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Posts na categoria "Wimbledon"

David Ferrer e o sinônimo da regularidade

01 de julho de 2013 0

Por Vinicius Schmidt

Quando se pensa “quem são os quatro grandes do tênis atual”, a resposta é instantânea: Djoko, Federer, Nadal e Murray. Apenas dois deles seguem vivos em Wimbledon, e a final tranquilamente poderia ser entre o sérvio e o britânico. Mas o ranking da ATP e a atual situação do próprio Grand Slam londrino voltam a mostrar um quinto elemento no pário para ser um tenista ‘top’.

David Ferrer é muito injustiçado, vejo eu, justamente pela sua atual posição no ranking e sua regularidade de resultados. O primeiro garantido nas quartas-de-final de Wimbledon conquistou a quarta posição na ATP somente com resultados menos expressivos, o que é incrível! Somente com boas campanhas nos grandes torneios e com títulos em competições menores ele conseguiu ultrapassar Rafael Nadal, o octacampeão de Roland Garros, no ranking. Imagine onde estaria vencendo Grand Slams.

Mas ele nunca venceu um Grand Slam na carreira, chegou em apenas uma final (em Roland Garros neste ano) e conquistou apenas um Masters 1000 em toda a carreira. Ou seja, falta um algo a mais para o espanhol. Ele tem um belo estilo de jogo, condizente com seu retrospecto: equilibrado, sem correr muitos riscos e com uma base muito sólida, subindo à rede somente com a certeza de fechar o ponto. O problema é que toda esta segurança não basta frente aos ‘grandes’, aos campeões.

Vale ficar de olho em Ferrer nesta semana, para ver o que pode sair numa possível – e provável – semifinal com Djokovic. Apesar da grama ser mais inimiga que colega do espanhol, com as zebras que estão rolando por que não pode surgir o primeiro título de Grand Slam para o número quatro do mundo?


Confrontos contra os ‘quatro grandes’

x Nadal - 4 vitórias e 20 derrotas

x Federer - 0 vitórias e 14 derrotas

x Djokovic – 5 vitórias e 10 derrotas

x Murray – 5 vitórias e 7 derrotas

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A queda de Nadal

26 de junho de 2013 0

Por Vinicius Schmidt

Para recomeçar o blog, nada melhor que um desastre. O furor do primeiro dia de jogos em Londres passou com listras pretas e brancas, a galope, na estreia de Rafael Nadal. Na verdade, deixe-me voltar. Nada melhor que começar o blog com o tradicional Grand Slam britânico. As chances de dar pitacos são muitas, e se multiplicam em dez quando o maior campeão do saibro e atual quinto do ranking da ATP cai na primeira fase. E num tombo terrível.

O medo é que esta queda tenha ferido o touro espanhol, e as projeções passam a ser ruins. Nada contra Steve Darcis -ele tem todos os seus méritos, e isso é inegável. Mas quando o número 135 do mundo vence o atual octacampeão de Roland Garros por três sets a zero, algo está errado. Me parece que aqui o problema volta a ser o bom e velho joelho. No caso, há quem olhe para as estatísticas da partida e diga: equilíbrio, um belo duelo. Realmente, ninguém se destacou, jogaram no mesmo nível. Mas eles não têm o mesmo nível. Um Nadal 70% atropelaria o belga sem pensar.

Daí entra a teoria de uma lesão. O histórico recente de Rafa não é bom e se confirmado um problema físico, pode ser preocupante. O monstro espanhol já mudou muito seu estilo de jogo nesta temporada, para economizar o físico. Mais mudanças significariam um outro novo estilo de jogo, e a adaptação seria difícil – é para qualquer atleta – e levaria tempo. As palavras do próprio tenista preocupam os fãs.

- Não quero falar sobre o meu joelho, porque poderia soar como desculpa. É difícil me adaptar à grama, é sem dúvida o piso mais difícil para mim.

