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Posts de junho 2011

Tsonga foi o cara das quartas

29 de junho de 2011 0




Tsonga em um dos melhores dias de sua carreira




Tem dias que a gente vai dormir e nem encosta na cama porque tá flutuando de tanta felicidade. Infelizmente esses dias são raros e é por isso que Jo-Wilfried Tsonga deve ter aproveitado muito a quarta-feira. Depois de despontar como promessa o boa praça enfrentou uma série de contusões e derrubou Roger Federer na quadra central de Wimbledon.


E ele sabe o tamanho do feito. Na coletiva comparou o triunfo a vencer Nadal em Roland Garros. Acrescentou que vai ser uma das melhores recordações da carreira.

Mas antes de chegar ao nirvana o francês passou por maus bocados. Vacilou no primeiro game de serviço, foi quebrado e isto custou o set. O suíço se manteve bem e abriu 2×0 ao levar o tie break. A partir do terceiro set o Tsonga deu na bolinha como se não houvesse amanhã. O que assistimos na sequência é de impressionar. Federer não conseguia aguentar a pancadaria.

Tsonga forçou muito a devolução do segundo serviço do suíço e não teve medo de arriscar. Quando tinha o serviço conseguia confirmar bem porque o saque estava em dia. A média do primeiro serviço foi de 194,6 km/h e do segundo 152,8 km/h. O próprio Tsonga confessou que serviu demais. Disse que estava muito seguro no serviço.

E logo que quebrou o suíço com uma paralela linda ele cresceu muito. Por sorte não choveu porque do contrário a confiança do francês bateria no teto. Passou a dominar os pontos, a ser cada vez mais agressivo e assim chegou a 63 winners e vai encarar Djokovic nas semis.

Achei bom também Federer reconhecer que foi batido. Desta vez ele disse que o adversário foi superior. Bem diferente de outras derrotas quando falou que a derrota era resultado de um dia ruim dele. Nesta quarta-feira ele deu crédito a quem mereceu.

Demais jogos

Nadal ganhou de Fish por 3×1, resultado normal. O espanhol foi mais consistente como esperado e a direita do americano não incomodava a esquerda do líder do ranking. Ele falou há algumas rodadas que preferia enfrentar Federer a Djokovic numa eventual final porque o histórico recente contra o suíço favorece mais. Vai ter que torcer para Tsonga se quiser escapar do sérvio.

Nole teve trabalho contra o garotão Bernard Tomic. Precisou de quatro sets e devemos dizer que não tem jogado o mesmo que nas partidas anteriores. Não acredito que tenha desaprendido, mas sim que enfrenta mais dificuldade na grama.

Já Andy Murray fez o que se esperava dele. Acabou com a aventura de Feliciano Lopez sem maiores sustos.


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Palpites para as quartas

28 de junho de 2011 0


Se vencer Djokovic fica a uma partida da liderança do ranking





Aqui vão os palpites, observações e pitacos by Deixadinha para os resultados das quartas em Wimbledon. Antes de mais nada, não vai ser preciso muito esforço para apontar os vencedores porque o top four é favorito para repetir as semi do Aberto da França. E os ingleses não quiseram nem saber. Colocaram Federer e Murray na quadra central. O líder e o vice do ranking vão para a quadra 1. Ao lado das partidas o resultado dos confrontos entre os adversários.

Nadal x Fish (5×0)

O americano tem um bom saque, mas precisa de um dia inspirado no serviço para fazer frente ao espanhol. Nadal é mais jogador. Se movimenta muito melhor, tem golpes melhores e está muito mais habituado a partidas dessa envergadura. Acredito que o jogo será semelhante ao embate entre Djokovic e Llodra na rodada anterior. Escrevi que o sérvio devolveria bem os saques e graças a sua mobilidade chegaria equilibrado nos approaches do adversário dando várias passadas no francês. A tônica de jogo só pode ser alterada se o problema físico de Nadal se manifestar e agravar. O tio e treinador garantiu na terça que o espanhol está tinindo e não haverá problemas.

