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"É uma regra clara e que se impõe a todos", diz presidente do MTG em editorial

08 de abril de 2014 2

Confira a íntegra do editorial assinado pelo presidente do MTG, Manoelito Carlos Savaris, sobre a participação de entidades filiadas em eventos de entidades não filiadas. Alguma dúvida de que se refere à Federação Gaúcha de Laço?

UM “CLUBE” CHAMADO MTG

Por Manoelito Carlos Savaris, presidente do MTG

De vez em quando o Movimento Tradicionalista Gaúcho se vê envolvido em polêmicas que brotam, invariavelmente, de interesses de ordem econômica por algumas pessoas que ao invés de servirem à tradição, se servem dela.

A bronca do momento está na área do tiro de laço. Primeiro surge um grupo de “rebeldes”, descontentes com as regras que foram adotadas por vontade da maioria – claro que esses descontentes não são a maioria. Depois surgem os que têm o objetivo primordial de ter vantagem financeira. Com eles outro grupo se junta: aqueles que têm interesse político. Todos juntos formam um pequeno contingente que tem clareza nos seus objetivos, são bons de conversa, sabem usar os argumentos que lhes convém para ganhar a companhia de outros que acreditam até que Papai Noel existe.

Não são muitos, mas são barulhentos e bem articulados. Eles transitam pelos gabinetes e “vendem” a ideia de que representam a maioria. Há quem lhes dê crédito, por boa fé ou por ver nisso a possibilidade de ter alguma vantagem.

A pregação é clara e se traduz por algumas frases, como: “o tiro de laço deve ser considerado um esporte”; “como esporte o tiro de laço deve ser organizado por uma federação”; “na área do esporte há dinheiro sobrando no Brasil”; “nós, do novo sistema, somos os verdadeiros defensores dos laçadores”. Essas e outras pérolas estão sendo ouvidas nos rodeios e lidas nas redes sociais.

Quando o MTG, pelas suas instâncias constituídas, se levanta e aplica o regulamento, eles empunham a Constituição e gritam forte: “temos o direito de ir e vir”; “não podem nos tirar o direito de fazer o que quisermos”; “vivemos numa democracia e exigimos nossos direitos”. Pois eles têm toda a razão, pois vejamos:

1.    O MTG é um clube, uma associação privada, que conta somente com associados voluntários, ou seja, não obriga ninguém e, assim, respeita o direito de ir e vir;
2.    O MTG defende vigorosamente o direito de escolha das pessoas. Somente participam dos seus quadros as entidades que desejarem e orienta a que cada entidade filiada somente mantenha nos seus registros as pessoas que livremente escolherem ser associados;
3.    O MTG decide tudo no voto. Tudo é discutido, a maioria vence e daí, surgem os regulamentos que, democraticamente, são elaborados e, da mesma forma, aplicados. Quem não concorda com os regulamentos podem procurar outras associações e se quiserem impor seus próprios regulamentos, criam suas próprias entidades.

Desta forma, me parece que ficamos bem entendidos. O MTG é uma associação composta de entidades livres que, por sua vez, conta com associados voluntários, com isso estabelece as suas próprias regras. É bom lembrar que, no momento que nos associamos a um clube qualquer, assumimos o compromisso de cumprir e fazer cumprir as normas do estatuto e dos seus regulamentos. No MTG até juramento se faz sobre isso.

Será que um clube de futebol, não filiado à FGF, pode participar do campeonato gaúcho? Será que um atleta não registrado na CBF pode jogar no Esporte Clube Passo Fundo? Será que um juiz registrado na FGF pode apitar o campeonato catarinense sem autorização da Federação Gaúcha?

Uma das regras definidas e consolidadas no artigo 29, inciso IX, do Regulamento Geral e reafirmada no artigo 100 do Regulamento Campeiro é a de que os filiados ao MTG não participam de eventos de entidades não filiadas e não permitem que não filiados participem dos seus eventos. É uma regra clara e que se impõe a todos.

Quem não concorda com a regra tem dois caminhos: cumpre e tenta mudá-la pelos caminhos legais, ou garante o seu “direito de ir e vir” e vai!

roni rigon

Foto: Roni Rigon

Comentários (2)

  • JOSE GLADIMIR LOPES DOS SANTOS diz: 9 de abril de 2014

    UM DIA SEREMOS LIVRES , SE MANTER NO PODER DA DESSAS COISAS …..

  • Daniela diz: 12 de abril de 2014

    Pelo discurso do presidente do MTG parece que os filiados ao MTG agora não podem mais participar de nada que não seja do movimento… Se for assim, não poderemos mais participar de clubes de futebol, igrejas, partidos políticos ou festas…. pois não são promovidas pelo MTG? Ele não é dono da cultura gaúcha, ele não é dono do gosto das pessoas. Por que o presidente não expulsa os dirigentes das RT’s que participam dos rodeios promovidos por entidades não filiadas?

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