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Zeca Camargo e Cristiano Araújo

30 de junho de 2015 29

Nós brasileiros gostamos de nos emocionar. Foi isso que o Zeca Camargo disse num polêmico comentário de TV acerca da morte do cantor sertanejo Cristiano Araújo. As implacáveis redes sociais estão sendo… bem, implacáveis com o Zeca Camargo, porque ele teria desrespeitado o artista.

Não desrespeitou.

Embora o comentário tenha ficado um pouco confuso quando ele comparou a comoção fácil à febre dos livros de colorir, Zeca Camargo acertou ao observar que o brasileiro sente uma necessidade catártica de se despetalar em lágrimas. Sente. E isso vem de longe.

Até a manhã de 24 de agosto de 1954, Getúlio Vargas era visto como um corrupto que, muito provavelmente, sairia algemado do Palácio do Catete. Um tiro de 32 no coração e uma carta-testamento febril de ufanismo o transformaram em herói do povo oprimido. Os mesmos que, nos bares, o chamavam de ladrão saíram às ruas em ira santa, atirando as máquinas de escrever dos jornais de oposição pela janela e quebrando as vitrines de quaisquer empresas que fossem vagamente associadas aos ianques exploradores.

Era uma morte trágica, perfeita para se prorromper em pranto purificador. Foi assim também com Francisco Alves, que morreu carbonizado num acidente na Via Dutra. Até os anos 1980, dizia-se que era impossível um povo chorar mais do que havia chorado Getúlio e Chico Viola. Aí morreu Tancredo. Lembro-me das cenas do caixão sendo transportado em carro de bombeiros pelas ruas, a multidão correndo atrás, derretendo-se em suor e lágrimas, e as TVs executando Coração de Estudante. Nossa, como o Brasil chorou! Era uma nação unida num só drama.

E, de fato, era de chorar. Tancredo seria o primeiro presidente civil do Brasil depois de 21 anos de ditadura, depois do fracasso das Diretas Já, depois da volta emocionante dos anistiados. Tamanha dor se justificava. Como se justificou a de Senna, um ídolo colhido pela foice do Ceifador em pleno exercício de sua atividade, um brasileiro vencedor, jovem, bonito, que arrancava conquistas impossíveis das unhas da derrota certa.

Todos esses personagens eram importantes, e morreram de mortes inesperadas. Natural que fossem chorados, como os Estados Unidos choraram Kennedy e Martin Luther King, como os britânicos choraram Lady Di.

E aí paro: o funeral de Lady Di.

Recordo-me de Elton John entrando ereto na Abadia de Westminster para cantar Candle in the Wind. “Você viveu sua vida como uma vela ao vento, sem saber onde se agarrar”, cantava ele ao piano, e todos na abadia ouviam em silêncio, e, lá fora, a multidão acompanhava por um telão, e a câmera passeava pelos rostos, e eles… aqueles ingleses… eles não choravam. Ou, pelo menos, não choravam como deviam chorar num momento tão comovente. Era um choro contido, um choro de poucos, duas ou três lágrimas recolhidas por um lencinho mínimo. Eu, olhando pela TV, pensava: como esses ingleses conseguem ser tão fleumáticos, se eu, aqui, já sinto uma bola de emoção na garganta?

Uma boa morte nos toca. E, na falta de um morto imponente, como uma princesa, um presidente ou um campeão, nos contentamos com os mortos periféricos. No ano passado, o fim de Eduardo Campos quase o elegeu presidente da República, representado por Marina.

Cristiano Araújo era um Eduardo Campos: muito conhecido regionalmente, desconhecido nacionalmente. Zeca Camargo e outros tantos se surpreenderam com a intensidade da dor dos que o prantearam. Mas era uma dor legítima. Era a dor necessária do brasileiro, que, ao experimentar o grande sentimento, seja com a grande paixão, seja com a grande tristeza, sente-se grande, ele também.

