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Posts do dia 22 setembro 2010

Ex-governador Esperidião Amin rebate críticas de vereadores lageanos

22 de setembro de 2010 4

Recebemos do ex-governador e candidato a deputado federal Esperidião Amin (PP) um e-mail com uma carta na qual ele diz se defender de “ataque imotivado” que alguns vereadores de Lages teriam desferido contra ele, no começo de setembro, em sessão na Câmara de Vereadores.

Segue o texto na íntegra.

"Prezados amigos.

Lamento que alguns políticos da região de Lages sejam capazes de espalhar mentiras para enganar seu povo e vencer uma eleição.

Em nome da lealdade que sempre dediquei ao Planalto Serrano, cumpro o dever de relatar ao menos parte do que, ao longo de minha vida pública, sonhamos e realizamos juntos.

Tenho a convicção de que poucos homens públicos podem ter tido o privilégio de fazer tanto pela nossa Serra.

Pela infra-estrutura viária, recordo a determinação de executar o trecho mais difícil e caro da BR-282, do Rio Canoas até Palhoça, reduzindo em cerca de duas horas o tempo de viagem ao Litoral.

E, com orgulho, assinalo a pavimentação e iluminação da Serra do Rio do Rastro, cartão postal do Planalto Serrano e de nosso Estado, conhecido no Brasil todo!

Além dessas duas gigantescas obras, minha participação no desenvolvimento do sistema rodoviário da nossa Serra está presente na rodovia Índios-Palmeiras-Otacílio Costa-BR470 (SC425), no acesso ao Centro de Painel, na rodovia BR116-Capão Alto-Campo Belo do Sul (SC458), na viabilização e garantia de financiamento (BID IV) do trecho seguinte Campo Belo-Cerro Negro-Anita Garibaldi, na execução da rodovia Painel-Urupema (SC439), na rodovia Lages-São Joaquim-Bom Jardim da Serra (SC438), na rodovia Cruzeiro (São Joaquim)-Urubici-BR282 (SC430).

Sem deixar de mencionar apoio a obras de pavimentação urbana.

Em saneamento, promovemos investimentos em esgotamento sanitário e abastecimento de água, num tempo em que as ingerências do FMI dificultavam financiamento para tão importantes obras.

Na educação, executamos reformas e ampliações de 160 escolas no Planalto Serrano.

Em Lages, destaco as escolas Nossa Senhora do Rosário e a Aristiliano Ramos.

No nosso governo, foi duplicada a capacidade do Centro de Ciências Agroveterinárias da Udesc.

Estes investimentos possibilitaram o acesso de mais 400 estudantes ao curso de Medicina Veterinária e a matrícula de mais 400 estudantes no curso de Agronomia.

Na área da saúde, promovemos a implantação do serviço de Urgência e Emergência dos hospitais Seara do Bem e Nossa Senhora dos Prazeres.

Na região, melhoramos a capacidade de atendimento de mais quatro hospitais, como, por exemplo, o Nossa Senhora das Graças, em Bom Retiro.

Finalmente, destaco a iniciativa de implantar os serviços de UTI Neonatal, Ortopedia, Oncologia e atendimento a gestantes de alto risco na região.

Cuidamos das crianças vítimas de abuso ou exploração sexual com saúde, educação, justiça, segurança, esporte, lazer e cultura através do Programa Sentinela.

De igual sorte, foi estendido o amparo a centenas de crianças de famílias desestabilizadas pela pobreza ou em situação de risco social em todos os municípios através do Programa de Apoio às Crianças (PAC).

Na área de Segurança Pública, a Serra recebeu atendimento marcado pelo respeito ao profissional da Segurança e ao cidadão.

Os conselhos comunitários de segurança foram apoiados e prestigiados. O contrário ocorreu no governo que assumiu em 2003, ensejando protestos amplamente divulgados.

Pelos agricultores, desenvolvemos projetos que repercutiram na região, tais como o Banco da Terra (Crédito Fundiário), Microbacias II e o Programa Florestal de Trabalho e Renda, que antecipava a renda das famílias para estimular o reflorestamento das pequenas propriedades.

Esse programa, assim como a obra do novo aeroporto, foi abandonado. Apoiamos com microcrédito as pequenas empresas.

