu caro.

    No momento em que um CTG realiza casamentos, não pode fazer diferenciação.

    Em nome da tradição não se pode discriminar.

    Ou é para todo mundo, ou não é para ninguém.

    Independentemente do tipo de regra que se coloca (se pode não pode entrar de calção ou chinelo de dedo, por exemplo).

    ps: péssimo gosto querer casar num CTG.

  • Flávio Régis diz: 11 de setembro de 2014

    Meu caro David. Imaginemos que vivemos em uma sociedade tradicionalista onde um homem adulto corromper (sexualmente falando mesmo) um menino de 12 anos é um ato normal. Nesta mesma sociedade o ato de vender um outro homem, como se vende um cavalo, também seria normal. Privar a mulher de votar, assim como os outros anteriores também seria normal.
    Pois bem, certamente estamos pensando em quão horrenda seria esta sociedade, pois acreditem, estas seriam situações ABSURDADAMENTE normais se estivéssemos vivendo na Roma antiga (onde a TRADIÇAO dizia que uma das formas do homem se impor era através da penetração, mesmo que esta fosse feita em um menino escravo na frente da esposa deste ser tradicional).
    Poderíamos aceitar a venda de escravos negros como um ato perfeitamente normal e corriqueiro se estivéssemos vivendo no Brasil Colônia, uma vez que até as religiões aceitavam esta barbárie porque a TRADIÇÃO diz que não tem problema.
    E por fim sem precisamos ir tão longe, era perfeitamente normal, de acordo com a TRADIÇÃO, que as mulheres aceitassem o fato de não poderem votar e serem completamente submissas aos homens (sua avó ou bisavó devem ter passado por isso). Pergunte a sua esposa o que ela acha da TRADIÇÃO daquela época?
    Meu caro, sou heterossexual, moro em Salvador e nunca tinha ouvido falar de você, mas torço para que assim como as antigas TRADIÇÕES mudaram, as TRADIÇÕES de um povo tão bacana quanto é o povo gaucho, mudem o se atualizem e deixem viver em paz pessoas que tem uma orientação sexual diferente (pois para mim, não se trata de opção sexual, uma vez que já esta provado que as pessoas não escolhem ser assim, elas são assim) e não as façam sofrer como certamente sofreram na pele crianças que foram estupradas na antiguidade, escravos no Brasil Colônia ou mulheres dos anos 50 sofreram em nome de uma merda, que ao meu ver, não tem muito espaço em mundo cada vez mais dinâmico, mais acelerado como o que vivemos, chamado TRADIÇÃO. Abraço.

  • Jaqueline Marquees diz: 11 de setembro de 2014

    Nunca li tanta besteira disfarçada de palavras bonitas. Tradições existem, costumem existem, mas quem disse que isso precisa ser eterno? Já foi tradição escravizar negros. Já foi tradição não casar com mulher divorciada. É tradição do CTG celebrar casamentos héteros. Por que não mudar? Por que celebrar apenas casamentos héteros precisa ser uma regra absoluta? Que mal há em celebrar um casamento homoafetivo em um local que faz casamentos héteros? Que mal há? É apenas um casamento, independente do sexo, casamento é amor, é união. Que desrespeito um casamento pode trazer para a tradição gaúcha nesse simples ato de casar? O depoimento nesse post e os comentários por meio de palavras bonitas concordando com o depoimento revelam tão somente uma intolerância em pular barreiras e vencer o preconceito. Um conselho: as vezes é preciso abrir mão um pouco da tradição e dar oportunidade para outras pessoas, outros casais, só assim será respeitado uma verdadeira tradição da vida: o amor. Mas é bom ver que há pessoas com pensamentos lamentáveis assim, e isso me motiva a estudar e trabalhar cada vez mais para os homossexuais conquistarem seu espaço nas tradições, e vocês, infelizmente serão lembrados como sinônimo de intolerância, de retrocesso, de limitação a igualdade. Jaqueline Marques Ferreira.

  • Daniel diz: 11 de setembro de 2014

    David! Sou homossexual e concordo plenamento com você. Um centro de tradições deve respeitar a tradição. Acredito que essa história de casamento gay em um centro de tradições esta virando mais merchandising para os envolvidos do que um ato de respeito para nós homossexuais.

  • gisele diz: 11 de setembro de 2014

    Finalmente uma pessoa sensata…falou tudo David concordo em gênero, número e grau!

  • Paulo Ricardo Rosa de Lima diz: 11 de setembro de 2014

    Apesar de bem fundamentada, discordo da opinião do colunista pois esta baseada em meias verdades. Por exemplo, não é um casamento gaudério e sim um mutirão que acontece em muitas cidades de regularizar situações de fato. Judiciário, Prefeitura, clubes e grupos sociais se envolvem nisto para propiciar a alegria de quem não tem condições de, sozinhos realizar seus sonhos. O CTG em questão não esta fazendo uma solenidade tradicional, ele está propiciando suas instalações fisicas (prédio) para um puro ato de cidadania. Dentre as dezenas de casais, existe um que é formado por duas meninas. A Juiza não esta afrontando ninguém, como parte da mídia gaudéria tenta mostrar, ela esta tentando tornar operacional um projeto coletivo (vide outras cidades) e conseguiu o espaço para o evento. Se é CTG, bailão, centro espirita, não interessa, o que vale é o espaço fisico. Ninguém esta afrontando tradições usando um espaço fisico para uma solenidade que não tem nada a ver com as “tradições” criadas por Paixão Cortes. O resto é puro MIMIMI. Portanto aconselho o articulista a mergulhar mais nos dados do fato.

  • Vinicius diz: 11 de setembro de 2014

    muito bom comentário, até compartilhei. Não concordo quanto ao casamento gay, sou contra, mas o contexto em si, é perfeito.

  • Marcelo Abreu diz: 11 de setembro de 2014

    Espetacular… Faz tempo que não leio um texto que consiga descrever perfeitamente meu sentimento!

  • Papa Bento diz: 11 de setembro de 2014

    Exatamente pelo mesmo raciocínio da juíza e de algumas pessoas que já se manifestaram nos comentários acima não haveria qualquer problema se, por exemplo, o próximo casamento coletivo e também homoafetivo fosse marcado com um canetaço na igreja católica… Ou que um fandango gaudério fosse goela abaixo na Casa do Lado

  • Eduardo Albuquerque diz: 11 de setembro de 2014

    Concordo com o André, e se essas pessoas foram criadas dentro das tradições de nosso estado? E se for desejo delas formalizarem essa união nesse local que é importante para elas? Quem somos nós para dizermos que isso não é possível? Segregar os homossexuais acredito não ser uma maneira sensata de lidar com a situação. Apitar e dar solução para a vida alheia como sempre é bem mais fácil.

  • Antônio diz: 11 de setembro de 2014

    Perfeito Davi! Parabéns pelo texto. A Douta Juíza está querendo aparecer e causou toda essa confusão na cidade. Ora bolas, o CTG é uma entidade privada tchê! A troco de que uma juíza deve interferir obrigando que um evento público seja realizado em suas dependências? Davi, é como se a juíza obrigasse que o casamento fosse realizado na sala da tua casa! Não é preconceito e sim uma interferência onde a justiça não possui competência para ditar regras. Grande abraço!

  • Roberto RB diz: 11 de setembro de 2014

    O texto tem a ideia correta, porém visivelmente faz chacota dos tradicionalistas e do próprio Rio Grande do Sul.
    Vale lembrar que tradição não é sinônimo de anacronismo. Pode-se viver no presente uma tradição, naturalmente.
    Concordo que o mundo esteja cheio de conflitos, e uma juíza que quer aparecer conseguiu as duas coisas: aparecer e arrumar conflito.

  • Rafael diz: 11 de setembro de 2014

    O que essa juizinha ta querendo fazer é aparecer… esta querendo levantar uma polêmica inútil, sem noção alguma!! O que ela quer fazer é mais ou menos como pedir pra que gremistas tenham o direito de entrar no beira-rio, sentar no melhor lugar e ainda xingar os colorados sem que ninguem faça nada, e vice-versa. Ela que faça o tal casamento coletivo em qualquer outro lugar, algum clube, na casa dela, no fórum… mas não em um local erguido para uma finalidade totalmente distinta!!! CTGs são locais onde se cultua o orgulho de um povo, e isso deve ser respeitado!!! Porque ela não obriga que as duas se casem em uma igreja católica, então?? E esse patrão aí? deveria se envergonhar das bombachas que usa e se esconder na sua mediocridade!
    Lamentável!!!

  • Roberto Nunes diz: 11 de setembro de 2014

    Concordo plenamente… Nada contra a casamentos gays, mas num centro de tradição? Onde o sentido é manter a tradição, seja bom ou seja ruim, mas isto é a tradição… não muda com a modernidade, suas músicas são as tradicionalistas, comidas tradicionalistas, tudo é tradição… Portanto, querer fazer um casamento gay num lugar assim, é deboche…

  • RAFAEL diz: 11 de setembro de 2014

    Muito bom texto, David! Concordo em gênero, número e grau!!! Na minha opinião, são conflitos que não precisariam ser gerados. Realiza esse casamento coletivo num salão comunitário e acabou com a confusão!!! Desse jeito, estamos marcando um gol contra o RS a cada semana!!!

  • Marcelo Abreu diz: 11 de setembro de 2014

    Em tempo: só vejo uma explicação: afronta, provocação, e desrespeito à instituição. Muito bem… casarão em um CTG… E o que aconteceu? Somente conseguiram trazer contragimento para a tradição do CTG!!! Não acresentaram nada para o ideal do LGBT… Isso é muito triste. Cada vez mais perde-se o bom senso!!!

  • Giscard Silveira diz: 11 de setembro de 2014

    Te respondo David. E porque não realizar o casamento lá?

    É um casamento coletivo, outros 28 casais ião realizar a cerimônia lá, por que só elas seriam excluídas?

    Antigamente era tradição arranjar casamentos, casar com menores de idade até pedofília era tradição antigamente e isso tudo mudou (pra melhor óbvio).
    Em alguns países asiáticos mulheres são cidadãos de segunda classe e isso é tradição nesse lugares, e nós achamos errado e julgamos as tradições destes países.

    Portanto David, te respondo. Por que não realizar o casamento em um CTG? Porque CTGs não podem ser inclusivos? Por que temos que excluir do convívio dos CTGs os diferentes? Isso me faz pensar, antigamente era tradição manter os negros longe da casa da fazenda, eles não comiam com os patrões, antigamente era tradição manter judeus em guetos escondidos e trancados das cidades e ainda bem que essas tradições mudaram.

  • Diogo diz: 11 de setembro de 2014

    David, te faço duas perguntas para reflexão:

    1 – Se, no lugar do casal de lésbicas, fosse um casal heterossexual de negros, seria ferir a tradição, afinal os negros chegaram no Rio Grande do Sul em 1737 como escravos, enquanto os gaúchos, segundo estudo da FAPESP, são descendentes de europeus e índios. Seriam aceitáveis protestos e irias perguntar porque eles querem casar num CTG?

    2 – Em Nova Iorque e Boston, NUNCA houve preconceito com os homosexuais? Dê uma pesquisada sobre Rebelião de Stonewall, movimentos LGBT dos anos 70.

    Espero que esses questionamentos cheguem até os teus olhos e tua mente, pois às vezes pensamos de uma maneira e nos utilizamos de certos argumentos por não refletir um pouco mais sobre o assunto. Um abraço!

  • Mano Lima Filho diz: 11 de setembro de 2014

    Bem feito, foram escolher para Patrão um político…

  • Flavio Brito diz: 11 de setembro de 2014

    David, boa, oportuna, bem dimensionada abordagem. Cada um no seu quadrado. O mundo é grande, há lugar para todos. Preconceito, é complicado. Eu nem sei bem quais são os meus. Chega!
    Por favor, agora um pedido. Use de toda a sua sabedoria, que felizmente também esta a serviço do futebol e cria um texto especifico, unico.
    BARCOS! Um craque com a nove tricolor.

  • Vanessa diz: 11 de setembro de 2014

    Por que casar em um CTG? Simples!
    A sociedade deve mostrar que, independente da tradição que carrega, está não deve se sobrepor a tolerância, aos respeito pelas diferenças e escolha alheia. Textos como o teu só reforçam o oposto à isso, que uma tradição está acima de todas as outras coisas.
    Imagine você se, no Sul dos EUA, em colégios majoritariamente brancos, um negro fosse impedido de estudar porque lá é um reduto de brancos, seria isso correto? De acordo com o teu pensamento sim.
    Reveja tuas ideias, elas contém falácias que talvez tu não tenhas percebido.

  • jose Saraiva diz: 11 de setembro de 2014

    tradições criadas por Paixão Cortes? mas este loco tá bebado. nossas tradições foram construidas a ferro e fogo em defesa das familias e do orgulho um estado que se insurgia contra tudo que pudesse significar o massacre aos valores morais da sociedade. o CTG não é simplesmente um espaço físico e muito menos público, experimenta vim fazer casamento gay na minha casa, pra ve o que acontece. esse patão de CTG deveria ser marcado com um coração de ferro em bras na bunda, como se faz com cavalos, já que ele tá achando bunito essa palhaçado, mete um ferro quente na bunda dele.

  • Roger diz: 11 de setembro de 2014

    Perfeito.
    Espero que a Corregedoria do TJRS http://www.tjrs.jus.br tome providências urgente para não acabar em morte!!

  • Joel diz: 11 de setembro de 2014

    Muito bom texto. E ainda acrescentando: há blocos de carnaval na Bahia que não aceitam pessoas brancas, e outros blocos carnavalescos no Rio de Janeiro que não aceitam homens, só mulheres.

    O que parece bastante óbvio é a vontade da juíza em gerar polêmica e atrair holofotes.

    Ninguém as obriga a casar em um CTG. Como disse alguém nos comentários, não há homofobia na história, pois se elas se casassem em outro lugar ninguém iria persegui-las nas ruas, ou agredi-las por isso. Mas resolveram bater pé e afrontar a vontade da maioria. Isso não é casamento, é uma forma de protesto. Protesto se faz nas ruas.

    Ninguém é obrigado a cultivar as tradições. Mas quem quiser, deve estar ciente de que não pode ir ao CTG de calça jeans, brincos, tatuagens à mostra, etc. Muitas gurias que andam por aí de minissaia e cobertas de tatuagens comparecem ao local vestidas de prenda, comportadas e com as tatuagens cobertas. Ninguém está interessado com o que você faz lá fora, mas dentro do CTG deve-se respeitar as tradições. Como disse, ninguém é obrigado a fazer parte.

  • Santi diz: 11 de setembro de 2014

    O problema não esta em ser ou não gay…está em tentar impor a vontade de uma minoria, contra a vontade da maioria. Livramento não é tão pequena assim que não exista um clube com capacidade para “abrigar” 28 casais… é pura birra de um patrão “politico”, visto que é vereador, e uma juíza que recém saiu das fraldas… só pra esclarecer: já dancei em “invernada” de CTG onde o Posteiro era declaradamente gay e talvez ele fosse a pessoa mais respeitada por todos, pois comportava-se de maneira sóbria, respeitava as tradições e ensinava a todos com maestria…portanto, os gays são bem vindos aos CTGs desde que, assim como os demais, respeitem as regras estabelecidas a todos, sem discriminação.

  • cristiano correa diz: 11 de setembro de 2014

    Os homossexuais querem quebrar as tradiçoes, é um movimento organizado
    atraves de politicos, juizes, ongs, midia, etc, querem impor até em escolas
    para nossas crianças esse novo pensamento de uma sociedade gay, lembra
    as antigas sociedades como babilonia, grecia antiga, roma, sodoma e gomorra,
    todas elas foram a ruina.
    aonde eles querem chegar com isso?

  • matemática diz: 11 de setembro de 2014

    queimou 40%. quanto falta?

  • felix diz: 11 de setembro de 2014

    ao Joao Nonohai, amigo, o CTG tem suas regras, eles as fizeram e é isso que vale. ponto final. nada tem a ver o que voce disse. deixa eles lá quietos, ensinando os bons costumes aos seus filhos, e dizendo que lá é uma comunidade onde só casa HOMEM COM MULHER. Será que ninguem entende isso meus DEUS.???? tem trocentos clubes famosos para se casar, procurem estes e não os CTG,s…mas como é dificel entender hein???
    podem sacarem em cima de uma arvore, numa torre da rge, num container e sei lá onde mais, mas no CTG eles não querem. é casa deles e pronto e assim vai ser. vamos ser um pouco inteligente ….

  • Jonata diz: 11 de setembro de 2014

    Concordo em 100%… e temos que fazer valer as nossas tradições. Acredito que o ‘patrão’ e a juíza, estão apenas querendo aparecer para a mídia e ganhar destaque com interesses particulares…

  • Pedro Ferrari diz: 11 de setembro de 2014

    Jose Francisco da Rosa Neto, aprende a interpretar um texto, o Davi é a favor da não realização deste casamento no CTG, devido a suas tradições e culturas, logo ele conhece um CTG sim…ele não prega a diversidade sexual dentro de um Centro de Tradições Gaúchas, e concordo com ele, tem tanto lugar bacana em Livramento para se fazer este casamento, porque num CTG????

  • vinicio mario cezne diz: 11 de setembro de 2014

    Opinião sensata. Lamentavelmente, no caso, temos uma Juíza despreparada e um Patrão político, com interesses eleitoreiros. Ambos interessados em produzir noticiário bombástico, que por sua vez tem enorme receptividade na imprensa. Todos estão muito felizes vendo o circo pegar fogo de vez que o objetivos colimados estão sendo atingidos. Ou será que não é isso?

  • Benedet diz: 11 de setembro de 2014

    Parabens Vanessa, endosso tuas palavras. É obvio que querem casar-se no CTG porque gostam das tradições, casam-se onde querem e gostam. Você e Brito já poderiam pedir aposentadoria.

  • christiano Marcos diz: 11 de setembro de 2014

    Davi , foste perfeito , até fazer e tecer críticas a tradição Gaúcha , antiquada, aí foste mal .Cada um faz o quer de sua Vida, mas claro de pois de ser adulto , QUERER COLOCAR NA MARRA NA CABEÇA DAS PESSOAS ,que ser hossexual é bom ,E QUERER AFRONTAR ,a Tradição Gaúcha, isso é um erro sem precedentes.Com todo o respeito a quallquer cidadão , pois trato todos iguais. Vão casar em outro Lugar e deixam os CTGS em paz, isso é só pra depois NÒs Gauchos , ser zombados e ultrajados e sofrer buling , sobre isso.Vergonha , com tantos problemas provavelmente nesse munícipio para resolver e essa Juíza , querendo aparecer. Vão casar em outro lugar.

  • Daniel Souza diz: 11 de setembro de 2014

    ‘Casem-se, gays. Casem-se! Vivam o seu amor na plenitude, andem de mãos dadas pelas ruas, como fazem os gays de Nova York e Boston, namorem, troquem beijos apaixonados, sejam felizes para sempre’..TENHAM FILHOS, MULTIPLIQUEM-SE E MANTENHAM O SANGUE DA FAMÍLIA!! Acho que não vai dar né!!??
    Esse seu testo foi uma mistura de apoio aos gays e preconceito as tradições ou vice e versa..
    Sem falar que quando vc se refere aos tradicionalistas parece estar falando de alienígenas..
    Vcs moderninhos de cabeça aberta fiquem com seu mundinho sem princípios, valores ou história!!

  • Gustavo diz: 11 de setembro de 2014

    Brilhante, como na maioria das vezes. Nenhuma linha a acrescentar.

  • Jaqueline Marques diz: 11 de setembro de 2014

    Giscard Silveira, muito boa a sua observação. Por que o CTG não pode ser inclusivo?! Pela postura que o David e outras pessoas defendem, se excluísse apenas o casal homoafetivo estaria tudo bem e esse post do David nem existiria… Preferem defender a tese de que CTG não é lugar para ocorrer casamento gay do que dar uma boa impressão do Rio Grande do Sul para o mundo.

  • giovani diz: 11 de setembro de 2014

    A minha liberdade acaba quando começa a outra, respeitem as tradições, pois é isso que assegura a existência de um povo, não somos melhores que outros, apenas respeitem aquilo que foi passado de bons pais para seus filhos. Ah, Paixão Cortes, não inventou nada, somente reuniu aquilo que estava espalhado. Um abraço fraterno a todos.

  • Ederson diz: 11 de setembro de 2014

    PERFEIRO DAVI! Finalmente alguém falando uma verdade! Essa juíza esta causando uma guerra. Vi uma entrevista dela e percebi um tom de dona da verdade, só porque é uma juíza! Para quê insistir tanto em fazer um casamento Gay em CTG. Isso é pura afrontas aos tradicionalistas…

  • luiz diz: 11 de setembro de 2014

    abuso de autoridade,corregedoria nela

  • wal diz: 11 de setembro de 2014

    CLAP,CLAP,CLAP,CLAP, é exatamente isto que penso, não sou contra casamento gay, mas AFRONTAR TRADIÇÕES, como fez esta juíza deveria ser CRIME, desta maneira havera mais hostilidade aos gays, essa juiza mostrou que não tem RESPEITO por quem tem o DIREITO de não compartilhar “com o COLORIDO MUNDO GAY”.

  • CLERISON diz: 11 de setembro de 2014

    EXATAMENTE!!!!!!
    Para tudo nessa vida existe hora e lugar. Um CTG não é lugar para isso. Nada contra.. livre arbìtrio… cada um faz o que quer… mas tem que ser em Um CTG??? Expressou exatamente a minha opinião.

  • Caio diz: 11 de setembro de 2014

    Fico preocupado com as meninas que simplesmente desejavam se casar, pouco importando o lugar, e por conta dessa atitude umbilical da juíza foram arremessadas num conflito como bodes expiatórias. São elas que vão sofrer a ira dos intolerantes e preconceituosos. E nunca desejaram esse enfrentamento comprado pela juíza, queriam apenas ser felizes… O tal ativismo judicial nas mãos de Patricinhas e de Mauricinhos dá nisso…

  • Vitor Silva diz: 11 de setembro de 2014

    “Imagine você se, no Sul dos EUA, em colégios majoritariamente brancos, um negro fosse impedido de estudar porque lá é um reduto de brancos, seria isso correto?” Vanessa, se fosse uma escola particular, sim… já numa escola pública não…

  • Augusto Bozzetti diz: 11 de setembro de 2014

    Caramba, David! Que papo é esse de tradição? A tradição é o desrespeito e a segregação? Até onde sei, se limita às vestes, comidas, músicas e afins. Porque é que homossexuais não podem dançar chula, comer churrasco, vestir uma bombacha e ainda por cima demonstrarem o afeto pelo parceiro? Dá uma olhada nos comentários carregados de ódio que inflamastes com esse texto equivocado: tem gente já dizendo que a juíza vai morrer.

  • Maurício diz: 11 de setembro de 2014

    Eu sempre que vejo algo sobre esse tal casamento eu me pergunto o mesmo… PQ NUM CTG?
    Nunca fui preconceituoso, mas isso é uma provocação e ainda mais desrespeitoso… Querem serem respeitadas? Então respeitem!

  • Maria diz: 11 de setembro de 2014

    Sou gay, sim, sou lésbica e concordo com o David, se eu quero que me deixem viver em paz, devo deixar que vivam em paz. Parece simples, assim. Mas não é. Nem de um lado e nem do outro. Hoje mesmo li uma notícia terrível, mais um gay que foi morto por quem? Por pessoas do mesmo tipo que colocam fogo num CTG. Ok, aceito as tradições. Mas creio que não é necessário chegar a tanto. A provocação se dá por parte da juíza, porque ela está farta de ver direitos negados e resolveu fazer justiça com as próprias mãos. Às avessas? Talvez! Mas enquanto uma parte da população estiver castrada de direitos idênticos, isto irá ocorrer. Porque se tornou uma questão de “partido”, ou eu sou a favor, ou eu sou contra. E é aqui que consiste o erro. Na constituição diz: Todos são iguais perante a lei. Mas isto não é verdadeiro e as injustiças permanecem e revoltam. E chegamos a extremos da barbárie humana, incendiar um local, como se ele fosse mais que o humano que há em todos nós. Matar um garoto porque ele rebola quando anda. Não há dois lados, há o humano desejando ser quem ele é. Há bem pouco tempo atrás havia no interior do RS clubes de negros e clubes de brancos. As coisas foram mudando, ainda muito lentamente mas foram. Quem sabe um dia duas gurias possam se vestir de prenda e dançar lindamente num CTG, porque elas são lésbicas, mas também cultuam as tradições gaúchas, gostam de mate, de lida campeira muitas delas trabalham com isto. Muitas delas com mais tradição correndo pelas veias do que estas pessoas que incendeiam por manter a tradição. Fica a pergunta, David, para quê eles incendiaram este CTG? Porquê?

  • Pedro Ferrari diz: 11 de setembro de 2014

    Paulo Ricardo Rosa de Lima, desde quando João Carlos D’Ávila Paixão Côrtes criou o Tradicionalismo???
    Ele é um Folclorista e junto com Barbosa Lessa, foi um dos formuladores do MTG…mas não o criador do Tradicionalismo como escreves..

  • RODRIGO SANTOS diz: 11 de setembro de 2014

    1º-juiza nova,quer aparecer,2º-nunca entrou em um ctg ou não gosta,3º-o patrão não tinha essa mesma ideia antes de ser eleito patrão 4º- sou gaúcho e vou em ctg,então posso dizer que é um dos únicos lugares que podemos levar nossos filhos e ensiná-los dos mesmo jeito que fomos,não tenho preconceito mas se não são gaúcho que nem eu,o que querem em um CTG.

  • Noimar C. Oliveira diz: 11 de setembro de 2014

    Este tal de jose francisco da rosa neto deve ser louco, cego, vesgo ou nem sei mais o que. Será que ele leu o texto do David? Se leu é burro pois não entendeu nada. O David deu um show de texto, de explicação e de inteligência. Aí vem um idiota como este Zé Francisco falar de coisa que o David não escreveu. Muito burro repito seu Zé.

  • David Brew diz: 11 de setembro de 2014

    Já vi pessoas sendo proibidos acesso áo tribunal de justicia por ser inadequadamente vestidos, com chinelos, bermudas e similar. Isso porque dentro de um tribunal existe certas regras, tradições até, justificados para mostrar respeito ão processo legal. É preciso se-levantar quando o Juiz entra ou sai do tribunal…. mais uma vez, mostrando respeito ão figura do Lei. Me pareçe que vai ficar bem mais dificil obrigar pessoas a cumprir estas regras daqui para frente.

  • Paulo Guimaraes diz: 11 de setembro de 2014

    Correto a tua perspectiva, mas a Juiza deu entrevista dizendo que este casamento serviria para quebrar PARADIGMAS, ora porque ela não começa no próprio poder que ela representa, ou seja, que ela permita, em uma audiencia presidida por ela que as partes adentrem a SALA DE AUDIÊNCIA, vestindo bermuda ou calção, camiseta regata ou de fisica, mini-saia ou micro short, ou então que ela mesma vista este tipo de trajes, ai ela (JUIZA) estará quebrando PARADIGMAS, e poderá exigir dos outros (CTGs) que tamém quebrem os seus.

  • Lucas diz: 11 de setembro de 2014

    Parabéns pela palavras David Coimbra pessoal não seja contra o David as palavras que ele expressa através dessa coluna são totalmente coerentes e corretas o David é uma pessoa inteligente e tem a visão ampla das coisas isso que ele espressa não é nenhuma discriminação o CTG tem suas tradições e tem que ser respeitado o casamento homosexual dentro do CTG é um Afronto as gaúchos não sou contra o casamento sou contra o casamento dentro do CTG acorda povo Brasileiro sejam consientes não comparem esse casamento com o que aconteceu num jogo de futebol discrimina por raça ou por sexo é crime e as pessoa tem que serem punidas mas neste caso niguem está descriminando e sim preservando a cultura gaucha e tradicional entandão isso por favor….

  • Cássio diz: 11 de setembro de 2014

    Muito bom, sr. David. Além de defender teu clube no indefensável episódio de racismo, agora vem defender a homofobia, baseado na desinformação. Ora, para alguém que trabalha em comunicação, desinformação é incompetência ou ma-fé. Informe-se um pouco: não foi o casal homossexual que optou por realizar o casamento no CTG, o local era o único da cidade apto para o casamento coletivo. E quanto ao argumento, de alguns comentaristas, de que é um local privado, mesmo esses locais estão sujeitos às leis do país, que impedem qualquer tipo de discriminação.

  • Vitor diz: 11 de setembro de 2014

    Bom Texto David. Parabéns.

    Uma observação. O uso dos Poderes por parte desta Juiza poderia fazer uma solicitação Democratica em Livramento em consulta popular. O Casamento vai ser feito em uma das 03 opções. CTG, Igreja Católica ou em uma Mesquita. Após o resultado defina em qual local vai ser. Vereador, Patrão de CTG (Oportunista como a grande maioria de Politicos em busca de voos maiores). Quando o poder é manipulado para uso próprio esquece-se do principal. O ser Humano.

  • Rubens Paiva diz: 11 de setembro de 2014

    Primeira vez na vida que vejo o David Coimbra falar algo que preste. Parabéns.

  • TIAGO GONCALVES CHAGAS diz: 11 de setembro de 2014

    Não tenho essa habilidade que o David tem para escrever, eu gostaria de tê-la. Eu jamais conseguiria expressar com tanta perfeição o que eu penso a respeito desse assunto do casamento gay em CTG’s. David Coimbra consegue expressar meu pensamento melhor do que eu e é exatamente isso que eu penso, cada linha que tu escreveu. Não é a toa que comecei a ler jornal por causa de ti David, por causa de tuas colunas em ZH. Obrigado. Baita texto, como TODOS que tu escreve.

  • Egberto diz: 11 de setembro de 2014

    Caro Amigo David, mais um texto “supimpa”. Cada dia estas escrevendo melhor. Gostaste do “supimpa”? fazia horas que eu não utilizava. abs

  • LUCIANO MAIA diz: 11 de setembro de 2014

    Sou admirador dos pensamentos e ponderações david-coimbrense. Mas hoje as analogias e equalizações feitas por ele não são boas. “Sem qualificar o autor”, lê de novo o teu próprio texto, David, e observa também que o teu texto sugere, sem explicitamente dizê-lo, que o movimento da “Tradição Gaúcha” é proprietária do padrão de casamento que julga ser correto. Ora, se o movimento gaúcho quer levar esse nome, ambiciosamente tomando prá si a “alma da tradição gaúcha”, tem que ser democrático para e reconhecer que o sentimento homo-afetivo e seus casamentos existem na cultura gaúcha e devem ser respeitados – fato, o que inclui que gauchistas gays deveriam poder casar-se em um desses rituais gauchescos (que a mim tampouco interessa). Há outras fraquesas neste texto do David hoje. Mas ele tem muito crédito, não vamos tripudiar.

  • Felipe diz: 11 de setembro de 2014

    Baita texto, David!

    Concordo e assino embaixo.

    Qual é o problema de um casal gay respeitar a tradição dos outros? Com que moral alguém vai querer ser respeitado, se não respeita a opinião alheia?

    As pessoas precisam entender que se tornam inconvenientes quando entram em conflito com uma tradição. Os teus argumentos foram muito pertinentes. Quem gosta de rock e vai num local onde só toca rock, não quer escutar pagode no ambiente. Nem por isso, necessariamente, não curtirá ou apreciará pagode. As coisas são simples, essas pessoas intransigentes é que pretendem complicar.

    Quem acusa de intolerância, acaba sendo igualmente intolerante ao não respeitar os costumes de um grupo.

  • lucelia zanela diz: 11 de setembro de 2014

    Perfeito!!! Dissen tudo!!!!

  • Raquel diz: 11 de setembro de 2014

    Concordo com David Coimbra, mas só pra lembrar, não foram as meninas (casal gay) que optaram por casar no CTG e sim a Juíza que resolveu que o casamento seria no tal CTG. Elas concordaram em casar por ser casamento coletivo, sem custos! Elas casariam em qualquer outro lugar!!

  • Paulo Oliveira diz: 11 de setembro de 2014

    Parabéns pelo texto, David. CTG é um lugar onde vai quem aceita a proposta do lugar. Tentar mudar isto é desrespeito. No limite extremo, falando por hipótese, tal atitude levaria à destruição das tradições e teria impacto na própria identidade do povo que habita o lugar. Para que isto? Eu certamente não iria a um local de reunião de gays para impor o meu posicionamento hetero. Conheço gays que são ótimos profissionais e meu relacionamento com eles não passa daí e, assim,nos entendemos bem. É importante que as pessoas tenham noção de que tudo tem limite. A juíza pode estar amparada pela lei, mas está desrespeitando os costumes locais. Sou gaúcho e já morei em Livramento. É uma ótima cidade, com um povo muito hospitaleiro, onde a tradição é forte e provê identidade aos seus habitantes. Isso é assim em todo o Rio Grande. Foi a muito custo que o Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG) forjou o culto às tradições gaúchas que vemos hoje e isso trouxe uma grande identidade ao povo gaúcho e nos distingue do resto do Brasil. Agora, querem forçar uma situação que pode ser o início da reversão do processo. O que vai ser colocado no lugar da cultura atual ? Que identidade vamos acabar tendo daqui a algumas décadas ? Cada coisa tem o seu lugar, e CTG não é lugar de casamento gay. Evidentemente que sou contra a violência que foi o incêndio do local. Nada tenho contra os gays, mas cada um deve ter o bom senso de respeitar os outros, e não impor suas posições onde não é adequado. Sugiro que o texto do David seja enviado à corregedoria da Justiça, antes que a situação escale.

