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Posts na categoria "Novidade"

Federação Gaúcha de Laço promove torneio em Vila Oliva, em Caxias

18 de janeiro de 2014 3

O ano promete ser promissor para a  Federação Gaúcha de Laço. A entidade já captou R$ 450 mil reais dos aproximadamente R$ 614 mil liberados por meio de convênio com a Secretaria Estadual do Esporte.

O dinheiro será investido em um torneio estadual com oito etapas, sendo a última em Vila Oliva, em Caxias, de 8 a 11 de maio.

Para quem não lembra, a entidade, criada em junho de 2013, valeu-se da interpretação do laço como esporte para a captação de patrocínios junto a empresas, feito nunca alcançado pelo MTG.

- Queremos reunir pessoas que gostam de laço. O MTG conquistou uma rejeição tão grande com normas absurdas que os laçadores não se sentem representados por ele – afirma o presidente da Federação, Cleber Vieira.

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Foto: Daniela Xu

Grife estampa amor pelo gauchismo de forma irreverente

09 de janeiro de 2014 1

Foi-se o tempo em que a dança, a música e as lidas campeiras eram as únicas formas do gaúcho expressar o seu amor pelo Rio Grande do Sul. Aos poucos, a moda se abre para a cultura gaúcha.

Há três meses, o designer Gilnei Baruio Silva, 35 anos, lançou a grife Gaucheria. Inicialmente, o projeto contempla duas linhas de camisetas. Na primeira, expressões gaúchas como “oigalê”, “abagualado”, “tri”, “tchê” e “maizah” (as duas últimas entre as mais vendidas) ganham traços contemporâneos de design.

Gaucheria_Tipografia_Maizah_01b

Na segunda, objetos da lida do campo e da indumentária gaúcha são apresentadas através de um design autoral. Mangos, maneias e boleadeiras ganham traços e cores irreverentes.

— Minha intenção era integrar o design, que é a minha profissão, com o gauchismo, que sou ligado desde guri. São peças que as pessoas podem usar no dia a dia e que incentiva o orgulho às tradições — conta Silva, que já foi instrutor de danças gaúchas, toca violão e compõe músicas nativistas também. A foto abaixo é da camiseta com estampa de mangos.

Gaucheria_Ilustracoes_Geometricas_03

Vendas e informações no site da Gaucheria ou na página do facebook. Abaixo, mais uma estampa, do naipe gaúcho (para mostrar que há bastante modelos legais para escolher).

Gaucheria_Ilustracoes_Geometricas_01

Zezinho, do Grupo Floreio, fala sobre "O Último Baile"

28 de dezembro de 2013 0

“E agora seus bailes têm fim. O mundo é assim, se cala o cantor. Não mais a negra cordeona. Se abrindo, chorona, sobre o tirador.”  O trecho é parte da canção O Último Baile, letra de Léo Ribeiro e música de José Claro, o Zezinho do grupo Floreio, criada especialmente para homenagear Porca Véia no ano em que se despede dos palcos.

Neste sábado, ela deve encerrar com chave de ouro a grande festa protagonizada por Porca Véia. Logo que a canção foi divulgada, já virou sucesso.De acordo com Zezinho, a ideia surgiu de uma conversa sobre o anúncio da despedida e do vazio que o gaiteiro deixará nos palcos. O trabalho, porém, jamais morrerá. Um dos versos mais bonitos fala que, enquanto uma gaita se abrir, o toque de Porca Véia há de vir alegrar os galpões. Quando escutou a canção, Porca Véia chorou de emoção.

- A lição que fica desses anos é a de respeito pela música , pelas pessoas que vão ao baile. Porca Véia sempre dizia que difícil era fazer o simples bem-feito  – conta Zezinho.

Léo,Porca Eu

Na foto, Léo Ribeiro, Porca Véia e Zezinho (Foto: Arquivo Pessoal)

Ele sabe do que fala. Porca Véia investiu no talento de Zezinho quando ele tinha 24 anos. Por 10 anos, o jovem gaiteiro tocou ao lado de Porca. Aprendeu, amadureceu e trilhou novos caminhos. Há oito anos, ele lidera o Grupo Floreio.
Zezinho começou a tocar gaita lá pelos 20 anos. Ele, que tocava violão, tinha um primo que tocava o instrumento. Quando viu que o primo era convidado a animar bailes, resolveu investir na gaita também.

