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Posts com a tag "literatura gaúcha"

Contos de fadas gaúchos: Prendarella e Gato de Bombacha

14 de outubro de 2015 0

E se Cinderela usasse um vestido de prenda e o Gato de Botas, uma bombacha? Na Feira do Livro de Caxias, a piazada vai poder conferir versões gaúchas para contos de fadas.

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Em Prendarella, escrito por R. S. Keller e Pauline Pereira, a guria vive numa estância e é a cuia de chimarrão que se transforma em charrete para que ela possa ir a um baile de CTG. Já em O Gato de Bombacha, de R. S. Keller e Marcio Melgareco, o felino de estimação é do filho de um charqueador. O animal desafia o Velho do Saco.

Os lançamentos são da série Reino Grande do Sul, da editora Edibook, que transforma princesas e príncipes em prendas e peões. As obras podem ser encontradas no estande 18 da Livraria Calle Corrientes, na Praça Dante Alighieri, até o dia 18 de outubro. Cada exemplar custa R$ 20.

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Foto: Reprodução, divulgação

Querência da Poesia Xucra completa 21 anos

27 de abril de 2015 2

O verso é xucro e a alma é campeira. A afinidade bastou para a reunião de um grupo que discutisse e fomentasse a poesia gaúcha na Serra. No dia 26 de abril de 1994,  a ideia ganhou nome e objetivo: estava criada a Querência da Poesia Xucra para fortalecer a arte e revelar novos poetas. Ainda que os seus integrantes tragam a vivência dos galpões, dos palcos ou, em alguns casos, dos dois, foi em Caxias do Sul que a paixão pela poesia institucionalizou-se.

Arno Moscato dos Santos, 46, começou a declamar na informalidade das rodas de galpões em São Francisco de Assis. De Lagoa Vermelha veio o declamador que transformou-se em escritor, Lauro Teodoro, 56. De Espumoso, Onadir Carvalho, 60, herdou o talento para declamar do pai, também intérprete. Sebastião Teixeira Corrêa, 59 anos, chegou de São José do Ouro e coleciona poesias inscritas em festivais gaúchos. Mais tarde, juntou-se ao grupo Alberto Boff de Sales, natural do distrito caxiense de Criúva, intérprete vocal, amadrinhador (violão), autor de poesias.

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Participação dos associados em rodeios e festivais pelo Estado

Tão logo surgiu, as ações começaram:  vieram as palestras em escolas e em entidades, participação em rodeios e festivais, como no Canto do Urutau, em São Pedro da Aldeia (RJ), em 2005.

No Rio Grande do Sul, o grupo traz o orgulho de ter sido a primeira entidade totalmente cultural a filiar-se ao Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG), pelos idos dos anos 2000, e chegou a integrar o departamento que organiza o Encontro de Arte e Tradição Gaúcha (Enart).

Em 2004, surge a Querência da Poesia Gaúcha, concurso artístico-literário de poesia e declamação que chega em 2015 na sua oitava edição. Em 2010, durante a Feira do Livro, é criado o Encontro de Arte Declamatória, onde convidados debatem da escrita à interpretação.

Foto da 1 Querencia - com Todos os Artistas - Encerramento

Primeira edição do festival Querência da Poesia Gaúcha

Incentivo às novas gerações

Eles sabem, contudo, que em uma cultura voltada à valorização do laço e das danças, incentivar o verso e a literatura, por vezes, é tão difícil como nadar de espora. A criação, no ano passado, de um departamento jovem é um iniciativa para se aproximar dos peões e prendas mais novos.

— Sempre questionamos que o palco da poesia, da declamação, é sempre o mais escondido, o mais problemático. A nossa bandeira é pela valorização —  diz Alberto Sales.

As conclusões vão além: faltam professores de trova e declamação e, portanto, referências. Na própria produção literária regional, o campo e o galpão vem perdendo espaço para temas urbanos, como o desamor ou as questões sociais.

— Talvez falte até uma vivência, e o linguajar campeiro vai se perdendo. E essas acabam virando as referências dos novos declamadores — conclui Lauro Teodoro.

Hoje, a Querência da Poesia Xucra tem 130 associados. Além das cidades da Serra, eles vêm de  Porto Alegre, Vacaria, São Leopoldo, Canoas, Encantado e Passo Fundo.

Foto do encontro de Artes declamatoria na 27 Feira do Livro de Caxias do sul 2

Na Feira do Livro, Encontro da Arte Declamatória

POESIA

Abaixo, a poesia feita durante a fundação da Querência da Poesia Xucra em 1994.

Querência
A terra onde se nasce
Onde se vive e se cria
Ou se tem simpatia
Por tudo o que lá tiver
O pingo, o laço , a mulher
Que são da nossa convivência
Conclui-se então que querência
É tudo o que a gente quer

Poesia
Poesia, caro patrício
É o verso que projeta
Da alma xucra do poeta
Através da inspiração
Não se fabrica com a mão
É um sentimento profundo
Não tem fronteira no mundo
Pois nasce do coração!