  • Alex diz: 11 de setembro de 2014

    Independente de ser contra ou a favor, em nosso país, o certo seria queimar todos os juizes, pois eles simbolizam todo o mal de nossa sociedade. Não há classe mais corrupta, elitista, demagoga e insuportável que a dos juizes brasileiros. Um dia acordaremos na revolução, encheremos o beira rio com todos os juizes em fila e matamos com uma bala… depois cobramos os parentes. Isso sim seria justiça. Um juiz é pior que três deputados… afinal, ninguém vota em juiz… ele é ungido com seus poderes. É como um conde da corte do Luis XV…. vivem naquele universo a parte… até o povo colocar estes pescoços suculentos e arrogantes nas guilhotinas. Juiz bom é juiz morto. Todos eles. Bem lentamente cozidos em vinagre quente :D

  • Wagner diz: 11 de setembro de 2014

    Aí nos EUA, tradicionalmente não aceitava-se a presença de negros em determinados ambientes. Em nome da tradição seria certo continuar a não aceitá-los?

  • Regis diz: 11 de setembro de 2014

    Parabéns, David! Mais um belo texto! Está descrito com clareza a situação! Só resta saber o que a juíza de Livramento quer com tanta vontade de desafiar os tradicionalistas, atitude que já mostrou que pode acabar mal!

  • Clandio diz: 11 de setembro de 2014

    Até tú David? Falou besteira. Esses reacionários se travestem de tradicionalistas para extravasarem sua intolerância e preconceito.

  • Maria Luiza diz: 11 de setembro de 2014

    PERFEITO o texto! Acho que este radicalismo de que todo mundo tem que aceitar tudo, tem que ser cosmopolita, achar que tudo é correto e normal, mesmo que elas não concordem, homem com homem, mulher com mulher etc …. só está criando um sentimento de revolta muito maior e isto pode não acabar bem, como não acabou neste CTG. A juiza está usando o poder que tem para subjugar o pensamento das pessoas. Ninguém disse a ela que gosto NÃO SE DISCUTE.

  • Arthur diz: 11 de setembro de 2014

    Sério, se eu estivesse nesse grupo de casamento coletivo desistiria na hora… Vai começar com o pé esquerdo assim lá na quinto dos invernos…

  • Luiz H. S. Valente diz: 11 de setembro de 2014

    David, eu já era teu fã, mas desta vez extrapolaste! Cheguei a me emocionar com o teu texto! Espero que as pessoas leiam e entendam! é a pura verdade! Deixem-nos em paz! Não queremos brigar com ninguém! Só queremos viver a nossa vida em paz, curtir as nossas coisas, as nossas convicções, a nossa tradição, sonhar com um passado glorioso, que talvez nem tenha acontecido, mas que é nosso! Ninguém tem o direito de interferir no que é nosso!

  • SWDeveloper diz: 11 de setembro de 2014

    Até acho o seu argumento bem eloquente, David, exceto pelo seguinte: um ato simbólico como esse que vem sendo patrocinado pela juíza e pelo casal homoafetivo só poderia ser confrontado simbolicamente, com argumentos como os seus e até por protestos com o emprego de cartazes, mas jamais pela violência, pelo vandalismo e pela ameaça à integridade física dos envolvidos.

    Se este ato terrorista foi feito por ativistas “tradicionalistas”, o seu argumento enfraquece, pois você estaria justificando atos de violência em prol da defesa do movimento folclórico de Paixão Côrtes, o que seria um absurdo. Por mais leve que seja uma agressão física, não é argumento, não é debate; é apenas o emergir da ignorância, pois a razão não consegue mais dar conta da discussão.

    Um abraço!

  • paulo guimaraes diz: 11 de setembro de 2014

    Correto a tua perspectiva, mas a Juiza deu entrevista dizendo que este casamento serviria para quebrar PARADIGMAS, ora porque ela não começa no próprio poder que ela representa, ou seja, que ela permita, em uma audiencia presidida por ela que as partes adentrem a SALA DE AUDIÊNCIA, vestindo bermuda ou calção, camiseta regata ou de fisica, mini-saia ou micro short, ou então que ela mesma vista este tipo de trajes, ai ela (JUIZA) estará quebrando PARADIGMAS, e poderá exigir dos outros (CTGs) que também quebrem os seus.

  • Andre diz: 11 de setembro de 2014

    A tradição justifica o preconceito Davi Coimbra?

  • claudia Beatriz Figueiredo Ribeiro diz: 11 de setembro de 2014

    Adorei o texto. Concordo plenamente com o que foi dito. O que está faltando é lucidez para acabar com esse conflito. Parabéns pela bela explanação Davi.

  • Juca diz: 11 de setembro de 2014

    A tradição é como ela é – tradição. Mas o problema é que ela é homofóbica. E homofobia nada mais é que uma ofensa às liberdades básicas permitidas pela constituição. Acredito que é por isso que a juíza insiste em ter o casamento no CTG. Porque seria um marco na luta contra a homofobia.

  • clovis gomes diz: 11 de setembro de 2014

    Puxa!!!Temos preconceito sim é duro mas temos, pois quando é com os outros dizemos vcs estão errado faça isto ou aquilo aceite exemplos não nos falta vejamos a Seleção Brasileira Felipão estava ultrapassado xingamos mas agora treinador na Aldeia ele renovou voltou a garra!!!!!…sim é como na política o nosso esta certo o outro errado aceitamos alianças investimentos exclusos em campnhas infelizmente temos que mudar em casa para nosso filhos tentarem mudar este mundo!!

  • Felipe Santos diz: 11 de setembro de 2014

    Grato em perceber que vários cordialmente discordaram do David, ao lembrarem dos absurdos que as tradições (que felizmente EVOLUÍRAM ao longo dos tempos) já perpetraram e que, muitas vezes -infelizmente-, teimam em tentar perpetuar.
    Errou rude, David!

  • Alberto diz: 11 de setembro de 2014

    Desculpe, mas não consigo concordar com sua opinião.
    TRADIÇÃO e INTOLERÂNCIA não se confundem.

    O casamento homoafetivo de hoje é o casamento inter-racial de ontem.

    Há poucas décadas os mesmos argumentos de que eram “antinaturais” e “violavam as leis de Deus”, ou ainda “violavam a TRADIÇÃO”, eram utilizados pelos críticos dos casamentos inter-raciais.

    Você consideraria aceitável que, nos dias de hoje, em qualquer lugar, ainda que fosse num “Centro de Tradições Africânderes” (se é que existe esse lugar) proibissem um casamento inter-racial?

    Eu, pelo menos, acho inconcebível. E o motivo é o mesmo. TRADIÇÃO e INTOLERÂNCIA não se misturam.

    A meu ver, o cerne da questão está no fato de que a aceitação da homossexualidade ainda é tida como generosidade ou tolerância. E não deve ser vista assim.

    Homossexualidade, para desconforto dos intolerantes, é um fato natural, sempre existiu e sempre existirá. Felizmente a sociedade, gradativamente, tem evoluído e este tabu vem sendo desmistificado. A inclinação sexual é parte inerente à própria pessoa, assim como sua etnia ou crença.

    Não há espaço na sociedade atual para tratamentos diferenciados entre casamentos heterossexuais e homoafetivos.

    Sendo um cento de TRADIÇÕES ou não, é inadmissível qualquer lugar violar valores basilares à dignidade da pessoa humana.

    Esta é minha opinião.

  • Andressa diz: 11 de setembro de 2014

    Acontece que quem já esteve em um ctg, conviveu em um desses centros de tradições, como eu, sabe que de tradição mesmo existe muito pouco. Já vi ensaios de carnaval, pessoas seminuas, casamentos, que são permitidos desde que com algumas restrições, quebrarem todas as regras, com músicas impróprias, pessoas de tênis, rapazes de boné, mulheres com decote e saia curta, e outras inúmeras coisas que não estão dentro da dita tradição, e me diga se alguém reclamou, ou foi pra mídia? O que está ocorrendo é a ignorância, é não olhar pro seu próprio umbigo, isso sim. É como li em um dos comentários, estão envergonhando o Rio Grande do Sul, duas noticias vergonhosas, uma de racismo e agora de homofobia. E não me venham dizer que isso não é homofobia, ou que a palavra macaco não é racismo, é sim, se fosse com um de nós, ou com alguém de nossa família, íamos querer justiça também! Está na hora das pessoas começarem a pensar em si mesmas ao invés de cuidar da vida dos outros, seriamos todos muito mais felizes!

  • Tiago Madureira diz: 11 de setembro de 2014

    A DISNEYLÂNDIA DE BOMBACHAS

    A identidade que o senso comum registra do gaúcho é uma das tantas tradições inventadas, pelo mundo afora. O mito gaúcho é uma narrativa fixa de três combinações histórico-culturais: o republicanismo farroupilha, um comtismo crioulo, e um rústico positivismo estancieiro. A vulgarização fetichizada disso é o que chamamos de “disneylandia de bombachas”.

    “Quando se corre muito, há que parar e esperar pela alma” (Provérbio dos índios Guarany, antigos habitantes do Brasil meridional).

    Max Weber dizia que ninguém nasce religioso, mas torna-se religioso. Simone de Beauvoir sustentou que não se nasce mulher, mas torna-se mulher. Parafraseando os dois, diremos que, igualmente, ninguém nasce gaúcho, alguns se tornam gaúchos.

    O gaúcho, segundo a mitificação tradicionalista, é o cálculo acumulado de uma imposição cultural inventada e cevada no ideário rude de uma certa elite do Rio Grande do Sul. Mendes Fradique escreveu, no início do século XX, a História do Brasil pelo método confuso, pois a sabedoria “gauchista” tentou arremedá-lo contando a história do Rio Grande do Sul. A confusão, e não o método, inspirou a plataforma do tradicionalismo de fancaria.

    Os primeiros esboços desse constructo mental que procura representar o tipo ideal dos indivíduos nascidos na região mais meridional do Brasil foram dados por jovens líderes políticos republicanos, ainda no final do século XIX, todos seguidores do positivismo de Auguste Comte. Júlio Prates de Castilhos, fundador do Partido Republicano Rio-grandense (1882), foi um dos que passaram a fazer uma lenta e continuada apropriação dos despojos da Revolução Farroupilha (1835-1845). A modernização conservadora que propugnavam, e depois levaram a efeito na Província do Rio Grande do Sul, através dos governos de Castilhos e Borges de Medeiros, e mais tarde no resto do Brasil, com Getúlio Vargas, vinha a cavalo e estava adornada de toda a memória heróica dos revoltosos farroupilhas, ainda que respingado pelo sangue coagulado da escravidão.

    A influência do positivismo

    O pensamento comtiano curiosamente vicejou no pastoril cenário austral brasileiro. Embora positivista e reacionário no plano geral da modernidade, numa província xucra e áspera como o Rio Grande do Sul, o comtismo representava um verniz de civilidade e institucionalização republicana. Havia, pelo menos, algum pensamento. Basta saber que, ainda no período 1893-95, na chamada Revolução Federalista, foram mortos mais de 10 mil pessoas, entre civis e militares de ocasião, numa Província que contava com 1 milhão de almas, onde a secção da carótida por lâmina branca (degola) de prisioneiros era prática comum em ambos os lados – liberais e republicanos. Joseph Love chega a afirmar que, no Rio Grande, no final do século XIX, ainda vagavam “hordas semibárbaras egressas do regime agro-pastoril”. Pelear era um meio de vida e de morte; especialmente, onde não havia trabalho assalariado regular no campo.

    Comte, um dos tantos pensadores positivistas, concebia um mundo republicano, positivo (em relação ao ideal burguês da Revolução Francesa), organicista, não-estático, em evolução através de estágios civilizatórios, e com valores dispostos numa hierarquia. Havia o dogma da superioridade do amor sobre a razão. As mulheres eram superiores aos homens, por diversas razões, mas a principal era a do suposto predomínio dos sentimentos afetivos sobre os valores da razão, na alma feminina. Os negros eram superiores aos brancos. Os latinos eram superiores aos anglo-saxões. Todos pelas mesmas imaginadas razões altruísticas e de valoração puramente moral.

    Uma mitologia do mundo rural

    O segundo e definidor impulso do tradicionalismo crioulo foi dado somente a partir de 1947, por jovens de classe média do grêmio estudantil do colégio estadual Júlio de Castilhos, em Porto Alegre. Um movimento urbano, estudantil, pequeno-burguês, reivindicando e propondo uma mitologia do mundo rural, cuja unidade econômica era o universo da estância latifundiária agro-pastoril, seus símbolos, sua oligarquia militarizada, suas relações objetivas de trabalho, onde a acumulação primitiva estava fundada na escravatura, no abigeato, em terras havidas pela força das armas, pelo bandoleirismo, pelo saque, pelas vantagens da fronteira móvel, pela ausência do Estado, e pelo contrabando de mão-dupla; na esfera subjetiva, a estância foi matriz de relações de trabalho com conflitos não-manifestos, onde a relação patrão-peão estava dissimulada por laços de sociabilidade marcados pela mútua convivência em peleias contra os “castelhanos” ou contra facções políticas rivais. Relações de trabalho economicamente opostas, ainda não agudizada pelas contradições de classe, naqueles perdidos confins de coxilhas, ventos e horizontes sem curvas como o mar, mas que, no plano subjetivo é fator de solidariedade, coesão social e que tende a favorecer a unidade política.

    Barbosa Lessa e Glaucus Saraiva acabam sendo os intelectuais orgânicos do chamado movimento tradicionalista gaúcho. Um oxímoro: “movimento tradicionalista”. São palavras de sentido oposto: tradicionalismo pressupõe algo fixo no tempo; logo, não há movimento. Assim foi, e é. Eles, primeiro, recuperam o vocábulo “gaúcho” que sempre teve qualificação negativa, sendo sinônimo de desajustado social, um desclassificado teatino, guacho, peão andarilho, etc. Antes do re-cozimento da história, é preciso apresentar identidades, heróis, um verniz cultural, uma bravura, própria das solenidades da origem, na luz sem sombra da primeira manhã. Entretecer as narrativas que montarão o imaginário da “pequena pátria” (Comte) carente de identidade. Ao fazê-lo, emprestam-lhe um passado heróico de glórias infinitas, cujas ilustrações vivas, que o saber histórico não deixa mentir, são as revoluções por causas nobres e justas. Sendo a principal delas a Revolução Farroupilha de 1835 a 1845, com seus personagens míticos, sua bandeira republicana e autonomista, mesmo escondendo a ausência de uma consigna abolicionista.

    A história como lenda

    Escondem, aliás, tudo que possa cheirar a povo, à autenticidade das manifestações populares, seja do branco despossuído, do negro, do índio e da mulher. É carimbado com o selo do tradicionalismo somente a memória do regime patrimonialista latifundiário ou da história convertida em lenda das revoluções sulinas. Com isso, a história transforma-se numa redução narrativa degradada. Já não é mais história, mas fábula, lenda, alegoria. O passado é cuidadosamente recortado numa seletiva representação de fatos deformados ou exagerados. A invenção da tradição, como cálculo político de identidade e dominação, agora é um mosaico de fatos positivos prontos para serem exibidos como espetáculo, esquecendo os aspectos sempre revolucionários do republicanismo e dos elementos modernos do comtismo, como o respeito à mulher e ao negro.

    Eles operaram com um pau de dois bicos: de um lado, uma expropriação da história; de outro, a montagem de uma representação histórica. Paixão Côrtes, um dos idealizadores do tradicionalismo de espetáculo, admite que “o Rio Grande do Sul é um dos Estados brasileiros mais pobres em folclore”, e confirma: “o que assistimos é o culto das nossas tradições e não a vivência do folclore” (in jornal ZH, 22.08.1977). O tradicionalismo de espetáculo – inventado e curado nas charqueadas da ignorância – substituiu o folclore como fonte autêntica de manifestação popular na arte, na música, na poesia, nas cantigas e jogos infantis, na dança de perdidas origens, no artesanato, nas narrativas orais das tantas etnias que cimentam a cultura meridional do Brasil, como os povos europeus, o judeu, o libanês, o palestino, o negro de diversas extrações africanas, e os indígenas que tem uma história riquíssima de vida pré-colombiana e depois com a experiência das reduções jesuíticas, na região missioneira.

    O estereótipo do tradicionalismo

    A cultura do Rio Grande do Sul é muito mais rica do que o estereótipo do tradicionalismo fetichizado. O tradicionalismo crioulo é excludente e autoritário, sufoca todas as outras manifestações culturais de um Estado múltiplo, colorido de etnias, artes, linguagens e imaginários, parecendo-se com um corredor que se recusa a esperar sua alma. Uma das provas desse fenômeno nocivo da hegemonia unidimensional do tradicionalismo é o da culinária, onde o churrasco parece ser o monarca das mesas sulinas. Existe até uma lei estadual que o consagra como “comida oficial do Estado”. Nada mais inútil e tolo. E as ricas e saborosas culinárias das tantas etnias que temperam a mesa sulina? Numa região que teve nas charqueadas a base da sua economia, por longos decênios do século 19 e 20, o saboroso charque é pobremente servido de uma única forma, o “arroz de carreteiro”.

    O tradicionalismo unidimensional e monotemático é um fator de inibição da criatividade e da livre manifestação de tantas culturas em um solo generoso e multitudinário. Uma prova da má consciência do tradicionalista de espetáculo é a relação difícil e conflituosa que sempre tiveram com os intelectuais sulinos. Ignoram, por exemplo, Érico Veríssimo, o escritor que construiu a maior e melhor narrativa literária de uma região brasileira, teceu tipos inesquecíveis e que vivem entre nós como se fossem de carne e osso, tamanha a sua sensibilidade, força artística e exemplo ético. Ignoram Pedro Weingärtner, José Franz Lutzenberger e Vasco Prado, para citar alguns artistas plásticos de épocas diferentes, mas que tiveram como temática pictórica e escultural o homem e a alma do Rio Grande, nos cenários da querência pampeana, missioneira e serrana, nos utensílios, no vestuário, nos instrumentos de trabalho, nos hábitos, no cavalo, nas vacarias, nos aperos, etc., mas sem convergir para o fantasioso mundo artificial do tradicionalismo de espetáculo.

    O uso da bombacha tem a sua introdução nos Pampas (seja brasileiro, argentino ou uruguaio) por uma dessas ironias do destino (e do oportunismo comercial dos ingleses): conta o pesquisador uruguaio, Fernando Assunção, que durante a guerra da Criméia (1854-56), as fábricas inglesas produziram um grande excedente de uniformes para o exército da Turquia, o qual era ornado pelas tais calças bufantes, e como o conflito teve curta duração, os comerciantes ingleses resolveram desová-las para as tropas da Tríplice Aliança na guerra contra Solano Lopez, do Paraguai.

    A “ideologia do gauchismo”

    Alguns críticos do tradicionalismo de espetáculo exageram ao classificá-lo como uma “ideologia do gauchismo”. Não é nesse brevíssimo artigo que se debaterá a interessante polêmica, mas, desde já, não adotaríamos tal categoria para tais propósitos. Trata-se de uma mitologia tão pobre e mal ajambrada que seria elogioso classificá-lo como “ideologia”, de resto, uma categoria com múltiplas noções. Mas, sem dúvida, funciona como uma usina de produção de verdades, que preenche o vazio do desencantamento do mundo, fortalecendo o senso comum em detrimento do senso crítico. Cumpre a função de cobrir as lacunas e buracos de um imaginário popular que tem as ilusões cada vez mais erodidas pela pós-modernidade. Se não é um partido político na forma, milita politicamente em favor de uma “ordem” para todos, e um “progresso” para os eleitos.

    Num mundo fetichizado pela miséria da mercadoria, os espelhos são inutilizados a tantos quadros por segundo. O homem, já sem espelho, auto-imagem, auto-referência, não se reconhece no mundo das coisas. É quando o tradicionalismo de espetáculo providencialmente estende espelhos simbólicos que oferecem um conforto identificador, um repouso ôntico, ao homem-multidão. Agora ele reconhece-se, agora ele identifica-se, ainda que na fantasia pilchada de uma ilusão galponeira. Tivesse bala na agulha, ousadia, empreendedorismo, o movimento tradicionalista gaúcho (MTG) poderia associar-se à Walt Disney Corporation no sentido de negociar o direito de ser objeto da dramaturgia materializada em parques temáticos e embalsamar mitologias e histórias. Uma mega disneylandia de bombachas é a aspiração mais legítima do tradicionalismo de espetáculo. A estância-fetiche como sagração da vida boa, e o gaúcho, qual quixote temporão, se defendendo na coxilha da vida com um peleguinho já deslanado e a ferrugenta espada do tradicionalismo.

  • Gabriel diz: 11 de setembro de 2014

    Legal, um colunista de ZH defendendo que homofobia é uma tradição gaúcha.

  • Maisa Duarte diz: 11 de setembro de 2014

    Concordo plenamente com David

  • Rico Guides diz: 11 de setembro de 2014

    O tal jose francisco da rosa neto não entendeu o que leu, não pensou no que escreveu e ninguém decifrou o que ele quis dizer no final das contas.
    A intrasigência e raiva leva a estas atitudes precipitadas.
    O analfabetismo funcional também.

  • Juarez diz: 11 de setembro de 2014

    Pela primeira vez eu devo admitir: TEXTO PERFEITO DAVID. Não gosto das tuas opiniões sobre futebol, dei graças de vc sair do sala de redação, mas esse texto é PERFEITO. A juíza é uma fanfarrona, casar gays em um CTG ??? A única intenção da Juíza foi em aparecer na mídia.

  • Paulo diz: 11 de setembro de 2014

    Perfeito David, compartilho do mesmo pensamento, inclusive já coloquei minha opinião no facebook e aqui no clicrbs também, só que num dos meus comentários eu fiz uma ressalva, se gostam tanto de Ctgs, que fundem um que abrigue esta diversidade e tem mais, parece que este Ctg que foi escolhido para este casamento(todos os demais são entre homens e mulheres) não faz mais parte da associação de Ctgs (ou federação, sei lá o nome que se dá a junção de vários Ctgs) e se ele não faz mais parte e não segue a linha desta associação, que faça o que bem entender dentro DESTE Ctg. Agora, queimar uma propriedade porque tu és contra o que acontece lá dentro, bom aí já perderam toda e qualquer razão se é que tinham.

  • JORGE ARANTES diz: 11 de setembro de 2014

    apenas um REPARO: TRADIÇÕES SÃO CALCADAS EM HISTÓRIA E VIDA EXISTENTE EM NOSSO ESTADO, REVOLUÇÃO FARROUPILHA É UM EXEMPLO DE GAÚCHOS MACHOS MESMOS QUE SE REBELARAM CONTRA OS LADRÕES E VENDILHÕES DA PÁTRIA BRASILEIRA…ANTIQUADA POR SER TAMBÉM SEU MODO DE VIVER PARA OS GAÚCHOS…E ATÉ BICHONA DIRIA DO MODO COMO FALAS… MAS, CADA UM CADA UM E QUE ESSE CASAL QUE QUER APARECER E AVACALHAR COM O QUE É MAIS DE SAGRADO, DE QUEM É GENUÍNAMENTE GAÚCHO E NÃO UM BANDO DE MARIONETES AMERICANIZADOS COMO SÃO HOJE PARCELA QUASE GERAL DA POPULAÇÃO GAÚCHA ( as ruas de POA mas parecem filias de MIAMI com nomes de lojas em estrangeirismos e outras babaquices do TIO SAM ). FALTA DE COÇA DE PAU NESSE CASAL QUE É EXCEÇÃO DO SER HUMANO E QUE VIROU REGRA NESSE PAÍS, VEADOS E BIXONAS AGORAM QUEREM FAZER O QUE BEM ENTENDE… POBRE BRASIL E POBRE POVO….

  • Bruna Mariana diz: 11 de setembro de 2014

    Bem, o casamento ser realizado no CTG foi uma decisão tomada em conjunto com o CTG, tradições mudam, se adequam para atender melhor seus participantes, sua comunidade. Não vejo o que ser tradicionalista e ser gay seja contraditório ou pq uma coisa exclua a outra. O que não justifica é a barbárie, é tentar “abrandar” uma atitude injustificável. Imagina se toda vez que alguém não concordar com algo sair botando fogo nas coisas?! Não concordo com esse texto não, em minha opinião esse é o típico texto cheio de preconceito velado. Tipo, que eles fiquem no cantinho deles… “Não sou preconceituoso, nada contra… mas… cada um no seu quadrado”.

    O maior preconceito para mim, é quando não sabemos que estamos agindo de forma preconceituosa.

  • Felipe diz: 11 de setembro de 2014

    Tem tanto lugar no mundo para conhecer e viver. O Rio Grande do Sul, estado preconceituoso, não é nem de perto o melhor deles.
    Nasci nesse estado, tenho familiares nesse estado, mas entendo que não é um lugar de bom senso. É um lugar de orgulho demasiado, doentio, quase louco, que cega e impede de ter a humildade de reconhecer a importância, a beleza e o quão bom outros lugares podem ser.
    Tradicionalistas, por mim, fiquem com sua ignorância.
    Eu vou conhecer a vida, que sim, é muito maior do que os pampas (que inclui os pampas, mas não se restringe as nossas fronteiras).

  • Leticia diz: 11 de setembro de 2014

    Davi,
    Excelente explanação sobre o tema. Teu texto representa minha opinião. Parabéns pela neutralidade na análise dos fatos. Já temos muita guerra, rivalidade e emissões negativas neste mundo, então o melhor, no momento, é ficar “cada um no seu quadrado” e respeitar as crenças e tradições alheias.
    Parabéns!

  • Mediador diz: 11 de setembro de 2014

    PESSOAL: pelos comentários dá para ver o quanto polêmico é esse assunto, em especial se a preservação mais rude do tradicionalismo nos CTG’s fere algum direito. E essa polêmica não é novidade, pois desde o anúncio do casamento coletivo duas correntes se formaram, cada qual com bons argumentos a serem respeitados. Qualquer pessoa com um mínimo de prudência entenderia a incompatibilidade da felicidade que acompanha um casamento com toda essa desnecessária polêmica. Foi muita arrogância e pretensão da juíza achar que pode ser a dona da verdade e subjugar toda uma cultura pela caneta. Tomara que tenha aprendido a lição, uma vez que novata na magistratura ainda terá muita estrada pela frente… Fica a dica: consulte seus avós de vez em quando antes de decidir uma causa difícil…

  • Renato diz: 11 de setembro de 2014

    CTG é local de tradições, e esta modalidade como quaisquer outras que não fazem parte da tradição, não poderiam ser aceitas: isto significaria a extinção dos movimentos tradicionalistas.
    A sugestão é que o casamento seja realizado no FÓRUM da cidade, assim estaria tudo resolvido. A propósito que fazes no USA David? Tem vaga aí? ajuda aí Ô!!!

  • André diz: 11 de setembro de 2014

    Bueno David, essa questão, pensada a fundo, é complexa.

    Entendi a sua idéia de deixar quem pensa de maneira retrógrada em seu lugar e seguir andando em direção a um mundo mais civilizado. Concordo, mas também é no mínimo lamentável que existam tantas pessoas que diminuam ou tenham mesmo ódio da parcela gay nesse Estado. Acho que essas gurias tentaram mais fazer algo, ingenuamente, pra diminuir a discriminação, o que, obviamente, não está dando certo. Só o passar das décadas fará isso melhorar. Tenho certeza que no futuro isto será encarado naturalmente, como já devia ser há muito tempo.

    Porém, podem me chamar de arregão, mas se eu fosse gay, o último lugar onde eu casaria seria num CTG, realmente. É mais ou menos como um judeu querer casar num bar neonazista.

  • Tradicionalista diz: 11 de setembro de 2014

    Parabens Diego, Concordo 100% com o teu comentario. Ate copiei abaixo para mais pessoas se esclarecerem.

    Diego diz: 11 de setembro de 2014

    Tradições também EVOLUEM com o tempo! E já passou da hora de o RS sair dessa intolerência IGNORANTE de discriminar quem quer que seja.

    Que mal vai fazer a qualquer pessoa, que entre 28 casamentos, um seja de um casal de mulheres? O que os outros têm a ver com isso!? Qual o problema!? Vão cuidar de suas vidas, tchê! É muita falta do que fazer e se preocupar, vão carpir um lote!

    Nos últimos 15 dias, o RS foi notícia no país inteiro por duas vezes. Uma, por racismo. A outra, por homofobia. O que essas pessoas, tão zelosas pelas tradições gaúchas, estão fazendo, é ENVERGONHAR O RIO GRANDE DO SUL COM INTOLERÂNCIA, PRECONCEITO E IGNORÂNCIA, isso sim. Se querem cultivar orgulho de ser gaúcho, que seja mostrando um povo culto, educado e que sabe conviver com as diferenças. Ninguém tem orgulho de uma estupidez dessas. Vocês estão manchando o nome do Rio Grande do Sul e dos gaúchos.

    Além disso, tão preocupado que estavam em manter as tradições, que QUEIMARAM UM CENTRO DE TRADIÇÕES GAÚCHAS. Bota burrice nisso…

    Querer dizer que manter preconceito e intolerância é manter TRADIÇÃO!? Tradição é o chimarrão, o churrasco, a música, a vestimenta. Ser um ignorante preconceituoso não é tradição, é ESTUPIDEZ.

    Lamentável o teu texto, David. Tu, mesmo não sendo homofóbico, contribuíste em manter esse pensamento retrógrado de que a DISCRIMINAÇÃO, PRECONCEITO E INTOLERÂNCIA são aceitáveis dependendo do contexto. E não são. Em nenhum lugar, e em nenhum contexto.

    Em tempo, antes que alguém ache que a minha defesa é pq falo em causa própria: não, eu não sou gay. O que não muda absolutamente nada. Orientação sexual não define CARÁTER.

  • Paranaense diz: 11 de setembro de 2014

    Essa juíza que tá procurando confusão e encontrou. Gostchô ? Fazem de propósito “vamos fazer um casamento gay no CTG pra causar confusão, êêê, viva”. Dos males o menor, esse CTG não é vinculado ao MTG desde 2005. Eu já acho um pecado CTG tocando música sertaneja. Coisa totalmente fora de contexto, imagine isso.

    Fazem de propósito pra causar discussão do assunto, esse é o problema. AFRONTAM pra se aparecer. Se cada um ficasse no seu quadrado tudo seria fácil, mas os gays e simpatizantes são como os radicais muçulmanos do estado islâmico, eles querem IMPOR A TODO CUSTO SUAS REGRAS E DESAGRADAR DE PROPÓSITO. Mais um pouco teremos gays gritando ALLAHU AKBAR e se explodindo em purpurina nas ruas.
    É fácil resolver, procurem um lugar adequado. Cada um no seu quadrado. CTG é Centro de Tradições Gaúchas e não Centro de Tradições Gays.

  • Juarez Antonio Maciel da Cunha diz: 11 de setembro de 2014

    Perfeito David, é exatamente isso que eu penso, maravilhoso texto

  • andrea costa diz: 11 de setembro de 2014

    Gostaria de comentar que não se trata de “um” casamento gay num CTG. Trata-se de um casamento coletivo sendo que, entre os casais haviam 2 casais gays que, por ameaças, um desistiu de participar do casamento “coletivo”. A Juíza só veio a público quando sofreu ameaças. Por segurança. Isso não era para ter acontecido desta forma. E quem está ameaçando é a comunidade da cidade. O patrão do CTG é totalmente a favor.

  • Ariel Duarte Lima diz: 11 de setembro de 2014

    Parabéns! Recebi seu comentário por intermédio de minha filha, 22 anos e cursando direito. Li e fiquei emocionado e me perguntando? Como este rapaz conseguiu ler meu pensamento. Escrevo este comentário com os olhos cheio de lágrimas pela tristeza e a mesmo tempo pela indignação, tanto pelo fato de querem impor mudanças culturais em locais conservadores como por tocarem fogo num símbolo desta fronteira que são seus galpões gaúchos e seus CTGs. Também tenho um filho de 8 anos , que assim como minha filha, que já foi primeira prenda, cresceram dentro de um galpão gaúcho. Continuaremos a frequentar e cultuar nossas tradições, churrasco, chimarrão , dança, jogo de truco e principalmente respeito pelas pessoas que ali estão independente do sexo , cor ou raça. Com razão não é necessário saber andar a cavalo , ou andar de bombacha para ser gaúcho. É ato de respeitar uma tradição secular e não querer simplesmente impor que ela deixe de existir . Para ser respeitado preciso respeitar ao próximo, assim me dizia meu avô e minha vó, me disse minha mãe e meu pai e é o que digo para meus filhos. Obrigado por expôr meu pensamento.

  • Miguel diz: 11 de setembro de 2014

    Concordo… A tal história de direitos iguais, preconceitos e afins têm distorcido muitas coisas, até mesmo a cabeça de uma Magistrada que acata um pedido desses… Acho que elas podem ser muito felizes sem casar num CTG, não!!?

    Pq o direito de um casal está acima do interesse de uma centena de pessoas que frequentam o CTG?? Só porque são homossexuais e isso “causa” hoje em dia!!?

    É possível solver a questão de outra maneira bem simples… posso casar num CTG, colocando na cerimônia uma banda de rock!!? LÓGICO QUE NÃO!!!

    Então, a questão não é diferente… seria uma afronta às tradições da entidade particular, ainda que se respeite meu gosto musical distinto… Afora os críticos e lunáticos de plantão – aqueles mesmos que exigem gays em todos os lugares e ambientes (novelas, filmes etc) -, a questão é bastante singela… e não dá pra entender como uma Juíza decide algo da maneira como decidiu.

