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Do nove falso ao tradicional: todos têm espaço no futebol de hoje

16 de novembro de 2013 0

messi
Foto:  Josep Lago/ AFP

A presença obrigatória do centroavante clássico em um time vencedor foi só mais uma das verdades “absolutas” colocadas sob questão pelo Barcelona de Guardiola. Mas o futebol ainda está recheado de exemplos da importância deste tipo de jogador.

Há uma corrente que pensa na figura do 9 clássico como uma espécie em extinção. O futebol moderno repele, segundo este pensamento, um jogador que não participa intensamente da partida a todo momento. Mas existem claras vantagens em ter o centroavante tradicional no elenco. E elas vão além do faro artilheiro e capacidade de finalização.

O posicionamento do “9″ atrapalha a compactação do time adversário. Encurtar a distância entre defesa, meio-campo e ataque é uma das obsessões dos treinadores. O centroavante que sempre ronda a área obriga o zagueiro a guardar lugar para vigiá-lo, impossibilitando-o de avançar para aproximar-se de companheiros mais adiantados.

Quando o chamado “falso-nove”, como Messi é no Barça, recua para buscar a bola, traz com ele o marcador, que fica na região de construção das jogadas, “embolando” o setor e diminuindo os espaços de quem tem a bola. Por outro lado, causa indefinição na marcação: muitas vezes o zagueiro não se sente seguro para sair da área e acompanhá-lo, o que lhe dá liberdade de ação.

No Barça, as vantagens de escalar um centroavante que não se comporta como tal são evidentes. Os homens de meio têm técnica tão apurada que não sentem os efeitos da diminuição de espaços. Parecem até preferir trabalhar em regiões de campo aglomeradas, de onde iniciam as sequências de passe que darão liberdade a seus companheiros lá na frente. De quebra, a equipe aproveita o melhor de sua principal estrela.

Mas nem todo time tem jogadores com essa capacidade. O erro de muitos ao ver o balé encantador dos catalães foi imaginar que aquilo deveria ser copiado por todos como o caminho único para vencer.

Os gols e a forma com que prendem os zagueiros escancaram a utilidade dos centroavantes posicionados. E mostram que o “falso-nove” funciona para quem pode, não necessariamente para quem quer.

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