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Garoto lageano sofre de doença rara e precisa de ajuda

25 de outubro de 2010 0

Henrique da Silva Vargas e sua mãe, Iolanda Vieira da Silva. Foto: Alan Pedro

Um pequeno cidadão catarinense pede ajuda. Henrique da Silva Vargas, de dez anos, é portador de uma doença rara e grave.

A medicina já encontrou uma solução para amenizar o sofrimento do garoto. A família, por sua vez, busca uma solução para continuar o tratamento, que é de alto custo.

Portador há três anos de esclerose múltipla, Henrique é o terceiro dos quatro filhos da agora desempregada Iolanda Vieira da Silva, 37.

Moradora do Bairro Morro Grande, um dos mais carentes de Lages, Iolanda tinha, até cinco meses atrás, um emprego no qual recebia um salário mensal de R$ 700.

Mas precisou pedir demissão para cuidar do garoto, e até dezembro contará com o seguro-desemprego de R$ 550 por mês.

Não fosse este benefício com data para terminar, os R$ 300 que Henrique recebe de pensão do pai, a ajuda das avós e as rifas e os jantares promovidos na comunidade para arrecadar dinheiro, o tratamento que custa em torno de R$ 1,2 mil por mês em uma clínica de Curitiba (PR) – em Santa Catarina Henrique não encontrou tratamento justamente pela raridade da doença – seria inviável.

Iolanda lembra que este tratamento, feito há cinco meses, evita as crises de esclerose múltipla, que a cada três meses, em média, levavam Henrique a perder força no corpo e praticamente vegetar na cama.

Uma alternativa para reduzir os custos e o sofrimento seria um tratamento mais forte, que substituiria este mensal e estabilizaria a doença. Só que o custo passa de R$ 21 mil.

_ Nestes três anos que o meu filho tem a doença, eu já cheguei a vê-lo praticamente morto e pensei que iria perdê-lo. Nas crises, ele não tinha força nem para abrir uma garrafa. O tratamento tem efeitos colaterais e apresenta riscos, por isso tivemos dificuldade em encontrar alguma clínica que aceitasse o caso. Hoje estamos bem mais confiantes, pois o tratamento está dando certo, mas estamos sofrendo com o alto custo _, diz Iolanda.

Henrique é tímido, mas deixa evidente o desejo de ficar bem. Jogar futebol, andar de bicicleta e brincar de pega-pega são atividades complicadas para ele.

Um computador com internet tornou-se a sua principal diversão. Até mesmo ir para a escola fica difícil quando o corpo está debilitado.

E é para mudar essa realidade e manter o sorriso no rosto que ele pede ajuda.

_ Só quero ficar bem.

Continua no post a seguir…

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