Quem se alegra neste cenário é Roger Federer. Com a aposentadoria já apontando no horizonte, ele garante que Rafa não irá, pelo menos agora, se aproximar do recorde do suíço. O maior campeão de Grand Slams tem 17 títulos, enquanto o espanhol tem 12 e 27 anos – ou seja, pelo menos mais uns cinco anos de bom tênis numa possível recuperação normal.

Se ele não se machucou de novo, foi simplesmente um baita de um vacilo, algo que, concordemos, é anormal de se ver no Rafael Nadal. Mas todo mundo que já pegou uma raquete na mão sabe – quando não é dia, não é. Restaria, então, mais um Grand Slam no ano para ele recuperar pelo menos uma posição no ranking – a do compatriota David Ferrer. O atual quarto da ATP defende pontos de semifinal no US Open, enquanto Rafa não disputou o torneio em 2012 e chega zerado, pronto para atropelar. Se estiver bem.

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Djokovic vai para as quartas. Williams vão para casa

27 de junho de 2011 0


Djokovic ao lado da bela raqueteira comemora a vitória



Como todos esperavam, Novak Djokovic está nas quartas de Wimbledon. Triplo 6×3 contra com Michael Llodra. Tudo começou a dar errado para o francês logo no primeiro game de serviço. Foram duas duplas faltas e serviço quebrado. Falhar assim contra o cara que só perdeu uma vez no ano é fatal.

O sérvio só administrou o serviço e PT saudações. E manter o saque nunca foi o problema para Djokovic que não enfrentou nenhum break point em toda a partida. Para se ter uma idéia, conseguiu absurdos 73% dos pontos disputados com o segundo serviço. Isto aconteceu porque o sérvio é muito regular, bem diferente do adversário.

A partir do momento que Llodra tinha o saque quebrado ficava muito difícil para ele voltar atrás. Ele não tinha bolas para incomodar o rival no fundo da quadra. As tentativas de subir a rede não foram muito vitoriosas. Só resultaram em pontos 24 vezes nas 54 tentativas realizadas.

Agora Djoko pega Bernard Tomic. Será que o gurizão de 18 anos vai sentir muito a pressão. Digo muito porque falar que não senti é balela.

Pra finalizar, como é bonita aquela raqueteira branca da Head que o Djokovic e outros jogadores estão usando.


Meninas

Serena Williams caiu primeiro. Ela perder de 6/3 e 7/6 (8-6) da francesa Marion Bartoli. Achei que faltou a americana se mexer mais em alguns pontos. Do outro lado estava uma adversária com mecânica de saque muito estranha e feia que manteve o volume de jogo lá em cima. A conseqüência foram algumas madeiradas e a irmã mais nova eliminada.

As chances da família terminaram quando Venus perdeu por 6/2 e 6/3 para a búlgara Tsvetana Pironkova. Numa dessas coincidências do esporte foi a segunda derrota seguida pelo mesmo placar em Wimbledon.

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Tops voam em Wimbledon

23 de junho de 2011 0



Até agora os três primeiros do ranking passearam na grama de Wimbledon. Nadal como sempre está mais agressivo que no saibro. As bolas são mais retas (considerando o padrão Nadal claro). A coisa tá tranquila e não houve sustos como nas duas primeiras rodadas de Roland Garros.

Djokovic também atropelou os adversários. O sérvio continua naquela fase pré França. A sobra fisicamente somada a regularidade conhecida e bolas profundas fazem a vida dele mais fácil

Roger Federer em Wimbledon

Wimbledon começa fácil para os três primeiros do ranking

. Federer é outro que entrou em quadra para treinos de luxo. Não considero Ivan Mannarino, número 55 do mundo, um rival fraco. Mas ele deu um baile.


