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As perguntas que teremos de responder

21 de novembro de 2014 29

Se fosse gastar mais de um parágrafo escrevendo sobre gente que clama por intervenção militar no Brasil me sentiria tão vazio quanto se gastasse mais de duas linhas com gente que sai à rua pelada. A diferença é que estes, os pelados, não fazem mal a ninguém, são apenas bizarros, e aqueles, os saudosos da ditadura, fariam mal, se sucesso tivessem; são patéticos.

Dilma foi reeleita com legitimidade. Só poderá ser arrancada do cargo com legitimidade, como o foi Collor. Os escândalos de corrupção podem levar a tanto? Aí já é outra discussão. Aí quem protesta contra o governo também o faz com legitimidade, e tem toda a razão de ganhar o cimento das avenidas e pedir cabeças em bandejas, até porque esse caso policial está só no início.

A corrupção corre como seiva pelo caule do governo, é verdade, mas também é verdade o que os governistas alegam em defesa: que esse mal não é novo. Paulo Francis morreu denunciando roubalheira na Petrobras, e isso se deu em 1997, em meio ao governo Fernando Henrique.

A diferença é que, agora, a corrupção está mais entranhada na administração pública, é mais sistêmica, mais caudalosa e, principalmente, está sendo comprovada. E não porque o governo teve “vontade política”. Isso é balela. Dizer que o atual governo “permite” as investigações é o mesmo que dizer que os militares “concederam” a volta da democracia. A redemocratização e a independência da Polícia Federal, do Ministério Público e da imprensa são conquistas da sociedade brasileira, e não fruto da benevolência do governo. De qualquer governo. Ao contrário: esse governo (e outros) calaria a imprensa, ataria o Ministério Público e sabotaria a Polícia Federal, se lhe dessem instrumentos para isso. Já tentou, e, pelo menos por enquanto, não conseguiu.

O que há no Brasil é um quadro novo, com instituições fortalecidas pela prática democrática e uma ferramenta legal que foi aperfeiçoada nos últimos anos: a delação premiada.

Esse juiz, Sérgio Moro, pode, bem sustentado pelo Ministério Público, pela Polícia Federal, pela imprensa e pela população, ele pode transformar a República. Aliás, abre parêntese: vale pagar R$ 4 mil a mais de salário para um juiz desses? Fecha parêntese.

Retomando: o que a magistratura e a PF estão realizando pode ser algo renovador e saudável para o país, pode fundar um Brasil diferente, se houver punição dos responsáveis por todos esses crimes. Agora: a punição atingirá os atuais e os ex-governantes? Essa a primeira pergunta palpitante.

Tome Fernando Henrique. Ele foi ministro das Relações Exteriores e da Fazenda no governo Itamar, e depois duas vezes presidente da República.

Tome Dilma Rousseff. Ela foi ministra-chefe da Casa Civil, foi ministra das Minas e Energia, foi a “mãe do PAC” e foi presidente do Conselho de Administração da Petrobras no governo Lula, e agora entrará no seu segundo mandato como presidente da República.

Com tamanha bagagem de um e outra, é de se duvidar que não soubessem das irregularidades que grassam pelos corredores do poder, mas, por conhecer o comportamento e a história de um e outra, é de se duvidar que sejam corruptos. Ninguém irá dizer que Dilma e Fernando Henrique enriqueceram no Planalto. Não enriqueceram.
Surgem, então, perguntas mais sofisticadas. A passividade de governantes e ex-governantes será o suficiente para levá-los à punição? A sociedade brasileira terá estrutura para, em nome da estabilidade, conviver com um governo que a enganou? O governo conseguirá dirigir o país sustentado tão-somente pelos argumentos de que em outras gestões também houve roubo, de que todos os ladrões são iguais e que, saindo um grupo corrupto, outro entrará em seu lugar?

São questões que o Brasil provavelmente terá de debater em breve, quando o resto do lixo for regurgitado pelos esgotos de Brasília. Mas sempre dentro da legalidade, sempre dentro da norma constitucional, sem essas ridicularias de intervenção militar. Disso, nem me ocupo. A isso, prefiro perder tempo teorizando sobre os pelados de Porto Alegre.