Djokovic x Tomic (primeiro jogo)

O australiano fez bonito em Londres, mas sua aventura em Wimbledon deve acabar nesta quarta-feira. Além de Djokovic estar jogando um absurdo, ele tem muito mais experiência. Ganhou o primeiro Australian Open em 2008. O garoto de 18 anos é bem habilidoso, mas acredito que tal habilidade precisa ser melhor lapidada para ele ter condições de enfrentar o quatro primeiros do ranking com alguma chance de vencer. Nesta quarta Djokovic fica de novo a uma vitória da liderança do ranking.

Federer x Tsonga (4×1)

Jogo bom de assistir porque reúne dois tenistas agressivos. O suíço tem mais recursos e deve vencer porque consegue variar o ritmo do jogo. O francês tem bom saque e bons golpes de base, mas Federer faz tudo isto melhor. Acredito em três sets bem disputados, mas em todos o recordista de Grand Slams vai prevalecer nos momentos decisivos. A única maneira de um resultado diferente é se o suíço sofrer um apagão como aquele de agosto de 2009 contra o próprio Tsonga. Naquela ocasião, Federer liderava o último set por 5×1 e deixou o adversário virar o jogo que valia pelas quarta do Master 1000 de Montreal.

Murray x Lopez (4×0)

O espanhol bateu Roddick pela primeira vez na vida em partida válida pela terceira rodada. Depois saiu do buraco e virou para cima de Kubot quando perdia por 2×0 nas oitavas. Acho que as proezas de Lopez param por aqui. Murray tem  lá seus problemas de concentração nas partidas, mas o espanhol consegue ser pior neste quesito. Mais uma vez entendo que a experiência fará a diferença. Pra terminar, o escocês é mais regular, tem melhor preparo físico e está mais descansado.

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Djokovic vai para as quartas. Williams vão para casa

27 de junho de 2011 0


Djokovic ao lado da bela raqueteira comemora a vitória



Como todos esperavam, Novak Djokovic está nas quartas de Wimbledon. Triplo 6×3 contra com Michael Llodra. Tudo começou a dar errado para o francês logo no primeiro game de serviço. Foram duas duplas faltas e serviço quebrado. Falhar assim contra o cara que só perdeu uma vez no ano é fatal.

O sérvio só administrou o serviço e PT saudações. E manter o saque nunca foi o problema para Djokovic que não enfrentou nenhum break point em toda a partida. Para se ter uma idéia, conseguiu absurdos 73% dos pontos disputados com o segundo serviço. Isto aconteceu porque o sérvio é muito regular, bem diferente do adversário.

A partir do momento que Llodra tinha o saque quebrado ficava muito difícil para ele voltar atrás. Ele não tinha bolas para incomodar o rival no fundo da quadra. As tentativas de subir a rede não foram muito vitoriosas. Só resultaram em pontos 24 vezes nas 54 tentativas realizadas.

Agora Djoko pega Bernard Tomic. Será que o gurizão de 18 anos vai sentir muito a pressão. Digo muito porque falar que não senti é balela.

Pra finalizar, como é bonita aquela raqueteira branca da Head que o Djokovic e outros jogadores estão usando.


Meninas

Serena Williams caiu primeiro. Ela perder de 6/3 e 7/6 (8-6) da francesa Marion Bartoli. Achei que faltou a americana se mexer mais em alguns pontos. Do outro lado estava uma adversária com mecânica de saque muito estranha e feia que manteve o volume de jogo lá em cima. A conseqüência foram algumas madeiradas e a irmã mais nova eliminada.

As chances da família terminaram quando Venus perdeu por 6/2 e 6/3 para a búlgara Tsvetana Pironkova. Numa dessas coincidências do esporte foi a segunda derrota seguida pelo mesmo placar em Wimbledon.

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Deixadinha apresenta as previsões das oitavas

26 de junho de 2011 0

Como esperado o top four chegou a segunda semana de Wimbledon. A baixa foi o cabeça de chave 5, Robin Soderling que ficou pelo caminho. Inesperado, mas ele já tinha vencido a duras penas o Hewitt.

Farei comentários breves sobre os jogos da terceira rodada e depois olhemos para frente. Comentários sobre os confrontos das oitavas envolvendo os principais jogadores.

Mas antes é preciso registrar como Federer jogou bem diante do pança. No segundo match point a televisão mostrou uma estatística que diz muito. Até aquele momento eram 41 saques do suíço não devolvidos.

