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Posts na categoria "Futebol"

Lábios que beijam Sara Carbonero tocam "la décima" Orelhuda

26 de maio de 2014 3
Foto: Miguel Riopa/AFP

Foto: Miguel Riopa/AFP

Beijinhos, beijinhos, beijinhos sem ter fim pespegavam os lábios de Iker Casillas no rosto barbudo de Sergio Ramos, lábios habituados a tocar na pele macia e cor de caramelo de Sara Carbonero. Talvez tenha sido uma sensação estranha beijar um zagueiro viril em vez de a mais bela repórter da Espanha, mas, naquele momento, isso não importava. O que importava era que o amigo beijado marcara, com aquela cabeça venerada, o gol de empate do Real com o Atlético aos 48 minutos do segundo tempo da decisão da Liga dos Campeões, em Lisboa, sábado passado. Aquele gol inesperado levou a partida para a prorrogação e atirou tão para o alto o ânimo e a vontade do Real, que, em meia hora, o empate pedregoso se transformou em goleada líquida: o Real fez mais três gols, fechou o placar em 4 a 1 e ganhou sua décima taça da Liga.

Foi uma façanha. Porque o Atlético, campeão espanhol muito bem treinado pelo argentino Simeone, é um time sólido. Simeone diz que faz a sua equipe jogar como se estivesse disputando a Libertadores da América, e, de fato, foi mais ou menos assim que o Atlético fez. O Atlético jogou portenhamente. Todos marcavam como Simeone fazia no seu tempo de jogador da seleção argentina, correndo sem parar, lutando pela bola, jamais desistindo. Até o atacante David Villa dava carrinho. Nesse ritmo, o Atlético jogou melhor no primeiro tempo e abriu o placar aos 36 minutos, quando o zagueiro uruguaio Godín aproveitou-se de uma saída desastrada do beijoqueiro Casillas e marcou de cabeça.

O Atlético seguiu controlando a partida até o final do primeiro tempo. No segundo, tudo foi diferente. O técnico italiano Carlo Ancelotti tomou uma providência muito saudável para o Real: colocou o lateral-esquerdo brasileiro Marcelo em campo. Só que Marcelo não jogou como lateral; jogou como ponta. Ele e o argentino Di Maria formaram, pela lado esquerdo do campo do Estádio da Luz, uma dupla semelhante à feita por Megan Fox & Scarlett Johansson; sinuosa, insinuante, irresistível. Eles entravam na área a drible, deixando dois, três, quatro marcadores para trás, cansando a defesa adversária, obrigando os zagueiros a cometer faltas. Para arrematar as dificuldades do Atlético, Cristiano Ronaldo começou a jogar. Em coisa de 20 minutos ele arrematou quatro vezes a gol, fazendo o goleiro belga Courtois se transformar em um polvo, tantos braços parecia ter. O jogo escorria para o final. Aos 44 minutos, Simeone já pulava da pista atlética e mandava sua torcida gritar. Mas quatro minutos depois Sergio Ramos fez o gol que motivou os beijos de Casillas.

Era uma violenta inversão psicológica. E havia ainda o aspecto do preparo físico. O Atlético tivera prejuízo quando Simeone precisou retirar o hispano-brasileiro Diego Costa do time aos oito minutos do primeiro tempo. Diego Costa estava lesionado e, para tentar apressar a cura, havia passado a semana submetendo-se a um pouco ortodoxo tratamento com placenta de cavalo ucraniano. Era uma tentativa. Não deu certo, e o Atlético perdeu uma substituição.

Durante a prorrogação, os jogadores do Atlético desabavam em campo, com cãibras. E o Real partia para cima. O primeiro tempo ainda fechou sem gol. O Atlético resistiu outros quatro minutos. E depois cedeu. A goleada foi construída exatamente pelo lado da dupla Marcelo-Di Maria, o esquerdo. Aos 19, Di Maria invadiu a área a drible, chutou, o goleiro defendeu com o pé, mas a bola subiu e o galês Garreth Bale cabeceou para virar o placar. Aos 27, Marcelo recebeu a bola na intermediária de ataque, olhou para um lado, para outro, ninguém foi nele e ele avançou. Carregou a bola com surpreendente liberdade até a entrada da área e chutou: 3 a 1. Dois minutos depois, Cristiano Ronaldo irrompeu na área pela esquerda e foi derrubado por Gabi. Pênalti. Que ele mesmo converteu, comemorando sem camisa e flexionando os músculos do peito completamente depilado.

O Real conquistou o que sua torcida chama de “La Décima”, a décima taça das 59 edições da Liga. É o maior vencedor da competição, um gigante multimilionário, um dos mais poderosos clubes do mundo de todos os tempos. E, ainda assim, só conseguiu vencer graças a um gol marcado três minutos depois do tempo normal de partida, comemorado com gritos de rasgar a garganta, pranto convulsivo e beijinhos sem ter fim. Eis todo o imponderável e toda a beleza do futebol.

Até Collor tem méritos

20 de maio de 2014 28

Collor também acertou. Pronunciar essa frase num país maniqueísta como o Brasil é uma temeridade, mas repito: também acertou.

Fiquei pensando nisso depois de ler a bela entrevista que Klécio Santos fez com ele, publicada na edição de domingo de ZH, matéria que vale um mês de assinatura do jornal. Hoje, mais de 20 anos depois do impeachment, acontece um fenômeno espantoso com esse personagem complexo da República: não aparece ninguém, mas ninguém!, que o tenha apoiado na época. O que é curioso, porque Collor foi eleito com milhões de votos. Será que todos os seus eleitores faleceram de lá para cá?