Comentários (29)

  • vitor hugo diz: 21 de novembro de 2014

    Davi,

    Tenho acompanhado bem de perto as manifestações, a indignação da população e posso garantir que os que pedem a volta dos militares é proporcional às que desfilam peladas na rua, ou seja, perto do 0%.
    Até porque, os militares não podem e não querem tomar o poder.
    Isso é um papinho descarado dos seguidores da seita (que são inocentes úteis, tipo fiéis da Universal), e da imprensa mal intencionada, muitas vezes por ideologia torta, e outras por interesses econômicos.
    Dissestes bem, não vale a pena nem comentar esse assunto.

  • Henrique diz: 21 de novembro de 2014

    E o teu grêmio não vai falar, ou é so quando ganha, tivesse ganho tu estaria enchendo a bola daquela idiota e mau perdedor Felipão

  • Augusto diz: 21 de novembro de 2014

    David; eu gostaria que tu, ao menos, perdeste alguns minutinhos lendo um arrazoado favorável à intervenção militar. Não vai doer, eu prometo.
    Que a Dilma foi eleita legitimamente, não precisamos nos estender, pois obviedades, essas sim são perda de tempo.
    A minha argumentação em prol de um regime de exceção é bem simples. Constato que nossa democracia está alicerçada num feudo político inquebrável, perpetuando e incrementando geometricamente a corrupção, que é o fulcro de todas as nossas mazelas. Partindo dessa premissa, entendo que não há outro modo para mudar nosso stautus quo, a não ser pela via externa aos ditames legais e democráticos. A minha proposição por uma intervenção militar é em suma, uma aposta. Prefiro jogar todas a fichas num modelo militarizado, do que continuar insistindo nas mesmas estratégias fracassadas e vilipendiadas das urnas. Alguns podem contra-argumentar (corretamente) que uma ditadura não implica em melhoria automática. Evidente. Pensar que os militares não são corruptos ou maus administradores é um raciocínio no mínimo ingênuo. Onde há o humanos, há as suas essências. A sustentação do meu desejo ou pleito por um regime militar baseia-se exclusivamente no “jogar para ver”. Se está tão ruim, parecendo que piora a cada dia e sem perspectiva alguma de mudança, eu, por uma questão de estratégia, prefiro uma alternativa estanque e descontaminada da política partidária e das instituições democráticas de direito. Resumindo a parada; um regime militar pode fazer do Brasil um país tão ou ainda mais corrupto? Pode. Entretanto, dependendo de quem assuma o timão e de quem o cerca, também haverá a possibilidade de que o Brasil fique melhore ou ao menos, fique menos ruim. É nesse ponto que concentro minha ideia já que, na minha modesta opinião, depositar confiança em nosso atual sistema democrático, com os mesmos comensais e respectivos nepotes sorvendo o néctar do erário, é uma aposta natimorta. As chances da nação melhorar com a mesma “matéria-prima” que a esfola nas urnas há décadas são nulas. Destarte, jogar as fichas em uma quebra de paradigma é uma legítima, salutar e racional tentativa de melhor viver. “Alea jacta est.”

  • Augusto diz: 21 de novembro de 2014

    Errata; primeira linha “percas” em vez de perdeste.
    Há outros erros de digitação, desconsidere-os.

  • Vinicius diz: 21 de novembro de 2014

    E daí gazelinha… não vai falar do teu grêmio hoje? KKKKKKKKKKKKKKKKKK

  • Carlos Xavier Rosa diz: 21 de novembro de 2014

    O grêmio, perdeu para o melhor time do Brasil, não achas???
    Se o Cruzeiro, ontem, entrasse em campo com 73 pontos, a Arena da OAS conheceria a sua primeira taça de campeão.
    E aí David, com neve até o pescoço aí em Boston????

  • Fernando Pinto diz: 21 de novembro de 2014

    Futebol David, futebol…

  • Kill diz: 21 de novembro de 2014

    Nao vai falar de futebol David? kkk

  • ricardo bevilacqua diz: 21 de novembro de 2014

    Sr. Coimbra

    Um empresário famoso e cliente da RBS, o Sr. Gerdau, arauto da eficiência, e que fico mais de um dia no conselho de administração da Petrobras, e o Senhor vai me dizer que ele não sabia de nada. O que ficou fazendo na cadeira do conselho, esquentando-a?

  • Diego Moreira diz: 21 de novembro de 2014

    Quem fala em ditadura militar, Bolsonaro, Marco Feliciano e afins é doente mental, ponto final. Ver esse povo falando é engraçado de tão ridículo são os seus argumentos.

