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Posts de julho 2013

Teliana Pereira e as brasileiras no top 100 da WTA

29 de julho de 2013 0

Divulgação

Por Vinicius Schmidt

No ranking desta semana da WTA, Teliana Pereira assumiu uma posição histórica ao estar no 100º lugar pela primeira vez em sua carreira, e quebrar um jejum de 23 do Brasil sem alguma tenista nesta posição.

A pernambucana se junta a uma seleta lista de atletas do nosso país que estiveram entre as 100 melhores, e que conta com Maria Esther Bueno, um dos nomes lendários do tênis mundial.

Esta lista, diga-se de passagem, pode estar incompleta, devido ao pobre registro da Associação feminina, que pouco tem sobre a história do seu ranking, principalmente antes dos anos 2000.

Assim, confira a mulheres brasileiras que já estiveram no top 100 e em que ano:

Maria Esther Bueno – nº 1 em 1959-60
Patricia Medrado – nº 51 em 1983
Niege Dias – nº 31 em 1988
Gisele Miro – nº 99 em 1988
Andrea Vieira – nº 76 em 1989
Teliana Pereira – nº 100 em 2013
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Roger Federer e o saudosismo dos tempos de novato

26 de julho de 2013 0

Foto: Adrian Dennis / AFP
Foto: Adrian Dennis / AFP

Por Vinicius Schmidt

Vendo ontem os grandes nomes do tênis mundial na lista de homenageados do ATP Heritage, não tive como deixar de lembrar da épica vitória de Roger Federer sobre Pete Sampras em Wimbledom, 2001 – um dos momentos que mais gosto de rever.

O jogo colocou o suíço no mapa e deu início a uma campanha extraordinária que tres anos depois o deixaria como número 1 do mundo. Mas o mais incrível é ver as semelhanças de situações, principalmente com as suas derrotas recentes. Atualmente, Federer é o Sampras que outrora derrotou: o veterano que tem muita história, um status de maior do mundo, mas que vê os novatos aparecendo e tomando conta, pouco a pouco.

Não quero dizer que Federico Delbonis ou Daniel Brands sejam o novo Roger Federer – nem dizer que não serão. Mas a situação passou pela minha cabeça (e deve ter passado pela do suíço) de um tempo onde seus cabelos eram mais longos, o tênis mais lento e o peso da responsabilidade quase inexistente. Como era fácil jogar sem cobranças.



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Guga será homenageado pela ATP em lista histórica de tenistas

25 de julho de 2013 0

Divulgação

Por Vinicius Schmidt e Tiago Pereira

Em comemoração aos 40 anos da Era Aberta do tênis mundial, a Associação de Tenistas Profissionais está lançando o ATP Heritage, que vai homenagear os grandes jogadores da história que fecharam uma temporada como líderes do ranking mundial.

Na seleta lista estão a elite do tênis, com nomes históricos como Jimmy Connors, Pete Sampras, Roger Federer e, claro, Gustavo Kuerten. O catarinense estará num evento de lançamento do programa na América Latina, que acontece em São Paulo, e será o centro das atenções, ostentando o título de único tenista da região Sul-Americana na lista.

Uma bela homenagem da associação aos atletas, que contará, ao fim de tudo, com um livro e uma produção para TV. Se as condições atuais do tênis brasileiro masculino não são as melhores, teremos sempre Guga para reviver as esperanças.

Veja a lista completa, quantas semanas cada atleta permaneceu em primeiro na tabela e os anos que terminaram no topo. O ranking foi instaurado em 1973.

1º Roger Federer (SUI), 302 semanas _ 2004, ’05, ’06, ’07, ’09
2º Pete Sampras (EUA), 286 semanas _ 1993, ’94, ’95, ’96, ’97, ’98
3º Ivan Lendl (CZE), 270 semanas _ 1985, ’86, ’87, ’89
4º Jimmy Connors (EUA), 268 semanas _ 1974, ’75, ’76, ’77, ’78
5º John McEnroe (EUA), 170 semanas _ 1981, ’82, ’83, ’84
6º Bjorn Borg (SUE), 109 semanas _ 1979, ’80
7º Rafael Nadal (ESP), 102 semanas _ 2008, ’10
8º Andre Agassi (EUA), 101 semanas _ 1999
9º Novak Djokovic (SRB), 92 semanas _ 2011, ’12
10º Lleyton Hewitt (AUS), 80 semanas _ 2001, ’02
11º Stefan Edberg (SUE), 72 semanas _ 1990, ’91
12º Jim Courier (EUA), 58 semanas _ 1992
13º Gustavo Kuerten (BRA), 43 semanas _ 2000
14º Ilie Nastase (ROM), 40 semanas _ 1973
15º Mats Wilander (SUE), 20 semanas _ 1988
16º Andy Roddick (EUA), 13 semanas _ 2003


