Eu já tinha o que queria. Já tinha meu aumento, já tinha minha promoção. Mas não sou uma mulher insincera. Sou honesta. Quando digo que quero um homem, eu realmente o quero, não é mentira, não é uma isca. Queria Moisés, o meu casado da hora. Além disso, ele fizera tudo o que prometera, estava perdendo a razão por mim. Então, cumpri o prometido: na casa dele, que ele partilhava todos os dias com sua família, na cama dele, onde ele dormia todas as noites ao lado da mãe de seus filhos, no sacrossanto território do seu lar entreguei-me a ele. E, como sempre, entreguei-me por completo, sem restrições e sem vergonha.
Você já sabe, você garota que me lê e para quem escrevo, você já sabe que tipo de mulher eu sou. Não sou uma mulherzinha. Detenho a posse das minhas prerrogativas sexuais. Como a maioria dos homens, o sexo é o centro da minha vida. Por isso, sei o que fazer com um homem.
Sabia o que ia fazer com Moisés.
Fiz.
Repoltreei-me com ele em todas as peças de sua casa, até nos quartos dos filhos.
Tenho certeza de que ele nunca teve uma noite igual.
Para arrematar, experimentei algumas lingeries da mulher dele, vesti a calcinha que mais me agradou e foi com ela que voltei para casa, ao amanhecer, deixando-o aos pedaços, mas satisfeito.
Não sei como Moisés escondeu as marcas do que fizemos naquela noite. Deve ter sido difícil. Nas semanas seguintes, tocamos em frente o nosso caso. Ele me dava presentes, ele me cobria de atenções. Chegamos a viajar juntos, nos hospedamos em hotéis caríssimos, ele gastou muito do seu dinheiro comigo. Sei quando um homem está apaixonado. Sei quando ele está à mercê de uma mulher. Moisés estava à minha mercê. Podia fazer com ele o que bem entendesse.
Até que estava me divertindo, não estava ruim, não, claro que não, mas um dia tudo mudou.
Ah, vou contar o que aconteceu...
Foi quando aquele solteiro bonitão chegou à empresa numa segunda-feira e anunciou que havia noivado no fim de semana. Disse que ia casar em seis meses. A partir daquele momento, passei a encará-lo de uma forma diferente. De um rapagão sem sal, ele se transformou em objeto cobiçado. Ele me atraía. De imediato, desinteressei-me por Moisés. Em poucos dias, fiz a troca. Moisés está acabado, choramingando pelos cantos, parece até mais velho. E o bonitão? Ele está aqui, na palma da minha mão. Ainda não me entreguei a ele. Tenho um plano: a coisa vai acontecer no dia do seu casamento, duas horas antes dele subir no altar e dizer sim para sua noivinha. Vai ser excitante. Vai ser maravilhoso. Amo muito tudo isso.
Amo homens casados.
Você conhece algum homem casado?





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