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Posts de outubro 2009

O doping esquecido de Agassi

28 de outubro de 2009 2

Bad, bad Agassi/Jeff Zelevansky, EFE
Andre Agassi sempre foi um tenista diferenciado. Grande devolvedor, inteligente em quadra, o americano é um dos maiores jogadores de todos os tempos. Não dá para questionar.

E era um tenista diferente. Lembro até hoje de ver uma fita de Mega Drive com um jogador cabeludo na capa. Eu tinha uns oito anos, se não me engano. Achei estranho. Agassi tinha a atitude que aquele cabelo todo indicava.

Agora, chega a revelação de que Agassi usou metanfetamina em 1997, o período mais crítico de sua carreira. Um amigo teria oferecido. Caiu no doping, a ATP ligou para ele, e o tenista escreveu uma carta mentirosa, dizendo que tinha tomado, sem querer, a bebida de outra pessoa. Bad, bad Agassi. A ATP acobertou tudo. Bad, bad ATP.

Com as atuais regras contra o doping, mais rigorosas, talvez Agassi não conseguisse se safar tão facilmente assim. Pelo menos é o que quero pensar. Ou tudo isso abre uma margem para muita desconfiança.

A revelação de Agassi foi feita para o jornal inglês The Times.

Deixadinha: Vale lembrar que a droga usada por Agassi era considerada recreativa, sem influência no desempenho do atleta. Ainda assim, doping.

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Bellucci, perto de ser o que queremos que seja

23 de outubro de 2009 0

Maior título veio em Gstaad/EFE
Thomaz Bellucci volta a fazer uma grande campanha em torneio ATP, desta vez em Estocolmo. Derrotou nesta quinta-feira o anfitrião Joachim Johansson por 2 a 0 e se garantiu na semifinal.

É a terceira vez que o brasileiro chega a essa etapa em um torneio deste nível no ano. Na Costa do Sauípe, fez final e perdeu para Tommy Robredo. Em Gstaad, faturou o título. Agora, o piso é o sintético.

Bellucci, enfim, parece estar chegando perto de ser o que queremos que ele seja. O paulista de Tietê está garantido no top 50 até o final do ano e se aproxima a passos largos do top 40.

Acho que falo por todos que entendem um pouco de tênis ao dizer que não queremos que Bellucci seja um Guga reeditado ou obrigatoriamente número 1 ou top 10. Queremos ter alguém para torcer com chance de sairmos satisfeitos.

E isso é ser um tenista competitivo, que permaneça por um bom tempo no top 30, 40, que ganhe alguns jogos difíceis, mas que não sofra tanta pressão na derrota. Claro, um novo número 1 seria sensacional, mas acho que não é necessário, e a estrutura do tênis brasileiro não merece isso. Pelo menos não agora.

Queremos alguém para ver na tevê em um grande torneio, incomodando bons tenistas, alguém para xingar e vibrar nos pontos. Precisamos desse entusiasmo. Faria bem para todos. Bellucci é o principal candidato a esse posto.

Tenho um pouco de medo de ser otimista demais. Mas acredito que as boas campanhas de Bellucci tendem a ser mais frequentes, transformando esse otimismo em realismo. Que assim seja.

Deixadinha: Não sobrou nenhum brasileiro no Cyclus Open, challenger em Florianópolis. Gaston Gaudio despachou o último, Leonardo Kirche, na quinta-feira. O campeonato “gringo” continua até domingo. Vale dar um pulo no Lagoa Iate Clube. Site oficial.

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Fator (fora de) casa

21 de outubro de 2009 0

Marcos Daniel falou que Rufin é promissor. E perdeu para o francês./Cristiano Andujar/Andujar Press/Divulgação
Florianópolis é uma cidade que recebe muitos turistas estrangeiros todos os anos. E as pessoas de fora costumam gostar daqui, claro. Em uma rara semana de dias seguidos de sol, há um bom exemplo disso: os “gringos” estão fazendo estrago no Cyclus Open, challenger disputado no saibro do Lagoa Iate Clube, em Florianópolis.

