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Pela legalização das drogas

04 de fevereiro de 2015 32

Havia, nos anos 70, uma dupla de músicos chamada de “a dupla da ditadura”: Dom e Ravel. Foram autores de várias musiquinhas ufanistas utilizadas pela propaganda do regime, o que lhes rendeu o opróbrio nacional depois de passados os anos do “milagre econômico”. Morreram amargurados e esquecidos, negando que tivessem feito qualquer composição a pedido dos militares, e acho até que era verdade. É bem provável que Dom e Ravel não apoiassem conscientemente a ditadura. Podiam ser considerados culpados, apenas, pelas músicas ruins que cometeram.
Uma delas tornou-se o hino do regime: Eu te Amo, meu Brasil. Era uma marchinha festiva. Começava assim: “As praias do Brasil ensolaradas, lalaiá-lá…” E seguia num encadeamento condoreiro, elogiando as nossas mulheres, que têm mais amor, as nossas tardes, mais douradas, nossas mulatas, que brotam cheias de calor, e a nossa juventude, que ninguém seguraria.
Até certo tempo, o brasileiro, saudavelmente, nunca se levou a sério e sempre achou risível o patriotismo. Isso de as pessoas brigarem por causa de piada e cantarem o hino chorando é coisa recente. Então, corria na época uma versão debochada da música de Dom e Ravel, que dizia assim:

“A maconha no Brasil foi liberada, lalaiá-lá!
Até o presidente já fumou, lalaiá-lá!
E eu vou continuar na minha, tomando bolinha com o governador!
Eu te amo, meu Brasil, eu te amo!
Meu coração é de Jesus e o meu pulmão da Souza Cruz!”

É uma gozação que agora parece bobinha, mas na época tratava-se de afronta rascante àqueles militares de óculos escuros.
“A maconha no Brasil foi liberada”, cantávamos nos anos 70, e isso causava escândalo. Hoje, maconha e demais drogas são liberadas em todo o território nacional. Duvido que haja país no mundo em que as drogas gozem de tamanha liberdade. No Brasil, o comércio de drogas é um capitalismo selvagem e irrestrito, sonho que nem os neoliberais mais radicais de Davos ousaram sonhar. Qualquer um compra a substância que quiser na hora em que quiser, mas terá de pagar o preço que o traficante exigir. E assim o poder dos traficantes cresce e cresce a criminalidade e quase 60 mil pessoas morrem assassinadas por ano nesse paraíso de praias ensolaradas, lalaiá-lá.
O Brasil só conseguirá restringir as drogas se as controlar. Ou seja: tornando-as legais de direito, já que o são de fato. O Estado brasileiro devia tomar a si a produção e a venda das drogas, cadastrando os consumidores, definindo os locais de uso, transformando as drogas em problema de saúde, não de polícia. Mais ou menos como é feito com o cigarro, que, com inteligência, está sendo banido da sociedade.
O dinheiro das drogas deveria ser investido, exatamente, no combate às drogas, na prevenção, na educação, em vez de ser investido na compra de armamentos para bandidos. Chega de hipocrisia. Chega de crianças morrendo vitimadas por tiroteios entre traficantes. Pela legalização das drogas. Antes que eles, os traficantes e seu dinheiro sangrento, acabem segurando a juventude do Brasil.

Comentários (32)

  • Joao Agrario diz: 4 de fevereiro de 2015

    Eu sou a favor da legalização das drogas tbm.

    Mas acho que o impacto disso é superestimado e vai ser bem pequeno. Talvez diminua um pouco, mas não mto como sociólogos e ativistas esperam.

    Em mtos lugares nem é mais o dinheiro das drogas que sustenta a criminalidade, Davi. Veja o caso das milícias no Rio. Os milicianos (alguns deles polícias profissionais) intimidam a população de regiões carentes oferecendo proteção e serviços em troca de grana. Quem não pagar, sofre as consequências.

    As milícias tem pouco ou nada a ver com as drogas, Davi.

    As comunidades reféns dos milicianos não são de consumidores de drogas. São de clientes de tv por assinatura clandestina, transporte etc. É daí que vem o dinheiro das milícias.

    Legalizar as drogas não vai afetar o negócio deles.
    Hoje em dia até os traficantes de drogas viraram peixe pequeno.

    Sou a favor da legalização por uma questão ideológica. Acho que maiores de idade devem ter liberdade de fazer o que quiserem com sua vida, seja consumir drogas em privado ou casar com pessoas do mesmo gênero, desde que não afetem outros. Mas aí entramos no terreno da ideologia pessoal.