Xucra
Xucra é a poesia que expressa
Na rima que se entrelaça
Toda a bravura da raça
Da gente deste lugar
Podemos até comparar
Com o Rio Grande Farrapo
Que por ser xucro, forte e guapo
Nunca se deixou domar!

Dicionário do Cavalo traz mais de cinco mil termos

13 de novembro de 2014 0

Gaúcho sem cavalo é como cusco sem dono, já dizia o ditado, sobre o amor do campeiro pelo animal. E quem tem paixão por cavalos vai ficar mais faceiro que potrilho novo com o lançamento do livro Dicionário do Cavalo, do escritor Batista Bossle, pela Martins Livreiro.

Gorda que nem petiço roceiro, a obra, de 288 páginas, traz mais de cinco mil palavras,  expressões e ditados, como esses que você leu. Durante 11 anos,  Bossle reuniu termos referentes a pelagens, tipos, arreios, defeitos, qualidades, manhas, doenças e utilidades relacionados ao animal. Só de raças, há mais de 180.  A foto abaixo, do fotógrafo Felipe Ulbrich, ilustra a capa do livro.

Felipe Ulbrich

Foto: Felipe Ulbrich, Divulgação

Porém, o escritor  de 67 anos que traz ao gaúcho um dicionário até então inédito, não lembra quando foi a última vez que ele próprio montou em um cavalo.

— Aprecio cavalos. Meus irmãos têm, eu não. Mas descobri que gosto mesmo é de fazer dicionários — conta Bossle em tom de brincadeira.

Ele também é autor do Dicionário Gaúcho Brasileiro, lançado em 2003 pela Artes e Ofícios, livro que mostra o vocabulário dos pampas. Feito para que as pessoas conseguissem entender as letras das canções regionalistas, o próprio Bossle acabou se tornando compositor. Algumas de suas letras foram gravadas pelo gaiteiro Dilmar Guedes, de Santa Catarina.

Nascido em Campestre do Tigre, localidade de Cazuza Ferreira, em São Fracisco de Paula, mudou-se para Caxias no início da adolescência. Há 30 anos, aquerenciou-se em Porto Belo (SC). A saudade do Rio Grande foi o impulso para ele, que sempre teve gosto pela literatura, escrever e compor. Agora, prepara um livro sobre a terra natal, Cazuza,  que deve ser lançado no ano que vem.

— Dizem que o gaúcho sai do Rio Grande só para sentir saudade —  diverte-se.

O livro pode ser adquirido pelo site da Editora Martins Livreiro a R$ 50 ou pelo email do próprio escritor (bossle@terra.com.br).

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Poesia gaúcha na Feira do Livro de Caxias

17 de outubro de 2014 0

A Feira do Livro de Caxias sedia o 5º Encontro de Arte Declamatória. O evento ocorre neste sábado, às 9h, na Praça Dante Alighieri. O palestrante será Moisés Silveira Menezes. O evento é produzido pela Querência da Poesia Xucra.

 

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"Terra Gaúcha e Artinha da Leitura": melhor livro do ano no Açorianos de Literatura

22 de dezembro de 2013 0

Gaúcho se destaca no laço, na dança, na lida com o gado, mas também na literatura. Tanto que o melhor livro do ano é daqui: “Terra Gaúcha e Artinha da Leitura”, de João Simões Lopes Neto, venceu as categorias Especial e Melhor Livro do Ano no prêmio Açorianos de Literatura 2013 (este último dividido com “A menina quebrada”, de Eliane Brum).

Luís Augusto Fischer, organizador do trabalho, recebeu os prêmios.  O livro, editado pela Belas-Letras, também venceu, com Celso Orlandin Júnior, na categoria Projeto Gráfico.

Terra Gaúcha, na primeira parte, conta as férias de um menino na fazenda da família e, na segunda parte, o cotidiano escolar do mesmo protagonista e seus colegas. O livro foi escrito por Simões Lopes Neto entre 1904 e 1906.

Já Artinha da Leitura, escrita em 1907, era uma cartilha para alfabetização contendo uma série de inovações e ousadias tanto literárias como ideológicas. Nesse período, a educação vivia um clima de imensos debates.

Na época do lançamento, minha colega Maristela Scheuer Deves escreveu sobre o assunto (clique aqui). A leitura explica os passos de Luís Augusto Fischer para a publicação dos materiais e o cenário em que foram escritos por Lopes Neto.

No mais, é parabenizar Fischer e a Belas-Letras pela recuperação dessas grandes obras!

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Original de Terra Gaúcha de Simões Lopes Neto.