Programação e resultados do Cyclus Open

A chave principal começou com 12 brasucas, e apenas dois chegaram à segunda fase. Não poderia ser diferente, porque Rogério Silva e Leonardo Kirche enfrentaram brasileiros na estreia… Todos os tenistas de nosso país que duelaram contra estrangeiros perderam.

Rogerinho, aliás, já foi eliminado na segunda fase (oitavas-de-final) pelo competente Diego Junqueira. Kirche pega Gaston Gaudio pela mesma etapa nesta quinta-feira.

Como explicar a queda de tantos brasileiros? É fim de temporada para todo mundo, o tempo está ajudando, a família está mais perto. O ex-tenista juvenil e colaborador do blog Lucas Lisboa acha que os brasileiros tenham dado uma relaxada por retornar ao país.

Não dá, também, para tirar o crédito dos estrangeiros. Há bons jogadores ali, como Junqueira, Gaudio e Daniel Gimeno-Traver. Ouvi boas coisas também sobre o francês Guillaume Rufin.

Um challenger como o de Floripa é uma boa oportunidade para fazer grandes campanhas, somar pontos subir no ranking. Estava tudo a favor. Faltou jogar.

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As peripécias de El Gato

20 de outubro de 2009 3

Gaston e o backhand: a parte positiva do argentino/Cristiano Andujar/Andujar Press/Divulgação
O argentino Gaston Gaudio estreia nesta terça-feira no Cyclus Open, challenger disputado nesta semana nas quadras de saibro do Lagoa Iate Clube, em Florianópolis. Apesar de termos alguns bons jogadores, como Marcos Daniel e Thiago Alves (já eliminado), considero El Gato, como é chamado, a principal atração.

Programação e resultados do Cyclus Open

Campeão de Roland Garros em 2004, quando derrotou na final outro argentino promissor e agora sumido Guillermo Coria, de virada, em cinco sets. É dono de um belo backhand, de sete títulos de ATPs e de um comportamente curioso: é craque em reclamar de si.

Uma vez disse: Soy un tipo muy negativo, demasiado autoexigente, hipersensible. Y todas esas cosas hicieron que el tenis haya sido para mí siempre dolor y sufrimiento. (Tradução: Sou um cara muito negativo, autoexigente em demasia, hipersensível. E todas essas coisas fizeram com que o tênis tenha sido para mim sempre dor e  sofrimento)
Não sei como está atualmente, mas palavrões em quadra são comuns para o rapaz. Agora, com 30 anos, talvez esteja mais controlado. Perdeu a confiança em 2006 e chegou a sumir do ranking mundial por falta de pontos na segunda metade de 2008. A parte psicológica de Gaudio sumiu.

Desde o começo deste ano subiu cerca de 900 posições no ranking. A confiança deve estar retornando aos poucos. Não sei se tem forças para voltar a ficar entre os melhores do ranking, acho improvável. Mas vale conferir o cara aqui em Florianópolis.

Algumas frases de Gaudio:

¡A mí no me tendrían que dejar entrar más acá! ¡Es una vergüenza que me dejen jugar! (Para mim, não deveriam me deixar entrar mais aqui. É uma vergonha que me deixem jogar.)

Gastón, ¡estás perdiendo contra Youzhny! (Gastón, estás perdendo para [Mikhail] Youzhny!)

¡Me quiero ir a mi casa! ¿Qué mierda hago acá, sufriendo con este tipo? ¿Para qué? ¿Con el sentido de qué? ¿De ganar 20 mil pesos más? (Quero ir para casa. Que merda faço aqui, sofrendo com esse cara? Para quê? Com qual sentido? De ganhar mais 20 mil pesos?)

¿Qué mierda hago acá jugando al tenis con este calor, si acá en frente tengo las playas? (Que merda faço aqui jogando tênis com este calor se aqui em frente tenho as praias?)

¿Por qué no traés una mesa y unas sillas y hacemos una cena a la luz de las velas? ¡Esta iluminación de mierda es para una cena romántica, no para jugar al tenis! (Por que não traz uma mesa e umas cadeiras e fazemos um jantar à luz de velas? Esta iluminação de merda é para um jantar romântico, não para jogar tênis!)