Conseguir isso frente um jogador com a qualidade da devolução de Nalbandian é um feito. Mérito de um cara que não saca a 220 km/h, mas consegue uma variação impressionante.

Nadal levou dois tie-breaks e destruiu psicologicamente Gilles Muller. Nenhuma novidade o espanhol fazer isso. A batalha do dia coube a Novak Djokovic. Ele precisou de quatro sets para derrotar o cipriota boa praça. Bagdathis encontrou o sérvio num dia que não era dos mais inspirados. Mesmo assim Nole se sobressaiu. Devolveu como o de hábito, ou seja, muito bem, e sobrou velocidade.

Oitavas

Nadal x Delpotro

O espanhol escapou de Raonic, mas vai pegar outro adversário que pode aprontar. Tudo que ele não pode fazer é deixar o argentino mandar nos pontos usando aquela direita poderosa. O número um precisa mexer Delpo para os espaços aparecerem e slice baixo contra um cara tão alto como Del Potro caem bem. A maneira como os jogadores vão sacar também será decisiva para estabelecer o andamento da partida. Mas acredito que por melhor que Del Potro jogue pra caramba, Nadal encontrará uma maneira de levar.

Djokovic x Llodra

O cara que está matando a pau do fundo de quadra contra um francês experiente chegado num jogo de rede. Nem é difícil apontar um favorito. Aposto no jogador que só perdeu uma vez neste ano. Acredito que Djokovic vai conseguir passadas sensacionais. Ele está devolvendo demais e pode neutralizar os saques do francês, que lembrem-se é canhoto. Como perna é outro ponto forte do sérvio, vejo ele chegando equilibrado nas bolas para mandar elas longe dos voleios de Llodra.

Federer x Youzhny

Os dois jogaram 10 vezes e o suíço venceu todas. Isso já uma baita pista do que deve acontecer nesta segunda-feira. Não vejo espaços para derrota de Federer que falou estar bastante confiante em seu saque. Não resta dúvida que esta confiança se espalha para o restante do jogo e a partida deve vir sem perda de sets.

Murray x Gasquet

Frente a frente dois jogadores muito bons de ver jogar. Aposto em Murray porque ele tem mais consistência, voleia melhor e tem mais pernas. Acredito que se a partida engrossar e se tornar longa o escocês levará vantagem. Os ingleses não querem que isto aconteça. Chegar de sustos nas partidas da esperança local de quebrar o jejum. O detalhe é que num mundo com cada vez menos esquerdas de uma mão Murray pega dois adversários seguidos com esta técnica

Tsonga x Ferrer

Ia falar somente do top 4, mas acho que esta será uma partida bem interessante. Dois caras com posturas diferentes. O francês tem um saque pra lá de bom e é bastante agressivo. Sem falar que tem carisma, coisa boa de ver num jogador. Ferrer ganha o respeito do espectador pela capacidade de luta. Ele é regular, característica que matem graças a bons golpes de fundo. E por mais que esteja contra a maré não para de espernear tentando virar a partida. Como a quadra ajuda a agressividade aposto em Tsonga.

Registro

Ao bater Nalbandian na terceira rodada, Federer chegou a vitória número 222 e igualou Ivan Lendl em vitórias em Grand Slam. André Agassi é o próximo a ser batido. O americano venceu 224 jogos.

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Um Andy avança e outro fica pelo caminho

24 de junho de 2011 0


Para quem pôde ficar em casa vendo televisão o jogo entre Murray e Llubicic foi um baita programa. O jogo teve emoção, algo que faz a gente gostar ainda mais de ficar esparramado no sofá. Outra vez o escocês enfrentou dificuldades e fechou em 6×4, 4×6, 6×1 e 7×6 (7×4). O croata, que jogou pela primeira vez na quadra central de Wimbledon, mostrou tudo que sabe.

O saque estava calibrado e ele variou as formas de jogar. As mudanças táticas não evitaram que deixasse de pressionar o segundo serviço de Murray, que estava devendo um monte para o primeiro. O número quatro do mundo ainda ajudou o adversário e trabalhou com um percentual de acerto do primeiro serviço bem baixo.

