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Posts na categoria "Aberto da Austrália"

Murray vai a final

28 de janeiro de 2011 1

Como a maioria esperava, o escocês Andy Murray chegou à final do Australian Open. Ele mesmo admitiu que teve altos e baixos, mas no final prevaleceu o melhor tenista. Não dá para dizer que existe favorito pra domingo.

Se o britânico não teve um adversário do calibre de Federer na semi é justo lembrar que ele ganhou de forma contundente de Jürgen Melzer, tirou o surpreendente Alexandr Dolgopolov e por fim bateu Ferrer. Eu confesso a vocês que vou torcer para Murray.

Gosto muito jogo dele porque não se baseia só em patadas de fundo de quadra, nem depende do saque ou um golpe específico. Ele tem muita habilidade com a raquete e não fica só na pancadaria. O rapaz contra ataca muito bem e tem toque, algo cada vez mais difícil de encontrar no tênis força de hoje. Essa qualidade permite que surpreenda o adversário.

Em minha opinião, falta para ele agredir mais. Claro que não sou o único a dizer isso. Parece que as vezes ele age como o time grande de futebol que enfrenta um adversário do interior. Vai enrolando, amarrando as coisas, não vai para cima e espera as coisas acontecerem. Quando acorda para o jogo está em desvantagem no placar e tem pouco tempo para reagir.

E não precisa ser assim. Murray tem golpes de sobra para buscar as bolas vencedoras. Tem habilidade pra dar e vender e capacidade para mudar o ritmo das partidas. O que falta para o rapaz é tomar iniciativa. Há um frase do Federer que gosto muito. O suíço diz que prefere resolver o jogo na sua raquete.

Murray deveria fazer o mesmo. Seja para o bem ou para o mal, tem que ir para bola para matar o ponto sem ficar cozinhando o jogo esperando por um erro do oponente.

Além de tudo que foi dito, como se não bastasse de pressão tem a história dos britânicos estarem a 64 anos sem levar um Grand Slam. Morei na Inglaterra e sei o quanto a torcida e principalmente a imprensa pressionam.

Mas não é por esse motivo que torço por Murray. Espero que se ele levar o Australian Open se livre de uma cobrança pessoal. Quem sabe o escocês finalmente muda de postura e passa a outro patamar.

Por final, os números. Os mais atentos podem dizer que Murray chega a segunda final seguida do Australian Open e que levou os três últimos confrontos contra Djokovic. É verdade, mas não passa de estatística. O sérvio jogava muito, mas não tanto quanto no jogo em que bateu Federer.

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Baita vitória

27 de janeiro de 2011 1

Novak Djokovic mandou muito bem nesta quinta-feira. Ele atropelou o homem considerado o melhor jogador da história do tênis. Tudo que o suíço tentou o número três do mundo respondeu com golpes ainda melhores.

Ele cobriu a quadra com qualidade, resistiu aos ataques do adversário e várias vezes saiu da defesa para o ataque e venceu o ponto. O sérvio mandou no tie-break do primeiro set com muita autoridade. Partiu para cima e mostrou que queria vencer.

Resta lembrar que ele chegou a quadra com a receita decorada. Atacou a esquerda do Federer e ali construiu uma imensidão de pontos. Teve umas oito madeiradas. Mas mesmo na troca de bolas na pancadaria contra a poderosa direita do suíço Nole levou vantagem muitas vezes.

Também foi visível que o sérvio enfrentou e venceu os próprios nervos. Djokovic começou o jogo com duplas faltas e permitiu um break point logo de cara. Quando se encaminhava para vitória permitiu uma quebra no final do terceiro set dando uma senhora oportunidade para Federer voltar ao jogo. Mas em todas as vezes soube fechar a porta na cara do suíço.

Djokovic conseguiu pressionar muito o adversário. Exigiu tudo de Federer, o que levou o nível técnico do jogo lá para cima. Se mantiver a precisão nos golpes e a força mental vai muito forte para final.

Na outra semi-final torcerei por Andy Murray. Acho o escocês um baita jogador e quem sabe um título dessa envergadura dê o empurrão final para ele jogar num nível ainda mais elevado e fazer do campeonatos eventos ainda melhores.

No feminino, gostei da vitória da chinesa Na Li. Confesso que torci para a número um do mundo. Acho que Caroline Wozniacki tem jogo para vencer um Grand Slam. Mas a chave do jogo estava na raquete da adversária.

