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Posts de julho 2011

Para o alto e avante

25 de julho de 2011 0

Passou raspando mais de uma vez a possibilidade de João Souza, mais conhecido como Feijão, entrar no top 100 e cacifar o potencial que enxergamos nele há dois anos. Acontece que a promessa nunca saiu do papel. Ele não conseguiu dar aquela virara na carreira e mostrar que está noutro nível. O jogador já chegou na posição 101 do ranking da ATP, mas perdeu as partidas decisivas para furar esta barreira.

Situação diferente passa Rogério Dutra Silva, o Rogerinho. Tenista de 27 anos – quatro a mais que Feijão – ele tinha uma carreira discreta. A situação mudou nos últimos anos e ele deu um salto de qualidade. Frequentador de postos de 250 para cima fechou o ano passado como 158 melhor jogador do mundo. A evolução continua e hoje ele ocupa o melhor posto da vida _ 129º.

Voltando a falar de Feijão. Nesta semana ele tem mais uma chance de furar o top 100. Joga o ATP de Gstaad, onde furou o quali. João Souza é número 112 do ranking mundial, mas a diferença para o centésimo é de 41 pontos. Ele encara o português Frederico Gil na estreia e depois pode pegar Fernando Verdasco. Parece complicado avançar a terceira rodada, mas se o rapaz não melhorar o nível pode ser deixado para trás por Rogerinho logo logo.

Como já mencionei, este está em franca ascensão e em 2010 ganhou absurdas 158 posições. A melhora continuou e neste ano ele já avançou mais 29 posições. A evolução coincide com a parceria com Larri Passos. Declarações do próprio jogador quando foi chamado para Copas Davis (venceu os dois jogos que disputou contra o Uruguai) dão crédito aos dias passados na academia do treinador.

Ao trocar São Paulo por Camboriú (SC), ele foi mais exigido porque passou a trabalhar com um grupo competitivo. É aquela história do grupo te puxar para cima. E a mudança representa também nova rotinas, horários e tudo mais. Se o cara não quer de verdade desiste. Uma espécie de seleção natural. Quando continua é porque faz parte do grupo dos que realmente têm força de vontade. Tanto esforço está dando resultados e Rogerinho está no rumo para se tornar o terceiro melhor do Brasil e um dos 100 melhores do planeta.

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Discurso pronto, sem graça ou emoção

20 de julho de 2011 0

Deve ser um sonho vencer um torneio de tênis profissional. Mesmo que seja um challenger sem prestígio por uma semana você foi imbatível. Logo, é de esperar que o campeão esteja eufórico. Mas não o que acontece na maioria dos casos. Sempre vou ao Aberto de Santa Catarina e ouço o mesmo discurso do vencedor. Na maioria das vezes num inglês capenga as palavras são:

“Gostaria de agradecer os organizadores, o público, os patrocinadores e os boleiros (sempre mencionam os boleiros). Estou muito feliz”.

Pronto, o campeão entrega o microfone.

Já escutei esse mesmo papo em vários torneios pela televisão. Outro exemplo que posso citar é o Aberto do Brasil. Não consigo entender esta postura. O tenista se mata para conquistar um título. Treina oito horas por dia, levanta peso na academia em exercícios repetitivos, come só alimentos nutritivos e na hora que o esforço se materializa em troféu o cara fica com aquela blasé. Fala sério.

Parece que tem a carreira do Federer, repleta de títulos. Ou que viveram as glórias de Steff Graf. Pior. A gente vive dizendo que jogador de futebol fala sempre a mesma coisa:

” O grupo tá unido.”

“Agora é levantar a cabeça e trabalhar”

Muitos tenistas fazem a mesma coisa.

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Aberta a temporada de quadras duras

20 de julho de 2011 0

Este ano não veremos Thomaz Bellucci na temporada de saibro pós Wimbledon. O melhor tenista do Brasil escolheu jogar a temporada completa de quadra dura para fazer mais bonito no US Open. A primeira avaliação que faço sobre a opção é que foi corajosa.

Tá certo que ele não tem muitos pontos a defender até o final do ano_ são 340. Mas vai deixar de disputar torneios na superfície preferida onde poderia conquistar melhores resultados. Acontece que Bellucci é obrigado a adotar esta postura. Não é possível ser competitivo durante toda a temporada se o jogador não for bem na quadra dura.

A temporada de saibro além de pequena é realizada em poucas semanas. Se o jogador consegue boas campanhas tem que fazer uma escolha. Deixar de jogar algum torneio ou ir para quadra sob risco de chegar esgotado ao Roland Garros. Enquanto isso o piso duro aparece no circuito no começo do ano e a partir do final de julho.

Não vai ser nada fácil Bellucci emplacar boas campanhas neste ano, mas em longo prazo ele está fazendo o melhor para a carreira. A postura mostra maturidade e é bem provável que se os resultados não vierem aparecerão aqueles que classificarão o tenista de fraco, dirão que ele é de segunda. O importante é o staff saber que está no camiho certo.


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Os campeões da semana

19 de julho de 2011 0

Robin Soderling venceu em casa no final de semana. Foi mais fácil que o esperado porque ele enfrentou adversários complicados nas duas últimas partidas do ATP de Bastad. Nas semi aplicou incríveis 6×1 6×0 em Tomas Bedych. Na decisão duplo 6×2 sobre o encardido David Ferrer.


Ganhar sempre é bom, mas em casa tem sabor especial. Família e amigos vendo o jogo e vibrando junto. Sem falar que lá estão os principais patrocinadores e aparecer bem na frente dos caras que pagam as contas sempre é bom. Vamos ver se agora o sueco embala. Ele começou muito bem o ano com três títulos, mas ficou devendo na temporada de saibro e nos Grand Slam.


Quem também ganhou foi Juan Carlos Ferrero. Depois de um tempão brigando com o corpo as lesões foram curadas ele jogou somente o terceiro torneio do ano. Bateu o compatriota Pablo Andujar na final do ATP de Stuttgart em dois sets distintos. O primeiro foi peleado e o mosquito fechou em 6×4.


O outro foi um pneu. Ferrero não precisou vencer os pontos, apenas esperar que o adversário cometesse erros. Andujar tentou apressar o jogo, bater mais forte na bola e caiu rápido. O campeão vibrou bastante com a conquista. Dá para imaginar o tamanho da alegria depois de um ano fora.


Pena foi o público da final, bem pequeno. Sem tenistas alemães e com seis dos oito cabeças caindo logo na estreia o torneio não atraiu muita gente no domingo.

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Complicou

14 de julho de 2011 0

Nada amigo esse sorteio da Copa Davis. A esta altura todo mundo já deve saber que vamos pegar os russos na casa deles, Uma quadra bem rápida em ambiente fechado espera pelos brasileiros. Deve ser castigo divino pelas oportunidades desperdiçadas frente ao Equador e a Índia.

Bellucci disse nesta quinta que dá para ganhar. Ótimo porque se nem eles acreditassem nem adiantava sair de casa. O tenista tem consciência que será difícil, mas acha que dá. Na minha avaliação, só uma jornada inspirada do brasileiro ganhando as partidas de simples e mandando muito bem nas duplas. Ou seja, viver três dias de Guga e levar o país nas costas.

Os outros confrontos serão

Suíça x Austrália

Áustria x Bélgica

Índia x Japão

Chile x Itália

República Tcheca x Romênia

Israel x Canadá

Croácia x África do Sul



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