Aquella vez, en París, cuando llegué al vestuario, me felicitaba todo el mundo, y lo primero que pensé fue: debo ser el peor campeón de Roland Garros de la historia. (Aquela vez, em Paris, quando cheguei ao vestiário, todo mundo me felicitava, e a primeira coisa que pensei foi: devo ser o pior campeão de Roland Garros da história.)

E alguns vídeos do rapaz:

O celular dele toca durante a partida:

Gaudio rasga o calção de raiva:

Mais xingamentos:

E o título de Roland Garros de 2004:

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O Masters abandonado

17 de outubro de 2009 1

Feliciano Lopez foi só mais um/Diego Azubel, EFE
Rafael Nadal e Nikolay Davydenko chegam neste domingo à final de um torneio esvaziado, o Masters de Xangai. As ausências de Roger Federer e Andy Murray por si só já eram marcantes, mas os poucos torcedores ainda viram muitos tenistas desistirem de jogos.

Conte comigo: Mischa Zverev, Jose Acasuso, Juan Martin del Potro, Andy Roddick, Tommy Haas, Gael Monfils, Ivan Ljubicic, Feliciano López e Stanislas Wawrinka. Nove tenistas abandonaram partidas.

Confesso que não assisti aos jogos, por motivos diversos, mas li muito a respeito. Tenistas tops encheram o calendário de críticas, demonstraram cansaço, fizeram jogos de nível baixo. Do lado de fora da quadra, pouco público e pouco apelo nos países europeus e na América, devido, principalmente, ao horário.

O mercado asiático, especialmente a China, faz os olhos dos executivos brilharem. É muito dinheiro envolvido. Resta a nós torcer para que a final seja decidida com tenistas jogando, e jogando bem.

Deixadinha: Aposta rápida? Davydenko 2 a 1.

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Anota no calendário

14 de outubro de 2009 0

Gaudio vem aí. Você vai lá?/Divulgação
Todo mundo já sabe que a Maria Sharapova vem para terras brasileiras em 29 de novembro para uma exibição contra a argentina Gisela Dulko, ainda sem local definido. Um belo programa para o final de ano tenístico que já deve estar marcado na agenda.

Mas há opções nos próximos dias aqui mesmo em Santa Catarina. A partir de segunda-feira rola a chave principal do challenger Cyclus Open, disputado no saibro do Lagoa Iate Clube (LIC).

A principal atração é a presença do argentino Gaston Gaudio, campeão de Rolando Garros em 2004 e que anda querendo retomar sua boa forma. Se for como nos outros anos, a entrada não é cobrada, o que torna tudo muito mais atrativo.

Entre os brasileiros, estão confirmados Marcos Daniel, Thiago Alves, Franco Ferreiro e Marcelo Demoliner, apenas para citar alguns. Boa oportunidade também para ver como o ainda juvenil Guilherme Clezar pode ser sair em um chave profissional. Estarei lá.

Em 6 de novembro, a exibição é aqui. O Fernando Meligeni desembarca em Florianópolis para encarar o catarinense Márcio Carlsson, ex-119 do mundo, em um amistoso em comemoração aos 83 anos do Lira Tênis Clube, no Centro. No dia seguinte, Meligeni dá duas clínicas para a garotada, também no Lira. Vamos ver o que o @meligeni vai aprontar por aqui.

Os menores

A partir de 24 de outubro, o Itamirim Clube de Campo, na minha gloriosa Itajaí, sedia a Copa SC Juniors, torneio que conta pontos para importantes rankings das categorias 12, 14, 16 e 18 anos. Quem é do Litoral Norte pode passar por lá e conferir o tênis da gurizada que vai se jogar no ranking mundial logo, logo.

O Masters do Nike Junior Tour, um dos maiores torneios infantis do mundo, começa nesta quinta-feira na República Dominicana. Defendem o Brasil Silas Cerquera e Bia Maia na categoria 14 anos, e Andre Ponce e Leticia Vidal nos 12. Tem torneio juvenil importante também em Londrina e São Paulo.

Os maiores

E para quem quer priorizar o circuito profissional, ATP e WTA chegam na reta final. Entre os homens, o Masters de Xangai está rolando, e vêm por aí mais sete ATPs em quadra rápida antes do Masters de Paris e a final em Londres, marcada para 22 de novembro. O feminino termina mais cedo, com o Championships programado para 27 de outubro em Doha, no Catar.

