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Covardia contra um pai de família

31 de março de 2010 2

O leitor Wagner Urbano, de São Joaquim, entra em contato novamente para comunicar um fato chocante que aconteceu lá naquela querida cidade.

Recebemos algumas fotos, mas não vamos publicá-las porque são imagens fortes.

Na noite do último sábado, um trabalhador e pai de família, de 27 anos, transitava de carro pelo Centro da cidade com sua mulher e o filho, de apenas um aninho de vida, quando um homem atirou-se na frente do veículo, simulando um atropelamento.

O motorista parou imediatamente para prestar socorro, quando foi surpreendido por outros quatro homens que, junto com o “atropelado”, começaram a espancar o cidadão com pedradas na boca, chutes e socos, a fim de roubar o veículo.

A vítima apanhou bastante, e as covardes agressões só pararam quando moradores e um policial de folga viram a movimentação e interferiram.

O jovem, que chegou a ficar inconsciente durante alguns momentos, foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros e encaminhado ao hospital da cidade.

Felizmente, ele está bem, apesar de ter perdido vários dentes, de ter ficado com o rosto deformado e de ter passado por essa situação terrível na frente da sua mulher e do pequeno filho.

A princípio, nenhum dos cinco agressores é de São Joaquim, e todos estariam na cidade trabalhando na colheita de maçã.

Dois deles – um natural de Lages e outro do Rio Grande do Sul – foram presos em flagrante por tentativa de roubo e conduzidos à Cadeia Pública local.

Um dos problemas do desenvolvimento…

Este é um dos grandes problemas do desenvolvimento. Como a produção de maçã em São Joaquim cresce ano a ano, é inevitável a contratação de pessoas de várias partes do Brasil para trabalhar na colheita e no raleio.

Mas entre estas centenas de trabalhadores, existe muita gente malandra. Foragidos que encontram em São Joaquim um bom esconderijo e bandidos que se aproveitam da bondade e do estilo de vida interiorano dos joaquinenses para praticar crimes.

Daí a importância de se investir cada vez mais na mão-de-obra qualificada local, para evitar que sujeitos inescrupulosos tomem conta da região e tirem a paz e o emprego dos moradores nativos.

Pablo Gomes, São Joaquim

Crack, nem pensar

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Comentários (2)

  • jose ernani freitas diz: 31 de março de 2010

    Veja-se o contraste do lamentável fato ora relatado, se cotejado com aquele do
    ‘cão herói’, ocorrido aí mesmo na nossa querida São Joaquim. Num a crueldade
    sem piedade do ser humano, no outro o sentimento nobre de solidariedade de
    um animal.

  • Névio Fernandes Filho diz: 1 de abril de 2010

    É meu caro José Ernani, contrastes bem fortes. Eu por acaso sofro mais, pois sempre defendi os Direitos Humanos, tenho em mente que a sociedade é que modifica o ser humano, ninguém nasce mau. Os integrantes da quadrilha, ou beberam ou fizeram deliberadamente este ato. A idéia da mão de obra especializada e sempre ocupada seria uma solução para São Joaquim, não esta mão de obra sazonal e barata, apesar de todos terem o direito ao trabalho. Existe em nossa região o hábito originário do frio, a grande maioria dos bares com bilhar e bebidas alcoólicas em grande quantidade. Muitos dos que cometem crimes, ao estarem sóbrios nem se lembram do aque fizeram ou do ocorrido.Infelizmente temos o livre arbítrio de fazer o que queremos, mesmo os atos mais monstruosos, pois somos humanos, racionais e irracionais.Os animais estão na nossa frente…!

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