Comentários (29)

  • Xcake diz: 30 de junho de 2015

    Revigorar-se pela emoção, colocar para fora, gritar a esmo, rir a toa a moda asiática ou chorar, chorar e chorar. Tudo isso funciona como que um tratamento interno de nossas emoções que vão se ressentindo com o simples passar do tempo (o implacável). Então coloca-se tudo pra fora, como se num confessionário se houvesse estado e ali deixado todo o pecado e mal, saindo leve e purificado, novinho em folha, pronto para outra.

    O povo sofrido, carente de dignidade e cidadania, achou essa forma de reconfortar-se igual a água que sempre acha um caminho para trilhar. Trata-se de uma inteligência coletiva. Aquilo que se diz que o povo é sábio ao votar. Teria sido sábio ao votar no Lula e na Dilma? Será que era esta mesma sabedoria em ação quando o povo venezuelano votou no Hugo Chavez e Nícolas Maduro? E o argentino, na Cristina e Néstor? Será que estão certos Marieta Severo e Zé de Abreu?

    Internamente sempre faço este contraponto de questionamento. Com certeza a petezada também deve fazer! Com certeza!

  • Edison diz: 30 de junho de 2015

    É, eu concordo com o que diz o David. Tem mais, acho essa super cobertura como uma nuvem que tenta encobrir alguma coisa.

  • Zé diz: 30 de junho de 2015

    Não gosto desses mimis que Brasil virou. Não se pode dizer mais nada que já ficam todos melindrosos. Porém, opinião é uma coisa e falta de respeito é outra coisa. Nesse caso, não estou entendendo que é no mínimo a terceira vez que você ao desconhecimento nacional do finado cantor. O que tem a ver uma coisa com a outra. Primeiro, ele era sim muito conhecido no Brasil, mesmo que você não goste de suas músicas, mas você já ouviu, leu e viu muitos falarem dele nesses últimos anos, se não, você deve ser um alienado, porque é impossível um brasileiro, nunca ter lido ou ouvido o cantor sertanejo, esse cachorro não me passa. Quanto ao zequinha, foi muito desrespeitoso, não gostar do cantor é uma coisa, mas fazer beicinho porque as pessoas estavam muito “comovidas” é viajar na maionese . Eu duvido que ele, te incluo também, se referiria ao Luan Santana ou Gustavo Lima, claro esses são os xodozinhos da Globo. Já vi preconceito de tudo que foi tipo, mas esse de “falta de conhecimento nacional” pra mim é novidade.

  • Machiavellirs diz: 30 de junho de 2015

    A MÃE DOS POBRES E O PAI DO MENSALÃO

    Pois é exatamente isso!

    A propósito, imagina se a Dilma morresse. Já pensou naquela multidão que se formaria na frente da Praça dos Três Poderes e que se espraiaria por todas as avenidas de Brasília com o povo gritando NOSSA MÃE, NOSSA MÃE e com os lenços no nariz fungando SNIFF, SNIFF? E aquela multidão SNIFF, SNIFF que se formaria em direção à zona sul do Portinho para passar na frente do apartamento da Dilma, chorando o hino nacional?

    Sim! Porque o Brasil precisa urgentemente adotar uma MÃE DOS POBRES! Já tivemos o Getúlio que ficou conhecido como PAI DOS POBRES. Precisamos urgentemente de uma MÃE DOS POBRES! Seria a redenção do nosso carente povo!

    E o Lula quando morrer? Vai ser o quê? Irmão dos pobres? Avô dos pobres? Ou o Lula, vai ser, finalmente, o PAI DO MENSALÃO?

  • João Agrário diz: 30 de junho de 2015

    Foi uma comoção fabricada, Davi.

    A Globo é dona da Som Livre, a gravadora desse Araújo. Aproveitou a tragédia para faturar. Exploraram o desastre para tornar o produto conhecido no resto do Brasil.