Escolha o que preferir. Ou encare tudo. Vai do nível do seu vício.

Deixadinha: Prometo que o próximo post será sobre o Masters de Xangai. Já é hora, né? O problema é que não tenho assistido ao torneio, confesso. A rodada começa no meio da madrugada e continua quando estou no trabalho. Farei o possível.

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Um ano de Deixadinha

11 de outubro de 2009 3

É como o Deixadinha, sempre correndo atrás da bolinha de tênis/Franck Robichon, EFE
A coincidência é uma coisa muito interessante, não é? Em 11 de outubro de 2008, nascia o Deixadinha aqui no diario.com.br, após migração de um blog pessoal recém-iniciado. Na época não me dei conta de algo curioso, que notei há apenas alguns dias: 11 de outubro é aniversário de Maria Esther Bueno.
 
Tenho algumas manias, mas não me considero supersticioso. No entanto, comemorar o aniversário de um ano do Deixadinha no dia em que a maior tenista brasileira da história completa 70 é, pelo menos, um bom sinal.
 
O blog tem apenas um ano e, ainda engatinhando, já obteve algumas conquistas. Em outubro de 2008, o blog suou para chegar perto dos mil acessos no mês. Um ano depois, agora em setembro, cerca de 22 mil internautas entraram aqui. O twitter, um dos pioneiros sobre tênis no país, está próximo de atingir 300 seguidores e 900 tweets. Marcas que me deixam feliz.
 
As coberturas interativas em tempo real das finais de Grand Slams, tenho orgulho em dizer, são um sucesso, com muita participação de fãs do tênis, o item mais importante da mistura que é o Deixadinha. Destaco ainda a cobertura de Copa Davis em Porto Alegre, o jogo-exibição de Guga contra Sergi Bruguera em Florianópolis, o Banana Bowl 18 anos, os challengers, as entrevistas com Guga, as brincadeiras, as apostas…
 
É tudo resultado de algumas horas a mais de trabalho, mas horas gratificantes por poder falar de tênis e conversar com gente que também ama o esporte. Consequência, também, do apoio que muita gente deu, de forma maior ou menor, para que o projeto fosse em frente com sucesso.
 
Agradeço, principalmente, a toda a equipe do diario.com.br, do clicEsportes e do clicRBS. Tem a família, a namorada, os velhos amigos e os novos, que apareceram após a criação do blog. E os twitteiros, tão participativos!
 
Peço desculpas se esqueci de alguém. Foram tantas pessoas que colaboraram com o blog em algum momento que seria quase impossível lembrar de todos.
 
O blog está sendo uma experiência ótima para mim, espero que seja para vocês também. Lembro que o espaço aqui é de todos. Reclamem, critiquem, deem sugestões, comentem os posts, porque é a melhor coisa que pode acontecer para o Deixadinha.
 
Muito obrigado. E que venha muito mais por aí.

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Eles não ganham Grand Slams

08 de outubro de 2009 0

Acabou-se o que era doce/EFE
Vou ser maldoso. Praticarei esse esporte tão comum entre comentaristas/blogueiros de tênis e vou falar mal de Dinara Safina. Após a terrível derrota para Shuai Zhang, número 226 do mundo, a líder do ranking vai perder a posição para Serena Williams, que avançou na China.

Mas não vou ser tão mau assim com a russa. Vou colocá-la ao lado de Andy Murray neste post. Dos dois, sempre se espera um título de Grand Slam, toda vez que começa um torneio achamos que será daquela vez. No entanto, #safinafail e #murrayfail são constantes.

Dinara Safina

O reinado da irmã do Safin no topo do ranking durou 25 semanas que pareceram 250. Safina saiu do topo repetindo os erros de todo o período: derrota feia, com show de duplas faltas.

