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Prenda relata visita ao México com CTG de Caxias

27 de agosto de 2014 0

Emocionante o depoimento que a jovem Nicole Modena, 21 anos,  integrante do CTG Imigrantes e Tradição, enviou ao blog sobre a representação no Festival de Folclore de Zacatecas, no início de agosto, no México. O CTG representou todo o Brasil, gauchada!

Confira o depoimento na íntegra! Obrigada, Nicole, e parabéns a toda a equipe do Imigrantes e Tradição!

Créditos Ana Cristina Bertussi (1)

Foto: Ana Cristina Bertussi, Divulgação

“É uma emoção muito grande ver o reconhecimento do público, a alegria que eles têm em nos prestigiar, e como nos procuram, querem fotos, querem mostrar que somos bem-vindos. Fomos muito bem acolhidos. E é um orgulho muito grande ver que a cultura gaúcha está sendo representada junto a grupos internacionais, é gratificante saber que estamos mostrando um folclore autêntico, e saber que isso é só uma parte de uma cultura tão rica como a do Brasil.

O público pede muito pelo samba, e então explicamos que somos do sul do Brasil, de uma região perto da Argentina e que por isso nossos costumes são um pouco diferentes, e eles acolhem bem isso, dizem que é muito bonito e pedem fotos assim mesmo. Para eles, o Brasil é alegria, é festa, disseram que admiram o jeito como as mulheres brasileiras dançam sem se importar com vestidos ou com a reação das pessoas, brasileiros dançam por gostar, pela alegria.

É uma experiência muito gratificante essa troca de culturas. A interação entre os grupos está muito boa, com um clima de amizade – todos se vêem e sorriem, pedem fotos, procuram conversar. No primeiro dia de apresentações, os grupos se reuniram em um museu, e lá nossos músicos brasileiros tocaram músicas juntamente com músicos europeus. E brasileiros e mexicanos dançavam, cada um ao seu jeito, mas num esforço para que tudo desse certo. Essa interação é parte muito feliz do festival, trocamos aprendizados e isso para o folclore é muito válido.

Créditos Zilda Freitas 3

Foto: Zilda Freitas, Divulgação

Outro aspecto muito interessante é como a cultura se repete em diferentes regiões. Mesmo que muito distantes, a dança é muito similar. Por exemplo, um grupo do México se apresenta com música feita de tambores, dançam sacudindo os ombros e usam roupas parecidas com o que  vemos na Bahia. Há vários grupos internacionais que usam o sapateado. Durante o desfile, o grupo dos Estados Unidos (que estava atrás dos nosso) sapateava em uma das paradas quando um dos nossos integrantes começou a sapatear também, sendo muito feliz essa troca, de grupos tão distintos numa dança que se parece em algumas formas. Evidentemente, cada grupo com um “tempero” diferente.

Não há palavra que descreva mais essa sensação que emoção. Nunca me imaginei num lugar como esse, especialmente podendo levar o nome do Brasil e mostrar um pouco da cultura gaúcha ao mundo. É uma felicidade imensa”.

Peoes dançam biriva em Zacatecas - Créditos Taís Freitas

Foto:  Taís Freitas, Divulgação

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