  • Schroder-EUA diz: 11 de setembro de 2014
  • AGUIAR diz: 11 de setembro de 2014

    Muito certo David. Esta Juíza está ultrajando as nossas tradições. E a corregedoria do judiciário não vai dar um basta nesta Juíza. Ela deveria fazer mutirão para dimininuir a criminalidade, a pobreza, etc,

  • Eu mesmo diz: 11 de setembro de 2014

    Texto que defende a segregação. Não concordo e não me representa. O CTG certamente aluga seu espaço para toda a sorte de eventos, inclusive comícios políticos e serve (ou deveria), devido ao bom espaço disponíveis, a outras atividades socais. Já vi campanhas de vacinação, palestras, encontros religiosos… tudo ocorrendo em CTGs. Então, para tudo isso o Tradicionalismo Gaúcho precisa estar contido em uma crença religiosa, partido político e estar alinhado (integralmente) às políticas governamentais? Curioso isso. Algo a ser pensado. Lamento muito que a intolerância ainda seja a bandeira de tanta gente, como se pode ver pela maioria dos comentários aqui. Gostei do comentário do Diogo. Se queriam tanto preservar as tradições, pq tacaram fogo no lugar?

  • Luciana Schavinski diz: 11 de setembro de 2014

    Enfim um texto de plena sensatez sobre o polêmico assunto!

  • Éverton diz: 11 de setembro de 2014

    Temos que respeitar os Índios, a sua cultura, o seu modo de vida, aí somos obrigados a dar as terras que compramos, porque no passado elas eram deles, nos pagam uma mixaria e temos que começar tudo de novo sabe se lá onde. Temos que respeitar os homossexuais, devemos respeitar e ver com naturalidade quando eles se beijam ou se pegam, sei lá, em público. Agora existem os CTGs, que foram feitos para dentro deles cultuar o modo de vida gaudério, onde existe o peão com a prenda, não a prenda com a prenda e nem o peão com o peão. Isso está fora de moda no mundo moderno? Se está não interessa, assim como os homossexuais, índios e etc tem direito de exigir coisas ao seu favor também temos o direito de querer preservar as tradições que vieram de tempos antigos e achamos que é assim mesmo que tem que ser. Acho lamentável a atitude das autoridades e até do patrão do CTG, que até onde eu sei apoia a ideia. Claro que eu sou contra o vandalismo, mas também sou contra que tentem invadir o nosso mundo assim, metendo o pé na porta. Isso birra, é gente querendo aparecer, é uma agressão ao gaúcho que acha importante e gosta de cultuar a tradição.

  • HUMBERTO DA SILVA ARAUJO diz: 11 de setembro de 2014

    Como já disseram: Perfeito

  • Márcio Ferreira diz: 11 de setembro de 2014

    Davi, é isso aí mesmo. Estamos chegando ao fundo do poço. Lutam por direitos que não observam os direitos dos outros, como o dos gaúchos cultuarem as sua tradições. Daqui uns dias esta imposição de aceitabilidade vai ser tão forte que será vergonha dizermos que somos heterosexuais. O engraçado é que tá cheio de gente aqui concordando com isso e o homosexualismo, mas longe das suas casas. Garanto que se um filho seu resolver ser gay, terá dificuldades de aceitar. Demagogia

  • JULIÃO diz: 11 de setembro de 2014

    Para provocar uma guerra desnecessária e imbecil.

  • Priscilla diz: 11 de setembro de 2014

    Então, aproveitando o momento antipreconceitos aqui pelo RS, se não fosse da “tradição” gaúcha um casal de negros se casar em um CTG, também deveriam achar outro lugar? Elas querem se casar no CTG porque SE IDENTIFICAM com a tradição gaúcha, que, pelo seu texto, não as aceita. Tradição e discriminação até rimam, mas não são (ou não deveriam ser) a mesma coisa.

  • Bárbara diz: 11 de setembro de 2014

    Parabéns pelo texto David, li os todos os comentários prós e contras, e digo que ali dentro do CTG existem normas a serem seguida, exemplificando, não se pode usar minissaia, nem tênis , como bem disseste. Porque o CTG precisa se modificar se ainda hoje, esse casamento NÂO é aceito pela Igreja ??? Não tenho nada contra o casamento, seja hétero ou homossexual, mas existe lugar para tudo. RESPEITO é o que falta na atual sociedade, como se diz por aí, cada um no seu quadrado.

  • Marcelo Dorneles Michel diz: 11 de setembro de 2014

    Texto de Davi Coimbra. Resposta: pelo simples fato de que é um casamento coletivo, com vários casais e entre eles o casal homo-afetivo. Pelo simples fato d que assim como os demais casais esse tbm tem o direito de fazer parte do casamento civil coletivo e aquele CTG é o espaço que os acolheu. Pelo simples fato de que os espaços de CTGs são locados para tantas coisas desprovidas de tradicionalismo, como atos políticos por exemplo, e que por isso optar por não locá-lo para um casamento só por ser homo-afetivo se enquadra em preconceito. Pelo simples fato de que as tradições não podem se impor sobre sobre os direitos humanos e a igualdade de tratamento jurídico a todos os cidadãos…. poderia elencar bem mais motivos que a ignorância dos fatos dos acontecimentos por parte do David não o permitiu escrever um texto com clareza e que combata efetivamente o preconceito….. simples assim….
    Marcelo, professor, heterossexual, branco, classe média baixa e combatente de toda e qualquer forma de preconceito…..

  • Carin Adriane Menzel diz: 11 de setembro de 2014

    Parabéns, sábias palavras……é exatamente como eu penso sobre isso.

  • Felix Sehnem diz: 11 de setembro de 2014

    A juíza conseguiu o que queria, criar animosidades e aparecer na mídia. Agora aguente as consequências.

  • Paranaense diz: 11 de setembro de 2014

    Esqueci de dizer no meu comentário anterior: Acho que CTG não deveria ceder o espaço pra NENHUMA COISA que não tivesse a ver com a tradição. Nem bingo, nem aniversário infantil, nem casamento, nem nada. É um lugar da tradição e só. Procure o lugar adequado pra cada coisa, pois CTG é o lugar adequado pras tradições gaúchas e só.

  • Hermes Brandalise diz: 11 de setembro de 2014

    Como existem energúmenos que são leitores de ZH! Deve ser a maioria, até! É por isto que o jornal é o que é…É por isto que seus jornalistas são tão medíocres. Neste caso, tal fato ficou bem evidente. O David escreve um texto, milagrosamente bem escrito e descreve o que lhe vai na mente de maneira objetiva, sem se colocar no cume do assunto, como é de seu feitio. Alíás, jornalista gaúcho não destaca a matéria, destaca o que ele acha sobre a mesma e só. Quando não entremeia o texto com histórias sobre seu cachorrinho, ou sobre a viagem que fez ( de mentirinha) até Tombuctu, ou sobre a comida que comeu na noite passada, com fotos e tudo! O homem escreveu de maneira comum, deixando bem claro que é lé com lé, cré com cré, ou é proibido proibir, ou cada macaco no seu galho, ou viva e deixe viver, ou cada um a seu modo, ou o seu a seu dono, ou passarinhos e pardais, não são todos iguais…Mesmo assim, como aparece imbecil aqui que lê e não entende nada! E, ainda por cima, reclama! Haja saco! Ou, no caso, haja vulvas!

  • Jaqueline diz: 11 de setembro de 2014

    Hoje, quando ouvi sobre a noticia do incêndio no CTG, comentei algo semelhante ao que você escreveu. Não é local pra afrontas. Eu creio que está faltando o respeito, esse casal quer respeito? mas estão respeitando as demais pessoas dessa cidade? ou estão usando de toda essa situação pra se promover, não creio em amor que gere dor, em si ou nos demais seres a sua volta.

  • HUMBERTO DA SILVA ARAUJO diz: 11 de setembro de 2014

    Como já disseram: PERFEITO!

  • Kaspermann diz: 11 de setembro de 2014

    Até que enfim uma voz sensata na RBS. Se querem se casar, casem. Mas querer impor isso ao CTG, ou qualquer outra entidade de caráter privado, é um absurdo. Podiam casar as moças em outro lugar qualquer e a questão estava resolvida. Mas não, tem que provocar os gaudérios e conseguir um holofote na mídia.

  • Leonardo Machado diz: 11 de setembro de 2014

    Prezado David.

    Sou tradicionalista desde sempre. Concordo plenamente com o casamento gay e com os direitos que os homossexuais tanto buscam. Detesto qualquer tipo de preconceito. Também acho que se a justiça determinou que os casamentos comunitários em Santana do Livramento (e entre eles de um casal gay), fosse dentro de um CTG, que assim fosse. Mas vale lembrar que CTG não é lugar pra que aconteça nenhum casamento, seja ele qual for. A juíza foi leviana em manter este posicionamento sabendo que teria problema. Achei tua opinião final ridícula. Generalizou os tradicionalistas. Falou como se o incêndio fosse oriundo de revolta dos tradicionalistas. Tem prova disso? Não! Só suposição. Quem me garante que não foi um ato de rebeldia religiosa? E sim, nossa história existe e foi pesquisada por pessoas com mais intelecto que tu. Também não achamos o RS o melhor lugar do mundo, só alienados para pensar uma bobagem destas. Os gays devem se felizes, viver livres, casarem-se, amar plenamente, etc. Só não utilize este ato de preconceito para fundamentar outro: de que aqueles que cultuam as tradições são grossos, preconceituosos, antiquados, etc. Isso também é preconceito.

  • Augusto diz: 11 de setembro de 2014

    Desta vez concordo contigo, David. E é fácil concordar quando um texto é escrito com lógica e discernimento. O CTG é um clube, uma agremiação, uma associação de determinadas pessoas e com determinadas REGRAS, dadas por essas mesmas pessoas. Faz parte de um clube quem se submete aos regramentos de conduta do mesmo, regramentos esses que foram propostos pelos seus membros. Não entraremos no mérito sobre os conceitos e regras. O que interessa é que há um local cujos participantes previamente sabem o que fazer e o que não fazer, caso queiram compartilhar dos seus pares.
    Na minha casa entra quem eu quiser. Se eu não quiser que entrem gays, não entrarão. Se não quiser que adentrem heterossexuais, ficarão de fora. Se não quiser que entrem negros, amarelos, cafusos, mamelucos, asiáticos….também estou no meu direito.
    Mais uma vez concordo com o David quando diz que a juíza quis na verdade afrontar a entidade. Uma violência explícita com caráter auto-promocional. Falam tanto em democracia, e os mesmos que pregam-na, juntamente com a liberdade de pensamento, cometem o autoritarismo ao desconsiderarem e desrespeitarem o que um grupo de pessoas escolheu como regra de conduta dentro de sua associação. Democracia é isso aí. A maioria decide, a minoria acata, se quiser participar. Eu não votei na Dilma, odeio a Dilma, mas tenho que reconhecer que ela é a legítima representante do povo brasileiro, eleita pela maioria. Ponto final. Essa é a regra do jogo e enquanto ele valer, deverá ser acatada. Esse é o dito “contrato social”.
    Só acho que o David escorregou quando adjetivou a “tradição gaudéria” como retrógrada. Até pode ser, dependendo dos pontos de vista…mas acho que isso não está em discussão. Culturas, tradições são assim mesmo. Qualificar e valorar o gosto alheio é sempre um exercício meramente volitivo.
    Infelizmente, estamos vivenciando um período muito curioso no Brasil; a “bandeirização” desmedida das causas gays e negras. Há uma onda inquisitória nauseabunda que está bestificando as pessoas em torno de polêmicas sexistas e étnicas. O troço já ultrapassou todos limites da prudência. O pior de tudo é que correntes do judiciário estão deixando-se bestializar em nome dessas “causas” de uma minoria ruidosa, recalcada e revanchista.

  • Liliane diz: 11 de setembro de 2014

    Ah! Tá!! Então não tem gays dentro dos CTGs???? Em nenhum CTG existem homossexuais???? As pessoas são muito hipócritas mesmo. Por debaixo dos panos tudo pode, as claras não. Pobres gays de CTGs, enrustidos e infelizes.

  • Cau diz: 11 de setembro de 2014

    Mas que baita balde d’agua gelada ler esse texto. Um cara esclarecido, um jornalista escrever algo desse tipo é de uma tristeza só… como se todas as conquistas das minorias não tivesses sido assim, a pau e ferro, contestando a maioria, apenas pelo DIREITO de ser igual.
    Parabéns por corroborar a sociedade machista e retrógrada que é a nossa. Agora todos te citarão como verdade absoluta. Podias dormir sem essa.

  • guilherme diz: 11 de setembro de 2014

    Amanha quem sabe essa senhorinha queira OBRIGAR um time feminino a se inscrever no Brasileirao!? essa menina deveria ir pro STJD…canetaço nao filha…

  • Ricardo diz: 11 de setembro de 2014

    Como tem gente que fala ” M “, totalmente distorcidas das idéias civilizadas. Fico peocupado até com a ELEIÇÃO, até começo a imaginar as pessoas votarem num destes dois PRIMEIROS DE “ABRIL”: Marina e Aécio.
    Mas vamos lá, vamos no mínimo respeitar os LUGARES. Quem é “naturalista” não queira entrar “pelado” no Vaticano para pedir abenção pra o PAPA. Ou entrar num templo BUDISTA,INDU,ISLAMICO sem tirar o “sapato”….melhor ainda o “diabo” fazer uma festinha no “céu”….. Tenho que escrever assim para todo mundo entender, porque como o DAVID escreveu são poucos que entendem suas idéias bem colocadas e cristalinas. Como tem intolerantes “idiotas” neste mundo!!! Parabéns David, embora longe continuas preocupado com o SUL.

  • iEDA diz: 11 de setembro de 2014

    Concordo com vc, penso igual.
    Se fosse os noivos,eu nem iria mais me casar nesse dia, acho que isso traz uma energia mto ruim, todo o Estado contra!!!

  • Fernanda diz: 11 de setembro de 2014

    casamento é casamento sobre qualquer olhar, porém se for visto por um preconceituoso aí se enxergam homens e mulheres e não o “amor” entre duas pessoas que desejam realizar um sonho e se casar como qualquer outra.

  • Thalita diz: 11 de setembro de 2014

    Concordo com o Davi..
    Acho uma falta de respeito qrer casar num CTG,onde se zela pela tradiçao gaucha.
    Eu gostaria mto de saber pq todo mundo tem q respeitar os gays e pq eles n pdem respeitar a tradiçao dos outros.
    Como dizem por ai:cada um no seu quadrado.
    #sohacho

  • Eu de novo diz: 11 de setembro de 2014

    Eu gostaria de saber qual é a próxima ideia inteligente dessa juíza:
    1 – Organizar o baile do chopp na sede dos alcoólicos anônimos ?
    2 – Celebrar um culto satânico em uma igreja católica ?
    3 – Promover a festa do brigadeiro na ala dos diabéticos ?

  • Jean Pierre Schneider diz: 11 de setembro de 2014

    Perfeito texto, tudo que tenho falado é exatamente isso. A juíza está promovendo a discórdia, a briga. Gosto muito de CTG frequento e respeito, mas também respeito os homossexuais e acho que eles devem respeitar os CTGS . Façam em outro lugar, não provoquem; e a Juíza será que tem esse poder todo?? É para isso que serve uma JUÍZA? Para causar um atrito desse porte? O RS já tem essa fama problemática com homossexualismo e tem gente que ajuda……

  • SARA diz: 11 de setembro de 2014

    Juiz não deveria promover a paz? Essa quer mostrar que ela é quem manda????????? deveria ter uma represália para ela.
    Só por ser juíza deve mandar nas entidades??????
    Falta de respeito dela,

  • Douglas Costa dos Santos diz: 11 de setembro de 2014

    Sr. David Coimbra.

    Nutro certa admiração pelos teus textos, mas neste, particularmente, esta deveras equivocado.

    Em todo o texto tu levas a crer que foi iniciativa das meninas, ou da juíza, para que o casamento ocorresse no CTG.

    GRAVE ERRO!!! JAMAIS HOUVE QUALQUER IMPOSIÇÃO.

    O casamento coletivo foi iniciativa sim da Juíza, e sim as meninas se inscreveram para participar, e por não ter condições financeiras de arcar com o seu matrimonio, de forma que se o mesmo fosse feito em baixo da ponte lá iriam elas e os outros 30 casais.

    Ocorre que a iniciativa partiu do próprio patrão (uma espécie de presidente), do dito CTG (falo “dito” porque o mesmo esta desfiliado ao MTG).

    Ademais, como tu bem afirmou, se trata de um clube particular, cabendo ao seu presidente(patrão) o deferimento das festividades em sua sede, e não da opinião popular, podendo os associados tomarem as medidas LEGAIS.

    Dito os fatos, vou a minha opinião.

    O CTG, como bem afirmou, é um centro de tradições gaúchas, tradições estas que em nada se referem à orientação sexual(acredito que muitos gays, e muitas lésbicas lutaram na revolução farroupilha).

    Porem, deve ser um lugar de cultuar tradições, e não ou salão de festas, assim como não deve ser um anexo da Igreja, como ocorre comumente, ou um palanque politico, como estamos vendo acontecer em muitos CTG’s.

    Agora, nada, absolutamente NADA justifica o ato destas pessoas, cometer um ato criminoso, levando a vida de pessoas em risco, numa atitude odiosa, não há escrúpulos que me da verdadeiro nojo.

    Acredito que em nenhum momento se deve levantar a orientação sexual, credo, cor, ou qualquer outra opção para que levantem armas e aconteça o que ocorreu.

    Tenho lido que se cultua a virilidade no CTG, então deveria ser proibido o acesso as mulheres, não é mesmo.

    Bom poderia escrever uma coluna sobre o que penso sobre o assunto, mas não sou do ramo.

    Olha David, se permite, como jornalista, tenha a hombridade de publicar uma errata com os fatos corretos.

    Um forte abraço

  • Nestor diz: 11 de setembro de 2014

    Faço uma pergunta: quantos patrões de CTGs são gays e não assumem…quantos dançam de bombachas e são gays…quantos tradicionalistas que frequentam CTGs tem filhos gays…isto é hipocrisia.

  • Julia diz: 11 de setembro de 2014

    Por que ser homossexual implica não gostar das tradições gaúchas? Quando as pessoas vão conseguir diferenciar relação sexual com relação social? Um homossexual não pode gostar de ficar pilchado e andar a cavalo por ser gay? Um homossexual não pode gostar de dançar uma chula por ser gay? Um homossexual deve necessariamente gostar de ser feminino, de frequentar lugares específicos como boates, e dançar como a Madonna?

  • Eduardo Daniel diz: 11 de setembro de 2014

    Já pensou se tradicionalmente não aceitassem negros ou japoneses nesses lugares? Todo mundo deve evoluir, inclusive, por mais difícil que pareça, os tradicionalistas gaúchos, que cantam com tanto orgulho, no Hino do Rio Grande do Sul, a história de uma data que teria sido a percursora da Liberdade e travaram uma guerra por igualdade e humanidade, mas não aceitam as diferenças. O que adianta exaltar no hino a Liberdade e não aceitar um casamento gay? Aí daqui a pouco vão dizer que é tradição da torcida chamar o adversário de macaco e fica tudo bem? Que é tradição da torcida encher o carro do árbitro de banana e não acontece nada? A tradição não pode ser desculpa para a ignorância!

  • Mariah Mello diz: 11 de setembro de 2014

    Sou de S. do Livramento, não sou contra a relação homo-afetiva. Mas, infelizmente, tenho que dizer que isso tudo somente aconteceu, pois a Juíza assim quis que acontecesse. Aqui em S. do Livramento, nenhum casal gay se inscreveu para participar da cerimônia coletiva. Como o objetivo da Juíza é o de se promover as custas de um assunto polêmico, ela tratou de contatar casais gays de outras cidades que “topassem” casar em um CTG, ou seja, essas meninas estão sendo usadas pela magistrada para se promover, para aparecer.

  • jairo diz: 11 de setembro de 2014

    Chegou o DIA que alguém da impressa se posicionou a realizar um comentário sobre casamento GAY em um CTG.
    Acredito que estas duas meninas que querem realizar uma união entre elas possa ser realizado em qualquer lugar desde que não interfiram em crenças e tradições que elas não façam parte.
    Se elas se amam como parece, poderiam viver até sem realizar a cerimônia de união, desde que exista AMOR de verdade.
    Mas parece que elas querem mesmo é afrontar a sociedade ir contra os tradicionalistas …
    Ado ado ado cada um no seu quadrado…
    Ema ema ema cada um com seus problemas…

  • pedro de lara diz: 11 de setembro de 2014

    Eu acrescentaria que parte do “sucesso” dos CTG’s é justamente o de ser hermético, defensor de certos anacronismos e alheio aos modernismos. E esse “patrimonio”, que foi conseguir espraiar (ôps!) o movimento por diversas partes do Brasil e do mundo, precisa ser preservado. Qual o custo que o movimento teria de pagar em termos de imagem se as regras começassem a ser afrouxadas? Quem correria esse risco depois de tanto trabalho para se chegar a tamanha adesão??

  • Alexandre diz: 11 de setembro de 2014

    David,
    Realmente seu texto é de uma lucidez poucas vezes vista em se tratando desse assunto.
    O que eu me pergunto é se a Juíza não tem prioridades outras que não essa provocação.
    É cara do lamentável sistema judiciário gaucho!

  • Cristiano diz: 11 de setembro de 2014

    Isso mesmo, David! A Culpa é toda da Magistrada, do Patrão do CTG e do casal, assim como quem é furtado é o culpado pelo furto, o estuprado pelo ato, o morto por não se desvencilhar da bala, etc.
    - Além da tua opinião preconceituosa leva um monte de Olavete idiota junto!
    O maior preconceito é o teu com essas ideias de “maaaaaaaaaaas precisava ser lá…?” ( parece o absurdo: nada contra mas que se beijem em casa). Ora, o lugar é público!
    Por fim, o típico “Ela, a juíza, não está promovendo a tolerância, está fazendo uma provocação”, desses teus dedos só sai lixo? ou alguma coisa decente tu já escreveu?

  • anna diz: 11 de setembro de 2014

    davi, respeito tua opiniao. mas tocar fogo num ctg como forma de “protesto” nao eh nada valido. acho valido propor o casamento num ctg para discutirmos o assunto. mas esperar o que da especie humana? estamos todos juntos e perdidos.

  • Luís diz: 11 de setembro de 2014

    Baile funk em CTG pode ??? Isso não fere as “tradições” gaudérias ???

    Tenham paciência, a que ponto de mediocridade se chegou no RS …

    Tanta polêmica por algo tão boçal … só reforça a nossa pequenez e mediocridade !

  • Luis diz: 11 de setembro de 2014

    Um bom texto, porem com um problema, que parece não ser entendido pela grande maioria das pessoas. Eu sou gay, nasci assim (não foi escolha e é simples entender isso. Acho difícil alguém simplesmente escolher gostar da pessoa do mesmo sexo, por qualquer motivo que seja). Vi gente comentando que está na moda ser gay… não é isso, apenas “está na moda” as pessoas assumirem o que são, já que a poucos anos atrás, isso era considerado doença e altamente recriminado. Pois bem, eu concordo com a parte que fala que é um centro de TRADIÇÕES e entendi perfeitamente a opinião do Coimbra. Eu, assim como o Coimbra, não sou muito chegado nesta onda tradicionalista. Mas eu AMO o RS, mais do que a maioria das pessoas que eu conheço (mais do que muitos que estão em CTGs e acham que o único jeito de expressar amor pelo RS é usando uma bombacha e comendo churrasco). Cuido do nosso estado da melhor maneira que posso.
    O problema, ao meu ver é que como eu, este casal gay nasceu assim… e aí, elas não podem gostar das tradições só porque nasceram assim? Ah, mas as tradições blá blá blá… Bem, os frequentadores deste CTG aceitaram numa boa, tanto que mais 28 casais heteros vão casar ao lado delas. Por que isto incomoda tanto outras pessoas (que, as vezes, nem vão em CTGs) se nem conhecem/frequentam o tal local?? Talvez este CTG em específico queira que, um casal, mesmo sendo diferente da tradição, celebre sua união embaixo do teto que eles tanto gostam.
    Agora, se o tal casal não participa do CTG, não tem ligação nenhuma com este círculo, realmente não vejo porque insistir em um casamento neste local. Eu, nunca me casaria num lugar destes, simplesmente porque não tenho nada a ver com CTG.
    Em tempo, parabéns Diego pelo excelente texto. Eu concordo contigo que tradições tem que evoluir, senão se tornam ignorância. Mas, como eu quero que me respeitem, eu respeito quem quer continuar na ignorância, por mais estranho que possa parecer. Sim, é ignorância não aceitar os outros pelo que são. Se são pessoas boas, que fazem o bem, é isso que importa. Já pensou alguém querer manter a tradição de escravizar os negros? Um absurdo, mas houve um período da nossa história que isso aconteceu, e era normal, infelizmente!
    Apenas para finalizar.. li um ignorante (porque não tem outra palavra pra identificar este ser) falando que o próximo passo da sociedade é aceitar os pedófilos. O que tem a ver gays (adultos que sentem atração e resolvem se envolver) com um indivíduo que pega uma criança (que não sabe nem o que é sexualidade)?? Viram a diferença? Não? Eu explico… a diferença é que em uma relação gay, os 2 são conscientes e querem se envolver. Simples assim.
    Povo do RS, vamos nos preocupar em sermos pessoas melhores, no crescimento do nosso estado, país, mundo! Parem de se preocupar com quem o vizinho transa!

  • Julia diz: 11 de setembro de 2014

    Por que ser homossexual implica não gostar das tradições gaúchas? Por que ser gay implica agir de uma única maneira, gostar de determinados padrões? Quando as pessoas vão conseguir diferenciar relação sexual com relação social? Um homossexual não pode gostar de ficar pilchado e andar a cavalo por ser gay? Um homossexual não pode gostar de dançar uma chula por ser gay? Um homossexual deve necessariamente gostar de ser feminino, de frequentar lugares específicos como boates, e dançar como a Madonna?

  • Schroder-EUA diz: 11 de setembro de 2014

    Pior que esse texto é os comentarios preconceituosos e totalmente sem noção. Vocês estão no lado errado da Historia. O Gremio tinha a tradicao de nao permitir negros no seu Clube. Esse texto e a maioria dos comentarios não é diferente do que os mesmo teriam falado em 1952 “Não queremos negros no Gremio, não é nossa tradição”. Nossa…lendo textos de Brasileiros as vezes parece que estou viajando no tempo para o passado.

    Moro nos EUA desde 1 ano de idade e aqui nos EUA quem apoia um texto assim são os loucos da extrema direita, partido republicano. Quem mora nos EUA de verdade sabe do que eu falo.

    Schroder

  • Ednei diz: 11 de setembro de 2014

    Excelente texto, perfeito. Porque esses caras não criam sua própria instituição, um lugar próprio, inclusive para poder casar sem contraditório, aposto que os tradicionalistas não iriam querer fazer um baile ou rodeio nesse local disposto para gays.
    O melhor texto que já li aqui no clicrbs.

  • Marcio diz: 11 de setembro de 2014

    Porque essa juizinha arrogante não determina que o casamento seja em uma igreja, já que o CTG tem que derrubar paradigmas então que a igreja o faça também. Gente cada coisa no seu lugar, nada contra o casamento gay, mas tudo em seu lugar

  • renato santisti diz: 11 de setembro de 2014

    Essa juíza deve estar cheia de trabalho, deve ser garantista e da turma da rosario e marcos rolim, deve ser daquelas que vive dando liberdade a bandidos para que voltem a nos atacar uma, duas dez vezes, zombando da impunidade. No fundo quis foi aparecer na midia, talvez ela se sinta esquecida naquela distancia da capital.

  • Véio Zuza diz: 11 de setembro de 2014

    Luego vos, David…que decepção… um grande conhecedor da alma humana, como revelam teus escritos…
    Pois é a FANTASIA, homem… pensa bem, quanta fantasia deve evocar um CTG para certas pessoas…
    heheheeh

  • Wagner Pereira diz: 11 de setembro de 2014

    Concordo plenamente! Sou a favor da união homessexual, mas acredito que estejam forçando uma situação e desrespeitando o direito do próximo! Não seria mais adequada a realização em lugar mais apropriado? O direito de TODOS deve ser respeitado! A juiza poderia oferecer uma festa num outro clube, inclusive bancando uma estrutura melhor ao casal!

  • Louco Abreu diz: 11 de setembro de 2014

    Brasil, o país da piada pronta.

    Vamos discutir futebol, casamento gay em ctg, ofensas racistas em estádio de futebol….

    Enquanto isso, os nossos governantes dão risada… e os bolsos deles estão cada vez mais cheios. E você aí, cão de patrão, se matando 40hs por semana p tirar (ou tentar tirar) R$ 1000,00, pra sobrar nem R$ 10,00 no final do mês…

    Aprendam uma coisa: Antes de querer discutir quem vai comer o omelete, se preocupem em adquirir os ovos e principalmente com a galinha.

    Neste momento escândalos atrás de escândalos envolvendo os principais partidos políticos se arrastam, em relação a questão da Petrobrás, um verdadeiro “propinoduto” que pode ter sido instalado ali.

    E vocês no dia 05 de Outubro, influenciados por pesquisas políticas tendenciosas, organizadas e contratadas por apenas quem tem interesse, irão votar nos mesmos… a mesma corja que vai nos destruir. Queriam porquê queriam democracia, Diretas Já e blá blá… e agora? Estamos a beira do abismo nessas eleições, os 3 candidatos a presidente tomados como “candidatos principais” são tudo farinha do mesmo saco. PSDB é um partido de esquerda pura, é uma pseudo-direta falida. O PT que era do povo hoje é uma máquina de lavar dinheiro sem parar, perdeu a sua identidade. E a Marina? A Marina é uma incógnita… Deus ou o Diabo? Talvez…

    Quem tiver um pouco de cérebro, por favor, USE-O E PENSE EM COISAS QUE REALMENTE SÃO IMPORTANTES… 1000 comentários nessa página, em um texto bem escrito pelo Coimbra e nem 100 em questões políticas, é INCONCEBÍVEL!

  • Arlete diz: 11 de setembro de 2014

    Oi David!!!! Normalmente gosto muito dos teus textos….mas cá para nós achei meio debochado este….tu estás tirando onda com os gaúchos e suas tradições???? Tu és da onde mesmo!!!!???? Tua naturalidade é norte americana!!!????? Achei chato mesmo!!!!!!!

  • jorge souza diz: 11 de setembro de 2014

    Creio que os gaúchos de Livramento, perderam a chance de mostrar como se porta um cidadão do mundo. Já o questionamento do repórter, de fazer os casamentos no GTG, é um ato que estamos acostumados a ver. Sempre puxando para um Rio Grande do Sul inventado. Um CTG, é um lugar como outro qualquer, com boas e más pessoas, com diferença é que muitos preferem se esconder atrás de uma bombacha. Parabéns ao Patrão de Livramento.

  • Mauricio Weber diz: 11 de setembro de 2014

    Muito bom David. Ótima síntese. Deste nos dedos de todos. Tomara que o povo gaúcho saiba usar tua crônica para uma profunda reflexão.

  • Alexandre diz: 11 de setembro de 2014

    mas tem que caga a pau mesmo. Quem quiser ser gay seja a vontade, so nao tente empurrar sua orientacao sexual onde nao é aceita. Poderiam casar em qualquer outro lugar e serem felizes para sempre, mas nao, querem obrigar quem nao gosta a gostar. Vao ser infelizes eternamente….Vergonha

  • Bagual diz: 11 de setembro de 2014

    Baita texto!! O final é perfeito! Para quê procurar problemas??? É como querer jogar baralho na missa! Cada coisa no seu devido lugar! Deixem que casem e sejam felizes da maneira que acharem melhor, mas CTG não é lugar pra isso!

  • Eu diz: 11 de setembro de 2014

    David, um dia alguém tem que romper uma tradição pra sociedade mudar, foi assim por exemplo com a Reforma Protestante, com a união estável gay, o casamento civil gay, o divórcio bem antes disso etc. Seria como dizer “não toquem na tradição gaúcha machista”. Já não chega a imagem que o gaúcho tem no país de preconceituoso e bairrista, textos como esse coadunam essa característica. “Não toquem na tradição”, mas se ninguém tocar nas tradições elas nunca vão mudar e a sociedade nunca vai mudar. Ofendidos haverá muitos, afinal a maioria das pessoas sempre foi medíocre e condenou o novo, até que um dia ele se tornou normal.

  • Eu diz: 11 de setembro de 2014

    Mas vem cá, ser homossexual não é normal? Então por que não é um casamento que pode ser realizado entre os casamentos normais? Isso não é um retrocesso? A cada passo em favor da diversidade haverá pessoas contra, negros, mulheres, homossexuais etc.

  • Rodrigo Kerber diz: 11 de setembro de 2014

    Meus parabéns David. Teve muito cuidado em colocar as palavra,porém colocou com MUITA SABEDORIA.

  • Rafael diz: 11 de setembro de 2014

    Nesses tempos de desconstrução dos valores fundamentais da sociedade, nada mais perspicaz do que destruir os bastiões daquilo que ainda presta, de forma inteligente, por dentro, com modernismos alienígenas. Esse mesmo pessoal que diz “vale tudo” são os primeiros a dizer “tradição não vale”. Dois pesos e duas medidas. Pergunto à nobre meritíssima que tomou a decisão como ficam os direitos dos tradicionalistas de preservarem suas próprias tradições.

  • Carlos Luis diz: 11 de setembro de 2014

    Respeito a opinião de cada um, mas ficar se basenado dizendo que não deve, não pode, porque é tradição, não tem cabimento.
    Se é por tradição, então as mulheres deveriam voltar para a cozinha, visto que é o tradicional, a origem de tudo. Assim elas eram tratadas. Será que não devemos permitir que tudo que as mulheres conquistaram, seja usufruído?
    E quanto aos escravos? Hoje em dia as raças e religiões se misturam em um CTG e para todos é normal, e mais do que correto! Porém, lembrem-se da escravatura. Tradicionalmente, negros não eram permitidos, e hoje são. Não há porque diferenciar. Assim, se houve duas grandes e inteligentíssimas mudanças nas tradições do nosso estado, por que não efetuar mais uma mudança, e daqui a alguns anos, olharmos para trás e sentirmos orgulho daquilo que era diferente, e aceitamos, por não ser maldoso a ninguém?