Com sua inconstância mental, técnica limitada e preocupação de bater cada vez mais forte, a russa é o símbolo de todo o circuito, ao lado, talvez, de Ana Ivanovic. Mas Aninha faturou um Grand Slam, lembram?

inara teve algumas boas oportunidades, mas ficou devendo. Assim, foi acumulando pressão e mais pressão. Tem gente que gosta de trabalhar dessa maneira, cheio de responsabilidade. Não é, definitivamente, o caso da russa.

A conclusão que dá para chegar é que Safina é uma jogadora de resultados regulares, o que a manteve no topo até agora, mas sente o peso de decisões, sejam elas finais ou perto disso.

Melhores campanhas em Grand Slams:
Roland Garros de 2008 – Final – Ah, a primeira final de Grand Slam a gente nunca esquece. Principalmente quando se ganha. Não foi o caso. Na época, Ana Ivanovic ainda tinha um jogo e confiava tanto nele que ganhou por 6/4 e 6/3, tomando para si a posição de número 1.

Aberto dos Estados Unidos de 2008 – Semifinal - Safina, então sétima do ranking e em ascensão, só tinha perdido um set até a semifinal. Encontrou Serena Williams. Deu tilt, bug, tela azul do Windows: 6/3 e 6/2 para a americana.

Aberto da Austrália de 2009 – Final – Safina nem era número 1 ainda, mas vinha de um 2008 promissor. Passou por boas adversárias, como Alize Cornet, Jelena Dokic e Vera Zvonareva. Na final, deixou o tênis no vestiário ou em algum lugar mais distante. Serena atropelou a moça por 6/0 e 6/3.

Roland Garros de 2009 – Final - Tinha tudo para dar certo. Era a hora de Safina. Só faltou avisar os nervos da menina e a Svetlana Kuznetsova, que jogou bem e cravou 6/4 e 6/2.

Wimbledon de 2009 – Semifinal – A tristeza da russa é que as Williams existem. Dessa vez, não foi Serena que tocou o terror, mas Venus, que nem olhou direito para o outro lado da quadra. Safina deve ter se escondido depois do 6/1 e 6/0 que tomou.

Andy Murray

Os britânicos não perdoam os conterrâneos. É assim com o futebol, com o tênis e em outros esportes. A cobrança é gigante, e Murray, apesar de ter no currículo um excelente segundo lugar no ranking, sofre com isso, assim como sofreu Tim Henman, que também não contou slams na carreira.

Aqui a situação é diferente. Murray não foi número 1, mas seu estilo de jogo versátil e efetivo sempre o coloca como favorito para os maiores torneios. Talvez por ainda não ter liderado o ranking, a pressão é mais localizada, coisa estimulada pelos britânicos.

Vale dizer que o circuito masculino também é mais competitivo, principalmente agora que o domínio de Roger Federer e Rafael Nadal deixou de ser tão intenso.

Mas é fato que o escocês tem falhado nas suas tentativas de faturar Grand Slams. As derrotas não chegam a ter um tom triste/debochado como as da Safina, mas carregam uma decepção, sem dúvida. Juan Martin del Potro pintou depois e já faturou o seu…

Melhores campanhas em Grand Slams:
Aberto da Austrália de 2007 – Oitavas-de-final –
O britânico era ainda o 16º do ranking quando pegou Rafael Nadal, então número 2, pela frente. Levou a partida para o quinto set, quando caiu por 6/1.

Aberto dos Estados Unidos de 2008 – Final – Murray fez sua melhor campanha em Grand Slams em Flushing Meadows, com o mérito de passar por Rafael Nadal na semifinal. Na decisão, sumiu e viu Federer vencer 6/2, 7/5 e 6/2.

Aberto da Austrália de 2009 – Oitavas-de-final – Os espanhóis são a pedra no sapato de Murray na Austrália. Se Nadal fez a festa em 2007, em 2009 foi a vez de um Fernando Verdasco tirar o rapaz da competição em um jogaço de cinco sets.

Roland Garros de 2009 – Quartas-de-final – Todo mundo espera uma boa campanha do escocês em Roland Garros. Afinal, o jogo dele se encaixaria bem no saibro. Mas o negócio simplesmente não flui dessa maneira. Na melhor campanha em Paris, parou em Fernando Gonzalez em quatro sets.

