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Região começa a ser presenteada com shows inteligentes e de qualidade

30 de agosto de 2010 2

Em julho, Humberto Gessinger e Duca Leindecker emocionaram os fãs de Engenheiros do Hawaii e Cidadão Quem em duas apresentações na Serra. Fotos: Alvarélio Kurossu

Com todo o respeito a todos os gostos, mas felizmente, para a alegria de muitos e para o bem da cultura, a Serra Catarinense vai se rendendo aos grandes shows – grandes não em quantidade de público, mas em qualidade.

A música tradicionalista, o sertanejo e o pagode são bastante populares e nunca perderão espaço.

Mas o público mais exigente, que gosta de algo mais produzido e não curte o modismo que se espalha pelo país comemora uma atenção maior ao rock’n roll e outros estilos baseados nas letras inteligentes.

Após a 22ª Festa Nacional do Pinhão, quando predominaram os shows sertanejos, a região começou a receber atrações que fazem jus ao berço de grandes nomes como Expresso Rural, Orquídea Negra, Lenzi Brothers, Brazil Hi-Fi, The Zorden e tantos outros.

Em julho, Lages e São Joaquim receberam o incrível show do Pouca Vogal, um duo entre Humberto Gessinger, dos Engenheiros do Hawaii, e Duca Leindecker, do Cidadão Quem.

Depois vieram The Beetles, banda argentina considerada o maior cover dos The Beatles no mundo; Edinho Santa Cruz e Banda, com o melhor do rock internacional; e em outubro chegam os “dinossauros” escoceses do Nazareth.

Se formos fazer uma lista de boas atrações que podem voltar ou aparecer por aqui, dá para apontar alguns nomes como Creedence – que já tocou em Santa Catarina algumas vezes -, Nando Reis, Zé Ramalho, Titãs, Paralamas do Sucesso, Nenhum de Nós, Papas da Língua, TNT… e por aí vai.

Apesar de estes shows nem sempre atraírem um público tão grande como os sertanejos, por exemplo, é importante que a região receba atrações de elevadíssimo nível cultural.

Não precisa o lageano sair de sua cidade e atravessar o país para ver um belo show de rock’n roll.

É só fazer por aqui mesmo, pois quem gosta vai, nem que precise pagar um pouco mais por isso.

Parabéns a quem aposta nestes eventos. A região fica conhecida como um centro de boa música, o público muitas vezes carente de qualidade fica feliz e nós teremos boas notícias para contar.

Pablo Gomes, Lages

Crack, nem pensar

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Comentários (2)

  • marcelo diz: 30 de agosto de 2010

    cara, vc escreveu a coisa mais certa desse mundo. já tinha passado da hora de lages dar mais atenção especial pras músicas boas e de qualidade. que bom que vcs se preocupam com esse lance cultural, que tanto precisa de ajuda. parabéns e vida longa ao rock!!!

  • Adriana diz: 31 de agosto de 2010

    Prezado Pablo, concordo com seu comentário sobre a atual fase de bons shows em Lages. Discordo somente da parte que se refere à música tradicionalista. A verdadeira música tradicionalista sempre teve excelentes instrumentistas e intérpretes. A “música tradicionalista” que eu acredito que você se referiu é o chamado “tchê music”, que realmente tem qualidade bastante duvidosa.
    Abraço.

    Comentário do blog:

    Olá, Adriana, muito obrigado por participar do Diário da Serra. Tu tens toda a razão. Afinal, não há nada mais lindo, emocionante e verdadeiro que a música nativista. Aquela feita e cantada com o coração e que empolga multidões em festivais como a Sapecada da Canção Nativa, em Lages, e a Nevada da Canção Nativa, em São Joaquim. Aliás, agende-se, pois a Nevada ocorrerá no dia 8 de outubro, ali na querida São Quinca. Abração!

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