Coisa que não aconteceu com Llubicic. Assim que quebrou Murray no segundo set sacou como um monstro e aproveitou a oportunidade. Aí o croata deu uma de Federer. Não pela categoria, mas por ter perdido por um placar elástico no set seguinte. Tomou 6×1, só que é bom ressaltar que Murray passou a devolver melhor.

As coisas pareciam caminhar bem para o escocês que logo quebrou o rival no quarto set, mas aí ele vacilou. Justo Murray que se considera um bom “fechador”, não conseguiu confirmar no game em que sacou para levar a partida. Os dois foram pro tie-break e o número quatro do mundo levou. Agora ele pega Richard Gasquet. Bom confronto. Ah, e teve trick shot outra vez.

Se o escocês escapou o mesmo não pode ser dito de Roddick. Ele caiu diante do bom e cabeça fraca Feliciano Lopez. Faz tempo que o americano não é mais aquele jogador, mas dessa vez ele próprio deu um diagnóstico para derrota. Disse que não somente neste ano, mas desde abril de 2010 não tem jogado seu melhor.

Já vi alguns colocando a culpa na mulher. Aliás, tem bastante gente que coloca as esposas no mesmo papel dos mordomos nos contos de mistério e considera que elas são sempre as culpadas. O fato é que Roddick parece aquele cara que entrou pro time dos casados e não consegue mais render em quadra.

Caroline Wozniacki venceu bem sua partida diante de Virginie Razzano por 6×1 e 6×3. Todo mundo exaltou que a número um do ranking cometeu um único erro não-forçado. Correto, mas não gostei da posição dela em quadra em alguns momento. Em mais de uma ocasião ela recuou demais atrás da linha de base. Não vai ser assim que levará o primeiro Grand Slam. Esta postura diante de jogadoras com golpes melhores vai ser fatal.

Lembro de uma vez que assisti uma partida entre Saretta e o argentino Augustin Calleri em Wimbledon. Recordo muito bem na minha cabeça o brasileiro reclamando consigo mesmo por estar recuando para trás da linha de base. Ele berrou para si mesmo:
_ não é saibro pô.
Saretta levou aquela por 6-4, 6-7(13), 6-2, 6-7(5), 10-8


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Tops voam em Wimbledon

23 de junho de 2011 0



Até agora os três primeiros do ranking passearam na grama de Wimbledon. Nadal como sempre está mais agressivo que no saibro. As bolas são mais retas (considerando o padrão Nadal claro). A coisa tá tranquila e não houve sustos como nas duas primeiras rodadas de Roland Garros.

Djokovic também atropelou os adversários. O sérvio continua naquela fase pré França. A sobra fisicamente somada a regularidade conhecida e bolas profundas fazem a vida dele mais fácil

Roger Federer em Wimbledon

Wimbledon começa fácil para os três primeiros do ranking

. Federer é outro que entrou em quadra para treinos de luxo. Não considero Ivan Mannarino, número 55 do mundo, um rival fraco. Mas ele deu um baile.


Por sinal, na primeira rodada estava pensando. Para um tenista de ranking mediano que sonha em chegar na segunda semana de um Grand Slam pegar o suíço na estreia de Wimbledon ou Nadal em Paris deve ser uma senhora frustração. Ambos venceram seis vezes os torneios nas superfícies que dominam. Azar de gente como o cazaque Mikhail Kukushkin que encarou Federer na estreia em Londres possivelmente com a passagem de volta marcada.

Agora o suíço faz um jogo interessante na terceira rodada. Pega o gordo David Nalbandian, jogador com uma esquerda cruzada muito boa e excelente controle de bola. Anos atrás eu levaria em conta a vitória do argentino, mas hoje, depois da séria lesão no quadril seguida de problemas musculares, não cogito esta hipótese.

Minha bola de cristal avisa que Nadal e Djokovic seguirão sua rotina de vitórias e passarão a segunda semana. Mas minhas previsões podem falhar. Acreditava numa vitória por 3×0 de Soderling sobre Lleyton Hewitt. Pensava que o saque poderoso e as bordoadas que o sueco disparo do fundo de quadra seriam suficientes para a vitória. Até foram, mas com muito mais custo do que o imaginado.
O australiano, ganhador de Wimbledon em 2002, soube levar a partida e abriu 2×0 enrolando o adversário. Se não tem os golpes poderosos do rival, ele consegue uma regularidade muito boa, é super inteligente e possui uma senhora força mental. O sufoco pode custar caro para o número 5 do ranking que defende as quartas em 2010.

