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Cuidado com os buracos, o acostamento estreito, a sinalização precária, a placa coberta, os motoristas malucos...

26 de agosto de 2010 2

Placa coberta pelo mato na SC-438, em São Joaquim, é um símbolo dos problemas das rodovias estaduais da Serra Catarinense. Foto: Alan Pedro

Não é de hoje que moradores, motoristas e turistas reclamam das condições das rodovias estaduais da Serra Catarinense, especialmente a SC-438, que liga Lages a Tubarão, e a SC-458, que vai de Capão Alto a Anita Garibaldi.

Buracos e mais buracos, acostamento precário, sinalização pior ainda. Estas rodovias só não são tão sanguinárias porque têm um tráfego relativamente pequeno se comparado ao de outras estradas do Estado.

Mas vale destacar que, no caso da SC-438, é uma rodovia turística, por onde passam milhares de veículos de todo o Brasil, principalmente no inverno.

Além disso, é uma importante via de escoamento, já que por ali rodam os caminhões carregados com as 300 mil toneladas da melhor maçã do mundo produzidas anualmente na região de São Joaquim.

Um símbolo do descaso com a SC-438 é esta placa que indica ultrapassagem proibida (foto acima).

A sinalização está em um barranco à beira da rodovia, na altura do Km 84, nas proximidades do Snow Valley (Vale da Neve), em São Joaquim.

Só que a placa está completamente coberta pelo mato. Pelo menos estava há alguns dias, quando passamos por lá e registramos a foto.

Pode ser que o problema já tenha sido resolvido, mas é fato que permaneceu por um bom tempo. Afinal, mato nenhum cresce tão rápido a ponto de cobrir uma placa de trânsito de um dia para o outro.

Tudo bem que muitos motoristas não respeitam a faixa dupla daquele trecho, que é uma reta – faixa dupla, aliás, bem apagada – e nem respeitariam a placa se estivesse visível.

Registre-se ainda que a SC-439, nos trechos de Urupema a Rio Rufino e entre Urubici e a Serra do Corvo Branco, está sendo pavimentada. Que bom.

Mas uma rodovia como a SC-438, por onde passam perto de dois mil veículos por dia, precisa com urgência de uma revitalização e uma manutenção constante.

Antes que a maçã, responsável por 70% da economia da região, pare de chegar aos mercados mais ricos do país; antes que o turista pare de visitar a região; antes que vidas sejam destruídas.

Pablo Gomes, São Joaquim

Crack, nem pensar

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Comentários (2)

  • josé ernani freitas diz: 26 de agosto de 2010

    Detendo-me apenas nas coisas menores, de pequeno custo e de fácil solução: Jamais
    consegui entender, porque a sinalização é tão deficiente. A pintura ou repintura das
    faixas tem custo irrisório e o corte dos arbustos que escondem as placas, menor ainda.
    Assim sendo, penso que a danada da burocracia brasileira, atrapalha até essas coisas
    mais simples e óbvias,- há conflito de competências e coisas do gênero. Poderiam ser
    solucionadas, creio, com convênios entre o Estado e as prefeituras por onde passam as
    rodovias, ficando essas, como responsáveis por esses serviços, dentro do limite de
    cada município.

  • josé ernani freitas diz: 26 de agosto de 2010

    Acerca de conservação/manutenção das estradas, há décadas atrás, cada trecho de
    estrada tinha um funcionário do DER, que com instrumentos rudimentares, como pás,
    enxadas, foices, picaretas e suas inseparáveis galhotas. Cuidavam da limpeza de valas,
    de bueiros, cobertura de buracos, retirada de pedras, capinação, roçação, etc.
    À época, era uma solução barata e eficiente, para a maioria dos pequenos problemas
    de nossas empoeiradas e/ou lamacentas rodovias.
    O funcionário citado, chamava-se CANTONEIRO, e tinha de todos nós o maior respeito,
    pelo árduo trabalho que desenvolvia.

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