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As conspirações contra Thomaz Bellucci

24 de julho de 2013 0

Foto: Patrick Kovarik / AFP
Foto: Patrick Kovarik / AFP

Por Vinicius Schmidt

Thomaz Bellucci sofre mais do que merece, acredito. Ele tem um bom tênis, tem vontade, mas as coisas costumam não conspirar ao seu favor. Não me entendam mal, eu acredito que estar na posição número 113 no ranking da ATP é sim consequência dele próprio, mas alguns fatores complicaram o brasileiro.

A lesão é o principal deles. Bellucci ficou parado de abril até julho, quando retornou no ATP 250 de Stuttgart, e estes quase quatro meses sem jogar atrapalham demais um atleta. Não basta a recuperação física, mas também o ritmo de jogo, de estar na quadra, o tempo de bola.

Esses problemas – seguindo a minha “teoria da conspiração” – aparecem logo durante uma parte da temporada que é costumeiramente agradável para o tenista: havia chegado, ano passado, às semifinais em Stuttgart e conquistado o título em Gstaad. Agora, caiu na segunda rodada no torneio alemão e na estreia do suíço (esta que contará no ranking somente para a próxima semana, ou seja, mais queda).

Ah, mas ele perdeu, não tem desculpas, certo? Talvez. Em Gstaad, onde Bellucci já havia sido campeão em 2010, sua primeira partida foi contra o argentino Federico Delbonis, que havia eliminado Federer em Hamburgo, e perdeu. Federer este que participa do torneio neste ano, o que já diminuiu as chances de título do brasileiro mesmo antes do começo do campeonato. Claro que Thomaz Bellucci poderia surpreender, ou Federer cair antes de um cruzamento entre eles, mas que para tudo armado contra, parece.

Saindo um pouco deste mundo imaginário pró-Bellucci de conspirações, é válido lembrar que é sim por sua culpa esta queda bruta. De não ter calma e autocontrole para impor em quadra o seu tênis digno do top 20 – que um dia, lá em 2010/2011, ele esteve perto de alcançar.

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Bia Haddad dois meses fora. Lesão interrompe boa sequência da pupila de Larri Passos

19 de julho de 2013 0

Foto: Charles Guerra / Agência RBS

Foto: Charles Guerra / Agência RBS

Por Vinicius Schmidt

É de lesões que vive um atleta, esta é a realidade. Bia Haddad é hoje a número 2 do Brasil e tem um futuro promissor no tênis, mas um escorregão em quadra na quarta de final em Campinas/SP, num torneio com U$ 25 mil de premiação (um valor considerável) deve tirar a tenista das quadras por dois meses: ela tem uma fratura no úmero, localizado acima do osso do braço, além de uma lesão parcial dos ligamentos do ombro.

Com defesa de pontos a pupila de Larri não precisa se preocupar, mas o problema são os prêmios que não virão. Até setembro, quando Bia deve retornar às quadras já 100%, a ITF registra pelo menos seis ciclos de competições pelo mundo, onde a tenista poderia participar em um torneio de cada. Fazendo inicialmente apenas trabalhos de manutenção física, como academia e corrida para o fortalecimento das pernas, a paulista não se desanima.

- Posso caminhar devagar, mas sem mexer nada do ombro. Estou me sentindo melhor e apesar de tudo isso que aconteceu, continuo com a mesma vibração de antes sabendo que isso faz parte da carreira e em breve estarei de volta às quadras.

A sequência de Bia nos torneios femininos – da ITF e da ATP – era boa: uma final em Lenzerheide, na Suíça, e uma quarta de final em Stuttgart-Vaihingen, na Alemanha. O retorno físico deve demorar dois meses, mas o ritmo e a boa fase podem demorar um pouco mais. Uma pena.


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Os 'debutantes' do circuito e a pergunta: faltam novos talentos?

16 de julho de 2013 0

Foto: Getty Images

Foto: Getty Images

Por Vinicius Schmidt e Luiz Daudt

Roger Federer caminha para a aposentadoria, Rafael Nadal sofre com lesões, David Ferrer não parece ter a moral. Andy Murray e Novak Djokovic são os únicos com a capacidade para dominar o circuito, e o fazem muito bem até aqui neste ano. Seria então a hora de pensar em renovação? Difícil…

Por que? Neste ano, se analisarmos todos os torneios de nível ATP (250, 500, 1000 e Grand Slams), seis atletas ‘debutaram’ com títulos em 2013. Legal, novidades, podem quem sabe mudar os ares no futuro. Mas eles não têm muito futuro.

