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CBF adota mudanças nas regras do futebol para começo do Brasileirão 2016

12 de maio de 2016 20

A CBF decidiu adotar as alterações nas regras do futebol para o começo do Brasileirão 2016. As mudanças, definidas pela International Football Association Board (IFAB), são consideradas as mais abrangentes em toda a história de 130 anos da entidade.

Em resumo, o livro de regras foi reorganizado e atualizado para facilitar a leitura e o entendimento pelos árbitros e por toda a comunidade do futebol. Para se ter uma ideia, cerca de 10 mil palavras foram retiradas para que o texto ficasse mais claro e objetivo.

Mesmo que em caráter simples, houve mudanças em 16 das 17 regras. A única regra que não sofreu alteração foi a de número 2 (que fala sobre a bola).

Na manhã dessa quinta-feira (12), na sede da Federação Gaúcha de Futebol, houve uma palestra com Milton Otaviano, instrutor da CBF e ex-assistente Fifa, para esclarecer o que muda a partir do próximo final de semana no Brasileirão. As mudanças nas regra também serão válidas a partir da terceira fase da Copa do Brasil, Copa América e outras competições nacionais e internacionais.

Elaborei uma lista com as alterações que considero a mais significativas. Quem tiver interesse, no final deste post, é possível visualizar o PDF com o detalhamento de todas as mudanças regras, material que foi elaborado pela CBF.

REGRA 1 – O CAMPO DE JOGO
- O importante aqui é que as entidades poderão estabelecer o tamanho dos campos para suas competições, dentro dos limites da regra. A CBF anunciou que vai adotar a dimensão de 105 metros de comprimento por 68 metros de largura. Com isso, os campos do Brasileirão terão tamanho padrão.

REGRA 3 – OS JOGADORES
- O árbitro poderá expulsar um jogador antes do começo do jogo. Desde o momento em que o juiz entra em campo para a inspeção no gramado, passa a ter esse poder.
- Caso um jogador reserva, substituído ou até um integrante da comissão técnica cause interferência no jogo, um tiro livre direto será marcado e haverá a expulsão do infrator. Exemplo: uma bola está entrando no gol e um jogador reserva que estava aquecendo na linha de fundo invade o campo e impede o gol. O árbitro marcará pênalti e aplicará cartão vermelho. Caso um gandula ou um torcedor ou um elemento externo ao jogo cometa a mesma infração, a partida seguirá sendo reiniciada com bola ao chão. Porém, se um gandula tenta evitar um gol e toca na bola, mas não consegue impedir que a bola entre, o gol será validado.

REGRA 4 – EQUIPAMENTO DOS JOGADORES
- O jogador pode voltar com o jogo em andamento após trocar/corrigir o equipamento, que deve ser checado (pelo árbitro, 4ºárbitro ou árbitro assistente) e o árbitro autorizar. Anteriormente, o jogo precisava estar parado, pois a verificação deveria ser feita somente pelo árbitro.

REGRA 5 – O ÁRBITRO
- Se ocorrer mais de uma infração ao mesmo tempo, a mais grave será a punida. Ordem de gravidade: sanção disciplinar (vermelho mais grave do que amarelo, etc…); tiro livre direto é mais grave do que tiro livre indireto; infração física (contato) é mais grave do que a não física (mão na bola, impedimento); Impacto tático.

REGRA 6 – OUTROS ÁRBITROS DA PARTIDA
- Principal mudança foi o nome. Antes, tratava do árbitro assistente. Atualmente, com presença de árbitros reservas e adicionais, o nome da regra foi alterado.

REGRA 7 – A DURAÇÃO DA PARTIDA
- Apenas o detalhamento de mais motivos para tempo de acréscimo. Exemplo: pardas médicas, hidratação, etc…)

REGRA 8 – O INÍCIO E REINÍCIO DE JOGO
- Entendo que a principal mudança seja o fato de que a bola poderá ser chutada em qualquer direção no pontapé inicial de um jogo. Anteriormente, a bola obrigatoriamente deveria ser chutada para frente. Então, era comum a presença de dois jogadores no tiro de saída. Um deles dava um toque curto para frente e o outro dava o passe para trás. Agora, o toque para frente não é mais necessário.

REGRA 9 – A BOLA DENTRO E FORA DE JOGO
- Apenas o esclarecimento de que a bola continua em jogo se, ainda dentro dos limites do campo, bater em qualquer um dos árbitros. Isso inclui árbitros assistentes adicionais. Essas mudanças decorrem do ingresso da figura do árbitro assistente adicional, popularmente conhecido como árbitro de gol.

REGRA 10 – DETERMINANDO O RESULTADO DA PARTIDA
- Quando um jogo for decidido nos pênaltis, o árbitro realizará dois sorteios antes das cobranças. O primeiro para definir o lado e o segundo para definir quem começa batendo.