    Nico Fagundes tbm era um ídolo regional. Pq não recebeu o mesmo destaque? A nossa região é menos importante que a desse Araújo? Goiás é mais importante que o Rio Grande do Sul?

    Nico estava na gravadora errada.

  • Jonathan diz: 30 de junho de 2015

    Belo texto….

  • Xcake diz: 30 de junho de 2015

    Tire um tempo a noite para ler e formar uma opinião

    Pode ser que todos já tenham lido estes dois contrapontos abaixo, eu confesso que não tinha. Então segue para que analisem. Um link com a versão do Rodrigo Constantino, outro com a contra-argumentação do sociólogo de plantão.

    http://veja.abril.com.br/blog/rodrigo-constantino/cultura/carta-aberta-a-leticia-spiller/

    http://www.cafecomsociologia.com/2014/03/carta-resposta-aberta-de-alguem-que.html

    Segue um terceiro link, com uma replicação do Rodrigo, em maio/14:

    http://veja.abril.com.br/blog/rodrigo-constantino/tags/leticia-spiller/

    Conclusão: sempre há de ter lógica disponível para qualquer ideia. Desde que haja disponíveis loucos e fanáticos de toda ordem.

  • Carlos diz: 30 de junho de 2015

    Muito bom texto David, é isso mesmo o brasileiro do senso mais simples e comum é um refém da emocionalidade fácil e superficial, ou seja algo de alguém que nem tem a ver com ele mesmo assim se contamina com uma emocionalidade e labilidade desmedida e histriônica, vai um amultidão prá rua, choro, camisetas, chega de violência no trânsito, contra o crime, queremos justiça, contra o crack etc…..E na prática nada, na racionalidade nada só choro fácil e ranger de dentes? Este caso do C Araújo, o motorista do cara a 160km por hora, os dois no banmco de trás sem cinto de segurança um cúmulo de imprudência com negligência, como tantos acidentes nas estradas do Brasil todos os dias, e de tudo isso em parte omitido pela mídia e imprensa ainda fica uma certa nostalgia no ar como se tivesse morrido um herói nacional, aliás quais seriam os heróis dos brasileiros????

  • Diego Moreira diz: 30 de junho de 2015

    Hoje em dia o cara tem que cuidar muito o que fala, um comentário qualquer pode te transformar no “maior vilão do Brasil” na velocidade de um click. Ninguém mais aceita uma opinião contrária a sua.

  • maurino diz: 30 de junho de 2015

    Muito bem escrito. Vais alem das linhas. Na falta de heróis, se fabrica. Hoje a noticia esta onde vende. O importante é o numero de clics , postagem e tvs ligada. O jornalismo perdeu a noticia.

  • PAULO RICARDO diz: 30 de junho de 2015

    INCRÍVEL AQUELA COMOÇÃO TODA. A MORTE TRÁGICA DE UM FAMOSO O TRANSFORMA EM ÍDOLO. MAS SERÁ QUE ELE ERA REALMENTE UM ÍDOLO?
    DEIXO AQUI UMA PERGUNTA: POR QUANTO TEMPO AQUELA MULTIDÃO QUE “TANTO” SE COMOVEU COM A MORTE DO CANTOR AINDA SE LEMBRARÁ DELE? UM ANO? SEIS MESES? TALVEZ NEM ISSO….

  • Anderson Riberio diz: 30 de junho de 2015

    Muito bem colocado David, por um mundo com muito mais jornalistas como David Coimbra e muito menos Zeca Camargo, pois, não foi o que ele falou, mas como ele falou, as palavras que usou e no momento inoportuno que uso. Talvez, se fossem estas palavras utilizadas, o povo aceitaria muito mais. Ele ofendeu um gênero musical, ele ofendeu pessoas que trabalham com isso, e isso causou indignação de artistas e consequentemente, raiva e ódio dos fãs, tanto os do Cristiano Araujo, quanto os fãs da música sertaneja.

