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Posts de junho 2010

Tiago Fernandes é a esperança em Wimbledon

29 de junho de 2010 1

Mais uma vez chegamos a segunda semana de um Grand Slam torcendo apenas para a chave juvenil.

O terceiro melhor juvenil do ranking mundial, Tiago Fernandes, campeão do Australian Open e sensação do Brasil no ano se mostra muito bem adaptado à quadra de grama de Wimbledon e, mais uma vez nos dá uma opção a quem torcer nesses torneios grandes.

Nesta terça-feira ele arrasou o norte-americano Dane Webb, por 6/3 e 6/1, e passou para as oitavas-de-final.

Agora terá pela frente o vencedor da partida entre o alemão Kevin Krawietz, cabeça 16, e o australiano Benjamin Mitchell.

Ele e o amigo gaúcho Guilherme Clezar continuam vivos na chave de duplas, depois de terem vencido a primeira rodada. Eles voltam a jogar na quarta-feira.

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Capriati é encontrada inconsciente em hotel

28 de junho de 2010 3

A ex-número 1 do mundo Jennifer Capriati foi levada para um hospital em Riviera Beach, na Flórida, EUA, depois de ser encontrada inconsciente em um quarto de hotel por conta de uma possível overdose.

Segundo o site americano TMZ.com, que falou com o pai da ex-tenista, ela não corre risco de morte.

Capriati ganhou 14 títulos ao longo de sua carreira, incluindo três Grand Slams: Roland Garros (2001) e Aberto da Austrália (2001 e 2002).

Durante sua carreira a americana foi protagonista de diversos escândalos, envolvendo uso de drogas e prisões. Depois de longo tempo ausente das quadras nos anos 90, Capriati voltou ao tênis e encerrou a carreira em 2004, devido a lesões no ombro direito.

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Tênis e Futebol juntos na grama

27 de junho de 2010 0

Junho é o mês da grama mesmo. Seja no tênis, seja no futebol. E assim como na Copa do Mundo os suíços começaram surpreendendo. Nos campos bateram a favorita Espanha na estreia. Nas quadras, o recordista em Grand Slam penou para ganhar de um adversário de menor expressão.

Em Wimbledon também ocorreram uns resultados estranhos. O Verdasco e o Davydenko se foram. Eles não chegam a ser uma Itália, mas não foram resultados normais. O Nadal patinando também não é comum. Foi a primeira vez que disputou cinco sets duas vezes na primeira semana de um Grand Slam.

Agora chegou a hora da verdade. Tanto na desigual e no máximo emergente África quanto na cerimoniosa e rica Inglaterra estamos nas oitavas de final. Os grandões começam a se esbarrar. Nos dois casos estou com a tradição.

Acredito que apesar dos contratempos e jogos não tão memoráveis os favoritos chegam. Federer estará na final. Se Nadal e seus joelhos aguentarem teremos a final dos sonhos da maioria da torcida brasileira. O jogo de maior rivalidade.

Pra completar, só falta o Brasil pegar a Argentina na final e fazer um 3 x 0.

Tenho de registrar que o Bellucci mandou bem. Terceira rodada em um piso que está longe de ser seu ganha pão. Belo resultado.

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'Volta para a floresta, macaco!', Austríaco xinga Júlio Silva

24 de junho de 2010 3

Durante uma partida no Challenger de Reggio Emilia, na Itália um dos tenistas mais queridos o circuito, o brasileiro Julio Silva passou por uma situação deprimente. “Volta para a floresta, macaco”, foi uma das ofensas racistas ditas pelo austríaco Daniel Koellerer ao brasileiro. O tratamento fez o paulista de 30 anos se dirigir à polícia local logo após a partida.

– O cara simplesmente falou “volta pra floresta, macaco” e depois fez gestos com a mão, coçando embaixo do braço. O jogo estava bem tranquilo pra ele, 6/3 e 3/0, mas o cara é muito louco. Eu comecei a querer jogar, então ele começou a falar – relatou, por e-mail, o brasileiro, ao GLOBOESPORTE.COM.

O paulista também se queixou da arbitragem que, segundo ele, não tomou medidas.

– Não tive nem reação, porque ele (Koellerer) falou tudo em alemão, mas um amigo nosso escutou tudo e falou para o Thiago Alves, então logo em seguida ele foi falar com o árbitro do torneio, mas como sempre o árbitro não falou nada.

Tenistas tentam tirar Crazy Dani do Circuito

Famoso por suas discussões com árbitros, o austríaco Daniel Koellerer, apelidado de Crazy Dani (louco Dani) no circuito,já havia sido suspenso pela ATP em 2006, por seis meses. Na época, o brasileiro radicado na Alemanha Tomas Behrend e o americano Hugo Armando fizeram circular uma petição, pedindo a expulsão do austríaco, o que nunca aconteceu.

Há menos de um mês, em um torneio interclubes na Áustria, Koellerer provocou tanto o compatriota Stefan Koubek que seu adversário foi até a cadeira de Koellerer no intervalo e o estrangulou. Os árbitros acabaram desclassificando Koubek e dando a vitória a Crazy Dani.