Por sinal, na primeira rodada estava pensando. Para um tenista de ranking mediano que sonha em chegar na segunda semana de um Grand Slam pegar o suíço na estreia de Wimbledon ou Nadal em Paris deve ser uma senhora frustração. Ambos venceram seis vezes os torneios nas superfícies que dominam. Azar de gente como o cazaque Mikhail Kukushkin que encarou Federer na estreia em Londres possivelmente com a passagem de volta marcada.

Agora o suíço faz um jogo interessante na terceira rodada. Pega o gordo David Nalbandian, jogador com uma esquerda cruzada muito boa e excelente controle de bola. Anos atrás eu levaria em conta a vitória do argentino, mas hoje, depois da séria lesão no quadril seguida de problemas musculares, não cogito esta hipótese.

Minha bola de cristal avisa que Nadal e Djokovic seguirão sua rotina de vitórias e passarão a segunda semana. Mas minhas previsões podem falhar. Acreditava numa vitória por 3×0 de Soderling sobre Lleyton Hewitt. Pensava que o saque poderoso e as bordoadas que o sueco disparo do fundo de quadra seriam suficientes para a vitória. Até foram, mas com muito mais custo do que o imaginado.
O australiano, ganhador de Wimbledon em 2002, soube levar a partida e abriu 2×0 enrolando o adversário. Se não tem os golpes poderosos do rival, ele consegue uma regularidade muito boa, é super inteligente e possui uma senhora força mental. O sufoco pode custar caro para o número 5 do ranking que defende as quartas em 2010.

Afinal, falamos de um Grand Slam. São jogos de cinco sets num campeonato de duas semanas. Para Hewitt, ficou a boa impressão de ter feito frente para um jogador top 10.


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O mais tradicional

19 de junho de 2011 0


Bem minha gente começa nesta segunda o torneio mais tradicional e famoso do mundo do tênis. Acredito que os brasileiros deram sorte na primeira rodada.

Bellucci estreia contra Rainer Schuettler. O primeiro jogo de tênis que assisti em Wimbledon foi justamente do alemão no ano de ouro dele. Ele jogava contra o Santoro e ganhou fácil. Mas bastante coisa passou desde aquele tempo e hoje o adversário do brasileiro não mete medo.

Acredito numa vitória tranquila do brasileiro. Daí a moleza acaba. A segunda rodada tem Feliciano López ou Michael Berrer. Os caras são bem mais jogadores que Schuettler. E caso Bellucci passe por este teste bem difícil pega Roddick. Tudo bem que por ser cabeça 30 ele certamente pegaria um dos top 8 e o americano não é a pior opção. Mas isso não facilita as coisas.

Ricardo Mello pegou Frank Dancevic, um cara que não ganha em nível ATP desde janeiro e o melhor resultado em nível challenger foi uma semi. Parece que o brasileiro se deu bem. Vi o jogo deles pela Davis aqui em Floripa e o brasileiro ganhou no cansaço. Voltando para Londres, na sequência coisa complica. Michael Llodra e James Ward. O primeiro tem um jogo bem adaptável a grama e o outro fez bonito em Queen’s.

Aproveitando que estou falando de Ricardo Mello lá vai o que acho sobre a Davis. Não vejo problema nenhum em ver ele jogar um campeonato nos Estados Unidos ou seja lá onde for. Claro que a experiência num confronto difícil diante de uma torcida que joga junto. Mas acho que não vale este discurso de amor a bandeira, viva a amarelinha e blá blá blá.

Jogadores que gravitam nas posições intermediárias têm que se preocupar com o futuro. Amanhã eles estão lesionados, sentidos dores que os acompanharão pelo resto da vida e não acredito que a CBT vá estender a mão. É preciso sim se preocupar em garantir conforto para o resto da vida.

Não acredito que nada pode atrapalhar Nadal, Federer, Djokovic e Murray nas rodadas iniciais.