    Em termos práticos, sou bastante cético que a legalização vai ser a solução mágica para reduzir a criminalidade.

  • Delmar Bertuol diz: 4 de fevereiro de 2015

    Texto irretocável.

  • aldemir chaves diz: 4 de fevereiro de 2015

    Direito de opiniao é igual a todos , se vc tem o direito de achar que isso é o melhor caminho, eu tenho o direito de mostrar o caminho que acho correto:

    Querem a liberação porque acham que o estado não tem competencia pra acabar com traficantes e acabar com a entrada por todas as fronteiras …
    Ou seja , por uma imcompetencia do estado quer vc deixar legalizado um negocio que vc sabe ser prejudicial a saude mental de qualquer pessoa e depois investe no tratamento dela … SO FALTOU VC DIZER QUE VAI INJETAR TUMOR DE CANCER EM VARIAS PESSOAS PORQUE SO ASSIM OS MEDICOS TERAM COMPETENCIA PRA DESCOBRIR O TRATAMENTO …
    Se hoje as drogas são ilegais e ja fumam e cheiram em varios lugares imagina se liberarem…
    RESUMINDO : VC ACHA QUE O ESTADO NÃO TEM COMPETENCIA PRA ACABAR COM O TRAFICO , MAS ACHA QUE O ESTADO LEGALIZANDO VAI PEGAR O DINHEIRO DA ARRECADAÇÃO E INVESTIR NO TRATAMENTO E CAMPANHA DE QUEM USA ? É MAIS O FACIL NOSSOS POLITICOS INCENTIVAREM O CONSUMO PRA PODER ARRECADAR MAIS IMPOSTOS E CRIAREM SECRETARIAS PARA AFILIADOS, CARGOS DE CONSELHEIROS PARA PARENTES E POR AI VAI …

  • Codorna diz: 4 de fevereiro de 2015

    David, então é simples? Basta legalizar as drogas e esta acabado a violência? Os milhares de traficantes e vagabundos irão começar a trabalhar e vão parar de matar pessoas inocentes…

    Geralmente concordo contigo, mas nesta questão não tem como. Acredito que o governo deva tornar o controle mais rígido e com leis mais severas!

  • Gerson Moracha diz: 4 de fevereiro de 2015

    Hoje, finalmente, o David acordou inspirado. Parabéns. Concordo com tudo o que dissestes.Outro dia li um estudo que dizia que aproximadamente 60 % das pessoas presas no mundo o foram por cometer delitos/crimes ligados ao tráfico de drogas. Um gasto extraordinário para manter todas estas pessoas presas sem falar no numero incalculável de mortos e feridos na disputa pelo controle do tráfico e no combate ao mesmo. Ou seja, a política atual não extingue o tráfico, nem reduz a oferta e o consumo.O Uruguai implementa pioneiramente a politica defendida pelo Davis, e será muito importante acompanharmos o desenrolar e os resultados desta política de liberação das drogas que vem acompanhada de diversos mecanismos de controle, de saúde pública e educação. Para ser justo quem lançou a discussão foi o FHC algum tempo atrás. No começo fiquei reticente, mas passado algum tempo para assimilação da ideia estou convencido de que pior do que está não fica. Liberação das drogas e controle pelo estado representa mais ou menos meu pensamento em relação a toda e qualquer política. A liberdade de cada um exercer seu livre arbítrio em relação ao seu corpo e sua vida, mas mediada pela lei e pelo estado, que em resumo são a civilização. Nem vou me estender para não ser chamado de esquerdopata, maconheiro, y otras cositas mas. Mas novamente parabéns David, nesta te acompanho.

  • Alan S. diz: 4 de fevereiro de 2015

    David.

    Permita-me, respeitosamente, discordar da sua opinião. Não sou consumidor de drogas ilícitas. Entretanto, consumo quase todos os finais de semana, minha tradicional cervejinha, entendida como uma droga lícita. Sei que vivemos numa sociedade hipócrita, na qual gigantescas quantidades de drogas são consumidas e quase nada é feito. Mas não penso que a legalização seria a solução. Conheço várias pessoas que usaram a “mais singela” das drogas ilícitas, a maconha. E poucas destas pessoas não acabaram se “aprofundando” no tema. O que quero dizer é que a maconha serviu de porta de entrada para várias outras drogas, muito mais pesadas. Também é verdade que a cerveja, inocente que é, serve de ponto inicial para o alcoolismo, o que também destroi vidas. Mas proporcionalmente, novamente ressaltando que é a minha humilde opinião, o número de pessoas que começa com a maconha e termina em outras drogas é maior que os que simplesmente bebem e não viram alcoólatras. Sendo assim, comparativamente, não vejo a legalização como solução, embora já tenhamos drogas legalizadas.