Além de gaiteiro e laçador, Zezinho é também um baita compositor. É dele a canção “Lá Fora”, do primeiro disco do Floreio, “Só Fandangueira”, que estourou ao ser regravada por Porca Véia. Outras duas composições suas – Das Mãos do Gaiteiro (com Paulo Ricardo Costa) e Do Jeito que Eu Gosto (com Léo Ribeiro) estarão no novo CD d”Os Monarcas.

Com quatro CDs gravados, o Grupo Floreio se prepara para lançar mais um no ano que vem, com a  música “Abaixo de Tempo Feio”, escrita por ele e por Régis Marques e que conta com a participação do Grupo Rodeio.

Outra alegria de Zezinho é a de tocar junto com o filho, Gabriel Claro,  de 16 anos. Com cinco anos, o guri ganhou a primeira gaitinha do pai.

Zezinho - foto de Ale Lorenzi

Foto: Ale Lorenzi

Conheça "O Último Baile", a música que homenageia Porca Véia

27 de dezembro de 2013 3

O Último Baile

Letra: Léo Ribeiro / Música: José Claro (Zezinho)

No palco de um baile campeiro
o grande gaiteiro sua vida repassa.
Seus versos, por vezes tristonhos,
embalaram sonhos de toda uma raça.

Nos olhos já brotam saudades
de uma mocidade de lindos momentos.
No peito são tantas lembranças
que ficam d’ herança pro resto dos tempos.

Seu toque é do estilo mais puro,
luzeiro no escuro, tem cheiro de chão,
seu jeito de taura sem medo
brotou no varzedo do velho Pontão.

E agora seus bailes têm fim,
o mundo é assim, se cala o cantor,
não mais a negra cordeona
se abrindo, chorona, sobre o tirador…

Pataqüero da estirpe indomada,
fez da “pianada” fiel companheira
levando ao peão lá de fora
a arte sonora terrunha e campeira.

Na estampa o antigo Rio Grande,
nas veias o sangue de quem faz história,
descansa, mas sua jornada
fica na invernada de nossa memória.

Pois eu que admiro este taita
i’enxergo na gaita a alma do homem
afirmo: – não morre seu canto,
num fundo de campo ecoa seu nome.

Rebrota qual seiva nativa
mais verde e mais viva depois da queimada
voltando de novo o gaitaço
na força do braço desta gurizada.

Porca Véia, amigo e parceiro,
gaudério tropeiro de lindas canções,
enquanto uma gaita se abrir
o teu toque há de vir alegrar os galpões.

Obrigado por tanta alegria
eu sei que um dia o mundo dá volta.
Te esperamos com erva na cuia
e o teu grito de “uiiaaa” noutro baile tu solta.

Romance do Querendão, de Joca Martins

25 de dezembro de 2013 0

“Faltam prendas no palco pra domar meu coração”. Assim começa Romance do Querendão, nova música de trabalho de Joca Martins, do CD Vida de Tropeiro. Como diz Joca, o gaiteiro é dos bueno!  Confere aí!

Chula feminina em Entrevero na Serra

24 de dezembro de 2013 1

Foi assim a 2ª edição do Entrevero na Serra: muita música, gauchada reunida e concurso de chula. Só que feminino.

Ao longo dos anos, as mulheres vêm quebrando barreiras dentro do tradicionalismo. Ganharam o direito de laçar e usar bombacha. Em Caxias, elas estão até dançando chula!

O Entrevero na Serra aconteceu no Paiol Espaço Nativo e é uma festa de integração de final de ano voltada à comunidade tradicionalista.

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Mais uma da “chuleadora”!

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Fotos: Fernanda Arruda

Porca Véia, a despedida do gaiteiro

21 de dezembro de 2013 5

Ele queria tocar. E tocar bem. E entrar dentro das casas e do coração das pessoas com a sua música. Após 33 anos de carreira, conseguiu muito mais:  19 discos gravados, dois discos de ouro, inúmeras premiações e uma legião de fãs. Porca Véia se despede dos palcos em uma grande festa em Caxias do Sul, dia 28 de dezembro. Mas a despedida é dos bailes e não da música. Eu conversei com ele esta semana e posso dizer: Porca Véia é de uma simplicidade admirável, como a música que produz.

- O meu sonho era mostrar para as pessoas o quanto é bela a simplicidade da música gaúcha. Eu nunca tive a pretensão de ser um virtuoso.  Hoje eu faço um balanço e acho que eu consegui isso. Eu vou continuar fazendo disco, administrando o grupo Cordiona. O que eu não quero mais é viajar, são 33 anos viajando. Mas, eventualmente, algum lugar ou outro eu tenho que ir. Claro que nessa vida só é definitiva a morte. Eu sempre acho que não fiz o meu melhor disco, não fiz a minha melhor música, talvez nem  tenha tocado meu melhor baile. Talvez tudo isso esteja pela frente – disse.