  • Gilberto diz: 11 de setembro de 2014

    A juiza quer aparecer. Porque ela não efetua esta união homo-afetiva na IGREJA? Não pode né? A igreja tem suas regras e são respeitadas. Porque não fazem uma festa de umbanda num salão paroquial? Também não seria aceito pela Igreja.
    Só não entendo porque alguém iria querer casar num local totalmente cercado pela polícia para lhe dar segurança.

  • zaupa diz: 11 de setembro de 2014

    Poxa, que coisa triste, David.
    Tu usa um veículo de tamanho acesso pra perpetuar estereótipos e alimentar (só mais um pouquinho) ignorância e intolerância?

    “tanto não aceitam, que ateiam fogo”. então tu está justificando o fato? SERIO?

    o preconceito que vem embrulhado nessa ideia de “não me importo, mas cada um no seu quadrado” só é aceito por quem se usa o mesmo artifício.

    essa semana, li o Marco Feliciano condenando esse tipo de atitude “não natural”. hoje, leio tu fazer o mesmo, à tua maneira.

    que tristeza.
    aliás, só mais uma tristeza que se torna pública e envolve a insistência do gaúcho pela própria ignorância. digo, pelas TRADIÇÕES (em caixa alta, como tu tanto frisou).

    o gay está em toda parte, david. beijando em NY, Boston, aqui em Porto Alegre, até em Livramento, inclusive dançando no ctg e assando churrasco.

    entristece tanto ler esse tipo de argumento e pensar que vocês poderiam usar este veículo para aliviar a propagação do preconceito, mas fazem justamente o oposto.

    Eu não sou gay.

    Se eu quiser me casar num ctg, caso sem repressão. Devo ser uma mulher muito melhor e especial do que essas duas noivas.

    Me diz uma coisa: se elas insistirem mesmo e os gaudérios machões tacarem fogo na casa delas, tu vai escrever um texto falando que as duas deveriam ter registrado quietinhas uma união em vez de ter tentado por essa ideia “esdrúxula” em prática?

    Lamentável.

  • EMERSON diz: 11 de setembro de 2014

    PARABÉNS DAVID AS VEZES DISCORDO DE TI, MAS DESTA VEZ TE APLAUDO DE PÉ,O PROBLEMA É Q OS GAYS,LÉSBICAS QUEREM Q ALÉM DE RESPEITO,TENHAMOS Q CONCORDAR E ACEITAR TUDO COMO ELES QUEREM,NA VERDADE OS INTOLERANTES SÃO ELES…..PARABÉNS

  • Éverton Santi diz: 11 de setembro de 2014

    CTG é igual Igreja. Não concorda com os princípios, você pode fundar a sua. E nela você poderá fazer o que quiser.

  • João Santos diz: 11 de setembro de 2014

    Quem concorda com a truculência da sra. juiza e agora que o CTG pegou fogo, que ofereça a sua sala de visitas para o dito casamento. Fácil e resolvida a situação constrangedora para ambas as partes.

  • PAZ diz: 11 de setembro de 2014

    MEU DEUS DO CÉU, mas será que não entendem que o CTG, para a cerimônia em questão, É APENAS UM SALÃO???
    Santana do Livramento até deve ter outros locais, mas ele não deixa de ser APENAS UM LOCAL, NÃO-RELIGIOSO, cedido de bom grado pelo seu patrão para uma CERIMÔNIA NÃO-PAUTADA NOS VALORES GAUDÉRIOS e quejandos. Muito bem fundamentada tua crônica, mas particularmente A TRADIÇÃO NÃO JUSTIFICA INTOLERÂNCIA. É apenas UM casal homo dentre mais de 20 e tantos heteros, em uma cerimônia LAICA, mas que para não ficar restrita ao foro de cada cidade, tem o sonho desses casais de realizar uma festa em UM SALÃO sediado na comunidade em que vivem, belo ato de cidadania proporcionada por esses mutirões de casamentos coletivos.

    David, de fato, escrevestes lindamente e MUITO bem argumentado. Se não fosse jornalista diria certamente que és um advogado em defesa de algo, e da melhor estirpe. Mas concordo com o colega leitor Paulo Ricardo Rosa de Lima, palavras que aqui repito para que todos (as) LEIAM e INFORMEM-SE antes de falar tanta bobagem:

    “Apesar de bem fundamentada, discordo da opinião do colunista pois esta baseada em meias verdades. Por exemplo, não é um casamento gaudério e sim um mutirão que acontece em muitas cidades de regularizar situações de fato. Judiciário, Prefeitura, clubes e grupos sociais se envolvem nisto para propiciar a alegria de quem não tem condições de, sozinhos realizar seus sonhos. O CTG em questão não esta fazendo uma solenidade tradicional, ele está propiciando suas instalações fisicas (prédio) para um puro ato de cidadania. Dentre as dezenas de casais, existe um que é formado por duas meninas. A Juiza não esta afrontando ninguém, como parte da mídia gaudéria tenta mostrar, ela esta tentando tornar operacional um projeto coletivo (vide outras cidades) e conseguiu o espaço para o evento. Se é CTG, bailão, centro espirita, não interessa, o que vale é o espaço fisico. Ninguém esta afrontando tradições usando um espaço fisico para uma solenidade que não tem nada a ver com as “tradições” criadas por Paixão Cortes. O resto é puro MIMIMI. Portanto aconselho o articulista a mergulhar mais nos dados do fato.”

    MERGULHEM NOS DADOS DO FATO E DEPOIS FALEM!!!!!!! E o Diego lá em cima discursou muitíssimo BEM:

    “Nos últimos 15 dias, o RS foi notícia no país inteiro por duas vezes. Uma, por racismo. A outra, por homofobia. O que essas pessoas, tão zelosas pelas tradições gaúchas, estão fazendo, é ENVERGONHAR O RIO GRANDE DO SUL COM INTOLERÂNCIA, PRECONCEITO E IGNORÂNCIA, isso sim. Se querem cultivar orgulho de ser gaúcho, que seja mostrando um povo culto, educado e que sabe conviver com as diferenças. Ninguém tem orgulho de uma estupidez dessas. Vocês estão manchando o nome do Rio Grande do Sul e dos gaúchos.”

    Por favor, escreva um novo texto que leve em consideração os FATOS.

  • Luciano diz: 11 de setembro de 2014

    Uma pergunta:

    Duas pessoas gays que cultivam os costumes tradicionalistas (tomar chimarrão, ouvir músicas gaudérias, andar a cavalo, degustar um churrasco, usar vestimentas na semana farroupilha, etc) não serão bem-vindas num CTG ou em qualquer outra “instituição”, seja ela pública ou privada, simplesmente pelo fato de sua condição sexual?
    Um gay não tem direito de ser tradicionalista? De casar ou fazer o que qualquer heterossexual faria? Ou é obrigado a enrustir sua condição?
    Em que momento uma questão tão íntima como a sexualidade de uma pessoa pode causar algum tipo de provocação?
    Se um casal hetero pode casar em um CTG, um casal gay pode também.
    Quer dizer então que a “tradição gaúcha” não aceita tal condição. Isso seria a mais pura forma de preconceito contra os direitos humanos.
    E se realmente for assim terei vergonha de ser gaúcho.
    Se as moças querem casar em um CTG esse é um problema delas, assim como o fato do Coimbra morar fora do país é problema (ou solução) dele e diz respeito somente a ele.
    Acho incrível que em pleno século 21 questione-se a decisão alheia com esta forma prepotente de julgamento. É lamentável.
    Fiquei decepcionado com o texto.

  • Apolinário Barbosa Neto diz: 11 de setembro de 2014

    PERFEITO.

  • Tânia Maragerete Pasisnic diz: 11 de setembro de 2014

    PERFEITO!!!!!!!!!

  • Andrei diz: 11 de setembro de 2014

    A Massonaria não permite entrar mulheres, vcs sabiam disso? por que ninguem questiona, se todos são iguais perante a lei? Pois bem, as pessoas devem entender que o CTG é uma entidade privada com o intuito de cultuar suas tradições, esse é simplesmente o objetivo dela existir, parem com essa ideia absurda de achar que tudo deve ser feito de acordo com os “ideias coletivos”, não é assim, todos tem direito de cultuar o que querem, desde que não seja ilegal, e não é ilegal não gostar de casamento gays, ilegal é desrespeitar.

  • Joel diz: 11 de setembro de 2014

    David Coimbra está certo. Se este centro fosse mesmo um CTG podia meter-lhe um baita de um processo nesta juizinha de meia pataca, autoritária e intolerante e que, ela sim, não respeita as diferenças. Os tradicionalistas não vão a saunas gays ou a rodas de capoeira levando pilchas e exigindo que todo mundo, lá, e não dentro do CTG não fique sem camisa, ou se vista desta ou daquela maneira. Respeitam quem pensa diferente deles e não impõem nada a ninguém. A vingar a lógica da juíza, daqui a pouco ela vai obrigar as festas rave ou os festivais de roque pesado a tocarem música gospel ou sertanejo universitário, ou igrejas evangélicas a celebrarem ritos de umbanda ou de candomblé sob o singelo argumento que, assim como o tradicionalismo, o cristianismo ou o roque, também, nada tem a ver com preconceito ou discriminação. Isso é uma ignorância, das ignorâncias. Que deixa o talibã no chinelo. Mesmo que tenha sido perpetrada sob o pretexto de garantir a liberdade ou a democracia. O que faz um autoritário não é o símbolo de um partido, que ele usa na lapela, ou as palavras de ordem que pode lançar para defender seus interesses. E, sim, a forma, como ele age,seja ele o que for, filiado ao partido que for ou use a cor que for. Agora, tu imaginas se os cueras tivessem a pachorra de ainda evocar ou convocar a polícia e a justiça para impor suas tradições ou suas formas de pensar em todos os lugares e templos? Isto, sim, é que mais do que uma petulância,um desrespeito, uma afronta,uma provocação. E foi isso o que esta pseudo juíza ignorante está tentando fazer. Pior, se prevalecendo do seu cargo !

  • Antonio REis diz: 11 de setembro de 2014

    Concordo com o Sr. David Coimbra, disse tudo o que penso!

  • Júlio diz: 11 de setembro de 2014

    Essas duas querem aparecer. Por que essa insistência em casar logo num CTG ? Intolerância ? Por que não casam numa Igreja evangélica ? Não é o lugar mas elas querem. E se querem o Pastor tem que aceitar. Resido muito longe do meu Rio Grande mas admito que tens razão ao afirmar que o CTG não é o lugar para tal evento. Que procurem um outro lugar. Meus parabéns ao PATRÃO do CTG !

  • Jader diz: 11 de setembro de 2014

    Davi, essa foi a melhor opinião e o melhor texto que já escreveste em toda sua vida!!! Concordo 100%

  • Eduardo diz: 11 de setembro de 2014

    O lado ruim da tradição é a petrificação e o reducionismo da cultura. Muito difícil que dentre todos os verdadeiros gauchos, aqueles, os “gáuchos”, tropeiros peões esfarrapados, não houvesse um ou alguns homossexuais. Porque o homossexualismo é natural, está em todos os ambientes e contextos.

    Quem é o MTG para definir o que faz parte ou não da cultura gaúcha? Ainda mais hoje, onde o gauchismo não passa de estética. Onde o vivente veste a bombacha, vai no CTG curtir as tradições e volta pra casa no seu carro sedan com ar condicionado, sem nenhum contato com a natureza, sem aprender nada com a experiência dos verdadeiros gaúchos.

    Força às gurias, e que a cultura gaúcha continue se transformando para se manter viva! A tradição excessiva, aquela que se torna lei sem ser coerente com a realidade é pura morbidez.

  • Rodrigo Lopes diz: 11 de setembro de 2014

    Porque insistir em realizar um casamento gay em um ctg? É o mesmo que querer realizar um festa de umbanda dentro da igreja católica. Falta de bonsenso do casal de gay e principalmente dessa juíza.

  • Juliana Gonçalves diz: 11 de setembro de 2014

    O texto está perfeito. Um CTG não pode promover um baile funk, tampouco um casamento gay. É como fazer uma festa de gremistas num nucleo de colorados, e vice versa.
    Mais uma vez te colocastes com perfeição.

  • carlos diz: 11 de setembro de 2014

    Realmente este casamento civil coletivo incluindo os pares gays deveria ser em outro lugar público, ginásio de esportes, salão de baile…… Mas em CTG que é lugar que cultuam a macheza e muita grossura não é lugar apropriado. Mas deveriam perguntar a opinião do criador desta tradição (Paixão Cortes) que por sinal foi importada da Argentina na década de 50, qual a opinião dele sobre este assunto.

  • Rodrigo Candaten diz: 11 de setembro de 2014

    Não é necessário adicionar nada a esse texto, perfeito! Parabéns David.

  • wanz diz: 11 de setembro de 2014

    é por isso que eu sou fã do david.concordo.

  • lucas diz: 11 de setembro de 2014

    Concordo totalmente David, mas essa intervenção de autoridade jurídica acontece com muita frequência em cidades pequenas. Não a obrigação de casamento gay em local privado, isso é um absurdo, mas em questões banais que não agregam em nada no desenvolvimento da sociedade.
    Exemplo claro é aquela típica cidade de 15 mil habitantes, onde os pobres coitados não tem nada para fazer num sábado a noite e dai chega um promotor novato cheio de saúde e vontade de mostrar serviço. O que ele faz? lógico que será a proibição de adolescentes menores de 18 anos nas ruas a partir das 22 horas. e pq disso tudo? para mim não parece ser mais nada do que um grito. OLAAA POVO! ESTOU AQUI! SOU AUTORIDADE, SOU DOUTOR, ANDEM NA LINHA HEIM?

  • Mari diz: 11 de setembro de 2014

    Caro David, o CTG é um lugar para cultuar as tradições gaúchas e não um “troço” como falaste. Isso, para mim, soa como um deboche de sua parte. Mas o resto do seu texto esta perfeito. Não podem, hj em dia, enfiar goela abaixo das pessoas determinadas situações. Quem gosta, gosta; já quem não aprecia tal situação tem que ter sua opinião respeitada tb.

  • Roger Che diz: 11 de setembro de 2014

    Bom, pra criar toda essa confusão, seria essa juíza gay? Vejam bem, não estou insultando ninguém, nem dizendo que sou contra nada, nem sendo preconceituoso nada… é só uma questão que vem à mente. Pq criar uma situação desagradável a todos? Pela soberba do cargo? Juízes normalmente se acham “deuses”, podem tudo. Podem decidir entre o céu e o inferno das pessoas, pelo que lhes vem à mente. Daí surgiu um ditado que todos conhecem; “de juiz e bunda de neném pode-se esperar qualquer coisa!”
    Uma lástima, realmente, que por causa da vontade de uma Juíza, tenha acontecido isso, que vai prejudicar um monte de gente. “Centro de Tradições Gauchas”. Uma Juíza não pode mudar isso, pois lá, ela não tem poder!

  • Ricardo diz: 11 de setembro de 2014

    Esta juíza parece ser paulista. Em relação ao homossexualismo, ela parece ser gay, em seu Facebook tem o tema do homossexualismo bem destacado. Conduta estranha para uma magistrada que deveria pautar-se pela modesta. Parece pretender desmoralizar o tradicionalismo.Os desembargadores do TJRGS deveriam aplicar uma penalidade nesta, já que ela está exercendo suas funções em solo gaúcho! Ela deveria ocupar-se em julgar as causas e não ficar autopromovendo-se.

  • Pedro diz: 11 de setembro de 2014

    Concordo com o Davi, mas faço a seguinte ressalva de que, de fato, frequentar locais em que se pregue contra os direitos humanos e fundamentais dos gays é irrelevante e desnecessário e contraditório. Seria como um casal gay querer frequentar e ser respeitado DENTRO de um culto evangélico. O problema de hoje em dia é não haver lei que tão-somente criminalize atos de homofobia, em todos os locais. Assim, as igrejas terão apenas de dizer “a bíblia e nós pensamos assim…”, mas não poderão ter os ataques de ódio do Silas Malafaia e afins. Agora, na questão do CTG, NINGUÉM quis ir casar lá. Ocorre que seria realizado um casamento coletivo em Santana do Livramento e havia dois casais gays inscritos e o patrão ofereceu o CTG e, tendo esses casais, resolveu-se por continuá-lo. Ilógico seria perguntar-se: quais são os casais negros, brancos, gordos, morenos, deficientes?!! Não há imposição da juíza; há resposta ao preconceito de pessoas que, após descobrirem que existiam dois casais gays entre vários outros héteros, resolveram ter extravasar sua intolerância em nome das tradições ultrapassadas e sem prova que os CTGs cultuam.

  • Luciano diz: 11 de setembro de 2014

    Valeu David. Excelente comentário. Esta Juizinha tá querendo se promover criando polêmica. Essa história não vai terminar bem. Por que ela não obriga a Igreja Católica fazer essa união?

  • Andre Rypl diz: 11 de setembro de 2014

    Tradições se criam, David. E mudam com o tempo. A tal tradição gaúcha é um “produto” fabricado a partir dos anos 30 (e com isso não quero fazer nenhuma crítica). Fosse você falar de tradições do tipo em 1890, ninguém entenderia nada. O tal casamento em Sant’ana do Livramento será um casamento COLETIVO que inclui, se a imprensa estiver sendo factual, UM casal homossexual. Mas mesmo se fosse a proporção inversa, nenhuma ofensa às tradições se faria. Casa-se em CTGs. Nenhuma tradição determina a orientação sexual dos casais. Isso é bobagem.
    A resposta à sua pergunta: eles não PRECISAM se casar no tal CTG. Esses casais (hetero e homossexuais) QUEREM se casar no CTG. Talvez cultuem esse imaginário gauchesco. É desejo deles. É direito deles. O patrão do tal CTG concordou. A juíza concordou. Os padrinhos concordaram.
    Ou seja, se, como parece ser o caso, todos os envolvidos concordaram – e ESSA é a pergunta essencial – por que quem nada tem a ver com isso se incomoda?
    Nada está sendo imposto à sociedade, ninguém entrou na justiça e exigiu casar no tal CTG. Não há como ver nesse caso nenhuma ameaça às tradições. Quem sente suas tradições ameaçadas por esse caso deve se sentir muito inseguro a respeito do valor delas.

  • Kelin diz: 11 de setembro de 2014

    David, esse teu texto foi de extremo mau gosto. Em primeiro lugar, é um casamento comunitário, portanto o lugar não foi decidido apenas por elas, mas em conjunto com TODOS os casais. Em segundo lugar, se elas gostam da tradição gaucha, que mal tem em casarem lá? Quer dizer que um CTG receber um casamento de tradicionalista hetero pode, mas de um casal homossexual não? Em terceiro lugar, hoje em dia as pessoas casam onde QUEREM, seja na praia, no campo, na fazenda, na igreja ou em qualquer lugar, os noivos decidem e ponto, convidam seus padrinhos e amigos e somente estes estarão presentes lá. Portanto, ainda que a decisão do casamento no CTG fosse uma decisão exclusivamente delas, em comum acordo com o patrão do CTG, qual o problema?? Elas não estariam forçando ninguém a ir presenciar a cerimônia, assim como em qualquer casamento hetero, só estariam presentes os convidados que QUISESSEM ir.

  • Jonathan diz: 11 de setembro de 2014

    David Coimbra você como figura pública, e nem um pouco ignorante deveria saber que suas palavras, opinião ou não, só instigam o preconceito dessa sociedade ridícula e preconceituosa. Como disse alguém em outro comentário e a felicidade das pessoas? importa!? só leio pessoas que só ligam para o próprio rabo e cuidam da vida dos outros ainda por cima pra aparecer. Por isso que o mundo está a merda que está.

    Alguém pensou que indiferente de sexo raça etc elas sejam tradicionalista, estão felizes de poder celebrar um casamento que indiferente de religião ou não é algo que principalmente mulheres sempre esperam ter um dia.

    Muita gente preconceituosa que não tem maturidade pra lidar com o que é diferente pra elas… Procurem respeitar a felicidade dos outros que é até a felicidade de vocês vai ser melhor!

  • Antonino diz: 11 de setembro de 2014

    Baita comentário, em nome da liberdade de expressão, querem sepultar o que tem de mais bonito nesse país. Que é o amor pelas nossas origens.

  • Suzete diz: 11 de setembro de 2014

    Não sou preconceituosa, pelo contrário, mas tenho que concordar contigo. Por outro lado, acredito que o pessoal de CTGs devem também se democratizar mais e se abrir aos poucos às mudanças de nossos tempos, só assim viveremos em paz, como se vive nos EUA, Canadá, etc….Gostei da tua argumentação. Abraço Davi.

  • José Salcedo diz: 11 de setembro de 2014

    Perfeita a abordagem. Algumas decisões do judiciário tem me deixado com o cabelo em pé, pois parece que estão querendo apagar fogo com gasolina.

  • Márcio Barreto diz: 11 de setembro de 2014

    Concordo com quase tudo que disseste Davi. Só não entendi teu ranço com os tradicionalistas. Achei contraditório o final, até onde eu saiba todas as tradições são antigas “Antiquadas”, como disseste, ou não seriam tradições.

  • TGS diz: 11 de setembro de 2014

    Patética a abordagem. Ridículo o texto.
    Houve um tempo em que a tradição, no Sul dos Estados Unidos, era a segregação racial; pelo jeito, o David condenaria os negros que buscavam direitos iguais.
    Aqui é a mesma coisa: esse casal homossexual simplesmente quer ter o mesmo direito dos demais, e tem mais é que ter isso.

  • Thiago diz: 11 de setembro de 2014

    Simplesmente fantástico esse texto. Falou tudo.

  • Mauricio diz: 11 de setembro de 2014

    O texto elabora os meus pensamentos sobre este caso, e digo mais, a juiza quer se promover assim como os casais. Se analisarmos um casal hetero, realmente eles iriam se casar onde não são ”aceitos”? QUEREM MIDIA, e com isso estão afrontando a NOSSA CULTURA, cultivada com integridade e respeito e prezando pelos seus ideais.

  • Noelci da Silva diz: 11 de setembro de 2014

    Perfeito!!Concordo contigo!!Esta Juíza está se promovendo e criando mais conflitos!!O que vejo hoje, é que os que mais pedem respeito, são os que mais desrespeitam!!! Virou uma queda de braço que pode levar a muita infelicidade e desgraça!!

  • Andrea diz: 11 de setembro de 2014

    Q eu saiba, a sede do CTG foi um lugar escolhido, como um outro qqer lugar. To cansada desse preconceito idiota, contra negros, gays, gordos….

  • carlos diz: 11 de setembro de 2014

    Vamos ver se eu entendi os comentários anteriores.
    Se eu não concordo ou não aceito o “bonitinho”, “politicamente correto” e não sou tolerante à “diversidade” eu sou um monstro, atrasado, quadrado, mereço ser agredido, xingado e humilhado publicamente por ser ignorante.
    Ao passo que se concordar sou “pra frente”, evoluído, “cult”, moderno … só elogios.
    Se eu não faço parte desta minoria sou automaticamente contra ? E em não aceitando sou obrigado (goela abaixo) a aceitar ? É isso mesmo? Canetaço sobre a vida privada e o livre arbítrio ?
    Eis que então criamos o crime de opinião, ao pensar diferente da patrulha do politicamente correto incorro em crime grave.
    Então devo supor que serei obrigado a aceitar em minha casa a presença de pessoas com as quais não possuo nenhuma afinidade, não os convidei e não autorizei sua entrada, justamente para me afrontar, ou seja, perdi o direito sobre mim, minha casa, meus hábitos, minha pessoa, tudo, por meio de um canetaço em nome da ditadura dos oprimidos/ofendidos.
    Agora por canetaço Davi, tu és corintiano desde berço, serás obrigado a amar este time de são paulo e ai de ti se não souberes o hino decor. É assim que vejo o caso, imposição em uma entidade privada em aceitar algo que não lhe é peculiar, familiar.

    Pura mídia, quer colar o velcro, não tem problema faça-o como quiser, quando quiser, mas onde eu não esteja, principalmente em minha casa … seu direito de optar vai até onde começa o meu direito de não optar, ebtão essa forçada de barra me parece mais uma das desesperadas tentativas de IMPOR respeito ao passo que ele é conquistado, não imposto.

  • Marcos diz: 11 de setembro de 2014

    Taca-le pau David.

  • Adriano diz: 11 de setembro de 2014

    O CTG aceitou o casamento. A sociedade preconceituosa, homofóbica não.
    Tua opiniãozinha não contribui para outra coisa senão para encorajar atitudes como a dessa madrugada, que maculam nossa história, já marcada por acontecimentos históricos ricos em episódios similares que nos envergonham.
    Mas, não esperaria nada diferente de alguém tão pequeno, raso e pobre.
    Pena de ti, David!
    Paulo Sant’Anna tinha razão!

  • Bruno diz: 11 de setembro de 2014

    Moro em Livramento, não sou gay, sou casado e muito bem casado. Analisando friamente, acho uma besteira tão grande a hipocresia dos CTG´s, cheios de não-me-toques, regras e preconceitos, que basta ir a qualquer baile de semana farroupilha na cidade que tudo isso nao é aplicado, podes ver por exemplo gente de tenis, aos beijos (coisa poribida nos CTG´s), etc, e nada acontece, não vão te exulpsar dali.
    A questão aqui é bem simples, a juiza não obrigou o CTG a realizar o casamento coletivo, foram algumas entidades que abriram as portas para o evento. O Xepa, presidente do CTG Sentinelas do Planalto, ofereu o local, sem nenhum preconceito idiota, e a juiza aceitou, simples assim.

  • Juliana Nunes diz: 11 de setembro de 2014

    Davi, fiquei 10 horas para escrever meia duzia de palavras sobre esse assunto. O teu texto expressa tudo o que eu queria dizer. REZANDO BASTANTE PELA TUA SAÚDE, FIQUE BOM LOGO E VOLTE.

  • Marcos diz: 11 de setembro de 2014

    Márcio Barreto, é isso mesmo tradição é tradição, vem ao longo de décadas, não se muda, se preserva….. Maldita REDE GLOBO com suas novelas que quer tornar normal ser guey.

  • Cláudio M.B. Um cidadão, gaúcho e brasileiro, indignado!!! diz: 11 de setembro de 2014

    Prezado jornalista David Coimbra:
    A ideia dos homossexuais é PROVOCAR, AFRONTAR, ATÉ IMPOR, aos que pensam diferente deles e, em decorrência, só admitem a união heterossexual como natural e norma a sua visão de “normalidade” e do que é natural em sociedade!
    Não são adeptos do “vivam e deixem viver” que a sociedade já lhes concede sem discussões, nem agressões. Querem muito mais!
    Buscam, a qualquer preço, AFRONTAR AO MÁXIMO, ENFIAR GOELA ABAIXO, CRIAR FATOS, ATÉ À FORÇA SE PRECISO FOR e AINDA CONDENAR PENALMENTE, as famílias heterossexuais que são a grande maioria em nosso pais! Querem TENTAR IMPOR seu modo de pensar e de viver as suas vidas particulares.
    E AINDA QUEREM CRIMINALIZAR, VIA CONGRESSO NACIONAL, QUEM DISCORDAR OU PENSAR DIFERENTE DESTE MODO DE VIVER!
    IMAGINEM SÓ O QUE OCORRERIA DE INJUSTIÇAS!
    A SOCIEDADE VAI REAGIR – AINDA QUE DIRETORES E ATORES DECLARAMENTE HOMOSSEXUAIS- DAS NOVELAS DA “REDE” GLOBO, ASSIM INCENTIVEM! PRECONCEITO? NÃO MESMO!!!
    Preconceito, DE VERDADE, é o racismo! Aqui não tem discussão!
    No caso dos HOMOSSESSUAIS É QUE O QUE ELES TEM É FALTA DE VERGONHA NA CARA E AINDA DÃO UMA CUSPARADA NA CARA DOS CENTROS DE TRADIÇÃO GAÚCHAS E ESPECIALMENTE NA BÍBLIA SAGRADA- QUE NÃO PODE SER MUDADA- E QUE PROÍBE TAIS RELAÇÕES NO QUE CONCERNE AOS CRISTÃOS VERDADEIROS.
    RELIGIÃO É CRENÇA, É FÉ, E NÃO PODERÃO JAMAIS CRIMINALIZAR NOSSA FÉ CRISTÃ. QUER SEJA CATÓLICA OU EVANGÉLICA!
    Que se casem, se juntem aonde quiserem, mas jamais num CTG (RECONHECIDO PELO MTG, COMO TAL!) OU NUMA IGREJA CRISTÃ!
    Vão dar “tapa na cara” e ainda tentando “meter medo”e AMEAÇANDO COM PROCESSOS, em outros!
    Nos homens e mulheres heterossexuais e NAS FAMÍLIAS CRISTÃS JAMAIS!!!
    OS GAYS VÃO NOS RESPEITAR E AOS NOSSOS TEMPLOS, COSTUMES E MODO DE VIVER, TAMBÉM!
    QUEM SABE, A GENTE- NÓS HETEROSSEXUAIS CONVICTOS, NÃO NOS MOVIMENTAMOS TB, PARA CRIMINALIZAR A SODOMIA E O LESBIANISMO NO CONGRESSO NACIONAL?
    VÃO CATAR COQUINHOS,GAYS E ADEPTOS, PROVOCADORES DESCARADOS DA GRANDE FAMÍLIA BRASILEIRA!

  • Richard diz: 11 de setembro de 2014

    A economia indo ladeira abaixo e esses gays ficam criando ainda mais problemas, tirando o foco de o que realmente importa. Que vão se enxergar e se contentem com uma união estável registrada em cartório, se nenhuma religião aceita o homossexualismo então por que eles insistem em querer se casar? Um par homossexual já tem os mesmos direitos que um casal hetero, o que mais eles querem? A mídia tem que parar de dar enfoque nos gay e dar enfoque pros problemas de verdade. O Brasil tem apenas 2% da população mundial mas 11,4% dos assasinatos no mundo ocorrem no Brasil. A cada dia mais de 100 pessoas são assassinadas no nosso país. A nossa educação então nem preciso falar nada. Esses são os nossos verdadeiros problemas.

  • Max diz: 11 de setembro de 2014

    Pois eu digo que a homossexualidade tem muito mais a ver com a tradição gaúcha do que, por exemplo, o vestido de prenda que foi literalmente uma invenção dos fundadores do MTG. Mas nem vou falar sob a alegada “tradição” que os CTGs cultuam. Os CTGs são, de fato, um clube privado, mas este clube encontra-se sob a jurisdição da Constituição e não adianta dizer “aqui a Constituição não entra porque vai contra nossas tradições”. Se o CTG cede normalmente espaço para casamentos, vai ter que ceder também para casamentos gays, ou vai estar cometendo crime. Um restaurante, por exemplo, pode se recusar a atender clientes negros? Não pode. É crime. Nunca vesti uma bombacha também, David, e devo dizer que ultimamente isso tem sido motivo de muito orgulho…

  • Daniel Mallmann diz: 11 de setembro de 2014

    Parabéns Davi. Voce teve coragem de falar o que poucos gostariam de ouvir. Estão querendo empurrar goela abaixo as relações entre pessoas do mesmo sexo. Os gays se mostram inseguros com a sua preferência sexual e para mostrar o contrário resolvem provocar aqueles que pensam diferente. Mas para que? Hoje em dia as pessoas como eu, enxergam as relações homoafetivas de outra maneira. Os gays são aceitos sim, só eles que não sabem. Eles não precisam demostram que estão numa luta que aos poucos está acabando. Fazer m casamento gay num CTG é o mesmo que exigir num restaurante vegetariano uma suculenta picanha e se o dono do restaurante não servir sair gritando e ofendendo quem tiver por perto. Um CTG é uma entidade privada, um clube privado e este clube tem as suas normas e estas normas devem ser respeitadas. Nada contra os gays, até acho que são pessoas inteligentes e que estão correndo atras de um grande amor, mesmo que seja do mesmo sexo. O que se exige aqui é apenas respeito as TRADIÇÕES GAÚCHAS, não cabem discussões se as tradições estão certas ou erradas. Tradiç~es são cultivadas com o tempo e quem sabe daqui uns dez ou vinte anos se tenha CTGs apenas para Gays ou que aceitem este tipo de relacionamento, por enquanto não tem e deve ser respeitado.

  • Vanessa diz: 11 de setembro de 2014

    Olha David, a cada coisa tua que leio fico mais decepcionada… Antes de escrever um texto sobre um assunto polêmico como esse, quem sabe tu te informa uma pouco mais? Tu realmente sabia da história desse casamento? Como muitos já disseram acima, tradição é uma palavra linda, mas é preciso ponderar. Escravidão já foi tradição, mulheres não poderem votar já foi tradição, apedrejar adúlteras foi e ainda é tradição em muitos países, enfim, não está na hora de parar de olhar pro umbigo e aceitar as diferenças das pessoas? Mas não o aceitar do tipo: “Podem ser, mas longe de mim!”, ou “Tenho vários amigos gays!!! Mas não me confunda com eles!”. Quanta vergonha do RS nas últimas semanas… Sirvam nossas façanhas!

  • andre diz: 11 de setembro de 2014

    Texto bem elaborado mas simplista. Nao sou a favor do casamento gay no CTG pelos mesmos motivos… mas, o que voce esta dizendo, e que gays nao podem cultivar as tradicoes gauchas. Isso e segregacao, exclusao, e p/ se evitar segregacoes as tradicoes devem mudar e se adaptar aos tempos.

  • Marcos De Carli diz: 11 de setembro de 2014

    Concordo com a opinião de Davi como entendo que colocou fogo no CTG. O que acho que deve ser feito é não propagar tanto uma idéia estupida, junto com atitudes intolerantes.

    Mas é o que da IBOPE, não é Davi????

