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Posts de junho 2009

As quartas-de-final de Wimbledon

30 de junho de 2009 0

Venus avança rapidamente em busca de mais um título/Gerry Penny, EFE
Nesta quarta-feira serão disputadas as quartas-de-final masculinas de Wimbledon. Alguns bons jogos nas oitavas-de-final já demonstraram o que pode vir por aí no torneio londrino. Vamos lá para uma análise:

Lleyton Hewitt x Andy Roddick
O que esperar:
Esse promete ser um belo jogo. Hewitt renasceu das cinzas em Wimbledon e marcou sua chegada até as quartas com uma vitória boa sobre Juan Martin del Potro e um triunfo suado, mas motivante, contra Radek Stepanek. O campeão de 2002 é aquele jogador guerreiro, que não desiste facilmente e vai incomodar muito Roddick. O americano venceu bem Jurgen Melzer e Tomas Berdych e está confiante, o que dá para ver pelos seus posts bem humorados no Twitter. O saque, para variar, faz a diferença. No duelo entre os dois, está 6 a 5 para Hewitt, mas Roddick venceu as últimas quatro partidas. A última, em Queens 2009, teve dois tiebreaks, com resultado favorável ao americano.
Aposta: Hewitt em cinco sets

Andy Murray x Juan Carlos Ferrero
O que esperar:
Muito instável, Murray sofreu nas oitavas-de-final contra Stanislas Wawrinka, que, por sua vez, fez ótima partida. Mas o escocês venceu em cinco sets, para delírio da torcida britânica. A cada ano, Murray avança uma rodada em relação à última campanha em Wimbledon. Em 2009, já igualou o desempenho do ano passado, as quartas-de-final. Enfrenta agora Juan Carlos Ferrero, que também repete sua melhor campanha, obtida em 2007, Meio desaparecido, o espanhol não derrotou até aqui nenhum grande jogador na grama. Eliminou Gilles Simon e Fernando Gonzalez, por exemplo. Na única partida entre Murray e Ferrero, neste ano em Queens, deu Murray por 2 a 0.
Aposta: Murray em quatro sets

Tommy Haas x Novak Djokovic
O que esperar:
Mais uma partida envolvendo um jogador da “velha guarda” e um jovem. Haas está surpreendendo. Depois de suar para vencer Marin Cilic em cinco sets, conseguiu uma vitória convincente sobre Igor Andreev, que não é lá o tenista mais adaptado à grama. Djokovic perdeu o primeiro set no torneio, para Julien Benneteau, e depois não vacilou mais. Conseguiu pegar um bom ritmo e vencer com confiança. Até achei que poderia se complicar contra Mardy Fish na terceira rodada, mas ele me fez ficar quieto. Acredito que o sérvio tem mais pique para vencer. Na última partida entre os dois, também na grama, em Halle, deu Haas.
Aposta: Djokovic em quatro sets

Ivo Karlovic x Roger Federer
O que esperar:
A questão aqui é como Federer vai parar a máquina de fazer aces, Karlovic. Com a bola em jogo, não há dúvidas de que o suíço é melhor, e com toda sua experiência na grama e variação venceria sem tanta dificuldade. O problema é devolver e devolver bem. Karlovic já eliminou belos jogadores, como Jo-Wilfried Tsonga e Fernando Verdasco, e está com uma média de mais de 34 aces por partida. É como ganhar mais de oito games só com o saque. Federer está jogando bem, e seu saque também está fazendo a diferença. Nem tanto pela força, mas pelo jeito. E jeito é o que não falta ao suíço, que já eliminou Robin Soderling e Phillipp Kohlschreiber. Nos confrontos até hoje, está 8 a 1 para Federer.
Aposta: Federer em quatro sets

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Ladies

As garotas jogaram as quartas-de-final já nesta terça-feira. Mil desculpas por não passar por aqui e dar os palpites. Coisas do trabalho. De qualquer forma, a lógica prevaleceu nas quartas.

Dinara Safina se complicou diante da surpreendente Sabine Lisicki, mas venceu. A alemã equilibrou a partida até o início do terceiro set. O jogo não foi bom, com 80 erros não-forçados e 21 duplas faltas (15 de Safina e seis de Lisicki). Argh…

O saque também é o problema de Elena Dementieva. Mas ela conseguiu se garantir na semifinal com um duplo 6/2 sobre a italiana Francesca Schiavone.

