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Homenagem e revolta em manifestação contra assassinato de Fernanda Mackowiecky

29 de dezembro de 2014 4
Emoção durante manifestação. Guto Kuerten/DC

Emoção durante manifestação. Guto Kuerten/DC

Emoção, revolta e uma bela homenagem marcaram a manifestação feita por amigos e familiares de Fernanda Mackowiecky, 28 anos, assassinada durante troca de tiros num assalto à empresa Dom Parking, administradora da Zona Azul de Florianópolis, onde ela trabalhava no último dia 23. “Estou completamente perdido, sem saber o que fazer. Nada vai superar a ausência dela. O jeito agora é tocar a vida e cuidar dos meus dois filhos” lamenta Aldo Luiz Barbosa, 35 anos, marido de Fernanda.

Aldo ainda está muito abalado com tudo. Guto Kuerten/DC

Aldo ainda está muito abalado com tudo. Guto Kuerten/DC

Ele está ainda muito abalado com tudo. Lembra da construção da casa dos sonhos do casal.

— Acabamos de construir a nossa casinha depois de dois anos de batalha. Ela nem aproveitou e eu nem sei como vamos aproveitar agora.

O pior para Aldo é chegar em casa.

— Não temos mais ela no nosso lado. Uma parceira, uma mãe exemplar. Abalou a estrutura de uma família do bem.

Conta que ela deixou tudo pronto para a ceia de Natal.

— Nosso Natal jamais será o mesmo. Sempre pensamos em perder alguém num hospital ou algo parecido. Mas desta forma cruel é muito triste e doloroso.

Débora, irmã de Fernanda, recebe um abraço durante o evento. Guto Kuerten/DC

Débora, irmã de Fernanda, recebe um abraço durante o evento. Guto Kuerten/DC

Funcionários e familiares se abraçavam ainda emocionados com a perda de Fernanda. Uma camisa foi distribuída para homenagear a funcionária exemplar e mãe de família.

— Sinto muita raiva e dor pelo jeito que minha irmã foi morta. Uma atitude covarde. Espero que a empresa tome uma atitude para que isso não ocorra mais — diz a irmã Débora Makowiecky Lopes, 26 anos.

Participantes deram as mãos durante a manifestação. Guto Kuerten/DC

Participantes deram as mãos durante a manifestação. Guto Kuerten/DC

 

Durante o evento todos desejavam justiça e que os culpados não fiquem impunes. Daniel Makowiescky Moreira, 36, é irmão da Fernanda. Trabalha como vigilante e espera que a Justiça seja feita.

Daniel (segurando o cartaz a direita), irmão de Fernanda clama por justiça. Guto Kuerten/DC

Daniel (segurando o cartaz a direita), irmão de Fernanda clama por justiça. Guto Kuerten/DC

— Vamos fazer tudo que for possível para que os culpados sejam punidos pelo que fizeram. Um buquê, uma coroa de rosas ou um milhão de reais não vai mais trazer minha irmã. Vamos fazer o possível para que ela não seja esquecida.

Familiares e amigos com cartazes na frente da empresa durante evento.  Guto Kuerten/DC

Familiares e amigos com cartazes na frente da empresa durante evento. Guto Kuerten/DC

 

Manifestação reuniu funcionários, amigos e familiares. Guto Kuerten/DC

Manifestação reuniu funcionários, amigos e familiares. Guto Kuerten/DC

 

 

Comentários

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Comentários (4)

  • RITA diz: 29 de dezembro de 2014

    é lamentável,infelizmente a nossa segurança está uma merda!!os bandidos estão solto, p fazer mais vitimas.quando isso vai acabar…como seria,se fosse da familia de um policial.sim,eles já teriam dado um jeito.infelizmente,a nossa policia não sabem correr atras de um bandido.eles mataram essa mãe,e sairam a pé,como se nada tivesse acontecido.e,os nossos policias que não fazem nada,eles ainda querem aumento….VÃO TRABALHAR SEUS MALANDROS,VÃO CORRER ATRAS DE LADRÃO…..

  • Julio Crescêncio diz: 29 de dezembro de 2014

    Me desculpem, a franqueza, não ira acontecer nada se o vagabundo for menor, antes da metade do ano de 2015, estara nas ruas, se for maior e se, eu disse se, pegar 30 anos, com bom comportamento, sai com 12 anos de cana, por ai !!

  • Micheli diz: 29 de dezembro de 2014

    Me coloco no lugar dessa família e imagino o tamanho da dor que estão sentindo.Nós pessoas de bem, somos prisioneiros das Leis Brasileiras, onde um menor mata, e mata pq pode matar, pq a Lei Brasileira é totalmente falha, e no dia seguinte esses “menores” estão de volta as ruas.Tenho vergonha de ser brasileira, e se você opta por fazer justiça com as próprias mãos, vc é preso julgado e condenado, e ainda vem os direitos humanos proteger essa corja. Vivemos em um país onde os bons pagam pelos maus e a Constituição aplaude essa inversão de valores!! Meus sentimentos a toda a família…

  • claudia diz: 30 de dezembro de 2014

    Sr Rita , fico chocada ao ler esse tipo de comentário, sou esposa de um um policial militar, e fico muito triste e acho um desrespeito esse tipo de comentário, um dos motivos é que polícia não é Deus, é impossível estar presente em todos os lugares. Acho que a senhora está desrespeitando não só os policias, mas eu meu filho e todas as esposas, mães e filhos … Não gostaria que meu filho lesse esse tipo de comentario pois todos os dias quando meu marido sai para o trabalho ficamos na incerteza de seu retorno. Ele é ameaçado por bandidos sem caráter nenhum. Que são presos sim; mas que a justiça põe para as ruas outra vez. Então peço que a senhora reflita melhor. Pois meu marido e seus colegas de farda arriscam suas vidas para proteger cidadoes como a senhora. Não estou pedindo reconhecimento mas sim RESPEITO!

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