Em Lages, o Banco da Mulher (hoje Banco da Família) foi a primeira instituição credenciada no Estado com aporte de R$ 2 milhões do Badesc, possibilitando a criação de cerca de 3,5 mil novos empregos, além de manter outros quatro mil, realizando mais de 15 mil operações de microcrédito entre 1999 e 2002, movimentando aproximadamente R$ 20 milhões.

Em 2002, assinamos o acordo que viabilizou a Usina de Biomassa, destinada a produzir, em Lages, energia a partir de resíduos da indústria madeireira.

Garantimos, através da Celesc, a compra da energia produzida e os produtores de madeira tiveram finalmente mercado para rejeitos que prejudicam o meio ambiente.

Tenho, por isto, consciência de ter estado presente nas lutas de Lages e do Planalto Serrano.

É por isso que venho aqui pedir o voto do povo da Serra, com a cabeça erguida e de peito aberto.

Sou candidato a representar nossa gente na Câmara dos Deputados em Brasília. Quero ser deputado federal e vou explicar por quê.

Tenho a determinação de participar no cenário nacional do esforço (com Ângela no governo) para fazer Santa Catarina ter o respeito que merece.

Vou ajudar nosso Estado a reduzir as deficiências de infra-estrutura, lutando por melhores rodovias, ferrovias, portos e aeroportos, como o regional de Correia Pinto.

Tenho compromisso firme com a busca de mais saneamento básico, educação de qualidade e saúde integral.

Vou defender a agricultura e a família do agricultor. Vou brigar por mais segurança nas ruas, pelo desenvolvimento do turismo, por oportunidades para os jovens.

Quero propor políticas públicas para dar proteção aos idosos e às crianças.

Em nome da lealdade que sempre dediquei ao Planalto Serrano, peço o seu voto de confiança em Esperidião Amin 1133 deputado federal.

Não posso deixar de pedir seu voto para os nossos candidatos a deputado estadual e federal da coligação Aliança com Santa Catarina.

Com os nossos senadores Hugo Biehl 111 e Elizabeth Tiscoski 112 e Angela 11 para o governo.

Cordialmente,

Esperidião Amin 1133”.

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Klabin levanta do caixa volta a investir

22 de setembro de 2010 0

Fábrica de Otacílio Costa passou por parada geral de manutenção e receberá novos investimentos, bem como as unidades de Lages, Correia Pinto e Itajaí. Fotos: Pablo Gomes
Fábrica de Otacílio Costa passou por parada geral de manutenção e receberá novos investimentos, bem como as unidades de Lages, Correia Pinto e Itajaí. Fotos: Pablo Gomes

Depois de dizer que passaria dois anos sentada sobre o caixa para protegê-lo dos efeitos da crise financeira que assustou o mundo entre 2008 e 2009, uma das principais potências industriais do Brasil vê mudanças positivas no cenário, revê suas previsões e anuncia investimentos em suas unidades catarinenses.

No fim do ano passado, a Klabin, maior produtora, exportadora e recicladora de papéis do país e com cinco unidades em quatro cidades de Santa Catarina – duas em Lages, uma em Correia Pinto, uma em Otacílio Costa e uma em Itajaí -, havia anunciado que os investimentos no Estado em 2010 ficariam restritos a uma caldeira de biomassa na fábrica de Otacílio Costa, além de serviços rotineiros de manutenção.

Mas agora, a empresa entende que é possível voltar a investir, e fará isso em todas as suas unidades.

A um custo de R$ 35 milhões, a caldeira, com capacidade de gerar 50 toneladas/hora de vapor, deve entrar em operação no fim do ano e vai reduzir os gastos com energia em Otacílio Costa, já que a empresa economizará R$ 15 milhões por ano ao substituir o óleo combustível pela biomassa, proveniente de madeira da própria região.

A fábrica de Otacílio Costa passou neste mês pela parada geral de manutenção em seus equipamentos.

A operação é realizada anualmente e neste ano exigiu durante 10 dias a terceirização de 2,2 mil trabalhadores de todo o país e até do exterior, num investimento de R$ 17 milhões.

Também para Otacílio Costa, onde são produzidas 370 mil toneladas/ano de papel para caixas de papelão, está aprovada uma reforma no sistema de evaporação a fim de economizar vapor e ganhar produtividade. O investimento de R$ 52 milhões deve começar ainda este ano.

