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Justiça anula punição de narrador dada pelo MTG

01 de novembro de 2014 3

A coluna segue atualizando os leitores sobre as divergências que envolvem MTG e Federação Gaúcha de Laço.
Pois, bueno: O narrador  Éder Azeredo teve anulada pela Justiça a punição aplicada contra ele pelo MTG por ter participado de torneio de entidades não filiadas. Ele era um dos 12 penalizados com até 180 dias de suspensã o por ter atuado em eventos da Federação Gaúcha de Laço.

O advogado dele é Flávio Belmonte, ex-presidente do movimento. A juiza Carla Della Giustila, da sétima vara cível do foro central de Porto Alegre, determinou a suspensão da penalidade “por nulidade do procedimento administrativo”, já que Belmonte afirmou que teve o direito de falar negado durante o julgamento do MTG.

Ainda sobre o mesmo assunto: gaúchos que forem renovar o cartão tradicionalista em entidades da 5ª RT, em Santa Cruz do Sul, devem assinar um termo de compromisso em que afirmam conhecer as regras do MTG e se compremeterem a não participar de qualquer evento promovido por entidade não filiada ao movimento e àquela região.

Em editorial, o presidente do MTG, Manoelito Savaris, escreveu sobre o espírito de “amor à camiseta”,  citando a troca de entidade e a formação de grupos com o fim específico de ganhar mais provas e acumular mais prêmios em dinheiro.
Ele alerta para a falta de preocupação com o fortalecimento das tradições e questiona, por fim:  “Devemos decidir se aceitamos os ‘cambiadores’ que desejam ter morada em duas casas diferentes e que ficam especulando, a cada dia, qual casa oferece melhor prato à mesa”.

E o leitor, o que pensa de tudo isso? Participe!

daniela xu

Foto: Daniela Xu

Comentários (3)

  • Tapado de nojo diz: 1 de novembro de 2014

    Mais uma vez, uma juíza, possivelmente uma ativista de alguma idiotice, afrontando e querendo ditar regras ao MOVIMENTO TRADICIONALISTA GAÚCHO. Que legitimidade esta juíza acha que tem, para ditar as regras de uma entidade privada, que visa manter a tradição dos riograndenses? Por que não vai procurar algo mais útil pra fazer? Julgar bandidos, políticos ladrões, juízes ladrões? Essa coisa de querer ficar se metendo em tudo, uma hora ainda vai dar confusão. Já deu em Santana do Livramento. É só mais uma querendo ficar famosa em cima do que consideram politicamente incorreto, que é ter tradição, princípios, valores morais, e honrá-los. Isso aí acaba se resolvendo de outro modo, mesmo com este tipo de tentativa de intervenção idiota.

  • Amaral Silva diz: 28 de dezembro de 2014

    Sou tradicionalista, mas o MTG está extrapolando muito além dos limites de sua competência ao estabelecer que um narrador credenciado por esta entidade não pode participar de qualquer outro evento por outra entidade. Cadê o direito de liberdade?? Cadê direito constitucional de ir e vir?? Um amigo meu foi convidado a narrar um rodeio de vaca mecânica com a finalidade beneficiem não pode ir para não ser punido e suspenso pelo MTG!! Mas o que é isso?? Este tipo de penalidade tem que ser nulo pela justiça mesmo, pois jamais um regulamento deverá ser contra um direito maior previsto na Constituição Federal!!!

  • Amaral Silva diz: 28 de dezembro de 2014

    Complementando o comentário anterior… corrigindo … o rodeio de vaca mecânica é com finalidade beneficente…. Quem está acabando com o tradicionalismo é o próprio MTG… em não reconhecer e não permitir narração em rodeios de vaca mecânica. Este rodeios são incentivos para muitos laçadores iniciantes, que não têm condições em participar de um grande rodeio com gado. E hoje está difícil realizar rodeio e conseguir bois. Os emprestadores de gado ou que alugam os gados são poucos e torna-se caro, então porque não motivar este pessoal começando a laçar nos rodeios de vaca mecânica, pois estes serão incentivados a participarem dos grandes rodeios. Isso o MTG é contra. E o narrador que narrar é suspenso. Outra coisa que discordo que o MTG não reconhece aa bombacha feminina como pilcha da mulher gaúcha. Nos rodeios de hoje a maioria das moças e mulheres usam bombacha feminina o que acho bem característico do gaúcho. Concordo que o traje da prenda é o vestido longo, mas quem vai num rodeio e ficar rodando com um vestido longo e prenda o dia todo ou vários dias?? Claro que num fandango oficial em CTG sim, é o traje típico da prensa e até fica muito mais linda e feminina, mas em rodeios poderia ser considerado a bombacha feminina. Isso é a é o costume que está evoluindo e porque o MTG não acompanha. Isso está atrapalhando o tradicionalismo, pois não motiva a cultura. Até acho que o xiripá é mais típico gaúcho que a bombacha. Pois a bombacha foi enviado pelos ingleses para ser utilizados na guerra do Paraguai, e sua origem é turca. Quem utilizou durante a guerra não foram só os gaúchos, e sim todos que lutava a cavalo contra o Paraguai, incluindo o guerreiros de outras nações. Já o Xiripá é de origem dos índios do sul que lutavam a cavalo. Então porque o MTG também não reconhece o xiripá como pilcha gaúcha também??? Sao estes questionamentos que gostaria de fazer aos representantes do movimento.

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