Óbvio, Collor errou muito mais do que acertou, o que ele até reconhece na entrevista. No entanto, o governo dele teve a coragem de suprimir muitos órgãos absolutamente inúteis, que serviam apenas para sugar recursos do Estado, e de abrir a economia para o Exterior, permitindo a modernização de áreas como a indústria automobilística, a telefonia e todo o vasto mundo digital.

O problema é a imagem que fica para a posteridade. Collor sempre será visto como um sujeito meio desvairado. Por culpa dele próprio. Entrevistei-o em 1989. Era um tipo que impressionava, de cima do seu metro e noventa de altura, mãos do tamanho de raquetes de tênis, olhos esbugalhados e energia explosiva. Durante um comício, terminado o discurso, ele simplesmente pulou do palanque no meio da massa e saiu marchando com uma passada que só podia ser acompanhada na corrida. As pessoas iam abrindo caminho, meio assustadas com aquela demonstração de destemor.

O comportamento messiânico valeu-lhe a eleição, mas, depois, na presidência, ele continuou sendo um bizarro, um novo Jânio Quadros, e, como Jânio Quadros, terminou o governo precocemente, em vergonha e melancolia.

Collor e Jânio Quadros são inegavelmente vilões da História. São os presidentes mais excêntricos da República. Se fossem césares da Roma antiga, seriam Nero, Calígula, Heliogábalo, Cômodo. Se fossem ditadores modernos, seriam Mussolini, Idi Amim, Kadafi. Digo isso tudo para ressaltar que, de certa forma, Collor merece o rótulo recebido. Porém, por mais marqueteiro que fosse, e era, ele jamais conseguiu explorar seus méritos. A antipropaganda foi mais forte. Agora não adianta mais espernear. O que fica é a imagem consolidada.

Veja o caso do Grêmio e a sua Arena. O Grêmio foi capaz de, com recursos próprios, levantar um dos melhores estádios do Brasil, um estádio flamante, cheio de qualidades, mas o Grêmio só diz da Arena o que a Arena tem de ruim.

É o caso mais neurótico de antipropaganda que já vi no futebol. Os dirigentes do clube foram capazes de semear dúvida onde antes só havia orgulho. Mais do que erro tático, trata-se de um erro estratégico, e erros estratégicos se eternizam. A Arena poderia ser um Lula ou um Juscelino – desses, nada do que se diga desfará a imagem de malandros vitoriosos. Os gremistas estão transformando a Arena num Jânio ou num Collor – esses, nenhuma ponderação lhes salvará do folclore da História.

OS ARRUMADORES

Alguns (raros) jogadores são arrumadores de time. Mauro Galvão, sozinho, arrumava uma defesa. Mauro Galvão era capaz de carregar companheiros toscos, como Odvan, para a glória da Seleção Brasileira.

Mas Mauro Galvão fazia seu trabalho de mudança em silêncio. Outros, como Figueroa, Oberdan e Sandro Goiano, mudaram times com o verbo, com a afronta, com o queixo erguido e o peito estufado.

Há também os que elevam um time com sua técnica pura: Falcão e Carpegiani; Tadeu Ricci e Valdo; Jonas e, agora, Aránguiz. A movimentação de Aránguiz transformou o time do Inter. Ele não apenas dá o passe correto, ele faz o cruzamento insinuante; ele não apenas chega de surpresa na área inimiga, ele entra na área, arremata e faz o gol; ele descobre espaços onde antes só havia o negror da defesa inimiga, ele sabe se posicionar para fechá-los quando necessário.

Aránguiz é o trunfo do Inter de 2014.

O sorriso da menina

03 de dezembro de 2013 6

david0312

A menina teria uns 12 anos de idade. Talvez menos. Viria do colégio, que tinha uma mochila de corcova. Era magrinha, o rosto de traços desenhados a bico de pena, os olhos redondos de corça, os dentes muito brancos, a pele preta de um preto imaculado, um preto perfeito. E prendia o cabelo em duas tranças que lhe roçavam as alças da mochila. Vinha de uma esquina, eu de outra. Percebi que, lá de longe, ela fixou o olhar em mim. Caminhava com desenvoltura e olhava para mim.

Olhei-a, também. Fiquei curioso com o interesse dela. Estávamos a uns 10 metros um do outro, quando ela começou a sorrir. Foi um sorriso que se abriu devagarinho. Primeiro ela sorriu com os olhos, só a luz do sorriso fazendo-lhe brilhar o rosto bonito. Depois, os cantos da boca foram se erguendo lentamente. Eu caminhava e olhava para aquele sorriso em construção, ela caminhava e, enquanto isso, não parava de construílo.

Assim fomos nos aproximando. Oito metros, seis metros, quatro. Estávamos bem próximos, bem próximos, e o sorriso dela era um sol e não havia malícia naquele sorriso, era um sorriso que era só isso mesmo, um sorriso de alegria, e eu sorria também e, a um passo de distância, parei. Ela parou. Olhei para baixo, para o belo rosto sorridente da menina. Ela olhou para cima, para os meus olhos. Cheguei a abrir a boca para perguntar algo. Mas perguntar o quê? Hesitei por um segundo, a boca ainda entreaberta, um pedaço de verbo preso entre os dentes. E então ela cantarolou:

– Hoje eu só quero que o seu dia termine bem…

Dito isso, seguiu caminho e levou o sorriso com ela, a mochila balançando nas omoplatas. Observei-a ainda por dois ou três segundos. Queria dizer algo. Não disse. Segui também o meu caminho, pensando naquele sorriso. E deu certo. Ela conseguiu. O meu dia terminou bem.

É fácil ser feliz quando se espera pouco da vida, não é? Um ponto para o Grêmio, um ponto para o Inter, um sorriso para mim, e estamos todos resolvidos.

