Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Tradicionalistas da Serra opinam sobre casamento gay em CTG

23 de julho de 2014 1

O ano de 2014 promete mesmo ser de polêmica para o tradicionalismo gaúcho e mais um debate foi instaurado: um CTG de Santana do Livramento pode ser palco de casamentos gays durante a Semana Farroupilha.

A sugestão veio da juíza Carine Labres e ocorreria em 13 de setembro, por meio de casamentos coletivos organizados pelo Judiciário para casais heterossexuais e homossexuais. Carine diz que a ideia é garantir os direitos das minorias. A proposta foi acolhida pelo patrão do CTG Sentinela do Planalto, o advogado e vereador Gilbert Gisler, o Xepa, acusado de abraçar a causa gay para fins políticos. O Sentinela foi desligado do MTG por não pagar as anuidades.

O presidente do MTG, Manoelito Savaris, em editorial, disse que o CTG não é filiado ao MTG e que o movimento  não tem responsabilidade sobre o fato. Escreveu também que “casamentos coletivos são mais adequados para ambientes em que não haja compromissos com aspectos tradicionais e culturais”.

<<Você é a favor ou contra a ideia de um casamento entre pessoas do mesmo sexo dentro de um CTG? >>

pampa2

Foto: Porthus Junior

O blog conversou com alguns tradicionalistas da Serra para saber a opinião sobre o tema. Confira:

“Como esse casamento é liberado pela justiça, ele poderia ser feito em qualquer lugar, um clube, um salão. Se eu sou patrão desse CTG, eu não aceitaria fazer essa festa, até para evitar polêmicas, para preservar o MTG. Somos cultivadores de uma família tradicional. Porém, esse CTG nem mais filiado é. O MTG não pode nem se manifestar”. Nicanor Castilhos, ex-coordenador da 25ª RT.

“Não tenho nada contra, desde que não traga problema para o tradicionalismo. Hoje em dia o mundo está tão liberal que se a gente não aceitar seria preconceito nosso. Se as pessoas querem isso, não vejo problema. O CTG tem que ser um lugar onde as pessoas se sintam bem”. Maicon Fortes, 29 anos, patrão do Piquete de Laçadores Laço Forte

“Sou da mesma opinião que o coordenador da 18ª RT. Cada um tem a sua opção sexual, só que o CTG está filiado ao Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG). O próprio nome já diz: tradicionalismo. Esses casamentos (homossexuais) não são uma tradição dentro da cultura gaúcha, por mais a gente saiba que isso (o homossexualismo) já exista há muito tempo. Por isso acho que o CTG não seria o local mais apropriado. Pelo que li nas reportagens, me parece que o fato está sendo usado como propaganda política. Porém, não vejo problema de homossexuais frequentarem CTGs, devem ser acolhidos pelas entidades”. Gabriel Vivan, 16 anos, do CTG Chegando no Rancho, ex-Peão da 25ª RT

“Os homossexuais podem frequentar CTGs, só que casar é mais complicado. A gente que foi criado nesse meio vê o ambiente como o de uma família tradicional. Querer mudar de uma hora para outra é complicado. Conheço pessoas homossexuais que dançam e participam de CTGs, mas respeitam os valores da entidade. Acho que esse não seria o momento mais adequado para a realização dessa união. Ainda há muito preconceito”. Shaiane da Rosa, 20 anos, do CTG Campo dos Bugres, ex-1ª Prenda da 25ª RT

“Eu prefiro não opinar. A lei diz que é possível (o casamento homossexual), como vamos ser contra a lei? Já convivemos com o homossexualismo. Sabemos que existe. Não adianta tampar o sol com a peneira. Agora, se o CTG é o local mais adequado para um casamento gay, eu prefiro não opinar ainda. Está muito no começo.” Juarez Menegussi, CTG Os Carreteiros, ex-coordenador da 25ª RT.

Comentários (1)

  • vandir diz: 23 de julho de 2014

    Estamos vivendo a ditadura das minorias. Respeitar a opção individual é uma obrigação, aceitar é foro intimo e não cabe ao Estado ingerir. Respeito a opção individual de cada indivíduo, mas não posso aceitar que essas opções interfiram na cultura e nas tradições que conquistamos com muitos anos de história. Toda liberdade tem limites, e a manifestarem sua opção sexual esbarra na do outro grupo em manter suas tradições e convicções. Então não há de se falar em casamento gay em Centro de Tradições Gaúchas. Casem-se em locais apropriados, cartórios, igrejas, clubes, …

Envie seu Comentário