Com a brecha, eu, que cresci indo aos tradicionais bailes da Festa da Várzea do Cedro (localidade de São Francisco de Paula) animados pelo gaiteiro, não resisti: “E a Várzea do Cedro, Porca Véia? Está entre estes lugares?”

- Bah, Várzea do Cedro, maravilhoso! Muitos bailes toquei lá. Comecei no início da minha carreira, as primeiras pessoas que acreditaram em mim. Tenho muitos amigos, uma lembrança muito boa – disse, rindo.

Tudo bem, Porca. Difícil mesmo já se comprometer. Nesta entrevista, ele fala sobre a infância, o início da carreira, os sonhos, os ídolos e deixa uma dica aos jovens músicos. Confira abaixo:

JONAS RAMOS

Foto: Jonas Ramos
BLOG – Qual a tua lembrança de infância mais antiga?
PORCA VÉIA – Minha imagem é do homem do campo realmente. Me criei na campanha. Meu pai era um homem “de a cavalo”, de bota e bombacha. Era criador de gado e nos criamos no campo, fazendo todas as coisas que era preciso em uma fazenda. Até os 15 anos eu vivi lá fora (ele nasceu na localidade de Pontão, hoje, distrito de São José do Ouro/RS). Depois eu vim para a cidade para estudar. Mas conheço “razoavelmente” a vida no campo.

BLOG  -  Como foi o início na música?
PORCA VÉIA: O meu avô paterno era gaiteiro, os meus tios eram gaiteiros. Ninguém profissional, mas todos tocavam, tinham o dom do instrumento. Um dos meus tios, o Tinoco, formava uma dupla que existia antigamente, Os Osórios.  Já meu pai não tocava nada. O sonho dele era ter filhos que tocassem. Eu aprendi e minha irmã também. Já meu irmão puxou ao meu pai, não aprendeu nada também. O que aprendi foi inicialmente com os meus tios e depois solito mesmo, garimpando. Desenvolvi minha técnica de tocar, que é do meu jeito. Não tenho colocação de dedo certo, mas dei um jeito.

BLOG – Mas antes de se profissionalizar na música, tu te formou como técnico agrícola.
PORCA VÉIA – Sim, estudei na Escola Técnica de Agricultura, em Viamão. Trabalhei nove anos nessa área. Fiz três anos de administração de empresas na FACCAT. Depois larguei tudo de mão e virei definitivamente gaiteiro. Não posso me exibir e nem me queixar. Tudo o que eu colhi nesses anos, tudo o que eu tenho – de material, de prestígio, de amigos, de conhecimento, de vivência – foi com a minha gaita.

BLOG – Tuas letras são autobiográficas? Por exemplo, Gaiteiro por Demais tem um verso que fala “E ninguém acreditava que eu fosse virar gaiteiro”.
PORCA VÉIA – Tem um cunho grande de realidade. Quando eu era guri, pelos 15, 16 anos, o gaiteiro não era muito bem visto. Os pais não queriam que as filhas namorassem gaiteiros porque o gaiteiro, por melhor que fosse,  era sempre gaiteiro. E o gaiteiro não passava de gaiteiro (risos). Hoje a gente tem outra valorização.

BLOG – Teus ídolos na música, quais são?
PORCA VÉIA – Os Bertussi são uma escola que eu sigo até hoje. Quando eu ouvi pela primeira vez a harmonia das duas gaitas juntas eu me apaixonei e sou apaixonado até hoje. Tenho todos os discos em vinil e quando eu quero recarregar as baterias eu escuto Bertussi um dia inteiro. É uma pena que o próprio Rio Grande não conheça muito a obra Bertussi, porque em quarenta anos que eu escuto, se eu escutar bem, eu descubro um detalhe novo.

BLOG – Qual deveria ser a maior qualidade de um músico?
PORCA VÉIA – O músico precisa ter um conhecimento profundo da sua limitação. Ele jamais deve querer fazer aquilo que não sabe fazer. É muito melhor tocar o Boi Barroso bem tocado que o Tico -Tico no Fubá mal tocado. Faça aquilo que você sabe de uma forma simples e com dedicação que é isso que o povo gosta.