Nas irmãs Williams dá para confiar um pouco mais. Serena dominou Victoria Azarenka e fez 26 winners em mais uma vitória convincente. Duela agora contra Dementieva.

E Venus caminha a passos largos para mais uma final de Wimbledon. Nesta terça-feira ela derrotou Agnieszka Radwansks com facilidade, 6/1 e 6/2. As americanas mostram clara superioridade na grama sagrada.

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As oitavas-de-final de Wimbledon

28 de junho de 2009 1

Ana Ivanovic tem pela frente a campeã de 2008, Venus Williams/Gerry Penny, EFE
Este tradicional domingo de folga no meio de Wimbledon vem a calhar para quem quer fazer algumas análises sobre o que pode vir na segunda semana, a reta final do torneio londrino. E as oitavas-de-final são nesta segunda-feira (confira a programação aqui). Vamos lá!

Lleyton Hewitt x Radek Stepanek
Análise:
Considero Hewitt um dos tenistas mais perigosos desta edição de Wimbledon. O guerreiro australiano vem jogando um belo tênis, eliminou Juan Martin del Potro e ainda não perdeu sets. Stepanek, outro velho conhecido, é aquele tipo de tenista que consegue fazer boas campanhas em todos os tipos de quadra. Seguro no fundo de quadra, tem no jogo de rede e no saque suas principais qualidades. Tem tudo para ser um belo jogo.
Aposta: Hewitt em cinco sets.

Tomas Berdych x Andy Roddick
Análise:
Roddick parece estar bem seguro de seus defeitos e suas qualidades neste ano, e essa confiança está rendendo bons resultados ao americano. Em Wimbledon, passou pelo bom Jurgen Melzer em quatro sets. Foi um ótimo teste. O principal mérito de Berdych foi eliminar Nikolay Davydenko em três sets, mas o russo não está em um grande ano.
Aposta: Roddick em quatro sets

Andy Murray x Stanislas Wawrinka
Análise:
Não tenho dúvidas de que Wawrinka será o principal adversário de Murray em Wimbledon até aqui. Os rivais anteriores não deram muito trabalho ao britânico. Mérito, claro, do próprio Murray, que parece ter conseguido se blindar de boa parte da pressão que a imprensa e o público locais colocam em cima dele. Está fazendo belas partidas, com número baixíssimo de erros e jogadas impressionantes. Wawrinka deve dificultar um pouco, mas não muito.
Aposta: Murray em três sets

Juan Carlos Ferrero x Gilles Simon
Análise:
O duelo de tenistas leves pode ser de longa duração. O resultado é uma incógnita. Ferrero, ex-número 1 do mundo, volta a aparecer com destaque após vencer Mikhail Youzhny, Fabrice Santoro e Fernando Gonzalez. Simon foi o responsável pela eliminação de Thiago Alves na segunda rodada. Depois de um belo ano em 2008, o francês diminuiu o ritmo em 2009. Fico com Ferrero, mais ofensivo
Aposta: Ferrero em quatro sets

Igor Andreev x Tommy Haas
Análise:
Assim como Hewitt, Haas parece estar voltando aos bons tempos de seu tênis. O alemão fez uma batalha com Marin Cilic na terceira rodada, só resolvida com um 10/8 no quinto set. Se o cansaço não pesar, Haas pode avançar
Aposta: Haas em quatro sets

Dudi Sela x Novak Djokovic
Análise:
Djokovic derrapou um pouco na estreia, mas se recuperou com duas boas partidas contra Simon Greul e Mardy Fish. Se estiver concentrado, tem tudo para se dar bem com certa facilidade sobre o surpreendente Sela, responsável pela eliminação de Tommy Robredo, que odeia a grama.
Aposta: Djokovic em três sets

Fernando Verdasco x Ivo Karlovic
Análise:
Jogo bastante interessante. Depois de um ótimo início de ano, Verdasco deixou um pouco a desejar. Ainda assim é um tenista bastante perigoso, agressivo. Vai pegar pela frente o gigante Karlovic, que já coleciona mais de cem aces em Wimbledon 2009. E esse é o jogo dele. Se não der para matar o ponto no saque, trabalhar para subir à rede e faturar lá. Está dando certo, e acredito que vai funcionar contra Verdasco também.
Aposta: Karlovic em quatro sets

Robin Soderling x Roger Federer
Análise:
A final de Roland Garros, desta vez na grama. Federer sabe tudo e mais um pouco sobre jogar na grama e é superfavorito. Tem variação de jogo e a confiança necessárias para ganhar com facilidade. O suíço, no entanto, costuma dar uma vacilada durante as partidas. Por isso, aposto que perde um set para o sueco Soderling.
Aposta: Federer em quatro set

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Ladies

Vou ser sincero. Acompanhei um pouco de longe a chave feminina até aqui. Vou deixar apenas umas apostas e a promessa de ficar de olho nos jogos.