Wimbledon de 2009 – Semifinal – Favorito, com torcida. O torneio estava a cara de Murray. Mas o Andy que brilhou foi o Roddick, que venceu em quatro sets e fez aquela final memorável de cinco sets contra Roger Federer.

Acho que esses dois são, no momento, os principais casos de grandslamite no circuito mundial entre homens e mulheres, mas há outros. Lembrou de alguém? Comente!

Deixadinha: Ao final do post, constato: fui muito mais maldoso com Andy Murray colocando o rapaz ao lado da Safina, não é? Ops, agora fui mau com a Safina…

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O tênis nas Olimpíadas do Rio, em 2016

02 de outubro de 2009 3

É neste centro que vai ser disputado o tênis no Rio-2016/Reprodução/Comitê Rio-2016

Tem muito chão pela frente. Sete anos de caminhada até que a estrutura dos Jogos Olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro fique pronta. Espero que tudo ocorra sem percalços e que a vontade e honestidade prevaleçam.

Sete anos é mesmo muito tempo. Em 13 de julho de 2001, quando Pequim foi escolhida sede das Olimpíadas de 2008, Gustavo Kuerten era o líder do ranking mundial, Marat Safin, o segundo, e Andre Agassi, o terceiro.

Depois vinham Lleyton Hewitt, Juan Carlos Ferrero, Yevgeny Kafelnikov, Sebastien Grosjean, Tim Henman, Alex Corretja e Patrick Rafter. Desses, somente Hewitt, Ferrero e Safin não se aposentaram, mas o russo está “em vias de”.

Na época, Roger Federer era o 14º, Rafael Nadal tinha 15 anos e nem tinha entrado no ranking profissional, Novak Djokovic era um garoto de 14 anos e só foi aparecer na lista um ano e meio depois, e Fernando Gonzalez estava prestes a fazer 21 anos, na 142ª posição.

E o que deu em Pequim? Nadal com ouro, Gonzalez com prata e Djokovic com bronze. Ou seja, qualquer comentário sobre os competidores no tênis no Rio-2016 beira o absurdo.

Vale, claro, apostar em quem hoje é juvenil e que será tenista experiente daqui a sete anos – se vingar na carreira, claro. Caso de Tiago Fernandes, Guilherme Clezar, Gabriel Dias, José Pereira. Melhor ainda é pensar que poderemos contar com uma grande safra de tenistas que não sabemos quem são. Torce e sonha aí que eu torço e sonho aqui.

Só por curiosidade, em 2016, Thomaz Bellucci terá 28 anos, Marcos Daniel, 38, e Thiago Alves, 34, para citar apenas os três melhores brasileiros no ranking atualmente.

A estrutura de competição

O projeto de construção das arenas esportivas no Rio foi dividido em quatro zonas: Deodoro, Maracanã, Copacabana e Barra, onde fica o complexo do tênis. De acordo com o projeto, serão construídas 16 quadras numa área de 10 hectares. Arquibancadas temporárias serão instaladas onde for necessário.

A quadra principal terá capacidade para 10 mil pessoas, a quadra 1, para 5 mil, a quadra 2, para 3 mil, e as quadras de 3 a 9, para 250. As outras quadras não são citadas no projeto, o que leva a crer que não terão espaço para público.

As instalações para o tênis farão parte do Centro Olímpico de Treinamento, um complexo que deve ser construído para servir de lugar de preparação para atletas brasileiros após os Jogos. Ou seja, é citado como legado. Seria esse o tão esperado centro de treinamento para o tênis?

As competições paraolímpicas do tênis em cadeira de rodas também serão disputadas ali.

Deixadinha: Não dá para negar que uma Olimpíada no Brasil é sensacional. Apesar de todos os problemas que os país tem para serem resolvidos, como segurança, saúde, desigualdade, os Jogos podem sim ser aproveitados como forma de melhorar a situação em todos esses pontos. Basta que não durem quinze dias, mas que esses quinze dias sejam o início de muitos anos de incentivo.

Deixadinha 2: Claro, precisamos ficar de olho em tudo que envolve dinheiro público. Não vai ser diferente agora. Certamente alguém vai querer se aproveitar. Triste, mas é verdade.

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Postado por Rodrigo

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