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Gauchismo e religiosidade na voz e violão de Leandro Ávila

11 de fevereiro de 2014 0

É unindo o gauchismo e a religiosidade que Leandro Ávila, 36 anos, tem se destacado no ramo da música. Com o grupo Entre Céus e Bastos, ele começou a gravar o segundo CD, Herança. O álbum terá participações de Renato Borghetti , Jairo Lambari Fernandes e também de músicos católicos. As canções são de autoria própria com parcerias, como Igor Ribeiro e João Pokorski. Ele irá regravar também a música “A Santa que chora ao meu rancho”, do caxiense Luidhi Moro Müller. Além de gaita e violão, as canções erão entoadas também com piano e violino.

Leandro ficou conhecido no ano passado ao liderar o único grupo gaúcho selecionado para participar da Jornada Mundial da Juventude, que recebeu o Papa Francisco no Rio de Janeiro. O trabalho musical que mescla campeirismo e espiritualidade se fortaleceu em 2010, quando ele mudou-se com a família para o Santuário de Caravaggio – desde 2006, ele vivia na Comunidade Oásis das Rádios Mãe de Deus, em Caxias. Foi ali que fundou o programa “Campo e Luz”, que existe até hoje.

roni rigon

Foto: Roni Rigon

Em 2011, lançou o primeiro CD, Entre Céus e Bastos, que foi indicado no ano seguinte ao Prêmio Nacional da Música Católica e figurou entre os três melhores álbuns alternativos do país. Apesar disso, Leandro não acredita fazer nada de novo, mas admite que o trabalho é desbravador.

_ Na essência do nascimento do povo gaúcho está a presença de Deus. Quem trouxe os cavalos foram os jesuitas, a lida com o gado começou com os Sete Povos das Missões. Não tem como separar uma coisa da outra. O meu objetivo é levar Deus ao homem do campo, na linguagem do povo do Rio Grande do Sul. A gente experimenta desbravar quando leva a música gaúcha para dentro da cultura da igreja. Ao mesmo tempo, a gente abre caminho do outro lado, quando leva para um rodeio, uma Semana Farroupilha, canções com mensagens de fé  _ diz.

Leandro nasceu em Camaquã, mas passou parte da infância e adolescência no Parque Histórico General Bento Gonçalves, em Cristal, administrado na época pelo avô. Foi aí que o dia a dia da fazenda mesclou-se à história e cultura gaúcha. Por isso, diz que “já nasceu de bombacha”. Aos seis anos começou a declamar e aos 10 surgiu o interesse pela música no guri que cresceu vendo o tio domar cavalos.

Na adolescência, foi Peão Farroupilha Destaque Artístico do Rio Grande do Sul. Toca violão e “alguma coisa de gaita ponto em casa”, explica. O envolvimento com a Igreja Católica aprofundou-se por volta dos 21 anos, depois que casou. Hoje, em Caravaggio, trabalha na Rádio Miriam, é ministro da eucaristia e ajuda nas missas. É casado com Daiane, 32 anos, e tem quatro filhos: Mariana, 13, João Miguel, 8, Maria, 5, e Gabriela, 2.

O grupo Entre Céus e Bastos é formado ainda por Pedro Henrique Fagherazzi, Leonardo de Alexandre, Tonieder Gautério, Maicom Ança dos Santos, Jonas Julião e Eduardo Moraes.

 

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