Bom Senso no bolso

Bonito o movimento Bom Senso dos jogadores de futebol. Querem menos partidas, rodadas que não passem das 10 da noite, o saneamento financeiro dos clubes e tudo mais. Mas eles se esqueceram de uma chaga do futebol brasileiro: os salários absurdos dos técnicos e dos jogadores. Alguns daqueles protestantes que se sentam na grama de braços cruzados ganham R$ 600 mil, 700 mil, 800 mil, 900 mil por mês. Não há como o futebol brasileiro se sustentar, pagando essas fortunas a cada dia 5. Que seja incluída uma pauta nas justas reivindicações: salários de, no máximo, R$ 200 mil. E sem pagamento por direito de imagem, que, tecnicamente, é o “por fora”. Tenho certeza de que os jogadores aceitarão se sacrificar um pouco em nome do Bom Senso.

Técnicos

Renato é o segundo colocado no Campeonato Brasileiro, o Grêmio está classificado para a Libertadores, e ele é criticado todos os dias, a maioria não quer sua renovação, chamam-no de mau técnico.

Dunga foi demitido, teve 46% de aproveitamento e é considerado o salvador do Inter. Vá entender.

Os meninos que cantavam

05 de novembro de 2013 4

david0511

Era uma tarde de sábado. Uma tarde de sol, como têm de ser as tardes de sábado. Quantos guris éramos? Uns 10. Mais de 10. Caminhávamos em meio às ruelas do IAPI, rumo ao campo do Alim Pedro, onde íamos jogar bola.Tínhamos o quê? Doze,13,14 anos? Lembro de muito pouco, só lembro bem de um fato: de repente, começamos a cantar.O que cantávamos, por que cantávamos? Não sei. Mas cantávamos.Uma dúzia de meninos caminhando e cantando pela rua.

Lembro da sensação de participar daquele momento. Cantávamos em coro, cantávamos alto e com vontade e rindo, rindo muito. As pessoas nos pátios das casas, nas calçadas, nas janelas, as pessoas nos olhavam com admiração ou espanto. Meninos cantando pela rua. Havia poder naquilo, havia alegria, desassombro.A rua era nossa. O mundo era nosso. Nós podíamos cantar onde e quando quiséssemos.

O que foi feito daqueles meninos tão poderosos, tão valentes, meninos que pisavam na superfície da terra tão donos de si? Pouco sei. Havia dois irmãos, ambos bons de bola, rápidos e habilidosos, eles eram também bons de briga, agressivos, belicosos. Alguém me contou que os dois se tornaram traficantes e foram presos. Será que ainda estão na cadeia? Duvido, faz tanto tempo.

Um outro, também um dos melhores do time, ele não chegou a completar o segundo grau. Trabalhava em escritórios, casou-se e foi muito infeliz. Odiava a mulher, não dava atenção aos filhos tantos que teve e, nos finais de tarde, era visto pelos bares, bebendo, contando vantagem e falando de futebol com ar de professor.

O nosso centroavante, esse o encontrei outro dia. É um profissional liberal de algum sucesso, mas por algum motivo passou por depressão profunda e pensou até em se matar. Agora está bem. E houve um que se matou mesmo. Jogou um lençol por cima da porta do quarto e se enforcou. Parece que havia sido abandonado pela mulher.

Muitos sumiram do meu horizonte. Outros se sustentam com empregos razoáveis, mantêm casamentos razoáveis e se orgulham de seus filhos razoáveis. Estão seguindo em frente. Seguindo em frente. A gente segue em frente. Éramos tão vitoriosos naquele sábado à tarde. Tão livres. O que a vida fez conosco? E eu, que também cantava alguma canção naquele sábado de sol, eu sei de mim. Ai de mim. Ai de mim.

O que acontece com os jovens do Grêmio

Alex Telles era o melhor lateral-esquerdo do Campeonato, e hoje não vai ao fundo do campo. Ramiro era o novo Tinga, e hoje erra metade dos passes que tenta dar a média distância. Bressan começou muito bem, afundou na insegurança e se recuperou. Paulinho entrava nos últimos minutos de jogo e parecia o Joãozinho, velho ponta do Cruzeiro; agora parece o Mazinho Loyola. O que está acontecendo com os jovens e promissores jogadores do Grêmio egressos do Juventude?

Falta-lhes confiança. Foram criticados pelos próprios torcedores e perderam a segurança. Jogadores jovens são assim são instáveis. Até Ronaldinho, quando pegou Edinho como técnico, em 1998, se desestabilizou.“Perdi o prazer de jogar”, disse, na época.

Esse é o problema de um clube com muita exigência, como o Grêmio e também o Inter. Os jovens não podem falhar. Um velho jogador, contratado de fora, tem o passado como sua defesa. O jovem, não. O jovem está sendo visto pela primeira vez e está sendo julgado. Duramente julgado.

O Grêmio está prestes a queimar dois atacantes, Lucas Coelho e Yuri Mamute, como já queimou Aloísio, hoje bem-sucedido no São Paulo. Tinga só não foi queimado porque passou um tempo fora e voltou mais confiante.

E Ronaldinho? Bom, Ronaldinho é o maior craque da história do Estado, só isso. Não é fácil ser jovem jogador no Rio Grande do Sul, especialmente na Arena.

Grêmio era mais valente, Inter teve mais futebol

24 de fevereiro de 2013 86

O Grêmio teve medo de perder com os titulares o Gre-Nal decisivo de Caxias do Sul. Perdeu com os reservas. Os ingressos estavam caros, entre R$ 70 e R$ 100. Resultado: imensos nacos de arquibancada vazios e gente assistindo ao clássico pendurada em telhados, no alto de ladeiras, de janelas de prédios e no cimo dos morros, ação facilitada pela situação geográfica do Estádio Centenário, incrustado no fundo de um vale da cidade. Não importa. Mesmo de longe, os caxienses puderam ver um jogo movimentado, atraente sobretudo para os que torciam para o Inter, que venceu por 2 a 1 com autoridade.

