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Posts de dezembro 2008

Assista à entrevista com o Guga

31 de dezembro de 2008 0

A equipe do Diário Catarinense tirou Guga da Praia Brava para conceder essa entrevista exclusiva. A matéria está na edição conjunta do Diário Catarinense de quarta e quinta-feira. Separei a conversa em quatro partes, para facilitar para todo mundo, inclusive para mim.

Há alguns problemas técnicos no microfone, então peço que deixem isso em segundo plano. No mais, acompanhem a boa entrevista feita pelo repórter Luciano Smanioto.

Parte 1 – A despedida

Parte 2 – A vida atual e a perda do irmão

Parte 3 – A relação com o tênis

Parte 4 – 2009

Postado por Rodrigo

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Guga responde: Ganharia ou perderia de Nadal?

30 de dezembro de 2008 0

O leitor pediu, o Deixadinha cumpriu. O internauta maionese queria saber do Guga como seria um confronto entre o catarinense no auge e o número 1 do mundo, Rafael Nadal. Quem dá a resposta é o próprio Guga, que se atrapalhou um pouco nos títulos do espanhol e disse que acompanha o circuito “de leve”. Confere aí:

Postado por Rodrigo

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Guga lançará livro

29 de dezembro de 2008 3

Atenção, vem aí As Aventuras de Guga. E não falo de um livro para crianças.

Em entrevista exclusiva para o Deixadinha e para o jornalista Luciano Smanioto, do Diário Catarinense e do blog de vôlei Ataque e Defesa, Guga revelou que já começou a planejar o lançamento de um livro para 2009, a exemplo do que fez Fernando Meligeni em 2008.

O catarinense ainda está decidindo qual será o conteúdo da publicação, se serão histórias da carreira ou uma biografia. O nome também não está definido, o título que coloquei ali — As Aventuras de Guga — é só uma brincadeira. Mas fiquem ligados.

Dêem uma olhada no trecho da entrevista em que Guga fala do livro:


Deixadinha 1:
Tenho mais um vídeo para o Deixadinha, com a resposta de Guga feita pelo leitor Maionese: Como seria um duelo entre Guga no auge e Nadal?

Deixadinha 2: A matéria do Luciano sai na edição conjunta dos dias 31/12 e 1/1. Depois, tem o vídeo com a entrevista na íntegra aqui no blog, claro.

Postado por Rodrigo

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Top 10 fatos de 2008 - 1ª Posição

26 de dezembro de 2008 1

Philippe Perusseau, EFE

1 – Guga dá adeus ao tênis

Chamem do que quiser. Regionalismo, patriotismo ou qualquer outro “ismo”. O fato é que esse é um blog brasileiro e nada do que aconteceu neste ano foi mais importante para o tênis do país do que a despedida do maior de nossos tenistas.

O anúncio do adeus era esperado desde que a segunda cirurgia no quadril, em 2004, não apresentou resultados satisfatórios para Guga. Mas sempre havia aquela ponta de esperança de que ele pudesse voltar a jogar em alto nível.

Infelizmente, isso não ocorreu, e veio a aposentadoria do tênis profissional. Tudo aconteceu da forma que Gustavo Kuerten merecia. Ele programou sua turnê de despedida, em que incluiu os torneios que mais gostava de jogar, e, reconhecido mundialmente como um campeão boa-praça, ganhou os convites dos quais precisava.

Começou a jornada do adeus no único ATP brasileiro, na Costa do Sauípe, contra o argentino Carlos Berlocq. Após fazer um bom primeiro set, foi atendido pelo fisioterapeuta e não conseguiu jogar da mesma maneira no segundo. Incomodado pela lesão no quadril direito, pouco pôde fazer. Derrota por 6/4 e 6/1. Choro e discurso sincero na madrugada baiana:

Na parada seguinte, o Masters Series de Miami, perdeu na estréia para Sebastien Grosjean, de tantas outras batalhas equilibradas, por 6/1 e 7/5. Adeus para a Miami daquela final incrível contra Pete Sampras em 2000, quando Guga percebeu que poderia ser grande mesmo.

