Ficou para esta sexta-feira ou, no máximo, a próxima semana, a decisão judicial sobre a vida de Gustavo Henrique Waltrick.
Por volta das 21h desta quinta, após ouvir 15 depoimentos, incluindo o do réu, o juiz Geraldo Correa Bastos determinou que todos os papéis sejam organizados e entregues a ele em seu gabinete, onde vai proferir provavelmente nesta sexta a sentença de admissão ou não da pronúncia – aceitação formal, por parte do juiz, da denúncia feito pelo Ministério Público.
Em seu interrogatório, Gustavo apresentou tranquilidade e respondeu a praticamente todas as perguntas do juiz.
Disse que sente falta da mãe e da irmã, que se arrepende do que fez e não faria novamente.
Duas situações podem ocorrer com a decisão do magistrado. Se entender que Gustavo é totalmente inimputável, ou seja, sem condições mentais, ele absolve o réu, aplica uma medida de segurança e o manda de volta para o Hospital de Custódia, em Florianópolis.
No manicômio, Gustavo ficará por tempo indeterminado, talvez até o resto da vida.
A cada três anos, um laudo deverá ser atualizado com a situação do jovem, e ele só sairá quando os médicos atestarem a sua capacidade de voltar à vida normal.
Mas se o juiz entender que Gustavo é semi-inimputável e suas condições mentais o permitem responder por seus atos como qualquer pessoa dita normal, Gustavo será pronunciado e levado a júri popular.
Sendo semi-inimputável e se for condenado, lembra o juiz, Gustavo poderá ter direito a uma redução legal de um sexto a dois terços da pena.
Se o juiz optar pela redução da pena, o jovem irá para uma unidade prisional comum.
Não havendo a redução, o condenado cumprirá toda a pena no Hospital de Custódia se for necessário continuar o tratamento.
Pablo Gomes, Lages







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