Dinara Safina x Amelie Mauresmo
Safina em três sets

Caroline Wozniacki x Sabine Lisicki

Wozniacki em dois sets

Venus Williams x Ana Ivanovic

Venus em três sets

Agnieszka Radwanska x Melanie Oudin

Radwanska em dois sets

Virginie Razzano x Francesca Schiavone

Schiavone em dois sets

Elena Vesnina x Elena Dementieva

Dementieva em três sets

Victoria Azarenka x Nadia Petrova

Azarenka em três sets

Daniela Hantuchiva x Serena Williams

Serena em dois sets

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Brasileiros

Nesta segunda-feira, Bruno Soares e Kevin Ullyett voltam à quadra pela terceira rodada de duplas contrao holandês Rogier Wassen e o eslovaco Igor Zelenay. Boas chances de vitória para Soares! No juvenil, dois brasileiros estreiam. Guilherme Clezar pega o alemão Kevin Krawietz, e Tiago Fernandes duela com o suíço Sandro Ehrat.

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Wimbledon esquenta as turbinas

25 de junho de 2009 0

O C`mon mais famoso do circuito está de volta/Gerry Penny, EFE
Agora sim as coisas estão pegando o ritmo lá pelos lados de Londres. Depois de duas rodadas de Wimbledon, já podemos analisar o desempenho dos favoritos, as surpresas e pensar um pouco adiante no torneio.

Roger Federer passeou em quadra contra o espanhol Guillermo Garcia-Lopez. O suíço está confiante, e grande parte de seu bom desempenho se deve ao saque. Federer venceu 94% dos pontos em que utilizou o primeiro saque. É um índice altíssimo. O próximo adversário, já nesta quinta-feira, é o alemão Philipp Kohlschreiber. Um pouco mais complicado, mas não deve roubar sets de Federer.

Andy Murray passou pelo letão Ernests Gulbis, que está demorando para se tornar aquele tenista que esperamos, mais consistente e regular. Por enquanto, é apenas um jovem jogador que perdeu na segunda rodada nos últimos cinco Grand Slams. Já Murray foi bem. Esteve mais inspirado, paciente e tático do que na estreia e deixou a torcida com mais esperança ainda. O que pode ser beeem complicado para um tenista britânico em Londres. Aliás, como afirmou um amigo, Murray é britânico na época dos torneios locais. Antes e depois, para eles, é escocês…

Novak Djokovic teve um desempenho melhor que o da primeira rodada e despachou o alemão Simon Greul em três sets. Boa vitória, mas algo me diz que Nole pode cair a qualquer momento no torneio. Estranho, porque ele já fez semifinal no torneio londrino. Pega agora Mardy Fish. Sei não, sei não…

Quem deu adeus foi Juan Martin del Potro. O argentino, quinto do mundo, caiu perante ao belo jogo de Lleyton Hewitt, que foi campeão em 2002. O australiano vem jogando muito bem, relembrando os velhos tempos. Pelo jeito, o “C`mon” mais famoso do tênis está de volta.

Na quarta, Jo-Wilfried Tsonga ganhou de W.O. de Simone Bolelli, Marin Cilic venceu em cinco sets Sam Querrey no jogo de gigantes, Tommy Haas contou com a desistência de Michael Llodra e jogou com boleiros, Fernando Verdasco ganhou em quatro sets, Tommy Robredo “sobreviveu” em cinco, Ivo Karlovic disparou 24 aces para derrotar Steve Darcis. Na quinta, Nikolay Davydenko, David Ferrer e Tomas Berdych avançaram em três sets. Andy Roddick precisou de quatro para tirar Igor Kunitsyn.

Brasileiros

Thiago Alves, infelizmente, perdeu para Gilles Simon. Resultado normal. Pelo menos o brasileiro conseguiu faturar um set, o primeiro. Nas duplas, tanto Marcelo Melo/André Sá, como Kevin Ullyett/Bruno Soares, estão na segunda fase.