No primeiro set os ataques de Na Li não foram suficientes para derrubar a dinamarquesa. No restante da partida a história mudou e pela primeira vez uma chinesa disputa a final de um Grand Slam. Torcerei por ela.

Mas vai ser difícil. Do outro lado da quadra está Kim Clijsters. Só para lembrar, ela faturou os dois últimos torneios de peso: US Open e o Master feminino. Na minha opinião, a belga é favorita. Não jogou tudo que esperamos dela, mas fez o suficiente durante o Australian Open. Sem falar que a chinesa é estreante em finais de Grand Slam e a oponente conhece muito bem o caminho das pedras.


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Sorteio ruim para os brasileiros

14 de janeiro de 2011 0

 

 


O adversário de Marcos Daniel

 

O sorteio da chave do Australian Open foi cruel com os brasileiros. Não gosto dessa coisa de Mello x Bellucci ser garantia de um brasileiro na segunda rodada. Queria que ambos avançassem e acho que havia condições para isso. Já o Marcos Daniel pegou só o cabeça de chave número um. Se ganhar será notícia mundial.

Como todos, acredito que o Bellucci baterá o Mello e depois duela com o perigoso Denis Istomin. Difícil, mas ganhável. Na terceira tem tudo para se encontrar com Robin Soderling, uma pedreira. Mas mesmo que o brasileiro perca no momento ganha a longo prazo. Ficará mais experiente e habituado a pegar os tops.

Há confrontos interessantes no restante da chave. Todos querem ver Hewitt versus Nalbandian. Não gostei do emparelhamento porque simpatizo muito com ambos. O australiano tem uma força mental muito grande. O argentino é a esperança de pessoas como eu, com uns pneuszinhos,  jogarem bem. Acho que o pança leva.

Também achei interessante duas partidas que envolvem jovens promessas. Uma é Jeremy Chardy contra o Bernard Tomic, tenista local. O gurizão de 18 anos pinta como grande esperança dos australiano, mas é cheio de complicação. Na minha opinião, a partida contra o francês 44 do mundo vai dizer que estágio o rapaz se encontra.

O outro jogo também tem um francês, Adrian Mannarino. Ele pega o norte-americano Ryan Harrison. Mannarino era número 300 em abril do ano passado e desde então tem subido seguidamente até parar na posição 80. Vi o jogo dele no ATP de Auckland contra o bom Nicolas Almagro e achei promissor.


Todo mundo tem uma frase que serve com espécie de resumo da pessoa. A do americano é bater Ivan Ljubicic no US Open do ano passado. Poucos devem lembrar que o jovem de 18 anos venceu Ricardo Hocevar na segunda rodada do quali. Tem tudo para ser um bom jogo.

Pois bem, a chave está sorteada. Que venha as partidas.

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A entediante rotina do gênio

01 de fevereiro de 2010 3


A vitória, a fama, o reconhecimento. Roger Federer fatura o quarto Aberto da Austrália e tem uma das melhores chances da carreira de vencer todos os Slams em apenas um ano.

Será que dá?

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O feito histórico de Tiago Fernandes

30 de janeiro de 2010 5

Quando os brasileiros começaram a cair na chave principal do Aberto da Austrália, o ânimo deu uma caída. Claro que o torneio ainda tinha os grandes jogadores de sempre, com ótimas partidas, mas vai dizer que não é gostoso ter alguém para torcer realmente, como Copa do Mundo.

E então Gulherme Clezar e Tiago Fernandes começaram a despontar na chave juvenil, que sempre é uma infelicidade televisiva só, não passa em nenhum lugar – pelo menos no Brasil. Promessas em dobro para fazer os fãs de tênis desta terra aqui darem uma última chance ao torneio da terra de lá.

Clezar, infelizmente, ficou pelo caminho. Fernandes foi em frente, escancarando seu óbvio crescimento dos últimos meses. Foi à final. Eu, particularmente, estava mais tenso para essa partida do que para qualquer outra final do torneio. Sentimento de Copa, não tenho vergonha de torcer.

Durante a partida – assustadoramente transmitida pela televisão no Brasil – briguei à distância com Tiago. Mas o fato é que nosso representante manteve a concentração, mesmo uma quebra atrás ou sendo quebrado após conseguir a vantagem. Foi fiel à tática, botando o adversário, o australiano Sean Berman, para correr.