    Mas não devemos só rir não, devemos ter cuidado. Só pra lembrar, teve uma vez um cara na Alemanha que era folclórico, era ridicularizado, visto como doido varido e que ninguém acreditava que chegaria perto do poder… e o resultado, todo mundo sabe.

    Cuidado povo brasileiro, as vezes os lunáticos podem tomar conta, principalmente quando os “sãos” fazem tanta M#$%@ como estão fazendo nossos governantes atuais…

  • Guidogf diz: 21 de novembro de 2014

    Caro David, acho que a principal pergunta a ser feita seria ATÉ QUANDO? Até quando o povo vai aguentar tamanho descalabro. Densas nuvens toldam os horizontes, não acha?

  • Ewerton diz: 21 de novembro de 2014

    Parabéns pelo seu comentário, muito verdadeiro mas somente faltou a seguinte frase: “TOME LULA”, que foi presidente do MENSALÃO, e “diz” que “não sabia” de nada, sendo que seus principais aliados hoje estão presos, e ele pediu pessoalmente ao presidente do STF que adiasse o julgamento, porque sabia da corrupção. PS: Não quis comentar nada sobre o seu time que naufragou no segundo tempo de ontem. No primeiro tempo parecia a repetição do grenal nos 4 x1, mas no segundo foi a repetição do grenal da virada. abraços

  • Jonas diz: 21 de novembro de 2014

    esqueceste de comentar q o ex-presidente, o ladrão de 9 dedos, esse sim enriqueceu e muito na presidência da república!

  • Milton Munaro diz: 21 de novembro de 2014

    O Dr. David não acompanha os impostos que paga, nem pede devolução dos valores desviados pras burras dos ladrões. Certamente acredita na “inocência” do pessoal do mensalão, do petrolão… não se manifestou quando o executivo “comprou” o legislativo em flagrante posição ultravires, nem a importação do assassino Battisti, tampouco a deportação boxeadores e, sobre a tortura de CELSO DANIEL… dos aparentados asilados na França… do voto censitário travestido…

  • Diego Moreira diz: 21 de novembro de 2014

    Enquanto os colorados falam da derrota do Grêmio, D’Alessandro ainda chora com dores na região retal após a curra do Grenal…

  • Theo Cruz diz: 21 de novembro de 2014

    ENFIM! Finalmente uma opinião mais pautada pela ponderação e pela isenção. Artigo exemplar. Parabéns.

  • Eduardo diz: 21 de novembro de 2014

    Bom dia srs.
    Não li nenhum comentário, até o momento, sobre a incompetência dos órgãos fiscalizadores – públicos e privados, nacionais e internacionais.
    A Petrobrás, por negociar ações tanto no BOVESPA como na Bolsa de NY, deve seguir padrões e procedimentos criados especialmente para aumentar a transparência e facilitar a fiscalização, em especial a Lei Sarbane Oxley.
    O que as grandes empresas de auditoria internacional fizeram nesses últimos anos ao avalizar os Balanços não só da Petrobrás como tb de algumas construtoras??
    Saudações

  • Luiz Fernando diz: 21 de novembro de 2014

    Grande Diego Moreira!!

    Fiquei curioso, pois, se 4×1 deve ter causado dores na região retal do nosso D’Ale.

    Como estaria a região retal caso esta “curra” fosse…deixa prá lá…muita teoria…ainda deve está doendo né???
    Vc não deve conseguir mais saltitar….

  • marcelo 1968 diz: 21 de novembro de 2014

    só essas perguntas david?
    coloca na conta…olhas mais essas

    escandalo pronaf

    eletrobras

    obras do mundial

    bnds – friboi

    Governo Lula

    (Luiz Inácio Lula da Silva) (desde 2003)

    101 casos em 4 anos de governo.