Ladies

O destaque negativo da rodada foi a eliminação de Maria Sharapova. Negativo por todos os motivos. A russa, que estava tomando uma surra da argentina Gisela Dulko até a metada do segundo set, conseguiu se recuperar e levar para o terceiro, mas cedeu.

Quem não quer saber de sair mais cedo é Serena Williams. A americana não tomou conhecimento da australiana Jamila Groth. Sua irmã, Venus, também não quis saber de zebra e mandou Kateryna Bondarenko para casa.

Victoria Azarenka enfiou uma bicicleta na pobre Ioana Raluca Olaru. Elena Dementieva, Marion Bartoli, Daniela Hantuchova, Dominika Cibulkova, Nadia Petrova e Vera Zvonareva também estão na terceira rodada.

No duelo de belas teninstas, Caroline Wozniacki venceu Maria Kirilenko. A número 1, Dinara Safina, passou em dois sets por Rossana de los Rios. Amelie Mauresmo, Svetlana Kuznetsova e Ana Ivanovic (lembram dela?) também avançaram em dois sets.

Na sexta-feira e no sábado teremos a terceira rodada, e, domingo, a pausa básica que Wimbledon faz. Só para aumentar a tensão para a segunda semana fervente que vem por aí.

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Wimbledon - Estreias sem grandes surpresas

23 de junho de 2009 0

A pressão sobre Andy Murray não é pouca/Andy Rain, EFE
Até agora, a grama sagrada de Wimbledon não puxou o tapete de nenhum grande favorito ao torneio. OK, um ou outro teve dificuldade para passar da primeira rodada, mas como o que conta é o resultado, nenhuma zebra gigante galopou pelos lados de Londres.

Roger Federer demorou para embalar no primeiro set contra o taiwanês Yen-Hsun Lu, mas conseguiu fechar a partida em 3 a 0. O suíço já deve estar acostumado a levar esses sustos, esses apertos, e depois se impor. Ainda assim, vitória convincente do principal favorito ao título.

Temi por Novak Djokovic. O sérvio vacilou, e Julien Benneteau, que não é nenhum bobo, faturou o primeiro set e ameaçou ganhar o segundo, antes de cair de produção. Sorte de Nole (e um pouco competência também, claro). Achei que essa poderia ser a primeira zebra.

Juan Martin del Potro, o substituto de Rafael Nadal na chave, passou por cima de Arnaud Clement, ou seja, foi um digno substituto para o espanhol, que provavelmente faria o mesmo se tivesse condições.

Andy Roddick chegou a perder um set do competente Jeremy Chardy, mas fez valer seu melhor jogo na grama e, claro, seu saque poderoso. Vitória por 3 a 1.

Andy Murray pegou um Robert Kendrick inspirado e perdeu um set. Mas tem mais jogo, mais técnica, mais variação e venceu. Haja pressão sobre o rapaz. Depois de Federer, é seu principal adversário em Wimbledon.

Vitórias de Robin Soderling, Fernando Verdasco, Jo-Wilfried Tsonga e Marin Cilic foram previsíveis. Assim como o festival de aces (32) de Ivo Karlovic no triunfo sobre Lukas Lacko.

Só para não dizer que nada deu uma sacudida em Wimbledon, teve a derrota de James Blake para Andreas Seppi em três sets. Zebrinha, daquelas que ninguém se importa muito. Com exceção de Blake, família e amigos.

Ladies

Entre as mulheres, a história não foi diferente. A atual campeã Venus Williams passou com tranquilidade pela suíça Stefanie Voegele, 6/3 e 6/2. Sua irmã, Serena, fez o mesmo frente à portuguesa Neuza Silva, 6/1 e 7/5, embora Silva tenha subido de produção no segundo set, com belas jogadas.

Dinara Safina fez uma boa partida contra a espanhola Lourdes Dominguez Lino. Seus golpes chapados fizeram estrago. Vamos ver até onde a número 1 do mundo pode ir, longe de seu piso preferido, o saibro.

Embora o tênis feminino seja um campo minado para quem tenta apontar favoritas, as vitórias Maria Sharapova, Elena Dementieva e Victoria Azarenka (contou com desistência quando vencia) foram previsíveis.