Afinal, falamos de um Grand Slam. São jogos de cinco sets num campeonato de duas semanas. Para Hewitt, ficou a boa impressão de ter feito frente para um jogador top 10.


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Ruim para Bellucci bom para o Brasil

20 de junho de 2011 0


Tinha tudo para dar certo, mas Thomaz Bellucci não passou da estreia. Pegou um cara que atravessa uma fase medonha. O brasileiro não pode reclamar da falta de chances. Quebrou Rainer Schuettler no primeiro set, mas não conseguiu se manter a frente. No tie-break fez o primeiro ponto no saque do rival. Desperdiçou as oportunidades, coisa que os jogadores de primeira linha não fazem.

No segundo set parecia que ele cresceria após se recuperar de um quebra, mas na hora da verdade vacilou com erros não-forçados. No último set a vaca tinha ido pro brejo e o alemão fechou em 6×2. Na real, em nenhum momento ele foi superior. A eliminação precoce vai se refletir no ranking porque Bellucci defendia 90 pontos da terceira rodada do ano passado. Serão pelo menos três posições abaixo (o cálculo é do tenisbrasil então crédito ao site).

Ruim para Bellucci, bom para o Brasil. Nosso principal tenista abriu mão das duplas mistas de Wimbledon para ter mais tempo de preparação para a Copa Davis que será entre 8 e 10 de julho no Uruguai. Ele chegará mais descansado e adapatado ao saibro.

Já o Nadal venceu bem. A torcida queria sangue e se animou quando Russel quebrou o espanhol no primeiro set. Mas a vantagem foi revertida no game seguinte e as esperanças do público foram por água abaixo quando o americano cometeu duas duplas-faltas no 4×4 do primeiro set. O número um dominou o restante da partida e avançou sem problemas.

Hoje estreiam Federer e Djokovic.


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O mais tradicional

19 de junho de 2011 0


Bem minha gente começa nesta segunda o torneio mais tradicional e famoso do mundo do tênis. Acredito que os brasileiros deram sorte na primeira rodada.

Bellucci estreia contra Rainer Schuettler. O primeiro jogo de tênis que assisti em Wimbledon foi justamente do alemão no ano de ouro dele. Ele jogava contra o Santoro e ganhou fácil. Mas bastante coisa passou desde aquele tempo e hoje o adversário do brasileiro não mete medo.

Acredito numa vitória tranquila do brasileiro. Daí a moleza acaba. A segunda rodada tem Feliciano López ou Michael Berrer. Os caras são bem mais jogadores que Schuettler. E caso Bellucci passe por este teste bem difícil pega Roddick. Tudo bem que por ser cabeça 30 ele certamente pegaria um dos top 8 e o americano não é a pior opção. Mas isso não facilita as coisas.

Ricardo Mello pegou Frank Dancevic, um cara que não ganha em nível ATP desde janeiro e o melhor resultado em nível challenger foi uma semi. Parece que o brasileiro se deu bem. Vi o jogo deles pela Davis aqui em Floripa e o brasileiro ganhou no cansaço. Voltando para Londres, na sequência coisa complica. Michael Llodra e James Ward. O primeiro tem um jogo bem adaptável a grama e o outro fez bonito em Queen’s.

Aproveitando que estou falando de Ricardo Mello lá vai o que acho sobre a Davis. Não vejo problema nenhum em ver ele jogar um campeonato nos Estados Unidos ou seja lá onde for. Claro que a experiência num confronto difícil diante de uma torcida que joga junto. Mas acho que não vale este discurso de amor a bandeira, viva a amarelinha e blá blá blá.

Jogadores que gravitam nas posições intermediárias têm que se preocupar com o futuro. Amanhã eles estão lesionados, sentidos dores que os acompanharão pelo resto da vida e não acredito que a CBT vá estender a mão. É preciso sim se preocupar em garantir conforto para o resto da vida.