  • Jacqueline diz: 30 de junho de 2015

    O brasileiro sempre foi um povo emotivo, mas o que mais me chama atenção é o fato do Zeca Camargo, por que não conhece o cantor, ou por por ele não fazer parte de seu refinado gosto artístico, se ache no direito de desdenhar do sentimento alheio. Sempre que morre alguém com certeza tem outro, ou outros, ou muitos, estão sofrendo com essa perda e, essas pessoas tem o direito de se expressar. A quem não tem sentimento em relação ao morto, cabe ficar em silêncio, em respeito.

  • Sérgio LM diz: 30 de junho de 2015

    João Agrário está com a razão. A comoção pela morte dele foi tão exagerada quanto os gritos de quem assistia suas apresentações; ou seja, quem o escutava e admirava se comoveu com a partida repentina. A diferença é, simplesmente, que a Globo deu cobertura por ele sempre estar em seus programas, pois detinha a distribuição dos seus discos, enquanto a RBS deu cobertura a Fagundes por tudo o que ele representou para a empresa.
    Os problemas das comparações ocorrem mesmo por causa das redes sociais, pois sempre tem alguém com necessidade de provocar, mesmo que não tenha nada com o caso, como alguns que desdenharam do talento do sertanejo só por não o conhecerem ou por acharem que sua única música dizia “bará, berê”. Essas pessoas também quiseram aparecer em cima da morte dele, em vez de apenas exaltarem quem elas conheciam – Nico Fagundes, no caso.
    As redes sociais proporcionam os exageros, o que não existia quando se foram Tancredo ou Senna – nesses casos, qualquer exagero era mostrado só por emissoras de televisão, mas ninguém ficava sabendo se outras pessoas não gostavam. No fim das contas, o melhor é pensar antes de digitar algo, mesmo no próprio perfil de rede social, pois centenas ou milhares de pessoas podem ter acesso e discordar, e as consequências podem ser desagradáveis.

  • Joel Robinson diz: 30 de junho de 2015

    Agora no time line você deu uma de Zeca; dizer que não gostavam do Teixeirinha no centro do Brasil? Você esta redondamente enganado ou ignora. Morei por 10 anos em São Jose´doa Campos em SP e nas rádios do interior de SP e Minas tocavam e ainda tocam o Teixeirinha, principalmente nas manhãs. Aqui no RS que o Teixeirinha foi deletado pela turminha que se adonou do tradicionalismo e achavam os tais. Como diz o Vianey: vai catar coquinho. Espero retratação…como o Zeca…ou não?

  • Vicente diz: 30 de junho de 2015

    Só soube da existência desse Cristiano Araújo no dia de sua morte. Não me considero alienado. A sua morte é que o deixou famoso.
    Tempos modernos.

  • Lucas diz: 30 de junho de 2015

    E segue o “loop infinito” das criticas da internet e do facebook… Que alias convenhamos, por besteira, vejamos:

    Acontecimento 1: Morre Cristiano Araujo, fãs e admiradores lamentam nas redes sociais e na internet…

    Acontecimento 2: Um “intelectual, culto, etc” critica a comoção exagerada na mídia e nas redes sociais, normalmente sem um argumento plausível, somente com uma falsa ideia “de pobreza de cultura”…

    Acontecimento 3: Os fãs, os admiradores, os cantores sertanejos ofendidos, criticam a critica do “intelectual”, por terem direito de de se comover com um ídolo, colega e pelo argumento falho que os “intelectuais” dizendo que tal estilo musical é pobre em cultura.

    Acontecimento 4: Um outro “intelecual” critica a critica dos fãs, admiradores e cantores a critica do primeiro “intelecual”, dizendo se tratar de um exagero, que o “intelecutal” não estava de todo errado….

