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Louri, Ana e seus anjos anônimos

19 de novembro de 2009 1

Louri e Ana: duas histórias de vida recompensadas com a solidariedade anônima/Alvarélio Kurossu

Lembram da Ana Rute Bento, de 24 anos, aquela faxineira, moradora do Bairro Bom Jesus, em Lages, que encontrou um envelope com R$ 315 em um corredor da Universidade do Planalto Catarinense (Uniplac) e devolveu tudo ao dono?

Pois a história dela encontra-se com a de um desconhecido, o desempregado Louri de Oliveira, de 38 anos, morador de um loteamento popular no Bairro Planalto Serrano, no município de Correia Pinto.

Louri sempre conviveu com a obesidade, e só engordou cada vez mais após a morte do seu filho, de apenas dois aninhos, ao ingerir veneno de rato na creche, há nove anos.

Pobre e sem trabalho há três anos, Louri mal consegue caminhar, e sonha desde 2002 com uma cirurgia de redução do estômago pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mas até agora não conseguiu.

Voltando à Ana Rute, publicamos sua história no Diário Catarinense de 29 de outubro deste ano. No mesmo dia, uma surpresa.

Abro meu e-mail e me deparo com a mensagem de um homem afirmando ter ficado emocionado com a honestidade de Ana Rute e, por isso, queria presenteá-la com uma certa quantia em dinheiro.

Soube, outro dia, que o cidadão depositou R$ 100 na conta bancária de uma colega de trabalho de Ana Rute, que lhe repassou o valor.

Já o drama de Louri foi publicado no DC do último domingo, 15 de novembro.

No mesmo dia, uma mulher me enviou um e-mail afirmando também ter se emocionado com a história e pedindo os contatos de Louri, pois ela e um grupo de amigos pretendem fazer uma “vaquinha” para pagar a cirurgia do homem ainda este ano.

Tanto o homem que depositou o dinheiro para Ana Rute como a mulher que quer pagar a cirurgia para Louri pediram para permanecer no anonimato, sem a menor divulgação.

Fizeram o que fizeram apenas pelo prazer de ajudar, sem nenhuma publicidade.

E por isso mesmo vale a pena ser honesto, como a Ana Rute, e dedicado, como o Louri, que mesmo com uma renda familiar inferior a R$ 500 por mês, cria um filho biológico, uma filha adotiva e três sobrinhos.

Quem precisa e merece, sempre acaba recompensado de alguma forma. Parabéns à Ana, ao Louri e aos seus anjos anônimos.

Postado por Pablo Gomes, Lages

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Comentários (1)

  • Névio Fernandes diz: 19 de novembro de 2009

    Que maravilha! É este o papel da imprensa, ao mesmo tempo que informa, faz criar no cidadão a ansia e o estímulo na ajuda ao próximo.É claro que seria ótimo termos um sistema de saúde igualitário e que atendesse a todos sem distinção e salários compatíveis com a dedicação e honestidade, como é o caso de Ana. Mas fatos como estes, que mostram desprendimento e anonimato, se não resolvem os problemas sociais do mundo, possuem a característica e a esperança de poder sensibilizar, ainda!!

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