  • Machiavellirs diz: 4 de fevereiro de 2015

    LIBERAÇÃO PARCIAL OU TOTAL

    1 – Liberação parcial – O MACONHÃO E O COCAINÃO.

    Digamos que o Brasil resolva liberar o uso das drogas. Então, para não ser radical, o Brasil liberaria apenas a maconha e a cocaína, digamos, no primeiro momento.

    Então, nos restaurantes, por exemplo, você faria as suas carreirinhas de cocaína em cima da mesa (porque cocaína não faz fumaça) e começaria a cheirá-la juntamente com sua mulher e seus filhos bem ao lado da mesa onde o Ismael, a namorada dele e os filhos da namorada dele estão.

    Porém o Is, a namorada dele e os filhos dela não gostam de cocaína porque a cocaína é um produto mais sofisticado e, consequentemente, mais caro, logo não cabe no bolso de nenhum deles. O que cabe no bolso do Is e de sua companheirada é a maconha. Então eles resolvem fumar ali mesmo porque a ciência chegou a conclusão de que a fumaça da maconha é medicinal, ou seja, ela faz muito bem para quem estiver, por exemplo, com dor de cotovelo ou na coluna vertebral dentro do restaurante, naquele momento.

    Então, o coitado do Machi aqui que gosta de fumar um cigarrinho de vez em quando e que, por azar, encontra-se no mesmo restaurante do Is, tem que sair do restaurante e fumar seu cigarrinho na rua porque, como vocês sabem, não se pode fumar cigarrinhos em restaurantes porque a fumaça dele, do cigarrinho, não combina com a fumaça da maconha, segundo a mesma ciência…

    No âmbito governamental, o Machi faz a seguinte pergunta:

    Para onde irá o dinheiro do imposto arrecadado com a venda da maconha e da cocaína?

    Não sei o certo! Porém, do jeito que a coisa vai, desconfio que logologo vai surgir o MACONHÃO e o COCAINÃO para se juntarem com o MENSALÃO E O PETROLÃO, não é verdade?

    2 – Liberação total – O CRACKÃO, O LSDÃO E O ECSTASYÃO

    (volto mais tarde porque o Machi tem que sair agora para fumar seu cigarrinho)

  • Ismael diz: 4 de fevereiro de 2015

    Pensamentos que os favoráveis as drogas não gostam:

    1-Quais drogas liberar? Todas, senão, quais? [Vivem fugindo dessa, só falam "drogas", bem abstrato]

    2-E como fica a questão de impostos? Maconha e Cocaína vão ter imposto menor, igual ou maior que cigarros e bebidas?

    3-Relacionada a questão anterior… imposto alto(o esperado) não vai acabar mantendo os traficantes fortes por oferecerem algo muito mais barato?

    4 – E o impacto inicial na saúde e hábitos em geral? Imagine 10 maconheiros na porta do restaurante, esperando pra poder entrar de novo? Quem pede isso está disposto a bancar o transtorno, dar contas disso?

    5-E a readequação das leis de trânsito e outras tantas leis que precisarão ser atualizadas? Esse congresso lerdo e corporativista já produz pouco, vai priorizar a agenda chapadista?

    6-E essa idéia de “acabam as drogas ilegais, acaba a violência”, acha mesmo que todo mundo que vive disso vai parar assim facinho? Quem pratica violência com drogas não vai simplesmente migrar para outro tipo de crimes violentos, agora atacando a população e não os rivais do negócio?

    Quando se para pra pensar, um mínimo que seja, com responsabilidade, já fica a mostra como a idéia é cheia de furos.

    Mais uma coisa que FHC fez pelo país, alimentar essa irresponsabilidade.

    Mais uma coisa que ele é valente para sugerir DEPOIS de OITO anos na presidência. Passou os últimos quatro anos viajando e nem mencionou isso.

    Malandro que só..

    Jornalista também, dá palpite em tudo, se o que sugere não funciona, ainda diz que a culpa é dos outros, que “não fizeram certo”. É… sei .

