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Posts do dia 2 setembro 2010

Decisão sobre a vida de Gustavo pode sair ainda nesta sexta-feira

02 de setembro de 2010 0

Na audiência desta quinta-feira, Gustavo alternou momentos de lucidez e sérios distúrbios mentais. Fotos: Pablo Gomes

Ficou para esta sexta-feira ou, no máximo, a próxima semana, a decisão judicial sobre a vida de Gustavo Henrique Waltrick.

Por volta das 21h desta quinta, após ouvir 15 depoimentos, incluindo o do réu, o juiz Geraldo Correa Bastos determinou que todos os papéis sejam organizados e entregues a ele em seu gabinete, onde vai proferir provavelmente nesta sexta a sentença de admissão ou não da pronúncia – aceitação formal, por parte do juiz, da denúncia feito pelo Ministério Público.

Em seu interrogatório, Gustavo apresentou tranquilidade e respondeu a praticamente todas as perguntas do juiz.

Disse que sente falta da mãe e da irmã, que se arrepende do que fez e não faria novamente.

Duas situações podem ocorrer com a decisão do magistrado. Se entender que Gustavo é totalmente inimputável, ou seja, sem condições mentais, ele absolve o réu, aplica uma medida de segurança e o manda de volta para o Hospital de Custódia, em Florianópolis.

No manicômio, Gustavo ficará por tempo indeterminado, talvez até o resto da vida.

A cada três anos, um laudo deverá ser atualizado com a situação do jovem, e ele só sairá quando os médicos atestarem a sua capacidade de voltar à vida normal.

Mas se o juiz entender que Gustavo é semi-inimputável e suas condições mentais o permitem responder por seus atos como qualquer pessoa dita normal, Gustavo será pronunciado e levado a júri popular.

Sendo semi-inimputável e se for condenado, lembra o juiz, Gustavo poderá ter direito a uma redução legal de um sexto a dois terços da pena.

Se o juiz optar pela redução da pena, o jovem irá para uma unidade prisional comum.

Não havendo a redução, o condenado cumprirá toda a pena no Hospital de Custódia se for necessário continuar o tratamento.

Pablo Gomes, Lages

Crack, nem pensar

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Jovem que confessou ter matado a mãe e a irmã com 43 facadas em Lages vive momento decisivo

02 de setembro de 2010 2

As reações de Gustavo: tranquilidade, frieza, sarcasmo e desafio. Fotos: Pablo Gomes

O jovem Gustavo Henrique Waltrick, de 20 anos, que confessou ter matado a mãe, Beatriz Terezinha Tolza de Liz, 46, e a irmã, Ana Júlia Anzolin, de 11 anos e portadora da Síndrome de Down, na noite de 8 de abril deste ano, no apartamento da família, no Centro de Lages, participa nesta quinta-feira de uma audiência no Fórum de Lages que poderá decidir se ele irá a júri popular ou será absolvido do crime e ficará sob tratamento psiquiátrico no Hospital de Custódia, em Florianópolis.

A audiência começou por volta das 10h, parou às 13h e recomeçou às 17h. A previsão do juiz Geraldo Correa Bastos é de que os trabalhos terminem por volta das 22h.

Durante o evento, Gustavo, que está sem algemas mas escoltado por policiais militares, demonstra tranquilidade e frieza.

Em alguns momentos chega a rir, como quando foi perguntado ao seu padrasto se o via como um louco pela família.

Em outros momentos, lança olhares desafiadores ao público e em outros não demonstra nenhuma reação, apenas ouve calmo e atento.

A promotoria tenta provar ao juiz que Gustavo é saudável e precisa ser julgado como qualquer pessoa, mas a defesa, com base em atestados médicos, garante o jovem é doente mental, tem tendências a voltar a cometer crimes e precisa ser absolvido para receber tratamento psiquiátrico adequado.

No entanto, Gustavo voltará para o manicômio independente da decisão desta quinta-feira devido a uma recomendação do Hospital de Custódia para que ela possa receber o tratamento.

Pablo Gomes, Lages

Crack, nem pensar

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