Essa autoridade o Inter demonstrou desde que seus jogadores fincaram as chuteiras na baixada do Centenário. Tratava-se de um time mais coerente. Não apenas porque estava com seus titulares, mas porque seu esquema era equilibrado. Havia ali um meio-campo com dois volantes atentos na marcação, Josimar e Ygor, um meia de muita movimentação, Fred, e outro posicionado para armar as jogadas para o ataque, D’Alessandro. Isso, esse meio-campo, foi a força do Inter no primeiro tempo.

Do outro lado, o Grêmio até tinha organização, no seu esquema com três zagueiros, o que não tinha era material para fazer o time funcionar. Em tese, o 3-5-2 é um sistema que libera os laterais. Bem, os laterais do Grêmio até que foram liberados, só que os laterais do Grêmio eram… Tony e Alex Telles. Muitas vezes eles receberam a bola em condições de ir à linha de fundo e cruzar, ou de entrar na área e chutar, ou de driblar, ou de tabelar com os meias, sabe-se lá, mas eles não conseguiram simplesmente porque não conseguem. Tony volta e meia chegou a pegar a bola e fazer menção de que partiria para o drible, mas entre a intenção e a execução havia sempre o pé do adversário. Alex Telles precisou se conter um pouco mais, porque o Inter vez em quando avançava pelo seu lado com Gabriel, mas, quando teve chance no ataque, tremeu. O velho medo de ser feliz.

Para fechar a roda de incapacidades do esquema gremista, os dois zagueiros que ladeavam Werley, Bressan e Grolli, são da estirpe de beques bem conhecidos da Serra Gaúcha. Não só pelos nomes de origem italiana, mas porque a jogada preferencial deles é o chutão para o alto. Nada contra a virilidade tradicional dos jogadores de defesa da Serra, mas, num 3-5-2, os zagueiros têm que saber jogar, e Bressan e Grolli não sabem.

Assim, o Grêmio dependia de algum lance fortuito, uma escapada, um contragolpe, uma bola parada. O Inter, não. O Inter pressionou com organização e logo no começo quase marcou. Aos quatro minutos, num escanteio da direita bem cobrado por Forlán, Dida escorregou e Juan cabeceou por cima. Três minutos depois, Dida falhou de novo, em novo escanteio, e Moledo, de puxeta, acertou a bola no travessão.

O Inter seguiu rondando a área do Grêmio, mas sem nela entrar. Adriano e Biteco faziam boa partida em frente à defesa, davam saída competente de jogo e, desta forma, aos poucos, o Grêmio foi equilibrando o jogo. Tanto que, aos 20, perdeu a melhor chance do primeiro tempo. Tony levantou a bola da direita e Welliton, sozinho, mas sozinho, mas sozinho mesmo, abaixou-se para cabecear e colocou para fora. Um minuto depois, o mesmo Welliton vacilou diante da defesa do Inter e desperdiçou outra boa oportunidade.

A torcida do Inter começou a se enervar. Fred errou um passe e foi vaiado, os murmúrios se espalhavam pela arquibancada. Aí o árbitro interrompeu a partida para que os jogadores bebessem água. O Grêmio demorou um pouco mais, Luxemburgo aproveitou para dar instruções. Na retomada do jogo, a bola de repente surgiu na área do Grêmio, Forlán correu paralelo à linha da grande área e Mateus Biteco, na tentativa de pará-lo, o derrubou. Pênalti. Forlán cobrou aos 28 minutos e marcou 1 a 0.

Talvez o Grêmio tenha se perturbado um tanto com o revés, porque aquele entusiasmo com que o time se comportava nos últimos 10 minutos pareceu arrefecido. O Inter voltou a dominar o jogo e aos 31 minutos D’Alessandro quase marcou, chutando forte de direita, a palmo e meio do travessão.

No intervalo, Luxemburgo mudou o time: Bertoglio entrou no lugar de Bressan e Willian José no de Moreno. Era o fim do esquema com três zagueiros. O problema é que, logo no primeiro minuto, Dida falhou em outra cobrança de escanteio de Forlán, e o Inter por pouco não ampliou o marcador. Aos 12, mais uma cobrança de escanteio em que Dida ficou assistindo e então Moledo tocou de cabeça: 2 a 0.

Luxemburgo, na premência de buscar resultado, colocou em campo o outro Biteco, Guilherme, e tirou Welliton. O time ficou mais animado. Mas a superioridade era do Inter, que tocava a bola, enquanto a torcida gritava olé das arquibancadas de pedra do Centenário. Então, numa cobrança de escanteio, ocorreu o lance fortuito que o Grêmio esperava: Josimar empurrou Douglas Grolli e o árbitro marcou pênalti. Willian José converteu: 2 a 1.

Com Guilherme Biteco e Bertoglio o Grêmio estava mais agressivo, mas o jogo ainda era do Inter, sobretudo graças à movimentação inteligente de Forlán, sempre um perigo à defesa gremista, insinuando-se principalmente pelo lado direito. Ironicamente, o Grêmio também tinha um jogador livre pelo lado direito, só que não devido à sua inteligência, e sim porque ele foi, na prática, esquecido pelos demais jogadores. Era Tony, que se posicionava na intermediária dentro das suas chuteiras amarelas sem que ninguém estivesse por perto. No entanto, ninguém lhe passava a bola. Quando passavam, ele não sabia o que fazer com ela.

O Grêmio dos Bitecos era mais valente, mas valentia não ganha jogo. O que ganha jogo é futebol. O Inter teve mais futebol. Ganhou. Mereceu ganhar.

Cotação de Grêmio 0 x 1 Atlético-MG

01 de julho de 2012 35

Pedi para o Diretor do blog, Marco Souza, fazer a cotação do jogo do Grêmio.

