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Posts de maio 2011

Nadal encara Soderling pelo terceiro ano seguido

30 de maio de 2011 0


Muita expectativa, pelo menos de minha parte, para o jogo entre Soderling e Nadal. Já percebemos e o espanhol admitiu nesta terça-feira que não está jogando o fino da bola para ser campeão pela sexta vez. Mas se tem um cara que ele não quer entregar a rapadura esse é Robin Soderling. Todo mundo sabe que os dois não se bicam.


Como o número um está abaixo do que costuma produzir o sueco sabe que as chances de vitória são bem maiores que o normal. Sabe também que Nadal vai correr o máximo que pode, ou seja muito, para evitar a derrota. O espanhol não vai querer perder a liderança do ranking pro desafeto. As Jabulanis usadas em Paris devem ajudar Soderling. O cara vai depender bastante do saque e daquela marreta que possui na direita.


Do outro lado da chave o destino mostrou que pode ser irônico. Não importa o que aconteça Djokovic sairá de Paris sem o recorde de vitórias consecutivas. Isso é o de menos no momento. Mais importante é saber como pode afetar o sérvio. Certamente ele jogará um ou mais sets nesta quarta-feira para manter o ritmo, Também é certo que não será amesma coisa.


Só por valer uma passagem para as semi a partida contra Fognini tem um aspecto diferente. É mais nervosa e do outro lado tem um cara que vai te comer o fígado se puder. Mas na fase que Nole passa a desistência do adversário não deve atrapalhar.



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Guga versus Moya

30 de maio de 2011 0


Neste ano a grande atração da semana Guga Kuerten será um jogo contra Carlos Moyá. Só para lembrar, o catarinense está invicto desde que aposentou as raquetes. Vitória contra Sergi Bruguera, Yevgeny Kafelnikov e Andre Agassi. Mas vai ser difícil manter a invecibilidade.

Assisti à vitória do espanhol na final do ATP Grand Champions contra o sueco Thomas Enqvist. Vi um jogador rápido e com golpes muito bons. Ele deixou o circuito a menos de um ano, em novembro de 2010. Ainda está com a parte técnica e física em dia.

Guga não tem obrigação nenhuma, mas sempre é mais gostoso quando ele vence. Desta vez parece que vai dar ais trabalho.


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Segunda semana de Roland Garros não será esquecida

29 de maio de 2011 0

Certamente em dezembro, quando será feita a avaliação da temporada de tênis, vamos mencionar a semana que começa hoje em Paris. Ela também será lembrada daqui alguns anos. O motivo será a disputa entre Rafael Nadal e Novak Djokovic.

O sérvio ganhou todos os encontros neste ano, mas Roland Garros é a última fortaleza do número um do mundo. A quadra central é a terra natal de todo o capital construído pelo espanhol na carreira. Na Philippe Chatrier Nadal perdeu apenas uma vez na vida.

Devemos lembrar que em Paris os jogos são de cinco sets e a força mental impressionante do espanhol sempre falou alto nessas condições. O preparo físico, em nível acima dos outros jogadores do circuito, também favorecia Nadal. Acontece que a supremacia nestes dois últimos fatores parece ter mudado de dono.

Nole também tem seus desafios. Se for campeão o cara põe fim a contagem regressiva que todos no tênis fazem para igualar o recorde de vitórias consecutivas de Guillermo Vilas. Para chegar à final terá que passar por Federer, o que não parece sem mais algo impensado. Mas Djokovic estará sob enorme pressão.

A vitória colocaria fim a era Nadal e iniciaria a dele. O sérvio empunharia o cetro de poder. Seria um divisor de águas e o posto de número um que herdaria teria mais legitimidade. Talvez essa nem seja a palavra certa e podemos dizer que haveria um clima mais apoteótico.

Eu comparo esta partida a final entre Federer e Nadal em Wimbledon em 2008. Mas e se um deles ficar pelo caminho. O espanhol foi obrigado a jogar cinco sets na estreia e Pablo Andujar deu um trabalhão. Djokovic deve ter Federer nas semi.

Bem, caso eles percam o cetro de poder estará com o adversário. Vai ser uma semana sensacional. Aproveitemos.

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É isso que o povo gosta

25 de maio de 2011 0

Thomaz Bellucci teve uma atuação de tenista top. Venceu rápido e com larga vantagem. Como foi bom ver o brasileiro jogando com bastante agressividade e consistência dominando completamente a partida. Melhor ainda por se tratar de uma partida de Grand Slam.

Só o status do campeonato já confere um brilho maior, mas há outros fatores que valorizam o desempenho. O brasileiro precisou manter a concentração por três sets, o que exige maior força mental. Não basta uns minutos de inspiração. O aproveitamento de 100% dos breaks points indica que soube aproveitar as chances.



O fato da bola dele andar mais que a de Andreas Seppi ajudou um bocado, mas igualmente importante foi não abrir nenhuma porta para o italiano gostar do jogo. O único game em que o adversário teve chance de quebrar ocorreu no terceiro set e não se materializou. Escrevi que esperava uma vitória, mas ela veio de maneira mais fácil que imaginava. Melhor assim.