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Maratona de Wimbledon - Isner, juiz e torcida vencem

24 de junho de 2010 1

Todo mundo tá de cara com o cansaço dos jogadores, mas eu fico pensando no juiz. Ele é o maior exemplo mundial de bunda achatada. Imagina passar setes horas ininterruptas vendo cada jogador confirmar seu serviço. Nem meu vô, apaixonado por baralho, consegue ficar tanto tempo na cadeira. Sem falar que as pernas do juiz deviam estar dormentes quando adiaram o jogo. Até imagino o cidadão dizendo:

>_Help me. I can’t fell my legs.

>Cortez como é o povo inglês, tenho certeza que alguém atendeu a súplica. Mesmo sem jogar, o cara deve ter ido direto pra sala de fisioterapia. Além da bunda e pernas, o trabalho certamente afetou o pescoço. Imagina ver a bolinha de um lado pro outro milhares de vezes.

>Mas esse problema não é exclusividade do juiz. A torcida deve compartilhar do torcicolo. E pensa no londrino que acompanhou o jogo por 10 horas, mas que nesta quinta tem de trabalhar ou a mulher disse:

>_ James hoje você não sai de casa, chega de tênis.

>O bicho passou dois dias assistindo a partida e não verá o desfecho.

>Outra coisa que me chamou a atenção foi a cara dos jogadores ao saberem do adiamento por falta de luz natural. Pareceu que ia brotar expressão de contrariedade, mas a imagem de um banho seguido de massagem e cama fez com que sentassem ligeirinho.

>E já pensaram se o jogo é pelo Australian Open, naqueles dias de calor que fazem o Djokovic abandonar. Se eles aguentassem 10 horas mereciam uma estátua. Também poderiam cobrar milhões de dólares para serem garotos propaganda do Gatorade. Eu, se sou dono da Red Bull, pago para o vencedor dizer que tomou duas latinhas no café da manhã.

>Então fazendo as contas do quanto cada jogador correu na Copa do Mundo. Garanto que mesmo o grandalhão John Isner, que venceu a partida depois de 11h5min e que não serve de exemplo de movimentação, já percorreu algumas maratonas. Se o jogo fosse entre Nadal e Simon a soma das distâncias percorridas chegaria frouxo a uma volta na terra.

>Mas se sou eu em quadra não deixava a coisa para hoje. Em caso de insucesso não conseguiria conviver com a derrota. Ia sugerir um duelo ao estilo faroeste. Antes morrer a passar um mês com uma terrível dor nas pernas me lembrando que perdi a partida.

>Agora, sinceramente, que inveja do pessoal que viu o jogo ao lado da quadra.


*Por Maionese

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Isner e Mahut disputam o jogo mais longo da história do tênis

23 de junho de 2010 5

O evento é histórico. O americano John Isner e o francês Nicolas Mahut disputam uma partida que soma dez horas em dois dias.

O jogo da primeira rodada de Wimbledon foi interrompido nesta quarta-feira por falta de luz quando estava 59/59, sem quebras, no quinto set, que não tem tiebreak em Grand Slams.

Os números são espantosos. O americano soma 98 aces, contra 93 do francês. Foram disputados 877 pontos.

O encontro bate o recorde de seis horas e 33 minutos estabelecido em Roland Garros em 2004, entre os franceses Fabrice Santoro e Arnaud Clement, que terminou com vitória do primeiro por 6-4, 6-3, 6-7 (5-7), 3-6 e 16-14.

Quem pegar o vencedor desta partida tem grandes chances de se dar bem. Deve enfrentar um adversário esgotado fisicamente.

Karlovic ultrapassado

Além do recorde de tempo de jogo, os tenistas conseguiram um outro máximo absoluto: o de número maior de aces numa partida. Eles ultrapassaram o recorde anterior de Ivo Karlovic, que na Taça Davis em 2009 fez 78 frente a Radek Stepanek.

Só vamos descobrir quem vai ficar com o recorde nesta quinta-feira, quando o jogo terá um fim. Ou não.

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