Não acredito que nada pode atrapalhar Nadal, Federer, Djokovic e Murray nas rodadas iniciais.


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10 anos do tri

10 de junho de 2011 0


Não descarto que no restante de minha vida eu não verei um brasileiro campeão de Roland Garros. Ver o mesmo sujeito levantar três taças é uma possibilidade bem pequena. Por isso que classifico o tri de Guga como um feito.

Lembro de uma entrevista de Gustavo Kuerten ainda moleque com camiseta de treino quando ainda era patrocinado pela Sadia. Ele dizia que os sonhos eram conhecer o Hawaii e jogar Roland Garros uma vez que fosse na vida. Não dá para reclamar do que conquistou na vida.

Mas a história do catarinense que há 10 anos conquistava a última grande vitória da carreira é uma lição. Guga praticava um esporte que não é de massa, não tinha espaço na televisão e com dificuldade para arranjar patrocínios. Combateu tudo isso junto com um cara chamado Larri Passos.

Nada indicava o cenário de sucesso. Mas ambos foram lutando contra as dificuldades até que Gustavo Kuerten chegou ao topo do mundo. Mesmo assim conseguiu se manter fiel as raízes e o sucesso não subiu a cabeça. Ninguém tem dúvida do papel importante que a família teve.

Diferente de muitos jovens que mal fazem sucesso no esporte e logo engravidam um guria, aparecem passados em festas ou envolvidos em acidentes de trânsito, Guga teve boa formação. Soube se divertir com responsabilidade e manteve o foco para seguir na carreira vencedora.

Conquistou tanto a simpatia do brasileiro que tudo tinha relação com ele. Lembro de ler uma matéria na Veja sobre frutas e o primeiro parágrafo falava das bananas consumidas pelo tenista. Na final contra Correjta em 2001 a Record bateu a Globo. O Ibope bateu em 20 pontos.

Como o esforço pessoal foi bem recompensado. Guga está ao lado de Maureen Maggin, Joaquim Cruz, Cesar Cielo no quesito lutar e vencer as dificuldades. No quesito conquistar o coração dos brasileiros está acompanhado de gente como Ayrton Senna.

Resta torcer por outro Guga. E nunca esquecer do que aquele cara cabeludo, alto e magricela fez em Paris.


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Nadal recordista de Grand Slam?

07 de junho de 2011 0


Com mais uma taça de Roland Garros no currículo, Nadal já está jogando na grama Queen’s e obviamente treinando para Wimbledon. Ninguém duvida que ele pode leva o torneio mais tradicional do mundo. Borg já disse que acredita em mais triunfos no Aberto da França. A pergunta que fica é onde o espanhol pode chegar? Será ele capaz de vencer mais Grand Slam que Federer.

Respondo que há uma série impressionantes de variáveis, mas não dá para descartar a hipótese. Nadal está com 10 troféus e pode começar julho com 11. A distância para o suíço diminuiria ainda mais. Com os pisos cada vez mais similares não podemos ignorar a possibilidade de mais títulos principalmente nas quadras duras da Austrália e Estados Unidos.

Mas também é preciso avaliar os fatores que jogam contra Nadal. O conterrâneo Carlos Moyá disse em entrevista a ESPN que um jogador se mantém no topo por um período entre oito e dez anos. O número um do mundo acaba de completar 25 e levou o primeiro troféu de Roland Garros aos 17 anos. A matématica simples indica mais dois anos.

Há também o fator Djokovic. O sérvio ainda não perdeu para Nadal neste ano e é nome fortíssimo para qualquer torneio que disputar. É preciso lembrar ainda que na grama Federer ainda é o macho alfa. E a cada título do suíço fica mais difícil. Não é bom duvidar de Nadal, mas acho complicado ele alcançar os 16 títulos de Grand Slam.

Bellucci estreou com vitória. O lado positivo foi ter salvado dois match points no tibe break do segundo set. O ruim foi ter desperdiçado três set points na mesma situação. Esperamos que o brasileiro ganhe alguns jogos para chegam bem a Londres. Só para lembrar, ele defende terceira rodada em Wimbledon, quando caiu diante de Robin Soderling depois de passar por Ricardo Mello e Martin Fischer da Austrália.


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