    Todos tentam tirar uma casquinha…

  • Nara Farias diz: 11 de setembro de 2014

    Lamentável!!!! Que decepção, David: em primeiro lugar opinar sobre um assunto que desconhece inteiramente (CTG – julga agrupamento de bombachudos, onde não se entra de tênis!!!!!). Em segundo, tbm desconhecido por ele, os CTGs são alugados há bastante tempo , para diferentes eventos, e o casamento comunitário foi um deles (ou será que imaginaram que todos os noivos e noivas estariam pilchados – explicando , vestido de gaúcho ou prenda???). Ridícula a atitude desses fanáticos que atearam fogo. Não representam , sob hipótese nenhuma, a comunidade que cultua a Tradição Gaúcha, pois isso não significa parar no tempo, e sim aceitar e sobretudo respeitar as outras pessoas.

  • Rafael diz: 11 de setembro de 2014

    Para Tiago Madureira:

    Forma sutil de ser anti-tradicionalista, não acha ? Sua “disneylandia das bombachas” propicia um lugar saudável de diversão e encontro familiar, com músicas, danças, e alegria, sem a invasão de modernismos
    perniciosos, e de hábitos com os quais nós, conservadores, não estamos identificados. Um lugar que faz as pessoas identificadas se sentirem bem. Você se engana redondamente em relação a “criação do mito tradicionalista”(o que não deixa de ser uma forma brilhante
    de desconstrução dos nossos valores, aos moldes dos desconstrutivistas que hoje corroem o meio acadêmico).

    O próprio fato de tratar isso como um “constructo mental” já entrega sua “atitude desconstrutivista”

    “Comtismo reacionário no plano geral da modernidade” e que plano seria esse, cara pálida ? O comtismo é uma das principais
    fontes históricas de desconstrutivísmo ao colocar mais de 5 mil anos de sabedoria metafísica e teológica como inferiores a deusa Razão, e sua filha mais ilustre, as ciências positivas, colocando-as em um
    pedestal superior ao metafísico e ao teológico.
    Faz parte do processo moderno de ressuscitar, da Grécia, o culto a razão acima de tudo seguindo a renassença, de onde veio a maior parte do “modernismo”.

    E “dogma da superioridade do amor sobre a razão, do negro sobre o branco, e do latino sobre o anglo-saxão”,
    Alguma referencia ? Soa como um grande mito construído. Você está substituindo o que ele foi pelo que você
    gostaria que ele tivesse sido. Pura empulhação.

    Sobre o movimento de 1947, mais empulhação…

    “São palavras de sentido oposto: tradicionalismo pressupõe algo fixo no tempo; logo, não há movimento”
    Não, não pressupõe. Pressupõe um movimento de conservar tradições. A empulhação anterior foi mais bem feita
    e sutil, essa foi bem fraquinha. Conservar exige um movimento para se manter, e não se perder, vide movimento de conservação do patrimônio histórico.Sem um movimento de conservação não existe patrimônio histórico. Depois a empulhação volta a ser sutil, reforçando o mito desconstrutivista: “É tudo
    construção.” Segue a empulhação… Num dado momento, apela para o “acuse-o do que você faz”
    “de um lado, uma expropriação da história” algo que os desconstrutivstas conhecem muito bem. Mas há algo
    interessante ao falar das outras manifestações culturais gaúchas. Apenas é ridículo assumir que uma manifestação
    tradicionalista vingou, enquanto outras foram esquecidas, “porquê alguém quis”. Se há mais pessoas em CTGs do que
    em outras manifestações, é porquê esse agradou mais do que aqueles. Simples assim.

    De forma interessante novamente, concordo que a cultura do Rio Grande do Sul é mais rica do que os aspectos
    culturais reforçados no tradicionalismo.

    “O tradicionalismo unidimensional e monotemático é um fator de inibição da criatividade e da livre manifestação de tantas culturas em um solo generoso e multitudinário”
    Não não é, apenas optou por um aspecto cultural específico.
    Porquê os defensores desse “tradicionalismo alternativo”
    não criam seus próprios centros tradicionalistas ? Certamente teríamos um Rio Grande de manifestações culturais muito
    mais ricas, que só viriam a se somar.

    Mas ai volta à sutil descontrução, chamando-o de “usina de produção de verdades.” Mas concordo que sim, oferece
    um acolhimento à pessoas identificadas com esses valores em extinção do mundo moderno, um senso de coletivo
    saudável em um mundo de individualistas onde “se a brasa é pouca, meu assado primeiro.” Satisfaz a necessidade
    humana de convívio, através de valores que fazem bem à alma. Pergunte a qualquer psicólogo.

    No último paragrafo, a empáfia que você trata um movimento que faz bem a alma humana, me faz questionar o tipo
    de ser humano que você é. Homem-multidão. E você seria o que, o super-homem de Nietzsche ? Sua associação com a Disney
    se esvai pelo fato de que o que os tradicionalistas *não querem* é mais modernismo.

    Seu artigo só reforçou minha convicção de que o desconstrutivismo está ae, e é sim uma forte ameaça aos valores
    tradicionais. A provável razão da não identificação do movimento com esses intelectuais citados é talvez a discordância
    do próprio ao culto a razão deles, entendo a razão como ferramenta, não como deusa, e com almas tão diferentes, fica
    complicado haver diálogo. Mas obrigado pelo seu artigo… Me faz pensar que o desconstrutivísmo é realmente uma grave ameaça ao tradicionalismo.

  • Evandro diz: 11 de setembro de 2014

    Perfeito comentário. Expressou muito bem o sentimento da grande maioria dos gaúchos tradicionalistas.

  • Apolo Bousfield de Carvalho diz: 11 de setembro de 2014

    Tentem realizar um casamento de culto umbandista dentro de uma igreja! É a mesma coisa! O que esta juíza está tentando provar? Precisa se autoafirmar? precisa “sair do armário”? por que a Corregedoria do Tribunal de Justiça ainda nã interveio? Uma coisa é o não preconceito e outra bem diferente é o desrespeito. Esta juíza não sabe o que é o respeito às tradições, ao símbolo máximo regional do conservadorismo sadio!

  • Marcelo diz: 11 de setembro de 2014

    David, sé para “opinar por opinar”, sem conhecer a fundo os fatos, o melhor é ficar de boca fechada.

    por Igor Natusch

    Procuro dar às pessoas o benefício da dúvida. Por isso, acreditarei que David Coimbra comete uma opinião honesta (ainda que eu discorde bastante dela) no que tange ao incêndio que atingiu o CTG onde um casal de mulheres vai oficializar sua união, em Santana do Livramento (RS). Nem vou me dar ao trabalho de contestar sua visão do tema – coisa que, creio eu, outros já fizeram com propriedade. Meu ponto é: David Coimbra está desinformado.
    O texto de David Coimbra dá a entender que casal de mulheres quer se IMPOR AO CTG – ou seja, que exigem casar no Centro de Tradições Gaúchas, afrontando o modo como as coisas funcionam por lá em nome de uma medida afirmativa. Não: a prefeitura pediu que CTG sediasse um casamento coletivo, por falta de onde pudesse celebrar a união de quase 30 casais ao mesmo tempo. Ou seja, o gesto generoso do CTG atinge DEZENAS de casais, não só as duas moças que desejam casar e que estão no meio do grupo – e não se submete à vontade exclusiva delas. David Coimbra, desinformado, trata tudo como birra de militantes.
    O desserviço de David Coimbra com seu desastrado texto sobre incêndio em CTG é imenso. Por meio dele, muita gente vai adotar uma postura contrária ao casal de mulheres – e pelo mais errado dos motivos: por terem recebido uma versão incorreta dos fatos. Eu espero que comentaristas da imprensa tenham NO MÍNIMO lido as notícias que comentam. Não é o caso de David Coimbra. Falha grave e, na minha leitura, vergonhosa para alguém com um “canhão” de tamanho alcance.

  • Apolo Bousfield de Carvalho diz: 11 de setembro de 2014

    Tentem realizar um casamento de culto umbandista dentro de uma igreja! É a mesma coisa! O que esta juíza está tentando provar? Precisa se autoafirmar? precisa “sair do armário”? por que a Corregedoria do Tribunal de Justiça ainda nã interveio? Uma coisa é o não preconceito e outra bem diferente é o desrespeito. Esta juíza não sabe o que é o respeito às tradições, ao símbolo máximo regional do conservadorismo sadio! Apolo Bousfield

  • Mariana diz: 11 de setembro de 2014

    Da próxima vez vou tentar ir a um CTG de tênis. Mas espero que não coloquem fogo nele por causa disso.

  • cesaR diz: 11 de setembro de 2014

    Perfeito ” Rei David ”
    é importante ter respeito as instituições, as pessoas e aos costumes das comunidades, quem quer ser respeitado tem que respeitar, por isso que sou a favor das leis costumeiras como na inglaterra, pois os costumes veem de longa data e é a essência de um povo. A lei escrita é geralmente imposta e embora não concordamos com ela somos obrigado a cumprir, é como tirássemos nossa liberdade de pensar.
    O bom senso deveria imperar nessa questão e o casal Gay ao meu ver deveria procurar outro local, pois não altera em nada o local do ato a ser firmado.

  • Thiago Fiorino diz: 11 de setembro de 2014

    Caro David, parece-me que você não está no RS, e talvez não saiba. Mas o local NAO foi escolhido porque queriam afrontar o nosso “tradicionalismo Arcaico Feudal”, o espaço foi escolhido pois abrigaria 17 casais, que sem condições financeiras só poderiam unir-se civilmente se isso fosse GRATUITO.
    Consta que um casal de mulheres, que a 5 anos se relacionam, souberam dessa união civil gratuita e foram informar-se, e até então ninguém havia sentido desconforto algum delas unirem-se, a não ser esses patrões enraizados de ódio machista, atrasado e MARGINAL, que não entenderam absolutamente nada do que estava acontecendo, só queriam expulsar essas duas mulheres que se amam. De acordo com a Lei elas podem unir-se em qualquer lugar, e o patrão do dito CTG não viu problema algum destas mulheres casarem-se junto com mais 17 outros casais (HETEROS). O que me choca é que seu preconceito também é velado, sua forma de raciocínio sobre os casais homoafetivos deve ser revisto e tanto você quanto muitos que são a favor da sua opinião NÃO REPRESENTAM o Livre Direito de viver sua LIBERDADE, inclusive unirem-se num CTG, que nada mais é do que um símbolo de TODOS OS GAÚCHOS, sendo eles gaudérios, tradicionalistas, heteros, negros, brancos, gays, trans, travestis, lésbicas e não gaúchos.
    Eu aplaudo o patrão, aplaudo os 17 casais heteros, aplaudo a juiza e aplaudo essas mulheres que corajosas mostram-me que TODO LUGAR É LUGAR DE OCUPAÇÃO DOS “DIFERENTES”.

  • Bárbara Almeida diz: 11 de setembro de 2014

    Eu não sabia que para ser tradicionalista não pode ser gay ou vice-versa.
    Texto absurdo!

  • Daniel diz: 11 de setembro de 2014

    Acho que devem assegurar as vidas de todas as pessoas envolvidas (algo que a juíza, que sofre de “juizite”, já o fez para si), do Patrão, e das homossexuais, pois se não, tá cheirando a um desfecho péssimo… ah, cancele esta bosta de uma vez!

  • Ismael diz: 11 de setembro de 2014

    David, excelente texto. De modo geral é isso mesmo.
    Porque a Senhora Juíza não fez essa cerimonia em uma mesquita, numa igreja, em uma sinagoga, templo budista, terreiro entre outras tantas instituições privadas que cultivam a cultura de uma sociedade?
    Será que é porque esses locais tem suas próprias regras, seus costumes, sua própria cultura?
    As pessoas que se filiam à um CTG estão disposta a respeitar essas regras, esses costumes, quem não quer não se filia.
    Se quer respeito, comecem a respeitar o próximo, pra que complicar?
    Mais uma vez, parabéns David!!

  • Lucas Reck diz: 11 de setembro de 2014

    Cara não te conheço nunca ouvi falar de ti, mas tu não sabe como tô agradecendo por ter alguém falando o que tu fala, sinceramente tu te lavo loco, perfeito o texto, pois a maioria acha que a gente não quer nem ver eles e quer matarlos, nada disso, que eles vivam a vida deles é sejam felizes, mas deixem e preservem a nossa tradição, mas na verdade quem gerou toda polêmica foi esse juíza sem nenhum pingo de tradição.

  • paulo diz: 11 de setembro de 2014

    Não consigo entender uma coisa, alguém pode me explicar por favor.
    Acabaram de botar fogo no CTG, os bombeiros apagaram o fogo, queimou tudo.
    Como vai se realizar um casamento lá, se não tem segurança. Os bombeiros vão autorizar, porque a juíza quer. Então porque em outros lugares e outras cidades, onde vários CTGs não vão poder abrir na SEMANA FARROUPILHA. E olha que lá nesses lugares só falta algumas placas de saída, o que os bombeiros das outras cidades dizem sobre os companheiros de livramento.
    Deve ser pq não existem nesses lugares outras juízas que acham q suas ideias devem serem aceitas e pronto.

  • EDUARDO JUNG diz: 11 de setembro de 2014

    Ao ler o texto, entendi que seria UM casal gay. Ao tomar conhecimento que seria uma cerimônia coletiva e “social”,onde as “instalações” seriam usadas, a história fica diferente da apresentada pelo Davi. Acho que uma boa conversa resolveria tudo !

  • Laura diz: 11 de setembro de 2014

    Perfeito o texto!
    Lamentável são os comentários massificados nos quais tudo é visto como preconceito… todos temos limites em todo e qualquer ambiente pq os gays não podem ter tb?
    CTG é tradição, se elas fossem realmente tradicionalistas deveriam respeitar isso, ninguém as impede de frequentar e participar, agora romper uma tradição pra quê? Dogmas não estão aí para serem quebrados, segue quem quer!

  • Carlos diz: 11 de setembro de 2014

    Caro David, concordo com seu argumento. Apenas gostaria de avaliar se devemos aceitar passivamente posições extremistas (homofóbicas, racistas, xenófobas, bairrismo extremado etc) só porque elas são cultuadas em um ambiente fechado e privado como um CTG. Acho que não. Creio que a posição da juíza não foi a de provocar, mas tentar introduzir um pouco de tolerância a esse povo. Talvez ela tenha errado mesmo, eles não estão preparados.

  • Migurl Rodrigues diz: 11 de setembro de 2014

    Perfeito David Coimbra,

    Gostaria de ter o dom da palavra para escrever de forma tão articulada e simples tudo o que colocastes nesse artigo.
    Concordo plenamente contigo, embora eu seja gay e apreciador da cultura Gaúcha, inclusive dos CTGs, entendo que tais tradições devam ser respeitadas, assim como eu também devo ser respeitado quanto a minha condição de vida. Enquanto Gaúcho e Gay acho que um não exclui o outro, sei me comportar de forma adequada em todo o lugar onde esteja…
    Vivo com meu companheiro já a 8 anos e se um dia decidirmos oficializar nossa união, simplesmente por uma questão burocrática e de direito o faremos dentro de um cartório, nunca num CTG, muito menos em uma Igreja, não pretendo impor minha forma de vida a quem não aceita, seja por preconceito ou por normas, tradições ou dogmas…
    Esse fato me lembra de outro ocorrido num desfile de 20 de setembro de alguns anos atrás quando um pelotense que se autodenominava “CAPITÃO GAY” insistiu em desfilar de bombachas cor de rosa com a bandeira do arco-íris, sendo literalmente corrido e açoitado a relho por integrantes das comitivas… Me questionei na época, quem está certo? Óbvio que o mais errado era o tal “CAPITÃO GAY” que não deveria estar ali mas sim em uma Parada Gay, que pra mim hoje não passa de um carnaval fora de época…

    É isso, acho que essa Juíza não passa de uma oportunista e infelizmente a cidade em que nasci, mas nunca vivi vira notícia de uma forma tão pequena, tão baixa, com algo que não acrescentará nada, apenas se transformará em mais uma piada no cenário nacional.

    Abraço,

    Miguel Rodrigues

  • Cláudia Surita diz: 11 de setembro de 2014

    Davi, sempre gostei do teu texto, mas desta vez tu arrasou. Parabéns! Uma análise perfeita da situação.

  • franciele diz: 11 de setembro de 2014
  • Nikka diz: 11 de setembro de 2014

    Excelente texto. Não adianta querer ser aceito desta forma, enfiando goela abaixo suas vontades. Tem que haver respeito mutuo, só isso.

  • Tiago diz: 11 de setembro de 2014

    Mas bah, tô aqui duvidando da minha memória…..

    Eu posso jurar que na mais recente vez que saboreei um costelão num cêtêgê aqui em Brasília, eu vestia uma bermuda e calçava tênis, enquanto fitava as formosas e torneadas pernas de uma linda prenda que, com sua minissaia, dançava alegremente com um senhor (que deveria ser seu pai)!

    E devo registrar, para alegria dos seres racionais, que nenhum ABOBADO METIDO A DITADOR teve a audácia de me repreender por não estar de acordo com algum tipo de código de conduta formulado por sei lá quem!! E nem à guria! TênquisGód!

    Um almoço alegre, com gente alegre pelo salão, confraternizando alegremente com seus conterrâneos e mais alguns muitos curiosos pela culinária e costumes de nossa gente. Enfim, um ENCONTRO MUITO VALOROSO. Para mim, esse deve ser o principal objetivo dessas instituições denominadas centros de tradições gaúchas. Servir de ponto de encontro, agregador, solidário a todos os viventes. Onde posso chegar e encontrar amigos conterrâneos, amigos não conterrâneos, amigas homoafetivas, amigos que calçam tênis, amigas que usam saias… enfim, GENTE que con-vive na sociedade. E não gente que vive dentro de conceitos estagnados, que teimam em classificar humanos em tipos, em que alguns servem e outros não.

    O contexto que citei não impede que exista, nesse recinto, demonstrações culturais daquilo que formulamos como a história de nosso povo. Só impede que alguns se coloquem no direito de tecer JULGAMENTO acerca da gauchês ou não de um sujeito a adentrar um local DE ENCONTRO por mesquinharias de indumentária ou comportamentos preestabelecidos!

    Aos patrões, deixo meu pedido:

    - Deem a chance de seus concidadãos gaúchos se encontrarem e confraternizarem, independente de suas orientações e vestimentas, dentro do espaço em que se elevam e cultivam as grandes tradições do estado do Rio Grande do Sul. Vamos ser feliz, bagualêdo! Vamos deixar todo bagual procurar sua felicidade, do jeito que entender melhor!

  • Gustavo Lucian diz: 11 de setembro de 2014

    Eu assino embaixo simplesmente fantàstico, parabéns David!

  • Beatriz diz: 11 de setembro de 2014

    David Coimbra apenas esqueceu de informar-se sobre o assunto. Não se trata de um CASAMENTO HOMOSSEXUAL e sim de um casamento COLETIVO que conta com VINTE E OITO casais HETEROSSEXUAIS e UM casal HOMOSSEXUAL, outro ponto que foi esquecido, é que em casamentos coletivos não são os casais que escolhem o local. Homossexuais não querem casar no CTG só pq sim, para afrontar, tanto isso é verdade, que caso não se recordem, esse mesmo casamento COLETIVO contaria com dois casais homossexuais, um deles desistiu pela repercussão, pois queriam apenas casar e não casar em um “palco de teatro”. O que quero dizer é que o foco da discussão não deveria ser os homossexuais querem e ponto, e sim a juíza, foi decisão dela. Talvez o nome mais justo para a reportagem fosse “A juíza que quer quebrar paradigmas”, despindo-nos de eles querem casar lá só pq sim.
    E apenas mais um ressalva ao “grande” jornalista, por favor, chamar gaúchos de GAUDÉRIO é uma OFENSA, recomendo que estude um pouco mais de história antes de escrever!

  • André Clezar diz: 11 de setembro de 2014

    PERFEITO, David!!! Quem não concordou é porque não conseguiu alcançar!

  • Luísa Collischonn diz: 11 de setembro de 2014

    É isso??
    Gays devem continuar no seu reduto gay? Caminhar dois passinhos pra cá, dois pra lá… quem sabe até três (mas cuidar bem pra não tropeçar em hetero, ainda mais do tipo “tradicional”, senão já é bagunça, né)?!
    Felizes os que nascem homens, brancos, heteros, loiros (de olhos claros, então?!)… nascem com todos os caminhos livres e ainda têm um David Coimbra pra defender seu espaço, sugerindo amigavelmente que a galera da bagunça evite estas provocações aí… Tá tudo na plena ordem aí vem um pessoal mexer no que tá dando certo, bah, aí é meio demais, né… Já não basta a mulherada ter resolvido querer sair da frente do fogão pra trabalhar na rua?? O negro atrevido ter se negado a trabalhar de graça??? Agora os gays também vão querer viver como outro ser humano qualquer?!?? Imagina quando os trans quiserem também, IMAGINA! ¬¬
    Por que esse casal gay de Santana do Livramento precisa casar-se num CTG, David Coimbra?? PORQUE CASAIS GAYS NÃO SÃO MENOS QUE QUALQUER CASAL…

  • Luciano diz: 11 de setembro de 2014

    Sr. David, não é preciso ir até os estados unidos para ver pessoas do mesmo sexo andando de mãos dadas, aqui mesmo em Porto Alegre na cidade baixa isto é normal, são pessoas normais que como qualquer outro casal tem o direito pela lei e deveria ter o respeito pelas pessoas de fazer o que todos fazem. Se o local foi num CTG , isto foi somente porque é o local maior da cidade . O mundo está crescendo e as pessoas tem que abrir suas mentes, as famílias estão diferentes e não podemos educar nossos filhos com valores tão discriminatórios.
    Uma pena esta tua avaliação sobre este assunto e acho que não vai te dar bem aí nos Estados Unidos e digo isto porque vivi aí por anos e eles estão mil anos na nossa frente.
    Os mamonas assassinas já diziam – abra sua mente, gay também é gente.
    E falando um pouco de CTG, tem um bando de dançarinos representando estes CTGs no ENART que são gays, lindos, profissionais da dança …
    Acorda mano, o mundo mudou e intolerância não dá mais.

  • veio diz: 11 de setembro de 2014

    Ótimo texto, porém, quando escreveu ” Eles estão lá no clube deles, cultuando as tradições deles, achando que o Rio Grande é o melhor lugar do mundo e que não existe homem mais homem do que o gaúcho.”, aí falou bobagem. Tava indo tão bem.

  • Alcemar diz: 11 de setembro de 2014

    Perfeito, concordo plenamente contigo, se tentarem mudar as tradições não serão mais tradições e sim inovações e não é para isto que os gaúchos se reúnem, este sr que se diz patrão deve estar querendo se promover e está aproveitando para se vingar do MTG por ter sido excluído, quer aparecer pois um patrão de CTG zela pelo “tradicionalismo” e não pelo “modernismo”, quanto à referida juíza, será que não há nada mais importante para ela se preocupar e gastar o dinheiro do contribuinte?

  • filomena carranta diz: 11 de setembro de 2014

    perfeita a materia, mas como gera polemica, e alguns nao medem esforço pra aparecer, se nao tivesse repercuçao na midia, o casamento seria realizado em qualquer lugar, acho que ja deu o que tinha de dar, NAO PASSA DE UMA GRANDE PALHAÇADA……RIDICULO….tem coisas mais interessantes como corrupçao, ladroes tentando se reeleger, outros tentando pegar a mamata, procure pesquisar na internet, pra achar candidatos ficha limpa, ou melhor façam uma listagem dos fichas sujas de todos os partidos, e com certeza uma causa mais nobre do que certas palhaçadas……

  • Jefferson diz: 11 de setembro de 2014

    Boa Noite!
    Esta situação faz parte de uma muito maior que é a imposição de uma ditadura gayzista (imposta pelo movimento LGBT) entendam que eles querem impor uma agenda e não se preocupam de verdade com os gays não engajados, fazem parte de um movimento revolucionário mundial que pretende gerar conflitos entre classes, raças, sexos e tudo mais, vivemos uma guerra cultural e não percebemos. É só se aprofundar ha vasta literatura sobre isso, mas é tido como teoria da conspiração, quando a sociedade acordar poderá ser tarde. A idéia principal é dividir a sociedade gerando conflitos e tensão internas para derrubar as instituições e implantar um governo centralizado (ditadura). Vide: Venezuela, Cuba, Bolívia, Argentina…

  • Jota diz: 11 de setembro de 2014

    Parabéns,pelo comentário. Quem idealizou esta festa num CTG, esta procurando pelo em ovo…É lógico, jamais irão permitir. O nome já diz tudo, CENTRO DE TRADIÇÕES…o que lá iria ocorrer não é TRADIÇÃO… O velho ditado,queres que eu te respeite…me respeite também…Cada um que siga a sua vida,o livre arbítrio esta ai…Muitos salões a disposição,logo um CTG…..

  • Carlos Meneses diz: 11 de setembro de 2014

    Mas esse CTG não esta vinculado ao MTG, logo ele ia ser usado como um clube no dia do casamento e se o patrão desse clube aceitou, qual o problema???? As lesbicas não são gauchas, elas nçao podem casar lá pq??

    O patrão aceitou, os familiares de todos os casais que vão aprticipar aceitaram, o que o restante tem de se importa com isso??

    RS é muito engraçado ficam se preocupando com a vida dos outros, com quem se casam, etc e depois não sabem pq é o estado onde se mais tem suicidio, pessoas drogadas, insatisfeitas….

    enquanto isso tem gente morrendo de fome, sendo assassinada e o povinho se preocupando com as lesbicas que vão se casar em um clube que nem é ctg desde 2005!!

    e viva o 20 de setembro pra demonstra o imenso “orgulho” de uma derrota

  • Tânia diz: 11 de setembro de 2014

    Que bom que as pessoas, no Brasil, ainda podem dizer o que pensam. Como sou a favor do casamento, por ser uma decisão das mais sérias na vida das pessoas, que o façam, em qualquer lugar. Até porque, depois de algum tempo casados, é indiferente ser hetero ou homossexual, pois os problemas de uma convivência a dois ou a duas são os mesmos. A rotina é que vai ditar se a união é duradoura, ou não. Parabéns a todos que resolvem casar.

  • Moacir diz: 11 de setembro de 2014

    Texto muito senso comum, David. E meio emocional demais para um jornalista que fala de um questão tão delicada.

  • Francisco Eidt diz: 11 de setembro de 2014

    Baita texto! Concordo com tudo que escreveu!!Sou quase teu fã!!

  • filomena carranta diz: 11 de setembro de 2014

    tive lendo alguns comentarios, respeito todas as opçoes sexuais, respeito todas as religioes, ideologias politicas, cores clubisticas, mas me reservo ao direito de frequentar e acompanhar ao que quiser, nao vou a campos de naturismo(NUDISMO)…nao assisto novelas(pois acho que nao acrescentam nada) mas tem gente que pensa o contrario e ai…VIVA AS DIFERENÇAS, mas respeite-as, nao e isso que esta acontecendo, estao forçando a barra…..e isto e discriminaçao….em uma via de mao dupla….

  • Alive diz: 11 de setembro de 2014

    Alo pessoal.. CTG cultiva tradições, Igrejas com suas religiões, … e assim por diante. Se continuar assim, vai ter juiz ordenando baile funk dentro da igreja … Não seria a mesma coisa ? A meu ponto de vista, isso é uma afronta da Juíza, só espero que ninguém morra por causa da atitude desta juíza..
    Excelente texto SR. DAVID..

  • Giulia diz: 11 de setembro de 2014

    Eu adoro usar decote, roupas justas, acho que deixa o corpo lindo, quando uso, não penso em provocar os homens, ou causar inveja nas mulheres, gosto porque me sinto bem, linda. Porém, o conservadorismo da sociedade, taxa as mulheres que não se vestem feito uma freira de vagabunda, vadia, periguete, e por isso, me visto de forma mais careta, evito tudo que seja justo e decotado, porque quero estudar e trabalhar em paz. Porque? Porque a gente vive na idade das pedras, com gente que acha homossexualismo é uma afronta, mulher é inferior e pobre e negro tem seu lugar. Esse mundo, essa sociedade enjoa sabe, pois eu não entendo como pode estarmos em 2014, estamos quase chegando em marte, e ainda ficamos nos preocupando com a vida alheia, com quem dorme com quem, com as escolhas de cada um . Fossemos uma sociedade avançada, estaríamos tacando fogo no congresso, no planalto, estaríamos indignados com os políticos que e roubam vergonhosamente , e transformam nosso país em um país medíocre. Quem quer casar em um ctg, quer mostrar que é igual a qualquer outro casal, só isso. A cada dia que passa sinto nojo da nossa sociedade atrasada e burra, mas não somos os únicos afinal. Mas o que lamento, é que esse pessoal que tem coragem de tacar fogo em um ctg , não tenha a mesma coragem de tacar fogo em uma prefeitura, no congresso na assembléia.

  • Gilberto diz: 11 de setembro de 2014

    PERFEITO!

  • Giovanna diz: 11 de setembro de 2014

    Lamentável, David. Pequeno e limitado o teu pensamento. Leias os comentários, reflita sobre o que escreveste, converse com as pessoas. Uma grande lástima a tua pequenez.

  • Gilson Alves diz: 11 de setembro de 2014

    Dizer que David Coimbra está correto, não é novidade pra quem acompanha seu textos. Nem por isso vou concordar com tudo, nesse caso.
    Acho que os seres humanos precisam ser respeitados em seus pensamentos e em seu direito inalienável de exercer sua vontade de acordo com a Lei.
    Fiz a mesma pergunta: Por que em um CTG? Buscando respostas, chego a uma conclusão que não me é novidade. O problema está em quem determinou o casamento GAY em um Centro de Tradições Gaúchas. Respeitem o CTG e respeitem os GAYS, simples. CTGs e GAYS não precisam estar de mãos dadas para provar que não existe preconceito, porque ele existirá sempre, de ambos os lados, sem ser unanimidade.
    Vou ao ponto que me proponho: alguns juízes chegam a Magistratura sem a vivência social necessária, peculiar dos jovens que acreditam que estando com o poder na mão, poderão mudar o rumo da história. Majestade, assuma sua condição de ser humano, tenha a humildade de reconhecer que não foi uma boa ideia e mude sua posição, em nome da paz em sua comunidade.
    Acho que os juízes não poderiam assumir seu compromisso profissional antes dos 35 anos de idade e com vivência jurídica de pelo menos 10 anos.

  • Luiz Alberto Aita diz: 11 de setembro de 2014

    Totalmente correto teu comentário David Coimbra, a juíza extrapolou seu mister ao interferir no local do casamento e o casal gay parece que faz questão de fazer sensacionalismo ao invés de fazer o casamento no lugar de costume (registro civil) que teria e tem a mesma validade para todos os fins a que se destina!!!

  • Ricardo diz: 11 de setembro de 2014

    como o David passa nos Estados Unidos, acho que anda meio por fora do que acontece realmente dentro das Entidades Filiadas ao MTG, pois já fui a festas nestes CTGs e já vi gente de tênis, de camiseta, mulheres co degotes bem amplos, fora dos padrões morais das Entidades, calças leghi, daquele jeito, musicas das mais variadas, inclusive um punk bem ao estilo carioca e todos bem a vontade, aproveitando tudo. Então deixem as pessoas serem felizes , pois se cada um cuidar do seu, as coisas vão para frente. E esses vagabundos que botaram fogo na sede, a Policia Federal tem que identificar, achá-los e fazer mofar na cadeia, pois é crime pior que racismo.

  • Torosentado diz: 11 de setembro de 2014

    Gente acho que tradições existem para serem respeitadas pois envolve a cultura e os costumes de um povo. A meu ver acho que tem alguém ai querendo chamar os holofotes para si e ter seus quinze minutos de fama!!! Sinceramente a tantos outros lugares para se fazer um casamento gay, para que forçar a barra e fazer logo em um CTG, local que qualquer pessoa sabe que cultura e tradição estão arraigadas. Triste isso acho que não precisava ter chegado a esse extremo.

  • Jessica diz: 11 de setembro de 2014

    Obrigada, Luísa Collischonn, pelo comentario que diz tudo. “Tudo bem voce ser gay, desde que nao exponha sua vida por ai”. Obrigada por me fazer acreditar que ainda existem pessoas tolerantes, mesmo que em pequeno numero, e por usar do sarcasmo para mostrar o quao absurda essa situacao realmente e’.

  • Diego diz: 11 de setembro de 2014

    Sinceramente, esse é um ponto bem complicado. De um lado, o conservadorismo, onde as tradições limitam o pensamento das pessoas. De outro, a imposição de algo quando não é bem aceito.
    Seguir tradições faz parte do povo gaúcho, porém, existem gaúchos que também são homossexuais. Eu conheço amigos que amam as tradições, cantam, dançam, exaltam e fazem disso, praticamente, um bem incontável e inesquecível. E que, sim, por esse motivo, também gostariam de casar em um local onde sempre se sentiram bem e puderam ser gays e tradicionalistas ao mesmo tempo. Então, por que não permitir isso a eles?
    As tradições não se limitam ao comportamento das pessoas… isso vai muito além. Num CTG existem inúmeras personalidades, religiões, idades, etc. A partir do momento em que eu posso ser eu mesmo em local que sempre me permitiu isso, por que eu não vou poder, num momento tão importante da minha vida, já que isso é possível, me casar nesse lugar?
    Seguir tradições… esse é o argumento de muitos. Mas, em que feriria as tradições esse casamento? A final de contas, é um casamento. Mas, é aí que afloram de fato os preconceitos. Por que fere tanto o fato de que as pessoas tem as suas particularidades e que isso não cabe a qualquer um julgar, senão, a elas próprias?
    Por-se no lugar das pessoas faz de cada um mais ser humano, o que, no final das contas, o que todo mundo é.