Agora o brasileiro enfrenta Richard Gasquet, jogador que vem bem na temporada. Todos lembram que bateu Federer não tem 15 dias. Mas o francês tem suas fraquezas. O emocional deixa o rapaz na mão, principalmente em Rolang Garros. Acredito que se Bellucci começar bem o cara se enrola sozinho. Mesmo que isto não aconteça o canhoto tem bola para vencer.



A esquerda de Gasquet é ótima, mas vai bater de frente com o poderoso e pesado forehand de Bellucci. Saque, sou mais o do brasileiro. Vai ser um duelo da habilidade do francês contra a  força do brasileiro.


Susto de Nadal

Mudando de assunto. Tenho certeza que Nadal não gostou de disputar cinco sets na estreia, o público achou bem divertido. Eu aproveitei o momento, mas confesso que vi um texto que planejo colocar no blog no domingo sobre a disputa do espanhol com Djokovic perdendo completamente o sentido.



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Tudo ao normal em Paris

23 de maio de 2011 0


Claro que torcíamos para Ricardo Mello, mas podemos dizer que o primeiro dia dos brasileiros em Paris foi como esperado. Bellucci venceu e o número 2 do país caiu diante de um top 10. Mello começou mal o jogo. Muitos erros e pouco primeiro saque em quadra. Acontecia tudo ao contrário do que deveria para ele ter uma chance.

Ao invés de longas trocas de bola balançando Fish, o ponto se definia rápido. Depois ele reagiu, mas o americano se impôs. Diria que o prêmio de participação da primeira rodada de 15 mil euros é um belo consolo.

Bellucci teve um jogo equilibrado contra um adversário que gosta de bater na bola. Venceu e agora pega o italiano Andreas Seppi. Sei que o cara é do saibro, mas acredito que se o brasileiro mantiver o foco deverá levar. Gasquet venceu e continua em rota de colisão com o Bellucci. Se ocorrer, será interessante ver como o canhoto se vira diante de um jogador tão habilidoso.

Falando de outros jogos, Federer conseguiu não se enrolar e Djokovic atropelou. Tô curioso para ver como o Soderling jogará. Se a bolinha tá andando mais vai ajudar o cara que tem um saque tão bom. E a velocidade do jogo permite aquele swing bem amplo que ele tem.


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Diferença entre homens e mulheres

21 de maio de 2011 0

Peguei do Cala Boca, Piangers. Achei engraçado e compartilho com vocês.

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Adversários conhecidos, let the game begin

21 de maio de 2011 0

A esta altura todo mundo já sabe que Bellucci estreia contra o cazaque Andrey Golubev no Aberto da França. Não é o pior adversário do mundo, mas acho que o sorteio poderia ter sido mais amigo.

Os dois jogaram uma vez no circuito, mas a partida não conta muito. Se encontraram no quali do Masters de Roma de 2009 e estavam em estágios diferentes da carreira. O brasileiro levou naquela ocasião e cresceu um bocado desde então. O adversário parecia que ia, mas estacionou.

O cara perdeu cinco vezes seguidas no saibro na primeira rodada, mas não é bobo. Saca bem e arrisca muito. Meu medo é que ele esteja inspirado. Daqueles em que tudo entra. Acredito que a chave da vitória é Bellucci não dar nenhuma abertura que Golubev se enrola sozinho. Vindo de cinco derrotas seguidas não tem confiança que resista e se a coisa apertar ele entrega.

A segunda rodada seria mais fácil no meu entendimento. Andrea Seppi ou Teimuraz Gabashvili. Ambos sabem jogar no saibro só que dariam ritmo para o brasileiro na partida. Agora que Bellucci descobriu que cinco spins pesados atrapalham muito o adversário vejo o confronto com bons olhos.

A terceira rodada tem tudo para ser contra Richard Gasquet. Tênis bonito o francês tem, mas sempre amarela em casa. Vamos ver qualé.

O outro brasileiro em Paris é Ricardo Mello que encara o cabeça de chave 10 Mardy Fish. O americano é ótimo jogador, mas o brasileiro está no melhor piso possível para aprontar para cima dele. Eu não duvido porque Mello é um brigador.

Quanto aos tops só vejo possibilidade de Federer se enrolar. Um tanto pelo adversário, Feliciano Lopez, e muito porque o suíço anda procurando um jeito de se complicar.



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Rolam os dados

19 de maio de 2011 0


Nesta sexta-feira teremos o sorteio das chaves de Roland Garros. Muita torcida por parte dos jogadores para evitar dor de cabeça nas primeiras rodadas. Bellucci ficou como cabeça de chave 23 e vai pegar um cara com ranking ruim na primeira rodada. Acredito que ele tem totais condições de repetir as oitavas do ano passado.

A partir daí aparece uma questão. Se o brasileiro jogar como em Madri tem chances de passar e fazer bonito. Tudo vai depender de uma série de fatores. O primeiro é não projetar oitavas, mas mirar na estreia. Com o nível de exigência de hoje não acredito que Bellucci vai errar o foco.

