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Prefeita eleita em Celso Ramos nem assumiu a já corre o risco de ser cassada

07 de junho de 2010 1

Inês Schons (PSDB), prefeita eleita de Celso Ramos, ficou três horas na delegacia após ser abordada pela polícia com R$ 1 mil em sua bolsa. Foto: Alvarélio Kurossu

A eleição suplementar em Celso Ramos teve como vitoriosa a coligação Vamos fazer valer a vontade e a voz do povo, com Inês Teresinha Pegoraro Schons (PSDB) como prefeita e Vanderlei Schons (PSDB) de vice.

O resultado oficial foi divulgado por volta das 18h deste domingo. Inês e Vanderlei obtiveram 1.232 votos, contra 1.094 de André Guarda (PMDB) e Gilson de Lorenzi (PP), da coligação Por amor a Celso Ramos.

Inês venceu a eleição por 138 votos a mais, com 52,97% dos válidos, e será a quarta pessoa a administrar o município em menos de um ano e meio.

A diferença é ainda maior que no pleito passado, quando seu antecessor, José Alciomar de Matia (PSDB), derrotou Gilson de Lorenzi por 93 votos.

Mas antes mesmo de sequer votar, Inês precisou explicar à polícia sobre os R$ 1 mil em dinheiro, divididos em notas de R$ 50, encontrados na tarde de sábado em sua bolsa numa blitz da Polícia Militar, e iniciará o cargo de prefeita, no próximo dia 18, já correndo o risco de ser cassada caso seja indiciada pela Polícia Civil, denunciada pelo Ministério Público e condenada pela Justiça.

O inquérito policial foi instaurado ainda no sábado e tem o prazo de 30 dias para ser concluído.

Se houver indícios de que compraria votos com o dinheiro, que foi apreendido, Inês pode ainda ser alvo de uma ação de investigação judicial eleitoral para apurar o que se chama de captação ilícita de sufrágio.

Este procedimento, lembra o promotor de Justiça Jean Pierre Campos, é mais rápido e é o mesmo que resultou na cassação do ex-prefeito José Alciomar de Matia (PSDB) e do ex-vice Ildo Pelozato (DEM), inclusive sob a mesma acusação de compra de votos.

_ Eu estava com o dinheiro na minha bolsa e iria gastá-lo no que precisasse, como qualquer cidadão que anda com dinheiro na carteira. Fui eleita vereadora três vezes consecutivas e agora vamos fazer valer a vontade e a voz do povo _, disse Inês ao Diário Catarinense.

Inês diz estar com a consciência tranquila quanto ao dinheiro encontrado com ela e garante estar preparada para fazer o melhor por Celso Ramos durante os próximos 30 meses em que atuará como prefeita.

Pablo Gomes, Celso Ramos

Crack, nem pensar

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Comentários (1)

  • Nevio Fernandes Filho diz: 8 de junho de 2010

    Erro crasso e precipitado da polícia, se for nesta toada, qualquer um que estiver com o seu salário terá cometido um ilícito. Como é que a polícia irá provar que o dinheiro seria para a compra de votos ou para as despesas pessoais da candidata.

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