  • José Carlos Pereira diz: 11 de setembro de 2014

    De acordo contigo!
    Vão catar coquinho na areia movediça ou fundar o CTG = Centro Transexuais e Gays.

  • João Batista diz: 11 de setembro de 2014

    Vou comentar também, David apenas expressou sua opinião. A minha é de que muitos aqui têm razão e isso meus amigos é democracia, a razão de muitos, e quando a maior parte se revela, temos então o resultado, e isso deve ser considerado. Me manifesto após a grande parte o fazer, então levo em conta também sua opinião. No início concordei com David, até pela sua verve educada e culta. Uma pessoa de opinião relevante, um orgulho diria eu para seus pais e amigos. Eu, depois de considerar o seu veredicto, li mais algumas manifestações e tive de concordar com a seguinte: Qual o problema de se casar em um CTG. Afinal de contas é apenas um espaço público. David, se as pessoas escolhem igrejas para casar e a convenção é de que usem a roupa adequada, não acho que deva se levar em consideração que por ser num CTG, deve-se adotar suas práticas tradicionalistas. CTG não é igreja, pode ser considerado um clube, mas não igreja. Então se alguém quer casar numa igreja, é óbvio que ali deverá adotar a vestimenta comum à ocasião. Num CTG, local público, onde os tradicionalistas se reunem para celebrar seu cultivismo, poderá ser usada a vestimenta que aquelas pessoas que naquele momento o quiserem, usem-na. Tomara que tenha me feito entender. Os tradicionalistas não devem se sentir obrigados a ir no casamento gay, pois não será uma festa como a que eles tem o costume de ir. Mas aqueles que queiram usar o espaço público do CTG para sua festa, têm o direito de usar a roupa que quiserem.

  • Evandro diz: 11 de setembro de 2014

    Beleza David, é o mesmo que penso.
    Porque estas duas moças não fizeram igual ao outro casal que desistiu do casamento no CTG, por um capricho delas e amparadas por decisão judicial, querem chamar a atenção de quem? Elas estão brincando com a história e tradição de um povo, deu no que deu.

  • Russo Evandro diz: 11 de setembro de 2014

    Cara, acompanho os comentários do clicrbs faz tempo e nunca vi tantas mensagens a respeito logo após o seu post, também pudera, ótimo texto, acho que esclarece o que a maioria das pessoas pensam. Não se trata de preconceito a gays e sim querer seguir cultuando as tradições, que se especificam vestimentas, músicas, costumes de uma forma geral. Parabéns pelo seu texto. Tenho orgulho de ser heterosexual e nem por isso sou homofóbico!!

  • Louval diz: 11 de setembro de 2014

    Querem casar lá por um motivo. Impingir sua presença em local que não é bem quisto para demonstrar a tese de que são fortes, de que chegaram ao cume.

    Ora, faça me o favor, era só o que faltava mesmo.

    O que essa juizazinha bobalhona pensa que é.

    Aconteceu o esperado.

  • Anderson Soares diz: 11 de setembro de 2014

    David. Esse texto me representa. No pretinho Básico das 13 hs de hoje(11/09/2014, o âncora Alexandre Fetter que diz-se ser um cara esclarecido, colocou a todos que pensam assim como pessoas homofóbicas, preconceituosas e sem respeito. A tentativa de impor o seu pensamento me faz pensar nesse momento, Quem é preconceituoso. Se utilizar de um canhão de audiência como a Rádio Atlântida é muito fácil para tentar convencer milhões de que essa atitude é correta. Não apoio casamento gay num CTG assim como não apoiaria uma festa Tricolor no Beira-Rio, uma festa Havaiana no Scarpelli, por que isso não é pra ser uma festa, isso é para ser uma afronta, para provocar. Os Homossexuais precisam é de respeito e o respeito se conquista com educação e tamb´me com respeito. Que respeitem a cultura do CTG, que vença o amor e que esse amor possa ser vivido sem preconceitos. Mas dssa forma, só vai ganhar é repúdio. Viu-se isso na pesquisa que foi feita. Se tivessem mais 100 ligações, todas seriam contrárias.

  • Bruno Neckel diz: 11 de setembro de 2014

    Que triste ver a unanimidade de ideias cheias de preconceito.

    Como disse um que comentou, “negro ser escravo também era tradição”, felizmente essa “tradição” se foi com o tempo. Se o patrono do CTG permitiu o casamento é porque compreendeu que o CTG deve acolher a todos, e há coisas que podem sim ser mudadas sem prejudicar as tradições. Casar duas mulheres não vai “acabar” com tradição alguma.

    E o autor diz algo a meu ver perigoso, que é de forma muito sutil justificar o crime dizendo que as pessoas se sentiram insultadas. Ora, será que não sabe que gays são espancados nas ruas, porque há aqueles que se sentem “insultados” com a cena?

    Se a tradição não inclui o amor entre duas pessoas, que o próprio autor diz aprovar, não está na hora de se perguntar: qual o problema afinal de duas mulheres se casarem?

    Essa tentativa de comparação com ser vegetariano, etc, beira o ridículo. Comparar uma preferência alimentar com um direito humano básico, que é celebrar a união com a pessoa que ama???

  • Roberto da Silva Lima diz: 11 de setembro de 2014

    A melhor reportagem que já li sobre este assunto, só podia ser deste grande repórter, grande David.

  • Ana diz: 11 de setembro de 2014

    Acredito que antes de escrever qualquer artigo é necessário informar-se, esse casamento é coletivo e entre os 28 casais que celebrarão seus casamentos apenas um único casal é homossexual…. será que essas pessoas são diferentes das demais? será que essas pessoas não movimentam a economia de um país? será que pessoas com outra opção sexual deve viver em um mundo a parte na sociedade?? Meu Deus as pessoas se acham tão evoluídas …tão a frente de seu tempo…e coisas desse tipo seguem acontecendo… Eu como Gaúcha sinto-me envergonhada!!

  • Evandro diz: 11 de setembro de 2014

    Ainda bem que alguém da mídia vem e coloca o que a grande maioria da população pensa. Hoje no Brasil virou moda, tudo que é contra é discriminação, é preconceito, etc…, só que estas pessoas não respeitam a maioria, e a mídia para ficar de boazinha com este tipo de gente, preconceitua e discrimina a grande maioria que também quer ser respeitada, quando não concordamos com uma situação igual a esta, não quer dizer que somos preconceituosos, mas também queremos que os nossos direitos sejam respeitados, é uma coisa que eu levo para a minha vida e deu meus familiares, respeite pra ser respeitado.

  • Alvarez Silveira diz: 11 de setembro de 2014

    Caro David:
    você fez uma abordagem perfeita, concordo plenamente com o exposto em seu comentário, sugiro até que eles comessem a construir centros da Diversidade para fazer casamentos e outros eventos de natureza privada, só para cultuar a Diversidade num recinto especifico, lá teriam regras próprias para disciplinar a associação de convivência coletiva. Abraços

  • Bruno Neckel diz: 11 de setembro de 2014

    Evandro, onde que a “maioria é desrespeitada”? Por acaso conhece algum casal hetero que foi proibido de casar? Tem algum incêndio que aconteceu por causa de casamento hétero, que eu não estou sabendo?

  • Alline diz: 11 de setembro de 2014

    Pois bem, primeiramente eu acho a seguinte comparação descabível: ” Casamentos homossexuais não fazem parte das tradições deles. Nem usar tênis. Nem cantar samba. Nem ser vegetariano.” Seria como somar bananas com maças, não dá, são coisas totalmente diferentes.
    Outra coisa, quando o David menciona várias vezes o fato de isso ir contra a tradição gaúcha: Devo presumir, então, que nossa sociedade também tinha uma tradição de ter escravos negros, mulheres serem totalmente submissas, pobre nascer pobre e morrer pobre e que foi/está sendo uma AFRONTA tentar mudar esse quadro (porque rompemos com a tradição de séculos e séculos).
    Não tinha me aprofundado no caso, mas pesquisei e vi que esse casal homossexual já frequentava o CTG antes mesmo de se conhecerem, o que responde à pergunta do David (Por que esse casal gay de Santana do Livramento PRECISA casar-se num CTG?). Acho que elas foram ousadas(e corajosas) em sua escolha, porque poderiam simplesmente aceitar que, por mais que elas desejassem casar-se ali, aquele lugar “não era pra elas”(assim como existem cargos de chefia que “não são pra mulheres” e lugares que “não são para negros” etc etc). Mas não, ENFRENTARAM (e não, como na opinião do David, “AFRONTARAM”) a sociedade como um todo e não apenas a gauderiada do CTG. Sociedade essa que, se não fosse tão conservadora (“tradicional”), uma notícia de casamento gay, seja onde for, não seria motivos de alarde, não seria notícia na Zero Hora.

  • Izadora diz: 11 de setembro de 2014

    Gays não podem ser tradicionalistas?
    Quem tem AIDS não pode fazer sexo?
    Quem é gremista não pode entrar no Beira Rio?
    Se nas ruas de NY mulheres ou homens podem andar de mãos dadas com quem quer que seja, no Brasil eles estão sendo espancados cada dia mais frequentemente por posicionamentos como os que estabelece em teu texto.

  • Daniel diz: 11 de setembro de 2014

    David, com todo o respeito, não seja ingênuo. Esse casal PRECISA se casar nesse CTG por que esse ato (e outros semelhantes, de afronta) faz parte de uma AGENDA política, que não tem nenhum compromisso em defender de fato as minorias e suas causas, mas USÁ-LAS politicamente. O objetivo é causar confusão mesmo, constrangimento, perseguições, e depois de alcançados os objetivos dos mentores desta agenda, irão descartar todos estes que julgam inocentemente que estão sendo defendidos. É uma tática muito velha, Napoleão já dizia “dividir para conquistar”. É isso que eles querem, ao invés de encontrar um meio termo e uma boa convivência entre os diferentes estilos de vida, querem dividir nosso povo. Segregar. A velha luta de classes marxista, modernizada porém ainda arcaica e destruidora.

  • Mariana schorn diz: 11 de setembro de 2014

    Deixas transparecer bem tua posição quando dizes:”não sou contra o casamento gay, MAS…”. Não tem nada de “mas”!! Tão comum escutar isso entre pessoas que toleram preconceito. Para melhor informação: a juíza não determinou que a celebração se desse no CTG. Foi o seu patrono que ofereceu o local, como um bom representante de um centro de cultura (sim, tradição também é cultura). Se o local celebraria casamentos, que legal que não estavam fazendo distinções quanto às escolhas sexuais dos casais que se casariam. Que ato de humanidade do patrono do CTG, e do pessoal que tava com ele.m
    Essa coisa de que tradição é conservação eterna de um modo de pensar é a coisa mais reacionária que existe. Quanta inflexibilidade! Quem disse que se quer mudar tradição gaúcha? Não precisa ir tão longe para justificar a sua tolerância com preconceito. O incêndio foi criminoso! Não tentes arranjar desculpas!

  • Marcelo Abreu diz: 11 de setembro de 2014

    Aos que insistem em dizer que os CTGs são preconceituosos, pergunto: qual a indumentária típica gaúcha? Qual o tipo de música típica gaúcha? Qual o tipo de comida típica gaúcha? Esses centros foram, pura e simplesmente, fundados com esta finalidade: preservar as TRADIÇÕES gaúchas. Eles não odeiam funk, não odeiam tênis, não odeiam gays, não odeiam outras religiões, credos ou times de futebol. Eles somente preservam suas tradições. Só isso. Por que afrontar esses centros? Essa é a pergunta do David… Texto perfeito!!!

  • Alisson diz: 11 de setembro de 2014

    Tchê, perfeito teu texto.
    Insana a Juíza que, daqui um tempo vai embora de Livramento e a população ficará marcada como preconcentuosa.
    CTG, independente de tu usar ou não bombacha, é o que tu falou, o lugar onde os gaúchos chamam braZileiros de vizinhos… (O Rio Grande é meu país!)

  • Jaqueline diz: 11 de setembro de 2014

    Que texto mais retrógrado. Lamentável uma pessoa que ajuda a formar opiniões contribua a perpetuar ideias como: “sempre foi assim e tem que continuar sendo…” Por pensamentos assim que o mundo evolui tão pouco e a passos tão lentos!!!

  • Jefferson diz: 12 de setembro de 2014

    Será que não leram reportagem da própria ZH???? Serão 29 casais, sendo 28 Hetero, e apenas 1 homoafetivo……Outra coisa, o local em questão pelo noticiado pela própria RBS não é vinculado ou MTG….ou seja, tem suas escolhas…. leia antes o veículo que você trabalha!

  • Everlei diz: 12 de setembro de 2014

    Simplesmente David Coimbra pelo fato que era um casamento coletivo, onde dentre dezenas de casais Héteros, havia um casal de lésbicas, o fato é que Casamentos comunitários acontecem para evitar custos e promover cidadania a quem muitas vezes não possui recursos para custear os papéis, sendo assim, eu pergunto porque não ??? Deveriam elas únicas serem segregadas do Grupo por serem lésbicas e pelo fato do CTG ser um espaço de cultuar “tradições”. Com todo respeito aos CTGs e as tradições, mas um casamento comunitário de dezenas de casais héteros e um casal lésbico, não seria o problema a por fim as “tradições”.

  • Luiz Severo diz: 12 de setembro de 2014

    Texto duplamente preconceituoso!

  • Daniel diz: 12 de setembro de 2014

    hoje uma juiza obriga uma instituição particular a fazer uma coisa que ela não concorda, AMANHÃ UMA JUIZA MANDA você dar estadia a quem você não conhece, amanhã vão obrigar a igreja a fazer um casamento gay e por aí vai, todos tem direitos, agora fazer alguns valerem mais do que os outros está errado,se os gay querem casar em igreja ctg que eles proprios criem seus estabelecimentos , suas tradições, suas igrejas, querem ser gay que sejam, mas parem com esta mania de obrigar as pessoas aceitarem o que elas não querem, eu não aceito tudo, mas posso conviver com as diferenças, o que não posso é aceitar receber alguém na minha casa na qual eu não gosto, mais inadimissivel é ser obrigado por um juiz ou coisa parecida a fazer o que não quero, isto é uma ditadura, onde está a intolerância em mim ou nos gays que querem obrigar as pessoas aceitar tudo que elas desejam?

  • Raquel diz: 12 de setembro de 2014

    Certissímo sua colocação David, mas ultimamente a falta de noção e respeito a tudo e todos impera, uma total falta de educação.

  • Juliano Maciel Prietsch diz: 12 de setembro de 2014

    Boa Noite
    Perfeito Davi..finalmente alguém com coragem para mostrar que nem tudo pode. Por que se casar bem na semana Farroupilha e não no mês das Noivas…
    Isso mesmo é Centro de Tradições Gaucha.Para cultuar a historia do Rio Grande e não baderna…

  • GEF diz: 12 de setembro de 2014

    Bravo!

  • PAULO PORTO diz: 12 de setembro de 2014

    Beleza David, fica em nova iorque, anda de mãos dadas com o teu companheiro, seja muito feliz com ele e para de falar mal dos gaúchos.

  • Marcela diz: 12 de setembro de 2014

    Oi David, tudo bom? Tenho 17 anos, amo viagens e estou prestes a fazer o vestibular… Gosto muito do seu trabalho e estava pensando em cursar jornalismo, porém estou em dúvida! Vc poderia me contatar por e-mail? Gostaria de saber mais sobre a profissão!

  • Gabriel diz: 12 de setembro de 2014

    comecemos do começo:
    também não entendo a vontade de casar em um ambiente tão hostil, mas isso não é problema meu, é delas.
    porém, um CTG não pode impedir entrada ou mesmo a realização de eventos dentro de seus portões por motivos de raça, credo, orientação sexual, sexo, etnia… por dois motivos bem claros e que se completam.
    o primeiro é: negar isso com base nesses quesitos é discriminação, e crime.
    o segundo: CTG não é religião. religiões, por causa das leis da liberdade de religião, coloca religiões fora das leis, praticamente.
    se eu quero fazer um evento em um CTG, ou qualquer outro local, e cumpro com as suas exigências (não sendo elas discriminatórias), o local não pode negar atendimento.

    é importante lembrar que as tradições não podem ser imutáveis. não é isso que significa tradição. se eu quiser criar um ambiente tradicionalista que, com base em tradição, não aceite realizar casamentos inter-raciais. e seria um absurdo. imaginem um clube de futebol que, presando pelas suas tradições, negue a entrada de negros nos estádios e não contratem jogadores negros. o mesmo relativismo de “elas podem se casar em outro lugar” vale, pois os jogadores poderiam jogar em outros clubes e os torcedores teriam outras opções de clubes. mas duvido que o caro blogueiro tivesse posição parecida sobre algo desse tipo.

    a ideia de realizar um casamento CIVIL (que nada tem a ver com o religioso) entre duas pessoas do mesmo sexo em um CTG é para servir de marco, abrindo as portas para o fim da intolerância.

    e é importante ressaltar que casamento civil e união civil são coisas bem distintas. a união civil não dá direitos sobre adoção, herança, guarda de filhos, entre outros. por isso é importante, caso alguém ainda não entenda, que o direito ao casamento CIVIL seja algo para todos, e não só para os que seguem as regras cristãs

  • marli diz: 12 de setembro de 2014

    concordo com o David ele me representa sim com tudo que diz no seu texto. E acho que essa Juíza procurava e conseguiu seu momento de fama.

  • Patrick Silvestre diz: 12 de setembro de 2014

    Na minha opinião, esse texto foi homofóbico (em parte), pois ele diz que “CTG é coisa de gaúcho”, mas igreja não? Cartório não? E lá também são realizados casamentos gays, controvérsia aí.
    Questionamentos, opiniões, sempre vão existir, e é bom isso, porque pessoas inteligentes se relacionam dessa maneira, o que não pode é usar de um fato polêmico para gerar mais polêmica como fizeram lá. Ninguém impõe nada ao diferente, assim, do nada.
    Anarquismo não leva a nada, aliás, leva sim, à mortes.

  • Jari Carvalho diz: 12 de setembro de 2014

    Parabéns David..texto irretocável, que expressa/respresenta minha opinião sobre o assunto, honraste o IAPI, onde nos criamos, com essa clareza…

  • jrv diz: 12 de setembro de 2014

    Então quer dizer que homossexuais podem fazer o que quiserem somente por serem gays eu acho que tenque ter respeito de ambos os lados ,o problema é que vc não pode mais ter opinião contra homossexuais que vc está sendo preconceituoso ou homofóbico não sou contra homossexuais mais que tem alguns abusados isso tem,pra que fazer casamento em ctg não é lugar pra isso ctg e lugar de gaúcho celebrar suas tradições e isso não é uma tradição de ctgs não podemos misturas as coisas vai dar peleia na certa.

  • Israel Douglas diz: 12 de setembro de 2014

    Entao eu vos pergunto meus amigos: isso significa que eu posso entrar em suas casas e cagar em seus banheiros sem o vosso consetimento? O CTG nada mais é do que um clube, onde pessoas se reunem e sao aceitas conforme a sua indole. Dos que eu conheço, dificilmente voce vai encontrar marginais em seus abrigos! Sera que nao podemos mais estar em lugares comuns, rodeada de gente que gostamos e respeitamos? Isso é mesmo liberdade? Um CTG nao é uma praça publica, que nao tem dono! Se a maioria decide colocar uma placa na porta dizendo: proibida a entrada usando tenis, nem o presidente da Republica tem o direito de fazer! Nao distorçam as coisas. Dessa vez a tal homofobia foi ao contrario.

  • MIguel diz: 12 de setembro de 2014

    Davi: muitos já te deram parabéns, mais nãp poderia deixar de também o fazer!
    Muito bom texto, hoje devido a ditadura da minoria, que é muito unida e tem um número considerável de representantes no meio político, que aprovam leis as escuras sem consulta da população e que depois disso, tudo é “crime” não temos mais o DIREITO, de dizer que não gostamos de alguma coisa, por que somos homofóbicos, sendo que na maioria dos casos os homosexuais são discretos, apenas uma minoria que quer impor seu costume acima do que é “aceitável”.

  • Francisco Moretto diz: 12 de setembro de 2014

    O Carlos disse:

    “Pura mídia, quer colar o velcro, não tem problema faça-o como quiser, quando quiser, mas onde eu não esteja, principalmente em minha casa … seu direito de optar vai até onde começa o meu direito de não optar, ”

    Só pergunto: tu vai nesse casamento? E caso vá, elas vão transar durante esse casamento? Não. Então te fecha aí, tchê.

    E outra:
    “ebtão essa forçada de barra me parece mais uma das desesperadas tentativas de IMPOR respeito ao passo que ele é conquistado, não imposto.”

    Diz aí como é que se conquista respeito vivendo entre pessoas como tu, já que elas não estão fazendo nada de ilegal, e mesmo assim tu fica incomodado. Com essas mentes tacanhas, ou se impõe ou não se conquista nunca. Simples assim.

  • Edison diz: 12 de setembro de 2014

    Finalmente alguém da impressa com coragem de falar sinceramente sobre isso, todos na impressa agora tem medo de expressar sua opinião sobre esses assuntos.

  • Claudionir Luis da Costa diz: 12 de setembro de 2014

    Respeito a inteligência do Sr. David Coimbra, embora concorde com parte do que diz no tocante que CTG não é lugar para este tipo de CERIMÔNIA. Como GAÚCHO e TRADICIONALISTA devo alertá-lo para que antes de tecer qualquer comentário sobre o TRADICIONALISMO deveria se procurar conhecer melhor o MOVIMENTO TRADICIONALISTA GAÚCHO, assim não escreveria as ASNEIRAS que escreveu nos chamando de XENÓFOBOS, MACHISTAS etc. Respeitamos a minorias e principalmente não impomos nossa filosofia a ninguém, ao contrário as pessoas procuram os CTGs extemporaneamente, se amamos o RIO GRANDE do SUL e este passado que o senhor diz “não existir” é de nossa alçada, acredito que ninguém foi lhe procurar no intuito de lhe convencer a ser um TRADICIONALISTA ou mesmo tentar impor este TRADICIONALISMO em outro CLUBES como estão fazendo com a imposição do tal casamento GAY neste CTG que aliás nem deveria ser assim chamado uma vez que não respeita as normas e NOSSA CARTA DE PRINCÍPIOS ( aliás recomendo-lhe que a leia), não sei se este comentário chegará a seu conhecimento, mas para devido a sua IGNORÂNCIA quanto ao MTG sugiro que se informe melhor antes de tecer determinados comentários, como deve ser feito por qualquer pessoa que seja um formador de opinião como o SENHOR.

  • GUILHERME VIEIRA diz: 12 de setembro de 2014

    Mais do que concordo David Coimbra, seria o mesmo que dançar funk em uma igreja. Isso é um afronte a uma tradição, temos que respeitar os gays, assim como temos que respeitar os católicos, os evangélicos, as culturas indígenas, a cultura gaúcha, etc…

    Só tem uma explicação: uma juíza tentando aparecer.

  • JOAO BATISTA diz: 12 de setembro de 2014

    Caro Theo Cruz, o teu comentário foi completamente fora da casinha, mas defendo o teu direito de tê-lo. A contrário do que vc. pensa, é um direito CONSTITUCIONAL o direito de ter um pensamento/opinião, seja ele qual for, só não posso é querer forçar que outras pessoas pensem da mesma forma, isto é crime/delito. Se vc é a favor do casamento gay, não concordo, mas você tem o direito de ter esta opinião. Eu sou contra e tenho o direito de pensar assim. ponto. A pessoa pode ser racista? Penso que pode, É UM DIREITO DELA. Ela tem o direito de prejudicar alguém sendo racista? NÃO PODE. ponto. Outra coisa: agora resolveram achincalhar os CTG’s, as tradições, como se fosse errado isto. Qual a tradição errada dos CTG’s? Eu, por exemplo, detesto Carnaval. Todos os anos tem Carnaval, é uma TRADIÇÃO. E eu tenho de respeitar quem gosta. Por favor, respeitem quem gosta de CTG, SÓ ISSO. FUI

  • Marlon diz: 12 de setembro de 2014

    Essa juiza é sem noçao esta afrontando a populacao ao inves de defender os interesses da mesma, juiza como essa é o que o Brasil nao precisa.

  • Thamires diz: 12 de setembro de 2014

    Lembro que a pouco tempo li em algum lugar a seguinte frase:
    - Nada contra os gays, mas…
    E logo após esse “mas”, um monte de lixo intolerante e, porque não dizer, homofóbico.
    Nunca tive nenhum tipo de periodicidade em qualquer CTG de minha cidade, mas entendo que sim é um local de tradições e que sim essas tradições devem ser respeitadas.
    Uma das coisas que eu não entende é o grande problema de um casal gay(ou lésbico), que talvez professe amor pela cultura gaúcha, desejar casar-se em um CTG.
    Não acredito que a sugestão que se faz aqui é que devem existir “lugares específicos” onde os casais homossexuais possam declarar seu amor e união sem ofender a sociedade em geral.
    Essa separação do Joãozinho da Mariazinha acontecia a alguns anos atrás, em uma situação diferente, mas não menos assustadora e isso denominou-se Apharteid.
    Podem me chamar de sensacionalista ou ignorante, mas não consigo entender a diferença. Existem lugares onde os seres humanos, CIDADÃOS, que tem o direito de ir e vir como qualquer outro membro da sociedade, não possam frequentar?
    Quem são essas pessoas que atearam fogo no CTG? Os mesmos machos declarados que espancam seus filhos gays ou lésbicas, que os expulsam de casa? Os mesmo senhores e senhoras que até hoje vêm ditando padrões para a sociedade, induzindo frustrações e medos, levando várias pessoas a se esconderem por trás de longos vestidos de prenda ou bombachas largas.
    Sinceramente, não entendo como alguém que escreve a tanto tempo, possa ainda cometer esses erros ridículos de julgamento.

    Só preciso comentar mais uma coisa. Não assino embaixo e você não me representa.

  • João Batista diz: 12 de setembro de 2014

    Bom para finalizar, se mais alguém aparecer por aqui ou o próprio David dar uma passadinha, digo, que triste David, num momento tão delicado, precisavas pensar um pouco mais, as meninas apenas usaram o direito de participar de um evento coletivo, talvez nem estivessem realmente conscientes do que estava em jogo, e vieste com a mais pura veia gaúcha, ou seja, vou contentar os macanudos de plantão, mas sem deixar de dizer a eles o que penso deles. Espero que a opinião das pessoas que privilegiaram a vida e não a tradição te inspire nos próximos embates.

  • Luís diz: 12 de setembro de 2014

    Que tradicionalismo é esse, tão cultuado pelos bombachudos gaudérios, que permite baile funk em CTG ???

  • Shá Konrath diz: 12 de setembro de 2014

    O autor está justificando o ato de quem colocou fogo no CTG pela tradição que, supostamente, os fulanos teriam. Não faz sentido. Os caras podem estar nem aí pra tradição e simplesmente serem contra os gays, contra o casamento gay. E aí foram lá e tacaram fogo. Fariam o mesmo em uma igreja, em um salão de comunidade, etc. E tem mais: como ele mesmo disse, devem existir muitos homossexuais em CTG’s, dançando nas invernadas, usando vestidos, botas e bombachas. E por que eles não poderiam querer se casar dentro de um lugar em que gostam de estar? Não é o caso, mas e se fosse um casal gay que frequenta o CTG? E se quisessem se casar pilchados? Não acho que seja questão de tradição, mas de preconceito, apenas. Convivi muito com gaudérios dos mais tradicionalistas e nunca ouvi uma palavra de preconceito, um xingamento ofensivo, nada. E falo de gente do interior! E, só pra finalizar, cantamos sertanejo e outros estilos dentro de um CTG, usamos tênis, eu recusei a carne por ser vegetariana. E não houve fogo.

  • Graça Martini diz: 12 de setembro de 2014

    Credo David, que coisa mais preconceituosa.
    Quer dizer que se tu é gay, não pode ser gaúcho?
    Se é gay não pode gostar e querer seguir as tradições gaúchas?
    E se é gaúcho e optar por ser gay tem que esquecer tudo aquilo que viveu, conviveu e amou desde pequeno… porque uma minoria preconceituosa acha que a sua verdade única e absoluta é o que importa e chama isso de tradição?

    Como ditou uma amiga minha:
    Onde está escrito que a cultura gaúcha homofóbica e preconceituosa (pq quem não aceita as diferenças se torna preconceituoso)???
    Enfim, LIBERDADE, IGUALDADE e HUMANIDADE foram banidos do RS???

    É eu sou a favor de que quem não tem o que falar…deveria ficar quieto… perdeste tua oportunidade!

    Ah e se tenho uma certeza nesta vida é que se o MUNDO ESTA CHEIO DE CONFLITOS… é justamente porque existem pessoas com esse mesmo pensamento que tu nos contemplou hoje.

    Fica uma dica: Ama ao teu próximo como a ti mesmo. Te coloca sempre no lugar do outro… tenho certeza que isso evitará mtos conflitos, muitas injustiças e muito choro!!! Atrai sorrisos, felicidade e igualdade.

  • Fábio I. Pinotti diz: 12 de setembro de 2014

    Perfeito o texto, sou da mesma opinião, impressiona a ênfase que autoridades estão dando a estes fatos, parece que o objetivo é criar polêmicas, promover a discórdia entre seres humanos, como se não houvesse problemas maiores para se preocupar.

  • rodrigo diz: 12 de setembro de 2014

    Pelo 2014 e as pessoas se preocupando com o sexo das outras.

    Elas querem casar no CTG pq gostam das coisas gaúchas.
    Muitas pessoas que não são do RS gostam.. qual o problema?

  • Junior Kasper diz: 12 de setembro de 2014

    Caso alguém não saiba o signifcado da palavra TRADIÇÃO

    Sábias Palavras David Coimbra
    tradição

    [Do lat. traditione, por via erudita.]
    Substantivo feminino.
    1.Ato de transmitir ou entregar.
    2.Transmissão oral de lendas, fatos, etc., de idade em idade, geração em geração.
    3.Transmissão de valores espirituais através de gerações.
    4.Conhecimento ou prática resultante de transmissão oral ou de hábitos inveterados.
    5.Recordação, memória.
    6.E. Ling. O conjunto dos testemunhos [v. testemunho (5)], conservados ou desaparecidos, em que se materializou um texto ao longo do tempo. [Cf., nesta acepç., transmissão (6).]

  • Suzanne Bammann diz: 12 de setembro de 2014

    Parabéns pela coluna de hoje!

  • Robervan Ferreira Andreolla diz: 12 de setembro de 2014

    Sou totalmente contra casamento entre pessoas do mesmo sexo. Isso não é preconceito. É meu ponto de vista. Porém respeito quem tem essa opção sexual e de vida. Mesmo eu sendo taxado de preconceituoso, não acho preconceito ou condeno uma casal homossexual que ache loucura eu me casar com uma Mulher. Como escreveu o David, um CTG é um local para se cultuar tradições. E tradições gaúchas não comportam tênis, samba ou casamento entre pessoas do mesmo sexo. Pouco me importa se outros achem que “culturas e tradições sofrem mudanças.” Na minha concepção e de milhares de Gaúchos não.
    Quando ainda estava na faculdade, havia alguns amigos que eram contra a utilização de terno e formalidades que o Direito tem. Ficava pensando: uma cultura de séculos, alguns querem mudar porque acham que terno etc e tal é coisa fora dos padrões de hoje. Não é! Cultura se perpetua. Pode sofrer alterações? Até pode. Porém casamento gay dentro de um CTG, isso não será aceitável aqui nem na lua. Duas pessoas do mesmo sexo podem casar? Podem. Se acham que isso é amor, maravilha. Casem e sejam felizes. Mas não queiram mudar uma cultura de séculos através de um ato de afrontamento para milhares de pessoas que não pensam e não praticam aquilo que alguns pensam e praticam como sendo algo aceitável (uma forma de obrigação) para todos. Att.

  • Yan diz: 12 de setembro de 2014

    Concordo totalmente com a opinião do David Coimbra. Todos nós temos amigos, conhecidos ou vimos pessoas homossexuais, mas não a descriminamos. Estamos envolvidos com a modernidade, onde tudo hoje em dia está liberado, coisa que antigamente não era. O CTG é algo dessa era antiga, onde viviam a base de churrasco, chimarrão e bombacha, onde mantinham a tradição de seus antepassados.
    Todos vivem neste Estado que um dia foi assim, mas não cultivam os costumes da era passada, mas há de convir de que temos pessoas que se importam com as tradições desta terra, que mantém os CTGs em pé para que possam desfrutar e viver, pelo menos um pouco, do que os nossos antigos puderam.
    Deviam é respeitar esses atos, não repreender por não aceitarem. Eles querem somente manter seus ideais dentro de suas confraternizações, de seus âmbitos feitos somente para manter seus costumes tradicionalistas.
    Cada um com sua escolha sexual, mas cada com sua escolha costumeira. Cada um em seu canto. Cada um tendo um ponto de vista. Cada um tendo ESCOLHAS. Querem que não haja repugna contra atos gays, nós os aceitamos, mas não forcem eles para casamentos dentro de nossos centros de tradições, onde não há esse tipo de situação.

    SOU COMPLETAMENTE A FAVOR DE NÃO EXISTIR CASAMENTO GAY DENTRO DE UM CTG, POIS TEMOS TRADIÇÃO, ESTA QUE NEM TODOS PROCURAM, MAS OS QUE SEGUEM A RESPEITAM, E SE ORGULHAM DISSO.
    MAIS RESPEITO ENTRE TODOS, PARA QUE, ASSIM, HAJA UM BOM CONVÍVIO ENTRE TODAS AS ETNIAS, ESCOLHAS SEXUAIS, RELIGIÕES, ETC.

    O RIO GRANDE DO SUL É ASSIM, É TRADICIONAL, É À MODA ANTIGA, TEM SEUS CTGs, ENTÃO NÃO TIREM DE NÓS A NOSSA MANEIRA DE LEMBRAR NOSSOS COSTUMES.