Já tinha visto os golpes firmes de Tiago ano passado, durante o Banana Bowl, há quase um ano, em Floripa. Estava mais franzino e menos concentrado do que hoje. Seu adversário na ocasião, o argentino Facundo Arguello, teve um dia iluminado: tudo entrava. Tiago caiu.

Um ano antes disso, o alagoano que treina com Larri Passos fez parceria com Guga em um challenger, também na capital catarinense. Para a idade, causou uma boa impressão, principalmente nos voleios.

Hoje foi melhor. Notícia boa de madrugada, de início de fim de semana, revertida em 7/5 e 6/3 e no primeiro título juvenil de simples em um Slam para o Brasil. O importante – acho que todos os envolvidos têm essa noção – é saber que a conquista não é o destino, mas um passo firme no caminho certo.

Mas que dá uma empolgada, ah, isso dá…

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Em Grand Slams, a história é diferente

27 de janeiro de 2010 1


O que se espera de um líder do ranking? Que seja superior, que mostre porque está ali, que não desista, que saiba jogar todo tipo de torneio. Nesta madrugada tivemos algumas demonstrações disso.

Serena Williams tomou um baile de Victoria Azarenka no segundo jogo da quadra central. No primeiro, já tinha visto a surpreendente vitória de Na Li sobre sua irmã, Venus. A história parecia se repetir. Na arquibancada, a mamãe Williams já pensava em qual shopping ia passear com as filhotas após as derrotas.

Sabe quando você está jogando videogame com um amigo e ele, que está tomando uma surra, fala “agora acabou a brincadeira”? Geralmente não muda nada no videogame. Quando se fala de Serena, é melhor acreditar. Após ser ofuscada por uma bela partida de Azarenka, perder o primeiro set e estar com 0/4 no segundo, a norte-americana decidiu parar de brincar.

Serena levantou o rosto e desceu a mão em todas as bolas. Devolução ou não, era tudo pancada funda e veloz. Azarenka pirou. Perdeu uma sequência de games no segundo set, em que foi derrotada por 7/6 e, depois do baque, não teve cabeça no terceiro. Um intimidante 6/2 para Serena. Um líder de ranking não abaixa a cabeça.

Em seguida, na mesma quadra entraram Nikolay Davydenko e Roger Federer. O russo vinha com moral. Não é fácil ganhar uma partida de Federer. Menos ainda, vencer duas seguidas. Derrotar o suíço em Grand Slams é tarefa hercúlea. Não é por nada que o rapaz coleciona 23 semifinais seguidas nesse tipo de torneio.

Davydenko veio apoiado nessas vitórias seguidas. E até teve uma boa expectativa quando conseguiu vencer o primeiro set por 6/2. Só que jogo de cinco sets é um bicho totalmente diferente, já ouvi alguém falar (perdão pela falta de crédito). E é um bicho totalmente domesticado por Federer.

Alguma dúvida de quem é este ser que atrai boa parte dos olhares em uma quadra de tênis?
A exemplo de Serena, Federer elevou o nível. Mandou 6/3, 6/0 (!) e 7/5. Um líder do ranking não joga com números, joga apesar deles, ou melhor, não liga para estatísticas. E, se ligasse, poderia dizer que antes de perder duas partidas seguidas já tinha vencido 12 vezes o Davydenko.

Foi uma noite de líderes do ranking mostrarem por que merecem estar no topo.

Vem por aí

Com a derrota de Novak Djokovic para Jo-Wilfried Tsonga em cinco sets, as semifinais estão definidas, com Andy Murray x Marin Cilic (às 6h de quinta) e Roger Federer x Jo-Wilfried Tsonga (na sexta).

No feminino, Serena Williams enfrenta Na Li, e Justine Henin pega Jie Zheng. Pela lógica, tudo caminha para uma final entre Serena e Henin. Mas tênis feminino também é um bicho diferente. É parecido com futebol, surpreendente, mas raramente empolgante.

A programação dos jogos
A chave masculina
A chave feminina

Deixadinha: o Brasil tem dois tenistas nas quartas-de-final da chave juvenil, Tiago Fernandes e Gulherme Clezar. Os meninos são bons e favoritos em seus jogos. Já é hora de começar a sonhar com uma final brasileira?

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