Marcelo Grohe: 9

Fez três grandes defesas. Mesmo sofrendo um gol, teve uma exibição muito boa.

Edílson: 5

Sua atuação de hoje não demonstra a disposição de quem quer titular.

Vilson: 5

Superado por Jô em quase todos os lances.

Gilberto Silva: 5

Foi incomodado pelo ataque adversário. Não conseguiu impedir o ataque do Atlético-MG.

Anderson Pico: 5

Desperdiçou a chance que teve com uma expulsão.

Léo Gago: 5

Não conseguiu jogar. Muito abaixo das boas atuações que ele já teve com a camisa do Grêmio.

Fernando: 6

Boa atuação. Não conseguiu resolver a carência no setor ofensivo.

Souza: 6

Acabou sendo superado pelos meias do Atlético-MG. Melhorou no segundo tempo.

Zé Roberto: 6

Jogou como se já estivesse entrosado com os companheiros. Acabou sentindo o ritmo no segundo tempo.

Marcelo Moreno: 6

Não conseguiu fazer o gol, mas foi bem finalizações e no posicionamento de ataque.

Kleber: 8

Criou as melhores chances de gol do time. Suas últimas atuações não deixam dúvidas de que está planamente recuperado.

Tony: 6

Entrou para atacar. Não criou chance de gol.

Rondinelly: 6

Entrou para agitar o jogo,. Não conseguiu.

André Lima: 5

Só foi notado em campo por brigar e discutir.

Vanderlei Luxemburgo: 6

Alterou a equipe nos setores que não renderam.


Inter precisa melhorar

01 de julho de 2012 8

Pedi para o Diretor do blog, Marco Souza, fazer a crônica do jogo do Inter.

O Inter conseguiu levar da Bahia um ponto. O empate com o time comandado por Falcão por 1 a 1 foi de pouco ímpeto colorado. Índio falhou na defesa e deu a oportunidade para Gabriel fazer o gol do Bahia. No entanto, o zagueiro teve qualidade para ir ao ataque fazer o gol que evitou a derrota. Ao menos, o pacto de quatro pontos nos dois jogos fora de casa foi cumprido.

Além de assustar o torcedor com um futebol coletivo muito fraco, o prejuízo do Inter, no entanto, não foi relacionado ao resultado. Guiñazu levou o terceiro cartão amarelo e está fora do confronto com o Cruzeiro. Outra baixa no time do Inter foi a saída de Kleber, que sentiu outra lesão e foi substituído ainda no primeiro tempo.

Agora, Dorival ainda terá uma semana para tentar fazer que o trio Oscar, D’Alessandro e Damião volte a render um futebol que ameace os adversários. A boa noticia do time é a segurança que Élton está dando ao setor defensivo. Mesmo com as dificuldades das duas novas ausências, Dorival precisa fazer o Inter jogar mais se o clube quiser lutar pelo título ou uma vaga na Libertadores.

Cotação de Grêmio 0 x 1 Náutico

17 de junho de 2012 14

Pedi para o Diretor do blog, Marco Souza, fazer a cotação do jogo do Grêmio.

Victor: 6

O gol não foi sua responsabilidade. Errou muito nas reposições de bola.

Edílson: 6

Cobrou uma falta da intermediária no travessão. Ainda sem ritmo.

Werley: 6

Melhor zagueiro da equipe. Saiu após sentir uma lesão no tornozelo esquerdo.

Gilberto Silva: 6

Foi superado no gol da vitória do Náutico. Boa atuação em lances de bola rolando, mas falhou na bola área.

Pará: 6

Mesmo jogando improvisado, não foge do jogo.

Vilson: 6

Não foi muito ao ataque. Seguro na defesa.

Léo Gago: 5

Muito ausente nas jogadas ofensivas.

Marco Antônio: 5

Mais um jogo em que o meia não apareceu para o jogo. Segue sendo o “Gasparzinho” do meio campo gremista.

Miralles: 6

Boa participação do argentino. Rende melhor jogando mais próximo da área.

Kleber: 6

Correu bastante.  Ainda buscando ritmo de jogo.

Marcelo Moreno: 7

Melhor jogador em campo. Foi o atacante mais lúcido nas ações ofensivas. Em uma jogada individual colocou uma bola na trave no segundo tempo.

Douglas Grolli: 4

Duas faltas e dois cartões amarelos.

Rondinelly: 6

Tentou fazer a transição entre ataque e defesa. Se movimentou, mas não criou.

Tony: 5

Fez sua estreia, mas não acrescentou nada ao time.

Vanderlei Luxemburgo: 5

Esquema com três atacantes não funcionou. Deixou Kleber em campo durante os 90 minutos, mas não precisava ter tirado Miralles do jogo. Faltou ambição ao técnico nas alterações.

Com pouco futebol, Inter leva virada em casa

16 de junho de 2012 70

Pedi para o Diretor do blog, Marco Souza, fazer a crônica do jogo do Inter. Leia abaixo:

Com o desinteresse de Sandro Silva e Fabrício em jogar futebol e o rendimento abaixo da média de D’Alessandro, Oscar e Damião, o Inter acabou levando a primeira derrota no Beira-Rio no Brasileirão. O Botafogo venceu o jogo por 2 a 1, com Dagoberto marcando para a equipe da casa e Andrezinho e Fellype Gabriel para os cariocas. Enquanto D’Alessandro não conseguiu render bem durante os noventa minutos, o time de Dorival não teve forçar para chegar ao gol do adversário.

O jogo começou com muita pressão do  Botafogo. Sandro Silva e Guiñazu não encontravam uma maneira eficiente de tirar espaço do trio de meias do Botafogo. Com D’Alessandro ainda sem o melhor ritmo de jogo, o adversário dominou o setor.

