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Feito em casa

22 de junho de 2010 3

O termo comfort food (comida confortável, traduzindo literalmente) sempre me intrigou. É muito mais palpável pensar em carros, cadeiras ou pantufas confortáveis. Mas acho lindo usar uma descrição para pratos que vá além de aroma, sabor e aparência. Finalmente explica por que a comida da mãe é a melhor do mundo. E, para mim, nada ilustra melhor este sentimento que a cena clímax da fofíssima animação Ratatouille, trecho que só encontrei com legendas em espanhol (se você ainda não assistiu, ignore o link abaixo e corra para a locadora).

Conversei com o chef Gustavo Gutierrez, que traduziu com mais propriedade o termo que começa a ser adotado pela alta gastronomia.
– É a repaginação da comida da avó. Remete à comida caseira, mas acrescenta toques contemporâneos. A gastronomia brasileira está voltando a valorizar o que é tradicional, não só o que é de fora – define.
Gutierrez comenta também que a comfort food é confortável também para quem está cozinhando – simples e prática, normalmente é daquelas receitas que só utilizam uma panela para o preparo.

Pessoalmente, quando penso em “comida confortável”, lembro de batatas cozidas. Na minha família, elas são quase remédio: batata cozida só na água para os dias de estômago fraco, sopinha de batatas para quem está gripado, purê de batatas para quem foi ao dentista e voltou com um dente a menos. E mesmo considerando estas condições quase traumáticas, estes pratos me lembram sempre momentos de cuidado. Momentos confortáveis. Posso até ouvir a minha mãe dizendo “come pelo menos uma batatinha…”.

E você, que receita elegeria a comfort food?

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comentários

Comentários (3)

  • Gustavo Gutierrez diz: 22 de junho de 2010

    Realmente conseguiu traduzir a comfort food exatamente no carinho confortável que deve ser! rs…
    Obrigado…
    Sucesso com o blog!

  • Djalmma Reinalldo diz: 23 de junho de 2010

    Parabéns pela matéria e pela escolha do profissional.
    Definitivamente confort food é o que nos remete a infância, comidinha da mama e da vovó, daquelas mesas repletas de familiares, todos interagindo, saboreando e ficando horas e horas sentados a mesa deliciando o que agora chamamos de “confort food”.
    Abraço, sucesso e fiquem com Deus…

  • Kelly diz: 29 de junho de 2010

    Ai amei esse post! Pra mim que sou de Recife o que mais me reconforta é lembrar da hora do jantar, e sem duvida uma papinha de aveia ou de maizena,lembro qu ecolocava gemas e manteiga de lata e que ninguem faz como minha avó fazia ou minha mãe faz agora…como vc disse mariana era assim mesmo”coma nem que seja uma papinha…”

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