Brasil-sil-sil

O único brasileiro na chave de simples, Thiago Alves (very lucky loser), venceu na estreia o romeno Andrei Pavel, veterano do circuito. Até pensei que Pavel já tinha parado de jogar. De qualquer maneira, é sempre ótimo ter um brasuca na segunda rodada de Grand Slam. O adversário deve ser Gilles Simon. Vale a torcida. O francês não está com essa bola toda.

As primeiras rodadas, quando não há algum fato excepcional, são sempre meio maçantes. Nesse caso, em Wimbledon, é hora de apreciar todo o charme e a tradição desse torneio único. É ou não é?

Confira o miniguia de Wimbledon

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Miniguia de Wimbledon

19 de junho de 2009 0

Nadal está fora e pode perder topo do ranking/Andy Rain, EFE
É muito legal ver, no começo dos torneios de grama, aquela superfície verdinha, quase sem uso, praticamente lisinha. Mas a maior honra, pelo contrário, é jogar com a grama castigada, lá no final da competição. Em Wimbledon, a honra é maior ainda.

Os principais favoritos ao título no masculino jogam com interesses diferentes, o que dá um gostinho a mais no torneio que começa nos próximos dias.

Rafael Nadal (desistiu): É a maior interrogação em Londres. Está, mais uma vez, sentindo dores nos joelhos, e há quem diga que ele nem vai entrar em quadra. Nesta semana perdeu uma exibição para Lleyton Hewitt, o que pode ser um mau sinal (ou um ótimo sinal para Hewitt). Ainda assim, é o atual campeão do torneio e um grande jogador sobre a grama, não há como negar. Só saberemos a resposta sobre o espanhol quando seu primeiro jogo começar. Se vencer, será seu segundo título em Wimbledon, algo para poucos. Entreia contra Arnaud Clement, pode ter Hewitt na segunda rodada, Andy Roddick nas quartas e Andy Murray na semi. Complicado! Atualização: Nadal desistiu de Wimbledon na tarde desta sexta e abriu uma vaga que ficou com o brasileiro Thiago Alves.

Roger Federer: Motivado pelo inédito título em Roland Garros e o carreer slam, busca seu 15º título de Grand Slam, o que o faria ultrapassar Pete Sampras e liderar a lista dos maiores vencedores desse tipo de torneio. Com a possível lesão de Nadal, Federer é considerado frequentemente o principal favorito ao título. Se o troféu ficar com o suíço, preparem-se para análises com a frase “o melhor de todos os tempos” em vários sites, jornais, blogs… Com uma chave mais tranquila que seu principal rival, pode pegar Robin Soderling nas oitavas, Fernando Verdasco nas quartas, Juan Martin del Potro ou Novak Djokovic na semifinal. Atualização: Federer pode se tornar número 1 do mundo novamente se vencer Wimbledon

Andy Murray: Pela primeira vez, chega a Wimbledon como número 3 do mundo. E isso só aumenta a pressão sobre o escocês. É que nessa época, mais do que em outra do ano, ele se torna britânico, e toda a imprensa do Reino Unido sonha com uma vitória de um conterrâneo desde 1938, quando Bunny Austin faturou. Andy Murray estreia contra o americano Robert Kendrick. Com uma desistência de Nadal, a chave pode ficar ainda mais fácil. Atualização: Pois é, Nadal desistiu.

Novak Djokovic: Sempre perigoso, o sérvio decepcionou em Roland Garros, quando mais se esperava dele. Chega a Wimbledon sem fazer muito barulho para tentar melhorar seu melhor desempenho, a semifinal de 2007. Ano passado, caiu na segunda rodada para Marat Safin. Seu principal adversário deve ser mesmo Juan Martin del Potro, nas quartas. Atualização: Sem del Potro, que ocupou o lugar de Nadal na chave, Djokovic se concentra no duelo com Federer numa possível semifinal.

Que confusão o Nadal causou, não?

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As irmãs Williams adoram a grama de Wimbledon. Mais uma vez, elas lideram a lista de apostas pelo mundo e também o meu ranking de favoritas. Acredito mais em Venus. Quem pode e deve surpreender é Maria Sharapova. Se seu físico estiver pronto para mais um Grand Slam, claro. Ela caiu do lado da chave de Serena Williams, o que deve render um belo duelo se nenhuma surpresa pintar.