Em Correia Pinto, onde tem 380 funcionários e produz 160 mil toneladas por ano de celulose, a Klabin finaliza estudos para implantar uma nova caldeira de biomassa.

Em Lages, onde tem 900 funcionários e produz 68 milhões de sacos industriais por mês, a empresa passou a operar desde agosto com uma nova linha de fabricação que proporciona ganhos em produção e qualidade.

Já em Itajaí, onde conta com 350 colaboradores e produz 55 mil toneladas por ano de caixas de papelão, serão instaladas no início de 2011 novas impressoras que resultarão em melhores soluções gráficas e num acréscimo de 10% na produção.

Continua no post abaixo...

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A visão da diretoria da Klabin

22 de setembro de 2010 0

Na entrevista a seguir, o diretor industrial da Klabin, Sadi Carlos de Oliveira, comenta sobre a decisão da empresa de voltar a investir, sobre o atual cenário econômico e sobre a expectativa da companhia em relação às eleições gerais de outubro.

* DIÁRIO CATARINENSE – A que se deve a decisão da Klabin de levantar do caixa e voltar a fazer grandes investimentos em Santa Catarina? Está sobrando dinheiro? É necessidade da empresa? Exigência do mercado?

SADI CARLOS DE OLIVEIRA – Em 2009 a Klabin apoiou-se em seus pontos fortes como forma de superar as dúvidas impostas pelo cenário de crise financeira global.

Como empresas de todo o mundo, começamos o exercício sem conseguir identificar claramente as perspectivas para o negócio.

Naquele momento, nos amparamos em um dos nossos principais pilares, a solidez financeira, com ações para proteger e manter a liquidez como um importante diferencial em um ambiente de retração de capitais.

Superamos as expectativas, pois encerramos 2009 com posição de caixa acima do saldo do ano anterior.

A empresa desenvolveu novos mercados, ampliou sua base de clientes e aproveitou a situação para entrar em mercados que buscavam novas soluções em um momento de crise.

Os investimentos e estudos em andamento visam reduzir custos operacionais, notadamente aqueles ligados à redução da dependência do óleo combustível, possibilitando sustentar nossa competitividade nos mercados em que atuamos.

* DC – No fim do ano passado, a Klabin e o mundo todo estavam se recuperando da crise financeira que havia assustado o planeta. Como está o atual momento econômico?

SADI - Diante do bom desempenho da economia brasileira e de sinais positivos na Europa e nos Estados Unidos, as perspectivas para a Klabin são promissoras.

O ritmo de aquecimento da economia brasileira tem garantido o bom desempenho da demanda dos bens de consumo duráveis e não duráveis.

* DC – A poucos dias das eleições gerais, como a Klabin vê este momento? Incertezas? Apreensão? Tranquilidade?

SADI – Com tranquilidade. O Brasil passou bem pela crise financeira e isso demonstra que a economia do país já está estruturada sobre bases mais sólidas.

Continua no post abaixo...

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Sobre a Klabin

22 de setembro de 2010 0

* Com 13 mil funcionários diretos e indiretos, a Klabin tem 111 anos de existência e conta com 17 unidades industriais no Brasil, distribuídas em oito estados, e uma na Argentina;

* Organizada em quatro unidades de negócios – florestal, papéis, embalagens de papelão ondulado e sacos industriais –, encerrou o ano de 2009 com um lucro líquido de R$ 333 milhões, frente a um prejuízo de R$ 349 milhões em 2008;

* Registrou um lucro líquido de R$ 49 milhões no segundo trimestre de 2010 (61% a mais que o trimestre anterior), acumulando um lucro de R$ 80 milhões no primeiro semestre;

* A empresa encerrou o segundo trimestre de 2010 com uma receita líquida, incluindo madeira, de R$ 905 milhões, 7% a mais que o primeiro trimestre e 33% a mais que o mesmo período do ano passado;

* No primeiro semestre de 2010, a receita líquida atingiu R$ 1,75 bilhão, acréscimo de 25% em relação ao mesmo período do ano passado;

* Somadas, as vendas de cartões revestidos e papelão ondulado representaram 67% do volume de vendas da companhia no primeiro semestre de 2010;

* No primeiro semestre de 2010, a Klabin totalizou 863 mil toneladas de produtos vendidos, um aumento de 22% em relação ao mesmo período do ano passado.

Pablo Gomes, Otacílio Costa

Crack, nem pensar

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