A chuva não para no Norte e no Nordeste brasileiros. Além do Acre, onde dezenas de milhares de pessoas foram atingidas pela cheias, as precipitações têm sido abundantes em Tocantis, Pará, Amapá, Roraima, partes do Amazonas, Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte.
No fim de semana passado, a chuva foi especialmente intensa em Porto Velho, a capital de Roraima, onde caíram 100 mm entre sábado e domingo. No Ceará, cidades como Beberibe, Ipu, Russas, Palhano e Jaguaruana tiveram, em dois dias, um volume de chuva maior do a média do mês de fevereiro.
Mas a situação mais grave é no Acre, onde as chuvas já provocaram inundações em pelo menos 10 municípios, afetando quase 100 mil pessoas, segundo a Defesa Civil do Estado.
A capital Rio Branco está em estado de calamidade pública devido à elevação das águas do Rio Acre. Nos primeiros 27 dias de fevereiro caíram 355 mm na cidade, correspondendo 25% acima da média para o mês de fevereiro. Em janeiro, as chuvas já haviam ficado quase 40% acima da média histórica (em torno de 284,8 mm, segundo o Inmet).
A chuva desta época do ano no Norte do país é provocada pela combinação de temperaturas elevadas e alto teor de umidade do ar. As chuvas fortes ocorrem principalmente no período da tarde, noite e madrugada.
Nas próximas 24 horas, a previsão de chuva forte localizada em boa parte do Estado.
O Rio Acre também está provocando problemas na Bolívia. Na cidade de Pandp, perto da fronteira com o Brasil, mais de mil pessoas foram desabrigadas pela subida das águas (foto abaixo).