  • Ismael diz: 4 de fevereiro de 2015

    Esqueci de um ponto importante, relacionado a pergunta 4:

    E o impacto na saúde? Será que o dinheiro que renderia realmente iria pagar os custos? E como fica o atendimento já combalido no SUS?

    Não vai a demora aumentar ainda mais pra atender mauricinho que fez festinha e se chapou?

    Essa, como várias outras questões, se resume a: prioridades !

  • Roberto Nunes diz: 4 de fevereiro de 2015

    No mundo 60% são presidiários devido ao tráfico. No Brasil mais de 70%… Gostaria muito que a maioria dos presos fossem assassinos, estupradores, etc…

    O exemplo da liberação parcial está aí, com o Uruguai, temos q observar.

    Mas a droga maior no nosso país, a que mais mata, a q mais produz marginal é a pobreza…

    Se pudéssemos produzir uma classe média forte, que segurasse a economia, e por consequência erradicasse a pobreza nosso país tomava jeito…

    Estes países de primeiro mundo, já foram iguais ou pior do que o Brasil, e eles conseguiram passar este obstáculo, será que somos tão mais incapazes que eles?

  • Moacir Minato diz: 4 de fevereiro de 2015

    Caro amigo, também sou a favor da liberação das drogas, mas sem o Estado no meio, se o Estado não consegue administrar nem seu orçamento vai cuidar disso? Acho que deveria ser assim: Quer usar, guente as consequências de seus atos. Usar droga nunca foi e nunca vai ser doença. Doença é querer que os outros paguem a conta dos viciados. Hoje os hospitais faturam uma nota com leitos especiais para dependentes do Crack e as pessoas morrem nos corredores sem leito para o pós cirúrgico.
    Assim é brabo, né?

  • Theo Cruz diz: 4 de fevereiro de 2015

    Cheio de furos é o argumento desse Ismael, se achando um gênio ao apresentar questões elementares de fácil resposta como empecilhos incontornáveis ao debate da legalização. Mas nem vou me dar ao trabalho, pois as questões levantadas por ele, da forma como o foram, são fruto ou de indigência ou de desonestidade intelectual. E eu não tenho paciência para isso. Só vale a pena responder o item 3: se isso fosse verdade, a Maria Louca dos presidiários seria a bebida mais consumida do mundo. Mas as pessoas preferem comprar seu whisky 12 anos, bem mais caro e cheio de impostos, mas no mercado civilizado, com garantia de qualidade e procedência. Aliás, poucos públicos prezam mais a “qualidade” do que consomem como usuários de drogas. No momento em que houver algo como um “coffee shop”, semelhante à uma tabacaria, acaba a procissão de usuários às bocas de fumo. Só conservadores com mentalidade de avestruz é que não enxergam esse óbvio ululante.

  • marco diz: 4 de fevereiro de 2015

    Nao vai resolver o problema de policia e ainda vai criar um problema de saude.

    A venda de produto ilegal, sem impostos, vai continuar, exatamente como acontece com o cigarro, que tem um mercado informal cada vez maior.

  • Machiavellirs diz: 4 de fevereiro de 2015

    (Continuação)

    2 – Liberação total – O CRACKÃO, O LSDÃO E O ECSTASYÃO

    Como deram certo o MACONHÃO E O COCAINÃO, o governo brasileiro parte para o plano “D” (“d” de drogas). Resolve, então, liberar o CRACK, o LSD e o ECSTASY.

    “Pari passu” surge na Cidade Baixa um bar de nome “FIVE DRUGSTORE”, cuja tradução, num inglês simplório, é “Loja das cinco drogas”.

    E o Machi aqui, curioso que é, resolve dar um chego no tal de bar, após a primeira semana da inauguração, a fim de curtir o ambiente.

    Qual não foi sua surpresa que, ao olhar para a mesa que está perto da entrada do WC feminino, vê o Is e a sua namorada curtindo seis carreirinhas de cocaína. Pensei com o botão da braguilha da minha calça Diesel:

    - Number One, parece que o CC do Is, com o dinheiro do Maconhão e do Cocainão, aumentou de valor!

    - Como assim, Machi? – pergunta o Number One.

    - É que na mesa dele tem seis carreirinhas de cocaína. Isso significa que a vidinha dele de defender o partido nos blogs da vida está dando certo…

    - E os filhos dela, estão juntos? – pergunta o Number One.