Leandro Damião até conseguia fazer alguns lances bonitos de ataque, mas sem apresentar perigo ao gol defendido por Jefferson. O jogo foi de poucas chances até que Oscar cruzou aos 30 minutos do primeiro tempo a bola na área. Damião escorou e Dagoberto completou de cabeça para o gol. A vantagem diminuiu i ímpeto do adversário e o Inter conseguiu administrar bem a vantagem.

A zaga colorada chegou a ser ameaçada várias vezes pela velocidade de Herrera e Vítor Júnior, mas o goleiro Muriel não precisou nem trabalhar na primeira etapa.

Com o segundo tempo, o jogo ficou bem melhor de ser assistido. Vítor Júnior, o melhor em campo, acabou com a tranquilidade que se via em campo. Sandro Silva e Guiñazu acabaram ainda mais sobrecarregados com a pouca participação de Fabrício e Nei na marcação. Se no primeiro tempo Muriel não precisou trabalhar, no segundo foi a vez de Jefferson assistir ao confronto sem ser testado.

Enquanto Dorival clamava para que o time corrigisse as dificuldades de marcação pelos lados de campo, O Botafogo aproveitou e empatou o jogo. Andrezinho aproveitou jogada pela esquerda e marcou um golaço da entrada da área aos 12. Mesmo jogando em casa, o Inter viu o adversário crescer ainda mais em campo. Dez minutos depois, Vítor júnior entrou a dribles pela esquerda e Fabrício cometeu o pênalti, mas o juiz não marcou nada.

Aos 27 minutos, para tentar corrigir o problema da equipe, Dorival chamou Élton para substituir Fabrício. A torcida chamou o técnico de burro e pediu Jajá. Um minuto mais tarde, Andrezinho cobrou escanteio no meio da área colorada e Fellype Gabriel completou de cabeça para garantir a virada.

Fabrício saiu lentamente de campo e sem cumprimentar Jajá, enquanto ouvia uma vaia estrondosa da torcida antes da saída de bola. Com Guiñazu jogando como lateral-esquerdo nps últimos 15 minutos de jogo, Dorival ainda sacou Sandro Silva, muito abaixo das últimas atuações, para a entrada do atacante Gilberto. Jogando em casa, O Inter viu o Botafogo controlar a partida e comemoras três pontos no confronto que marcava o retorno de D’Alessandro, Oscar e Leandro Damião ao clube.

Grêmio vence no retorno de Kleber

06 de junho de 2012 2

Pedi para o Diretor do blog, Marco Souza, fazer a crônica do jogo do Grêmio. Leia abaixo:

A vitória por 1 a 0 contra Atlético-GO saiu dos pés do melhor jogador do Grêmio na partida. Miralles foi a melhor opção ofensiva na primeira etapa, quando o jogo foi muito fraco, e aproveitou uma das duas chances que teve para garantir os três pontos e a primeira vitória fora de casa no Brasileirão.

O Grêmio foi superior ao adversário em todo o primeiro tempo. Mesmo com poucas chances de gol, Miralles teve boa movimentação. No primeiro minuto de jogo Pará chegou bem pela esquerda e cruzou de canhota, mas a bola acabou passando por cima de André Lima.

Aos 10, Miralles recebeu lançamento da intermediária na ponta direita, deu um belo drible no defensor, e cruzou para André Lima. O atacante conseguiu desviar e a bola sobrou para Léo Gago, mas o chute foi desviado por um zagueiro e foi para a linha de fundo. O volante arriscou da intermediária novamente cinco minutos mais tarde ,sem assustar o goleiro Roberto,

A primeira oportunidade do Atlético-GO foi depois de uma roubada de bola. Aos 30, Bida recuperou a bola e bateu forte, mas a bola passou ao lado do gol de Victor. Cinco minutos depois, Fernando respondeu com um belo lançamento para Miralles. O atacante ficou na frente do goleiro, mas bateu para fora. A última chance de gol veio com uma cabeçada de Marino contra o próprio gol aos 39. Léo Gago bateu o escanteio e o defensor se atrapalhou para afastar a bola.

A alteração de Luxemburgo para a segunda etapa foi por mais um problema físico. Naldo, que sentiu dores musculares, foi substituído por Vílson no retorno para o segundo-tempo.

E logo com 3 minutos de segundo-tempo, Vilson teve a sua primeira participação. Joílson foi derrubado pelo defensor na entrada da área. Elias cobrou a falta na trave. Miralles respondeu aos 7, com um chute na entrada da área que também parou na trave.

André Lima desperdiçou outra boa chance. O atacante entrou livre na área aos 12, mas tentou driblar o goleiro e perdeu a bola. Aos 20, Marco Antônio saiu e entrou Rondinelly e Kleber substituiu André Lima. Três minutos depois, Miralles abriu o placar com um golaço. O atacante argentino dominou um cruzamento de Souza do lado direito e bateu no ângulo do goleiro.

Em seus vinte minutos em campo, Kleber até não teve participação importante no jogo. A esperança é que o atacante vá recuperando a melhor condição física para os confrontos contra o Palmeiras pela Copa do Brasil. Após o gol, a equipe comandada por Luxemburgo só administrou a partida e saiu de campo com a primeira vitória fora de casa.


Cotação de Grêmio 1 x 0 Palmeiras

27 de maio de 2012 12

Pedi para o Diretor do blog, Marco Souza, fazer a cotação do jogo do Grêmio. Leia abaixo:

Victor: 6

Não foi exigido

Gabriel: 5

Acrescentou pouco ao time. Não consegue ter boas atuações no setor ofensivo.

Gilberto Silva: 6

Foi bem no duelo contra Barcos. Quando está bem protegido pelos volantes, não falha.

Naldo: 6

Continua mostrando vigor na posição.

Pará: 7

Foi um dos melhores da equipe. Está começando a ter boa participação nas jogadas de ataque.