Continuando no tema russas, Dinara Safina perdeu a maior oportunidade de venceu seu primeiro Grand Slam em Roland Garros. Fora do saibro, seu priso predileto, não deve fazer campanha tão arrasadora como nos torneios de terra batida. Acredito mais em Svetlana Kuznetsova, atual campeão em Paris, que tem um jogo que pode se ajustar um pouco melhor à grama.

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Chaves

Chave masculina
Chave feminina
Chave de duplas masculinas
Chave de duplas femininas

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Acompanhe ao vivo por aqui:


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Transmissão: O SporTV 2 promete transmitir as duas semanas de torneio, com as rodadas começando por volta das 8h ou 9h. Fiquem de olho!

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Aqui no Deixadinha: Todos os dias (espero!) vou colocar um post aqui no blog com os principais acontecimentos daquela rodada em Wimbledon. E, claro, tem a cobertura no twitter do Deixadinha, com comentários curtos e bem mais frequentes que os posts por aqui. Adicionem o Deixadinha!!!

Bom torneio a todos!

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Em quem você aposta em Wimbledon?

16 de junho de 2009 3

Murray é mais cotado que Nadal para vencer. Vai aguentar a pressão?/EFE
Esses dois Grand Slams pertinho um do outro, Roland Garros e Wimbledon, mal dão tempo de a gente respirar. O qualifying do torneio inglês já está rolando (brasileiros em quadra), e a chave principal começa no fim de semana. E o que virá por aí?

Já andei dando uma olhada em casas e sites de apostas para ver o que o mundo está pensando sobre Wimbledon. E o que ficou mais evidente é que esse “susto” que Rafael Nadal fez ao cogitar a hipótese de não jogar fez com que as apostas no espanhol diminuíssem.

Na casa de apostas inglesa William Hill, Nadal é considerado o terceiro favorito ao título de Wimbledon (3/1). Roger Federer lidera (11/10), seguido de Andy Murray (5/2), que faturou o torneio de Queens depois de 71 anos sem vitória de britânicos. Vamos ver como o rapaz vai lidar com a pressão no Slam.

Em quarto está Novak Djokovic (7/1). Depois vêm Jo-Wilfried Tsonga, Andy Roddick, Juan Martin del Potro, Fernando Verdasco e Robin Soderling. A situação é muito parecida no site Sporting Bet.


Elas

De acordo com os apostadores, as irmãs Williams vão continuar tocando o terror no feminino. Serena é a mais cotada para o título (5/2), seguida de Venus (11/4). Em terceiro está Maria Sharapova (6/1), que ainda busca a melhor forma depois de parar por lesão.

Só depois vem a número 1 do mundo Dinara Safina (8/1). Victoria Azarenka, Ava Ivanovic, Svetlana Kuznetsova e Jelena Jankovic completam o top 8.



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Guga, mais uma vez, dá o exemplo

14 de junho de 2009 0

O jogo, de arquibancadas lotadas, foi a cereja do bolo da Semana Guga Kuerten/Daniel Conzi
Como os fãs de tênis já sabem, Guga venceu Sergi Bruguera no jogo-exibição da noite deste sábado em Florianópolis. Uma bela partida, muito disputada, com aqueles momentos de brincadeira característicos de jogos assim (leia mais sobre o jogo aqui).

Na verdade, o jogo teve a cara daquela `cereja do bolo` em um evento que teve sua parte mais consistente voltada aos jovens. Copa Guga Kuerten, oferta de bolsas, dicas de veteranos, palestras, cursos para técnicos…

Com o olhar de alguém que mora em Florianópolis e acompanha o tênis, a Semana Guga Kuerten foi um sucesso. O assunto foi comentado nas ruas e a arquibancada encheu no jogo de sábado. Cinco mil lugares ocupados em uma estrutura muito bem montada na Passarela Nego Quirido.

A palavra para definir a última semana é exemplar. A iniciativa de Guga não deve ser apenas um período isolado no calendário, mas uma orientação, um guia de como as coisas podem e devem ser feitas. Claro, sempre há pontos a melhorar, até porque o tempo traz mudanças e exige adaptações.

Mas foi um belo começo.

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Até quando aguenta Rafael Nadal?

11 de junho de 2009 2

As faixas no joelho de Nadal não são enfeites/EFE
Quem acompanha o blog, sabe que estou devendo umas atualizações. Pequenas coisas que encheram a semana e me afastaram daqui um pouco. Durante esse tempo, percebi um assunto que aparece todo ano veio mais cedo nesta temporada. Leio comentários, respondo perguntas de colegas: até quando Rafael Nadal vai aguentar?