Antes de partir para o grande circuito de saibro europeu, ele precisava dar um até logo para sua amada Florianópolis. Jogou um challenger, torneio pequeno, mas que durante os dias em que Guga competiu tornou-se o maior deles.

O primeiro adversário era Carlos Salamanca. O colombiano tremeu ao ver a repercussão que a partida teve. Mas, mais ainda, Guga relembrou dentro de quadra tudo o que o levou a ser o tenista número 1 do mundo.

Os golpes potentes e a vibração aliados ao bom humor estavam lá. Ah, a esquerda paralela… Do lado de fora, a torcida empurrava, poderosa. No setor de imprensa, era difícil encontrar alguém que não estava com os olhos cheios d`água. Gustavo Kuerten venceu, então, sua última partida no circuito profissional.

Depois veio a derrota para o gaúcho Franco Ferreiro na segunda rodada, com show de carisma e mais homenagens. O público, o torneio, todos agradeciam pelas vitórias que orgulharam o país. Escrevi, ainda sob o efeito daquela partida que tive o prazer de cobrir, este texto.

Na Europa, um jogo ruim contra Ivan Ljubicic no charmoso Masters Series de Monte Carlo e derrota 1/6 e 2/6. Não dava mais para ser competitivo em um nível tão alto.

O ponto final foi, claro, em Roland Garros, contra um difícil adversário da casa, Paul-Henri Mathieu. Se o físico não cooperava, Guga mostrou que a simpatia e a técnica ainda estavam lá. Despedida digna no saibro no qual reinou. E que levou para casa quando jogo acabou.

Um vídeo para mostrar como os grandes golpes deram as caras no último jogo de Guga. Aconselho vê-lo em alta definição.

Hoje é uma sexta-feira de verão e sol forte em Floripa. Guga deve estar na praia, surfando, talvez, tomando uma cervejinha, quem sabe. Tranqüilão. O dever foi cumprido muito antes, afinal.

Postado por Rodrigo

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A reformulação e o Natal da ATP

25 de dezembro de 2008 0

Passando rapidinho neste dia de Natal (e de trabalho) para duas coisas:

- Viram a mudança no site da ATP? Deve ser para acompanhar a campanha Feel It da entidade e a temática “nas estrelas”. Dêem uma olhada lá. Achei legal, mas ainda não explorei todas as funcionalidades do novo site. Confiram o vídeo da campanha:

 

- E Feliz Natal! Se você ainda não viu, confira o divertido vídeo de Natal da ATP:

 

Postado por Rodrigo

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Top 10 fatos de 2008 - 2ª Posição

24 de dezembro de 2008 2

O maior espetáculo do ano (e da história?)/Vassil Donev, EFE

2 – Final histórica em Wimbledon

Quem acompanha o tênis de perto, como eu e você, geralmente sabe quando um grande jogo está prestes a ocorrer. E não dava para pensar outra coisa de uma final de Wimbledon, o torneio mais tradicional do tênis, entre os grandes Roger Federer e Rafael Nadal.

Sentei em frente ao computador, com a tevê ligada, como normalmente faço para assistir a uma partida de tênis, por volta das 10h do domingo, 6 de julho.

Acompanhei o começo do jogo grudado na televisão e vi uma partida equilibrada, mas com um Nadal melhor, faturando os dois primeiros sets, 6/4, 6/4. Aí vieram as lembranças da final de Roland Garros: “É, não é mesmo o ano de Federer” e “Sem chance de reação para o suíço, já deu Nadal”.

Eu, um infiel.

Federer mandou um imenso cala-a-boca ao vencer o terceiro set após uma das paralisações da chuva. Simples capricho de São Pedro para deixar mais à flor da pele aquela decisão. Numa das paradas, rumei para a casa da minha namorada. Adeus compromissos da tarde, ninguém me tiraria de frente da tevê.

Ninguém me tirou, e mais pessoas se juntaram a mim. Não precisa acompanhar tênis para apreciar uma partida como essa.