AGENDE-SE: Dia 28 de dezembro, às 21h, no Parque de Eventos da Festa da Uva. Ingressos: R$ 20 (Pista) e R$ 50 (Vip). Em Caxias, pontos de venda nas Farmácias São João (Centro, São Pelegrino, Kaiser, Cruzeiro e Rio Branco)

Está chegando: despedida de Porca Véia dos bailes

19 de dezembro de 2013 0

Está chegando a hora, gauchada! Porca Véia se despede dos palcos do jeito que o consagrou como um dos maiores gaiteiros do Rio Grande do Sul: cantando e tocando em uma grande festa em Caxias do Sul, com a participação de Renato Borghetti, Luiz Carlos Borges, Yamandú Costa, Daltro Bertussi, e Zezinho e Floreio.

E eu já deixo um recado: no final de semana, postarei uma entrevista louca de especial com este baita gaiteiro!

Agende-se: Dia 28 de dezembro, às 21h, no Parque de Eventos da Festa da Uva. Ingressos: R$ 20 (Pista) e R$ 50 (Vip). Em Caxias, pontos de venda nas Farmácias São João (Centro, São Pelegrino, Kaiser, Cruzeiro e Rio Branco)

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Lançamento do Rodeio de Vacaria é nesta terça

17 de dezembro de 2013 0

Esta terça-feira está louca de especial! Às 20h, na Sociedade Gaúcha de Lomba Grande, em Novo Hamburgo, acontece o Lançamento do 30º Rodeio Crioulo Internacional de Vacaria e Copa RBS TV de Laço.

O público vai poder conferir algumas das principais atrações que estarão no rodeio de Vacaria, como João Luiz Corrêa, Os Monarcas, Grupo Rodeio e Os 4 Gaudérios, com as participações de César Oliveira & Rogério Melo, Luiz Marenco, Joca Martins, Cristiano Quevedo, Elton Saldanha, Shana Müller, Bonitinho, Lê Vargas (Tchê Guri), Marcelo do Tchê (Tchê Barbaridade), Luiz Cláudio (Garotos de Ouro) e Ernesto Fagundes.

Nem mesmo o Papai Noel perderá a festa: ele chegará a cavalo neste grande encontro! O ingresso custa R$ 20 e a renda será destinada para quatro entidades assistenciais.

O Rodeio de Vacaria acontece de 1º a 9 de fevereiro de 2014. A primeira etapa da Copa RBS TV de Laço será em Vacaria. A final será realizada no Rodeio Internacional de Osório, em maio.

Filme "Os Monarcas - A Lenda" é lançado em Caxias

13 de dezembro de 2013 6

Foi emocionante o lançamento do filme “Os Monarcas – A Lenda” que aconteceu nesta semana em Caxias do Sul. Gildinho e Chiquito, os fundadores do grupo que inspiraram a obra, estiveram presentes.

- Quando começamos, nem luz elétrica existia no salão. Mais tarde, um amplificador era ligado à bateria e uma caixa de som colocada no teto  lembra Chiquito. Os irmãos tocaram juntos por 26 anos. Desde 1995, Chiquito lidera o grupo Chiquito & Bordoneio.

Diogo Sallaberry

Foto: Diogo Sallaberry

A produção de “Os Monarcas – A Lenda” durou dois anos e acumulou 70 horas de gravação, tranformadas em 1h30min de filme. Foram investidos aproximadamente R$ 400 mil, sendo R$ 120 mil custeados por Gildinho e Chiquito. A obra mescla narrações dos irmãos com cenas gravadas no interior de Soledade e Erechim, que remetem à década de 40.

Passagens importantes, desconhecidas do grande público, são mostradas, como a doença do pai e o desgosto da mãe pelo interesse dos filhos na música. Em um tom mais leve,  é apresentado o espírito de liderança de Gildinho e a energia de Chiquito. Gildinho, aliás, ganhou o apelido durante uma apresentação na Rádio Erechim, por tocar Gildo de Freitas. Já a cantiga popular João Barroso foi a primeira “tirada” por Chiquito na gaita.

Vale reiterar a importância do filme d’Os Monarcas como registro histórico não apenas do grupo, mas da música gaúcha. Como o próprio Gildinho destacou, a história da dupla é “igual a tantas outras, com uma realidade que muitos já passaram”, referindo-se às dificuldades de quem foi pioneiro em um estilo que despontava no Rio Grande do Sul.

- A gente fazia de tudo: tocava, dirigia, carregava e regulava os instrumentos. Terminava o baile, carregava de novo e voltava dirigindo no mesmo dia. Se ficasse em hotel, ia todo o dinheiro – conta.

Diogo Sallaberry