Veja o vídeo da briga de Koubek e Koellerer abaixo:

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Maratona de Wimbledon - Isner, juiz e torcida vencem

24 de junho de 2010 1

Todo mundo tá de cara com o cansaço dos jogadores, mas eu fico pensando no juiz. Ele é o maior exemplo mundial de bunda achatada. Imagina passar setes horas ininterruptas vendo cada jogador confirmar seu serviço. Nem meu vô, apaixonado por baralho, consegue ficar tanto tempo na cadeira. Sem falar que as pernas do juiz deviam estar dormentes quando adiaram o jogo. Até imagino o cidadão dizendo:

>_Help me. I can’t fell my legs.

>Cortez como é o povo inglês, tenho certeza que alguém atendeu a súplica. Mesmo sem jogar, o cara deve ter ido direto pra sala de fisioterapia. Além da bunda e pernas, o trabalho certamente afetou o pescoço. Imagina ver a bolinha de um lado pro outro milhares de vezes.

>Mas esse problema não é exclusividade do juiz. A torcida deve compartilhar do torcicolo. E pensa no londrino que acompanhou o jogo por 10 horas, mas que nesta quinta tem de trabalhar ou a mulher disse:

>_ James hoje você não sai de casa, chega de tênis.

>O bicho passou dois dias assistindo a partida e não verá o desfecho.

>Outra coisa que me chamou a atenção foi a cara dos jogadores ao saberem do adiamento por falta de luz natural. Pareceu que ia brotar expressão de contrariedade, mas a imagem de um banho seguido de massagem e cama fez com que sentassem ligeirinho.

>E já pensaram se o jogo é pelo Australian Open, naqueles dias de calor que fazem o Djokovic abandonar. Se eles aguentassem 10 horas mereciam uma estátua. Também poderiam cobrar milhões de dólares para serem garotos propaganda do Gatorade. Eu, se sou dono da Red Bull, pago para o vencedor dizer que tomou duas latinhas no café da manhã.

>Então fazendo as contas do quanto cada jogador correu na Copa do Mundo. Garanto que mesmo o grandalhão John Isner, que venceu a partida depois de 11h5min e que não serve de exemplo de movimentação, já percorreu algumas maratonas. Se o jogo fosse entre Nadal e Simon a soma das distâncias percorridas chegaria frouxo a uma volta na terra.

>Mas se sou eu em quadra não deixava a coisa para hoje. Em caso de insucesso não conseguiria conviver com a derrota. Ia sugerir um duelo ao estilo faroeste. Antes morrer a passar um mês com uma terrível dor nas pernas me lembrando que perdi a partida.

>Agora, sinceramente, que inveja do pessoal que viu o jogo ao lado da quadra.


*Por Maionese

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Isner e Mahut disputam o jogo mais longo da história do tênis

23 de junho de 2010 5

O evento é histórico. O americano John Isner e o francês Nicolas Mahut disputam uma partida que soma dez horas em dois dias.

O jogo da primeira rodada de Wimbledon foi interrompido nesta quarta-feira por falta de luz quando estava 59/59, sem quebras, no quinto set, que não tem tiebreak em Grand Slams.

Os números são espantosos. O americano soma 98 aces, contra 93 do francês. Foram disputados 877 pontos.

O encontro bate o recorde de seis horas e 33 minutos estabelecido em Roland Garros em 2004, entre os franceses Fabrice Santoro e Arnaud Clement, que terminou com vitória do primeiro por 6-4, 6-3, 6-7 (5-7), 3-6 e 16-14.

Quem pegar o vencedor desta partida tem grandes chances de se dar bem. Deve enfrentar um adversário esgotado fisicamente.

Karlovic ultrapassado

Além do recorde de tempo de jogo, os tenistas conseguiram um outro máximo absoluto: o de número maior de aces numa partida. Eles ultrapassaram o recorde anterior de Ivo Karlovic, que na Taça Davis em 2009 fez 78 frente a Radek Stepanek.

Só vamos descobrir quem vai ficar com o recorde nesta quinta-feira, quando o jogo terá um fim. Ou não.

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O legítimo "Rei do Saibro" está de volta

16 de junho de 2010 0

O lendário austríaco Thomas Muster, de 42 anos, voltará no próximo dia 28 a disputar um torneio profissional, depois de 11 anos no sofá de casa vendo pela TV. O veterano aceitou um convite para disputar as chaves de simples e duplas do Challenger de Braunschweig, na Alemanha; haja fôlego.

Bem humorado o tenista austríaco, que chegou a liderar o ranking mundial em 1996, disse à imprensa alemã que jamais anunciou sua aposentadoria e que sim “tirou férias”.

- Eu nunca me aposentei formalmente. Como disse naquela ocasião, eu estava saindo de férias. Então agora estou voltando daquelas férias – disse, reforçando que não considera a participação no torneio um retorno definitivo às competições.

Quando se fala de títulos no saibro Muster (por enquanto) bota Nadal no chinelo. O austríaco faturou 44 títulos de nível ATP na terra batida, contra “apenas” 29 do espanhol.