    Próximos acontecimentos: Seguirá em um “loop infinto”, até que surja um assunto novo para se criticar…

  • Xcake diz: 30 de junho de 2015

    É a prova de que o brasileiro pensa pouco, que reage basicamente a emoção, com muito pouca razão. Conforme soa o cincerro, ouve-se atento, e segue. Só lhe falta a baba.

    É um povo que vê uma fila e logo entra nela. Depois pergunta de que se trata.

  • Critico POA diz: 30 de junho de 2015

    Eu ainda não havia escutado a gravação do Zeca Camargo, tirando alguns excessos, na maioria foi certeiro, o que ele disse, o problema é que mexe na emoção do povo que está com a emoção a flor da pele por tantas e tantas coisas, por isso esse repúdio ao Zeca Camargo, mas não sei se no fim ao analisar os números vai se descobrir o mesmo que se soube sobre a colocação das fotinhos coloridas, apenas “2%” fizeram isso, um número irrisório.

    Para quem tentou questionar se GO é maior que o RS, sim, em matéria de alcance cultural pelo resto do País, GO está anos luz a frente, pois a música Sertaneja Universitária tem muito mais alcance do que a nossa gauchesca, isso é inegável. Vale o mesmo pro pagode e até mesmo para o funk, axé e por aí vai…

    E realmente, é difícil alguém não ter ouvido alguma música dele, mas ligar a música a pessoa é outra coisa, eu mesmo, quando começaram a falar muito da morte desse rapaz tive de ir ao Google verificar quem era, olhei pra foto e (cri-cri-cri) sei lá quem é, fui tentar ver quais eram as músicas, aí vi o tal do “Barabara” ou algo assim, nesse momento descobri o que ele tinha feito. Achei até que fosse música do Luan Santana ou do Lima…
    E olha que presto atenção no cenário musical brasileiro em geral, ouço vários estilos, ouço várias rádios e programas, mas sinceramente a musica sertaneja universitária é bem próxima do que o Zeca Camargo escreveu, mas isso vale para os outros estilos musicais também a coisa tá perdida em um mar de gente querendo aparecer, poucos talentos realmente diferenciados, a maioria é mais do mesmo, mesmos estilos, mesmos tons, mesma música.

  • Francisco Canale diz: 30 de junho de 2015

    Todo o ignorante, todo o pateta consumado, todo o escrevinhador compulsório, todo o imbecil de pai e mãe chora fácil, faz pose de sentimental, tem a emoção à flor da pele…afinal assim são os que apenas sabem reagir aos estímulos externos. Os não cartesianos se emocionam com um gol do seu time favorido, até ao infarto do miocárdio…Os beócios se embolam nas ruas, trêmulos de emoção, se alguém ofende seu político preferido, aquele que conseguiu escola federal para seu filho burrão. A sociedade atual é tão hipócrita, tão ordinária, tão idiota, tão estúpida que, pela primeira vez na história da humanidade, quando a maioria tem voz e que consegue amedrontar quem pensa um pouco mais e que tem a ousadia de mostrar uma opinião divergente da da moda, isto não adianta para nada! Resulta num blá-blá-blá de inúteis coadjuvantes da vida, gente que não tem nenhuma importância, nem poder para mudar nada sobre a face da terra…Que perda de tempo! E, para terminar, embora isto não tenha, também, importância nenhuma – esta tal de Zeca Camargo, para mim um total zé-mané, tem todo o direito, garantido pela constituição brasileira, de ter a sua própria opinião sobre tudo e torná-la pública quando bem entender! Porque o zurrar tem que ser livre! Como o peidar! E, apesar do cara ser apenas mais um cara, uma nulidade, ele está certo na sua comparação entre a morte de mais um cantor sertanejo – eles gostam de morrer em acidentes rodoviários, quando não matam alguém nestes acidentes – com a moda dos livros para colorir , que são ditos “terapêuticos”, para que a velharia ociosa e infeliz comprem os encalhados livrecos e, por tabela, tirem as empresas que fazem lápis de cores da miséria em que estão, desde que foram esquecidos pelas crianças e pelas escolas. Então, basta seu mestre ( a mídia ) mandar e faremos todos! O brasileiro, em especial, sempre foi um povo muito do pamonha, muito do boçal, facinho de ser manejado, um verdadeiro maria-vai-com-as-outras que gasta seu tempo discutindo temas imbecis. E agora que tem espaço na internet, o que vemos é esta avalanche de dejetos pútridos fedendo neste espaço.

