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Alguns pecados da melhor maçã do mundo

22 de abril de 2010 3

Festa da Maçã é isso: receptividade, carinho, calor humano e alegria. Fotos: Alvarélio Kurossu

Subindo um pouco mais até a querida São Joaquim na noite de terça-feira, quando a dupla sertaneja Victor e Léo se apresentou para um público de nove mil pessoas durante a 18ª Festa Nacional da Maçã, foi possível constatar alguns detalhes que merecem ser analisados. Para o sucesso do evento.

Obviamente, existem muito mais pontos positivos que os negativos. Mas se os negativos existem, precisam ser corrigidos.

Aplausos para a estrutura do parque, desde a portaria, onde é possível comprar os ingressos, fazer o credenciamento e entrar sem nenhum problema, inclusive com direito a uma maçã; para os palcos, especialmente o palco 1, que conta com arquibancada; para os vários banheiros móveis; para a rua central do parque, toda coberta; para o carisma dos artistas; para a civilidade do público; para a segurança, garantida especialmente pela presença em massa das polícias Civil e Militar; e para a maravilhosa Nevada da Canção Nativa que, neste ano, em sua quinta edição, recebeu mais de 300 inscrições de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Argentina e Paraguai e emocionou o público com a fantástica qualidade das letras e músicas.

Poderia ser melhor…

Chegamos ao parque às 23h, ao mesmo tempo em que o grande público começou a chegar, e quando fomos procurar produtos à base de maçã para uma ou mais reportagens sobre gastronomia típica, não encontramos.

No Recanto da Maçã, a porta estava fechada, e a resposta de algumas senhoras que estavam por ali era de que havíamos chegado muito tarde (então todo mundo chegou tarde, pois o grande público entrou no parque depois de nós) e que o local só reabriria no dia seguinte.

Então percorremos praticamente todos os ambientes do parque em busca dos tais produtos, e o máximo que encontramos foi um chá e uma torta de maçã.

Até mesmo a famosa tapioca nordestina contava com vários sabores, de chocolate a morango. Menos maçã.

Outro aspecto que pode ser corrigido é quanto aos preços dos produtos vendidos nos boxes de bebidas.

Quem vai a qualquer festa sabe que vai pagar mais caro por qualquer coisa, e isso é normal. Mas os valores poderiam ser tabelados.

Pelo menos durante o show de Victor e Léo, foi possível encontrar a lata de cerveja da mesma marca por três preços diferentes nos boxes (R$ 3,00; R$ 3,50 e R$ 4,00).

É claro que, quem busca economia, vai onde o produto é mais barato. Mas se o cidadão não sabe dessa diferença, pode ser explorado a noite inteira.

Mas é isso. A festa está sim muito boa, apesar da chuva. São Joaquim precisa e merece um evento desse tamanho.

Parabéns aos organizadores e, principalmente, ao povo joaquinense, que faz o visitante se sentir muito bem e em casa com o calor humano de um dos lugares mais gelados do Brasil.

Pablo Gomes, São Joaquim

Crack, nem pensar

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Comentários (3)

  • josé ernani freitas diz: 22 de abril de 2010

    À noite, com chuva e frio, a equipe devia pedir alguma bebida destilada ou fermentada, à base de maçã, sidra por exemplo. Chás e tortas, são coisas para o período diurno, para deleite da criançada.
    Deixando de lado a brincadeira, claro que a crítica procede, os produtos à base de maçã, devem ser o mote principal da festa, assim como em Lages, na Festa do Pinhão, a gastronomia
    prevalente, deve ter o pinhão como protagonista.
    Mas, de qualquer forma, vê-se que ao contrário do que aconteceu com Adão e Eva no paraíso,
    neste caso, as virtudes foram mais fortes que os pecados.

  • Névio Fernandes diz: 22 de abril de 2010

    Como uma curiosidade lida hoje no jornal Diário Catarinense, coluna Moacir Pereira me deparei com uma crítica do prefeito de São Joaquim, José Nérito de Souza com relação a Justiça Trabalhista e suas ações na região de São Joaquim e mais especificamente aos produtores de maçã.
    Fiquei estarrecido com um conhecido produtor de maçã da região que pela notícia veiculada, teve o seu pomar e alojamentos interditado por fiscais e policiais federais.
    Na ocasião o produtor possuía em sua propriedade 159 trabalhadores recrutados na cidade de Santana do Livramento, Rio Grande do Sul, os quais tiveram que ser dispensados.
    Será que na nossa região não há trabalhadores disponíveis para este tipo de trabalho, em Lages uma cidade carente de empregos, este produtor não achou ninguém capacitado para a função ou tudo são estratégias para se pagar baixos salários e manter estes trabalhadores em regime escravo de trabalho. É vergonhoso esta situação, e pior, partindo de nossos empresários que primam em criticar o governo a toda hora e continuam acomodados em modelos empresariais de décadas atrás.
    Economizam em salários na serra, mas gastam horrores em diversões na Ilha da Magia e Balneário Camboriú. O prefeito em vez de apoiar a fiscalização por melhores condições de trabalho aos operários da maçã, ao contrário, passa ao largo da Lei.

  • PEDRO GIRARDI diz: 25 de abril de 2010

    NÓS FOMOS EM UMA EXCURSÃO SAIMOS DE GRAVATAL PELO RIO DO RASTRO( LINDO) BOM JESUS DA SERRA,,,,SÃO JOAQUIM….ESTAVA UM FRIO DE LASCAR O CANO,,MAS NÃO NEVOU,,,,E NA VOLTA FOMOS NA FABRICA DE MAÇÃS ONDE EMBALAM PARA DISTRIBUIR PARECE QUE É SAMTOJO,,,,,FIQUEI IMPRESSIONADO COM A CAPACIDADE E TÉCNOLOGIA QUE ELES TEM E A LOGISTICA E TRABALHO PARA ESCOLHER AS MAÇAS,,FOMOS MUITO BEM RECEBIDOS PELA DIREÇÃO FOI UMA VIAGEM FANTÁSTICA,,QUERO REPETIR E VOLTAR LÁ DE PREFERENCIA COM NÉVE

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