 

Luiz Carlos de Lucena lança novo livro de causos

10 de novembro de 2013 0

Os causos da cobra que roubou um churrasco e das solteironas de Cazuza Ferreira estão no livro “Apaguei a luz do vagalume”, quinta obra do escritor Luiz Carlos de Lucena, que será lançada nesta terça, às 19h, no Zarabatana Café, no Centro de Cultura Ordovás.

Lucena mistura suas vivências serranas da infância com histórias populares para dar origem aos 16 causos do livro. O nome da obra, aliás, é originário de um dos contos. Quem ler, vai se divertir com as histórias onde o autor é confundido com o ex-presidente Lula ou com o batizado do cavalo Fiúza (um dos meus preferidos), ou ainda se emocionar com o causo da procissão de Bento Gonçalves que homenageia Santo Antônio.

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Para quem não está acostumado ao vocabulário gaúcho, um glossário no final do livro apresenta a definição dos termos usados pelo autor.

Lucena é autor ainda de outras quatro obras, todas sobre o universo gaúcho dos causos, e membro da Academia Caxiense de Letras desde 2008.

Eu tive a satisfação de recebê-lo esta semana na redação do jornal. Pessoa simples, amável, um comunicador nato. E meu conterrâneo ainda (sou ‘serrana de São Chico’, como dizem), o que o próprio autor lembrou no livro autografado com que me presenteou.

Na Feira do Livro, espaço para o gauchismo

12 de outubro de 2013 0

Para aproveitar  o último final de semana da Feira do Livro, o blog traz mais algumas sugestões.

Para quem tem gosto especial pela lida de campo, Doma – Treinamento do Cavalo Crioulo é uma boa pedida. A obra é de André Santos, pela editora Martins Livreiro. A proposta é apresentar os melhores métodos de treinamentos de cavalo para competição e serviço, mostrando o que deve-se fazer e o que deve-se evitar fazer durante a doma. O autor doma cavalos há mais de 20 anos. Na feira, está sendo vendido por R$ 80.

O trançado em couro cru inspira   a obra “Mão Gaúcha – Trançados em Couro Cru”, de Enyltho Paixão Coelho. Com 116 páginas, mostra desde a preparação do couro até a feituras de tranças, corredores, nós e botões, com ilustrações didáticas. Está por R$ 100 na feira.

Se o assunto é música, a história da dupla de acordeonistas Irmãos Bertussi, marco da música regionalista, está reunida em Irmãos Bertussi – Coração Gaúcho, de Charles Tonet e Angela Tonet, lançado em 2012.

Já para quem quer aprimorar seus conhecimentos, o caxiense Valdir Verona é o autor de Ritmos Campeiros no Rio Grande do Sul – Ao Violão (lançado em 2012), voltado às batidas e dedilhados com a mão direita. A obra traz partituras, tablaturas e CD encartado. Verona é violonista e grande pesquisador dos ritmos regionais.

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Obras gaúchas na Feira do Livro

05 de outubro de 2013 0

Em tempo de Feira do Livro, a coluna circulou pela Praça Dante de Caxias e elegeu obras sobre cinco temas ligados ao gauchismo: lançamento, cultura, vocabulário, gastronomia e, claro, a grande paixão do gaúcho, o cavalo.

Não há uma banca específica de assuntos ligados ao tradicionalismo e os exemplares estão espalhados pelas editoras. Vale a pena dar uma caminhada. Aqui, algumas sugestões e um pouquinho sobre cada uma delas:

- A difícil convivência – Porto Alegre e Os Farrapos, de Walter Galvani, lançado em 2013, 158 páginas, por R$ 39  – Aborda histórias e fatos que ficaram escanteados na divulgação da história oficial da cidade durante a Revolução Farroupilha

- Contos Gauchescos & Lendas do Sul, de Simões Lopes Neto. Versão de boldo da L & PM Pocket, 224 páginas, por R$11,20  – reúne duas das obras mais aclamadas no Estado sobre o tema. Contos gauchescos é composta por 19 contos narrados por Blau Nunes, como Trezentas Onças. Lendas do Sul narra as lendas que passam de boca em boca, como O Negrinho do Pastoreio

- Como diz o gaúcho – Ditados gauchescos e outras curiosidades, de Severino Rudes Moreira, 112 páginas, por R$ 25 – Ditados, expressões e crendices gaúchas. Em 2012, a edição ficou esgotada na Feira do Livro de Porto Alegre

- Bíblia do Churrasco – O verdadeiro manual do churrasqueiro, por R$ 29, da Editora Escala – Para quem quer deixar de ser um “churraqueiro amador”, traz dicas da compra de carne, temperos e cortes

- Cavalo Crioulo – O símbolo do Rio Grande do Sul, de Ana Lúcia Teixeira, 252 páginas, por R$ 150 – O foco aqui é a fotografia. O livro traz belas imagens de cavalos crioulos, de diversas cabanhas e pelagens. Para valorizar a fotografia, o livro tem um bom tamanho:  26 cm de altura e 30 cm de largura