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Abandonadas pelo Daer

17 de novembro de 2011 16

Foto: Lauro Alves

Responsáveis pela integração de municípios produtores de soja, milho e trigo, nas regiões noroeste e central do Rio Grande do Sul, três rodovias secundárias, administradas pelo Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer), padecem da mesma chaga: rachaduras e crateras no asfalto, mato no lugar do acostamento, sinalização precária.


Ontem, a equipe multimídia do grupo RBS De Olho nas Estradas viajou pelas rodovias Rosário do Sul-São Vicente do Sul (ERS-640) e Ijuí-Maurício Cardoso (ERS-342). Na segunda-feira, os jornalistas haviam percorrido Campo Novo-Boa Vista do Buricá (ERS-220).

Foto: Lauro Alves


A viagem se iniciou em Rosário do Sul. Não há buracos ao longo de 70 quilômetros, mas a impressão que se tem é de que os remendos foram atirados de qualquer jeito sobre o pavimento. Em alguns trechos, os desníveis são acentuados que o passageiro do banco traseiro precisa manter-se firme para não bater a cabeça no teto o carro.


- As ondulações judiam dos pneus e das molas do meu caminhão – reclama Jolmar Severo Marques, 31 anos, que viaja diariamente pela região transportando areia na caçamba de um caminhão.

O segundo trecho percorrido se inicia em Ijuí, um dos celeiros do Noroeste, e se encerra em Doutor Maurício Cardoso, na fronteira com a Argentina. A estrada está tão precária, que, em alguns trechos, o asfalto está derretendo – realidade semelhante à encontrada pela equipe na Santa Rosa-Porto Xavier (ERS-471), também administrada pelo Daer. Proprietário de um posto de combustível e sócio de uma borracharia, Ari Flores Copatti, 44 anos, já presenciou situações quase inverossímeis. Ele conta:


- Numa noite de sexta-feira, 10 pessoas tiveram pneus furados num trecho de quatrocentos metros. Já presenciei motoristas furarem os dois pneus de um veículo num mesmo buraco, consertarem, colocarem estepe e furarem um terceiro pneu.

Foto: Lauro Alves

No início da semana, ao fazerem os 30 quilômetros do traçado Campo Novo-Boa Vista do Buricá (ERS-220), os repórteres haviam deparado com uma via esburacada e sem nenhuma sinalização vertical.


AVALIAÇÃO


GERAL: As três estradas estão ruins.


PAVIMENTO: É precário nas três. Há buracos e trepidações no asfalto.


GEOMETRIA: Sem acostamento, é ruim.


SINALIZAÇÃO: Péssima. Falta sinalização horizontal e vertical em quase todo trecho das vias.


CONTRAPONTO


O que diz Milton Cypel, diretor de infraestrutura do Daer


“A estrada Rosário do Sul-São Vicente do Sul (ERS-640) é antiga não está preparada para receber tráfego de veículos pesados. Ela tem problemas estruturais, mas não há previsão de intervenção mais profunda. Continuaremos fazendo operações tapa-buracos. A estrada Campo Novo-Boa Vista do Buricá (ERS-220) também continuará recendo tapa-buracos. Já a Ijuí-Maurício Cardoso (ERS-342) receberá uma intervenção mais profunda, de restauração, a partir de dezembro”


Comentários (16)

  • Vhnutry diz: 17 de novembro de 2011

    Como pode? A história se repete em várias rodovias da região. Um exemplo clássico disso é a RST 472, de Três Passos a Seberi, onde a rodovia faz entroncamento com a BR 386. Chega ser gritante o acaso para com o usuário, sem levar em conta a falta de segurança. No trecho de Palmitinho-Seberi, quando acontece o ta-buracos, não dura mais de 15 dias. Além dos da má conservação da pista, não há acostamento e a sinalização é muito precária.

  • JOSÉ ANTONIO RUWER diz: 17 de novembro de 2011

    Embora não tenha acompanhado integralmente os deslocamentos da equipe De Olho nas Estradas da RBS, mas parece que ainda não trafegaram pela RS 307 (Santa Rosa-São Paulo das Missões) e pela RS 168 (São Paulo das Missões-Santiago), nas quais a trafegabilidade também é muita precária por falta manutenção. Nos últimos três anos já anunciaram três vezes (só promessa) a recuperação das estradas. Pequena parte foi feito, mas já está tudo igual, as recuperadas e as não, ambas cheias de perigosos burracos na pista.

  • Francisco Garcia de Garcia diz: 18 de novembro de 2011

    SRS RESPONSÁVEIS ESTRADA RSC 377 (SANTIAGO – JÓIA):
    É LAMENTÁVEL QUE UMA ESTRADA PRATICAMENTE NOVA ESTEJA SE TERMINANDO. FOI FEITO O MAIS CARO, A BASE. MAS FICOU SEM CAMADA SUPERIOR, SEM COBERTURA (MAIS BARATA). PARECE QUE ESTÁ HAVENDO DESCASO PARA QUE SE GASTE TUDO DE NOVO (RE-GASTO, TÃO COMUMENTE OBSERVADO). MAIS UM DESCASO COM O DINHEIRO PÚBLICO, COM NOSSO DINHEIRO, COM NOSSOS IMPOSTOS. FALTA, MAIS QUE SERIEDADE, INDIGNAÇÃO !