  • carlo diz: 12 de setembro de 2014

    David, seu texto foi muito explicativo, ate os dois últimos parágrafos, onde a meu ver se você não tivesse escrito teria se saído melhor. Pelo que escreveste você é um guacho so de dentro de Porto Alegre, ande pelo Estado e veras que não deveria ter escrito seus últimos dois parágrafos, pois de um cara culto passou a ignorante.

  • Raquel Roza diz: 12 de setembro de 2014

    Este texto me representa, muito bom, concordo.

  • Machiavellirs diz: 12 de setembro de 2014

    TRADIÇÕES, PRECONCEITOS E OUTROS QUETAIS

    Na Bíblia, em Mateus 12-15, está escrito o seguinte episódio: “Jesus entrou no templo e expulsou dali todos aqueles que se entregavam ao comércio. Derrubou as mesas dos cambistas e os bancos dos negociantes de pombas e disse-lhes: ‘Está escrito: Minha casa é uma casa de oração, mas vós fizestes dela uma caverna de ladrões’!
    Os cegos e os coxos vieram a ele no templo e ele os curou, com grande indignação dos príncipes dos sacerdotes e dos escribas que assistiam a seus milagres e ouviam os meninos gritar no templo: ‘Hosana ao Filho de Davi!’”

    Entendo que esse episódio ensina que existem lugares que são específicos para realização de determinados eventos. Um hotel, por exemplo, não pode se transformar em motel. Igualmente não se aceita que um mendigo entre numa igreja para, de banco em banco pedir esmolas. Também não se pode permitir que esse mesmo mendigo ingresse num shopping ou no foro da cidade com o mesmo objetivo. Ou seja, o shopping é para realizar compras, o foro para abrigar a justiça. Da mesma forma, a Igreja é para realizar orações e o CTG é para realizar tradições. E o casamento gay, convenhamos, está à margem dessas tradições.

    Particularmente falando, não gosto de tradições, nem de preconceitos e nem de casamentos. Esse negócio de ficar comendo a mesma mulher a vida inteira, não é comigo. Gosto de variar de mercadoria. Certa feita, para experimentar, até comi um gay. Sinceramente, não gostei! Gosto muito de uma suruba. Minhas namoradas não podem ter o preconceito de não gostar de surubas. Aliás, acho que só não gosta de suruba quem é preconceituoso ou quem nunca participou de uma. Aboli da minha vida aquela história de almoço com a família aos domingos. Só vejo carências nessas tradições e em outras mais.
    ________________________________

    Ver mais em: http://machiavellirs.blogspot.com.br/

  • Fagner Garcia Vicente diz: 12 de setembro de 2014

    David, teu raciocínio tem um vício na origem. Nem o casal em questão, nem a juíza PRECISAM casar nesse local ou querem obrigar o CTG a realizar o casamento. Trata-se de um casamento coletivo que, entre os casais, conta com um casal homossexual. O Patrão do CTG disponibilizou o espaço para o evento (CTGs, como outros clubes, são espaço habitualmente usados para esse tipo de evento coletivo), e, segundo ele, não há nada que desabone o estatuto do CTG.

    A questão é que outros tradicionalistas (que não a patronagem do CTG Sentinela do Planalto) querem impedir o evento devido à presença do casal homossexual. Isso é sim discriminação, isso é sim homofobia. Ora, se os tradicionalistas do CTG Sentinela do Planalto não consideram ofensa à tradições a presença desse casal, há legitimidade de impedi-los de realizar o evento?

  • Dárcio André Selch diz: 12 de setembro de 2014

    Bingo, esse é o ponto. Mil lugares mais adequados na volta, mas…………Pra que? Aham, claro, contrariar uma legião toda, que defende a FAMÍLIA. Parece q o tal patrao esse aí, tb não quer outra coisa a nao ser mídia. Tá aí. Sirva-se.

  • Daniel diz: 12 de setembro de 2014

    Táca-le pau, David véio!
    Perfeito, traduziu em palavras o sentimento daqueles que prezam pela tradição.
    Aqueles que querem ser respeitados, também devem saber respeitar.

  • Ana diz: 12 de setembro de 2014

    Comunicado Oficial do Movimento Tradicionalista Gaúcho

    Com relação aos fatos ocorridos em Santana do Livramento, envolvendo o “CTG Sentinela do Planalto”, o Movimento Tradicionalista Gaúcho tem o seguinte a dizer:

    1. O Movimento Tradicionalista Gaúcho não possui nenhum vínculo com aquela entidade, por não ser ela filiada;
    2. O Movimento Tradicionalista Gaúcho desconhece as atividades e objetivos da entidade;
    3. A atividade programada para o local diz respeito exclusivamente aos organizadores e seus participantes;
    4. Os atos de vandalismo lá praticados são condenáveis e merecem nosso repúdio, cabendo à Polícia e à Justiça cuidar da questão;
    5. O Movimento Tradicionalista Gaúcho é respeitador das leis e não tem nenhuma restrição a preferências religiosas, ideológicas ou sexuais das pessoas.
    6. Qualquer tentativa de vincular o episódio envolvendo aquela associação com o MTG também é repudiada.

    Manoelito Savaris
    Presidente do MTG
    Porto Alegre, 11 de setembro de 2014

  • Letícia diz: 12 de setembro de 2014

    Posso concordar e discordar do que disseste?
    Não sou homossexual, nem homofóbica e só entrei em CTG uma vez, justamente para um casamento!
    Pois bem, eu li que as meninas são frequentadoras do CTG em questão, logo, mesmo se não se tratasse de casamento coletivo, elas teriam direito a casar nesse CTG. Se elas sempre frequentaram e ninguém nunca falou nada – talvez até ajudassem em almoços, jantas e bailes, e essa ajuda fosse bem recebida – não tem por que proibir que elas casem. Elas não querem promover uma parada gay, uma revolução nos costumes, querem apenas oficializar a união, ter um papel dizendo que são casadas! O casamento delas nesse espaço não vai fazer com que os “gaúchos machos” deixem de ser “gaúchos machos”, se deixarem de ser, é por que nunca o foram. O fato de eu andar com gays, de ter amigos gays e de frequentar lugares frequentados por eles, não faz de mim uma lésbica. Aliás, já tive colega de apartamento homossexual e nem por isso deixei de ser heterossexual.
    Por outro lado, elas foram “proibidas”, não são “bem-vindas” como noivas naquele espaço. Se eu não sou bem recebida em determinado lugar, simplesmente deixo de frequentá-lo, não entro na justiça para pedir que uma juíza obrigue a maioria frequentadora do lugar a “me engolir”, procuro outro lugar, onde serei aceita por ser quem sou, não por que a justiça mandou que me tolerassem…
    Tenho amigos gays que, pelo simples fato de receberem olhares atravessados em determinados bares, apenas deixaram de frequentar aquele espaço. Não é bem recebido, não precisa ficar “dando ibope” pro lugar. Meu namorado e eu já entramos em um restaurante em que até mesmo o dono ficou olhando torto por que temos tatuagens (e olha que não é o corpo inteiro tatuado, são algumas tatuagens), simplesmente levantamos e saímos, nunca mais colocamos os pés lá.
    Ou seja, não tem quem esteja certo nessa história. Estão todos errados! O CTG por não aceitar que elas simplesmente assinem um papel na frente de um juiz de paz dentro do CTG, elas, por forçarem que o CTG as aceite por meio judicial, a juíza, por dar um canetaço, forçando todo mundo a aceitar o que não quer aceitar, e o bando de bocó que tacou fogo no CTG, seja por qual motivo for, cometeram um crime e ficaram sem ter onde festejar a semana farroupilha.

  • Rodrigo Moraes diz: 12 de setembro de 2014

    Eu sou gay e estou de pleno acordo, o texto está perfeito David.

  • Rodrigo Sonda diz: 12 de setembro de 2014

    Parabéns David, concordo em gênero, número e grau. Não tenho o mínimo preconceito sobre orientação sexual, respeito homossexuais, heterossexuais, pansexuais, etc. Assim como respeito os Tradicionalistas, mesmo eu tendo nascido na nossa Criciúma, mas me criado em Passo Fundo. Se todos nos respeitarmos, o mundo será mais tolerante.

  • Rafael diz: 12 de setembro de 2014

    O mais lamentável é ver que a maioria concorda com o texto. O CTG não é lugar para realização de casamentos, mas a partir do momento que concorda em realizar este ato não tem o direito de se opor por ser um casal gay.

  • Flávio Machado diz: 12 de setembro de 2014

    Texto perfeito!
    Os CTGs e o MTG tem suas regras. Alguns podem achar que são arcaicas, mas são regras. Quem não gostar delas que não participe.
    Acho que o CTG é pra cultuar tradições gaúchas e o que não faz parte da tradição gaúcha pode ser feito em qualquer outro lugar que não o CTG.
    Eu, por exemplo, gosto de ouvir Heavy Metal, mas não é num CTG que vou fazer isto, muito menos obrigar as pessoas a acharem que é normal um show de Heavy Metal num CTG.
    O problema que está acontecendo é que se está, com certas atitudes como esta, gerando extremismos e mais intolerância. Do mesmo modo vejo que estamos em uma sociedade onde está crescendo o extremismo racial, religioso e por opção sexual.
    Então deixo a seguintes perguntas: O modo como se está tentando combater as intolerâncias, sejam raciais, religiosas ou por opção (ou condição) sexual não está errado? Não estamos gerando mais extremismos e acirrando ódio?

  • Flávio Machado diz: 12 de setembro de 2014

    O objetivo deste casamento em um CTG é afrontar os tradicionalistas e conseguir notícia na media nacional e conseguiram.
    Não tem outro motivo.

  • Clóvis Stanislaw diz: 12 de setembro de 2014

    Perfeito David.. moro em livramento… sem noção o que rendeu este assunto…
    falaste tudo o que venho expressando a horas na rede social….
    Compartilharei esse teu post com os amigos e com o patrão da entidade e a juiza hahahah abraço e sucesso david

  • Critico POA diz: 12 de setembro de 2014

    Para o “Diego” que disse em 11 de setembro de 2014:
    “Tradições também EVOLUEM com o tempo! E já passou da hora de o RS sair dessa intolerência IGNORANTE de discriminar quem quer que seja.”

    Amigo, TRADIÇÕES só evoluem quando é parte de um costume que não afronte ideias básicas da tradição.!!!! isso é TRADIÇÃO, esse é o núcleo do significado da palavra, se não é costume e quem faz parte não quer ter este costume isso não se tornará TRADIÇÃO!!!!

    Portanto aqui de IGNORANTE só tem você, daqui a pouco tu vai querer que um padre vá até uma sinagoga e comece a falar de cristo e querer que eles aceitem exatamente como os cristãos…

    Não gosto da maioria das coisas que o David Coimbra escreve ou fala, mas desta vez foi de um discernimento moral e social PERFEITO. Falou tudo, claramente, objetivamente e SEM PRECONCEITOS.

    Hoje os chamados “TOLERANTES” estão mais “INTOLERANTES” do que o resto, TODOS tem de entender que a coisa é mais profunda do que a homofobia, racismo e intolerância Religiosa. AS PESSOAS TEM O DIREITO DE ACHAR O QUE QUISEREM!!! AINDA MAIS SE FOR NO PARTICULAR.
    O público é que tem de ser a todos, por isso que as coisas no serviço público não podem ter ‘Cruzes’ pois é um estado laico, mas no particular pode ser o que cada um bem entender!!!!

    CERTO e ERRADO depende de cada sociedade, de cada grupo social, não existe uma verdade absoluta, tanto que no passar das eras, certo e errado alternaram de várias maneiras praticamente, se não , totalmente invertidas…

    Cada grupo social, com cada grupo social…

  • elizabeth diz: 12 de setembro de 2014

    nada é obvio enquanto não for dito. Foste perfeito. isso é óbvio

  • Ana diz: 12 de setembro de 2014

    Vamos inverter a situação: imaginar um casal de noivos, extremamente tradicionalistas resolvem casar em um clube frequentando apenas por GLS … qual seria a reação deles???

  • Vancler diz: 12 de setembro de 2014

    Consordo em gênero, número e grau!
    Melhor texto sobre o assunto que já li.

  • Camila diz: 12 de setembro de 2014

    Impressionante que frente a um ato bárbaro como o incêndio de um CTG motivado pelo preconceito, apenas duas ou três linhas de um texto grande aborde isso. Muitos parágrafos pra chamar de provocação o que talvez tenha sido um ato de resistência, aproveitando a ocasião do casamento para trazer mais visibilidade à causa de quem MORRE todos os dias por causa de quem valoriza tanto algumas tradições.

  • Paulo Chagas diz: 12 de setembro de 2014

    Concordo parcialmente, quando se fala em conceito de família, então que não permitam a entrada de homens e mulheres que não se respeitam em seus relacionamentos, não permitam filhos desrespeitosos e insolentes. Não entrem em um CTG para pregar moral e bons costumes porque atirar pedra no telhado dos outros é fácil.

  • Geronimo diz: 12 de setembro de 2014

    Porque a idéia é essa: provocar, ofender. O ativista transforma tudo em uma arma, em um ataque àqueles que ele considera maus e errados.

  • Tatiana diz: 12 de setembro de 2014

    #DavidCoimbraGênio
    Uma análise perfeita!!!

  • Tiago diz: 12 de setembro de 2014

    Não entendi a posição de criar uma dicotomia entre quem cultiva a tradição e quem é homossexual. Homossexuais não podem ser gaudérios? Existe em algum lugar uma cartilha que proíba gays de entrarem em CTGs e andarem a cavalo. Confundiram tradição com preconceito.

  • Rafael diz: 12 de setembro de 2014

    Apenas um ponto sobre tolerância: Vegetarianos devem tolerar o consumo de carne em seus estabelecimentos ? Shopping centers devem tolerar centros de debates comunistas em suas instalações ? A CUT deve permitir
    um centro de debates para o pensamento liberal em sua sede ? Igrejas devem tolerar ritos de Umbanda dentro delas ? Centros de Umbanda devem tolerar missas em seus recintos ?

    Em nome da “tolerância” estão tentando acabar com o respeito pelas diferenças, que é fundamental para que exista tolerância. Não se promove a tolerância querendo forçar todo mundo a aceitar ideias que lhes
    são uma afronta aos seus valores. E sim garantindo que as pessoas vivam como bem entender, sem interferir na forma de viver dos outros.

  • Transílita Sandri diz: 12 de setembro de 2014

    David Coimbra, eu gosto do teu texto extraordinariamente. Descolado, divertido, mas com tutano! Adoro! Só que nessa tu pisou na bola. Não foi marcado um casamento gay num CTG. Foi marcado um casamento coletivo, com 29 casais inscritos, num CTG, um dos casais é gay. Precisavam de um espaço pra tanta gente, cidade pequena, nem tem tantas opções… o CTG? Feito! Não é um casamento tradicionalista, ninguém vai pilchado. Deverá ter até convidado usando tênis. Coisa simples, sem luxo. (Era pra ser assim.Depois fizeram disso um cavalo de batalha. Muito barulho de uns fora da casinha.)

  • Victor Rafaeli diz: 12 de setembro de 2014

    Impressionante… as pessoas aplaudem um sujeito que acabou por debochar da história Gaúcha. Defendeu o CTG? Sim, defendeu, mas acabou por desmoralizar o gaúcho. Parabéns àqueles que não sabem o que leem.

  • Itamar L. Alves diz: 12 de setembro de 2014

    Parabéns David Coimbra pela brilhante explanação, fiquei até envaidecido de pensar assim como você e de agora em diante vou dar mais atenção à suas colunas.

  • Christian diz: 12 de setembro de 2014

    TODOS ESSES COMENTÁRIOS FALANDO MAU SOBRE PRECONCEITO!!!!!! kkkkkkkkkkkkkkkkkk. A hipocrisia de vocês me faz rir, todo dia todos vocês agem ou pensam de forma preconceituosa. É claro que todos vocês são santos que não tem preconceito com nada, não pensa nem age de forma preconceituosa e também não respiram. Quando passa aquele grupo de garotos, falando bobagem e dizendo gírias, ninguém pensa, “são um bando de vagabundos ou maconheiros”, capaz nessa sociedade perfeita. Vão cria vergonha na cara gente. As tradições gaúchas merecem respeito por foi em cima dessas tradições que o povo gaúcho se CRIOU. Onde está o respeito a terra onde nasceu e suas tradições???
    Essa insinuação de dança do pezinho mostra como a pessoa que não sabe nada sobre CTG.BABACA

  • Valeria Muller Ely diz: 12 de setembro de 2014

    Como sempre, David Coimbra, brilhante texto, completo, não há o que acrescentar!!!! Abraço.

  • Ricardo diz: 12 de setembro de 2014

    Vou me permitir discordar desta visão do David Coimbra. Uma juiza consentiu na realização de um casamento coletivo.Para tanto seria necessário um local (grande)que abrigasse um grande número de casais ,casualmente entre estes tinham dois casais homosexuais.(Um ,inclusive desistiu diante da polêmica).O CTG pareceu o espaço disponível mais adequado poderia ter sido um ginásio esportivo ou um clube social.O CTG é apena o “anfitrião” não o promotor do Eventos casais não precisam casar pilchados.Não será uma cerimonia gaudéria.Não é um evento tradicionalista.Uma igreja pode abrigar eventos pagãos. Por que este alarde todo ?Por que não casar casais homosexuais neste recinto? ????

  • Renata diz: 12 de setembro de 2014

    Querido David: Eis uma sugestao de leitura de um jornalista bem informado e que, assim como voce, tambem “nao tem nada contra os gays”.
    http://www.correiodopovo.com.br/blogs/juremirmachado/?p=6388
    Deverias tentar uma vaga como colunista do NY Times (mas nao sei se eles aceitariam tua bela opiniao…hehe sabe como e’, esses liberais…), porque certamente o RS (e o salario de um grupo gaucho, sustentado por publico gaucho) nao e’ bom o suficiente para a tua grandeza.
    Abracos.

  • Alvaro Augusto diz: 12 de setembro de 2014

    Houve um tempo em que na imensidão de pampas e cochilhas passeavam livres potros e gaúcho. Mas de vaga rito… de vaga rito chegaram os invasores. Brotei do ventre da pampa que é pátria da minha terra sou resumo de uma guerra que ainda tem importância, sou o sabiá que canta mesmo sólito canta…

    A pior coisa para um gaúcho ! E colher aquilo que nunca plantou. Obs. Sementes boas darão frutos bons…

    CTG… CÉU, TERRA, GAÚCHO DE TODAS AS QUERÊNCIAS.

  • Paulo diz: 12 de setembro de 2014

    Perfeito David.

  • Escurinho diz: 12 de setembro de 2014

    Hipocritas. Preconceituosos. Ignorantes. Provavelmente racistas tambem. Tudo dando as caras aqui. Completamente lamentável. A maioria aqui deveria ter vergonha na cara. Essa postagem e comentários são uma vergonha para o Brasil e especialmente o Rio Grande do Sul. Quem diria que estamos em 2014.

  • Wiilliam diz: 12 de setembro de 2014

    Bah, David Coimbra. Que decepção! Achei de uma infelicidade total este teu texto. Hoje em dia não há mais espaço para discriminação de qualquer tipo. Proibir um gay de casar num CTG é tão ofensivo quanto proibir um negro, por exemplo. Qual o problema de um homossexual gostar das tradições gaúchas e querer casar num CTG como qualquer outro cidadão de bem?? O conceito de família tradicional está ultrapassado. As famílias de hoje formam-se, principalmente, em razão do amor e este independe de cor, sexo, credo ou qualquer outra particularidade. O dia que os machões do CTG tiverem filhos, sobrinhos ou qualquer pessoa da família com orientação sexual diversa da sua, certamente irão repensar e concluir que somos todos iguais. É homofobia, sim, discriminar qualquer pessoa pela orientação sexual e é hipócrita o que diz não ser homofóbico, mas ressalva que o gay só não pode fazer isso ou aquilo. Lamentável David!

  • Suzana de Aguiar Fulber diz: 12 de setembro de 2014

    A exposição é clara, objetiva. Representa bem a opinião que tenho a respeito. Não é necessário afrontar o aleio para ser feliz. Tem tantas opções… E se não tivesse CTG na cidade, onde casariam? Essas jovens são prendas do CTG para que seja tão importante casar lá? Vejo que hoje tudo vira muita polêmica, as pessoas dão muito mais importância aos fatos do que eles realmente merecem. Tem que “causar”, tem que aparecer. Muita inversão de valores. Uns querem enfiar seus costumes garganta abaixo dos outros. O respeito ao espaço alheio saiu de moda, pelo jeito. É uma pena. Não sou homossexual, nem é a minha preferência, mas respeito os outros. Cada um que seja feliz a seu modo. Mas essas senhoritas, que podiam ter organizado um belo casamento em outro local, direcionaram seu empenho em causar uma polêmica… Começando bem o casamento…

  • Silvio Cherubini diz: 12 de setembro de 2014

    Davi Coimbra, texto quase irrepreensível, exceto os últimos parágrafos.
    Pois não acreditar, não é o mesmo que não saber. A história Rio Grandense se encontra em qualquer livro, basta querer saber e se informar.
    Nada contra homossexualidade, porém num CTG? Muito, é sinal de respeito. Sobre tudo num relacionamento, respeita-se muito a prenda. Como tu não conheces muito da nossa tradição, chamamos as mulheres de prenda, pois prenda significa um presente muito valioso e digno de muito respeito.
    Quanto ao casamento gay, que sejam muito felizes em qualquer lugar; menos num CTG. Um quebra costela bem xinxado pra ti e toda a gaúchada.

  • Guilherme diz: 12 de setembro de 2014

    Baita texto, David!
    Concordo com quase tudo.

    Mas hoje veio a informação de que a juíza somente sugeriu o local da cerimônia. O patrão do CTG que acho uma boa ideia.

    E mais uma: o tal CTG não é um CTG. É uma associação sem ligação nenhuma ao MTG.

    Aí é brabo!

  • Paulo Tavares diz: 12 de setembro de 2014

    Pessoas normais falam sobre coisas, pessoas inteligentes falam sobre idéias, pessoas mesquinhas falam sobre pessoas.

  • Julci diz: 12 de setembro de 2014

    Muito bom David.

  • Wagner diz: 12 de setembro de 2014

    Talvez a classe mais atingida pela internet tenha sido a dos jornalistas..

    … antes da internet, jornalista era sinônimo de capacidade intelectual, como havia SUMIDADES, gênios criados pela própria empresa empregadora… era muito fácil ser gênio quando não havia voz do outro lado… falavam asneiras e mais asneiras, com um ar de sabedoria, como se todos do outro lado, nós, estivéssemos fazendo coro de amém…

    A vida mudou para eles, agora do outro lado estão vendo que existe pensamento, algumas vezes superior ao deles..

    A INTERNET reverteu tudo… muitas sumidades, os “PROFESSORES”, sumiram…

    … agora é assim, quando blogueiros escrevem bobagens, recebem uma enxurrada de comentários detonando… e não adianta ficar brabo… alguns, fazem a cretinice de esconder comentários, não é o caso do David, que sempre posta as xingações…

    … neste comentário, mostrou bom senso e raciocínio lógico, argumentação precisa… resultado, quase quinhentos comentários aprovando… uns poucos, dois ou três, desaprovando… uma aclamação…

    … as vezes penso que a maioria das pessoas são muito burras… este post me deixou em dúvida…

  • Eduardo Luz diz: 12 de setembro de 2014

    Poderia ler e apenas aviltar em meus pensamentos e, ou mesmo concordando em parte, percebo que não há fundamentação nas suas proposições sobre a escolha do CTG para cerimônia de casamento, inclusive 1 casal homoafetivo.
    Caso se aprofunde na matéria você encontrará a resposta da sua pergunta, analisando melhor os fatos, sem antes publicar o citado sem melhor conhecimento.
    O sistema judiciário ainda é muito deficiente nos lugares mais afastados, por diversos motivos, e quando alguém pede ajuda ou acolhida para defender ou usufruir dos mesmos direitos de qualquer outro o Poder Judiciário deverá responder a altura.
    Diferente dos seus argumentos, acredito que a juíza teve melhores fundamentos para sua decisão. Digo isso sem ler o dispositivo, claro, eu sendo arrogante também, somente analisando o noticiário.
    Mas você perguntou e eu me senti provocado em responder, mesmo podendo ser indiferente.
    Acredito que todos os casais da situação querem apenas regularizar sua relação por diversos interesses que são unicamente deles, e que não cabe a nós decidir onde devem casar-se.
    Acredito que nem foi escolha deles casarem num CTG, até observando de longe as condições do local, mas foi a oportunidade que tiveram, e talvez, conquistado com muita espera e dificuldades.
    Acredito que há uma troca de favores entre o administrador do CTG e a necessidade do judiciário encontrar locais para cumprir a lei em se tratando destes eventos coletivos, pois nada é de graça.
    Acredito que não foi por causa de meia dúzia escarnecedora, cabeças-ocas, incultas e preconceituosa contrária que o Administrador do CTG deixaria de celebrar tal festividade, já que ele é que ofereceu e deixou o local a disposição da justiça para realização de qualquer evento que não só tradicionalistas, o que enriquece e muito na minha opinião e agrega muito mais pessoas e valores num local destes.
    Acredito que conheça um pouco da Constituição Brasileira, que deve saber que todos aqui viventes estão submetidos a mesma legislação, não podendo se esquivar de nada declarado em lei (ou Decisão Judicial que a supra) por motivos de credo, raça, religião ou convicção política ou simplesmente dizer que não sabia e que qualquer lugar que oferece oportunidade de emprego, lazer ou outra atividade ou serviço tem que ter FUNÇÃO SOCIAL (conforme nossa lei, tá?).
    Por essas e outras razões que acredito na postura coerente do respeitável Administrador daquele CTG e da juíza da causa, que não se rebaixaram as opiniões medíocres de alguns que impedem a felicidade dos outros que não estão matando e nem roubando.
    E para corroborar com o evento a própria comunidade favorável, talvez grande parte frequentadora do CTG, está buscando ajudar na realização do feito fazendo doações. Isso sim é digno de salvas e uma boa publicação.
    Com isso, espero ter ajudado a encontrar uma boa resposta para sua pergunta inicial.
    Abraços.

  • Arnildo Gützmann diz: 12 de setembro de 2014

    Concordo plenamente com David Coimbra. Defendo o direito de ser de cada um. Que os gays sejam felizes com sua união. Porém, que respeitem também os tradicionalistas. Os gays esperam respeito quando não sabem respeitar. CTG não é lugar para casamento gay. É um centro de tradições, com um código de conduta a ser seguido. Numa democracia devemos respeitar a opção de cada um. Dos gays e dos tradicionalistas. Que façam o casamento em outro lugar e deixem os peões e as prendas usarem o CTG para o propósito para o qual foi criado: Ser um centro que preserva as tradições. Que tal se os gays se unissem e fundassem o seu próprio centro. Poderiam usar a mesma sigla: CTG – Centro de Tradições Gays. Com certeza, ninguém seria contra e os gays teriam um lugar para realizar seus casamentos.

  • Enio Rogério Albino Ramos diz: 12 de setembro de 2014

    O David tacou o dedo na “moleira” de muita gente. Por isso, é pra pensar meeesmo!!! Não concordo com tudo o que ele diz, mas aqui o espaço não é adequado pra rebater. Tentar síntese de um assunto tão complexo, pior ainda!. Mas – dado o exag…ero – não resisti e destaco um “detalhezinho” que certamente mexeu com os “brios” (respeitando todos os gostos e sem preconceito), tanto de colorados quanto de gremistas…tanto de ximangos quanto de maragatos: lá pelas tantas, ele diz que pode haver “milhares de gaúchos gays, talvez milhões…” Menos, David! Menos, David! Ressalvada a hipérbole, não teríamos armários pra tanta gente…

  • Fernando diz: 12 de setembro de 2014

    Não sou contra a união homossexual, mas tinha que ser em um CTG? Porque a juíza, já que queria se aparecer, não autorizou em uma igreja católica? Porque seria muito mais chamativo, porém aí poderia ferir o orgulho de muito mais gente, ou talvez a sarna seria muito grande que ela não conseguiria coçar????
    . Se os gays queriam se casar numa boa, felizes, em harmonia, porque não escolheram um salão qualquer? Teriam como decorar melhor e não afrontariam tradições e costumes… não seria uma afronta aos costumes gays de um casal hetero invadisse o seu espaço? Já que devemos ser tão tolerante, porque os homossexuais tem que ser tão abusivos, intolerantes e preconceituosos, pois estão reprimindo uma “classe”.

  • Luciano diz: 13 de setembro de 2014

    Toda essa polêmica me fez lembrar o lema do brasão de armas e da bandeira do nosso Estado.
    A bandeira teria sido utilizada pela primeira vez no dia 12 de Novembro de 1836, quando o governo da República Rio-Grandense, instalado em Piratini, baixou o decreto criando o “Escudo d´armas da República, assim entendido o pavilhão dos Farroupilhas. Ao centro do brasão, se lê a inscrição “República Rio-Grandense” e sob o brasão, o lema “Liberdade, Igualdade, Humanidade”.
    Já que o lema adotado pelos farroupilhas originais nada diz aos “tradicionalistas” atuais, quem sabe esses sugerem sugere a alteração da inscrição, que passaria a ser: “LIBERDADE, IGUALDADE, HUMANIDADE; MAS NÃO PARA OS ‘OUTROS’”
    Além da intolerância, vê-se que a prática contraria os ideais farroupilhas. Ou o lema do brasão seria mera hipocrisia?

  • ô ô diz: 13 de setembro de 2014

    Eu não sei porque ainda fico perplexo com pensamento dessa anta chamada David Coimbra.
    Há uns anos ele palestrou em minha universidade e já era uma besta quadrada.

    Nada mudou!

  • César diz: 13 de setembro de 2014

    Vamos simplificar… Cada ação, tem uma reação. o resultado da investida ai esta. No final …. A natureza cuida de tudo e irá manter o ciclo.
    Existem coisas que são maior do que a compreensão humana, então que tenhamos sabedoria e humildade para administra-la.
    Finalizando… não temos a condição de julgar(estamos limitado ao tempo).
    Um forte abraço!!!

  • Marcus Weis diz: 13 de setembro de 2014

    Tem tanto lugar para casar e essas FRANGAS, foram logo querer casar em um CTG, pediram e levaram, e a Juiza, totalmente fora da casinha!!! A Juiza agora acertou faça o casamento no Forum e leve as bonecas para a sua casa passar a Lua de mel KKKKK

  • Michel diz: 13 de setembro de 2014

    Muito legal, David. Eu concordo com você neste assunto. Porém, te conhecendo um pouco acho que você somente expressou este posicionamento depois que queimaram tudo. Se fosse antes, você iria dizer: – Tem que casar sim, tem que deixar fazer este evento. Com todo o respeito, como diz o Pedro Ernesto, tu é cola fina em relação a este assunto. Entretanto, parabéns pelo texto e pela repercussão causada. Abraços,

  • Gregory Turri diz: 13 de setembro de 2014

    Levantei a aplaudi de pé!!

  • Roberval diz: 13 de setembro de 2014

    Tchê, não sabes o que estás perdendo em calçar umas botas e vestir umas bombachas? A sensação é boa, te garanto. Fiz isso, quando guri, e continuo até hoje, usando no trabalho ou simplesmente para ficar em casa mesmo. Agora, quanto a fincar teus saltos em um salão de CTG, só se for salto agulha, isso é coisa de boiola, já que bota de gaúcho não tem esse tipo de salto.

  • José Antonio Pinheiro Barbosa Neto diz: 13 de setembro de 2014

    O lema escrito na bandeira, criada em 1836, pelo governo farroupilha, como sempre acontece nestes pagos, não passa de uma cópia deslavada do lema da Revolução Francesa de 1789!!!! Mudaram a Fraternidade original para Humanidade ( que vem a ser a mesma coisa) crentes que os gaúchos imbecis da época não perceberiam o plágio! E estavam certos! Até hoje os imbecis gaúchos não perceberam que Liberdade, Igualdade e Fraternidade é coisa de francês! Mas, agora chega! Este caso de casamento coletivo, num CTG de Livramento, será realizado hoje, no fórum da cidadezinha ( que a juíza percebeu que poderia virar uma outra Patricia Moreira – às avessas) e a coisa acaba aí! Livramento será esquecida, o entrevero será substituido por outro : quem sabe o caso de amor profundo entre dois touros reprodutores de uma cabanha do local, que passaram a só fazer sexo entre eles, num furor contínuo e impossível de ser interrompido, dando um prejuízo enorme aos seus 24 donos ( é um consórcio )! Que tédio!

  • Beatrix diz: 13 de setembro de 2014

    Vamos deixar de besteirada, gente.

