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Uma doença rara em crianças

25 de outubro de 2010 0

Lazer de Henrique é restrito a navegar na internet. Foto: Alan Pedro

O neurologista Paulo Rogério Mudrovitsch de Bittencourt, que atende Henrique em Curitiba, explica que a esclerose múltipla é uma doença inflamatória que atinge pequenos pontos no cérebro e na medula.

Proveniente da carga genética do indivíduo junto a uma carga viral, provoca incapacidades no corpo, como deficiência nas pernas e incapacidade de segurar a bexiga, enxergar e engolir.

Estes são os principais sintomas. As mortes por causa da doença, no entanto, são incomuns.

A esclerose múltipla começa, geralmente, em pessoas na faixa etária dos 30 aos 35 anos, e 65% dos pacientes são mulheres.

Quando a doença começa abaixo dos 18 anos, é chamada de esclerose múltipla pediátrica.

Já quando começa abaixo dos 10 anos, como é o caso de Henrique, é chamada de esclerose múltipla infantil. E essa categoria é muito rara.

_ Em 30 anos tratando esclerose múltipla já atendi vários casos pediátricos, mas nenhum infantil. Na literatura médica nacional e até internacional são raros os casos. Os médicos, em geral, não sabem como tratar alguém em quem a doença começou aos sete anos _, diz o neurologista.

Por uma questão ética profissional, o médico de Henrique não fala sobre o caso do garoto.

Paulo Rogério diz que nos pacientes mais jovens a doença é inflamatória, ao contrário dos mais velhos, em quem é degenerativa.

Nos mais jovens a resposta do tratamento é mais rápida, mas as incapacidades físicas são praticamente inevitáveis e apenas uma questão de tempo.

_ O tratamento prolonga esse tempo, mas a esclerose múltipla é uma doença que dura a vida toda e não tem cura. Até 15 anos atrás nem existia tratamento. Os remédios funcionam enquanto o paciente os consome, e 50% dos portadores da doença conseguem controlá-la e melhoram _, conclui o neurologista.

Continua no post a seguir…

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