A questão, às vezes, está disfarçada de outras, como “Nadal tem chance em Wimbledon?” ou “Será que Nadal perde o número 1 neste ano?”. É impossível responder com precisão, mas alguns pontos podem ser avaliados.

O drama de jogar ou não um torneio aparece para o espanhol todo ano, geralmente por problemas no joelho. A diferença é que, desta vez, a coisa parece mais séria. Se fosse simples, Nadal não deixaria de defender um título logo após uma decepção imensa como foi Roland Garros. E, muito menos, colocaria uma interrogação na sua participação em Wimbledon.

A lesão no joelho incomodava geralmente após o Slam londrino, no começo da temporada de quadras rápidas nos Estados Unidos e no carpete europeu. Seu estilo de jogo, convenhamos, facilita isso. É muita explosão, velocidade, são freadas, mudanças de direção sem fim. Nadal é talentoso, mas tem no físico seu principal aliado. Um Nadal sem confiança no seu corpo deixa de ser tão letal.

Sem descanso prolongado, pois o calendário não permite, a tendência é que o problema se agrave, o que pode abreviar sua fantástica carreira. Cada vez mais, Nadal terá de dosar seu jogo, achar alternativas para vencer e se programar melhor durante o ano.

O espanhol decidiu que defenderá seu título em Wimbledon. Falou que não jogaria se não estivesse 100%. Afinal, seu estilo de jogo cobra isso. Mas depois de tantas dúvidas nesta semana, vejo um grande ponto de interrogação sobre Nadal na grama sagrada. Tomara que o tenista guerreiro de sempre esteja lá.

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Começa a Semana Guga Kuerten em Florianópolis

08 de junho de 2009 0

Quadra instalada pelo evento no Floripa Shopping/Rodrigo Dalmonico
A Semana Guga Kuerten começa oficialmente nesta segunda-feira, apesar de a programação já incluir o telão na Avenida Beira-Mar Norte para acompanhar a final de Roland Garros, no último domingo.

Além de palestras e cursos para treinadores, miniquadras serão espalhadas por Florianópolis para incentivar a prática do tênis. Uma delas está no Floripa Shopping, essa aí de cima. Estava bem movimentada no sábado. Detalhe para o simpático boneco do Guga, aqui ao lado.

Também faz parte do evento a Copa Guga Kuerten, torneio juvenil que vale pontos para o ranking da Confederação Brasileira de Tênis. Os jogos, nas categorias 12, 14, 16 e 18 anos, serão no Lagoa Iate Clube, começam às 8h e vão até umas 21h.

O mais esperado, é claro, é o jogo-exibição entre Guga e Sergi Bruguera no sábado, reeditando a final de Roland Garros em 1997, quando o catarinense faturou o primeiro título. O jogo será em uma quadra de saibro na Passarela Nego Quirido. São esperadas cinco mil pessoas. Tomara que o tempo colabore. Os últimos dias foram bonitos. Com frio.

Alguém vai aparecer em Floripa só para o jogão?

SIte oficial da Semana Guga Kuerten

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Roger Federer, das lágrimas às lágrimas

07 de junho de 2009 3

Precisa de legenda?/Christophe Karaba, EFE
Há uns quatro meses, na final do Aberto da Austrália, peguei a foto de um homem chorando, ferido gravemente no orgulho, tratei e coloquei no blog. Hoje, fiz a mesma coisa, e o choro do rapaz era tão inevitável quanto o de outrora. No saibro de Paris, Roger Federer caiu de joelhos com as mãos em frente ao rosto e deixou que as lágrimas escorressem mais uma vez. Naqueles poucos segundos, pleno de sucesso, Federer olhou para trás, tantos troféus, tantos títulos, tanto esforço e o sonho realizado.

Você já ouviu, com certeza, em músicas, em conversas com os amigos, leu em livros: `o mundo dá voltas`. É daquelas verdades batidas, frequentemente confirmadas. O mundo girou mais um pouco hoje. Girou para fazer história.

Este, um título muito merecido, não apenas para coroar a campanha em Roland Garros, mas toda uma vida dedicada ao esporte, afinal Federer faturou o carreer Grand Slam. Nos últimos anos, o suíço teve de conviver com críticas, dúvidas sobre sua performance, com gente que o tratava como acabado. Não é fácil.