A partir daí, o jogo se transformou em um duelo de nervos. Equilibrado, sem quebras. Outro tiebreaker. Federer, de raça e talento, empata a partida. E o que vinha por aí era um quinto set sem tiebreaker.

Disputa, mais chuva, paralisação, belas jogadas, cabeças a mil. Nadal perde dois break points no 5/5. Consegue a quebra e faz 8/7. Cai no chão e chora. Um terremoto espanhol derruba Federer em Wimbledon.

Por um segundo, o mundo do tênis pára para avaliar o que tinha acontecido ali na quadra central. E súbito volta a girar sob a mão do novo comandante, por mérito.

Federer não absorve a derrota de imediato: “Dói muito”, disse a John McEnroe, outro que conhece a derrota em finais épicas de Wimbledon.

Levantei da cadeira satisfeito. Naquele dia eu estava no segundo melhor lugar do mundo, em frente à tevê, vendo, talvez, o maior jogo da história do tênis.

E onde VOCÊ estava no dia 6 de julho de 2008?

Postado por Rodrigo

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Top 10 fatos de 2008 - 3ª Posição

22 de dezembro de 2008 2

Nadal fez por merecer em 2008/Divulgação

3 – Nadal, finalmente, no topo do mundo

Quem está preparado não desperdiça a oportunidade quando ela aparece. E foi bem o que aconteceu neste ano com Rafael Nadal. Ao ver um Roger Federer não tão sensacional como nas outras temporadas, pensou: “Hoje eu se consagro” (só para usar uma das ótimas frases do Milton Leite, da SporTV).

O espanhol foi um dos protagonistas da maior alteração do ranking mundial deste ano e, por que não, das últimas cinco temporadas, desde que Federer passou a não ver mais ninguém a sua frente.

Outro ponto legal de ser ressaltado, uma das coisas que mais me encanta no tênis: com a ascensão de Nadal ao posto de número 1, o estilo de jogo do tenista a ser batido agora é totalmente diferente da maneira de jogar de seu antecessor. Essa individualidade do tênis, essa falta de fórmula de jogo para se vencer no circuito me fascinam. Mas voltemos ao Nadal.

El Toro teve uma temporada incrível, com títulos em Roland Garros (esperado), Wimbledon (surpreendente), Masters de Monte Carlo, Hamburgo, Canadá, nas Olimpíadas de Pequim, semifinais nos outros Grand Slams e muito mais.

Ajudou, com Federer, a elevar o tênis a um novo patamar de popularidade, fato que pôde ser constatado durante as Olimpíadas, com muito destaque para o esporte na maior competição do mundo.

Ficou devendo um pouco no final de ano, quando sofreu com lesões e não participou do título espanhol na Copa Davis.

Reclamou do calendário, jogou no limite, foi bravo como de costume. Com todos os méritos, Nadal foi, também, o tenista do ano.

Postado por Rodrigo

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Resultado da promoção de Natal

19 de dezembro de 2008 0

Ho ho ho.

Depois dos votos da equipe do diario.com.br, foi escolhido o ganhador do livro Aqui Tem!, do Fernando Meligeni, presente de Natal do Deixadinha.

O vencedor da promoção é Ernani Antonio Pozza Filho, de Florianópolis. Eu perguntei o que o Nadal e o Federer deveriam pedir para o Papai Noel neste Natal, e ele respondeu:

Nadal vai pedir cuecas menos apertadas. Federer vai pedir o mesmo de sempre: que as cuecas do Nadal continuem mais apertadas do que ele pede.

Ernani, você pode retirar o livro no prédio do Diário Catarinense, sala do diario.com.br (nº 22), no bairro Coqueiros, Florianópolis, a partir da segunda-feira, em horário comercial. Não esqueça o documento de identidade com foto!

Parabéns e boa leitura!

Postado por Rodrigo

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Top 10 fatos de 2008 - 4ª Posição

18 de dezembro de 2008 0

Longe das quadras, Henin (esq.) ajuda na campanha para a Bélgica sediar a Copa de 2018/EFE

5 – O adeus de Henin

Vai dizer que você não ficou surpreso com o anúncio da aposentadoria da belga Justine Henin aos 25 anos de idade? Com, pelo menos, mais uns seis ou sete anos de tênis em alto nível? No topo do mundo? E ainda pedir para que seu nome seja retirado do ranking?