  • Wilson diz: 18 de novembro de 2011

    Acho que a médio prazo e mais caro ficar fazendo reparos freqüentes nas rodovias do que fazer uma recapagem geral na pista como foi feita na rs 405 que faz ligacao com a rs 287, próximo a santa Cruz do Sul. Insisto na questão que os órgãos do governo nesse caso o Daer, deveriam avaliar o que tem melhor custo beneficio, ficar remendando todo mês ou recapar toda a pista de uma vez?
    O Dinheiro investido vem de todos os contribuintes, inclusive quem trabalha para o DAER, DETRAN e todos os outros órgãos do governo, ou seja o dinheiro sai do nosso bolso e tem que ser bem aplicado. Grato.

  • Rogério Oliveira de Mello diz: 18 de novembro de 2011

    Gostaria que os senhores responsáveis pelos setores que dizem respeito a manutenção, construção e fiscalização das estradas no Rio Grande do Sul, tenham a dignidade de pelo menos sairem de seus gabinetes com ar condicionado e viajarem com seus carros PARTICULARES por essas rodovias. Tenho certeza que tomariam atitudes diferente ao invés de ficar sentados em seus gabinetes dando entrevistas por telefone….

  • Julio césar diz: 18 de novembro de 2011

    Vergonha para todo gaúcho que se preze….
    Tá na hora das autoridades parem de embolçar
    e fazer alguma coisa nas estradas…

  • vlademir canova diz: 18 de novembro de 2011

    Tudo isso e fichinha perto da estrada entre dois lajeados e bento gonçalves, lá tem trechos intransitáveis de estrada de chão que a anos esperam asfaltados, tem o cúmulo de terem feito uma ponte, para eliminar um destes trechos de chão, mas não fizeram a cabeceira da ponte. Estrada e muito movimentada alem de ser um caminho para porto alegre sem pagar pedágio de encantado e da tabaí. Será que é por isso que não acabam esta rodovia? Verefiquem essa rodovia.

  • marcos zandopra diz: 18 de novembro de 2011

    CULPA DA CORRUPÇÃO E FALTA DE PLANEJAMENTO DE UM PAIS QUARTO MUNDISTA. O POVO TEM ELEGIDO PICARETAS PARA REPRESENTÁ-LOS. ESTE POVINHO MERECE O QUE TEM.

  • Lucas T. diz: 18 de novembro de 2011

    Querem conhecer estrada de verdade…rodem na BR-287, trecho entre Santa Maria – São Borja, passando por Santiago, pista excepcional, mto bem sinalizada, fiscalização perfeita da Pol. Rod. Federal, acostamento melhor que muitas estradas por ai, enfim…longe da maioria das estradas das quais estamos acostumados!! E o melhor de tudo..uma rodovia federal, sem pedágio..o que mostra que este tipo de rodovia ainda é possível, apesar dos entraves e desvios….

  • Daltro Irgang diz: 18 de novembro de 2011

    Se o pessoal da reportagem achou péssimo essas estradas, sugiro que percorram a RS 514 entre Ajuricaba e Palmeira da Missões. Essa com certeza leva o prêmio de TRANSBURAQUEIRA. É uma rodovia com alto índice de tráfego pois a região é grande produtora de grãos, leite, carne, peixe, etc….ahhh, detalhe: ela não é pavimenta. Da extensão de 85 km, apenas 20 são asfaltados e os demais é burraco mesmo. Uma trágedia só. Lamentável. Entra governo e sai governo e nada é feito pra amenizar os problemas.

  • luiz diz: 18 de novembro de 2011

    Se bem me lembro o governador Tarso prometeu em sua campanha, que cuidaria das estradas do interior do RS, e que sua proximidade com a Presidente Dilma, seria fator decisivo para isto. Depois desta reportagem, fica a pergunta: esqueceu da promessa? Ou eram palavras ao vento?

  • Luiz diz: 18 de novembro de 2011

    Observem a ironia da foto: podem faltar estradas, mas sobram URUBUS.

  • LEONEL diz: 18 de novembro de 2011

    AS ESTRADAS RS ESTÃO PRECÁRIAS , MAS GOSTARIA QUE FOSSE FEITO UMA REPORTAGEM NAS CONDIÇÕES DA BR 290 O DINHEIRO QUE ARRECADAM DEVERIA SER BEM MELHOR A BR E NÃO SE TAPA BURACO, PRA ONDE VAI O DINHERIO?

  • celso diz: 18 de novembro de 2011

    Não precisamos de matérias, todos nós c/ certeza já passamos por estas rodovias, mas só quem precisa fazer isso somos nós, a politicagem não tem essa necessidade porque iriam se preocupar com o público. Mas todos nós sabemos de quem é o culpado, somos nós mesmos que nos deixamos levar por promessas, todo mundo sabe disso, e quando chega a hora de reverter a situação nós deixamos as chances ir embora em um simples botão verde.

  • Augusto Pinz diz: 18 de novembro de 2011

    Vocês tem que ver o estado da RS 265 entre Canguçu São Lourenço do Sul e a ERS 265, entre Canguçu e Piratini. Dizem que no papel elas são asfaltadas, mas na verdade não são. A de Piratini, principalmente. A Outra está em obras a longos 26 anos….

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