Marco Antônio: 5

Foi muito apagado no jogo.

Fernando: 7

Além de ter cobrado a falta que originou o gol da equipe, novamente foi fundamental para dar equilíbrio ao time.

Souza: 6

Continua seguro na parte defensiva, mas precisa melhorar quando chega ao ataque. Perdeu um gol em frente ao goleiro no segundo tempo.

Léo Gago: 5

Perdeu pênalti na primeira etapa quando o jogo estava 0 a 0. Faltou aparecer mais no ataque para auxiliar a criação de jogadas ofensivas.

Miralles: 6

Boa atuação. Se movimentou bem, mas precisou sair ainda no primeiro tempo por estar com dores musculares.

Marcelo Moreno: 6

Enquanto teve a companhia de Miralles foi muito bem como centroavante. Já fazendo dupla com André Lima caiu de rendimento por precisar sair mais da área.

André Lima:  6

Marcou o gol da vitória. Não conseguiu segurar a bola no ataque quando a equipe estava em vantagem.

Rondinelly:  6

Foi importante puxando os ataques em saídas de bola da defesa. Merece seguir ganhando chances na equipe.

Vilson: 5

Entrou muito “acelerado”. Cometeu faltas em exesso e não deu a mesma segurança ao setor defensivo de seus últimos jogos.

Vanderlei Luxemburgo: 6

Fez a substituição que originou o gol da equipe. Seu time está muito bem treinado e com padrão de jogo que não muda quando precisa alterar jogadores.

Três volantes, mas só um ponto

26 de maio de 2012 45

Pedi para o Diretor do blog, Marco Souza, fazer a crônica do jogo do Inter. Leia abaixo:

O empate em 3 a 3 com o Flamengo no Rio de Janeiro não pode ser avaliado como mau resultado, mas pela exibição do sistema ofensivo, o Inter tem que lamentar a perda de dois pontos. Sem as falhas de Índio e com o trio de volantes atuando muito mal no primeiro tempo, a vitória era uma boa possibilidade no Engenhão. Mesmo que a torcida vá “crucificar” Josimar, que só recebe oportunidades jogando fora de sua posição, a responsabilidade do fraco desempenho da defesa na primeira etapa não deve ser colocada só sob seus ombros.

O placar foi aberto após cobrança de escanteio de Ronaldinho. A zaga do Inter não conseguiu afastar e Aírton empurrou para as redes aos 8 minutos de jogo. O gol fez o Inter tentar sair para o jogo, mas um lance aos 15 definiu a vantagem do adversário no primeiro tempo. O Colorado falhou na saída de bola e Índio acabou cometendo uma penalidade. O zagueiro errou o chutão e Ibson foi derrubado quando recuperou a bola do chutão pra cima.

Ronaldinho converteu a cobrança e deu uma sambadinha em frente aos torcedores para comemorar. Mesmo sofrendo dois gols em 15 minutos, o Inter atuava bem no campo ofensivo. Dátolo, Gilberto, Fabrício. Nei e Dagoberto chegavam bem ao ataque. O camisa 20 quase diminui a desvantagem após bela arrancada aos 20. Dagoberto roubou a bola na intermediária , fez boa jogada individual,  e só parou após grande defesa do goleiro.

Ainda que no ataque o time funcionava, a defesa não se acertou em campo. Índio falhou novamente na frente de Ibson e o Flamengo quase ampliou. Em lance parecido com o que originou o pênalti, o meia recuperou a bola no meio campo e tocou para Ronaldinho, que chegou sozinho na área, mas errou o passe para Vagner Love.

Aos 32, Dátolo segurou a bola na intermediária, esperando a passagem de Fabrício. O lateral foi até a linha de fundo e cruzou para Gilberto desviar no meio da área para o fundo das redes. Três minutos mais tarde, Índio falhou novamente. O zagueiro errou a tentativa de desarme em Vagner Love no meio de campo. A bola sobrou para Ibson livre na intermediária, mas Muriel saiu nos pés do meia e conseguiu evitar o gol.

Inspirado em Muriel, Nei também fez uma grande defesa no jogo. O lateral desviou um chute no meio da área de Ibson para escanteio, mas o juiz não viu o lance e não marcou a infração. Com o fim do primeiro tempo, a imprensa foi ouvir Ronaldinho, que resolveu provocar o adversário. “Pra mim, fazer gol contra o Inter não é novidade. Faço desde pequeno”.

Dorival resolveu corrigir o seu erro na escalação da equipe, e tirou Josimar e colocou Maurides, centroavante de 18 anos. Gilberto perdeu gol na pequena área aos 2 minutos. O atacante recebeu a bola após cobrança de falta, mas bateu fraco nas mãos de Paulo Victor. Um minuto mais tarde Vagner Love mostrou ao atacante colorado que centroavante não pode desperdiçar. O jogador recebeu sozinho dentro da área, venceu Rodrigo Moledo no corpo e bateu no canto de Muriel para ampliar o placar.

Precisando reverter o resultado, Dorival tirou Gilberto e colocou Marcos Aurélio aos 16 minutos. Cinco minutos mais tarde, Fabrício diminuiu a diferença. O lateral-esquerdo recebeu a bola na intermediária e colocou a bola no ângulo esquerdo do goleiro do Flamengo.  Aos 25, Élton desarma Ronaldinho no meio de campo e toca para Marcos Aurélio. O camisa 25 rola para Dátolo, que  imita Fabrício e também acerta um chute da intermediária para empatar o jogo. O meia argentino arriscou de longe e viu Paulo Victor se esticar todo, mas não conseguir alcançar a bola.