A belga, jogadora mais diferenciada do circuito até então, estava saturada da rotina do circuito. Deve ser, de fato, muito cansativo. Longe de casa por meses, treino todo dia, aeroporto para cá e para lá. E, após ganhar quase tudo, Henin não se sentia motivada. Queria um tempo para si, como disse, e encontrou o espaço dessa maneira.

Quem sofre é o tênis feminino, que perdeu uma tenista de extrema habilidade, de muitos recursos, e que não deixou herdeira. Alguém aí pode citar alguma tenista parecida em atividade entre as top? Ou, pelo menos, com um grande backhand com uma mão?

O troca-troca no topo do ranking feminino neste ano mostra como a belga fazia a diferença. E, anunciada a decisão, em 14 de maio, torçamos agora para que Henin consiga a felicidade em outras áreas de sua vida da mesma forma que atingiu o sucesso profissional.

Justine Henin
Nascida em Liége, Bélgica, em 1º de junho de 1982
1,67 metro e 57 quilos
Profissionalizou-se em 1999
Ganhou mais de US$ 19 milhões em premiações de torneios
Entre Grand Slams, venceu o Aberto da Austrália (2004), Roland Garros (2003, 2005, 2006 e 2007) e o Aberto dos Estados Unidos (2003 e 2007)
Faturou outros 34 títulos da WTA
Foi campeã olímpica em Atenas-2004
Ficou 117 semanas como número 1 do mundo, com uma seqüência de 61 semanas entre março de 2007 e maio de 2008

Está bom ou quer mais? Mais:

Prestem atenção no último ponto da semifinal das Olimpíadas de 2004.

O jogo ofensivo nas quartas-de-final do Aberto dos Estados Unidos de 2007, um de seus melhores anos.

Postado por Rodrigo

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Top 10 fatos de 2008 - 5ª Posição

17 de dezembro de 2008 1

Federer no Aberto da Austrália: meio abatido, né não?/Barbara Walton, EFE

5 – O ano atípico de Federer

Vamos tocar esse blog para frente que o ano está terminando e ainda falta metade do top 10. Foi só uma pausa para a promoção de Natal. O resultado sai na sexta-feira, participem! Agora, continuemos.

Confesso que não sabia o que era uma mononucleose no começo deste ano. Tem nome de doença grave, daquelas que encerram a carreira de um atleta. Era uma boa explicação para a queda de rendimento de Roger Federer.

Ainda bem que não é tão grave. Nada como uma busca no Google para solucionar esse tipo de problema. É uma doença facilmente confundida com uma gripe e que deixa a pessoa debilitada, com febre, dor de cabeça, de garganta e mal-estar. A doença pode durar seis meses.

Mas, para um tenista profissional, que precisa estar quase sempre pronto para jogar, é uma bomba. O Federer anunciou em março que apresentou os primeiros sintomas da doença no final de 2007.

Acostumado a ganhar quase tudo, o suíço fez um início de 2008 incomum, com derrota na semifinal no Aberto da Austrália (onde teve uma intoxicação alimentar), na primeira rodada do ATP de Dubai, na semi do Masters Series de Indian Wells e nas quartas de Miami. Perdeu para o freguês Andy Roddick e para Mardy Fish.

Não quero colocar a culpa da temporada atípica de Federer em uma doença superada ainda no começo do ano, mas que o suíço ficou abalado, isso ficou. A confiança foi ferida, principalmente na derrota humilhante em Roland Garros e na perda do reinado em Wimbledon.

O ano começou com o suíço deixando todo mundo em dúvida em relação a sua capacidade, continuou com a confirmação da “má fase” e terminou com Federer voltando a demonstrar força.

Talvez 2008 tenha sido desse jeito somente para reforçar a tese de que a instabilidade anda lado a lado com a genialidade.

Postado por Rodrigo

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