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Crimes ambientais e multas milionárias

31 de março de 2010 4

Fotos: Alvarélio Kurossu, Wagner Urbano e Dionata Costa/São Joaquim Online

Dois flagrantes de crime ambiental no mesmo dia e na mesma cidade. Na terça-feira, a Polícia Militar e a Polícia Ambiental fizeram a apreensão de uma carga irregular de pinhão e de sete pássaros silvestres em São Joaquim.

Quatro pessoas foram responsabilizadas, serão multadas e processadas judicialmente.

O primeiro flagrante ocorreu por volta da meia-noite, no Centro da cidade. Ao abordar um caminhão com placas de Santo Amaro da Imperatriz, a Polícia Militar descobriu que o veículo estava carregado com dezenas de sacas de pinhão.

A Polícia Ambiental foi acionada, e contabilizou 5,5 toneladas da semente.

A legislação brasileira permite a colheita e a venda do pinhão somente a partir de 15 de abril, a fim de evitar que seja retirado das araucárias antes do amadurecimento, o que pode derrubar o valor comercial da semente e impedir a perpetuação da espécie.

O vendedor do pinhão apreendido é dono de uma feira no Centro de São Joaquim. Já o comprador é de Santo Amaro da Imperatriz.

Os dois responderão a processos por crime ambiental, que prevê pena de seis meses a um ano de detenção, e deverão pagar multas que podem chegar a R$ 300 por quilo, num total de R$ 1,65 milhão para cada infrator. O pinhão será doado a entidades beneficentes de São Joaquim.

Já no início da tarde, no Bairro Raia, também em São Joaquim, a Polícia Ambiental apreendeu, em duas casas, sete pássaros silvestres, dentre os quais, um papagaio-do-peito-roxo, que está ameaçado de extinção.

Os animais estavam presos em gaiolas e em más condições de higiene. Alguns poderão voltar para a natureza, mas é certo que pelo menos o papagaio-do-peito-roxo, que está bastante estressado, deverá ser encaminhado ao Centro de Tratamento e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetras), em Florianópolis.  

Os proprietários das casas onde os pássaros foram apreendidos também responderão por crime ambiental e deverão pagar multas de R$ 500 por animal.

Pablo Gomes, São Joaquim

Crack, nem pensar

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Comentários (4)

  • Cristhiano Daniel Fritzen diz: 31 de março de 2010

    Parabéns à Polícia Ambiental. Este trabalho merece louvores! Mas sempre será em vão se a população não fizer sua parte: protegendo, preservando, denunciando.
    Espera-se que as pessoas flagradas sejam de fato exemplarmente punidas.

  • Anonimo diz: 31 de março de 2010

    Parabéns a Policia Ambiental, é um grande trabalho que eles fazem libertando estes passaros silvestres e acabando com o contra bando destes animais.

    Atenção Policia Federal – tem funcionário público de órgão de Planejamento da prefeirtura de Florianópolis querendo comprar pássaros silvestres e jabitis.

  • Ana diz: 2 de abril de 2010

    Só uma pequena correção no texto.
    Não é Bairro Raia e sim “Bairro Nossa Senhora Aparcida”.
    Sou moradora de São Joaquim e conheço esse bairro.
    Mas mesmo assim parabéns!

    Comentário do blog:

    Olá, Ana, muitíssimo obrigado pela sua informação. Grande abraço e sucesso!

  • Névio Fernandes Filho diz: 4 de abril de 2010

    Infelizmente, os serranos que deveriam dar o exemplo na preservação de nossa flora e fauna, já ameaçados de extinção, não o fazem, ao contrário somam-se aos que pelo lucro degradam ainda mais a natureza. As empresas simplesmente pagam as multas e continuam a degradação, as multas que no Direito devem funcionar como um elemento pedagógico para que o ato ilícito não aconteça mais, atualmente não exercem mais efeito. O fator político e o poder influenciador das empresas falam mais alto, e o judiciário não possui mais paciência para esta luta.Esta, só terá fim quando não restar no mundo alguma cisa que possa trazer lucro, mas a partir dái só haverá desertos no Planeta.

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