    - Não, não estão! Acho que foram cheirar em outro lugar…

    Então, apesar da presença sinistra e indesejável do Is, resolvo permanecer no bar “Five Drugstore”. Só que fico bem longe dele porque o pó da cocaína me dá alergia e começo a espirrar. E se começo a espirrar num ambiente cheio de carreirinhas de cocaína acho que vocês já começam a perceber a zorra que vai ficar o tal ambiente.

    Bem, mas não era bem isso o que eu queria dizer.

    Eu queria dizer é que, após duas horas no tal de bar das drogas, a coisa ficou do jeito que o diabo gosta. Mas isso eu conto outra hora, ok?

  • VINICIUS diz: 4 de fevereiro de 2015

    Machiavelis, na Holanda, por exemplo, há lugares específicos para o consumo. Não se pode consumir em qualquer lugar…

    Não terá gente “cheirando” na frente de crianças. Na própria holanda esses lugares são controlados e regulados pela polícia.

    Irretocável o texto do David.

  • Jorge diz: 4 de fevereiro de 2015

    As 60 mil mortes por ano no Brasil nao sao todas ligadas ao problema das drogas.

  • ipnóse diz: 4 de fevereiro de 2015

    4 – E o impacto inicial na saúde e hábitos em geral? Imagine 10 maconheiros na porta do restaurante, esperando pra poder entrar de novo? Quem pede isso está disposto a bancar o transtorno, dar contas disso?

    QUE ISSO ISMAEL? PODE ME EXPLICAR MELHOR?

  • Fernando diz: 4 de fevereiro de 2015

    Galera exige de um textinho desse tamanho a profundidade e o detalhamento de uma lei…
    “Maconha é porta de entrada”, mimimi… Cerveja, cachaça, vinho, uísque, cigarro, palheiro, cigarrilha, etc, não são portas de entrada pra nada, né? Alimentos cheios de porcarias viciantes vendidos em todas as prateleiras do planeta não são drogas, né? Açúcar e farinha refinadas não são drogas, né? Sociedade hipócrita dos infernos!! Quando é que vão criar vergonha na cara e destruir seus próprios preconceitos? Dói tanto admitir que só existe um caminho para a questão das drogas? Legalizar tudo. Taxar e controlar. Produzir drogas de melhor qualidade. Arrecadar e investir em educação. EDUCAÇÃO. ENSINAR SOBRE OS EFEITOS DE CADA SUBSTÂNCIA (escolha qual você considera droga – pra mim, são muitas, muitas mais do que as tradicionais vilãs da história).
    O texto do David é simples e direto. A fruta tá madura há muito tempo e só não vê quem não quer. Pessoal deve acreditar que não existem magnatas de terno e gravata lucrando horrores e se refestelando com a desgraça da ilegalidade das drogas no país e no mundo.
    Acordem!!!
    O resto é conversinha e blá blá blá conservador…

  • CARLAO diz: 4 de fevereiro de 2015

    Davi, eu havia postado um comentário em seu blog dias atras sobre isto. Vc falava que se deve MUDAR. Eu apliquei isto na questão das drogas. Ate hoje tudo o que se fez de combate as drogas, restou inútil: compra-se drogas ali na esquina, nos colégios, nas quadras… isto é, é como se estivesse liberada. E a luta contra o tráfico arrasta bilhões e bilhões todo ano, em pessoas, inteligência, armamentos, viaturas, combustível, departamentos, horas extras. Pergunto: Se até agora o combate não deu resultado, não devemos mudar?? Legalizar e pegar este vultuoso dinheiro e investir em hospitais regionais de qualidade para tratar o drogado, com apoio preventivo, psicológico e medicamentoso?? E outra soma em escolas de qualidade, com educação para a prevenção ao uso de drogas?? Não sei… mas uma coisa é certa: a mesma prática de todos estes anos, vai dar sempre no mesmo resultado: o resultado está ai a nossos olhos…

  • Genimar diz: 4 de fevereiro de 2015

    “O Estado brasileiro devia tomar a si a produção e a venda das drogas”
    Seria, tipo, uma Petrobrás…

  • Francisco Azambuja diz: 4 de fevereiro de 2015

    Sou contra a legalização…se o leite vem “batizado” até com soda cáustica, imaginem se os refrigerantes e tudo mais não terão uma pitadinha de alguma droga viciante para “fidelizar” o produto…pode ser um pouco paranóico, mas eu não duvido nem um pouquinho disso…

  • Jonas Casca diz: 4 de fevereiro de 2015

    Mas que ideia estupenda!

    Como é que ninguém pensou nisso antes?