    Caso Pinheiro Landim

    Caso Celso Daniel

    Caso Toninho do PT

    Escândalo dos Grampos Contra Políticos da Bahia

    Escândalo do Proprinoduto

    (também conhecido como Caso Rodrigo Silveirinha )

    CPI do Banestado

    Escândalo da Suposta Ligação do PT com o MST

    Escândalo da Suposta Ligação do PT com a FARC

    Privatização das Estatais no Primeiro Ano do Governo Lula

    Escândalo do Gasto Públicos dos Ministros

    Irregularidades do Fome Zero

    Escândalo do DNIT

    (envolvendo os ministros Anderson Adauto e Sérgio Pimentel)

    Escândalo do Ministério do Trabalho

    Licitação Para a Compra de Gêneros Básicos

    Caso Agnelo Queiroz

    (O ministro recebeu diárias do COB para os Jogos Panamericanos)

    Escândalo do Ministério dos Esportes

    (Uso da estrutura do ministério para organizar a festa de aniversário

    do ministro Agnelo Queizoz)

    Operação Anaconda

    Escândalo dos Gafanhotos (ou Máfia dos Gafanhotos)

    Caso José Eduardo Dutra

    Escândalo dos Frangos (em Roraima)

    Várias Aberturas de Licitações da Presidência da República

    Para a Compra de Artigos de Luxo

    Escândalo da Norospar

    (Associação Beneficente de Saúde do Noroeste do Paraná)

    Expulsão dos Políticos do PT

    Escândalo dos Bingos

    (Primeira grave crise política do governo Lula)

    (ou Caso Waldomiro Diniz)

    Lei de Responsabilidade Fiscal

    (Recuos do governo federal da LRF)

    Escândalo da ONG Ágora

    Escândalo dos Copos

    (Licitação do Governo Federal para a compra de 750 copos de cristal para vinho, champagne, licor e whisky)

    Caso Henrique Meirelles

    Caso Luiz Augusto Candiota

    (Diretor de Política Monetária do BC,

    é acusado de movimentar as contas no exterior

    e demitido por não explicar a movimentação)

    Caso Cássio Caseb

    Caso Kroll

    Conselho Federal de Jornalismo

    Escândalo dos Vampiros

    Escândalo das Fotos de Herzog

    Uso dos Ministros dos Assessores em Campanha Eleitoral de 2004

    Escândalo do PTB

    (Oferecimento do PT para ter apoio do PTB em troca de cargos,

    material de campanha e R$ 150 mil reais a cada deputado)

    Caso Antônio Celso Cipriani

    Irregularidades na Bolsa-Escola

    Caso Flamarion Portela

    Irregularidades na Bolsa-Família

    Escândalo de Cartões de Crédito Corporativos da Presidência

    Irregularidaes do Programa Restaurante Popular

    (Projeto de restaurantes populares beneficia prefeituras

    administradas pelo PT)

    Abuso de Medidas Provisórias no Governo Lula

    entre 2003 e 2004 (mais de 300)

    Escândalo dos Correios

    (Segunda grave crise política do governo Lula.

    Também conhecido como Caso Maurício Marinho)

    Escândalo do IRB

    Escândalo da Novadata

    Escândalo da Usina de Itaipu

    Escândalo das Furnas

    Escândalo do Mensalão

    (Terceira grave crise política do governo.

    Também conhecido como Mensalão)

    Escândalo do Leão & Leão

    (República de Ribeirão Preto ou Máfia do Lixo ou Caso Leão & Leão)

    Escândalo da Secom

    Esquema de Corrupção no Diretório Nacional do PT

    Escândalo do Brasil Telecom

    (também conhecido como Escândalo do Portugal Telecom

    ou Escândalo da Itália Telecom)

    Escândalo da CPEM

    Escândalo da SEBRAE (ou Caso Paulo Okamotto)

    Caso Marka/FonteCindam

    Escândalo dos Dólares na Cueca

    Escândalo do Banco Santos

    Escândalo Daniel Dantas – Grupo Opportunity

    (ou Caso Daniel Dantas)

    Escândalo da Interbrazil

    Caso Toninho da Barcelona

    Escândalo da Gamecorp-Telemar

    (ou Caso Lulinha)

    Caso dos Dólares de Cuba

    Doação de Roupas da Lu Alckmin

    (esposa do Geraldo Alckimin)

    Doação de Terninhos da Marísia da Silva

    (esposa do presidente Lula)

    Escândalo da Nossa Caixa LI

    Escândalo da Quebra do Sigilo Bancário do Caseiro Francenildo

    (Quarta grave crise política do governo Lula.

    Também conhecido como Caso Francenildo Santos Costa)

    Escândalo das Cartilhas do PT

    Escândalo do Banco BMG

    (Empréstimos para aposentados)

    Escândalo do Proer

    Escândalo do Sivam

    Escândalo dos Fundos de Pensão

    Escândalo dos Grampos na Abin

    Escândalo do Foro de São Paulo

    Esquema do Plano Safra Legal (Máfia dos Cupins)

    Escândalo do Mensalinho

    Escândalo das Vendas de Madeira da Amazônia

    (ou Escândalo Ministério do Meio Ambiente).