REGRA 11 – IMPEDIMENTO
- Houve a colocação de alguns pontos que não ficavam claros pelo texto anterior. Destaco três:
1) A linha que divide o gramado é neutra para o impedimento. Um jogador pisando na linha, portanto, é considerado como no próprio campo e não será punido com impedimento.
2) Ao julgar uma posição de impedimento não serão levados em conta os braços dos jogadores, INCLUSIVE DOS GOLEIROS. A parte referente aos goleiros não estava clara.
3) Posição de impedimento não é infração. Só será no momento em que o jogador estiver envolvido em jogo ativo.

REGRA 12 – FALTAS E INCORREÇÕES
- Quando a falta envolver contato físico será sempre tiro livre direto.
- Tentativa de conduta violenta é cartão vermelho, mesmo sem haver contato.
- Nem todo lance de mão na bola é motivo de cartão amarelo. A punição está vinculada ao contexto da infração. Se impede ataque promissor, amarelo. Se impede chance clara e imediata de gol, vermelho.
- Infração com contato físico contra o árbitro, oficial da equipe, jogadores substituídos, passa a ser punida com tiro livre direto. Exemplo: com o jogo em andamento (lógico), o defensor atinge o árbitro com um soco dentro da área. O zagueiro será expulso e o árbitro marcará pênalti para o time adversário.
- Falta fora de campo passa a ser tiro livre direto sobre a linha no ponto mais próximo de onde ocorreu a infração. Exemplo: se um jogador, que está nos limites laterais da grande área, mas está fora de campo, ou seja, além da linha de fundo, é atingido por um adversário, o árbitro marcará pênalti. No texto anterior, não haveria falta com o jogador fora de campo.
- E o mais importante: Quando um jogador impedir um gol ou uma clara oportunidade de gol da equipe adversária com falta de mão deliberada, o jogador deve ser expulso onde quer que a falta ocorra. Quando um jogador cometer uma falta contra um adversário, dentro da própria área penal, que impedir um gol ou uma clara oportunidade de gol do adversário e o árbitro conceder um tiro penal, o jogador infrator será advertido com cartão amarelo, salvo se: a falta for de segurar, puxar ou empurrar; o jogador infrator não tentar jogar a bola, ou quando não houver possibilidade de jogar a bola; a falta for punível só com cartão vermelho, independente da parte do campo em que ocorra (exemplo: falta grave, conduta violenta, etc…). Nesses casos, o jogador será expulso. Então, quando não será? Um exemplo: um jogador atacante ingressa na área, toca a bola para o lado para fazer o drible e o goleiro, visando a bola, tenta interceptar a jogada e acaba cometendo o pênalti, o árbitro marcará a infração, mas aplicará o cartão amarelo e não mais o vermelho.

REGRA 14 – O TIRO PENAL
- Detalhamento de quando será aplicado amarelo e em quais casos o árbitro mandará repetir um pênalti ou quando concederá um tiro livre indireto para a equipe defensora por alguma infração cometida pela equipe atacante. Exemplo 1: caso um jogador chute um pênalti para trás, a cobrança não será mais repetida. O árbitro marcará tiro livre indireto para a equipe defensora. Exemplo 2: outro caso importante é que quando o goleiro se adiantar para uma defesa e o árbitro mandar voltar a cobrança, o goleiro deverá ser advertido com cartão amarelo.

* OBSERVAÇÃO: Regras 13, 15, 16 e 17 não tiveram mudanças significativas. 

Confira a íntegra do material produzido pela CBF com todas as alterações das regras do futebol:

Assista ao vídeo em que o instrutor Fifa e membro da Comissão de Arbitragem da Conmebol, Wilson Seneme, fala sobre esse novo momento das regras do futebol:

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Comentários (20)

  • Gabriel diz: 12 de maio de 2016

    É uma pena, porém, que não tenham mexido na regra mais importante para a modernização do futebol, que seria a de alterar o número e a forma de realizar substituições. A meu ver, as substituições deveriam ocorrer de forma similar ao basquete, futsal ou vôlei, talvez, restringidas apenas a alguns momentos dentro de cada tempo, para evitar as paralisações excessivas. Isto permitiria aos treinadores fazerem várias alterações táticas em seus times ao longo do jogo, o que tornaria as partidas muito mais interessantes. Aliás, confirmam-se 11 reservas no banco para o Brasileirão? Outra regra que deveria ser mexida é a do controle do tempo, passando para algo similar ao futsal, muito mais honesta, pois coíbe a cera técnica e a catimba.

  • Felipe Graziuso diz: 12 de maio de 2016

    “1) A linha que divide o gramado é neutra para o impedimento. Um jogador pisando na linha, portanto, é considerado como no próprio campo e não será punido com impedimento.”
    Só para esclarecimento, se o jogador atacante, no momento do lançamento, estiver pisando a linha que divide o gramado, porém, inclinado para frente (joelho, ombros e cabeça já no campo do adversário) isso ainda é considerado impedimento, correto?