    Fundamos a Drogabrás ainda durante a administração petista e aproveitamos a futura disponibilidade de Graça Foster para colocá-la como presidente. Funcionando como uma intermediária oficial entre produtores e consumidores, a Drogabrás logo tratará de superfaturar estratosfericamente os contratos com os plantadores/produtores de maconha e coca, garantindo um valor tão alto para o produto final que os consumidores não terão outra saída senão abandonar o vício.

    Por outro lado, os traficantes que ficarem desempregados serão imediatamente contratados como consultores ou distribuidores, sempre por valores exorbitantes, que reverterão parcialmente como doações legais de campanhas para o PT e os partidos aliados. Encherão as burras sem precisar sujar nem mais um dedo de sangue, e jamais voltarão ao tráfico.

    O próximo passo será criar silos gigantescos, que armazenarão a droga não consumida (pelo alto preço) até apodrecerem, quando então será tudo queimado ou doado ao Uruguai.

    E eu que pensei, ao ler o título, que lá vinha uma dessas bobagens que são ouvidas por aí e repetidas papagaiescamente…

  • MARRETA diz: 4 de fevereiro de 2015

    Putz. Se eu não soubesse que onde vc está é inverno e o sol não é lá essas coisas, diria que vc sofria insolação quando escreveu esse comentário.

    Vc quer que o governo tome a si a produção, distribuição e a venda das drogas? Um governo que não consegue fazer absolutamente NADA certo?

    Quem cadastrará os usuários e definirá os locais de uso? O que acontecerá com quem não respeitar os “locais de uso”. Um país que não consegue combater o tráfico conseguirá impor locais de uso, quantidades de uso, preços? Cada usuário terá uma caderneta de quotas de drogas? Uma caderneta para cada droga? As quotas serão mensais, anuais, diárias … ? Todas drogas poderão ser usadas? Qual a solução para quem quiser usar mais do que o permitido. E aquele que já esgotou sua quota poderá comprar do traficante ou só no mês que vem? Quem não puder pagar pela droga? Bolsa-crack?

    Num país em que certo governador incluiu na cesta básica dos trabalhadores uma ou algumas garrafas de cachaça, tudo pode acontecer.

  • Ismael diz: 4 de fevereiro de 2015

    Theo Cruz

    “se achando um gênio”

    Quanta agressividade, rapaz.

    Fala isso:
    “questões elementares de fácil resposta como empecilhos incontornáveis ao debate da legalização.”

    Pra depois dizer isso:

    “Mas nem vou me dar ao trabalho”

    Isso sim tem cara de desonestidade, tenta desmerecer para fugir as questões. Apenas comente, ora.

    “Só vale a pena responder o item 3…se isso fosse verdade, a Maria Louca dos presidiários seria a bebida mais consumida do mundo.”

    Não é verdade. A bebida no brasil nunca foi proibida(ou foi?). Já a maconha, e todas outras tem um mercado paralelo estabelecido.

    Então vale o que falei para a questão da saúde: Mesmo que dê certo, levará muitos anos, e anos muito sofridos no início. Está disposto a aceitar assim mesmo? Quem defende a droga tem de admitir isso. Defender honestamente é o melhor.

    “Mas as pessoas preferem comprar seu whisky 12 anos, bem mais caro e cheio de impostos”

    O que ?!?! Quanto da população será que já tomou whisky 12 anos ??

    A cerveja aguada vende muito mais porque é acessível.

    ‘No momento em que houver algo como um “coffee shop”, semelhante à uma tabacaria’

    Você está pensando só nos burguesinhos estilo padre chagas ou mesmo a linha b, a cidade baixa.

    Pensanod no umbigo. Povão vai comprar o que estiver perto e barato. Ou seja, o tráfico já estabelecido de hoje.

    “Só conservadores com mentalidade de avestruz é que não enxergam esse óbvio ululante.”

    Não é óbvio. Um dos problemas da discussão das drogas é exemplificado no teu comportamento:

    Quem defende, acha tudo óbvio, tudo perfeito. Quando qualquer falha é apontada e faz desmoronar a utopia, pronto, surtam.

    Fora a hipocrisia de maconheiro que vem dizer que quer a liberação devido aos benefícios medicinais….

    Que vergonha, assumam que é para uso recreativo.

  • Marcelo do Vale Nunes diz: 4 de fevereiro de 2015

    Sou a favor de legalizar. A Lei Seca não deu certo nos EUA. Como bem disse David e FHV a droga já está liberada de fato. Caso contrário o usuário é culpado das mortes de inocentes.