Bernard Tomic, Horacio Zeballos, Lukas Rosol, Nicolas Mahut, Carlos Berlocq e Fabio Fognini. Destes estreantes com a taça na mão, somente o primeiro é realmente um novato – 20 anos de idade – de resto, Fognini é o mais novo, com 26. Assim, é possível deduzir que uma nova geração do tênis esteja distante de aparecer, e os ‘experientes’ Murray e Djoko, também com 26 anos, agradecem.

O domínio é tanto que dos 40 torneios disputados até agora, 16 foram vencidos pro um top 5 do ranking. Por um lado, isso pode ser visto como um equilíbrio na briga pelo topo; por outro, uma falta de grandes talentos que possam desfiar os ‘cachorrões’. Juan Martin Del Potro é o exemplo claro disso. Em 31 de janeiro de 2011, depois de passar por uma gravíssima lesão no punho, ele retornou ao circuito como o número 485. Seis meses depois, estava entre os top 20.

Quem sabe estejamos mesmo num tempo de vacas magras no tênis mundial, ou quem sabe os jovens talentos ainda estejam dormindo e resolvam acordar agora. Como Bernard Tomic, ou Kei Nishikori, Milos Raonic, Grigos Dimitrov, Alexandr Dolgopolov, Benoit Paire – para falar de tenistas no top 30 com menos de 25 anos.

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Pedro Boscardin Dias, o futuro do tênis catarinense

15 de julho de 2013 0

Foto: Anderson Pinheiro / CBT

Foto: Anderson Pinheiro / CBT

Por Vinicius Schmidt

O Campeonato Brasileiro Infanto Juvenil acabou neste fim de semana em Brasília, e com um belo resultado para Santa Catarina. O joinvilense Pedro Boscardin Dias, de 10 anos, venceu em sua categoria, no estilo Tennis 10s, conquistando o “bi” da competição.

Isso porque ano passado ele já havia vencido na categoria 9 anos. Apesar da disputa ser em um modelo diferente de tênis, adaptado ao porte dos jogadores, com redes mais baixas, bolas leves e raquetes maiores, a conquista aparece como mais um bom passo para o garoto se tornar um profissional.

Inicialmente havia uma interrogação no título, que foi retirada por um motivo simples: não cabe aqui questionar sobre como será a carreira do jovem Pedro. Claro, é assim que nascem os grandes talentos, com uma juventude abraçada em raquetes e se mistificando com os ídolos na TV, o que se torna mais tarde uma vontade louca de jogar e que se desenvolve, ao fim, na briga para se tornar um atleta. Mas pense bem, quando você tinha dez anos eu aposto que não existia alguém nas suas costas dizendo: “Será que ele vai crescer e ser o número 1 do mundo?”

Por isso, esse post vem como uma afirmação: Pedro é o futuro do tênis catarinense. Até onde vai esse futuro, não sabemos – já comentei aqui das dificuldades que a carreira de tenista tem, principalmente no início. Verdade é que os primeiros passos estão sendo dados e com muito talento.

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David Ferrer no Rio Open. O que isso significa?

11 de julho de 2013 0

Foto: WILLIAM WEST / AFP

Foto: WILLIAM WEST / AFP

Por Vinicius Schmidt

No Diário Catarinense de hoje, demos a notícia da vinda de David Ferrer ao Brasil em 2014, para disputar o Rio Open. A confirmação de um top 10 do mundo aqui é importante, mas não nos empolguemos só com isso.

Sim, é ótimo a presença do espanhol aqui, ele ganhou muito espaço no circuito recentemente, é um dos grandes representantes do saibro – piso do torneio – e com certeza trará atenções internacionais para cá. Mas o torneio por si só já faria isso.

O Rio Open será um ATP 500 (valendo 500 pontos no ranking e com U$ 1,25 milhão de premiação total) o que, por si só, tem destaque. É a terceira maior pontuação que torneios do circuito masculino podem oferecer – sem contar as Olimpíadas e o ATP Finals -, algo atrativo para muitos tenistas que pretendem crescer no ranking sem vencer um Grand Slam ou realizar algum outro feito.