Nas últimas duas semanas, também teve de driblar situações difíceis, virar jogos quase perdidos para adversários atrevidos. Chegou até a final, onde fez o seu melhor. E o melhor de Federer é qualquer coisa de sobrenatural.

Dá para dizer que Federer deu um `spin` nesta bolinha chamada Terra. Calou muita gente, confirmou as esperanças de outros e hoje comemora um grande momento. Um gênio que escreve seu nome cada vez mais alto. Aqui embaixo, os mortais acompanham tudo e congratulam o mito, felizes em ver a história ser escrita.

Longa vida a Roger Federer!

Números

Com o título, Federer, de 27 anos, completou o carreer Slam, ou seja, venceu os quatro Slams durante a carreira. O atual número 2 do mundo conquistou o Aberto da Austrália em 2004, 2006 e 2007, Roland Garros em 2009, Wimbledon de 2003 a 2007 e o Aberto dos Estados Unidos de 2004 a 2008. Igualou o recorde de Pete Sampras de maior ganhador de Slams, com 14, mas o americano não faturou Roland Garros.

Os outros detentores de carreer Slam são Fred Perry, Don Budge, Rod Laver, Roy Emerson e Andre Agassi, que era o único a conseguir o feito na Era Aberta.

O maior?

Questões como o maior, o melhor jogador de todos os tempos sempre são complicadas. São critérios subjetivos, pois o jogo mudou durante os anos, os avaliadores não viram todos os jogadores em atuação e ser melhor ou pior vai de um gosto pessoal.

Saindo um pouco de cima do muro, posso dizer que Federer é o melhor tenista que vi jogar. Essa análise, pessoal, claro, todo mundo pode fazer. Esse conceito reúne resultados, técnica, físico e tudo mais que se possa imaginar. Tirando a média, dá Federer.

Melhor ou não, Roger Federer está se sentindo o mais completo do mundo. Não falo de tênis, falo da vida. Dá para dizer outra coisa de um homem que é querido pelos companheiros de profissão, amado pelos fãs, considerado um gentleman, inteligente, apaixonado pela mulher com quem casou recentemente, prestes a ser pai, considerado por muitos o melhor de todos os tempos no que faz e que, finalmente, consegue um dos seus maiores sonhos? Não dá, não dá. E é essa a plenitude que, no final, conta para valer.

O jogo

Tudo estava a favor de Federer neste domingo. Além de o suíço jogar muito bem, Soderling entrou em quadra com os nervos fracos. O sueco não conseguiu soltar o braço do jeito que vinha fazendo durante todo o torneio. Já tinha sentido isso em alguns momentos da semifinal contra Fernando Gonzalez. Na final, foi praticamente durante o jogo inteiro.

Macaco velho, Federer sabia que isso poderia acontecer. E tratou de facilitar as coisas para si. Sacou incrivelmente bem (16 aces, 85% de aproveitamento de pontos com o primeiro serviço), variou o jogo como ninguém mais no circuito consegue fazer. Todos os golpes funcionaram. Incomodou com o slice, caprichou nas deixadinhas, executou passadas com perfeição. Até a chuva fraca ajudou, deixando a quadra um pouco mais lenta.

“Aula de tênis” reconhecida, com essas palavras, por Soderling no discurso da premiação. O sueco teve apenas duas chances de quebra, não convertidas. Federer teve seis, quebrou quatro. Final: 6/1, 7/6(1) e 6/4 em 1h55min. Analisando friamente, Federer fez desta decisão o equivalente a uma partida de segunda, terceira rodada.

De vez em quando tem um…

…idiota que tenta aparecer. No início do segundo set, um torcedor imaginou que seria legal invadir a quadra para chegar perto dos tenistas. Atitudes como essa no esporte, principalmente no tênis, que é detalhista e valoriza demais a parte mental, podem mudar o rumo do jogo, além de estragar o espetáculo. Merece mesmo ser retirado de quadra do jeito que foi, sendo derrubado no saibro e carregado de forma humilhante pelos seguranças.

A música do domingo

Termino este post com uma das músicas preferidas de Roger Federer (não lembro onde li isso). Bom, o título da canção fala por si só: Simply The Best (Simplesmente o Melhor), da Tina Turner.


E aqui tem o próprio Federer cantando (ou enrolando)!

Confira como foram, aqui no blog, os comentários em tempo real da partida:

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Postado por Rodrigo

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