    69 CPIs Abafadas pelo Geraldo Alckmin (em São Paulo)

    Escândalo de Corrupção dos Ministros no Governo Lula

    Crise da Varig

    Escândalo das Sanguessugas

    (Quinta grave crise política do governo Lula.

    Inicialmente conhecida como Operação Sanguessuga

    e Escândalo das Ambulâncias)

    Escândalo dos Gastos de Combustíveis dos Deputados

    CPI da Imigração Ilegal

    CPI do Tráfico de Armas

    Escândalo da Suposta Ligação do PT com o PCC

    Escândalo da Suposta Ligação do PT com o MLST

    Operação Confraria
    Operação Dominó

    Operação Saúva

    Escândalo do Vazamento de Informações da Operação Mão-de-Obra

    Escândalo dos Funcionários Federais Empregados que não Trabalhavam

    Mensalinho nas Prefeituras do Estado de São Paulo

    Escândalo dos Grampos no TSE

    Escândalo do Dossiê

    (Sexta grave crise política do governo Lula)

    ONG Unitrabalho

    Escândalo da Renascer em Cristo

    CPI das ONGs

    Operação Testamento

    CPI do Apagão Aéreo

    Operação Hurricane

  • Sergio Henrique Klein diz: 21 de novembro de 2014

    David, há muito tempo que vemos posts que dizem que o Lula enriqueceu, que mandou dinheiro para o exterior via secretária Rose, que o Lulinha saiu de um salário de trabalhador do zoológico para se tornar um bilionário durante o governo do pai dele… e porque estas coisas não são investigadas? porque tentam blindar o Lula das investigações da polícia? poderia fazer uma lista enorme de coisas que vejo todo santo dia, que causariam constrangimento até no diabo, e absolutamente nada acontece…. hoje, milhão virou moedinha de troco….

  • Joao diz: 21 de novembro de 2014

    O mesmo David que reclama da Grenalização qdo comenta futebol, a pratica na política. Pra falar do PT é obrigado acusar o PSDB tbm?

    O que o FHC tem a ver? Bom, ele foi presidente há 20 aos atrás. Então vamos puxar o Sarney, o Medici, o Dom Pedro…sim, daqui a pouco o PT, que MANDA NO PAÍS HÁ 20 ANOS, vai jogar a culpa no Cabral.

    Toda vez que estoura casos de corrupção o PT se defende puxando governantes de décadas passadas. Essa defesa está mto manjada. O PT é hegemônico, manda no país há duas décadas, e se alguém critica temos que lembrar que na época que se amarrava cachorro com linguiça era igual.

    David, faz 20 anos que o FHC saiu do governo. 20 ANOS!
    Não digo que ele não possa ter alguma responsabilidade (embora não haja vestígios), talvez responsabilidade indireta como tu falaste. Mas estamos comparando com fatos de 20 ANOS atrás!

    Imagina o Koff: “não ganhamos nada, mas na época do rafael bandeira do santos, do Irany Santana, era igual”. Vamos mesmo debater nesses termos?

  • Paulo diz: 21 de novembro de 2014

    A ditadura é ruim por natureza. Não se pode defender a idéia de partir de uma situação ruim para uma péssima por livre e espontanea vontade. O problema não é a democracia, por favor, é o povo. Uma ditadura não vai mudar a essencia dos problemas do Brasil. Não é uma aposta, é um tiro consciente no pé. Votei contra o PT, acho que tem muita coisa que poderia ser feita de outra forma, mas devemos defender a democracia.

  • Eduardo diz: 21 de novembro de 2014

    Boa tarde Sérgio, a resposta para a sua pergunta é simples.
    Não foram investigados pq não havia o que ser investigado.
    Diferentemente do Metro de SP, Mensalão Tucano, responsabilidade pela crise hídrica de SP, privataria, etc, em que existem elementos que possibilitam a abertura de inquérito – e na maioria tem inquéritos abertos, só que o prazo prescreve. É incrível como isso só acontece com o PSDB e seus aliados.
    A propósito, alguém sabe como está a questão do aeroporto de Cláudio, dos milhares de funcionários públicos admitidos por Aécio sem concurso público??
    Alguém sabe de quem era o avião em que estava o Eduardo Campos? Quem vai pagar pelos prejuízos as vítimas?? O advogado do PSB quer que o governo federal seja responsabilizado…
    Aí já é piada pronta…
    saudações

  • Theo Cruz diz: 21 de novembro de 2014

    João precisa aprender a fazer contas. FHC saiu em 2002. Estamos em 2014. 20 anos em 12?