  • guilherme diz: 30 de junho de 2015

    E o Lucas ali levou meu voto…perfeito.
    E o blog do Zeca é no globo.com, que se alimenta de quem? Do que está abaixo, bem abaixo dos Cristianos Araujos…

  • Benedito diz: 30 de junho de 2015

    Coisa parecida acontece com a imprensa brasileira que ainda chora e reclama da ditadura militar. Ditadura que, para mim, não existiu. E se existiu foi para impedir outra ditadura pior, ou seja, a ditadura que se instalou em Cuba e Venezuela e fatalmente se instalaria no Brasil se não fosse rechaçada pelos militares.
    Eu, que não sou da imprensa, vivi nos tempos do regime militar muito melhor do que vivo hoje. Naquela época as pessoas de bem tinham liberdade. Hoje, para andar na rua estamos em constante perigo. Isso é Liberdade? Só por que a imprensa não é censurada está tudo bem? Claro, hoje qualquer bobalhão pode ser famoso falando palavrões. A televisão apresenta cenas que as famílias ficam constrangidas de assistir junto com os filhos. E falam da ditadura.
    Esse caso do cantor também é a imprensa que explora demais. Morre um famoso e os urubus da imprensa avançam até saciar sua fome.
    Isso é a liberdade de imprensa. O resto que se f…

  • renato diz: 30 de junho de 2015

    O que eu não consigo entender é alguém dizer que ele não era conhecido no brasil, só regionalmente!
    As pessoas esquecem fácil que o brasil é um pais caipira,interiorano e brega desde a sua formação, então que bom que ele era conhecido só regionalmente, pois faz parte da cultura brasileira e formação do folclore brasileiro. Além do que dizer que ele foi conhecido somente por uma musica que dizia somente bara bere é ignorancia e um certo preconceito e arrogancia, foi isso que zeca camargo transmitiu-o sertanejo é modinha-.
    Perto do sertanejo somente samba para dimensionar a importância de um estilo musical na formação cultural do brasil.
    Peço perdão aos rokeiros, mas esse estilo musical teve sim sua importância na sociedade na época da ditadura, mas hoje passa por uma esquizofrenia e bipolaridade que não contribui em nada pra o brasil.

    Mais uma coisa, ouçam as novas musicas dele e verão uma letra romântica com historia e musicalidade muito boa

  • Carlos Alberto diz: 30 de junho de 2015

    Eu entendi perfeitamente o que o Zeca Camargo disse. Mas, vai explicar isso para fanáticos… não tem como. Fanático é sempre cego e não dá nenhuma importância para opiniões que não sejam exatamente iguais as suas. O Povão adora “lepo lepo”, fio de cabelo, estrada da vida, entre outras aberrações que a gente ouve uma vez, ao acaso, porque sempre tem um vizinho mal educado que liga seu som pra todo o bairro ou condomínio ouvir, e acha que está abafando. Não gosto de sertanejos no aspecto abordado pelo Zeca. Também não condeno quem goste, só que, quem gosta, use para consumo próprio e não enfie goela abaixo de quem não gosta.