Dátolo também conseguiu outra boa oportunidade de finalizar e virar o jogo, mas a bola passou ao lado do gol aos 30 minutos da segunda etapa. Com o empate garantido, o Inter começou a administrar a pressão que o Flamengo ainda tentou impor nos últimos 15 minutos de jogo. Mesmo com os oito desfalques, Dorival pode comemorar a boa atuação do sistema ofensivo, mas sabe que também precisará reavaliar algumas peças na defesa da equipe.

Cotação de Grêmio 2 x 0 Bahia

24 de maio de 2012 22

Pedi para o Diretor do blog, Marco Souza, fazer a cotação do jogo do Grêmio. Leia abaixo:

Victor: 6

Não foi exigido.

Edílson: 7

Qualifica muito o apoio pelo lado direito.

Gabriel: 6

Já entrou com o jogo resolvido. Foi bem nas jogadas de ataque, mas precisa caprichar mais no último toque.

Gilberto Silva: 6

Não foi exigido.

Naldo: 6

Não foi exigido.

Pará: 7

Melhorou sua participação nas jogadas de ataque e manteve o bom nível que já mostrava em partidas anteriores.

Souza: 6

Mesmo tendo uma atuação melhor que nos últimos jogos, ainda está abaixo de Fernando e Léo Gago.

Vilson: 6

Entrou e ajudou a manter a posse de bola.

Marco Antônio: 7

Cresceu muito de produção nos últimos jogos. Está qualificando a articulação das jogadas de ataque da equipe.

Rondinelly: 6

Segue mostrando que Luxemburgo pode apostar em sua utilidade no grupo.

Fernando: 7

É um dos melhores jogadores de sua posição atuando no Brasil. Mais uma partida consistente do volante.

Léo Gago: 7

Léo Gago dá qualidade ao jogo da equipe. Abusou das jogadas individuais no segundo tempo.

Marcelo Moreno: 8

Venceu a maioria dos duelos com os defensores do Bahia. Fez gol de centroavante.

Miralles: 8

Mostrou bom futebol durante os 90 minutos, algo quase inédito em sua trajetória no Grêmio. Fez gol e deu passe para Marcelo Moreno marcar o outro.

Vanderlei Luxemburgo: 8

Dá pra ver que o técnico está dando opções táticas para a equipe. Está em bom momento. Aposta em Miralles deu resultado.

Grêmio - derrota muito ruim, atuação muito boa

20 de maio de 2012 75

O Grêmio perdeu para o Vasco, 2 a 1, mas sua torcida pode se animar.

O time jogou com consistência, como quem sabe o que quer. Já é uma equipe. É bem treinada, bem enjambrada e tem recursos.

Perdeu circunstancialmente, que a vida é de circunstâncias.

Saimon é muito bom no bote, sabe desarmar e tem gana de jogar. É um zagueiro valoroso.

Vilson, como centromédio, é um desafogo. Sabe sair jogando e fecha bem os espaços na marcação. Não duvido que ganhe a posição logo ali adiante.

Esse Rondinelly, que fez sua estreia, não se intimidou. Tem personalidade e técnica.

Desta vez, o argentino Miralles jogou como argentino. Empenhou-se e esteve concentrado o tempo todo. Perdeu um gol a dois passos da trave, mas a bola foi muito rápida.

Edilson é uma afirmação na direita.

E Pará está dando conta do recado na esquerda.

Ou seja: o Grêmio tem boas possibilidades no Brasileiro.

Não é preciso mais do que uma rodada para se constatar isso.


Cotação de Grêmio 2 x 1 Bahia

17 de maio de 2012 13

Pedi para o Diretor do blog, Marco Souza, fazer a cotação do jogo do Grêmio. Leia abaixo:

Victor: 6

Não foi exigido. Errou muitos chutões nas reposições de bola.

Edílson:6

Teve muito empenho nas saídas ofensivas. Está mostrando um bom entrosamento com Marco Antonio e Fernando.

Gilberto Silva: 6

Mesmo marcando jogadores velozes, não foi vencido no confronto individual. Quase marcou um gol contra, mas foi muito bem nos lances de bola parada do Bahia.

Naldo: 7

Fez o gol da virada. Conseguiu anular as jogadas aéreas do adversário. Boa atuação do reserva de Werley.

Pará : 5

Uma falha sua acabou originando o lance do gol do Bahia. Depois do lance, ficou mais posicionado e a equipe não teve mais problemas pelo seu setor.

Fernando: 8

Além do gol de falta, foi o dono do meio-campo. É o melhor jogador da equipe. Sua ausência da última convocação indica que Mano Menezes não acompanha a Copa do Brasil e o Gauchão.

Souza: 5

A atuação mais discreta da equipe. Ainda não se encontrou no esquema com os três volantes móveis de Luxa.

Léo Gago: 7

Anulou os meias do Bahia. Precisou ajudar Pará na marcação do lado direito de ataque do adversário.

Marco Antônio: 7

Foi bem no primeiro tempo. Apesar de não ter sido percebido em campo na segunda etapa, apareceu na hora decisiva e foi fundamental no gol da virada.

André Lima: 6

Sua melhores contribuições foram em lances de bola parada.

Marcelo Moreno: 6

Lutou contra os zagueiros adversários. Mesmo jogando longe da área, preocupou os zagueiros.

Vílson: 6

Estabilizou o jogo. Deu segurança ofensiva para que Fernando saísse mais para o ataque.

Leandro: 7

Colocou velocidade no ataque do Grêmio. Mesmo longe da boa fase que teve no primeiro semestre sob o comando de Renato Portaluppi, mostra que pode ser opção no ataque.

Marquinhos: 5

Entrou para cadenciar o final de jogo. Conseguiu cumprir bem a missão.

Vanderlei Luxemburgo: 8

O esquema montado pelo técnico funcionou contra o Bahia. O Grêmio foi superior nos 90 minutos. Os treinamentos da semana para evitar a bola aérea do adversário deram resultado em campo. Isso é o trabalho bem feito de um técnico.