    Tente consertar 500 anos de cagadas em meros 12 anos. Você consegue?

  • Caetano diz: 21 de novembro de 2014

    Leia abaixo o que escreveu hoje na Folha, Ricardo Semler, um insuspeito pessedebista, e veja se aprende alguma coisa sobre o assunto em que insistes tanto em opinar com uma desfaçatez enorme. A questão da corrupção no Brasil é muito mais profunda do que a forma leviana, desonesta e infantil que você trata.
    Está fácil de perceber todo o teu contorcionismo, visto que tens que explicar e expicar-se a todo instante, simplesmente porque te negas a ver o óbvio :

    Nunca se roubou tão pouco.

    Ricardo Semler

    Não sendo petista, e sim tucano, sinto-me à vontade para constatar que essa onda de prisões de executivos é um passo histórico para este país
    Nossa empresa deixou de vender equipamentos para a Petrobras nos anos 70. Era impossível vender diretamente sem propina. Tentamos de novo nos anos 80, 90 e até recentemente. Em 40 anos de persistentes tentativas, nada feito.
    Não há no mundo dos negócios quem não saiba disso. Nem qualquer um dos 86 mil honrados funcionários que nada ganham com a bandalheira da cúpula.
    Os porcentuais caíram, foi só isso que mudou. Até em Paris sabia-se dos “cochons des dix pour cent”, os porquinhos que cobravam 10% por fora sobre a totalidade de importação de barris de petróleo em décadas passadas.
    Agora tem gente fazendo passeata pela volta dos militares ao poder e uma elite escandalizada com os desvios na Petrobras. Santa hipocrisia. Onde estavam os envergonhados do país nas décadas em que houve evasão de R$ 1 trilhão –cem vezes mais do que o caso Petrobras– pelos empresários?
    Virou moda fugir disso tudo para Miami, mas é justamente a turma de Miami que compra lá com dinheiro sonegado daqui. Que fingimento é esse?
    Vejo as pessoas vociferarem contra os nordestinos que garantiram a vitória da presidente Dilma Rousseff. Garantir renda para quem sempre foi preterido no desenvolvimento deveria ser motivo de princípio e de orgulho para um bom brasileiro. Tanto faz o partido.
    Não sendo petista, e sim tucano, com ficha orgulhosamente assinada por Franco Montoro, Mário Covas, José Serra e FHC, sinto-me à vontade para constatar que essa onda de prisões de executivos é um passo histórico para este país.
    É ingênuo quem acha que poderia ter acontecido com qualquer presidente. Com bandalheiras vastamente maiores, nunca a Polícia Federal teria tido autonomia para prender corruptos cujos tentáculos levam ao próprio governo.
    Votei pelo fim de um longo ciclo do PT, porque Dilma e o partido dela enfiaram os pés pelas mãos em termos de postura, aceite do sistema corrupto e políticas econômicas.
    Mas Dilma agora lidera a todos nós, e preside o país num momento de muito orgulho e esperança. Deixemos de ser hipócritas e reconheçamos que estamos a andar à frente, e velozmente, neste quesito.
    A coisa não para na Petrobras. Há dezenas de outras estatais com esqueletos parecidos no armário. É raro ganhar uma concessão ou construir uma estrada sem os tentáculos sórdidos das empresas bandidas.
    O que muitos não sabem é que é igualmente difícil vender para muitas montadoras e incontáveis multinacionais sem antes dar propina para o diretor de compras.
    É lógico que a defesa desses executivos presos vão entrar novamente com habeas corpus, vários deles serão soltos, mas o susto e o passo à frente está dado. Daqui não se volta atrás como país.
    A turma global que monitora a corrupção estima que 0,8% do PIB brasileiro é roubado. Esse número já foi de 3,1%, e estimam ter sido na casa de 5% há poucas décadas. O roubo está caindo, mas como a represa da Cantareira, em São Paulo, está a desnudar o volume barrento.
    Boa parte sempre foi gasta com os partidos que se alugam por dinheiro vivo, e votos que são comprados no Congresso há décadas. E são os grandes partidos que os brasileiros reconduzem desde sempre.
    Cada um de nós tem um dedão na lama. Afinal, quem de nós não aceitou um pagamento sem recibo para médico, deu uma cervejinha para um guarda ou passou escritura de casa por um valor menor?
    Deixemos de cinismo. O antídoto contra esse veneno sistêmico é homeopático. Deixemos instalar o processo de cura, que é do país, e não de um partido.
    O lodo desse veneno pode ser diluído, sim, com muita determinação e serenidade, e sem arroubos de vergonha ou repugnância cínicas. Não sejamos o volume morto, não permitamos que o barro triunfe novamente. Ninguém precisa ser alertado, cada de nós sabe o que precisa fazer em vez de resmungar.

