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Em Grand Slams, a história é diferente

27 de janeiro de 2010 1


O que se espera de um líder do ranking? Que seja superior, que mostre porque está ali, que não desista, que saiba jogar todo tipo de torneio. Nesta madrugada tivemos algumas demonstrações disso.

Serena Williams tomou um baile de Victoria Azarenka no segundo jogo da quadra central. No primeiro, já tinha visto a surpreendente vitória de Na Li sobre sua irmã, Venus. A história parecia se repetir. Na arquibancada, a mamãe Williams já pensava em qual shopping ia passear com as filhotas após as derrotas.

Sabe quando você está jogando videogame com um amigo e ele, que está tomando uma surra, fala “agora acabou a brincadeira”? Geralmente não muda nada no videogame. Quando se fala de Serena, é melhor acreditar. Após ser ofuscada por uma bela partida de Azarenka, perder o primeiro set e estar com 0/4 no segundo, a norte-americana decidiu parar de brincar.

Serena levantou o rosto e desceu a mão em todas as bolas. Devolução ou não, era tudo pancada funda e veloz. Azarenka pirou. Perdeu uma sequência de games no segundo set, em que foi derrotada por 7/6 e, depois do baque, não teve cabeça no terceiro. Um intimidante 6/2 para Serena. Um líder de ranking não abaixa a cabeça.

Em seguida, na mesma quadra entraram Nikolay Davydenko e Roger Federer. O russo vinha com moral. Não é fácil ganhar uma partida de Federer. Menos ainda, vencer duas seguidas. Derrotar o suíço em Grand Slams é tarefa hercúlea. Não é por nada que o rapaz coleciona 23 semifinais seguidas nesse tipo de torneio.

Davydenko veio apoiado nessas vitórias seguidas. E até teve uma boa expectativa quando conseguiu vencer o primeiro set por 6/2. Só que jogo de cinco sets é um bicho totalmente diferente, já ouvi alguém falar (perdão pela falta de crédito). E é um bicho totalmente domesticado por Federer.

Alguma dúvida de quem é este ser que atrai boa parte dos olhares em uma quadra de tênis?
A exemplo de Serena, Federer elevou o nível. Mandou 6/3, 6/0 (!) e 7/5. Um líder do ranking não joga com números, joga apesar deles, ou melhor, não liga para estatísticas. E, se ligasse, poderia dizer que antes de perder duas partidas seguidas já tinha vencido 12 vezes o Davydenko.

Foi uma noite de líderes do ranking mostrarem por que merecem estar no topo.

Vem por aí

Com a derrota de Novak Djokovic para Jo-Wilfried Tsonga em cinco sets, as semifinais estão definidas, com Andy Murray x Marin Cilic (às 6h de quinta) e Roger Federer x Jo-Wilfried Tsonga (na sexta).

No feminino, Serena Williams enfrenta Na Li, e Justine Henin pega Jie Zheng. Pela lógica, tudo caminha para uma final entre Serena e Henin. Mas tênis feminino também é um bicho diferente. É parecido com futebol, surpreendente, mas raramente empolgante.

A programação dos jogos
A chave masculina
A chave feminina

Deixadinha: o Brasil tem dois tenistas nas quartas-de-final da chave juvenil, Tiago Fernandes e Gulherme Clezar. Os meninos são bons e favoritos em seus jogos. Já é hora de começar a sonhar com uma final brasileira?

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