  • toni diz: 30 de junho de 2015

    Mas o que esperar de um povo essencialmente católico, que tem como “ídolo maior” alguém que supostamente morreu crucificado por nossos pecados, num ato derradeiro de amor? Nosso país foi invadido, violentado pelos portugueses e hoje nos vingamos fazendo piadas que eles são burros?
    O Brasil é o paraíso da mídia, o reino dos sem opinião que ouvem algo e saem repetindo como verdades absolutas. Onde as músicas tem letras mínimas para vender a obesos/chorões/reclamões…

  • Clauder diz: 1 de julho de 2015

    Você sabe o que é Cristiano Araújo?
    Nunca vi, nem ouvi, eu só ouvi falar…

    porque morreu!

  • Roberto Nunes diz: 1 de julho de 2015

    Estamos acostumados com a mídia litorânea, que mostra apenas uma parte do Brasil.

    Não conhecia Cristiano Araújo, mas tenho a seu favor, que parece que a maioria do Brasil é sertanejo.

    Considero assim pela amostra que o BBB dá…. Quando tem alguém sertanejo, cowboy concorrendo, este ganha o programa, com milhões e milhões de votos.

    Alguns que dei uma olhada por cima…?
    No BBB2 tinha um cowboy… Rodrigo cowboy… ganhou
    No BBB3 tinha um cowboy de goiânia… Dhomini ganhou
    No BBB12 tinha um cowboy de goiânia… FAel… ganhou
    No BBB15 tinha um cowboy do interior do paraná Cezar… ganhou…

    Logo, posso dizer que sertanejos, tem públicos sim…

  • Diego/SM diz: 1 de julho de 2015

    Olha, detesto sertanejo (universitário ou “graduado” – este último com algumas raras exceções…), me faz mal (fisicamente mesmo; me dá um certo enjoo se ouço tocando por perto por muito tempo) e também nunca tinha ouvido falar no Cristiano Araújo, fiquei também surpreso com a cobertura do caso (me pareceu a cobertura do funeral de um chefe de estado ou algo assim), mas, independente disso tudo, lamento a morte do rapaz (como, por uma questão de empatia ou sei lá o quê, lamento a morte de quase qualquer pessoa) e, embora concordando com quase tudo que ele disse ali (até meio óbvio, na verdade) acho que o Zeca errou a mão exatamente por focar com tanta ênfase nessa questão da “super-repercussão” e tal em detrimento da questão “humana”, digamos, da trágica morte de um cara jovem…
    Acho que, somado tudo, não precisava. Não naquele momento.

  • Elisabete Pitanga diz: 3 de julho de 2015

    Não vi em nenhum momento na crônica muito bem escrita diga-se de passagem desrespeito ao Cristiano Araújo que eu e muitas outras pessoas que conheço só vieram saber quem depois de sua morte, ou ao estilo sertanejo. O que vejo nisso tudo é além de uma falta de compreensão ao texto, a mensagem do Zeca, uma má vontade com o apresentador. Muita gente tem se aproveitado desse enredo, fomentado ainda mais o mal entendido com leituras isoladas de trechos da crônica e aí cito a Sonia Abraão, Danilo Gentilli, aqueles ex-apresentadores da Record que estão começando agora em uma outra rede de Tv, ou seja pessoas que lutam por audiência a base do escrachamento moral de outros. Perto do que estão fazendo com um profissional com quase 3 decadas de jornalismo é imoral. São comentários chulos, cheios de ódio e preconceito, de cunho pejorativo que ofendem a moral do rapaz e denigre sua imagem. Pedem por respeito mais o lincham de forma impiedosa, baseados em uma suposição (sobre sua sexualidade) levantada de forma irresponsável por uma jornalista de site de fofoca que foi processada por injuria e foi condenada e até hoje isso é tido como verdadeiro, usam isso como se sexualidade definisse caráter de alguém. Talvez esses mesmos que se utilizam dessa forma baixa de agressão façam parte dos 2% dos que coloriram seus perfis por puro modismo e para mim toda essa celeuma só servem para confirmar tudo o que o Zeca corajosamente escreveu. Parabéns David pelo texto!

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