  • Mauro diz: 4 de fevereiro de 2015

    Eu acho melhor esperar para ver o que acontece no Uruguai.

    Nos EUA, todos estão querendo imitar o Colorado, por causa do grande aumento de arrecação, está resolvendo muitos problemas.

    Aqui no Kansas, já estão discutindo a liberação e isso que esse estado é super conservador.

    Me preocupo com o Brasil, onde ninguém recebe porte de armas e tem muita gente sendo morta a tiros, ou seja, não haveria o benefício na educação ou saúde e só facilitaria o acesso. Lembre-se que menores de 18 não podem beber, dirigir, mas…

    Talvez a incompetencia é maior que os benefícios da liberação.

    Mas torço pelo exemplo do Uruguai.

  • Sorriso diz: 4 de fevereiro de 2015

    parece que o grande problema de fazer uma legislação permissiva em relação às drogas é que cada um vai ficar responsável por sua própria atitude em relação a usar ou não.
    imagina que perigo deixar as pessoas decidirem sua própria vida, assim?
    correríamos o sério risco de surgir um super-intelectual-dono-da-verdade querendo ensinar pros outros o que eles deveriam pensar sobre as drogas, já que “os outros” são sempre um exército de ignorantes que precisam da opinião alheia pra enxergar a realidade.
    agora, imagine se ele fosse ignorado? se eles são capazes de xingar, esbravejar, tripudiar e espernear numa sessão (usei a “sessão” correta?) de comentários de blog, o que não fariam se estivessem fisicamente presentes?
    eu, hein? acho que prefiro enfrentar os traficantes…

  • JOSE JAIME DE MIRANDA diz: 4 de fevereiro de 2015

    ENQUANTO SE DISCUTE SOBRE O TRÁFICO DE DROGAS, ESQUECEM A OUTRA PONTA A DEMANDA. O USUÁRIO. SEM SER MÉDICO CONCLUÍ QUE O USUÁRIO USA A DROGA PRO UMA NECESSIDADE FISIO-NEUROLÓGICA. ELE POR NATUREZA OU POR DISTÚRBIO, DESVIO, CARÊNCIA (AÍ OS MÉDICOS PSIQUIATRAS EXPLICAR) SENTEM COMPULSÃO PELOS PRINCÍPIOS ATIVOS (ALCALOIDES) PRESENTES NAS DROGAS.

  • Theo Cruz diz: 5 de fevereiro de 2015

    Ismael, não vou me dar ao trabalho porque teu argumento se baseia em sofismas que buscam convencer pela antecipação e pelo medo, sem embasamento algum – o de que, em se legalizando, a situação, que já é catastrófica, ficaria ainda pior. Como você pode saber? Tem bola de cristal? Até porque os dados existentes apontam na direção contrária: a experiência da legalização, nas sociedades que a adotaram, tem sido muito mais benéfica.

    Quanto à cerveja aguada, ela ainda é legalizada e paga impostos. Do mesmo modo, apesar de haver um mercado legalizado de tabaco, algumas pessoas ainda compram cigarros contrabandeados. Ok, é um problema. Mas o contrabando de cigarros é o PIOR problema que existe? É inegável que, em havendo um comércio legalizado e regulado, a maioria das pessoas irá recorrer a ele. Baseado na situação do cigarro e de outros produtos que concorrem com sua contraparte legalizada, é evidente que o poder que as organizações do tráfico ora possuem irá ser esvaziado tremendamente. Ao invés de loucos selvagens e homicidas, teríamos reles e poucos “contrabandistas” incapazes de concorrer com o comércio regular estabelecido e, tampouco, capazes de reunir recursos para organizar associações criminosas armadas até os dentes e capazes de corromper extensivamente.

    Ora, o mercado paralelo existe apenas por conta do binômio “ilegalidade + demanda”. O que parece mais adequado: tentar exterminar a demanda, o que, além de filosifcamente interferir nas questões individuais de livre escolha, é, ao fim e ao cabo, impossível; ou transformar a ilegalidade em regulamentação?

    Por fim, a questão do cigarro (uma das drogas mais viciantes de que se tem notícia), que é legalizado mas tremendamente combatido pela socieade, dentro deste cenário de regulamentação. Qual tem sido o resultado? A redução exponencial do número de fumantes com o passar dos anos. Essa experiência pode apontar o que aconteceria com a regulamentação do mercado de drogas, a queda brutal no número de novos usuários. Até porque, com um produto legalizado, vendido abertamente e sob o olhar de todos, com fiscalização, fica mais fácil impedir a venda para menores de 18 anos.

