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ROMÁRIO SEMPRE ESCOLHE O MÊS DE ABRIL...

04 de abril de 2007 6

Lembro que, há dois anos, em abril de 2005, ele estava se despedindo da seleção brasileira. O jogo era Brasil x Guatemala, e a partida fazia parte da programação que comemorava os 40 anos da Rede Globo.

Dos pequenos pés, de um pequeno homem, o mundo pôde observar um grande futebol.
A intimidade com a bola, o jeito faceiro e fácil de lidar com ela, o transformaram em príncipe dos gramados, já que o rei já estava definido antes de seu talento ser descoberto.
Romário, em 94, deu o tetra ao Brasil que exigiu sua presença na Copa. Não fosse a torcida fanática pela malandragem de suas habilidades, o baixinho teria ficado de fora e a pátria das chuteiras, quem sabe, sem comemorar o título.
Longe, na minha opinião, de ser considerado um atleta, Romário pôde se dar ao luxo de ser apenas jogador. Sabia o que fazer, como fazer, quando fazer. Não precisava treinar.
Baladeiro de carteirinha e sempre polêmico em suas aparições extra-campo, o carioca é o orgulho de seu berço, e torna tudo que toca, mais valoroso e valioso.
Depois de empilhar títulos, e gols… naquele 27 de abril, decidiu que seria a vez de dar tchau à camisa amarelinha… e para isso, foi convocado para a despedia da seleção. E o seu adeus, foi revertido em muitas críticas à Parreira, que teria de escalar o jogador, deixando outros nomes na reserva.
Na época me perguntei: porque a maioria das pessoas no Brasil tem a mania de esquecer a importância de alguns? Porque pensam que não merecem tanto? Que não são dignos de pompas para parar de trabalhar?
Vimos craques de todas as modalidades esportivas largarem tudo, e não nos referimos a eles como importantes, como símbolos de um verde-amarelo vencedor.
Bebeto, Branco, Dunga,…outros nomes… pararam com tudo e isso não significou nada para uma nação que deu a volta olímpica diante do mundo por causa deles.
A maioria dos brasileiros simplesmente esquece, e rejeita seus ídolos, quando deveria exaltá-los como exemplos vitoriosos

Hoje, Romário volta a campo para tentar mais uma vez o seu milésimo balançar de redes.

Confesso que não fiz as contas, mas como jornalista esportiva me dediquei a ler muitas coisas e muitas pesquisas que provam que as contas do baixinho não estão certas.

Mas prefiro exaltar Romário a colocar em dúvida a quantidade de gols que ele fez.
A homenagem que “o cara” deve receber logo mais, do seu povo carioca, que tanto o admira e respeita, deveria se repetir a todos aqueles que levaram nosso nome, o de nosso País, ao lugar mais alto do pódio.
 Independente do número de gols, mas pela quantidade de talento!

Postado por Débora de Oliveira

Comentários (6)

  • Matheus Colomby diz: 5 de abril de 2007

    tomara q o vomario faça mil duma vez que ai começam a fala de alguma outra coisa no globo esporte….

  • lucas rohãn diz: 5 de abril de 2007

    pois eh, não foi dessa vez…
    embora pense que esse negócio que conquistar mil gols seja mais para satisfazer seu gigantesco ego, Romário merece. digo isso por que ao ler teu texto lembrei de quando tinha 7 anos e assistia romário na copa de 94. por isso, acho que, sem duvida, elel merece… abraço!

  • Gustavo Nunes Pereira diz: 5 de abril de 2007

    LINDO TEXTO.
    MATO A PAU..
    VOCÊ É OTIMA JORNALISTA E ACIMA DE TUDO PESSOA.

    ABRAÇOS

  • anderson diz: 12 de abril de 2007

    muito tri esse texto.

  • nathan diz: 9 de abril de 2007

    o romario merece esse gol mil, por tudo oq ele ja fez pelo brasil e pelo vascão. valeu baixinho!!!

  • Fabi diz: 9 de abril de 2007

    Ele pode até ser “o cara do futebol”, mas das letras é tu.

    Beijos

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