Ferrer pode ser o único top 10, mas vir ao Rio de Janeiro já deve estar nos planos de alguns jogadores ‘menores’. A pontuação agrada, o ambiente é bom, e claro que serve como uma visitinha na sede das Olimpíadas 2016. Bom para o Brasil, que cresce no mapa da ATP com mais uma competição.

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A ascensão de Bia e Teliana e as dificuldades do circuito de tênis

09 de julho de 2013 0

Foto: Ronaldo Bernardi / Agencia RBS

Foto: Ronaldo Bernardi / Agencia RBS

Por Vinicius Schmidt

Com a atualização do ranking mundial nesta segunda, Bia Haddad e Teliana Pereira são as duas brasileiras mais bem colocadas do tênis feminino mundial. Teliana é a número 111 e Bia a 270 – a melhor posição de ambas até agora.

Com toda certeza algumas pessoas vão olhar para esses números e dizer: “Ah, muito baixo. Não são boas” ou o clássico “Assim até eu”. Estão completamente errados. Conversava recentemente com o parceiro Luiz Daudt – também viciado na raquete – e acabamos dividindo a mesma opinião: essas conquistas são incríveis.

Estou utilizando as meninas de exemplo por serem jovens, mas aqui poderia estar Thomaz Bellucci, Feijão, e muitos outros. Conquistar um lugar tão próximo dos 100 melhores do mundo, como Teliana Pereira, é um belíssimo feito. Mais lindo ainda por ela ter 24 anos. Sobreviver como profissional do tênis é algo que custa caro e desgasta o atleta, e por essa idade muitos já desistiram.

Primeiro pelas viagens. O circuito roda o mundo a cada um ou dois meses, e você tem que acompanhá-lo. Caso já tenha pontos no ranking, é possível largar de algumas disputas, descansar um pouco mais. Só que para ter espaço nos grandes torneios (Masters 1000, Grand Slams) é preciso subir, e para subir tem que jogar. Assim, o atleta gasta fortunas viajando os continentes – ajudados algumas raras vezes pelos patrocinadores – para tentar vencer e receber um valor que deve apenas cobrir os gastos.

Se tiver talento – e cabeça – a atleta mostra resultados, qualidade, e inevitavelmente atrai mais patrocinadores e pode disputar mais e melhores campeonatos.  Se não levantar troféus, vai ter que ralar mais, sofrer mais, novamente sem a certeza de sucesso. Claro, essa é uma caraterística de todos os esportes. Mas o tênis tem esse teor mundial e individual, onde todo o peso cai sobre uma pessoa, que entra na quadra com tudo o que já comentei na cabeça, tendo que se concentrar para ser melhor que quem está do outro lado da rede – que também passa pelas mesmas coisas.

Bia Haddad atingiu sua melhor marca no ranking feminino, mas isso só deve aumentar o peso de sua responsabilidade. Até aqui ela já mostrou muita maturidade e talento, e deve crescer mais nos próximos anos. Afinal ela tem um bom futuro pela frente com os seus apenas 17 anos.

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Decepção de Wimbledon: Novak Djokovic

08 de julho de 2013 0

Foto: CARL COURT / AFP

Foto: CARL COURT / AFP

Por Vinicius Schmidt

O post é rápido hoje. Só passo para dizer que me decepcionei com Djokovic na final de Wimbledon.

Obrigado. Até mais.

Ok, brincadeiras a parte, a atuação do sérvio na hora H não agradou. Deixarei os méritos de Andy Murray de lado, ele já recebeu os devidos elogios aqui. O objetivo é analisar a apatia de Novak Djokovic numa final de Grand Slam, e como não gostei de acompanhar um 3 a 0 nesta decisão – nunca acho agradável.

Primeiramente, não existe cenário onde ele esteja desanimado ou cansado de jogar. Djoko tem 26 anos, é o número um do mundo, tem ‘somente’ seis títulos de Grans Slams e, repito, 26 anos. Com o tênis que ele tem e se mantendo em alto nível por mais uns cinco anos, pode pensar em ameaçar o recorde de Roger Federer de maior campeão dos torneios tradicionais.

A questão pareceu envolver, acredito, dois fatores:

1. Físico. Apesar de um preparo absurdo, Djokovic pode ter sentido o cansaço do confronto com Del Potro, que durou mais de cinco horas.

2. Conformismo. Andy Murray entrou com tanta vontade na partida que no segundo set, quando o sérvio tinha 4 a 1 e tomou o empate, Nole pensou: “É, não dá mais para mim”.

A primeira opção parece a mais verídica para a situação de Djokovic e condiz com o que conhecemos dele. Ou existe algum outro fator, mas isso só Nole poderia dizer…

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