
O La Niña (em branco) durante sua aparição em 1997: fenômeno climático no Pacífico Equatorial está associado a excesso de chuva no Rio Grande do Sul
Responsável por chuvas acima da média no Rio Grande do Sul, o evento climático El Niño continua em gestação no Pacífico Equatorial e a maioria dos modelos climáticos já sinaliza o desenvolvimento das condições necessárias para a ocorrência do fenômeno (que se caracteriza pelo aquecimento anormal das águas do oceano) no decorrer do trimestre entre julho e setembro.
Mas ainda é cedo para prever as consequências do La Niña para o regime de chuvas do Estado. Uma previsão elaborada em conjunto pelo Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (Cptec), pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e pelos centros estaduais de meteorologia prevê igual probabilidade de distribuição das precipitações entre as categorias abaixo, normal e acima da normal climatológica.
A previsão também sinaliza que o trimestre terá temperaturas típicas de inverno, podendo, em alguns períodos, ocorrer acentuado declínio devido às incursões de massas de ar frio, assim como episódios de geada.