    * Sei que o leitor médio de ZH, e especialmente das colunas do David, não passa de um analfabeto político, que apenas endossa e reverbera as bobagens que lê. Não tem um senso crítico pois a imprensa que este adotou como fonte de informação, quer que este assim permaneça na sua completa ignorância e preconceito.

  • Elis diz: 21 de novembro de 2014

    Sei que não vai sobrar pedra sobre pedra, falaram que a Marina foi atacada em toda campanha, mas a Dilma também , foi vaiada , chamada de leviana e, no final foi eleita . Mulher vingativa é um terror , toda essa corrupção deve ser investigada e fico imaginando se esses senhores conseguiam dormir tranquilamente .

  • pedro de lara diz: 21 de novembro de 2014

    O que um empresário visionário diria sobre os atuais acontecimentos…

    http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2014/11/1551226-ricardo-semler-nunca-se-roubou-tao-pouco.shtml

  • Amaro diz: 21 de novembro de 2014

    Esse João é ruim de matemática hein, a 20 anos atrás meu amigo o FHC estava sendo eleito pela primeira vez, 4 anos depois ele foi reeleito. Fazem 12 anos que o PT está no poder. Arredondar 12 anos pra 20 é duro.

  • Machiavellirs diz: 22 de novembro de 2014

    PRÓS E CONTRAS O REGIME MILITAR

    Fazendo uma pesquisa básica sobre o tempo em que os militares do Brasil estiveram no poder e o tempo em que eles não estiveram no poder pode-se tirar alguns prós e contras da situação que são mais ou menos assim:

    ALGUNS PRÓS

    1. Brasil tricampeão do mundo em 1970.
    2. Grêmio campeão do mundo em 1983.
    3. Criação do BNH – o BNH foi criado em agosto/1964, com a finalidade de financiar habitações para os brasileiros. O BNH foi encerrado em 1986. Seus recursos passaram a ser administrados pela Caixa Econômica Federal que manteve o seu principal objetivo.
    4. Criação do FGTS – o FGTS foi criado em 1966 com a finalidade principal de amparar os trabalhadores em algumas hipóteses de encerramento da relação de emprego, em situações de doenças graves e até em momentos de catástrofes naturais, sendo também destinado a investimentos em habitação, saneamento e infraestrutura. O FGTS é tão importante que, atualmente, já aplicou mais de 100 bilhões de reais no programa Minha Casa Minha Vida.
    5. Construção da hidrelétrica de Itaipu que, em tupi, quer dizer “a pedra que canta”. Foi criada em 1973. Em 2013 obteve o recorde mundial de produção de energia.
    6. Construção da rodovia Transamazônica. Foi projetada no governo do Médici.
    7. Construção da ponte Rio-Niterói. Foi o General Costa e Silva que autorizou o projeto em 1968.
    8. Construção do Trensurb de Porto Alegre, em 1980.
    9. Construção da freeway Porto Alegre-Osório, em 1973.
    10. Havia maior segurança para o cidadão comum. Atualmente os bandidos estabelecem horários para escolas e casas comerciais funcionarem. Ou seja, estabelecem a lei do silêncio e estamos conversados. Na época da ditadura militar isso não acontecia porque os bandidos sabiam que seriam perseguidos, capturados e jogados no Guaíba, de mãos atadas, com uma pedra amarrada na cintura. Hoje você fica com medo de ir beber uma cerveja em um dos bares da Cidade Baixa porque existe a possibilidade de você ser assaltado ou ver, na ida para casa, que roubaram as rodas do seu automóvel. No regime militar isso também não acontecia porque os bandidos os bandidos tinham medo das profundezas do Guaíba e do Saco da Alemoa.
    11. Menor corrupção: o regime militar durou 22 anos. O atual “regime democrático” já tem 26 anos. Ou seja, o atual regime democrático teve tempo mais que suficiente para provar que o Castelo Branco era corrupto, que o Costa e Silva era corrupto, que o Médice era corrupto, que o Figueiredo era corrupto e que o Geisel era corrupto. No entanto, o que se viu foi que esses generais que comandaram o regime militar morreram pobres, só com seus insignificantes soldos de generais.
    12. Fator Previdenciário: durante o regime militar não havia o “fator previdenciário” na aposentadoria. Para os ignorantes que não sabem o que é o fator previdenciário explico de forma simples e objetiva que ele é mais ou menos assim: quanto mais tempo você permanece aposentado mais diminui os benefícios de sua aposentadoria. Ou seja, muito provavelmente quando você tiver 80 anos de idade sua aposentadoria vai ser de apenas 1 salário mínimo. Ou seja, você vai ter que conseguir um emprego de porteiro de edifício ou pedir ajuda financeira para um parente ou morar em um asilo de velhinhos. O fator previdenciário não vale para juízes e políticos. Ou seja, os políticos e juízes continuarão com seus contracheques e benefícios como se na ativa estivessem. Isso de alguma forma mostra que a democracia hoje existente é uma democracia sórdida é perversa para a maioria dos brasileiros.
    13. O regime militar deixou o PT e o Lula se criar. O Lula foi o principal organizador de greves durante a ditadura militar.