Depois é preciso que ele jogue bem e esteja com a confiança em alta na hora de encarar os melhores. Nesse quesito achava importante ele ter batido o Paolo Lorenzi em Roma. O brasileiro disse que pensou em nem entrar em quadra. Foi pro jogo por insistência do Larri.

Acredito que o técnico colocou ele em quadra para o rapaz ver que poderia vencer mesmo esgotado. A intenção seria ampliar os limites. Quando um jogador faz isso começa a jogar num patamar acima ganha confiança e percebe que pode mais. Pena que não deu certo.



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E agora José...

09 de maio de 2011 0

Por um momento pareceu que ia dar. Acredito que todos pensaram que Bellucci venceria Djokovic no sábado, acabaria com a série invicta do melhor tenista em atividade e assombraria o mundo. A coisa mudou quando o sérvio encontrou um buraco na esquerda do adversário.

De qualquer maneira foi uma semana incrível. Resta saber o que será daqui para frente. Há dois caminhos a percorrer. O primeiro é o seguido por Robin Soderling. O sueco ganhou de Nadal em 2009 e desde então fincou o pé entre os melhores. Levou torneios, incluindo Master 1000, e fez boas campanhas em Grand Slam.

Soderling usou aquele jogo como trampolim e manteve o nível apresentado naquela semana em Paris. Soube colocar na cabeça que era capaz de enfrentar os melhores. Se transformou em outro jogador.

A outra possibilidade para Bellucci é percorrer o caminho de Xavier Malisse. O belga chegou as semi-finais de Wimbledon em 2002 e despontava como jogador de grande potencial. Mas não conseguiu manter o ritmo. Cometeu uma série de bobagens e por diversas razões caiu no ostracismo.

Aquelas duas semanas em Londres não serviram como divisor de águas. Ficaram como uma boa lembrança, nada mais. Malisse não conseguiu aproveitar da maneira que poderia. Este é o caminho que Bellucci não deve seguir.

Pelo menos em Rolando Garros o brasileiro deve chegar com a moral em alta. Na estreia de Roma pega um quali. Depois ninguém menos que Rafael Nadal. Somente uma lambança na primeira rodada partida ou uma derrota achapante diante do número um do mundo podem derrubar o ânimo.

Mas isto serve para o curtíssimo prazo. Avaliando mais para frente a interrogação permanece. Ela só será desfeita a medida que a temporada se desenrolar. O comportamento da torcida também será interessante de acompanhar. Se os resultados não virem logo vai voltar aquela chuva de críticas. E recomeçara o Fla Flu nas caixas de comentários dos blogs da vida.

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Tomas versus Thomaz

06 de maio de 2011 1

Deu o nosso Thomaz, na maior vitória da carreira dele. A maior vitória brasileira desde que Guga despachou Federer em Roland Garros 2004. Pelo segundo dia Bellucci foi parar no trend topic’s mundial do twitter.

O jogo desta sexta foi completamente diferente da partida contra Murray pelas características dos adversários. A primeira vítima controla a bola como poucos e é estupendo nos contra ataques. O tcheco esmurra a bolinha. Ontem isso não foi suficiente para ganhar do brasileiro.

Sempre ouvimos que Berdych era um Bellucci melhorado. Nas no jogo desta sexta ele claramente se mostrou incomodado com a qualidade dos golpes de Bellucci. Bolas profundas e pesadas aliados a saque bastante eficientes.
E desta vez o brasileiro não se limitou a servir com toda a força possível. Variou um bocado usando ângulos e efeitos. Com esta estratégia venceu 85% dos pontos disputados com o primeiro saque.

Berdych sacou bem no primeiro set e vários games foram vencidos de zero. A decisão foi para o tie-break. Pra mim o jogo se decidiu ali. O brasileiro patrolou o oponente. Voltou focado no segundo set e continuou a meter a mão.
Houve um momento que vi Bellucci dando slices. Algo muito bom para mudar o ritmo do ponto e coisa que ele não faz muito porque este não é o melhor golpe dele.

Bellucci continuou muito sólido e fechava os games com tranqüilidade. O jogo foi se encaminhando para o final e Berdych precisava lutar mais para conseguir confirmar. Isso mexeu com a cabeça dele e levou a uma dupla falta. No primeiro break da partida o brasileiro não titubeou e aproveitou a chance. Sacou firme e focado para levar a partida.

Gostei de ver o Larri jogando junto. Ele fazia carretas, gestos e deve estar muito feliz. Eram resultados como este que esperávamos da parceria. As semi-finais de Master Series dão 360 pontos e Bellucci consegue ranking melhor que Juan Martín Del Potro, Marin Cilc, David Nalbandian e Nokolay Davydenko. Que lista meu amigo.

Sábado o adversário deve ser Djokovic. Se nesta sexta é o segundo dia conseutivo de Bellucci no trend topic’s mundial imagina o que pode acontecer nas semi-finais.

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