    Ñao consigo entender como segue dando o que falar a historia da” gremista” e agora o causo do “incendio no CTG”. Melhor dizendo, entendo sim, a parte da mídia fazendo a cabeça de todo o mundo como sempre…..mas o que ñao entendo é o bafafá de toda essa historia por parte do “povo”. Sempre manipulado. Y continuam dando trela ao assunto. E todo mundo que pode dando a sua opiniao particular, fazendo de entendidos de tudo.
    De toda a vida, todo mundo sabe que futebol é futebol, estádio é estádio, galera é galera . Como no circo romano, dónde se libera “la bestia” que existe en cada um de nós. A empolgaçao é tremenda que somos capazes de crucificar até a nossa mae. Sempre foi assim, depois quando se volta a realidade do dia a dia, da semana, do trabalho, da familia, tudo volta a ser normal…..
    No CTG, a mesma coisa. Se as gurias eram gaudérias dessa comunidade e pediram liçensa para se casar lá, tudo bem. Se teve alguns que nao concordaram e actuaram ao respeito, ainda ñao se sabe se foi esse o motivo do incendio, que vai se fazer. Sempre as mudanças começam por algo. Devagarinho. Em toda a historia do mundo sempre foi assim. E sempre existem vencidos e vencedores. As mudanças sempre ocasionam sofrimento até se adaptarem.
    Ñao se pode dizer porque as tradiçoes dos gauchos dizem o contrario. Nao vi povo mais preconceituoso que os americanos, e com suas tradiçoes “MamaMia”, nem se pode falar, essa adoraçao dessa bandeira, esse preconceito contra os imigrantes…..etc.
    Dizer que os gays passeiam felizes em Boston, o New York, é utopia. Vai passear la nos estados republicanos, mais de direita impossivel. Igual que aqui na Espanha, no barrio gay de Madrid, todos felizes também. Agora vai morar la na Espanha profunda? com essas idéias franquistas.
    Eu nasci aí na fronteira, tomo mate, ja fui no CTG, alguma vez que outra, como churrasco sempre vou, já andei em Ipanema-RJ de bombacha super fashion, e ñao sou gaudéria . Gosto de algumas coisas dos gauchos, outras ñao, aceito algumas coisas e outras ñao aguento. Cada vez que moro em algum lugar diferente, ou viajo a outro país, procuro me adaptar. Aproveito tudo de bom. O que eu ñao gosto, ou acho que ñao está bem para os meus valores, descarto. Mas ñao fico a aí gritando aos cuatro ventos que isto ou aquilo é uma abominaçao.
    Entao, gente, vamos nos preocupar com o que verdadeiramente é importante. Agora que a gente tem essa maravilha que é a internet, aonde podemos classificar as informaçoes, ver diferente pontos de vista, tirar nossas propias conclusoes, nao devemos deixar que a televisao dirija nossa vida, decidindo por nós o que é certo ou errado.

  • Leandro Dall Agnol diz: 13 de setembro de 2014

    Vamos esclarecer alguns pontos: esse casal não “precisa” casar em um ctg, o local foi sugerido pela juiza que oficiará a cerimônia, visto que tem espaço e infra estrutura para tal. O patrão do ctg foi procurado e aceitou prontamente a sugestão, isso mesmo, até então era uma simples sugestão. Outro ponto a ser colocado é o de que esse lugar, pelo que me consta, já foi desfiliado do MTG (movimento tradicionalista gaúcho), por não seguir as “regras” impostas, ou seja, não faz mais parte do movimento. Será que o sentimento de posse é tão grande que, mesmo depois de ser desfiliado, o “solo sagrado” não pode ser manchado com uma “afronta aos bons costumes e a família”? Ou os caros leitores realmente acham que dentre os adeptos do tradicionalismo gaúcho não existem gays e lésbicas? Além disso, volto a repetir, a sugestão partiu da pessoa que irá oficiar a cerimônia, e não dos casais, sendo aceita pelo diretor do local, sendo assim, a frase “Por que esse casal gay de Santana do Livramento PRECISA casar-se num CTG?” (com a perceptível ênfase na palavra PRECISA), torna-se incoerente e não pode ser aplicada a esta situação. Esse aludido casal somente procura em um casamento coletivo uma solução mais barata para um direito que lhes é conferido e que, apesar de ser um direito, é negado na maioria dos cartórios do país, aí sim, infringindo norma a esse respeito

  • Lucas diz: 13 de setembro de 2014

    Ainda assim, é uma manifestação de preconceito. É um contrasenso dizer que é a favor do casamento gay e contra ele em determinado lugar. É fazer diferença. Há homossexuais no RS, e tenha certeza que muitos gostariam de poder cultuar as tradições de seu estado sem “se esconderem”. Orientação sexual não é comparável a escolher o calçado que vai vestir. Tomar o casamento deles num local de tradições como “afronta”, como o senhor disse, é uma demonstração de preconceito, pois eles não querem afrontar ninguém, só querem ser felizes. A união deles, em qualquer lugar que seja, não deveria ofender ninguém, essa é a grande questão. Não é pra ser ofensa, não é pra ser afronta. Penso que para mudar o pensamento da sociedade alguns saltos devem ser dados em meio dos passos. Uma pena que esse salto tenha sido tão mal interpretado, inclusive por esse escritor tão inteligente.

  • Letícia diz: 13 de setembro de 2014

    Duas mulheres se inscrevem para casar em um casamento coletivo promovido pelo poder judiciário, o local da cerimônia é um CTG, OK, os CTGs estão dentro do Brasil e este é um Estado Democrático de Direito, onde todos devem respeitar a Constituição Federal e as Leis Civis, certo? Acredito que aqui já está explicado o porquê, mas me parece que há outro ponto importante, o CTG incendiado e a comunidade tradicionalista que dele participa, acolheu o casamento de forma generosa, a tradição é reacionária quando se acredita que os gays só podem ser livres nas ruas dos E.U.A, a liberdade e o respeito não tem lugar, é um direito fundamental. As pessoas não precisam que gostemos ou não do que elas fazem, é a vida delas e ponto. O orgulho de sermos simpáticos ao diferente é patético. Falar de “os ctgs” é ser preconceituoso também, assim como há homofobia e o racismo, há gente próspera, inteliente e solidária em qualquer lugar, em qualquer tradição.

  • Charles Lopes de Araujo diz: 13 de setembro de 2014

    Pra começar, elogio as palavras do David, são sábias e condescendentes.
    Estas pessoas que estão aqui dizendo que os atuais tradicionalistas estão longe de serem os tradicionalistas de 35 estão redondamente enganados, em outrora quando nossos ancestrais lutavam por liberdade, igualdade e humanidade, estas palavras não tinham a sua essência distorcida como nos dias de hoje, a carta de princípios que hoje rege os CTGs foi escrita em cima dos princípios farroupilhas onde a família era é e sempre será constituída por um Pai, uma Mãe e sua prole, dois homens ou duas mulheres naturalmente não podem gerar prole, portanto não poderiam gerar família.
    valores diferentes são aceitos, mas cada um em seu lugar e em sua hora.

  • gustavo diz: 13 de setembro de 2014

    Cláudia Laitano:

    “por que, afinal, alguém escolheria casar em um ambiente tão conservador quanto um CTG”

    David Coimbra:

    “por que casar-se nesse lugar?”

    Amigo David, você deu a tua opinião em sua coluna, de Zero Hora, certo?
    Cláudia, fez o mesmo. Mas ela não contentou-se em emitir opinião. Ela também, quis corrigir a tua.
    Autoritarismo, intolerância, podem as vezes estar ocultos nas mais diversas rotinas.
    Quem está errado? Quem está certo?
    Porque um casal de mulheres, precisa casar em um CTG, mesmo sabendo que são aceitos e respeitados pelo povo gaúcho, em todos os locais. Isso está certo?
    Muitas vezes, quando somos alertados que colocar um prego no polo ‘FASE’ de uma tomada, pode dar choque, não acreditamos. precisamos vivenciar!
    Mas a tomada é autoritária, a tomada é intolerante!
    Podemos não aceitar, mas é preciso respeitar a tomada ser quem ‘é’.
    Podemos usar um isolador, para não ser eletrocutados, só que se não a respeitarmos, pode ser que em um dia de distração, putz!
    Algumas coisas possuem limites. Precisamos conviver com eles.

  • José Antonio Pinheiro Barbosa Neto diz: 13 de setembro de 2014

    Lucas, me diz uma coisinha: vc acha, mesmo, que preconceitos, radicalismos, ignorância, a violência entre os homens, conceitos e qualquer outra coisa do gênero, sofre alguma mudança com o que se lê e escreve em blogs na internet? Vc acha que a opinião do David, aqui exprimida, muda algo sobre a face da terra, muda algo do que acontece no RS? Só o tempo, só um longo espaço de tempo, entremeado com algumas privações e com muitas gozações é que consegue mudar os heabitos e costumes de um povo, de uma sociedade. Por exemplo: aqui no RS, o MTG e os CTG, os bailões espalhados à beira das estradas, os restaurantes com a temática campesina, os festivais de músicas nativistas, os grandes artistas da cena gauchesca, já foram diversos e tinham presença marcante na “cultura” do RS. Isto é passado! A coisa toda cansou e são raros os adolescentes de agora que se fantasiam de gaúchos e dançam chula no pátio das escolas na semana farroupilha! São raríssimos os porto alegrenses que andam pilchados em épocas próprias. Tradição gaúcha virou coisa de empregado de fazendas, que o proprietários das mesmas, os grandes latifundiários, gostam muito é de Miami, Atlantic City, SPaulo e Rio de Janeiro… Um dia, caras como vc caem na real, e outros e outros e outros. Só então a coisa vai mudando. Jornal só forma a opinião em tolos que sabem ler. Mas, a maioria dos tolos e dos burros não leem jornal! Jornal serve mesmo para ensinar cachorrinho a fazer xixi no lugar certo e para vender coisas, nos classificados! E mesmo isto, vender coisas, está com os dias contados, porque vender na internet é muito melhor!

  • André diz: 13 de setembro de 2014

    Caro David,

    Começo meu comentário com duas frases:

    Primeira: Não tenho intenção de lhe ofender pessoalmente e nem a ninguém e nenhuma localidade que citarei abaixo.

    Segunda: Nunca esperei ler, de ti, um comentário com tamanho grau de ignorância.

    A sua maneira irônica de citar as tradições gaúchas, são de uma falta de conhecimento do nosso estado que beira o ridículo.

    Você provavelmente é um daqueles gaúchos que conhece apenas Porto Alegre, Gramado e Capão da Canoa (com todo o respeito a estas cidades, que possuem sua grande importância e beleza, porém não estão, na sua maioria, atreladas à vida do campo e as tradições mais fortes).

    A vida rural sustenta o PIB deste estado, e é tocada por pessoas que vivem de maneira bastante sofrida, o pequeno produtor rural, o peão de estância, pessoas esquecidas dos noticiários e dos grandes centros, porém, que sustentam este estado desde o princípio.

    A você, como uma pessoa que tenta ser intelectual, formador de opinião, sugiro que conheça melhor o estado e a importância das tradições para este povo, antes de passar vergonha escrevendo este tipo de asneiras em um veículo de grande circulação.

    Este povo já sofreu muitas guerras (não a Revolução Farroupilha que todos conhecem), porém se você estudar um pouco a história entenderá o porque de tanto orgulho.

    Além disso, você que vive hoje nos EUA, deveria também, prestar um pouco de atenção e entender porque os EUA são a maior potencia econômica mundial.

    Talvez se deixar por alguns minutos de escrever suas “magnificas opiniões”, veja que grande parte do sucesso daquele país, está no orgulho do seu passado, de suas guerras por ideais e liberdade e também por seu patriotismo (o que no Brasil é praticamente inexistente).

    Enfim, termino meu comentário repetindo a frase número 2.

    Saudações

  • Paulo Teixeira diz: 13 de setembro de 2014

    LAMENTÁVEL E PRECONCEITUOSO NA ESSÊNCIA ESSA TUA MANIFESTAÇÃO, SR. DAVID. E quando teus seguidores, misturaram, o fato com o da “coitadinha” gremista, então, fica escancarado. Preferem continuar pisando nas pessoas e elas caladas. Mas, do último estado da confederação a “acabar” com a escravidão e preconceito já era de se esperar! Vá nas cidades colonizadas por alemães no interior do estado e verás algo interessante… LAMENTÁVEL SEU COMENTÁRIO, LAMENTÁVEL! Não adianta pintar de branco o pé da árvore, a força da casca por baixo grita ….
    Evidente que, em não sendo admitido pelas figuras que praticam, é comum a negação da discriminação efetuada. à quem fere não interessa a dor do ferido…precisa de um escravo pra chamar de seu…Tá nem aí pelos sentimentos dos outros, até acha que nem merece ter sentimento. Deve ser pisado, humilhado e ponto. Sempre foi assim… E então acontecem os argumentos mais ridículos de sempre, sempre com o papinho de que é um problema social (então se teu filho falar negro filho da p… ou branco filho da put…tu não vai fazer nada pq é um problema social?) hahahahahaha. Se todo mundo educar, ensinar, mostrar, dizer, insistir, se partir de todo mundo um interesse real em mudanças em tentar se colocar além da ponta da chibata, quem sabe…mas…DUVIDO.Preferem negar a existência e prática. Como o racistóide vai ensinar, educar se ele não acredita pq não aceita!!! Pautam pela afirmação da igualdade. hahahaha, mas adotam práticas ostensivas de diferenciação racial e estética. Preferem a manutenção de suas hierarquias e negam as oportunidades e assim o preconceito se mantém e se reinventa. É vidente. E o argumento mais vidente é dizer que o clube não pode ser prejudicado e blá blá blá….(movimento de defesa, pq jamais pensariam que seriam atingidos pelos invisíveis). Um clube que nunca tomou iniciativa alguma em toda a sua existência. Agora …E se, tivessem desde 1960, no mínimo, usado metade do esforço que usaram em três dias para defender a coitadinha representante, para condenar tais práticas , muita coisa poderia ter mudado pelos pampas. O futebol propicia, permite, se torna, tem força para ser um transformador, um conscientizador, um ponto de partida para muitas coisas, muitas mudanças, mas…agora.. Infelizmente um dia iria acontecer, o ódio , os cânticos racistas e a irracionalidade dos grupos de torcida iriam começar a prejudicar imensuravelmente a instituição. Mas alguém estava ou está preocupado? Vão continuar preferindo não enxergar…tentar conscientizar sem punir é pura demagogia, não é o lado que ofende que deve opinar sobre um apelido racista, e sim o lado ofendido. Se não enxergarem, preparem-se…os skinheads estão escrevendo sob outras alcunhas e com outras canetas…Não existe outra variante. É, mudar ou mudar. É assim que começa, pq tem que começar de alguma maneira e em algum lugar!!!!!!!!!!!mas pra muita gente não tem que mudar… nem mudam os discursos de sempre….mas são os mesmos de sempre….

  • Reinaldo diz: 13 de setembro de 2014

    Pensando, cá com meus botões: O que deu na cabeça dessa juíza de querer “homenagear” a semana farroupilha, impondo a celebração de um “casamento gay” em um CTG desqualificado? Em São Francisco de Assis, por onde esteve antes de Livramento ela conseguiu a proeza de apor o sobrenome da madrasta em duas crianças, concordando com o devaneio de um viúvo enamorado – fato este amplamente noticiado pelo jornal Expresso de Santiago. Pergunto: Como é que ficam os tais sobrenomes apostos, em caso de dissolução desta nova união, o que não é difícil de se supor, haja visto que há muito mais separações que uniões de casais? As crianças teriam que esperar o retorno da juíza à comarca, para retirarem o sobrenome aposto? O que estará pensando disso tudo a verdadeira mãe das crianças, já falecida? Ou numa hipótese mais macabra, como ensejam os casos Bernardo e Isabella: E se a madrasta resolve matar as crianças?
    Voltando ao CTG, me passa pela cabeça uma hipótese do que pode ter inspirado essa celebração deste casamento gay em um CTG, reduto do gauchismo. Lembram do seriado Casa das Sete Mulheres, que abordava a revolução farroupilha? Havia lá um herói farroupilha, de nome Onofre Pires, representado pelo famoso ator José de Abreu, que morreu em um duelo que provocara com o general Bento Gonçalves. Ocorreu, que depois desse seriado, o dito Zé de Abreu resolveu sair do armário e confessar publicamente sua boiolice. Além de boiola, Zé de Abreu é um petista radical, que classifica seus desafetos como “coxinhas e reaças”. “Reaça,” de reacionário é como os petistas empedernidos taxam as pessoas de direita. Já “coxinha”, deve ser uma gíria dos boiolas mesmos, que só eles sabem.
    Então, num exercício de raciocínio pensei: vai ver, a juíza, que deve ter visto o seriado na sua pré-adolescência e ficado impressionada com o personagem de Zé de Abreu, resolveu agora prestar uma homenagem a seu ídolo, confundindo-o com o herói farroupilha e confundindo também a opinião pública com a sua mensagem equivocada.
    É um simples exercício de imaginação, posso estar enganado, mas que a juíza é criativa, isto não se pode negar.

  • André Schuler diz: 13 de setembro de 2014

    Uma simples analogia….Então, se eu quiser comer uma piranha em um restaurante vegetariano, mesmo com várias churrascarias ao redor, mas eu estou determinado a comer neste restaurante vegetariano, e entrar com uma ação na justiça, e a juíza for a mesma deste caso, o restaurante vegetariano terá que me servir uma psicanálise, mesmo que ia donos não sejam apenas comerciantes, mas seguidores da cultura vegetariana….

  • Andre Schuler diz: 13 de setembro de 2014

    Corrigindo…. Picanha…. Foi o corretor que alterou….

  • Ary diz: 13 de setembro de 2014

    Perfeito.

  • Jonas Zeferino diz: 13 de setembro de 2014

    Davi, sua primeira pergunta já foi desqualificada por um simples fato. Este casal não OBRIGOU ninguém a fazer o casamento lá, a comunidade responsável por aquele Clube PRIVADO como você mesmo mencionou, aceitou fazer o casamento. Portanto tentar desqualificar com falácias é duvidar da inteligência das pessoas, ou então você é que não é tão inteligente como se tem a ideia. Estamos em 2014 não existe mais espaço para o homofobia e tentar argumentar de forma a legitimar o preconceito é baixo pra alguém que faz parte da elite intelectual gaúcha.

  • Euclydes diz: 13 de setembro de 2014

    Sempre que posso leio as crônicas do David Coimbra, inteligencia rara sempre fazendo seus comentários dentro princípios éticos. Parabéns Coimbra com esses comentários. Me permite colocar uma frase de quem é o autor desconheço: VOÇE É LIVRE PARA FAZER SUAS ESCOLHAS, MAS É PRISIONEIRO DAS CONSEQUENCIAS.

  • Pittas diz: 14 de setembro de 2014

    Queria ver um casamento homo numa loja maçônica.

  • Daniela diz: 14 de setembro de 2014

    Seu comentário David é perfeito….sou super defensora dos direitos gays..sou amiga de gays e lésbicas..mais achei forçar a barra o casal homossexual querer se casar num CTG…exatamente por isso…por ser um centro de TRADIÇÕES..Sei lá, se eu fosse lésbica o último lugar, para me casar seria um CTG….preferiria casar-me numa praia, fazenda….um lugar com paz e harmonia…Tem pessoas que falam que é “preconceito” não deixarem as moças se casarem num CTG…mais acho que eles é que são “intolerantes” ao enfiarem güela abaixo o casamento gay ao pessoal gaudério fiel a suas “tradições” (não entro a valorar as tradições porque elas se definem por si mesmas) que quer o seu CTG para preservar aquilo que eles consideram tradicional…..
    Pessoalmente desejo muita boa sorte as moças e que o casamento delas dure pelo menos o suficiente para justificar todo esse alvoroço social que causaram….caso contrario elas já tiveram seus “15 minutos de fama” como disse Andy Wahrol.

  • Vinicius Ribeiro diz: 14 de setembro de 2014

    Nunca havia lido nada seu, David Coimbra, e é provável q eu não volte a ler. Gosto de opinões bem informadas, como sou um cara legal, seguem algumas informações úteis. 1) Foi o próprio patrão do CTG que ofereceu o espaço para o casamento. 2) Quando a polêmica começou foi o mesmo patrão que agiu com hombridade e não se amedrontou frente às ameaças. 3) Os sócios do CTG em questão, ou tradicionalistas em geral, que não concordaram com a posição do patrão deveriam ter recorrido ao órgão competente do MTG (que poderia até destituir o patrão) e não ao confronto com o CTG nem muito menos ao fogo criminoso.
    Essa situação toda me entristeceu, pois eu sou tradicionalista, vinculado desde criança a diferentes CTGs e sei que o tradicionalismo tem tido cada vez menos adeptos e cada vez mais críticos. O incêndio queimou não só a propriedade do CTG, mas também a imagem do Rio Grande no Brasil inteiro e, pior, o gosto pela tradição em muitos gaúchos.

  • João Pedro diz: 14 de setembro de 2014

    Parabéns o texto foi perfeito.

  • CARLÃO diz: 14 de setembro de 2014

    Será q o costelão 12 hs tava bão???

  • antonio elisandro klagenberg diz: 14 de setembro de 2014

    Falam em preconceito, desrespeito, racismo, então eu fico imaginando o porque desse casamento ser realizado num CTG, por que respeito por esse tipo, se eles não respeitam quem tem seus hábitos, costumes, que é a conservação da família.

    CTGs foram criados para um povo diferente, um povo que alenta uma história, um orgulho.

    Então os gays se acham, e dizem de ter orgulho por serem gays, mas vão ter orgulho longe destes lugares,

    Eles querem ter respeito, e eu te peço, por que não respeitam e aceitam essas tradições que vem de décadas, anos que cultuam essas essência que é manter a família, homem ,” homem”, mulher ,” mulher”.

    RESPEITEM , PARA CONQUISTAR RESPEITO!!!!!!!!!!!!!!!!

  • Gerson Silveira diz: 14 de setembro de 2014

    Apenas para esclarecer. Quem ateou fogo no CTG foi um deliquente ao contrário do que afirma o autor. Dito isto, concordo com esta linha de pensamento e acho que é tão óbvio que chega a ser redundancia falar sobre isto.

    A tal juíza, se assim podemos chama, além de gerar apenas polêmica, prejudicou um segundo casal de mulheres que desejava casar com medo de retaliacões , infelizmente. Para nós gaúchos, nossa imagem fica ainda mais manchada com este tipo desnecessário e imbecil de decisão. De qualquer forma, condeno qualquer tipo de discriminação e violência mas acho que o amor deve ser tratado como deve ser, com respeito e não como forma barata de gerar polêmica.

  • Cida vieira diz: 14 de setembro de 2014

    Eu descordo de algumas coisas. Elas casaram em um CTG (o mesmo nem esta registrado no MTG), então podemos dizer, elas casaram em uma casa de bailes. Outra questão importante, era um casamento comunitário, ou seja, varias pessoas casaram nesse mesmo dia e elas estavam no grupo. Acho ridículo colorem elas como exemplo de qualquer coisa, elas só queriam casar e ponto. David eu te amo e amo teus textos! Mas esse eu não concordo.

  • Gerson diz: 14 de setembro de 2014

    Davi , parabems pelo comentario ;
    Mas acho oque acontece em Livramento é que a juiza está querendo aparecer , e consequiu . Está na midia minha qerida .

  • Ivan diz: 14 de setembro de 2014

    “Por que esse casal gay de Santana do Livramento PRECISA casar-se num CTG?” [...]
    “Por que, então, casar-se nesse lugar? Para quê?”

    Acho que as perguntas estão partindo de premissas equivocadas.
    Esse casal não PRECISA casar lá, esse casal não escolheu casar lá, esse casal não alugou o espaço para seu evento particular. Por que casar no CTG? Parece óbivo… Porque foi determinado pelas autoridades que o casamento coletivo ocorra lá. Simples.

  • Ricardo Poa diz: 14 de setembro de 2014

    Concordo em “gênero” e número contigo David!

  • Josi Siqueira Sartor diz: 14 de setembro de 2014

    Achei o texto inteligente, e penso que estão querendo nos enfiar goela baixo que aceitemos todas as diferenças com naturalidade. O que eu penso é que indiferente da opção sexual, religiosa, raça, enfim, todos precisam respeitar o espaço e a opinião do próximo, não me torno homofóbica por achar errado toda essa baboseira que tornaram esse casamento homoafetivo em Santana do Livramento, onde o único objetivo era afrontar e se impor às tradições locais, pois o objetivo amoroso não foi demonstrado em nenhuma ocasião. A minha opinião é simples, quando me casei, por não concordar com os acontecimentos na igreja católica, da qual fui criada para seguir, optamos por um casamento civil, apenas no cartório, e ponto. Se realmente os casais se amam e querem ficar juntos em suas diferenças sexuais, em nome de uma união verdadeira, quem precisam ser informados são seus familiares e amigos. Como as diferenças podem ser respeitas se não respeitam as diferenças opostas, estão contradizendo o que dizem ser uma luta pela igualdade.

  • rosiani diz: 14 de setembro de 2014

    só não concordo com a parte que diz que és contra qualquer discriminação sexual pois quem ouve o Pretinho Básico uma semana perde as contas do número de piadas com gays…

  • Eduardo Dorneles diz: 14 de setembro de 2014

    Vestir bombachas para ir a um evento chamais, mas vestir terno e gravata para o bem das amigas talvez. Nem todo lugar nos EUA os gays podem andar de mãos dadas. Tradição não é antiquada é para quem gosta e tem orgulho de ser o que tu achas que não aconteceu. Não foi uma batalha ganha e sim uma conquista pelo que o RS vinha sofrendo. No final conseguimos o que queríamos. Guri de apartamento nunca vai saber o que é ser orgulhoso de um lugar onde se nasce. Talvez seja melhor tu ficar nos EUA, já que tanto idolatra este país que também não é tudo o que demonstra ser. Falando em tradições, chimarrão faz parte da tradição e tu disseste que não curte a tradição que é antiquada.

  • Alberto Haubold diz: 15 de setembro de 2014

    Comentário correto, já fui patrão de CTG e não admitiria isto na entidade que representava. Não sou contra os gays, pois muitos grupos de danças tradicionalistas tem integrantes gays, estes respeitam os regimentos internos de suas entidaddes tradicionalistas e é o que basta para se manter a linha de um “clube” tradicionalista como você comentou.
    Apesar que esta entidade de Santana di Livramento não esteja mais filiada ao MTG, por motivos que não sei, mas um dia foi, e os integrantes desta época são os que se ofenderam, e tentaram de forma criminosa impedir o casamento.
    A tradição gaúcha é linda, quem participa ou participou se orgulha muito disto, é diferente até na forma de dar um aperto de mão, não vamos fazer disto um motivo para promover um ou outro, cada um com seus costumes, credos, clube de futebol e de preferência sexual, mas cada uma destas preferencias tem lugar certo para ser comemorada.

  • Ricardo diz: 15 de setembro de 2014

    David!
    Você é um iconoclasta? Rsrsrsr

  • Eu diz: 15 de setembro de 2014

    Concordo com o James. Vocês precisam ler o cometário dele: “James diz:
    11 de setembro de 2014
    Casamento gay não é questão de tradição e sim de uma orientação individual. Não tem nada a ver uma coisa com a outra. O CTG permite casamentos, ponto final. Teu ponto de vista me da a liberdade de criar clubes que não permitam negros, índios… por mera tradição. Até pq negros eram escravos e essa “tradição” mudou, não é?”

  • Eder diz: 15 de setembro de 2014

    Ado aado cada um no seu quadrado, cada um no seu quadrado….como diria a pensadora.

    Muito bem David!

  • Paulo diz: 15 de setembro de 2014

    Perfeito David, concordo sem mover uma linha, e sem tirar uma vírgula se quer.

  • Luiz Gustavo Muzzi Sant’Anna diz: 15 de setembro de 2014

    Discordo desse texto. Por quê?

    Porque, na minha opinião, a ética se sobrepõe a qualquer moral tradicional que a contrarie. Em suma, se pelo progresso intelectual o ser humano descobre, racionalmente, que é ético promover e respeitar a consagração do amor entre duas pessoas quaisquer (independentemente de seu sexo biológico), nenhuma moral ou tradição contrária deve subsistir.

    Com efeito, assim como a moral, a tradição é fruto de usos e costumes (mera repetição de hábitos consolidados). Por isso mesmo, aliás, ambas (tradição e moral) raramente são raciocinadas. Propagam-se, em regra, por meio do condicionamento e da emoção. O medo, por exemplo, é uma emoção. O orgulho de gênero, de casta, de tribo, de povo, também. Não por acaso, as morais tradicionais variam de cultura para cultura, de povo para povo, de época em época. São, frequentemente, contraditórias entre si. Portanto, o mero fato de um hábito (ou um repúdio) ser tradição não significa, necessariamente, que se trata de algo bom.

    Isso não é invenção minha, não. Decorre da própria etimologia do termo.
    Tradição é uma palavra com origem no termo em latim “traditio”, que significa “entregar” ou “passar adiante”. A tradição é a transmissão de costumes, comportamentos, memórias, rumores, crenças, lendas, para pessoas de uma comunidade, sendo que os elementos transmitidos passam a fazer parte da cultura.

    Para que algo se estabeleça como tradição, é necessário bastante tempo, para que o hábito seja criado. Diferentes culturas e mesmo diferentes famílias possuem tradições distintas. Algumas celebrações e festas (religiosas ou não) fazem parte da tradição de uma sociedade. Muitas vezes certos indivíduos seguem uma determinada tradição sem sequer pensarem no verdadeiro significado da tradição em questão.

    No âmbito da etnografia, a tradição revela um conjunto de costumes, crenças, práticas, doutrinas, leis, que são transmitidos de geração em geração e que permitem a continuidade de uma cultura ou de um sistema social.

    Ética e moral tradicional são temas relacionados, mas são diferentes, porque moral se fundamenta na obediência cega a normas, costumes ou mandamentos culturais, hierárquicos ou religiosos; enquanto a a ética, busca fundamentar o modo de viver pelo pensamento humano.

    Na filosofia, a ética não se resume à moral, que geralmente é entendida como costume, ou hábito, mas busca a fundamentação teórica (uso da razão) para encontrar o melhor modo de viver; a busca do melhor estilo de vida. A ética abrange diversos campos, como antropologia, psicologia, sociologia, economia, pedagogia, política, e até mesmo educação física e dietética.

  • Rafael diz: 15 de setembro de 2014

    Aparentemente ela foi parcial com a ala conservadora do tradicionalismo.

    E esses que falam que “isso me da liberdade pra proibir negros” estão no erro. O que se proíbe são *comportamentos*, e não pessoas. Um carnívoro é bem vindo em um restaurante vegetariano, desde que *ali* não coma carne.

    Os gays são bem vindos em CTGs, desde que *ali* se comportem como manda a tradição.

  • edson diz: 15 de setembro de 2014

    Ninguém tem direito de interferir na cultura de um povo. Povo não tem virtude acaba por escravo… se querem casar que vao casar na casa da mae joana onde pode tudo, não aki na nossa cultura isto sim é perseguição a um povo. Não aceito casamento homossexual em CTG e nem um outro lugar sou contra sim. existem princípios que devem ser visto…DEUS È AMOR E TAMBEM JUSTIÇA…

  • Mateus Skolaude diz: 20 de setembro de 2014

    Acho que o teu posicionamento reflete uma perspectiva interessante que merece a reflexão, concordaria com ele se efetivamente o espaço da “tradições” no RS ficassem circunscritos aos CTGs, o que não é verdadeiro, ou seja, a cada ano as pretensas tradições invadem escolas e diversas repartições públicas. Não sejamos ingênuos, o casamento no CTG foi uma ação com a perspectiva de problematizar alguns aspectos de caráter hegemônicos no RS, que visa exatamente o debate sobre demandas cruciais na sociedade contemporânea.

  • Mariana diz: 20 de setembro de 2014

    Oi David, sempre te leio, mas vou discordar de vc nesse texto. As duas moças que queriam casar no CTG pelo que sei cultivam as tradições gaúchas que o CTG prega e ouvi dizer que até frequentavam o CTG. Só que eram gays. Portanto não era provocação. Pelo que entendi elas queriam casar num lugar que seria relevante pra elas, como outros não gays fazem. Inclusive o líder do CTG não se opôs a elas casarem lá. E mesmo que não fossem frequentadoras, porque elas não podem ser consideradas cultivadoras das tradições gaúchas? Só porque são gays? Esses dias vi uma foto da primeira garotinha negra cujos pais se opuseram a colocar na escola para negros nos USA e colocaram na escola para brancos, quando ainda existia segregação por lá. Fez história. Desafiou o racismo. Vc teria coragem de dizer que era uma provocação, já que existia uma escola de negros para onde ela deveria ter ido, mas não, foi lá “provocar” os brancos na escola deles? Porque as pessoas insistem em tratar homofobia de forma diferente que racismo? Ser gay não é uma escolha, a pessoa nasce assim. Ter uma vida difícil, não poder demonstrar feto em público, não poder casar com seu amor, ninguém escolhe isso. Eles podem optar tanto como se pode optar por nascer negro ou branco. O problema é que os homofóbicos não aceitam isso. Mas é a verdade. Reveja seu ponto de vista, porque não há provocação no ato delas. Só se for um desafio aos homofóbicos para pararem de segregar gays como se não fosse um preconceito idiota.

  • Augusto Oliveira diz: 27 de janeiro de 2015

    preconceito é uma atitude discriminatória perante pessoas, lugares ou tradições considerados diferentes ou “estranhos”. procura no WIKIPÉDIA ta lá!
    Então acusam a Tradição Gaúcha de preconceito mais estão fazendo o mesmo.
    A Tradição está lá até mesmo antes de vocês nascerem e vai continuar por muito mais tempo.
    É a mesma coisa eu ser de uma religião que permite eu andar de chinelo e a outra não, mesmo que tal não me agrida com suas condições, e eu querer entrar na sua igreja, templo, centro de reuniões ou oque for, de chinelo é um absurdo.
    Do mesmo é a Tradição Gaúcha agente tem nossas regras tem nosso jeito mais é para gente não discriminamos crenças, jeitos, roupas ou até mesmo pessoas, mais pedimos o nosso direito de não ser discriminado e respeitado como tal também!!! querem ter respeito da sociedade tudo bem mais respeita ela também é simples.
    Não acho certo o que fizeram mais também acho que já estão é se provalecendo com tal direito que lhes foi dado!!!!
    Pois qualquer pessoa que tenha a opinião diferente de tais pessoas, esta errado ou é homofóbico e não é bem por ai.
    Respeito? sim
    Partilho da mesma opinião não!
    É meu direito achar noque devo ou não acreditar, aceitar ou não fazer!
    Respeitar sim tenho obrigação agora o resto não!!!!!

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