    ALGUNS CONTRAS

    1. A ditadura militar perseguiu os comunistas e guerrilheiros da esquerda. Torturaram uns e deram sumiço em outros.
    2. Exilaram o FHC no Chile. Depois, o FHC resolveu se mudar para Paris e lecionar por lá.
    3. Perseguiram e prenderam o Zé Dirceu que na época era guerrilheiro, comunista ou simpatizante. Em setembro de 1969, com mais quatorze presos políticos, deportados do país, em troca da libertação do embaixador norte-americano Charles Burke Elbrick, foi deportado para o México. Posteriormente exilou-se em Cuba. Fez plásticas e mudou de nome para não ser reconhecido em suas tentativas de voltar ao Brasil após ser exilado, e voltou definitivamente ao país em 1971, vivendo um período clandestinamente em São Paulo e em algumas cidades do Nordeste. No entanto, quando teve novamente sua segurança ameaçada, retornou a Cuba, retornando ao Brasil em 1975, estabelecendo-se clandestinamente em Cruzeiro do Oeste, no interior do Paraná (tem no Google isso). A democracia atual também prendeu o Zé Dirceu só que, agora, foi por corrupção no caso do Mensalão.
    4. Perseguiram e prenderam o Zé Genuíno que também foi guerrilheiro. O Genoíno foi anistiado em 1979 e em 1982 participa da fundação do PT, ainda durante o regime militar. Ele é irmão do deputado José Nobre Guimarães que foi preso com 100 mil dólares escondidos na cueca. A democracia atual também prendeu o Zé Genoíno por causa de corrupção no escândalo do Mensalão.
    5. A ditadura militar realizou a censura na imprensa e em muitas músicas. Censurou, por exemplo, a “Pra não dizer que não falei de flores” do Geraldo Vandré. A propósito:

    http://www.youtube.com/watch?v=6oGlRrJLiiY

    6. O Caetano teve que ir para a Inglaterra para compor seus protestos. Em Londres o Caetano compôs London, London que eu acho demais. A propósito:

    http://www.youtube.com/watch?v=DM_2EdyytaU

    7. O Chico Buarque também teve que exilar na Europa. Só que preferiu Paris. Gostou tanto de lá que, dizem, comprou até um apartamento onde, atualmente, passa a maior parte do seu tempo livre curtindo as margens do Sena e o “crêpe suzette” de lá.

    PS: Por aqui eu paro porque tenho que dar um chego em Atlântida. Por enquanto o placar está 13 a 7 pró regime militar. Segunda-feira eu complemento com mais itens contra aquele horripilante regime. Porém, muito apreciaria que vocês turbinassem os prós e os contras com mais fatos e ações. Até!

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