    E ninguém jamais negou o uso recreativo. O que f*de é que substâncias tenham valor recreativo E medicinal, e permaneçam proibidas, gerando um problema social monstruoso, apenas por questões de moralidade conservadora.

  • Rafa diz: 5 de fevereiro de 2015

    Recentemente fui ao Uruguai e esperava ver maconha pra todos os lados, já que lá é liberado. Para minha surpresa, após cinco dias, vi um cara sozinho em um parque fumando meio escondido. Já por aqui, onde é ‘proibido’, tem pra tudo que é lado, estádio, parques, escolas, faculdades, etc…

  • Gildo Nei Grigollo diz: 5 de fevereiro de 2015

    David, sou professor formado em Ciências Sociais e por isso mesmo não acredito em soluções milagrosas,mas como trataste deste tema de uma forma didática gostaria de parabeniza-lo, são poucas as pessoas que aceitam tratar de temas como este de forma não preconceituosa. Sou contra drogas sejam elas quais forem. O que não posso aceitar é o fato de que estamos vivendo em uma sociedade em que as drogas estão em todas as esquinas a disposição de quem quiser comprar, sem nem um tipo de controle(inclusive sanitário,pois as misturas são as mais absurdas possíveis em nome de um lucro fácil e rápido). Sou contra esse negócio de liberalização isso é uma afronta,pois sendo assim quem não tem nada com isso vai ter que continuar a pagar a conta das clinicas,da segurança… O que tem que acontecer é a legalização mesmo, com toda uma legislação que prevê o controle da produção, do comércio e da questão social. Isto precisa ser pago por quem usa e consome essas drogas. Hoje produtor,traficante e consumidor são isentos de qualquer tributo enquanto a sociedade paga a conta. Chega de fazer papel de avestruz e jogar a responsabilidade para a questão da segurança ou da assistência.A quem isso interessa?

  • Ismael diz: 5 de fevereiro de 2015

    Theo Cruz

    “não vou me dar ao trabalho porque teu argumento se baseia em sofismas”

    Sei… fala isso para desmerecer, mas depois sai respondendo. Isso sim é um sofisma.

    “buscam convencer pela antecipação e pelo medo”

    Ao contrário, são dúvidas reais que você e os demais defensores se esforçam para esconder. O que só deixa pior para quem defende.

    “o de que, em se legalizando, a situação, que já é catastrófica, ficaria ainda pior. Como você pode saber? Tem bola de cristal?”

    Não, baseado(hummm) no que ambiente que nos rodeia e na ganância das pessoas.

    Bola de cristal se aplica aos defensores que dizem que tudo dará certo, todos serão felizes, a violência acabará, todos usarão drogas moderadamente. Tudo que é contrário ao que temos, mesmo considerando só drogas legais hoje.

    “a experiência da legalização, nas sociedades que a adotaram, tem sido muito mais benéfica.”

    Sei, a Holanda, referência suprema para vocês, anda tendo de frear a liberdade porque encheu de turista querendo se chapar.

    “algumas pessoas ainda compram cigarros contrabandeados. Ok, é um problema.”

    Opa, evoluímos, você admite que continuará havendo o mercado paralelo. E com ele, usando minha bola de cristal, acredito que continuará a violência, afinal precisam defender os “pontos”.

    “É inegável que, em havendo um comércio legalizado e regulado, a maioria das pessoas irá recorrer a ele.”

    Não é inegável. Como falei antes, existe toda uma infra-estrutura criminosa estabelecida para transporte, venda e proteção.

    “as organizações do tráfico ora possuem irá ser esvaziado tremendamente.”

    Sim, mas o que “falham” em ressaltar, é que, se isso realmente acontecer, e até acredito, levará muito tempo. E nesse meio-tempo, teremos além dos pontos ilegais, agora os pontos legais.

    E a legalização vai, ao menos, no início, funcionar como estímulo ao uso.

    Ou vai negar que a tendência é aumentar o número de adolescentes experimentando?

    Logicamente que há um impacto na percepção do perigo das drogas. Como você mesmo diz, poder comprar em local seguro e com um aval (ainda que informal) do governo vai gerar isso.

    Um adolescente que experimentaria só bebida, cigarro ou mesmo maconha (todas ilegais se menor), vai passar a considerar mais seriamente cocaína.

    Se você discorda, gostaria de ver argumentação. Obrigado.

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