  • alemão diz: 12 de maio de 2016

    faltaram as 2 principais regras:

    1) “Contra o corintiã não é penalti”

    2) se a partida dá na tv globo, tem que ser o corintiã ou framengo

  • Rafa diz: 12 de maio de 2016

    a regra mais importante era pra que não roubassem pro Corinthians, mas continuou tudo a mesma coisa..

  • Ronaldo diz: 12 de maio de 2016

    Duas regras que entendo deveriam ser excluídas, mas pelo visto não foram, re referem a aplicação de cartão amarelo para comemoração de gol junto a torcida ou levantando a camisa e o cartão amarelo para simulação. Vê-se em um mesmo jogo coisas do tipo: um cartão amarelo para comemoração e nada para um carrinho violento. Absurdo.

  • RONALD O GRANDE diz: 12 de maio de 2016

    Deveriam acabar de vez com a linha de impedimento e dispensar todos os bandeirinhas. Mantendo sim o árbitro do gol, que fica atrás das goleiras. Reduzir de 11 para 10 jogadores incluindo o goleiro.

  • Carlos Alberto diz: 12 de maio de 2016

    Regra 18 – a) Se for pênalti contra o curintia, então não é pênalti e expulsa o Tinga.
    b) Se não for pênalti a favor do curintia, então é pênalti e expulsa o goleiro.

    A regra 14 é ridícula: “o pênalti deve ser batido para frente”. ??????? Sério?
    Nem o Rafael Moura bateria um pênalti para trás. Ou bateria?

  • Fernando diz: 12 de maio de 2016

    O que a FIFA tinha que extinguir era a lei do impedimento. Deixaria os jogos de futebol mais dinâmicos e atraentes. Acho a maior burrice o atacante ter que ficar cuidando para nao estar adiantado, uma vez que quem deveria ter este tipo de preocupação era o zagueiro que neste caso deveria guardar posição para não deixar o avante sozinho em seu campo.

  • Tricolor do Bonfa diz: 12 de maio de 2016

    Todos os jogos do Campeão Pifa deveriam ser apitados pelos árbitros da FGF.

  • Edgar Ramos diz: 12 de maio de 2016

    Carlos Alberto;
    Um penalti, pela regra anterior, poderia ser batido para o lado.. Um outro jogador , então, chutaria contra a goleira adversária..

  • Gilmar Pacheco diz: 12 de maio de 2016

    Diori: Caso o goleiro se adiante na hora do pênalti deverá ser punido com cartão amarelo, certo? Mas e se ele já tiver recebido cartão amarelo anterior, será então o segundo e ele deverá ser expulso de campo. Neste caso, o árbitro espera a substituição do goleiro (caso não tenham sido feitas as três substituições) para a nova cobrança do pênalti ou “deixa” o goleiro tentar defender a cobrança e depois o expulsa???

  • Idelmo diz: 12 de maio de 2016

    O tempo adicional seria resolvido se monitorassem apenas quando a bola em movimento com dois tempos de 30 minutos – acabaria com a cera!

  • Marcel diz: 12 de maio de 2016

    O nada mto importante é fenomenal…..bom concordo plenamente com Idelmo….jogo cronometrados acabava com essa bagunça….o torcedor paga uma grana pelo ingresso e tem jogos que só ha cera…mas pra que evoluir ne? assim o juiz tem mais o jogo mao….alias alguns clubes gostam de ter o juiz na mão…..fica mais fácil ser campeão….

  • Rafael Pineyrua diz: 12 de maio de 2016

    Excelente post. Bem claro.

  • Carlos Dawton Pizzoli diz: 13 de maio de 2016

    creio que alguns pontos deixariam a partida mais interessante se:
    1) o arremeço lateral pudesse ser batido com os pés ou pelo menos que fosse com uma mão só para que a bola pudesse chegar mais longe, e parasse com essa frescura dos braços não poderem passar da altura da cabeça;
    2) fosse marcada bola fora apenas qdo a bola toque no chão, fora das linhas demarcatorias do campo; principalmente no caso de cruzamentos em que a bola faz a curva por fora da trave, mas volta para dentro do campo de jogo;
    3) fosse permitida 5 substituições, fora o goleiro.

  • Renato diz: 14 de maio de 2016

    O arbitro que não esteja apitando corretamente deveria ser substituído pelo quarto arbitro. Seria uma forma de mostrar que ele está mal, além de ele ir para a geladeira por uns tempos, também receberia a metade do valor do contrato, ou seja, no jogo em que ele esteja apitando mal em qualquer tempo, seria imediatamente substituído pelo quarto ou até mesmo um outro reserva, isso para que não seja humilhado pelo torcedores e o valor a receber seria a metade ou nada, sendo que passaria o seu substituto. Com prejuízo no bolso, apita melhor para o jogo e não para um determinado clube. Seria essa uma boa alteração.

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