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Uniplac é viável e não será liquidada

30 de abril de 2010 0

Uniplac recupera-se bem da crise financeira e deve conquistar o recredenciamento do status de universidade. Foto: Alvarélio Kurossu

A Universidade do Planalto Catarinense (Uniplac), de Lages, é viável e não será liquidada, vendida ou municipalizada.

A instituição recupera-se bem da grave crise financeira que resultou em dívidas milionárias, incertezas e medo e culminou com a intervenção judicial, em outubro de 2008.

Nesta sexta-feira, o pedido de recredenciamento do status de universidade foi protocolado junto ao Conselho Estadual de Educação, em Florianópolis, o que pode consolidar de vez a recuperação da Uniplac.

Desde fevereiro, a Uniplac elaborou o relatório de todas as suas atividades realizadas entre 2004 e 2009 a fim de obter o recredenciamento, válido por nove anos.

O Conselho Estadual de Educação tem seis meses para apreciar o material, aprová-lo e encaminhar para homologação do governador de Santa Catarina.

E entre os aspectos a serem avaliados, está a situação financeira da instituição.

Quando assumiu a intervenção, em agosto do ano passado, o secretário de Finanças da prefeitura de Lages, Walter Manfroi, cogitava que a fundação seria liquidada e sua gestão repassada a outro grupo.

Naquela ocasião, os pagamentos dos fornecedores e os salários dos cerca de 550 funcionários, que chegaram a atrasar por três meses e somaram R$ 2 milhões, já estavam em dia.

Agora, com a melhora no quadro financeiro e a entrada de mais de mil novos alunos no primeiro semestre deste ano, maior número em uma década, o discurso mudou e Manfroi afirma que a Uniplac consegue andar com as próprias pernas, é viável e sua continuidade está garantida.

_ Liquidação, venda ou municipalização são hipóteses descartadas _, diz Manfroi.

Mas apesar de a parte pedagógica, com ensino, pesquisa, extensão e filantropia funcionarem perfeitamente entre os quatro mil alunos de 55 cursos de graduação, 19 de pós-graduação e um mestrado, e os pagamentos dos fornecedores e os salários dos 570 funcionários estarem em dia, a Uniplac ainda enfrenta problemas financeiros, com dívidas fiscais e bancárias que somam aproximadamente R$ 34 milhões – R$ 30 milhões com os bancos e R$ 4 milhões em tributos.

Com o apoio da Justiça, estas dívidas, cujos pagamentos estão suspensos, estão sendo negociadas. A proposta da Uniplac é reduzir em 50% os valores devidos aos bancos.

Na próxima semana, uma audiência entre o interventor, representantes do Judiciário e o prefeito Renato Nunes de Oliveira tratará da escolha do novo Conselho de Administração da Fundação Uniplac, a ser composto por 12 membros da sociedade, mas ainda na condição de intervenção judicial.

Pablo Gomes, Lages

Crack, nem pensar

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