Será que teremos a oportunidade de ver um confronto entra as feras?

*De Lucas Lisboa

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Guga x Kafelnikov em Floripa

10 de junho de 2010 4

Guga perdidão, à esquerda de Kafelnikov, e no meio das feras em 1999. Reconhece todos? Coloca o nome nos comentários, então

Guga confirmou hoje no seu twitter: o adversário que vai encarar na próxima Semana Guga Kuerten, em 28 de agosto, é o russo Yevgeny Kafelnikov. O freguês “Café no Copo”. Vamos por partes.

“Café no Copo” é óbvio. Deram uma “aportuguesada” forçada no sobrenome do rapaz e a piadinha pegou. Até Guga usou — isso se ele não for o criador da tirada.

Café nos bons temposChamá-lo de freguês é uma provocação. Não dá para dizer que alguém que perdeu sete e ganhou cinco é um freguês. É, no máximo, um bom cliente. O negócio é que quando Guga enfrentava Kafelnikov em Roland Garros era certeza não só de vitória, mas de título. Foi assim nas quartas de 1997, 2000 e 2001.

Não que os jogos tenham sido fáceis. O resultado foi 3 a 2, 3 a 2 e 3 a 1, respectivamente. Mas sempre deu Guga. No saibro, apenas uma derrota para o brasileiro, no longínquo 1996, em Stuttgart, por 2 a 0.

“Café” levou a melhor nas duas últimas disputas, no Aberto dos Estados Unidos de 2001, quando Guga começou a sentir mais a lesão no quadril, e na Masters Cup no mesmo ano.

Será um jogão, sem dúvida, assim como foi Guga x Sergi Bruguera no ano passado. Coisa para fã nenhum de tênis perder. Tá certo que Guga tem problemas com a lesão, está mais velho, e o russo está uma “bola”, ou estava até um tempo atrás. Um pequeno Roland Garros será criado em Floripa. E que a escrita continue firme para o lado brasileiro.

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Parabéns para nós

09 de junho de 2010 1

A gente sabe que não é fácil limpar uma meia suja de saibro

Hoje, todos estamos de parabéns. É o dia do tenista. Gente que acorda olhando para o céu para ver como está o tempo. Que fica de mau humor quando a chuva insiste em cair por uma semana inteira. Nós somos aqueles que dão um gás no trabalho para conseguir dar umas raquetadas no clube.

Temos um vocabulário próprio. Sabemos o que é saque e voleio, drop shot, que a esquerda e a direita são golpes executados pelo mesmo braço. Muitos têm rivalidades históricas muito importantes, igualáveis aos confrontos Federer x Nadal, Sampras x Agassi e outros tantos.

Enquanto turistas normais sonham em conhecer as lojas de Paris, o charme de Londres e o ritmo frenético de Nova Iorque, nosso interesse é por um complexo de quadras de terra batida, grama ou cimento mesmo.

Durante a Copa do Mundo vamos prestar atenção aos acontecimentos de Wimbledon. Será que Federer iguala Sampras? Pareceremos ETs debatendo esse tema enquanto todas as outras mesas do bar falarão da fase final do mundial de futebol.

E não fazemos isso porque ganhamos milhões de dólares, somos famosos ou grandes campeões. Agimos dessa forma porque amamos correr atrás da bolinha. Sentimos prazer em ver aquela paralela que entrou justa na linha, a passada inacreditável, o voleio em que a bola morre na quadra adversária.

Enquanto estamos em quadra lutando contra nossas limitações, buscando chegar mais longe, repetindo para as pernas que elas não podem nos deixar na mão, não pensamos em mais nada. Esquecemos todos os problemas e preocupações. Suados, empacotamos as raquetes com a certeza que fizemos o que gostamos.

E saímos de quadra bem melhores do que entramos.

*Texto de Felipe Pereira

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O monstro da terra batida ataca novamente

06 de junho de 2010 1

Impecável, Rafael Nadal dominou o sueco Robin Soderling e venceu pela quinta vez o Grand Slam de Roland Garros. Eu juro que tinha essa frase pronta no meu Ctrl C. Era só colar e esperar a final do torneio francês acabar para publicar.

Hoje mais cedo, fazendo um minuto a minuto do jogo, aqui mesmo no blog, li pessoas comentando: “se o Nadal jogar bem, não tem pra ninguém”; “Vou torcer pro Soderling para o jogo ter graça”, e todas esses internautas que comentaram isso comigo tinham razão.

Nadal é um monstro no saibro, é o touro Miúra. Quando ele entra em quadra é para aniquilar e, geralmente, aniquila; como hoje contra o ótimo tenista sueco Robin Soderling.

6/4 6/2 6/4 e Rafa campeão sem perder nenhum set, naquele que é o torneio mais difícil de saibro do mundo!

Além de tudo, ele fez o “slam do saibro”, vencendo todos os grandes torneios da temporada na terra batida e, de quebra, desbancou Roger Federer e assumiu o posto de número 1 do mundo.

É, acho que no saibro, ou melhor, na terra batida, ele é realmente um monstro.

*De Lucas Lisboa

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